Dia da Mulher: valorização na Bíblia, combate à violência e forma de comemoração

A Missionária Eliane Salvador, líder do Ministério de Mulheres Geral, responde a temas ligados ao universo feminino.

 

Com a proximidade do Dia Internacional da Mulher, o Promessistas.org pediu à líder do Ministério de Mulheres da Convenção Geral, Missionária Eliane Salvador, que comentasse alguns temas presentes no cenário feminino: o valor da mulher segundo a Bíblia, a violência contra as mulheres e a forma de comemorar a data, tanto no contexto secular quanto no Dia da Mulher Promessista, celebrado em 8 de março.

A líder destacou frases marcantes e relevantes. Segundo ela, “a Bíblia não silencia as mulheres; ela mostra que Deus as chama, valoriza e as inclui na sua missão”. Ao abordar a violência de gênero, enfatizou que “a fé cristã nunca pode ser usada para justificar violência nem para silenciar vítimas”. E foi enfática: “Denunciar a violência não é rebeldia; é proteção da vida”, cujo número 180 é um dos canais mais rápidos para denunciar comportamentos abusivos.

Por fim, Eliane ressaltou que, para além das comemorações em homenagem às mulheres, “a melhor forma de homenageá-las não é apenas com palavras — é com atitudes”. E completou: “Homens e mulheres foram chamados para cooperar no Reino de Deus”.

A seguir, leia as respostas completas da Missionária Eliane Salvador:

  1. Sobre o valor da mulher na Bíblia

A Bíblia é muito clara ao demonstrar o valor da mulher diante de Deus. Desde a criação, homem e mulher foram feitos à imagem de Deus (Gênesis 1:27). Isso significa que a dignidade da mulher não nasce da cultura, nasce do próprio Deus. Quando olhamos para o ministério de Jesus, vemos algo muito significativo: Ele valorizou profundamente as mulheres em uma sociedade que muitas vezes as desprezava.

Mulheres acompanhavam o ministério de Jesus (Lucas 8:1-3). Ele parou para ouvi-las, ensiná-las e restaurar sua dignidade. A mulher samaritana foi uma das primeiras pessoas a quem Jesus revelou claramente que Ele era o Messias (João 4:25-26). Maria de Betânia foi acolhida como discípula aos pés de Jesus (Lucas 10:39), algo incomum naquele tempo. E algo muito simbólico: a primeira pessoa a anunciar a ressurreição de Jesus foi uma mulher, Maria Madalena (João 20:16-18).

Uma frase que gosto de destacar é: “O Evangelho começou a ser anunciado ao mundo pelos lábios de uma mulher que viu o Cristo ressuscitado.” Portanto, a Bíblia não diminui a mulher. Pelo contrário: “A Bíblia não silencia as mulheres; ela mostra que Deus as chama, valoriza e as inclui na sua missão.” Homens e mulheres possuem alguns papéis distintos, mas a missão é a mesma: glorificar a Deus e participar da expansão do Seu Reino.

 

  1. Sobre violência contra a mulher

Infelizmente vivemos em uma realidade em que a violência contra mulheres ainda é muito presente. Mulheres, assim como crianças e idosos, fazem parte de grupos mais vulneráveis. Mas uma coisa precisa ser muito clara: “A fé cristã nunca pode ser usada para justificar violência nem para silenciar vítimas.”

A Palavra de Deus nos chama a defender quem sofre injustiça (Provérbios 31:8-9). Portanto, homens e mulheres cristãos não devem aceitar nenhum tipo de violência — física, emocional ou psicológica. E sim, a denúncia é um caminho correto e necessário. Denunciar não é falta de fé. “Denunciar a violência não é rebeldia; é proteção da vida.”

Quando a violência é exposta, vidas podem ser protegidas e ciclos de abuso podem ser interrompidos. A igreja também tem uma responsabilidade muito grande nesse cenário. Precisamos ser lugares seguros, onde mulheres possam encontrar acolhimento, orientação e cuidado. Porque no Evangelho aprendemos algo fundamental: “Onde o Reino de Deus chega, a dignidade humana é restaurada.”

