Skip to content

Lições de uma medalha olímpica: o ouro de Lucas Pinheiro Braathen

*Foto de capa: Fabrice COFFRINI/AFP

Toda medalha dos Jogos Olímpicos carrega uma história, e a conquistada por Lucas Pinheiro Braathen escreveu um capítulo inédito para o Brasil: pela primeira vez, um brasileiro, um sul-americano, conquista uma medalha na versão de inverno dos Jogos, que ocorre em 2026, em Milão-Cortina, na Itália. E foi logo a medalha de ouro.

 

Foto: Reprodução/ESPN

O atleta alcançou a marca total das duas descidas em 2m25s, após completar 1m11s08 na segunda descida do slalom gigante, modalidade do esqui alpino, garantindo o lugar mais alto do pódio para o país. 

Mas o que culminou na conquista não veio sem grandes desafios e superações na vida do atleta de 25 anos, filho de pai norueguês e mãe brasileira. Ele enfrentou, por exemplo, uma ruptura de ligamentos nos joelhos em 2020, conquistou o título de slalom pela Noruega na temporada 2022-23 e também chegou a ser campeão mundial na categoria.

 

Da divergência às cores verde e amarela

Toda essa visibilidade e consolidação da carreira de Lucas, porém, passaram por divergências com a federação norueguesa que representava. Direitos de imagem, gestão da carreira e seu gingado brasileiro, além da paixão pelas cores do Brasil, estiveram entre os motivos de repreensão ao atleta e que o levaram a anunciar a aposentadoria em 2023. Meses depois, entretanto, ele comunicou que competiria pelo Brasil e defenderia as cores nacionais.

Foto: Rafael Bello/COB

“Eu queria falar uma coisa que tem uma importância maior do que só resultados. Trazer 200 milhões de pessoas para o esporte de inverno é importante. Eu quero ser uma inspiração. Não importa de onde você é. Não existem limitações, só oportunidades.”
Outro ponto importante que Lucas afirmou é o fato das duas nacionalidades: “A mentalidade brasileira me ajudou a pensar fora da caixa. A achar jeitos novos de treinar, de esquiar. Esse jeito diferente sempre me ajudou nas competições.”

 

Reflexões de ouro

A vitória do atleta nos traz reflexões importantes quando olhamos pelo prisma da fé. Primeiro, o “orgulho” da representação. A Bíblia afirma que os discípulos de Cristo são representantes dEle em toda a terra. Jesus declarou que a igreja é a “luz do mundo” e que a “lamparina” não deve ser escondida debaixo da mesa, mas colocada em lugar de destaque (Mt 5:14-16) para iluminar quem está na casa.

Assim como Lucas demonstrou em sua descida no esqui alpino as habilidades para vencer, os crentes devem amar ao Senhor e ao próximo e, por meio de uma vida de obediência, testemunhar com palavras e obras sua fé. Ao verem isso, muitos glorificarão ao Pai, reconhecendo sua paternidade e, em muitos casos, aceitando a filiação por meio da adoção em Cristo (Rm 8:15).

Iluminar em casa.

 

Outra lição que aprendemos com a alegria de Lucas Pinheiro Braathen é que os cristãos são embaixadores de Cristo: “De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus.” (2Co 5:20). Isso nos faz refletir sobre a importância e a influência da identidade que carregamos, a alegria de saber de onde somos e de transmitir uma mensagem por meio de nossas atitudes. No caso do embaixador citado por Paulo, ele é um representante nacional e fala em nome de alguém, no caso, em nome de Cristo.

Por último, ao pensarmos na “dupla nacionalidade” do atleta do esqui alpino, lembramos que os cristãos são cidadãos da terra e cidadãos do céu. Essa condição traz responsabilidades e esperança. A responsabilidade de viver na terra as virtudes d’Aquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (1Pe 2:9), seja em casa, no trabalho, no lazer e como igreja. E também a esperança, aguardando a pátria que virá dos céus com Cristo (Fp 3:20). 

Iluminar o mundo.

Mas enquanto Ele não vem, os discípulos de Jesus são convocados a uma vida de ação, tal qual um atleta em competição disputa o próprio maior; os cristãos um prêmio eterno: “esperando e apressando a vinda do Dia de Deus, por causa do qual os céus, incendiados, serão desfeitos, e os elementos abrasados se derreterão. Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça.” (2 Pe 3:12-13)

Texto: Agência Promessista de Comunicação (APC)

Com informações: CNN Brasil

Notícias