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A relação da Igreja com a Política, com os políticos e com os partidos

Os brasileiros aptos a votar vão eleger os representantes. Como será a relação da Igreja com a política, com os políticos e com os partidos políticos?

O Brasil atravessa mais um período de escolhas importantes na esfera política neste domingo, 3 de outubro. Os brasileiros aptos a votar vão eleger os representantes para Deputado Estadual, Deputado Federal, Governador, dois senadores e o Presidente da República. Como será a relação da Igreja com a política, com os políticos e com os partidos políticos?

No livreto “A Igreja e a Política”, aprovado pela Comissão Teológica da Igreja Adventista da Promessa, o leitor encontra princípios sobre a relação com a esfera pública, bem como o que deve levar em conta em momentos eleitorais.

 

A IGREJA DEVE SER APARTIDÁRIA, NÃO APOLÍTICA

Segundo a explicação do Vice-Presidente da Convenção Geral e autor do livro, Pastor Eleilton Freitas, a igreja deve ser uma comunidade apartidária, preservando a ideia de separação entre Estado e Igreja, como disse o Salvador: “A César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Mateus 22:21).

“A igreja não defende bandeira de partido x ou de partido y. Mas ela não é uma comunidade apolítica, no sentido de que ela não fala sobre política e não se preocupa com política”, observou Eleilton.

Os crentes em Jesus devem pensar em questões que envolvem sua vida na sociedade, como orientou o Senhor quando foram para o cativeiro babilônico: orem, trabalhem, casem, prosperem; na paz da cidade, vocês terão paz (Jeremias 29:5-7). “Porque política tem a ver com a vida em comunidade e a igreja é uma comunidade de pessoas que estão envolvidas na comunidade do bairro, na cidade”, analisou o líder geral.

 

SOBRE ORIENTAÇÃO E INDICAÇÃO DE CANDIDATURAS

Como parte de sua missão discipuladora, a igreja deve orientar sobre princípios bíblicos para seus fiéis. “A igreja pode orientar como deve ser o nosso comportamento em relação às autoridades”. Como Paulo o ensina sobre o respeito pelos governantes e autoridades, naquilo que não contraria o Evangelho (Romanos 13:1-7). A oração também é um item incentivado, independentemente dos governantes (1 Timóteo 2:1-2).

Sobre as decisões político-partidárias, o livro defende que a igreja pode oferecer instruções e pregar na igreja sobre princípios relacionados àqueles que irão governar, para instruir as pessoas e ajudá-las na escolha das candidaturas. Mas Eleilton reforça: “Ela não pode entrar em política partidária”, afirmou. “Se o púlpito da igreja for usado pra dizer pras pessoas em quem elas têm que votar, vote no A, vote no B, vote no partido x, vote no partido y, aí nós estamos entrando num campo bastante complicado, porque a igreja, ela precisa ter autonomia pra ser voz profética”.

 

A IGREJA NÃO PODE PERDER SUA AUTORIDADE

De acordo com a visão adotada pela denominação, segundo a Palavra e o livreto, a igreja não deve estar entrelaçada com um partido que, na hora em que ela precisa chamar atenção por caminhar num caminho de erro, corrupção ou leis contrárias ao Evangelho, perca sua autoridade.

“De repente, uma pessoa que a gente apoia hoje, que a gente acha que tá tudo correto, amanhã tá envolvido com alguma coisa, e aí, você pediu pra todo mundo votar, você se envolveu com aquele negócio, então a igreja tem que ter esse certo afastamento para poder ser voz profética e cobrar das autoridades quando for necessário.”

O líder geral ainda lembrou que a igreja não deve abrir o púlpito para políticos fazerem campanha. “Infelizmente alguns acabam indo por esse caminho. Mas o caminho da orientação, a igreja pode oferecer e o livro mostra exatamente isso, que a igreja pode ser também esse espaço onde pode se refletir sobre essas questões”, reforçou.

 

SOBRE O LIVRO

A entrevista completa com o Pastor Eleilton Freitas, que explicou um dos principais pontos do livro “A Igreja e a Política”, pode ser assistida na TV Viva Promessa:

 

O livro pode ser adquirido na loja virtual da Editora Promessa: Editora Promessa – A Igreja e a Política.

Texto: Andrei Sampaio | Agência Promessista de Comunicação (APC)

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