Uma história promessista.
Ela era cadeirante, mas a Igreja não tinha rampa.
Ela não tinha família crente, mas tinha uma cadeira de rodas.
Ela era uma criança, mas a fé nasceu em seu coração.
E agora então, como vai ser?
Todo sábado, bem cedinho, o irmão Zé levava sua família para a igreja, deixava a esposa e filhos no pátio e já vinha o irmão Dito se oferecendo pra ir junto no carro… E assim seguiam no trajeto, toda vez na maior prosa falando sobre a vida, sobre o tempo, sobre as notícias do dia a dia e, entre um papo e outro, algum sempre dizia “É final dos tempos, irmão!” … “Ôhh, si é!”. Após manobrar naquela mesma rua mal asfaltada, chegavam na pequena viela onde os moradores, costumeiros, já diziam: “ô gente, os irmãos da igreja já chegô!”
Ah! Que belo sorriso se via ao ouvir esse anúncio, pois na casinha lá de baixo, nos fundos da viela, aguardava Maria, toda arrumadinha, feliz com a chegada das visitas tão esperadas. O irmão Zé – o mais forte da igreja- pegava Maria no colo pois precisava subir uma longa escadaria até chegar ao carro, enquanto isso o irmão Dito lançava mão da cadeira de rodas e, sem nenhum constrangimento e com largo sorriso, se despedia dizendo “Não se preocupe dona Zefinha que a gente cuida dela direitinho”. Pois bem, lá ia Maria, sorrindo e acenando pra todo mundo, convidando vizinhos e amigos pra irem pro culto (e muitos, de fato, ela levou!). Logo chegavam no portão da igreja e outros irmãos, de prática, armavam rápido a cadeira. Agora, com todos juntos, a celebração começou. E assim o tempo foi passando, às vezes chovia, às vezes ventava, às vezes o carro quebrava. Mas, sábado após sábado, aquela igreja se organizava, e sempre Maria estava, raramente ao culto faltava. Mesmo que tivesse eventos ou outros movimentos, os irmãos daquela comunidade não concebiam ficar sem sua irmã querida, buscavam soluções e lá estava Maria, pois em tudo a incluíam, e do todo fazia parte.
Maria cresceu, se batizou, casou, se tornou mãe, e mesmo em meio a lutas e adversidades, com apoio dos irmãos de sua comunidade, segue firme na caminhada da fé, testemunhando sobre o Deus que mudou a história de sua vida.
Aquela igreja não tinha rampa, mas tinha Cristo.
Aquela menina não tinha família crente, mas encontrou irmãos pela cruz!
Aquela igreja não tinha rampa, mas tinha a Luz!
Aquela igreja é a Igreja de Jesus.
E na igreja de Jesus é assim que deve ser.
Seja a igreja de Cristo, e onde quer que você for, a inclusão irá com você.
*uma história baseada em fatos reais ocorridos numa igreja Adventista da Promessa.
Escrito por Juliana Menezes Duque José, enfermeira, casada com o Pastor Felipe José, mãe do Pedro e do Samuel. É líder da Secretaria de Inclusão da Igreja Adventista da Promessa e serve a Cristo na Igreja do bairro de Santana, São Paulo – SP, como líder do Ministério de música.
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