Bíblia e cotidiano

Martinho Lutero lutou por colocar a Bíblia na mão do povo; mas o que fazemos dela hoje?

É de muita relevância conhecer os textos bíblicos, aplicando – os na nossa vida cotidiana, ao considerar a história que tem por detrás deles e a atuação de Deus para que chegassem intactos a nós. É de se admirar o que foi conservado.
A relação entre o ser humano e Deus por via dos textos bíblicos se dá no dia a dia, numa leitura diária reflexiva e piedosa que vise buscar: consolo ,conforto, sobriedade, esperança e alimento, mesmo num mundo em constante caos, onde vemos tragédias diariamente. Diz o profeta Jeremias: “Quero trazer à memória o que me pode dar esperança” (Lamentações 3.21).
Hoje, na era da tecnologia digital, quando temos no celular, no tablet muitas traduções da Bíblia, precisamos aproveitar para não nos distanciar do texto bíblico, ou só carregar conosco como mais um dos nossos vários arquivos digitais. Sem um exame criterioso, perde-se tudo de bom que os textos da Bíblia podem nos trazer.
Muitos judeus gostavam de afixar um mezuzá nos umbrais da porta, para relembrar a presença de Deus na casa e a libertação do povo do cativeiro egípcio. Willian L. Coleman nos diz que as versões originais do mezuzá eram mais elaboradas e continham um pergaminho onde estavam gravados, num dos lados, as passagens de Deuteronômio 6.4-9; 11.13-21.
Hoje podemos carregar todo o texto bíblico, diferente deles que se valiam oralmente dos conhecimentos adquiridos e assim repassavam uns aos outros. Será que temos aproveitado este privilégio?
É preciso valorizar a construção divina dos textos do AT com o NT. A ligação de ambos no levará a uma salutar compreensão daquilo que Deus propõe para nós. “No primeiro século, quando não se lia a Bíblia, pois o codex era muito caro e não dava para transportar os rolos, o primeiro testamento então era impossível de se ler no cotidiano, por isso a tradição oral, neste contexto, é de suma importância”, registrou Suely Santos, na revista Caminhando.
Hoje transportamos a Bíblia para qualquer lugar, com variadas traduções e comentários. Podemos não apenas ler, mas até ouvir, por que então a displicência diária com o texto bíblico ou usá-lo como um talismã de caixinhas de promessas ou postagens nas redes sociais de tão somente aquilo que nos agrada? É preciso voltar aos primórdios e observar o eixo de interpretação.
Na Reforma Protestante, Martinho Lutero publicou suas 95 teses em 31 de outubro de 1517 em frente à igreja do Castelo de Wittenberg, na Alemanha. Assim, a Palavra de Deus passou a ter um cunho mais popular, pois Lutero pregava que todo mundo devia ler a Bíblia, que ele traduziu para o povo alemão, chegando a todas as camadas da sociedade.
Em todo o tempo, o uso da Bíblia deve ser natural no nosso cotidiano, primeiro devocionalmente, parafraseando o profeta Jeremias: “Achando-se as tuas palavras, logo as comi, e a tua palavra foi para mim o gozo e alegria do meu coração; porque pelo teu nome sou chamado, ó Senhor Deus dos Exércitos.” (Jeremias 15.16).
Pr. Omar Figueiredo dos Santos é responsável pelas IAPs em Jardim Paineira e Itaquera, na Convenção Paulistana Leste.

Um dos pilares da Reforma Protestante

“Sola fide”: somente a fé

No dia 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero pregou um texto que ficou conhecido como as 95 teses na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, na Alemanha. Essas teses tinham uma grande ênfase doutrinária e foram muito utilizadas pelo movimento que estava nascendo: a Reforma Protestante. O Protestantismo surgiu com a premissa de basear suas ideias e doutrinas somente nas Escrituras Sagradas e isso originou o que chamamos de “Cinco Solas”. Esses “Cinco Solas” são cinco princípios que foram considerados, pelos reformadores, como fundamentais para a vida e prática cristã.
Os “cinco solas” são: “Sola Fide” (Somente a fé); Sola Gratia (Somente a graça); Solus Christus (Somente Cristo); Sola Scriptura (Somente a Escritura); e Soli Deo Gloria (Somente a Deus, a glória). Como neste mês de outubro a Reforma Protestante comemorará 498 anos, acredito ser importante refletirmos sobre cada um dos seus princípios bíblicos e de que maneira temos vivido a nossa vida e prática cristã num mundo tão corrompido e distante de Deus.
Vivemos numa sociedade que precisa desesperadamente ser alcançada pelo evangelho de Cristo Jesus. Como igreja de Cristo, necessitamos ser constantemente reformados pela Palavra poderosa de Deus. Sendo assim, os princípios destacados por Lutero são tão atuais como nos dias em que foram enfatizados com a Reforma.
O primeiro “Sola” em que refletiremos é “Sola Fide”: isto é, somente a fé. A Bíblia enfatiza que somente por meio da fé em Deus e no sacrifício de Cristo no Calvário é que podemos ser salvos e alcançarmos a vida eterna (Jo 3: 16). Ela é fundamental para a nossa vida, pois “Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam” (Hebreus 11:6). Através da fé nos tornamos filhos de Deus (Jo 1: 12). É ela quem nos faz admitir que não temos qualquer condição de libertar-nos sozinhos dos nossos próprios pecados, das nossas culpas e dos nossos erros. Pela fé podemos entender que nossas atitudes e nossos méritos não são capazes de nos dar salvação (Rm 3: 10). É justamente por isso que necessitamos só e totalmente da pessoa e da obra do Cordeiro de Deus que veio tirar o pecado do mundo para nos livrar das terríveis consequências do pecado.
É interessante mencionar que o versículo bíblico que chamou a atenção de Lutero no que se referia à importância da salvação pela fé é Romanos 1: 17 – “O justo viverá pela fé”. A fé em Cristo não é um mero exercício intelectual, nem é um “pensamento positivo” e nem é “cega”. Pelo contrário, tal fé está profundamente relacionada à confiança no Senhor e em sua Palavra; é por intermédio dela que entregamos nossas vidas ao senhorio de Jesus, abandonamos o pecado e renunciamos a tudoo que pode nos afastar do nosso Senhor e Salvador.
Para todo aquele que se entregou a Jesus, ter fé significa necessariamente que desejamos aprofundar o nosso relacionamento com ele. É ela que nos move a caminhar em direção ao nosso alvo maior, que é o próprio Jesus, o Autor e Consumador da fé (Hb 12: 2). É somente pela fé em Cristo que podemos ser reconciliados com Deus e sermos considerados justos perante os olhos do Senhor. Não importa o que éramos ou o que fazíamos, a partir do momento em que colocamos nossa fé em Cristo, temos os nossos pecados perdoados, seja eles quais forem. Através da fé, somos alcançados pela maravilhosa graça de Deus.
 
