Confira três argumentos para que os cristãos vivam de acordo com os Dez Mandamentos.
O que significam as palavras de Paulo aos Romanos no capítulo 6:14: “Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça”? Será que isso significa uma porta aberta para a desobediência aos mandamentos, como não matar, roubar, adulterar, ou guardar o sábado? Certamente, nenhum cristão em sã consciência dirá que significa isso.
Paulo está certamente comentando que o cristão está livre da condenação legal quanto à sua guarda perfeita. Quem poderia, a não ser Jesus, tê-la guardado perfeitamente? Ou seja, é a fé no sacrifício de Jesus que nos torna legalmente justos diante do Pai. É somente a graça que nos faz ser novas criaturas: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2:8,9).
O autor Palmer Robertson¹ comenta que a lei foi guardada perfeitamente por Jesus em lugar daqueles que creem em Sua obra. Isso quer dizer que, por causa da obediência perfeita de Jesus, não guardamos a lei por nossas próprias forças para sermos declarados inocentes diante de Deus. Isso foi feito pelo Salvador.
Se, então, é a graça de Deus que nos justifica, e Cristo obedeceu perfeitamente em nosso lugar, qual é o papel da lei de Deus na vida daqueles que creem em Jesus Cristo como Salvador? Bem, os mandamentos de Deus continuam tendo um papel relevante na jornada cristã. Robertson elenca pelo menos três meios para que os cristãos vivam de acordo com os Dez Mandamentos:
Primeiro: Há promessas para aqueles que guardam a lei de Deus. Foi o próprio apóstolo Paulo quem ilustrou as boas consequências para aqueles que, em Cristo, andam nos Seus mandamentos, citando em Efésios 6:2-3: “Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra”. Neste mandamento em específico, longevidade é prometida aos que obedecem ao mandamento.
Segundo: Há correção quando desobedecemos a lei de Deus.
Não obedecemos ao Senhor para sermos justos diante Dele, mas porque recebemos essa condição pela fé em Jesus Cristo; nem obedecemos para trocarmos obediência por bênçãos. Mas a lei de Deus, agora escrita dentro do coração do justo, mostra uma disposição de obedecer ao Senhor. Quando erramos o caminho que ela aponta, somos advertidos por Deus. O autor de Hebreus explica: “Porque o Senhor corrige o que ama e açoita a qualquer que recebe por filho” (Hebreus 12:6).
Os filhos de Deus são corrigidos por seu Pai sempre que violam seus princípios, afinal, eles continuam válidos para que aqueles que foram alcançados pela graça vivam de acordo com as bênçãos que receberam. E Ele faz isso para que seus filhos e filhas vivam para glorificar ao Senhor. Afinal, a consequência da justificação é uma vida de obediência: “Pois somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Efésios 2:10).
Terceiro: Seremos julgados de acordo com nossas obras boas ou más no juízo (2 Co 5:10).
É pela fé que nossos pecados são perdoados, porém, é por meio de nossas obras que seremos julgados no juízo final. E isso não significa salvação pelas obras, mas significa viver de acordo com a graça recebida. São vários os textos que mostram essa verdade, como Tito 2:12: “Ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piedosamente”.
E João diz que se vivemos na prática do amor, imitando a Jesus, “nisto é perfeito o amor para conosco, para que no dia do juízo tenhamos confiança; porque, qual Ele é, somos nós também neste mundo” (1 João 4:17), ou seja, pelo poder do Espírito somos transformados e vivemos diariamente obedecendo seus mandamentos até que Ele volte.
Por isso, pelo grande poder dado pelo Espírito em nossa vida, vivamos de acordo com a graça que nos foi dada, em obediência pela fé no Filho de Deus.
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Por: APC Jornalismo. ¹ Livro: Alianças. Editora Cultura Cristã, pp. 58.









