Dicas da lição 2 – "A defesa do evangelho"

A defesa do evangelho

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Dicas

Oração: Separe um momento na semana e ore pelos alunos da Escola Bíblica de sua IAP. Peça a Deus direção e sabedoria para que Ele fale a cada coração no estudo da presente lição e que todos os professores possam ser instrumentos para o ensino de Sua Palavra.
Vídeo: Antes de iniciar o item 1: O evangelho falso, mostre o vídeo denominado “O falso evangelho”: https://www.youtube.com/watch?v=K8q6Ex6_zNk
Dinâmica: Após o item 2: “O evangelho verdadeiro”, realize essa dinâmica chamada “Verdadeiro ou Falso?”.
Material: CD, DVD, relógio, bolsa, celular, roupa, perfume, etc.
Escolha um objeto dentre os citados no material para fazer a demonstração, observando que do mesmo objeto deve haver um verdadeiro (original, legítimo) e outro falso (pirateado).
Apresente-os para a classe e pergunte se há diferença entre os objetos – os alunos não devem saber que há um verdadeiro e outro falso. Pode haver respostas positivas e negativas, como também alguém pode levantar dúvidas sobre a veracidade dos objetos; aproveite a oportunidade e questione o porquê das respostas.
Há também, outra possibilidade de utilização desses objetos: você pode fazer a propaganda dos objetos falsos e verdadeiros, sem identificá-los como tal, mas observe a reação da turma diante das características dos objetos. Em seguida, faça a pergunta: “O que é necessário para que conheçamos que um objeto é verdadeiro ou falso?” Os alunos deverão emitir suas opiniões.
Para concluir, enfatize que é necessário conhecer as características do objeto e faça uma aplicação em relação ao falso e ao verdadeiro evangelho.
Direcionamento de Perguntas: No tópico II: Aplicando o ensino da carta, divida a classe em dois grupos e peça para um representante de cada grupo responder as perguntas 5 e 6 respectivamente em no máximo 3 minutos. Abra espaço para a outra equipe fazer comentários se for necessário.
Material de apoio: Use os comentários adicionais, disponíveis no espaço abaixo, para complementar a aula.

Comentários Adicionais

    1. Os desertores espirituais
      “A palavra grega metatithemi significa ‘transferir a fidelidade’. É usada em referência a soldados que mudam de partido na política, na filosofia ou na religião. Os gálatas eram vira-casacas religiosos e desertores espirituais. Estavam abandonando o evangelho da graça para abraçar o evangelho das obras”. (LOPES, Hernandes Dias. Gálatas: a carta da liberdade cristã. São Paulo: Hagnos, 2011, p. 49)
    2. Uma situação grave
      “Pode surgir a seguinte pergunta: […]Não é verdade que os judaizantes também criam em Jesus Cristo para a salvação, e que a única diferença entre Paulo e aqueles que dele discordavam era que ao requisito da fé, os últimos acrescentavam a obediência estrita a certas ordenanças mosaicas?’ A resposta é que o ‘acréscimo’ possuía a natureza de repúdio completo à redenção todo-suficiente de Cristo.” (HENDRIKSEN, William. Comentário do NT – Gálatas. Tradução: Valter G. Martins. São Paulo: Cultura Cristã, 2009, p. 58)
    3. Uma ideia repugnante
      “Para o apóstolo Paulo, a ideia de acrescentar méritos humanos ao mé- rito de Cristo era repugnante. A obra de Cristo na cruz foi consumada, e o evangelho de Cristo oferece salvação unicamente pela graça mediante a fé (Ef 2.8,9). O evangelho é o único meio pelo qual os homens podem ser salvos da condenação, pois sem o evangelho nenhuma pessoa pode ser aceita diante de Deus”. (LOPES, Hernandes Dias. Gálatas: a carta da liberdade cristã. São Paulo: Hagnos, 2011, p. 51).
    4. As acusações levianas
      “Os mestres do judaísmo estavam assacando contra Paulo as mais levianas acusações, não apenas pervertendo sua mensagem, mas duvidando de suas motivações. Paulo não fazia do seu ministério uma plataforma de relações públicas. Ele era um arauto, e não um bajulador. Jamais transigiu com a verdade para agradar a homens e jamais vendeu sua consciência para auferir alguma vantagem pessoal (2 Co 2.17)”. (LOPES, Hernandes Dias. Gálatas: A carta da liberdade cristã. São Paulo: Hagnos, 2011, p. 58)
    5. O polimento do evangelho
      “Não estavam em pauta apenas modificações do evangelho (v 8,9), mas também difamações pessoais. Porém Paulo tem para elas apenas dois breves questionamentos, para logo voltar novamente ao tema do ‘evangelho’. Ele sabe que, ao solaparem sua credibilidade pessoal, o objetivo é somente desestruturar a sua pregação. Por isso ele faz uma declaração importante para, por assim dizer, polir o seu Evangelho, assim como se pule um espelho, limpando-o de todos os sedimentos”. (POHL, Adolf. Comentário Esperança: Carta aos Gálatas. Tradução: Werner Fuchs. Curitiba: Esperança, 1999, p. 45)