Dsa. Claudia Duarte congrega na IAP em Votuporanga (SP) e é diretora do Departamento Infanto Juvenil Regional.

Aprendendo com o Anthonny

No dia 12 de setembro, após a Escola Bíblica, escutei um agudo choro de criança. Era o Anthonny, um garotinho da IAP em Jardim Paneira (São Paulo, SP). Seu pai explicou que ele estava chorando por ter chegado atrasado na Escola Bíblica do Dijap. Fiquei sobremaneira admirado com tal gesto.
Comentei com o seu pai minha admiração por sua atitude, disse que eu estava do lado dele e ponderei: queria que todo o adulto da Igreja tivesse este sentimento demonstrado por aquele choro infantil. Porém, muitos não têm essa preocupação em chegar no horário correto da Escola Bíblica e participar com o mesmo espírito dos bereanos, ávidos pela Palavra de Deus e dispostos a aprenderem.
O desinteresse da Escola Bíblica é demonstrado no horário que alguns chegam, quando chegam. Vi uma frase numa rede social que bem poderia se juntar a este artigo: “Não diga que está disposto a morrer por Cristo se, pelos menos aos sábados, não consegue levantar para ir à Escola Bíblica.”
Ao imaginar que existiram homens que amaram as Escrituras ao ponto de morrer por elas, arriscando tudo que tinham, não amando as suas próprias vidas, como fez Martinho Lutero, em 31 de outubro de 1517, quando fixou na Igreja do castelo de Wittenberg, na Alemanha, suas 95 teses de defesa da salvação mediante a fé na pessoa do Senhor Jesus Cristo, revelado através do conhecimento da Bíblia Sagrada.
A IAP lança lições bíblicas relevantes, facilita virtualmente o acesso a todos os seus membros, realizou um seminário de revitalização da Escola Bíblica mas alguns continuam prejudicando a si mesmos e a seus filhos por um pouco de sono. “Ó preguiçoso, até quando ficarás deitado? Quando te levantarás da tua sonolência? Tirando uma pestana, cochilando um pouco, cruzando os braços para descansar, tua iminente pobreza te aterrorizará, e tua necessidade te assaltará como um ladrão armado.” (Provérbios 6.9-11).
A criança chorou porque chegou atrasada na Escola Bíblica. Naquele momento incentivei imediatamente ao seu pai a chegar no horário devido, aproveitando a disposição e o amor demonstrado pelo seu filho, que não podem ser desprezados.
Você já parou para pensar no desagrado que faz ao Senhor conscientemente ou inconscientemente quando não se atém ou detém nos “negócios do Pai”? (Lucas 2.49). Aprenda com o Anthonny, que está aprendendo com Jesus a amar a Escola Bíblica, e não se conforme em faltar ou chegar atrasado.
Pr. Omar Figueiredo dos Santos é responsável pelas IAPs em Jardim Paineira e Itaquera, na Convenção Paulistana Leste.

Você tem fome de quê?

As pessoas vão atrás das promessas materialistas, mas entretenimentos, viagens e dinheiro apenas iludem e preenchem momentos

Dentre os prazeres da vida, comer, sem dúvida, é um dos principais. Posto que é uma necessidade, realiza com eficácia o dito popular que diz que o bom mesmo, é quando conseguimos unir o útil ao agradável. Infelizmente e tragicamente, milhões ainda não usufruem este prazer e, consequentemente, não têm satisfeita sua necessidade básica de alimento, pois fome é o que enfrentam diariamente, enquanto, por outro lado, o desperdício de comida no mundo resolveria o drama destes milhões de famílias.
A fome não precisa de professor. Não é necessário explicar o que ela é e como dói. O faminto sabe, vive e sente no estômago, aprende sozinho. Até mesmo aqueles que nunca viveram uma mínima crise de alimento, conseguem imaginar, pois qualquer refeição rotineira que atrase um pouco mais, já é o suficiente para receber a voz de protesto: “Ai que fome! Não estou aguentando!”
Caso não haja solução ou socorro, a fome mata. Talvez aqui, com o dado objetivo e frio da consequência final provocada pela fome – a morte – consigamos compreender o estado atual do nosso mundo. Você tem fome de quê? Perguntou o poeta. De amor, de afeto, de carinho? De trabalho, de oportunidade, de serviço? De harmonia, de paz, de calma? De equilíbrio, de decência, de justiça? Do que você tem fome, afinal? Lembre-se, a fome não saciada, mata.
Simone Weil tem um pensamento que nos auxilia: “A alma só tem certeza de que tem fome. Uma criança não para de chorar se lhe dissermos que talvez não exista pão. Ela continua chorando do mesmo jeito.” Toda alma sabe que está com fome, sabe do que tem fome, sabe o que saciaria sua fome. E enquanto o alimento certo não for ministrado o choro não cessará, e isso até que morram todas as forças que alguém é capaz de reunir para chorar.
Gosto da comparação da fome da alma com o choro da criança faminta. Para uma criança não existem explicações racionais que a faça parar de chorar, ela nem entende os porquês apresentados. Possivelmente, a criança nem saiba qual alimento seja melhor, mais saudável, recomendável e seguro. O que ela quer é comida, senão chorará até perder as forças.
Olhe ao seu redor, verdadeiras multidões estão chorando, sabem que tem fome, sabem identificar a fome, mas não conseguem identificar o alimento correto para a fome que têm. Querem alegria, liberdade, prazer, conforto, status, posição, bens, poder, paixão. E vão atrás das promessas materialistas para matar uma fome que só aumenta, afinal, entretenimentos, sexo, viagens, carros, roupas, dinheiro, apenas iludem e preenchem momentos, mas não fazem nem cócegas na fome absurda que massacra a alma.
Ainda que não saiba, a fome escancarada na alma humana clama por Deus. Como procura saciar sua fome com coisas, filosofias e técnicas, mais fome tem. O resultado pode ser visto em escala global, gente estressada, desesperada, impaciente, irritada, depressiva, adoecida, terminal. Aumentam, então, crimes inexplicáveis, suicídios, abandonos, rejeições. Tudo por conta desta solução proposta pelo mundo, que apenas fabrica sorrisos fugazes há décadas com “sexo, drogas, rock’n roll” e afins, mas via de regra só faz aumentar a fome, as lágrimas e a morte de todos os sonhos que um dia foram sonhados.
Se você já tentou de tudo, se já foi em várias fontes à procura de matar sua fome, se já está em vias de desistir, aceite um conselho: experimente Deus. Sei que o conceito é vago e impossível de entendermos, por isso mesmo Ele se encarnou, para sentir nossas dores, viver nossas misérias e suportar a nossa morte, a fim de que pudéssemos viver a Sua vida.
Diante de um mundo tão cético e descrente, com fomes gritantes no Oriente e no Ocidente, cada um foge da sua particular fome migrando para aquilo que julga ser a solução, só não migra para Deus. Diante deste quadro recheado de almas que têm certeza que têm fome mas não sabem resolver seu dilema, finalizo com a surpreendente declaração de um autor ateu, Jean-Paul Sartre: “Que não existe Deus, eu não posso negar, que todo o meu ser clama por Deus, eu não posso esquecer.” O convite ainda continua, para todo aquele que receber o Filho. O Pai garante em Apocalipse 7:16, “Nunca mais terão fome…”, item prometido para a Nova Terra,o lar eterno que ainda está com portas abertas para toda classe social, nação, povo e língua.
 
