85 anos

Homenagem à Igreja Adventista da Promessa

Adventista da Promessa,
Nome forte e de poder,
Nasceu de uma oração,
E o Senhor a fez crescer,
Foi numa tarde de angústia,
Que João Augusto suplicou,
O Batismo no Espírito Santo,
E Deus, sua oração escutou,
Aquela angústia terrível,
O Senhor arrefeceu,
A alma outrora angustiada,
De grande alegria se encheu,
Depois de ser batizado,
A promessa ele entendeu,
Foi contar aos seus amigos,
Sobre o poder que recebeu,
Primeiro a sua esposa,
Ele a notícia contou,
Depois de se abraçarem,
Copiosamente chorou,
Chorou de alegria,
Pelo poder que recebeu,
Compreendeu de forma completa,
Aquilo que sempre creu,
Depois de uma semana,
Contando o que aconteceu,
João Augusto da Silveira,
Do seu lar não se esqueceu,
Voltou, mas por pouco tempo,
Pois pra São Paulo ele desceu
Para resumir a história,
Pois é grande por demais,
A igreja da Promessa,
Cresce cada vez mais,
São milhares de pessoas,
Que esta fé acolheram,
Uma doutrina Santa,
Dada toda por Deus,
De norte a Sul, Leste a Oeste,
Do nosso querido Brasil,
A IAP tem crescido,
Com força e muito brio,
Não somente no Brasil,
Mas no mundo está espalhada,
A doutrina Promessista,
Que dantes por Deus foi dada,
Muitos países foram alcançados,
Dos quais podemos citar,
O Espírito Santo tem impulsionado,
Para desta Promessa falar,
Argentina, Espanha e Bolívia,
Paraguai, Colômbia e El Salvador,
A Palavra tem sido falada,
Com muita fé e muito amor,
Agradeço sempre a Deus,
Por este grande Privilégio,
De ter nascido Promessista,
Pois meus Pais já criam neste Evangelho,
Não quero com esta Poesia,
Outras igrejas menosprezar,
Só falo como Promessista,
Pois é a minha forma de homenagear,
Deus a muitos tem chamado,
Para nesta Igreja ingressar,
Quem é Promessista sabe,
O quanto é bom d’ela participar,
Deus continue abençoando,
Este povo promessista,
Mantendo-os sempre firmes,
Até o fim dos dias,
Porque a Promessa é real,
Feliz é quem nela acredita,
Sê Fiel até a morte,
Para receber a coroa da Vida,
Parabéns à nossa IAP,
Por mais um ano de vida,
Que o Espírito Santo continue,
Dirigindo esta Igreja querida.

Gerson Vargas Peixoto – IAP Boqueirão, Curitiba – PR – 13 de Dezembro de 2016.
Fontes: Livro Marcos que Pontilham o Caminho – Edição 1973 e http://portaliap.org/

Uma reflexão para 2017

Sabemos quem nós somos e qual é o verdadeiro propósito de nossa existência?

Esse foi o testemunho de João, quando os judeus de Jerusalém enviaram sacerdotes e levitas para lhe perguntarem quem ele era. Ele confessou e não negou; declarou abertamente: “Não sou o Cristo”. Perguntaram-lhe: “E então, quem é você? É Elias? ” Ele disse: “Não sou”. “É o Profeta? ” Ele respondeu: “Não”. Finalmente perguntaram: “Quem é você? Dê-nos uma resposta, para que a levemos àqueles que nos enviaram. Que diz você acerca de si próprio? ” João respondeu com as palavras do profeta Isaías: “Eu sou a voz do que clama no deserto: ‘Façam um caminho reto para o Senhor’ “. (João 1:19-23).
O início de um novo ano é um período em que muitos de nós refletimos em nossa vida. Pensamos no que fizemos (ou deixamos de realizar) no ano anterior, mas principalmente planejamos e organizamos a nossa vida, tendo em mente o ano que acabou de começar, com os sonhos, desejos e anseios que projetamos nele. Alguns de nós vamos mais a fundo, e meditamos em quem realmente somos e qual é a nossa verdadeira missão aqui na Terra, pois precisamos definir um propósito para a nossa vida. Quem de nós nunca se perguntou: quem eu sou? Por que existo? Tais perguntas são extremamente importantes, pois descobrimos as grandes “paixões” de nossa vida quando sabemos quem somos nós e com que finalidade nós estamos aqui.
Em João 1: 23, lemos uma afirmação muito importante feita por João Batista: “Eu sou a voz do que clama no deserto: ‘Façam um caminho reto para o Senhor”. O profeta João dá essa declaração num contexto bem interessante: os fariseus estavam questionando João Batista a respeito de quem ele era e perguntaram-lhe se era Moisés, um profeta ou o próprio Salvador. João negou ser um destes homens e afirmou que ele era “a voz do que clama no deserto”. A resposta deste profeta nos ensina que João sabia quem ele era e mais, sabia qual era o seu propósito de vida no mundo. João era o profeta enviado por Deus com a missão clara e específica de “preparar o terreno” para a vinda do Salvador Jesus Cristo, que estava prestes a iniciar o seu ministério terreno.
E eu e você? Será que sabemos quem nós somos e qual é o verdadeiro propósito de nossa existência? Quando nós não temos a visão correta de nós mesmos, num momento ou no outro, podemos sucumbir diante dos desafios e obstáculos da vida. Para saber quem somos nós e qual é o nosso propósito de vida aqui, é imprescindível atentarmos para o que está registrado na Palavra de Deus. Sendo assim, o que a Bíblia Sagrada nos ensina sobre nós mesmos? Que somos criação de Deus, mas também pecadores, e que por isso precisamos desesperadamente da graça de Cristo (Rm 3: 23, 6: 23). Que a partir do momento em que cremos em Jesus como Senhor e Salvador de nossas vidas, somos alcançados pela salvação que somente encontramos nele (Ef 2: 8). Que somos filhos de Deus, totalmente dependentes do seu amor e do seu cuidado (Jo 1: 12 e 13).
Nas linhas acima, mencionamos apenas alguns aspectos que a Bíblia afirma sobre nós mesmos, aspectos esses que são fundamentais para que tenhamos uma visão correta sobre nós mesmos. E com relação ao nosso propósito de vida? Para que existimos? Novamente vamos buscar a resposta na Palavra de Deus. É ela que nos ensina que vivemos para glorificar a Deus e para vivenciar a sua vontade em nossas vidas (1 Co 10: 31; Rm 12: 1 e 2)! Nossa prioridade de vida deve ser amar a Deus de todo o nosso coração, alma e entendimento, dedicar a ele todos os dias de nossa vida e aprofundar o nosso relacionamento com o Senhor.
Deste modo, concluímos esta reflexão desejando que, neste novo ano que está apenas começando, cada um de nós possa ter uma visão bíblica do que somos e do propósito de Deus para as nossas vidas e que, isso norteie os nossos pensamentos, palavras e atitudes não somente em 2017, mas durante todos os dias que vivermos!

