Dicas da lição 11 – "Timóteo, um jovem a serviço do reino"

Recurso pré-aula: Para facilitar a familiarização com o estudo, utilize o podcast da lição 11, acessando o link: http://backup.portaliap.org/wp-content/uploads/2019/06/Licao_11_Timoteo.mp3
Abertura: Antes de iniciar a sua aula, lembre-se que o estudo da Bíblia é uma atividade não apenas intelectual, mas, sobretudo, espiritual. Portanto, convoque a classe a orar em favor do estudo.
Slides da lição: Baixe o slide da lição 11, acessando o link: http://backup.portaliap.org/licoes-biblicas/licao-biblica-328/#downloads e utilize-o no desenvolvimento da sua aula.
Estudo em Libras: A Junta de Missões sempre disponibiliza a Lição Bíblica em libras. Informe seus alunos sobre este importante trabalho. Veja: https://www.youtube.com/channel/UCSajxLcXf10Zmvnz3wv7qag
Dinâmica 1: “Como tenho me esforçado e servido o reino de Deus?”[1]
Materiais: 1 garrafa de água (pode ser de 500 ml), 1 copo descartável simples e 1 Copo de vidro elegante
Desenvolvimento: Essa dinâmica pode ser utilizada para introdução do estudo, como auxílio para a questão nº 5 ou como base para toda a parte II “Ensinos para praticar”. Pois bem, com a garrafa de água em suas mãos diga aos seus alunos “hoje eu quero servir vocês, eu trouxe água e vou servir vocês”, escolha um aluno e diga “abra a boca e erga a cabeça” e derrame água da garrafa em sua boca (como se diz em alguns lugares do Brasil, beber água no gargalo), escolha outro aluno e sirva a água em um copo descartável, escolha outro aluno e sirva a água em um elegante copo de vidro. Em seguida, explique: “Notem que eu servi a mesma agua a estas três pessoas; não existiu diferença alguma no líquido,  mas na forma como o mesmo foi servido: em um eu derramei a água na boca (nada educado da minha parte), ao outro eu servi em um copo descartável, que mostra de certa forma, minha indiferença, mas à terceira pessoa eu servi em um bonito copo de vidro, que demonstra meu esforço e dedicação ao servi-la. A água é a mesma, mas a forma como eu servi é diferente”. Em seguida, questione a classe: “De que forma você tem servido às pessoas? De que forma você tem servido ao Reino de Deus? De que forma você tem servido à Deus? Como as pessoas que eu sirvo, que fazem parte do reino de Deus, tem se sentido? A forma como eu sirvo tem mostrado e demonstrado o amor de Deus pelas pessoas?”.
Dinâmica 2: “Engajado na Missão”[2]
Material: Prepare com antecedência papeis pequenos e canetas (pegue uma folha sulfite e corte em oito partes iguais, de forma que fiquem pequenos papéis). Conforme os alunos forem chegando o assistente ou recepcionista entrega e diz que será utilizado durante o estudo.
Desenvolvimento: Essa dinâmica pode ser aplicada na finalização do estudo ou no auxílio da questão 6. Começando, diga aos alunos: “todos vocês receberam um papel e uma caneta, agora quero o máximo de atenção e silêncio, você vai orar à Deus em seu pensamento e pedir para ele te dar uma palavra de ânimo e encorajamento e você vai escrever neste papel o que Deus falar ao seu coração, pode ser um versículo ou uma frase de encorajamento, exemplo: ‘Não temas pois Eu sou contigo!’, ‘O Senhor é teu pastor e nada te faltará’, ‘Deus te escolheu’, ‘Servo justo e fiel’ e etc…” Após todos escreverem, recolha os papéis, misture-os rapidamente e redistribua-os. Explique que, por meio dessa redistribuição, cada aluno estará sendo usado por Deus para encorajar a vida do outro. Em seguida, comente sobre a importância de se praticar o encorajamento.
Observação importante: Para realizar as sugestões de dicas deste estudo, é necessário dividir bem o tempo. Como isso nem sempre é possível no decorrer da aula, o ideal é que o (a) professor (a) encontre maneiras de aproveitar melhor tais sugestões. Por exemplo: se não for possível exibir, no momento da aula, o vídeo proposto, este pode ser enviado aos alunos através de uma rede social durante a semana. Use a sua criatividade!
Colaboradora: Daysa Hilário Pereira, serve a Deus na IAP em Perus, São Paulo – SP.
Editor: Jailton Sousa Silva
[1] Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=CuawzikLYt4  Acessado em 27/06/2019.
[2] Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=ITUEJQ4DWtY  Acessado em 27/06/2019.