Pr. Edmilson Mendes congrega na IAP em Pq. Itália (Campinas, SP) e integra a equipe do Departamento Ministerial – Convenção Geral e Paulista.

Relacionamentos superficiais

Como o Corpo de Cristo pode – e deve – ser diferente

Relacionar-se, conviver, partilhar, compartilhar valores, não é uma tarefa das mais fáceis, porém, ela é aprendida quando existe respeito ao ser humano criado à imagem e semelhança de Deus, independente do seu credo religioso ou filosofia de vida.
Na igreja de Cristo, relacionar-se com o outro que ama a Jesus e que obteve de Deus a revelação da Sua Palavra também não é fácil, acrescentando-se que Jesus disse que o joio cresceria junto do trigo, pois a colheita é dele. O apostolo Pedro, por exemplo, mesmo convivendo e vendo o que Jesus fazia e como Jesus se comportava, demorou no seu processo de conversão, que só aconteceu quando Jesus foi entregue aos homens para concretização de sua missão. Pedro chorou amargamente quando a sua ficha caiu e percebeu a quem tinha negado (Lucas 22.62).
Como estamos convivendo com nossos irmãos? Qual a profundidade dos nossos relacionamentos? A hipocrisia e a mentira têm tido vez em nosso meio? Caso sim, com certeza, isso não provém de Deus e os nossos valores espirituais estão distorcidos e enfraquecidos.
A oração de Jesus ainda é válida: “Para que todos sejam um” (João 17.21a). A união em torno da estabilidade e do crescimento da igreja de Deus deve ser maior do que qualquer objetivo egoísta. Mesmo neste tempo de isolamento tecnológico, quando muitos se relacionam virtualmente, superficialmente, como dizia o poeta paraibano Augusto dos Anjos: “Cada um no seu canto, chora o seu pranto”. Em outras palavras: “cada um com seus problemas”.
Precisamos de gente de bem, discípulos e servos verdadeiros de Cristo, que através das Palavras de Deus, tragam conforto e solidariedade às pessoas e aos irmãos de fé, não com falsidades, fofocas e outros artifícios que menosprezam uns e projetam outros, não com interesses escusos, não para cumprir um protocolo “igrejeiro”, mas sim por causa do que Jesus nos ensinou, quando valorizou pessoas que o seguiam: “Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo te conheça” ( João 17.23).
A convivência com o padrão mundano, com toda a sua libertinagem, falsidade e hipocrisia afetou até os apóstolos de Cristo (João 12.6).  O que diríamos de nós, hoje, caso não estejamos de fato ligados à videira verdadeira? Estes padrões de comportamento podem nos atingir, chocando-se frontalmente com os valores e ensinos do Reino de Deus. Como posso analisar se não estou vivendo relacionamento superficial com meus irmãos de fé? Devo responder sinceramente estas inquietações: Gasto tempo na oração por eles? Ao mencioná-los aos outros, qual o sentimento que externo? Trato todos como gostaria de ser tratado (a), respeitado (a) e lembrado (a)?
Existe uma regra bíblica chamada: regra áurea ou regra de ouro. Ela diz que devemos nos enquadrar na lei concernente ao próximo e a Deus também: “Aqui está um guia simples e objetivo de conduta: pergunte a você mesmo o que quer que os outros façam a você, e, então, faça o mesmo a eles. Na verdade, nisso se resumem a Lei e os Profetas. (Mateus 7.12). Alguém já disse que os dentes podem ser postiços, mas a língua deve ser sempre verdadeira. Seja autêntico e Deus trabalhará no aperfeiçoamento do seu caráter e da sua personalidade através do fruto do Espírito.
Pr. Omar Figueiredo dos Santos é responsável pelas IAPs em Jardim Paineira e Itaquera, na Convenção Paulistana Leste.

A grande virada

O balanço da vida é importante, pois nos faz pensar no que fizemos e corrigir atitudes, para o futuro que nos resta