Dsa. Claudia Duarte congrega na IAP em Votuporanga (SP) e é diretora do Departamento Infantojuvenil Regional

“O Espírito Santo virá sobre ti”

A concepção sobrenatural de Jesus

Não é sustentável, pela fé cristã, que não se creia na concepção sobrenatural do Senhor Jesus Cristo. É muito claro pelas narrativas dos evangelhos que Jesus foi concebido por um milagre do Espírito Santo.
Mateus 1.18 narra que: “O nascimento de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava comprometida a casar-se com José. Mas, antes de se unirem, ela achou-se grávida pelo Espírito Santo.” Não é possível pensarmos na concepção como uma “narrativa disfarçada”, para encobrir uma possível relação sexual entre José e Maria, pois antes que eles se unissem, após o nascimento de Cristo, Maria achou-se grávida.
Também não é razoável pensarmos que a concepção fora uma relação sexual entre Maria e o Espírito Santo, como muitos mitos ao redor de Israel, cujos relatos mostravam divindades que desciam até as mulheres e concebiam com elas, numa espécie de “lenda do boto”, contada na Amazônia.
Não! Pela narrativa dos evangelhos, Jesus foi concebido pelo poder do Espírito Santo, como disse Lucas: “O anjo respondeu: ‘O Espírito Santo virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso aquele que nascerá será santo e será chamado Filho de Deus’.” (1.38). Ou seja, da mesma forma como Deus disse “haja” luz a partir do nada (Gn 1.3), Ele fez o embrião Jesus, aparecer no ventre da virgem Maria, não por uma relação sexual, mas pelo poder miraculoso do Altíssimo.
Diante deste conhecimento a respeito da concepção sobrenatural de Jesus, temos algumas verdades a aprender, conforme mostrou o teólogo Karl Barth. Elas nos ajudam a entender, que o problema não seria simplesmente uma relação sexual entre José e Maria, já que no matrimônio isso não é errado, mas, porque foi necessária a concepção pelo Espírito.
Por que a concepção sobrenatural de Jesus foi necessária?
Verdade 1: Porque a concepção sobrenatural mostra uma sentença sobre a humanidade. Afinal, José e Maria que eram justos, mas, nasceram com o pecado original, não poderiam “produzir um Salvador”, bem como toda a humanidade.
Por isso, foi necessário que Jesus fosse concebido sobrenaturalmente. Paulo fala que: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram”. (Rm 5.12) O Salvador deve vir de fora.
Verdade 2: A concepção sobrenatural mostra que Jesus e o evangelho são sobrenatural. Jesus veio do céu: “O primeiro homem, formado da terra, é terreno; o segundo homem é do céu.” (1Co 15.47) E o evangelho é de Deus: “Depois de João ter sido preso, foi Jesus para a Galileia, pregando o evangelho de Deus” (Mc 1.14 ).
Verdade 3: A concepção sobrenatural mostra que em Jesus há um novo começo para a humanidade. Como afirmou Paulo: “Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação; as coisas velhas já passaram, e surgiram coisas novas.” (2 Co 5.17). Pela fé em Jesus, todos nós, podemos ser transformados em novas pessoas: mente e atitudes, por obra da graça de Deus: “os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.” (Jo 1.13)
Portanto, celebremos a Deus pela concepção sobrenatural de Jesus, que nos mostra o poder criador do Senhor, o interesse em nos salvar e nos dá um novo começo.

