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Conheça o “Espaço Refúgio”, proposta de acolhimento de pessoas com TEA nas igrejas locais

E-book com orientações foi elaborado pela equipe da Secretaria de Inclusão da Convenção Geral e já está disponível.

 

Imagine ter um ambiente de acolhimento e regulação sensorial voltado para crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em sua igreja local. Esse projeto é chamado de “Espaço Refúgio” e tem como base o Salmo 46:1, que diz: “Deus é o nosso refúgio”. Segundo a Secretaria de Inclusão da Convenção Geral, a proposta (não obrigação) é oferecer um ambiente para pessoas que necessitem de uma pausa diante de uma sobrecarga sensorial. 

O e-book com as orientações completas pode ser baixado neste link. A iniciativa foi apresentada durante o 2º Fórum de Inclusão Promessista, que ocorreu em Cosmópolis, em setembro de 2026. 

A publicação aborda situações em que crianças tapam os ouvidos, choram, gritam, tentam fugir, ficam agitadas, deitam no chão, se escondem ou simplesmente deixam de responder. O material esclarece que esses “comportamentos nem sempre significam desobediência, falta de interesse ou falta de fé. Podem ser uma forma de comunicar uma necessidade”.

Aí entra em cena o Espaço Refúgio que deve ser instalado nas dependências da igreja, longe das caixas de som da nave e do fluxo intenso de pessoas, mas com fácil acesso e alguma privacidade, sem ficar completamente isolado da equipe. Entre os recursos sugeridos estão tatame, almofadas, puff e tenda, além de um ambiente silencioso e com pouca luz.

A publicação também deixa claro: “Cada igreja poderá avaliar sua realidade, seus espaços, sua equipe e suas possibilidades. É uma proposta, não uma imposição. Pode começar pequeno e crescer com a experiência”.

 

Pontos importantes

O material esclarece que a iniciativa está alinhada ao conceito de regulação sensorial adotado em iniciativas normativas do Estado de São Paulo, que reconhecem ambientes seguros e controlados para acolhimento temporário e autorregulação. Também explica que o espaço deve ter poucos estímulos, ser utilizado temporariamente e contar com o acompanhamento de adultos responsáveis.

A publicação ressalta ainda o que o Espaço Refúgio não é uma brinquedoteca, não substitui terapias ou consultórios e não deve ser utilizado como forma de castigo ou isolamento. Os detalhes completos podem ser consultados no e-book ou no perfil do Instagram da Secretaria de Inclusão Promessista.

 

Texto: Andrei Sampaio/Agência Promessista de Comunicação (APC)

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