Recentemente, recebi de um irmão um CD gospel cantado por Elvis Aaron Presley, considerado o mais famoso músico de carreira solo do século XX. Fiquei vários dias ouvindo sua impressionante e inconfundível voz.  Uma dádiva de Deus. Sua fama ainda hoje é tão marcante que a mansão onde morou, em Memphis, no Tennessee, dizem, é o segundo endereço mais visitado nos Estados Unidos, perdendo apenas para a casa Branca. Sua morte prematura aos 42 anos no banheiro da mansão em 16 de agosto de 1977 ainda é rodeada de mistérios. Quais foram as últimas decisões de seu coração? Será que se reencontrou?
Enquanto lia sua intensa e curta trajetória, pude pensar em como a vida se apresenta a nós.  Chega um tempo em que, sensatamente, temos que olhar para o passado e pensar limpamente no futuro que nos resta. Admitir o quão frágil e curta a existência é. Tomar a decisão, ter coragem e enfrentar a realidade. Refletir sobre o que fizemos e deixamos de fazer. Notar as implicantes consequências de nossos atos e assumir por inteiro cada um deles, devolvendo no mínimo, duplicado, a quem tenhamos defraudado. Aos que negamos obediência, mais obediência, aos que negamos o amor, muito mais amor.
Verdade seja escrita, abaixo toda a resistência, por mais que outros possam ter contribuído, somos nós mesmos os maiores responsáveis por aquilo que nos acontece. Aqui vale lembrar a inerrante lei da semeadura, plantio e colheita. Se nos encontrarmos mal, com os celeiros da existência cheios de ervas daninhas, creiamos que há tempo de semear para uma nova e boa história. Sem vícios, enganos, culpas ou vaidades. Reeditar, refazer o que não fizemos bem. Simplificar, sentir prazer em servir, desintoxicar o EU.
A vida é generosa para todos e Deus ofertará, com certeza, aos homens de boa vontade, o momento racional para as grandes viradas. Quando a bondade e a misericórdia encontrarão lugar para descansar e agir em nós.
Quanto ao Elvis, com certeza, sabia como se reencontrar, pois poucos cantaram tão profundamente Amazing Grace (Maravilhosa Graça):
“Maravilhosa Graça que, perdido, me encontrou.
Estando cego, pude ver, Cristo me resgatou.
Quando sua graça me tocou, do meu medo livrou.
Quão preciosa é para mim a graça do Senhor.”
 
Pr. Ismael Narcizo é responsável pela IAP em Douradina (MS)

Quando o virtual compromete o real

A falta de autocontrole no uso da internet aprisiona cerca de 50 milhões de pessoas no mundo

Se você faz parte das mais de 50 milhões de pessoas do mundo que não suportam ficar off-line, cuidado: é possível que você seja um viciado em internet!

“Na internet os poderes são ilimitados, você pode ser quem quiser, pode viver seus sonhos mais extravagantes, pode tem milhões de amigos, pode acessar o conhecimento do mundo todo, se comunicar sem fronteiras. Pode jogar, paquerar, se mostrar, conquistar. Não há limites, e tudo isso na ‘segurança da sua casa’”, relata o psicólogo Odair Comin.

Segundo a também psicóloga Ângela Maria Bavaresco, “a internet faz parte do cotidiano da sociedade, possibilitando maior interação entre as pessoas, uma vez que rompeu com o padrão presencial, no qual era imprescindível a presença dos indivíduos, sendo, deste modo, utilizada também como forma de difusão dos relacionamentos afetivos. É justamente por vivermos numa geração em transição entre um modelo onde a forma de conhecer pessoas era exclusivamente o físico, presencial e real para uma possibilidade de estabelecimentos de relacionamentos através do espaço virtual”.

É impressionante como a internet e as redes sociais têm aproximado pessoas de várias partes do mundo. Porém, se atentarmos ao fato, na maioria das vezes, essa aproximação é fictícia. Existe na verdade um “relacionamento virtual”. Mas quando o uso da internet começa a ser prejudicial?

Penso em três aspectos que ficam nítidos na vida daquele que faz o mau uso da internet: quando a pessoa vicia-se e perde a noção do tempo que gasta conectada à rede; quando a pessoa utiliza a internet como um meio de fuga da crise conjugal e quando a pessoa faz deste meio de comunicação um acesso a toda sorte de textos, imagens e vídeos pornográficos. Apocalipse 21:8 fala sobre o destino daqueles que cometem tais atos: “Mas os covardes, os incrédulos, os depravados, os assassinos, os que cometem imoralidade sexual, os que praticam feitiçaria, os idólatras e todos os mentirosos — o lugar deles será no lago de fogo que arde com enxofre. Esta é a segunda morte”.

Com certeza a internet nos proporciona muita praticidade na comunicação. Podemos nos comunicar com nossa família, nossos amigos, realizar transações bancárias e até assistir a cultos, quando estamos impossibilitados de ir à igreja. Ela faz o elo entre o virtual e o real. Porém, é necessário ter autocontrole e procurar fazer tudo para a glória de Deus. “Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus” (1 Co 10:31). Aqueles que souberem usar esse poderosíssimo meio de comunicação, estarão sempre à frente e melhor informados.

Colossenses 3:2 nos alerta para “Mantermos o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas”. Quando o cristão senta-se à frente do computador, ele tem o poder de decidir o que acessar, ouvir e baixar. Pensando sempre em Cristo, ele certamente irá tomar sábias decisões e fazer escolhas corretas. O apóstolo Paulo já sentia na pele a luta travada entre a carne e o espírito quando escreveu a sua carta aos Romanos, no capítulo 7, “Não entendo o que faço, pois não faço o que desejo, mas o que odeio (…) Sei que nada de bom habita em mim, isto é, em minha carne. Porque tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo”. Precisamos ser moderados e prudentes para não pecarmos, para isso contamos com nosso grande amigo e ajudador Espírito Santo.

Que possamos nos alimentar mais a Palavra de Deus, buscarmos ter mais intimidade com o Senhor, darmos valor ao tempo de qualidade com nossa família e controlarmos nossos impulsos para que tenhamos vidas espiritualmente saudáveis. Fazendo assim, estaremos agindo como “os que pertencem a Cristo Jesus, que crucificaram a carne, com as suas paixões e os seus desejos” (Gálatas 5:24), segundo Paulo. Que o onosciente Deus nos conceda sabedoria e domínio próprio em todas as situações de nossas vidas.

Diego da Silva Barros é diretor da UMAP, coordenador de Missões e Evangelismo na IAP em Piedade (Rio de Janeiro) e colaborador da equipe de Capelania Prisional da IAP.