Ms. Andrei Sampaio Soares é colaborador do Departamento de Educação Cristã da IAP

De volta ao simples

Para o ano que vai se iniciar, faça pedidos e propósitos simples

“Ah, se eu pudesse voltar atrás para uma vida simples, largaria tudo para voltar ao passado, à infância, a cidade simples do interior!” Talvez esse tem sido o pensamento de muitas pessoas bem sucedidas na vida, porém, infelizes com o estresse, os problemas e as lutas que parecem não ter fim! Como é bom o simples! Melhor ainda é escolher ter uma vida simples, mesmo com uma posição social de prestígio, uma educação refinada, com títulos e diplomas conquistados através de sacrifício, vários anos de estudos e trabalho e ainda com muitos recursos tecnológicos e boas condições financeiras.
A vida é cheia de coisas simples que, às vezes, não valorizamos! Sentimos falta quando não temos a oportunidade de ter ou fazer algo com pessoas que simplesmente amamos, por graça e presente de Deus… a família!
Simples como… tomar um café e pão com manteiga, comer arroz e feijão com bife, cebola e polenta…
Simples como uma saudação diária… Bom dia! Tudo bem! Por favor! Seja bem vindo! Muito obrigado! Eu te amo! Um abraço apertado; um estender de mãos para ajudar!
Simples como o sorriso de uma criança, o cuidado de uma mãe, os quitutes da vovó, às lágrimas do pai com o nascimento do primeiro filho. Simples como congregar e estar perto do amado irmão nos cultos! (Sl 122 e 133).
Ao findar o ano, não se esqueça das coisas simples realizadas com a permissão e a graça de Deus!
Simplesmente, agradeça ao Pai Nosso pela vida e por mais um ano!
Para o ano que se inicia, faça pedidos e propósitos simples para conseguir cumprir! Por exemplo, ligar para um amigo, iniciar uma caminhada de um quilômetro, ler um texto bíblico por dia, um livro de 30 páginas, beber água etc…
Aprendendo a ser simples… Com o Cristo, o Senhor da Igreja. Ele é o Rei da glória, mas deixou o céu para nascer na manjedoura, cresceu na carpintaria, não teve onde deitar sua cabeça (Mt 8:20), por fim, carregou a cruz e morreu por simplesmente amar a todos as pessoas! Ele não se preocupou com o exterior das pessoas, mas mostrou que a transformação precisa ser de dentro para fora. Por fim, ele nos convida a aprendermos a ser ovelhas… Cheios da graça, de virtudes que ele concede: mansidão, humildade, perdão, serviço, a ser gentil. A amar, a ouvir e a respeitar as pessoas! (Mt 11:28-30; Gl 5:22; Rm 12:2; I Jo 4:18-21).
As pessoas da igreja precisam aprender a viver o simples com o Cristo!
O Evangelho de Cristo é Simples! Poder de Deus para salvação! (Rm 1:16).
A Igreja deve ser simples porque o dono dela é simples! (Fl 2:5-11).
Somos convidados a voltar ao simples! Que o Senhor abençoe a todos com saúde, Paz, alegria, prosperidade e felicidades em 2017 e sempre!

Sandro Soares de O. Lima, pastor nas IAPs Centro e Toledo (Cascavel – PR), Convenção Paranaense.

Achados e perdidos

A parábola do filho pródigo nos mostra dois tipos de pessoas. Qual tipo somos?

