Tenho ido mais à casa onde há luto – onde se lamenta a morte de alguém amado, do que à casa onde há festa – onde se celebra a vida de alguém amado.
Em uma delas, havia luto por um bebê de onze dias. Mas, afinal, é melhor ir à casa onde há luto ou à casa onde há festa? Está dito na Bíblia que é “melhor ir a uma casa onde há luto do que ir a uma casa onde há festa (Ec 7:2). Não é pior, é melhor.
Por que é melhor? Porque na casa onde há luto sempre se aprende uma lição. Numa dessas casas, onde havia luto por uma mulher muito amada por muitos, aprendi que alguém que vive à minha volta pode estar à beira da morte, mesmo não dando sinais de que assim seja. Esse foi o caso dela. À beira da morte não está apenas quem tem doença grave, quem está ameaçado de morte, quem vive em área de risco, quem é avançado em idade, quem está em coma faz tempo.
À beira da morte pode estar quem agora mesmo usufrui de saúde. Saber disso muda alguma coisa? Muda tudo, sobretudo, em questões de ordem afetiva. Como você não sabe se quem está ao seu lado agora está à beira da morte, o melhor a se fazer é não deixar para fazer algo que prova o seu amor por ela mais tarde. Faça agora mesmo. Não deixe para mostrar afeto mais tarde porque quem está ao seu lado agora pode não estar ao seu lado mais tarde. Não sabe por onde começar? Comece dando um abraço apertado e demorado. Abrace enquanto há braços!
Genilson Soares da Silva é pastor da IAP em Vila Camargo (Curitiba – PR).