 

Prontos para a segunda milha

O cansaço e o desânimo não podem nos vencer, se estamos em Cristo
Se alguém o forçar a caminhar com ele uma milha, vá com ele duas. (Mateus 5:41)
Como estão seu ânimo e sua disposição? O segundo semestre do ano já chegou e com ele as muitas “pressões”: por fora combates, temores por dentro (2 Co 7:5c), mas temos um nobre convite da parte de nosso Senhor: “Tende bom ânimo”! (Jo 16:33). E “ande a segunda milha”! Mas o que isso significa?
Jesus estava ensinando do alto do monte às multidões, mas especialmente aos seus discípulos, que se aproximaram dele (Mt 5:1).          Comentando o texto, Hendriksen (2001:436) diz que o verbo “forçar” refere-se à autoridade de convocação, de forçar ao serviço. É uma palavra tomada do idioma persa, que com toda probabilidade, foi tomada do babilônico. Quando alguém disponível ou seu animal fosse obrigado ao serviço social, sempre que necessário, deveria haver pressa em cumprir o mandato da autoridade em questão. É o que acontece hoje com os mesários que são convocados para trabalharem em épocas de eleição, por exemplo, e foi o que aconteceu com Simão de Cirene, quando foi forçado a carregar a cruz de Cristo (cf. Mc 15:21).
Mas o que Jesus está dizendo é que, em vez de mostrar má vontade, ficando amargurado ou ofendido com aquele que força uma pessoa a levar a carga, esta deveria atender a ordem com um sorriso no rosto. “Alguém te pediu que o acompanhasse levando sua carga ao longo de uma milha? Então vai com ele duas milhas! ”.
Assim precisa ser, também, quando alguém necessitar de nós. Devemos demonstrar prontidão (Ef 6:15), amando a bondade (Mq 6:8), com nosso próximo, líder ou não. E na obra do Senhor, não pode haver espaço para preguiça e desânimo. Pelo contrário, devemos contagiar uns aos outros, para estimular-nos ao amor e às boas obras (Hb 10:24) em todo tempo. Pois assim fomos incentivados por Cristo Jesus, através de sua obra na cruz, como Paulo e Epafrodito, que mesmo enfermos fisicamente, não desistiram do serviço cristão (Fp 2:25-30).
Portanto, como discípulos de Cristo, chamados para servir, por causa de Jesus e de seu evangelho, não vamos desanimar-nos e tão pouco desistirmos, mas nos fortaleceremos no Senhor e na força do seu poder (Ef 6:10) Porque Deus não nos deu o espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação (2 Tm1:7). Seja no segundo semestre ou no final do ano, em qualquer tempo e função; na igreja, no Pequeno Grupo ou no trabalho, em qualquer lugar: estejamos prontos para a segunda milha. Fazendo sempre mais e melhor do que nos fora pedido ou “forçado”.
Como ensinou o sábio pregador: Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma (Ec 9:10). Principalmente se for para o Senhor! Aos líderes humanos, obedeçam com respeito e temor, com sinceridade de coração, como escravos de Cristo, fazendo a vontade de Deus, servindo de boa vontade (Ef 6:5-7).
Deus nos habilite para servirmos cada vez mais e com muita alegria! Portanto, mantenham-se firmes, e que nada os abale. Sejam sempre dedicados à obra do Senhor, pois vocês sabem que, no Senhor, o trabalho de vocês não será inútil (1 Co 15:58). Amém.
 
Pr. Mateus Silva de Almeida é responsável pelas IAPs em Limeira e Piracicaba (Convenção Paulista).
 
 

Uma escolha difícil, porém sábia

Com Deus, aprendemos que renunciar à vida nos leva a ganhá-la

 
“Não se faz omelete sem quebrar os ovos”. Certamente, você já ouviu esse ditado popular. Ele é bastante utilizado quando queremos justificar prejuízos causados por escolhas erradas. É impossível seguir a Jesus sem renúncia, como bem disse o próprio Senhor no evangelho de Lucas, capítulo 9, verso 23: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me”.
“Abro mão dos meus sonhos, abro mão dos meus planos, abro mão da minha vida por Ti. Abro mão dos prazeres e das minhas vontades, abro mão das riquezas por Ti”. Esse é o refrão do louvor “Abro mão”, cantado pelo Ministério Toque no Altar. Renunciar não é fácil, sim é verdade. Mas Deus nos garante que “aquele que perseverar até o fim será salvo” (Mt 24:13). Em toda nossa caminhada cristã precisaremos fazer escolhas, tomar decisões difíceis e lutar contra nossos desejos e vontades.
Por toda a Bíblia, iremos encontrar contraposições de escolha: Qual árvore: vida ou conhecimento? Qual jovem: Caim ou Abel? Entrar ou não na Arca? Terra Prometida (desconhecida) ou Ur dos Caldeus (tudo sob controle)? Sacrificar o filho a Deus ou não? Nínive ou Jope? As finas iguarias do rei ou água e legumes? A cruz (cálice amargo) ou a coroa? A mão no arado ou olhar atrás? Os pais ou o Reino? Deus ou as riquezas? Nós fomos feitos seres arbitrários, isto é, criados com a permissão de Deus para fazermos as nossas próprias escolhas: boas ou ruins, certas ou erradas. Na maioria das vezes (infelizmente, graças a nós mesmos), temos feito escolhas erradas, contrárias à vontade do criador. (*)
Há “pesos” em sua vida que precisam ser abandonados? Há pecados ocultos? Custa-lhe muito caro? Quero lhe encorajar dizendo: por Cristo vale a pena! Ore e abandone seus “ídolos”. A porta é estreita, não vai dar pra passar com uma mochila enorme! A decisão é exclusivamente sua! A renúncia, a entrega sem limites, o choro, a devoção, não deve ficar somente no dia do “sim” para Jesus, deve ser todo dia!
Eu e você sempre iremos preferir ter mais que uma opção para fazermos nossas escolhas, mas Jesus não nos dá tantas opções. Ele nos ensinou que precisamos escolher apenas uma entre duas opções. Há dois caminhos; há duas portas; há dois destinos; há duas multidões. E você, já fez a sua escolha? Aí vai uma boa dica para lhe ajudar: “Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendênci” (Deuteronômio 30.19). Que Deus te abençoe!
Diego da Silva Barros é diretor da UMAP em Piedade (Rio de Janeiro) e colaborador da equipe de Capelania Prisional da IAP.
(*) Texto adaptado da lição bíblica “Sermão do Monte, um ensino desafiador” da Editora Cristã Evangélica.