E saindo o pai, instava com ele. Mas, respondendo ele, disse ao pai: Eis que te sirvo há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos; Vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou os teus bens com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado. E ele lhe disse: Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas;” (Lucas 15:29-31)
Estamos diante de uma parábola famosíssima. A parábola que Jesus usou para exortar os fariseus e os escribas. Ao relatar os dois filhos na parábola, o mestre estava mostrando dois estilos de pessoas que existem dentro da igreja. Dois tipos de religiosos. Jesus estava ensinando sobre o infinito amor de Deus, mas ao mesmo tempo, estava chamando a atenção dos escribas e fariseus que estavam questionando suas atitudes. Vamos meditar sobre filhos que estão perdidos:
O filho que se perde fora de casa, um dia é encontrado
Vemos que o filho mais moço chega para o pai e lhe pede a parte que lhe cabe da herança. Quando ele faz este pedido, ele demonstra que não possui nenhuma consideração pelo seu pai. A herança era dividida apenas quando o pai viesse a falecer, logo, se o filho está pedindo a seu pai que lhe dê a sua parte da herança, ele está querendo dizer “Pai, para mim o senhor já não tem importância! Para mim, o senhor já morreu. Me dê a parte de minha herança, pois vou embora!”
Assim também há dentro das igrejas, pessoas que não dão importância a Deus. A Palavra de Deus diz que na vida do ímpio não há lugar para Deus (Sl 10:4). É muito fácil encontrarmos crentes que estão dentro da igreja e vivem uma religiosidade barata. Talvez este seja o grande dilema a ser enfrentado nos dias atuais: a religiosidade, no lugar de Cristo. Não há espaço para Deus. Ele perdeu a importância.
Podemos notar também que o filho mais moço sai de casa levando tudo o que tem: “ajuntando tudo o que era seu”. Este trecho nos dá a entender que ele saiu de casa disposto a não voltar. Ele leva tudo o que lhe pertencia, para que não ficasse nada naquela casa que o prendesse ou desse motivos para regressar para a casa do pai. Ele queria conhecer o mundo que estava ao seu redor por todo este tempo e agora, com o dinheiro em mãos, ele tem esta oportunidade. Não perde tempo nenhum e gasta tudo rapidamente.
Logo após gastar tudo o que havia ganhado em sua parte da herança, a Bíblia nos informa que o filho mais jovem começa a passar por dificuldades, devido a uma crise que se instalou na região. Até que ele cai em si e decide voltar para casa. O relato de Jesus sobre a volta deste rapaz é incrível. Cristo diz que quando o filho ia se aproximando de casa, seu pai saiu correndo ao seu encontro. O amor do pai, demostrado nesta parábola, é algo sensacional. Mesmo depois da atitude de menosprezo de seu filho, o pai ainda estava o aguardando. Ele não hesitou. Correu ao encontro de seu filho e o beijou. O filho que fora embora voltou. Aquele se perdeu fora de casa, enfim voltou.
O filho que se perde dentro de casa nunca é encontrado
Mas o que nos chama mais a atenção é o filho que fica em casa. Ele pouco aparece e pouco se fala nele. Mas temos muito a aprender com este filho que fica em casa, com seu pai. Ele representa uma grande parte das igrejas das atualidades: pessoas que se perdem dentro da igreja. Crentes que estão perdidos dentro da casa do Pai. Sobre esta situação, o Senhor repreende o povo de Israel, dizendo: “este povo se aproxima de mim e com a sua boca e com os seus lábios me honram, mas o seu coração está longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, que maquinalmente aprendeu.” (Is 29:13). Esta passagem reflete a sociedade de hoje, na qual muita gente – sobretudo os jovens – estão dentro da igreja apenas porque seus pais vão ou então por causa de uma espécie de “obrigação”, como caminho que leva ao céu.
1. Quem se perde dentro de casa, não reconhece o pai: veja como ele se dirige ao pai:Há tantos anos que te sirvo”. Podemos notar que ele se dirige ao pai como se fosse um escravo. Ele diz que serve ao pai durante toda a sua vida e o pai nunca lhe havia oferecido nada. Quem está perdido dentro da igreja não consegue conhecer o pai. Ele até vê os feitos de seu Pai, mas permanece insensível, pois seus olhos foram fechados pela cegueira espiritual. Sobre isso, Jesus chamou a atenção na explicação da parábola do semeador, onde disse: “Ouvireis com os ouvidos e de nenhum modo entendereis; vereis com os olhos e de nenhum modo percebereis. Porque o coração deste povo está endurecido, de mau grado ouviram com os ouvidos e fecharam os olhos.” (Mt 13:14-15a).
2. Quem se perde dentro de casa, se sente isolado: ainda em sua fala para o pai, ele diz: “vindo, porém, esse teu filho”. Para o filho mais velho, ele está sozinho no mundo. Embora ele afirme que tinha amigos, ele alega que não possuía família. Primeiro ele se dirige ao pai como um escravo, logo seu pai seria seu patrão e agora ao invés de se referir ao filho mais novo como “meu irmão”, ele diz “esse teu filho”. Ele não aceitava nem seu pai nem seu irmão.
Em apocalipse 3:20 lemos: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo.” É interessante que na maioria das vezes usamos esta passagem para evangelismo, contudo, Jesus não escreve esta carta para pessoas desviadas ou perdidas, que nunca o conheceu, mas ele escreve para uma igreja. Isto mesmo, Jesus escreve para uma igreja e diz que, se ela ouvir a voz de Cristo e abrir a porta, Ele entrará e fará uma grande festa. A igreja de Laodicéia é um exemplo de igreja que está perdida. Temos hoje muitas igrejas lotadas de pessoas vazias. Templos cheios de pessoas podres por dentro. Pessoas que estão cegas e surdas. Pessoas que falam bonito, cantam bonito, ensinam bonito, mas apenas da boca pra fora. Precisamos nos cuidar, pois a estes tipos de crente, Jesus disse que a única palavra a ser dirigida a eles é: “Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim.

Lucas Timóteo Moraes é seminarista, da Convenção Paranaense.