Perdas e ganhos

Tempo para tudo – guardar e lançar fora

O versículo 6 de Eclesiastes 3 sintetiza os tempos de “vacas gordas” e os tempos de “vacas magras” tão bem interpretados por José e, por vezes, tão mal assimilado por nós. Justamente nós, que propagamos sermos conhecedores e proclamadores da Palavra. Como a maioria, gostamos de viver e usufruir os tempos das “vacas gordas”, mas falhamos miseravelmente quando nos vemos envolvidos pelos tempos das “vacas magras”. E que não fique nenhuma dúvida: ambos os tempos chegam para todos, indistintamente.
Existe o tempo de ganhar e existe o tempo de perder. Ganhar é bom, perder é desagradável. Logo cedo, as crianças aprendem isso. Tente lembrar das crianças que conhece quando estão jogando em família, com amigos, primos ou irmãos. Quando ganham, se sentem o máximo e seguem brincando com toda a motivação. Quando perdem, no entanto, é choradeira, reclamação, impaciência com a situação de derrota, bico e, por vezes, desistência de continuar a brincadeira. Crianças, na sua maioria, não gostam de perder e, muitas vezes, por culpa dos pais, não sabem perder e nem lidar com fracassos.
Adultos, de outras formas, repetem a experiência da infância, não gostam de perder – quem gosta?!? – não sabem perder e, portanto, não sabem lidar com a situação. E a vida, como bem sabemos, nos coloca diante de muitas perdas. Se na infância eram os jogos domésticos ou escolares, na adolescência perde-se namorada e namorado, depois perde-se emprego, vaga na faculdade, vaga no estacionamento, lugar no avião. Perdem-se cargos, amizades, parcerias, clientes. Perde-se carro, casa, patrimônio. Perde-se alegria, sonho, saúde, honra.
Em meio a tantas perdas, o pregador de Eclesiastes, de forma existencial, ora feliz, ora amargurado, vai deslizando sua pena e jogando em nossa face a real sem qualquer maquiagem: você terá tempo para ganhar e também terá tempo para perder. O autor de Eclesiastes é homem vivido, avançado em idade, fala com desenvoltura sobre as bênçãos que acompanham a sabedoria, assim como as tragédias que estão coladas em todo o tipo de tolice que praticamos. Do versículo 1 até o 8 do capítulo 3, o pregador nos apresenta vários pares de opostos, nos quais o tempo é um senhor frio, rude e pronto a provocar viradas em nossas vidas sem qualquer aviso prévio.
Eu escrevi “sem qualquer aviso prévio”? Para muitos, sim. Para nós que fomos chamados, não! O texto bíblico nos alerta de forma muito honesta e clara: sua vida terá tempo para ganhar, portanto neste tempo poupe, guarde, reserve, só assim suportará sobreviver quando chegar o tempo de perder, porque ele vai chegar.
Estamos atravessando aquela que tem sido chamada por especialistas de todas as áreas de “a pior crise brasileira”. Costumo dizer a amigos que aqueles que resistirem e conseguirem sair sãos e salvos do outro lado vão nadar com braçadas largas quando a crise passar, pois estarão mais maduros, mais fortes, mais resistentes e experimentados para enfrentar os desafios de viver.
Certa vez li o texto de um rabino. Era simples, profundo e falou muito comigo num momento no qual eu enfrentava exatamente o tempo de perdas. Ao ser questionado por aprendizes sobre o que ele achava do sucesso que os mesmos estavam tendo em plena juventude, o rabino respondeu: “aproveitem com responsabilidade e equilíbrio, porque vai passar”. Anos depois, os mesmos aprendizes, falidos, traídos por amigos e frustrados com as perdas foram ao rabino saber o que ele achava daquela situação tão desesperadora pela qual estavam passando. Então ele, com a mesma simplicidade e o mesmo tom respondeu: “esperem com paciência e lucidez, porque vai passar”.
É verdade, o tempo é senhor de muitas vidas, escolhas e consequências. Os filhos de Deus, no entanto, em Cristo já não vivem ao sabor do vento ou do tempo, pois são servos do Senhor que manda no tempo. Assim como Ele guardou José em todos os tempos de sua vida, também guardará todo aquele que com Ele tem aliança. Sim, ganharemos e perderemos, mas tanto ganharemos quanto perderemos debaixo da proteção do Senhor, o único que controla o tempo segundo seu poder e sua vontade. Seja qual for a situação que esteja passando aqui nesta terra, fique firme com Cristo, porque tudo vai passar.

Pr. Edmilson Mendes congrega na IAP em Pq. Itália (Campinas – SP) e integra a equipe do Departamento Ministerial – Convenção Paulista e Convenção Geral

Convenção Norte

Os Princípios da Igreja Missional

Neste sábado (07/04) foi realizada em Belém (PA) a Assembleia da Convenção Norte, que conclamou a todos para refletirem sobre “Os Princípios da Igreja Missional”. A saudação foi proferida pelo Pr. Otoniel Alves, diretor financeiro da Convenção Geral e a mensagem foi proferida pelo pr. José Lima, segundo secretário da Convenção Geral. Estava também o pr. Rogério Assunção (representante da Junta Geral Deliberativa) e pastores da Convenção Regional. Foi uma linda festa dedicada a Jesus Cristo, Senhor da Igreja.