Um período de inúmeras oportunidades

As férias escolares são um momento precioso para estreitarmos os laços com nossos filhos

 
 
Neste mês de julho, está acontecendo uma mudança na rotina de várias famílias com filhos que ainda são crianças e / ou adolescentes. Esta mudança está sendo ocasionada por um acontecimento que, para alguns pais, é motivo de alegria e de satisfação pelo fato de poder passar um pouco mais de tempo com seus filhos;  já para outros, é quase um momento de “desespero”, pois não sabem o que fazer com suas crianças e com seus adolescentes. Que momento é este? O período das férias escolares. Seja 15 dias, 21 dias, ou mesmo 30 dias de férias, o fato é que muitos pais se sentem perdidos e preocupados com o que vão fazer com seus filhos durante todo esse tempo, sem a ajuda da escola e da professora.
Ao refletir sobre essa questão, lembrei-me do versículo bíblico que está registrado em 1 Coríntios 10: 31: “Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus”. Neste versículo, o apóstolo Paulo orientou a igreja de Corinto (e a cada um de nós também) a glorificar a Deus mesmo que tenha que realizar as atividades mais cotidianas possíveis. Além disso, ele reforçou o ensinamento de que tudo o que fizermos deve engrandecer ao Senhor e exaltá-lo.
Você pode estar se perguntando: “o que isso tem a ver com as férias escolares dos meus filhos?” Tem muito a ver! Em primeiro lugar, neste momento de férias, podemos aproveitar para estreitar ainda mais o nosso relacionamento com eles. Sem a correria e a pressão do horário escolar, das tarefas escolares e das provas que precisam ser realizadas, nós podemos conversar mais com nossos filhos, fazer um passeio, brincar com eles, levá-los ao cinema ou ao museu, enfim, são inúmeras as possibilidades para estarmos mais próximos das nossas crianças e nossos adolescentes.
Mesmo que nossa rotina de trabalho continue a mesma, vamos aproveitar as férias escolares para nos aproximarmos dos nossos filhos. Não vamos ver as férias de nossos meninos e nossas meninas como um “problema”, mas como uma oportunidade de estarmos mais perto deles.
Além disso, as férias podem ser uma ótima oportunidade para que nós, como pais, ensinemos mais a nossos filhos a respeito de Deus e da sua maravilhosa Palavra. Nesse período, podemos incentivá-los a orar mais, a ler e estudar a Palavra de Deus, a assistir desenhos bíblicos, enfim, este mês de julho pode ser utilizado também para reforçar o ensinamento bíblico para nossos filhos.
A responsabilidade de ensinarmos nossas crianças e adolescentes a conhecer o Senhor e amá-lo é nossa (ou seja, dos pais) e isso deve acontecer também durante este mês de julho. Portanto, vamos aproveitar a oportunidade que os dias de férias nos trazem e glorifiquemos a Deus neste período, juntamente com nossos filhos. E isso independe do fato de estarmos trabalhando ou estarmos de férias junto com eles. Assim, aproveitemos estes dias para aprofundarmos nosso relacionamento com nossos meninos e meninas e para ensinarmos mais a eles sobre o Deus maravilhoso que servimos e sobre os ensinamentos que ele deixou registrado em Sua Palavra!
 
Boas férias escolares a todos! Quer comamos, quer bebamos, quer nossos filhos estejam de férias, façamos tudo para a glória de Deus.
 
Dsa. Claudia Duarte congrega na IAP em Votuporanga (SP) e é diretora do Departamento Infanto Juvenil Regional.

#SomosTodosMaju

É triste constatar que, não apenas a apresentadora, mas muitas são as pessoas a sofrerem violência racial no país

Tem circulado pelas mídias um burburinho acerca da nova “moça do tempo” do Jornal Nacional, Maria Julia Coutinho ou “Maju”, para os íntimos. Na página do Facebook, a jornalista foi alvo de comentários preconceituosos e racistas tais como: “Só conseguiu emprego no JN por causa das cotas, preta imunda”; “Em pleno século 2015 [sic] ainda temos preto na TV” e outros mais, dos mais baixos níveis. Comentários, em minha opinião, ridículos e desnecessários.
Imediatamente, surgiu nas redes sociais um movimento de apoio a Maria Julia, por meio da hashtag #SomosTodosMaju, que chegou a figurar entre os assuntos mais “populares” no Twitter. Maria Julia teve um momento para responder publicamente aos ataques, na edição seguinte do Jornal Nacional, quando disse:
“[…] Claro que eu fico muito indignada, fico triste com isso, mas eu não esmoreço, não perco o ânimo, que eu acho que é isso que é o mais importante. Eu cresci numa família muito consciente, de pais militantes, que sempre me orientaram. Eu sei dos meus direitos. […]”
A postura da jornalista foi madura, equilibrada e sem baixar o nível da discussão. Inclusive, foi maravilhoso observar a reação de toda a nação brasileira frente a este ataque à Maju Coutinho. Mas creio que caibam alguns questionamentos: quantos casos de manifestações racistas acontecem todos os dias? Quantos homens e mulheres são atingidos por piadas de mau gosto, risos indiscretos e comentários cochichados? Este foi apenas um caso e teve uma repercussão nacional, no qual todos lindamente abraçaram a causa – e não há demérito nisso. Todavia, ainda existem milhões de pessoas que são vítimas de violência racial em nosso país.
Isso sem contar outras muitas manifestações intolerantes, nos últimos tempos: pedradas em umbandistas, transexual crucificado (claramente zombando da fé cristã), ódio aos homossexuais pregado por pastores midiáticos… Uma chuva de desequilíbrio ronda esse país que está à beira do caos – moral, social, político e religioso.
O caos pode estar prestes a instaurar-se por completo, mas não sobre aqueles que são filhos de Deus. Estes têm em seu interior o fruto do Espírito (Gl. 5.22-23), que tem em sua composição a temperança (ou equilíbrio), a mansidão, a bondade e o autocontrole (ou domínio próprio), itens que se mostram essenciais para a vida cotidiana neste mundo rodeado de extremismos e loucuras.
Por fim, sobre o racismo, ouso dizer que Deus não se importa com a cor de nossas peles. Que a preocupação do Altíssimo está mais em purificar nossa mentalidade, e nos dar não uma mente “branca”, “preta” ou “parda”, mas dar-nos a mente de Cristo. Deus não se importa com a cor de nossas peles ou com o tipo de nossos cabelos, uma vez que “[…] a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens” (Tito 2.11). Indiscriminadamente, a graça manifestou-se a todas as pessoas, independente da cor de suas peles ou de sua ascendência cultural. Além disso, leia a visão do apóstolo João, sobre a mais sublime reunião dos santos:
Depois destas coisas olhei, e eis uma grande multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, que estavam em pé diante do trono e em presença do Cordeiro, trajando compridas vestes brancas, e com palmas nas mãos; e clamavam com grande voz: Salvação ao nosso Deus, que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro. (Ap. 7.9-10)
Disse e repito: Deus não se importa com a cor de nossas peles, nem com o tipo de nossos cabelos. Ele se importa em limpar nossos corações e mentes do domínio do pecado e nos iluminar com a presença do Espírito, com a finalidade de formar um só povo, com vários tons de pele, várias línguas, várias culturas. Enfim, Deus vai reunir sua Igreja, um povo de várias nações, com várias culturas, com muitas cores, mas totalmente dele, que vive a vida em amor ao próximo e equilíbrio.
Fica aqui registrado mais um desejo: “Ora vem, Senhor Jesus!”
 