Depressão

A síndrome dos dias cinzentos

Sabe aqueles dias em que tudo amanhece cinza? O sol brilha na janela, mas o seu mundo está cinza? Esses dias existem e são mais comuns do que se possa imaginar. São dias crueis, difíceis e dolorosos. São dias de lágrimas, tristeza e profunda dor. Esses tais “dias cinzentos” são uma expressão da incapacidade humana de lidar com os revezes da vida de forma equilibrada e bem sucedida. São dias em que a fé balança, os princípios aprendidos durante toda a vida ficam em segundo plano e tudo que se enxerga são problemas, dificuldades, confusão mental e angústia.
Esses dias podem ser um episódio perdido em meio a dias ensolarados e felizes. E quando isso acontece, não geram maiores prejuízos, pois são passageiros e logo são superados. Basta uma boa noite de sono, um jantar com amigos, uma conversa com o marido / esposa ou qualquer outra atividade que produza prazer para que esse dia cinzento termine e o sol volte a brilhar com força total nos dias seguintes. Por vezes, o problema causador não foi nem resolvido, mas o indivíduo consegue olhar para ele sob outro prisma e aquilo já não causa mal algum.
O problema surge quando esses dias cinzentos tornam-se a rotina da vida humana, em uma sequência de dias em que o sol não brilha e a tristeza é a tônica das atividades. Quando nos deparamos com essas situações estamos diante de um quadro depressivo. Estamos diante do mal do século (ou talvez do milênio?) que tem acometido milhares e milhares de pessoas, sem escolher entre classes sociais, religiões, etnias, cores de pele ou gostos musicais. A depressão tira as cores da existência e tudo passa a ser visto em preto e branco, como nas antigas televisões dos nossos avós. As flores não têm cores. As refeições não têm gosto. As companhias não tem sentido. A vida perde a graça. E o suicídio passa a ser uma opção frequente.
Sim! Precisamos falar disso! Para quem está passando por problemas depressivos, a vida não tem tanta importância assim e, por mais que aos olhos de todas as outras pessoas isso seja impossível, para ele a morte é uma solução dos problemas. Todos veem como uma fuga, e talvez seja, mas para ele é a solução de todos os seus problemas. Afinal, para quem vive entristecido, morrer não deve ser tão ruim, não é mesmo? Não podemos fugir desta realidade e precisamos tratá-la com a devida seriedade, sem diminuir e sem superlativar sua importância. Devemos observar as pessoas com mais atenção e empatia, com mais amor e cuidado e apresentar a elas o lado bom da vida. Pintar as cores que foram apagadas e devolver sabores que foram suprimidos. Colocar alegria onde só há tristeza e colocar sentido onde não há direção.
Personagens bíblicos importantes, como Davi e Elias, passaram por quadros depressivos. Homens de Deus, cheios do Espírito Santo, com a vida em ordem perante Deus entraram em depressão. Homens que foram poderosamente usados por Ele não souberam lidar com suas próprias dores e fraquezas e esconderam-se em cavernas, assim como muitos de nós fazemos hoje. O fato é que Deus não os deixou lá para sempre. Em algum momento, a cura e a restauração vieram; tanto para um quanto para outro. Assim como pode – e há de vir – para cada um de nós que tem passado por isso.
Um poeta brasileiro canta com muita segurança os seguintes versos:
“Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei”
E ele tem razão, pois a própria Bíblia confirma esta verdade, por meio do salmista que cantava e registrou o seguinte verso no Salmo de número 30, verso 5:
“Pois a sua ira só dura um instante, mas o seu favor dura a vida toda;
o choro pode persistir uma noite, mas de manhã irrompe a alegria.”
Nossa oração é no sentido de que todas as pessoas que porventura estejam passando por uma fase de dias cinzentos possam encontrar esperança e ânimo. Que as palavras do salmista revigorem sua alma, que as esperanças sejam restauradas por meio dos exemplos bíblicos apresentados e que a cura que provém do Altíssimo seja derramada sobre todos os corações angustiados.

Ms. Eric de Moura congrega na IAP em Jardim Maringá (Mauá).

Não vale a pena amar o mundo

Se dizemos que amamos a Deus, não há como amar as coisas do mundo ao mesmo tempo

Quando estamos apaixonados, nossa rotina muda. O sol parece brilhar mais. A chuva parece uma deliciosa canção que rega a terra. Não existem distâncias que nos possam desestimular diante da pessoa que amamos. Fazemos de tudo para estar perto. Quando estamos longe, tentamos manter contato. Quando não somos correspondidos, lutamos para chamar a atenção.
Porém, existem certamente “amores” que não compensam. É de um deles que queremos tratar. O apostolo João, no capítulo 2 de sua 1ª carta, faz uma série de observações em relação a vários aspectos da vida cristã. Ele começa falando sobre não pecar e sobre perdão de pecados (vv.1-2); ele fala sobre a obediência aos Mandamentos de Deus (vv.3-11); além de falar sobre a vitória do que tem fé em Jesus sobre Satanás (vv.12-14) e o mundo (vv.15-17). É sobre este último que queremos refletir. João nos fala que não vale a pena amar o mundo!
Não vale a pena amar o mundo, pois isto é oposição a Deus!
João basicamente diz que é pela fé no Senhor que nós vencemos o mundo. Este mundo, não é o mundo físico (Sl 24.1), e nem o mundo (pessoas) de João 3.16, mundo aqui, é a oposição a Deus, seu Reino e sua Igreja. É todo sistema dominado por Satanás, o príncipe deste mundo (Jo 16.11; 1Jo 5.19), que influencia pessoas, instituições, governos, religiões, artes, cultura, música e mídias (sem generalizações, é claro).
João mostra que os seguidores de Jesus não devem amar este mundo. 1Jo 2.15a diz: “Não ameis o mundo, nem o que há no mundo”. A vida mundana, ou seja, a vida guiada por valores e ideias deste sistema maligno, não compensa. Não deve ser amada pelos seguidores de Jesus. Isso porque o amor ao mundo está em oposição ao amor de Deus: “Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele”. (v.15b)
Portanto, se queremos e se dizemos que amamos a Deus, não há como amar as coisas do mundo ao mesmo tempo. E como identificamos as “coisas” do mundo? Quando pecamos habitualmente (pecado como vício); quando não guardamos a Lei de Deus (Êx 20); quando não ajudamos o nosso irmão necessitado. Quando não amamos a Deus e ao próximo, estamos amando o mundo! Portanto, busquemos a Deus, para que nosso amor não esteja preso a este mundo.
Não vale a pena amar o mundo, pois suas práticas não vem de Deus!
João mostra na prática quais valores são contra Deus e por isso não vale a pena adotá-los: “o desejo da carne, o desejo dos olhos e o orgulho dos bens…” (1Jo 2.16b). O“desejo da carne”representa todas as nossas tendências que são contrárias à palavra de Deus e incentivadas pelo mundo a serem praticadas.
Paulo fez uma lista de algumas em Gl 5:19-21 (NTLH): “As coisas que a natureza humana produz são bem-conhecidas. Elas são: a imoralidade sexual, a impureza, as ações indecentes, a adoração de ídolos, as feitiçarias, as inimizades, as brigas, as ciumeiras, os acessos de raiva, a ambição egoísta, a desunião, as divisões, as invejas, as bebedeiras, as farras e outras coisas parecidas com essas. Repito o que já disse: os que fazem essas coisas não receberão o Reino de Deus.
O “desejo dos olhos” representa tudo que cobiçamos com nosso olhar. São propriamente: “(…) tentações que nos assaltam, não de dentro, mas de fora, através dos olhos.”¹ O salmista já lutava contra este sistema quando disse: “Não porei coisas más diante dos meus olhos.” (Sl 101.3a). Tentação que venceu Eva, pois: “Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos…”. Adão também caiu por consequência (Gn 3.6).
Por último, João nos fala do “orgulho dos bens”, ou “soberba ou ostentação da vida”. Isto é, dar valor somente ao que é passageiro. É amar mais as coisas do que as pessoas. É se importar mais com o que se tem, do que com o que se é: “(…) é uma arrogância ou vanglória relacionada (…) a riqueza ou a posição ou o vestuário (…)”². O apóstolo João então conclui que estas coisas “…não vem do Pai, mas sim do mundo.” (1Jo 2.16c).Você tem se deixado levar por quais coisas: os desejos da sua carne? Os desejos dos seus olhos? Ou a ostentação de uma vida de aparência?
No v.17, João concluiu o trecho dizendo o seguinte: “Ora, o mundo passa, bem como os seus desejos; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.” Tanto o mundo como os seus desejos passam. Todas as experiências contrárias a Deus, que satisfazem nossa carne, olhos e aparência são de mentira. Produzem prazeres momentâneos, mas não nos salvam do juízo final.
Somente em Deus está o caminho para a eternidade. Somente acreditando no Jesus que veio ao mundo e é Deus, podemos ser perdoados do pecado e poderemos viver em obediência ao Pai; só pelo poder do Espírito (Gl 5.22-23) é que conseguimos dizer não aos desejos da carne; aquilo que de mal existe aos olhos e à aparência da vida. Não vale a pena o mundo, porque este sistema está caído e não pode nos libertar. Nossa vida só pode ser liberta e durar eternamente se acolhermos e vivermos a vontade de Deus, por meio de Jesus e de seu Espírito.

