O fundador da Igreja Adventista da Promessa, ao ser levado em uma charrete, ouviu do condutor do veículo um testemunho sobre a doutrina do batismo no Espírito Santo.
Uma viagem até São Paulo (SP) no ano de 1926, para uma conferência da Igreja Adventista do Sétimo Dia em Santo Amaro, mudaria para sempre a história de vida e fé do Pr. João Augusto da Silveira. O fundador da Promessa, ao ser levado em uma charrete, ouviu do condutor do veículo um testemunho sobre a doutrina do batismo no Espírito Santo.
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Segundo o Pr. Cassiano Domingos de Sousa (1933-2023), em depoimento ao Documentário Rota 32, da Agência Promessista de Comunicação (APC), foi uma revolução ouvir esse testemunho. “Descia do bonde em Santo Amaro, e como não havia outra condução, ele alugou uma charrete, pegou sua mala, guarda-chuva, terno com colete e gravata, e entrou na charrete. No meio da viagem, o charreteiro começou a murmurar um hino, cantarolando”, contou o Pr. Cassiano.
Assista o trecho a partir de 41 minutos 29 segundos:
“Aí, o Pr. João Augusto perguntou se ele era crente; ele respondeu: ‘Graças a Deus’. E de que igreja o senhor é? “Eu sou da Assembleia de Deus”, disse o charreteiro italiano. O Pr. João Augusto então comentou: “Eu gosto muito da Assembleia de Deus, mas é uma pena que vocês não guardem o sábado”. O charreteiro, por sua vez, respondeu: “Pois é, pastor, eu gosto muito da Igreja Adventista, mas é uma pena que vocês não creem no batismo com Espírito Santo”. O charreteiro perguntou: “Vocês creem?”. O Pastor afirmou: “Cremos”. “Ele disse: não!”. “O senhor é batizado com o Espírito Santo?”, perguntou; ele disse: “Sou!”. “Quem o batizou com o Espírito Santo?”, aí ele deu o nome de um pastor alemão.” E o charreteiro continuou: “Isso aí foi o batismo nas águas. Você não é batizado com o Espírito Santo, pois quem batiza é Jesus”.

Uma nova compreensão – Segundo o Pr. Cassiano, João Augusto sentiu que faltava terra embaixo dos pés, sem saber o que responder diante da doutrina apresentada. O charreteiro citou, mesmo sem saber ler a Bíblia, o que havia ouvido: que João Batista batizava com água para arrependimento, mas depois dele viria Alguém que batizaria com o Espírito. “Ele ficou preocupado. O próprio Jesus, depois de ressuscitado, disse: vocês foram batizados nas águas, batismo de João, mas depois de alguns dias vocês serão batizados com o Espírito Santo, e foi isso que se cumpriu no Pentecostes. João Augusto nem soube como responder”, testemunhou o Pr. Cassiano. A ida à Assembleia gerou uma verdadeira mudança de visão, pois a conversa com o charreteiro não saía de sua cabeça.
“E essa semente, que o charreteiro plantou no coração do Pr. João Augusto e com o passar do tempo germinou, cresceu, floresceu e frutificou”, confirmou o Pr. Valdeci. “Então, o charreteiro, praticamente, teve uma palavra muito firme com ele no começo da doutrina, no começo da fé dele na igreja, na doutrina do batismo no Espírito Santo”, reforçou o Pr. Genésio Mendes.
Após retornar para casa e estudar os textos bíblicos como Atos 2, o Pr. João Augusto chegou à conclusão de que Jesus batizava no Espírito Santo, com evidência em línguas estranhas. Assim, ele buscou a Deus até ser batizado pelo Consolador em 24 de janeiro de 1932. Algo que os promessistas devem buscar até o retorno de Cristo, para que seu testemunho do Evangelho seja corajoso e vigoroso.
Por: APC Jornalismo.