Eric de Moura é seminarista em Vila Medeiros e congrega na IAP em Vila Falchi (Mauá, SP).

Só o que mata a sede é água!

Há algo ainda mais precioso do que o líquido tão valorizado em nossos dias

 
 
Nunca se falou tanto em água como agora, nesta crise hídrica que estamos atravessando. Parece que só agora nos demos conta do valor da água em nossa vida. Por exemplo, não existe nada melhor, num dia de grande calor, do que beber um copo de água fresca que sacie a nossa sede. Quantas vezes fazemos isso num dia? Acredito que várias…
Quando conseguimos matar a sede é um momento de puro refrigério. Vindo outro dia o calor, novamente teremos a alegria de ir à busca daquele copo d’água, que é refrescante e prazeroso. Isso nada mais é que uma necessidade física normal, já que todos sentimos sede. O nosso corpo físico tem a necessidade de água, pois ela faz parte da nossa vida.
Mas, existe uma sede maior do que a da água em nossa vida. Tal sede é a de Deus, sendo que ela é maior que todas as outras necessidades que o homem possui. Quando lemos no Evangelho de João capítulo 4, versículo 1, um diálogo entre Jesus Cristo e a mulher samaritana, podemos entender o que é a necessidade de saciar a sede de Deus.
Uma mulher que tinha como prática buscar água naquele local, isto é, naquele poço, tem a alegria de ter um encontro com Jesus Cristo. O Mestre também expressa a sua necessidade física e pede um pouco de água para ela, por estar cansado da viagem no deserto. Jesus sabia o que é ter sede de água, assim como aquela mulher que também ia aquele poço todos os dias, e também como nós sabemos que a água é necessária para a nossa sobrevivência. Porém, como Deus, ele conhecia a sede interior daquela mulher, uma sede que a mais pura das águas não podia saciar. Aquela mulher possuía a sede da realização pessoal, da alegria, da verdadeira paz, de uma família sadia e, principalmente, de Jesus. Ela era uma mulher persistente em busca dos seus objetivos, mesmo utilizando-se de métodos que não estavam funcionando. Ela permanecia em busca da realização de seus sonhos.
Quantas vezes estamos também em busca de algo que parece inatingível em nossa vida. Tentamos de diversas maneiras preencher um vazio interior, utilizando todavia métodos nada convenientes. A mulher samaritana tentou saciar sua sede casando-se várias vezes e não deu certo. Sendo assim ela arranjou um amante, o que também não resolveu o seu problema. É tão difícil quando tentamos solucionar as nossas dificuldades e não encontramos a maneira correta.
Por isso Jesus diz para a samaritana que, se ela bebesse da água que ele oferecia, nunca mais teria sede. No primeiro momento ela não compreende, mas quando ele fala de sua sede interior ela entende que esta ali na sua frente um profeta. Quando temos um encontro com Jesus, o Senhor da vida, o Rei dos Reis, o Criador e possuidor de toda autoridade tanto no céu como na terra, a nossa vida jamais será a mesma, e foi exatamente o que aconteceu com aquela mulher. Ela descobre que a sua sede diária não era só de água, mas do verdadeiro Deus.
Quando permitirmos que Jesus sacie a nossa sede real, seremos satisfeitos para sempre. Se estivermos sedentos, só existe uma fonte que pode matar a nossa sede de uma vez por todas: Jesus Cristo. “Então Jesus disse: Quem beber desta água terá sede de novo, mas a pessoa que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Porque a água que eu lhe der se tornará nela uma fonte de água que dará vida eterna. Então a mulher pediu: Por favor, me dê dessa água! Assim eu nunca mais terei sede e não precisarei mais vir aqui buscar água”.
 
Pr. Fernando dos Santos Duarte é responsável pela IAP em Votuporanga (SP) e diretor financeiro da Convenção Noroeste Paulista.

Por não amar…

Sofremos e fazemos sofrer quando desperdiçamos o amor de Deus


Por não amar, não correspondemos ou compreendemos o amor doado. Por não amar, somos displicentes, irresponsáveis nos compromissos e obrigações que deveriam ser exercidas e recebidas com amor.
Por não amar, guardamos rancores, como do Steve Jobs, fundador da Apple. Um livro que trata da vida do ex CEO, que morreu em 2011, reafirma uma parte importante da personalidade do executivo: mesmo nos últimos anos de sua vida, com a experiência acumulada ao longo de 56 anos de vida, ele ainda guardava rancor de muitas pessoas e empresas.
Por não amar, desprezamos o irmão (a) criado à imagem e à semelhança de Deus, sendo indiferente a ele, não o cumprimentando, desprezando-o em  gestos ou atitudes. Por não amar, somos narcisistas nas redes sociais, postando o “eu” e pouco fazendo para a promoção do Reino de Deus, da edificação do Corpo de Cristo.
Por não amar, não separamos os dízimos do Senhor, sonegamos a obra de Deus para comprar um celular, um tablet ou qualquer outra coisa de “última geração”. No aperto financeiro, retiramos partes do dízimo ou até o todo, para quitar prestações. Esquecemos fácil de  buscar o Reino de Deus em primeiro lugar “ (Mt 6.33).
Por não amar ao Senhor, a sua Graça, a Sua palavra, a Sua Igreja, a Obra Missionária, os Seus mandamentos, “por essa razão Deus lhes envia um poder sedutor, a fim de que creiam na mentira.” (2 Tessalonicenses 2:11). É muito grave não amar, não corresponder à graça de Deus.
Por não amar, Deus nos deixa entregues aos nossos devaneios, jactâncias, egoísmo  e soberbas, como o rei Acabe, um religioso que até tinha profetas na sua corte ao seu dispor, só para lhe falar coisas agradáveis. Josafá questionou a veracidade do triunfalismo  profético exagerado, Micaías desmentiu, apanhou, foi preso por amor à verdade. Deus permitiu o espírito do erro vencer Acabe e os seus por não amarem a verdade (2 Cr 18.20-22).
Por não amar, não é possível se salvar, por não perdoar, é impossível ser perdoado. “Por causa de um prego perdeu a ferradura; por causa da ferradura perdeu o cavalo; por causa do cavalo perdeu a mensagem; por causa da mensagem, perdeu a guerra“.(Provérbio chinês) .
Não podemos deixar escapar a oportunidade de amar. Não podemos perder a guerra pela eternidade, pela vida eterna que está em Jesus e,  necessariamente, passa pelo amor. Entregue-se, renda-se sem reservas ao amor de Deus. Amemos de verdade.
 