Andrei Sampaio Soares presta auxílio pastoral à IAP de Pedreira (zona sul de São Paulo) e colabora com o Departamento de Educação Cristã (DEC).


¹John Stott. I, II e II João (p.86).
²Ibidem, p.87.

Mais do que palavras

Amamos a Deus quando reconhecemos que Ele nos amou primeiro e manifestamos esse amor a outros

Como amar a Deus? Que tipo de amor é este? Como definir? Como provar? Como vivenciar?
Existem três tipos de definição de amor conhecidos: amor Fileo, Eros e Ágape.  Creio que no amor Ágape existem espaços, áreas nos nossos corações e nas nas nossas vidas a serem trabalhadas pelo Espírito Santo. Como  os meus gestos, minhas ações, minhas atitudes, meu caráter, minha contribuição, meu dia a dia demonstram que amo a Deus?
A percepção de amar a Deus se dá quando reconhecemos que Ele nos ama. A percepção que Espírito Santo colocou um dia no teu coração (mente) é exposta pelo discípulo do amor, João, que usa a expressão” Amor “ em suas diversas formas. Somente entre João 4:7 e 5:3 a palavra “amor” aparece 32 vezes no original grego.
Ele espera a sua atitude relacional, em ações humanas, afetivas, que desperte afetos no Eterno. Quando isso acontecer, não será apenas apenas uma teofania (manifestação de Deus), não será meramente uma visitação e sim uma habitação.
Amar a Deus, ser amado por Deus, ser morada de Deus traz a saciabilidade, o ápice da realização humana, satisfação integral, plena.Você quer isso? Ame a Deus.
Ele tirou uma parte de si. Seu bem maior nos foi disponibilizado, mesmo nós não tendo mérito algum. Ele nos amou primeiro,e não dependeu do nosso amor para nos amar.
Jesus nos foi enviado para propiciação pelos nossos pecados. A Palavra descreve Cristo, através de sua morte em sacrifício, como apaziguando a ira de Deus por causa do pecado, retrata também sua morte expiatória garantindo expiação pelo pecado.
Amar a Deus no sentido relacional passa em primeiro lugar pelo nosso próximo. Nós amamos porque ele nos amou primeiro. Se alguém afirmar: “Eu amo a Deus”, mas odiar seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê.Ele nos deu este mandamento: Quem ama a Deus, ame também seu irmão.” (1 João 4:19-21).
Ame a Deus com palavras e obras, comprometimento sério com o Espírito Santo, pois Ele te amou primeiro. Retribua hoje com sua vida, vivendo o tempo que lhe resta servindo a Deus e o seu próximo.
Aprenda de maneira prática a amar a Deus, a viver conjuntamente de maneira digna com seu semelhante ao ponto de atrair o amor de Deus para si e para os outros, manifestada pela comunhão entre irmãos em Cristo.
Você ama a Deus,  de fato, quando reconhece o Seu amor, reconhece quem Ele enviou  e pratica o que Ele ensinou. Amar a Deus é viver na dimensão do  Espírito Santo que nos permite aprofundar no amor incondicional, sem fronteiras.

Pastor Omar Figueiredo pastoreia as IAPs em Pimentas (Guarulhos) e Jardim Paineira (Itaquaquecetuba).

