Paulo não dependia de estar numa casa de oração para fazer guardar o dia do Senhor, afinal, o sábado não é sobre um lugar, mas sobre um tempo.
Lucas escreveu em Atos que, no sábado, era costume de Paulo ir às sinagogas locais e ensinar a Escritura (At 14.1, 17:1,2,10,17, 18:4,19,26, 19.8). Como, em Antioquia da Pisídia: “… entrando na sinagoga, num dia de sábado, assentaram-se; (…) os gentios rogaram que no sábado seguinte lhes fossem ditas as mesmas coisas. (…) E no sábado seguinte ajuntou-se quase toda a cidade para ouvir a palavra de Deus” (At 13:14,42,44).
Entende-se do episódio citado que, mais que uma estratégia evangelística, era um costume apostólico, enquanto podiam frequentar o mesmo espaço, estar no dia do Senhor em uma sinagoga com os judeus, assim como, no início da igreja, os apóstolos iam até Jerusalém, no mesmo horário.
LEIA MAIS:
Igreja do Paraná promove encontro para Adolescentes e Juniores
Editora Promessa divulga nova série de Lições Bíblicas para o 3º Trimestre de 2023
Além das sinagogas
Paulo continuava se reunindo aos sábados, em outros lugares, com os gentios, para compartilhar com eles a fé cristã e adorar a Deus (At 13:44-46). Ele não dependia de estar numa casa de oração para fazer isso, afinal, o sábado não é sobre um lugar, mas sobre um tempo.
Em Filipos, por exemplo, Lucas, companheiro de viagem de Paulo, escreveu: “No dia de sábado, saímos fora das portas, para a beira do rio, onde julgávamos haver um lugar para oração” (At 16:13). Fizeram isso porque naquela cidade não havia sinagoga, o que mostra que guardar o sábado não era somente com os judeus, mas devoção pessoal, era para adorar o Senhor neste dia. Os missionários então observavam o quarto mandamento, independente do lugar.
Em outro episódio num sábado, em Tessalônica, segundo seu costume, Paulo foi adorar a Deus e proclamar o evangelho (At 17:2). O costume do apóstolo, lembra-nos o costume do próprio Jesus. Ambos guardavam o sábado (Lc 4:16; At 18:4). Logo, a prática paulina, mais que estratégia missionária, era um costume espiritual; mais que ir a um lugar para encontrar judeus e evangelizar, era um prática espiritual e devocional.
Esses exemplos nos ensinam a utilizar o sábado como momento de buscar ao Senhor, praticar a devoção e o louvor ao Seu nome, não apenas para ser elemento apologético (para defender a nossa fé) com quem não o guarda, mas para desfrutar da presença do nosso Criador, dos ensinos de sua palavra e para a glorificação do Seu nome.
Publicado por: APC Jornalismo.
Lições Bíblicas “Sábado: abençoado e santificado pelo Criado”. São Paulo: GEVC, 2018, pp. 61-62 (Adaptado).

