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A oração que muda a história

Precisamos persistir, ser sábios ao pedir e confiar

Agora, pois, ó Senhor nosso Deus, te suplico, livra-nos da sua mão; e assim saberão todos os reinos da terra que só tu és o Senhor Deus.” (II Rs 19:19)
Desde sempre, o homem se comunica e não vive sem comunicação. Os persas, por exemplo, usavam o couro de animais como “papel” para se comunicarem. Pombos correio com cores pré-estabelecidas e navios também levavam comunicados aos seus interessados.
Os gregos, na Antiguidade, utilizavam arautos no intuito de informar e avisar o destinatário de forma verbal. Os romanos inventaram uma espécie de jornal (tábua branca) para informar sobre as deliberações do imperador. Na China surgiu o papel, cujo meio de comunicação é usado até a atualidade. Hoje em dia a comunicação é muito fácil: internet, celular e outros.
E para se comunicar com Deus? Será que é fácil? Nossa “correspondência” pode ser extraviada no meio do caminho? Será que ele recebe nossa comunicação? Quando recebe, será que ele responde logo ou nos deixa sem resposta?
“A oração é nosso canal direto de comunicação com o Pai Celestial”. Jesus afirma que, se orarmos com fé, a oração será respondida (Mt 21:22).
Em primeiro lugar, a oração muda a história quando há persistência.E eu vos digo a vós: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á; Porque qualquer que pede recebe; e quem busca acha; e a quem bate abrir-se-lhe-á.” (Lc 11:5-10). “E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele de dia e de noite, ainda que tardio para com eles?” (Lc 18:7).
Em segundo lugar, a oração muda a história quando há sabedoria. Deus não segue nosso cronograma. Ele atende e responde a oração no tempo certo e se for de sua vontade. “Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites” (Tg 4:3). Sabedoria também é obediência e temor às suas leis, pois se assim não proceder, sua oração não é atendida. “Se alguém se recusa a ouvir a lei, até suas orações serão detestáveis” (Pv 28:9).
Em terceiro lugar, a oração muda a história quando não há dúvida. Acazias foi um rei que não deu crédito e duvidou do Deus de Israel. Ele caiu da sacada do seu quarto e preferiu consultar um deus chamado Baal-Zebude sobre sua saúde, não o Deus de Israel. Sua história poderia ser bem diferente, se buscasse o Deus verdadeiro (II Rs 1:2,4). Elias, ao contrário, tinha certeza de quem era o Deus de Israel. “O anjo do Senhor disse a Elias: ‘Acompanhe-o; não tenha medo dele’. Então Elias se levantou, desceu com ele e foi falar com o rei. Ao chegar, disse ao rei: “Assim diz o Senhor: Acaso não há Deus em Israel? Por que você mandou consultar Baal-Zebube, deus de Ecrom? Por isso, você não se levantará mais dessa cama e certamente morrerá! E Acazias morreu, conforme a palavra do Senhor, anunciada por Elias” (vv 15-17a).
Por fim, a oração muda a história quando direcionamos a glória a Deus. Ezequias foi um rei que confiava muito em Deus. Sua oração era suplicando livramento das ameaças do inimigo (II Rs 18:28-38), mas sobretudo, ele reconhecia a grandeza de Deus. “Agora, Senhor nosso Deus, salva-nos das mãos dele, para que todos os reinos da terra saibam que só tu, Senhor, és Deus” (II Rs 19:19).
Ezequias nos ensina a suplicar com persistência, com sabedoria, sem duvidar e a glorificar a Deus.“Então Isaías, filho de Amoz, enviou uma mensagem a Ezequias: “Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: Ouvi a sua oração acerca de Senaqueribe, o rei da Assíria” (vv.20).
A oração dirigida a Deus muda nossa história quando persistimos, apresentando nossos problemas a ele; com sabedoria, invocando o seu nome; sem duvidar, confiando que ele vai responder, para que o Seu nome seja glorificado. Amém!

Da. Jonatas Ribeiro congrega na IAP em Jd. Amelia – Sumaré (SP)

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