Agora, está tudo bem

Ao final do túnel de pecados, existe uma luz que brilha, nos dando esperança

“Quem esconde os seus pecados não prospera, mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia”. (Provérbios 28.13)
Em certos momentos pensamos ser melhores do que as pessoas ao nosso lado, certo? Reflita mais uma vez. Na carta de Tiago, encontramos uma grande verdade que nos esclarece esse questionamento: “Pois quem obedece a toda a Lei, mas tropeça em apenas um ponto, torna-se culpado de quebrá-la inteiramente” (Tiago 2.10). É, pensando bem, a nossa situação não está nada favorável.
Certa vez Jesus disse: “Se algum de vocês estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar a pedra nela” (João 8.7). Relaxe, respire fundo e solte a pedra que está em sua mão: nenhum de nós pode atirar a primeira, segunda ou terceira. Ou seja, nenhuma, na verdade. Atente bem ao que 1 João 1:10 diz sobre as nossas soberbas declarações de “santidade”: “Se afirmarmos que não temos cometido pecado, fazemos de Deus um mentiroso, e a sua palavra não está em nós”. A coisa está ficando cada vez pior!
Mas no fim desse túnel de pecados, existe sim uma luz que brilha nos dando esperança: “O Senhor nosso Deus é misericordioso e perdoador, apesar de termos sido rebeldes” (Daniel 9:9). Aí está o nosso consolo, a nossa paz: “Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus” (2 Coríntios 5:21).
Observe com cuidado aquele carpinteiro da Galiléia. Ele foi à cruz injustamente. Morreu. Ao terceiro dia ressuscitou! A coisa, para nós, estava mal. Mas agora, está tudo bem.
Que a nossa oração possa ser de gratidão ao Senhor pelo perdão dos nossos muitos pecados. Jamais teremos como agradecer o que Jesus fez por nós naquela cruz. Apenas devemos louvar o nome santo do Cordeiro, sempre, sempre gratos pelo sacrifício que nos trouxe vida eterna.
Que aquele que tirou o nosso pecado possa lhe trazer paz e esperança todos os dias da sua vida!

Ms. Diego da Silva Barros congrega na IAP em Piedade (RJ) e é vice-diretor do Departamento Regional de Evangelismo – Convenção Rio de Janeiro.

Voltar para casa

Portos, aeroportos, rodoviárias, rodovias, estradas, caminhos, “tá na hora!”
Malas, bolsas, mochila nas costas, “vamos?”
Partidas, despedidas, “até logo, eu volto!”
Lágrimas, saudades, esperas, “sempre te amarei!”
“Viajar é bom, mas voltar pra casa é melhor”, ensinou-me a professora Rute Soares
Mas, imagine…
Fazer a viagem mais longa e desafiadora
Deixar o conforto, se rebaixar, humilhar-se, diminuir-se
Entrar no ventre escuro e apertado
Depender de vitaminas e proteínas
Ser matéria, ter pêlo, carne e osso
Sair de dentro do humano untado de sangue e líquido amniótico
Respirar, chorar, mamar
Crescer, aprender, desenvolver
Sentir fome, sede, frio
Trabalhar, produzir, ajudar no orçamento
Esconder-se em seu próprio mundo e admirá-lo
Discernir, entender, compreender-se especial
Convencer-se da dolorosa e gloriosa missão
“Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”
Deixar as ferramentas, tirar o avental, fechar a oficina
Deixar (de novo?!) pai, família
Agora pregar, ensinar, chamar discípulos
Andar, suar, cansar
Ser rejeitado, ignorado, desprezado, traído
Julgado, condenado, surrado, ferido
Pregado, levantado, furado, em agonia profunda
Respirar ofegante, alma e corpo a dilacerar
Querer desistir, sentir o drama, “Pai, porque me abandonastes?”
O portador do pecado isolado, só
Suportar, perseverar, insistir, ir até o fim
Querer você!
Entregar-se, morrer de amor, salvar
Salvar você!
Ficar gelado, imóvel, inerte
Por você!
Silenciar a terra, o céu, o universo
Satisfazer a ira do Pai
Apavorar demônios, pôr anjos em festa
Perdoar homens, reconcilia-los, fazê-los filhos de Deus
Você?
Descer ao mundo do silêncio, ficar ali no escuro
Mas a morte a Ti nao cabe!
“Onde está ó morte a tua vitória?”
Tumba aberta, corpo quente e brilhante, mulheres ali
“Ressuscitou, ressuscitou, ressuscitou!”
“Avisem a Pedro!”
Aviso você!
Instruções finais, milagres finais, despedida
Hora do guerreiro de Deus voltar pra casa
“E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse.”
“Até breve. Voltarei!”
É com você!
“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.”
É pra você!
Porque viajar é bom, mas voltar pra casa é melhor!