Discipulado entre mulheres

Mulheres da Convenção da Geral participam de evento

 
Cerca de 150 mulheres das igrejas da Convenção da Geral participaram do evento “Discipulado entre Mulheres”, com a teológa e terapeuta Paula Coatti, no sábado (31/08), na IAP em Vila Medeiros (SP).
A exemplo do que tem ocorrido em outras regiões do Brasil, que também estão realizando o evento, foi um momento muito propício para reflexão de todas as participantes. Paula é autora do livro “Discipulado entre Mulheres”, em parceria com o Ministério de Mulheres da IAP, que analisa os papeis sociais do Feminino e do Masculino na família.
A autora define o discipulado como um processo educacional de vida, em que discípula e discipuladora caminham em busca da consciência crística.
Participou do evento também Bettina Flor, representante da Sociedade Bíblica do Brasil, divulgando o movimento “Mulheres pela Causa da Bíblia”. Em breve, divulgaremos mais informações, por meio do Ministério de Mulheres, para que as mulheres promessistas também se engajem nessa iniciativa.

Porque você é cristão? II

Continuando nossa reflexão, caso você tivesse de responder de surpresa, a esta pergunta: “Por que você é cristão?”, o que diria? O teólogo John Stott continua nos ensinando, em seu livro com este mesmo título, publicado em 2003.
Quarta resposta de John Stott
– Porque Jesus nos purificou quando morreu por nós na Cruz e pode nos tornar novos!
Aqui John Stott avança para um dos temas mais caros para a filosofia, de cunho ontológico, ou seja, o “SER”: Quem sou eu? o que é o homem? O que nos torna humanos?
O homem, para o teólogo, é um paradoxo em si, de um lado, foi feito à imagem e semelhança de Deus, com capacidades de (pensar, escolher, criar, amar e adorar), ou seja, é este homem que é solidário, que constrói hospitais para cuidar dos doentes, que constrói  universidades para aquisição de sabedoria, igrejas para adoração a Deus.
Diametralmente a estas qualidades, está o coração do homem, pois é nele que habitam os riscos para degradação humana. Para explicitar este tópico, o autor cita (Mc 7.21-23), que diz: “Pois do interior do coração dos homens vêm os maus pensamentos, as imoralidades sexuais, os roubos, os homicídios, os adultérios, as cobiças, as maldades, o engano, a devassidão, a inveja, a calúnia, a arrogância e a insensatez. Todos esses males vêm de dentro e tornam o homem impuro.”
O homem traz consigo a predisposição para o mal, e o mal nos torna impuros aos olhos de Deus. É esse mal que faz com o que o homem construa câmaras de tortura, os campos de concentração, abasteçam seus arsenais nucleares, eis que surge o paradoxo da nossa humanidade.
John Stott, defende que Jesus Cristo e suas boas novas tratam de resolver o paradoxo do homem, à medida que os evangelhos nos purificam da degradação e nos ofertam um novo coração: “Pois Cristo morreu para nos purificar e nos tornar novos. Essa é a aplicação lógica do Evangelho em resposta ao paradoxo de nossa humanidade. Eis a quarta razão porque sou Cristão” (p.86)
 
Quinta resposta de John Stott
– Porque Jesus Cristo é a chave para liberdade
Para o autor, liberdade é um tema em princípio amplo, afinal, para a liberdade pode ser civil, individual, econômica, entre outros.
Contudo, não é esta liberdade (ou salvação) que Stott se refere, mas aquela que Jesus nos proporcionou com sua morte.
John Stott nos apresenta os três tempos da salvação:
a)     Passado: Fui Salvo (ou liberto) no passado da penalidade do pecado por um Salvador crucificado;
b)     Presente: Estou sendo salvo (ou liberto) no presente do poder do pecado por um Salvador vivo;
c)     Futuro: Serei salvo (ou liberto) no futuro da presença do pecado por um Salvador que virá.
 
Pois isso a liberdade possui conceito diferente do que pressupõe o senso comum. A  liberdade cristã é uma libertação do eu, “é a liberação de uma preocupação com o meu pequeno eu, tolo, a fim de ser livre para amar a Deus e ao meu próximo”, conceito este encontrado em Mc 8.35 “quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a sua vida por minha causa e pelo evangelho, a salvará” (p.101)
 
Sexta resposta de John Stott
– Porque Cristo supre nossas aspirações humanas e nele experimentamos a plenitude da vida.
Sem dúvida, a expressão que mais define este conceito é a de Santo Agostinho que registra em suas confissões o propósito da vida e a busca do homem à Deus: “nos fizeste para ti, e nosso coração está inquieto enquanto não encontrar em ti descanso” (p.106).
Para o teólogo, Cristo é o meio para cura de todas nossas aflições, todo desencanto de uma sociedade dissolvida de valores, que clama por sentido. Cristo é a fonte para toda angústia do homem: “Há uma fome no coração humano que ninguém senão Cristo pode satisfazer. Há uma sede que ninguém senão ele pode saciar. Há um vazio interior que ninguém senão ele pode preencher”
Cabe-nos perguntar: Você se considera um cristão autêntico?
 
Alexandro Alves Ferreira, pós graduado em filosofia da religião e em história das religiões, formado em história e filosofia, bacharelando em Teologia.
Elias Alves Ferreira, Pastor, atualmente congrega na IAP em Boqueirão (Curitiba-PR) e atua no Ministério de Vida Pastoral – Convenção Geral.