Pr. Omar Figueiredo dos Santos é responsável pelas IAPs em Jardim Paineira e Itaquera, na Convenção Paulistana Leste.

Apesar das circunstâncias

Confiar e nos alegrar em Deus dependem exclusivamente da nossa fé 


“Mesmo não florescendo a figueira, e não havendo uvas na videira, mesmo falhando a safra de azeitonas, não havendo produção de alimento nas lavouras, nem ovelhas no curral, nem bois nos estábulos, ainda assim eu exultarei no Senhor e me alegrarei no Deus da minha salvação.” (Habacuque 3.17,18).
Há algum tempo, um programa semanal da televisão brasileira noticiou que o brasileiro é o povo mais otimista do mundo. Além disso, sabemos que mesmo internacionalmente, nosso povo é conhecido pela alegria, pela simpatia e por ser extremamente festeiro em suas comemorações.
Estes versículos escritos pelo profeta Habacuque também abordam a alegria. Vamos observar um pouco a situação em que esse profeta estava vivendo: seu povo estava prestes a ser levado preso e cativo para uma terra estranha; a agricultura estava fracassando, sendo que muitas árvores não estavam mais produzindo os seus frutos que alimentavam o povo; os próprios animais domésticos estavam morrendo nos estábulos. Mas mesmo diante dessa situação caótica, Habacuque encontrou forças para confiar e até se alegrar em Deus.
Dessa forma, ele recebeu a paz interior que ultrapassava todas as adversidades e circunstâncias ruins, e que não dependia da prosperidade externa. Havia temor e tristeza nas circunstâncias que cercavam a vida do profeta, contudo pode-se observar que havia igualmente alegria no coração dele, porque o Deus a quem ele servia o livrara de todo o dano.
Todos nós, de forma semelhante ao profeta, passamos por períodos de escassez e adversidade, em que nos sentimos abatidos e desanimados. No entanto, é possível que mesmo passando por todas essas situações, não percamos a nossa alegria e a nossa vontade de viver. Para que isso aconteça, é necessário que confiemos que Deus está no controle de nossas vidas e que vai restaurar nosso ânimo e nossa alegria, assim como fez com o profeta.
Em outra situação, Neemias, ao reconstruir os muros da cidade de Jerusalém, declarou ao povo: “A alegria do Senhor é a nossa força.” Aquele povo estava reconstruindo os muros de sua cidade. Também estavam enfrentando dificuldades e mesmo situações de perigo. Neemias então percebeu que a verdadeira motivação estava em Deus, que é a grande fonte de toda alegria! Por isso, para que a nossa alegria seja completa, coloquemos as nossas vidas diante de Cristo, pois Ele renovará a nossa alegria independente das circunstâncias.
 
 
Dsa. Cláudia dos Santos Duarte congrega na IAP em Votuporanga (SP) e é diretora do Dijap Regional da Convenção Noroeste Paulista.

Preservar o meio ambiente como estilo de vida

Se todos reconhecermos que a terra é do Senhor e que somos seus  mordomos, cuidar da natureza e do próximo serão atitudes naturais 

 “Do Senhor é a terra e tudo o que nela existe, o mundo e os que nele vivem. Pois foi ele quem fundou-a sobre os mares e firmou sobre as águas”.                         (Salmo 24:1-2 NVI).
Em 1972, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, em Estocolmo (Suécia), a Organização das Nações Unidas instituiu a data de 5 de junho como o Dia Mundial do Meio Ambiente. A fixação dessa data teve como objetivo principal chamar a atenção de todas as esferas da população para os problemas ambientais e para a importância da preservação dos recursos naturais, que até então eram considerados inesgotáveis.
Mas de nada adianta pensar no meio ambiente apenas neste dia. Vemos que Deus estabeleceu sua criação e sempre cuidou dela. Ao iniciar a leitura da Bíblia Sagrada, nos primeiros capítulos no livro de Gênesis, encontramos a narração da criação do Universo pelo Deus Todo Poderoso. O mundo existente é sustentado pelo Senhor, que chama as estrelas pelo seu nome (Salmo 147:4), que comanda todos os seres vivos, visíveis e invisíveis (Colossenses 1:16-17), que está em todos os lugares, no céu, na terra e no mar (Salmo 139). Tudo está sob o seu controle cheio de amor e graça!
“O mundo me intriga.Não posso imaginar que este relógio exista e não haja relojoeiro”, registrou o escritor e filósofo Voltaire. A Bíblia traz a resposta para este questionamento: “Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das suas mãos”. (Salmo 19:1 NVI).
De toda a criação, o ser humano é o único capaz de matar não para sobreviver, mas simplesmente para destruir, por egoísmo. Os predadores são agressivos por instinto. Os animais caçam para sobreviver. Mas, nós, seres humanos…
Há um grande problema que precisa ser restaurado a cada dia na vida do ser humano: a mudança da natureza agressiva, destrutiva, egoísta, sem amor. O ser humano precisa ser dominado, transformado, convertido pelo grande amor de Deus, o Pai (João 3.16).
Quando o ser humano reconhecer que do Senhor é a terra e que ele nos criou para zelarmos de toda sua criação, a preservação e o cuidado com o próximo e a natureza serão um estilo de vida, não apenas por campanhas ou conscientizações. Louvado seja o Senhor por tudo que ele fez com muito amor!
 
Pr. Sandro Soares de O. Lima, responsável pela IAP em Santana.
 

O campeão dos disfarces

O homem tenta, mas é impossível enganar a Deus

Em dias de tanta corrupção e mentiras, até na Federação Internacional do Futebol (Fifa), é conveniente lembrar do episódio do Éden, quando houve o primeiro pecado. Logo após a desobediência, a Bíblia relata, em Gênesis 3.9: “E chamou o Senhor Deus ao homem, e lhe perguntou: Onde estás”?
Sabemos que na natureza existe uma luta pela sobrevivência que é constante. Nesta briga vale tudo, principalmente o disfarce. Algumas borboletas são conhecidas por terem desenhos nas asas que nos lembram um grande par de olhos. Com isso ela consegue causar a impressão de ser um animal muito maior e impressionar os seus predadores. Continue reading