 

  1. Sobre o Dia da Mulher

O Dia da Mulher é uma oportunidade importante para reconhecer o valor das mulheres. Mas a melhor forma de homenageá-las não é apenas com palavras — é com atitudes. Mulheres são presentes de Deus para a família, para a igreja e para a sociedade. “Sem mulheres não existe família, não existe geração, não existe futuro.”

Valorizar as mulheres significa respeitá-las, honrá-las, ouvi-las e apoiá-las. Significa também reconhecer seus dons e caminhar juntos na missão que Deus confiou à igreja. Homens e mulheres foram chamados para cooperar no Reino de Deus.

Por isso, gosto de lembrar uma verdade simples, mas profunda: “Quando homens e mulheres caminham juntos na missão de Deus, a igreja se torna mais forte e o Reino de Deus avança.”

Que neste Dia da Mulher possamos não apenas celebrar, mas também reafirmar algo essencial: “Mulheres não são apenas parte da igreja — elas são instrumentos de Deus para transformar famílias, fortalecer a fé e impactar a sociedade.”

Texto: Andrei Sampaio/Agência Promessista de Comunicação (APC)

Sobre a mulher samaritana: “Esta foi a primeira missionária instituída por Jesus”, analisa Ms. Celia Beltran

A declaração foi feita durante o programa “Conexão Feminina”, da TV Viva Promessa. A teóloga afirmou que a personagem bíblica não era uma prostituta, como muitos dizem.

 

Em uma conversa sobre a Mulher Samaritana, com base em João 4:1-42, a Missionária Celia Beltran analisou: “Esta foi a primeira missionária instituída por Jesus”. Durante o programa “Conexão Feminina”, da TV Viva Promessa em parceria com o Ministério de Mulheres da Convenção Geral, Celia destacou o processo vivido pela personagem de Samaria antes de testemunhar sobre Cristo: “Ela recebeu a palavra, recebeu a salvação; o Espírito Santo agiu nela e ela foi anunciar; ela é a primeira missionária”, enfatizou.

Outra convidada do programa, a Missionária Vilma Lucia, comentou sobre a forma como a samaritana anunciou sua experiência. “E a estratégia de comunicação dela foi excelente, porque ela não chegou lá falando: ‘Gente, eu encontrei o Messias’. As pessoas poderiam falar assim: ‘Não, você é louca. Que Messias?’. E nem falou que era judeu. Ela falou: ‘Olha, eu encontrei um homem que disse tudo ao meu respeito’. Não será ele o Cristo?”.

Para a líder, que integra o Ministério de Mulheres e pastoreia igrejas na Convenção Paulistana, a proclamação foi efetiva. “Ela lançou essa pergunta e as pessoas olharam: ‘Vamos lá ver quem foi que você encontrou’. E aí eles vão olhar, e muitos samaritanos daquela cidade creram por causa do testemunho dado pela mulher”, destacou.

 

ELA NÃO ERA UMA PROSTITUTA

Retomando a palavra durante o programa, a Ms. Celia, professora de Geografia Bíblica e de outras disciplinas teológicas, fez uma observação importante sobre a samaritana. “Muitas pessoas pintam ela como uma prostituta e ela não era uma prostituta”, esclarece a teóloga. “Ela foi uma mulher rejeitada, que tinha passado por muitos casamentos, e a necessidade que ela tinha de ser amada, ela buscava esse amor de uma forma equivocada. Até ela ser liberta e entender o amor de Deus”, completou.

Para assistir à conversa completa, clique no vídeo abaixo e veja o quadro “Mulheres Inspiradoras”, do programa “Conexão Feminina”, exibido toda quarta-feira, às 21h, no canal da TV Viva Promessa no YouTube:

Texto: Agência Promessista de Comunicação (APC)