Pr. José Lima de Farias Filho, segundo secretário da Convenção Geral da IAP

A segurança do amor

Um relacionamento familiar amoroso demanda esforço sincero

“… acima de tudo isso, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição.” (Colossenses 3.14).
Todos nós temos a necessidade de nos sentir seguros. Seja do ponto de vista profissional, material, espiritual ou emocional, todos precisamos estar seguros para poder enfrentar as dificuldades e adversidades que a vida apresenta. Na família, isso não é diferente. Posso afirmar que se não tivermos segurança dentro do nosso lar, dificilmente conseguimos superar os obstáculos que temos que ultrapassar. No entanto, um relacionamento familiar cujos membros se sintam seguros e amados realmente não acontece automaticamente, mas deve ser cultivado, como uma planta frágil. Deve ser protegido como um tesouro precioso e cuidado como um relacionamento sagrado. Somente assim, será alcançada a segurança que todos os participantes da família desejam ter.
A segurança no lar é fortalecida por intermédio de amor em abundância. Esse sentimento não é meramente um amor superficial que acabará numa primeira discussão, ou que sumirá quando a pobreza (ou a doença) chegarem. Entre esposo e esposa, entre pais e filhos, esse amor tem que ser profundo e duradouro para sobreviver a todas as provações e tribulações, amadurecendo e crescendo com a passagem dos anos. Da mesma forma, tem que ser mútuo, responsável, cultivado propositalmente e mantido por esposo, esposa, pais e filhos.
Para um relacionamento familiar seguro e firme, é preciso um esforço sincero. Ou seja, com esforço e determinação, a família pode viver em paz, alegria e segurança.
Outro fator imprescindível para alcançar a segurança no lar é uma atitude de humildade, demonstrada em pedidos recíprocos de desculpas. Essa atitude curará muitas feridas nos relacionamentos. Muitas vezes nos desculpamos com estranhos e outras pessoas, mas às vezes, negligenciamos os nossos próprios familiares. É mesmo uma pena que não peçamos perdão aos que amamos mais, o que inibe o desenvolvimento do amor. Não existe nada que você possa fazer que fortaleça mais o seu relacionamento familiar do que reconhecer humildemente as suas próprias falhas, confessando-as e pedindo perdão por elas.
Além disso, não é necessário somente que amemos uns aos outros, mas também devemos ser amáveis, devemos inspirar o amor. Não somente cada um deve tentar manter a paz, porém deve se comportar de uma maneira que incentive o outro a procurar a paz. Enfim, o amor deve ser o centro do relacionamento familiar. Esse amor deve ser dirigido em primeiro lugar a Deus, que é o criador e sustentador da família. E aos nossos cônjuges e aos nossos filhos, que são os nossos companheiros de caminhada.
 
Dsa. Cláudia dos Santos Duarte congrega na IAP em Votuporanga (SP) e é diretora do Dijap da Convenção Noroeste Paulista

O Senhor é o meu pastor

Ovelha que ficou anos vagando, até ser encontrada, mostra nossa total dependência de Deus

O Senhor é o meu pastor. Ele me dá tudo de que eu preciso!” Assim começa o Salmo 23 na versão da Bíblia Viva. Já parou para refletir o quanto somos dependentes de Deus? Davi usa categoricamente a expressão: “O SENHOR é o meu pastor”, pois assim como uma ovelha depende dos cuidados e das provisões do seu pastor, sabia que (por ter sido de fato um pastor – I Sm 16:11), sem a direção do Altíssimo estaria desprovido, amedrontado e aflito (Sl 23:1-4). Sem a orientação do pastor, as ovelhas podem se perder do redil e passar por necessidades, sofrer aflições, ter apuros, serem atacadas e até mortas por um predador (I Sm 17:34,35).
No início de setembro, vimos a notícia de uma ovelha chamada “Chris”, que se perdeu do rebanho e passou alguns anos perdida pelos campos da Austrália. Ela foi encontrada vagando próximo à Camberra, capital do país. Segundo a reportagem, por ter ficado muito tempo sem cuidados, o seu tamanho era de 5 vezes o normal. O animal estava estressado à presença humana e dele foram extraídos mais de 40 quilos de lã após a tosa.
Note, amado(a), que sem o seu pastor, o ovino ficou desorientado, com medo do homem (pastor) e com a saúde debilitada. O animal dependia totalmente do seu cuidador para ter uma vida confortável e tranquila. Todavia, será que o seu pastor deixou o rebanho no aprisco e foi procurá-la? Se procurou não a achou, pois a ovelha “Chris” foi encontrada vagando, sem rumo e desorientada!
Sem o nosso Sumo Pastor somos como ovelhas dispersas, vagando de um lado para o outro, desorientadas, com medo, fome, aflitas e sujeitas ao ataque do predador. Que entendamos dia após dia o quanto somos dependentes do cuidado divino. Se estivermos em seu aprisco, nenhum outro pastor fará por nós o que Jesus faz, “porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de Ti que trabalha para aquele que nEle espera” (Is 64:4).
Da. Jonatas Ribeiro congrega na IAP em Jd. Amélia, Sumaré (SP)

Um ombro amigo

Os quatro homens que levaram o paralítico a Jesus nos ensinam o valor da verdadeira amizade

 
Descobrir a grandeza que há nos relacionamentos é um fator decisivo para que haja mudança na forma de tratar as pessoas. Nas diversas áreas da vida, família, igreja, trabalho ou escola, podemos ser excelentes naquilo que fazemos, mas se não soubermos nos relacionar com o próximo, dificilmente iremos longe. No capítulo 2 do evangelho de Marcos, dos versos 1 ao 12, é registrada a cura de um homem que foi levado por quatro amigos até Jesus. Essa passagem nos ensina algumas lições essenciais sobre relacionamentos.
O episódio acontece em Cafarnaum, que significa aldeia / cidade do consolo. O  mais interessante é que o nome faz jus à cidade. Ali Jesus realizou os seus maiores milagres como a cura do servo do centurião (Lc 7.1-10), a cura da sogra de Pedro (Mc 1.29-31), libertou um endemoniado (Lc 4:31-37), a cura de dois cegos (Mt 9:27-31), a cura de um filho do oficial do rei (Jo 4:46), entre outras maravilhas.
A primeira lição que podemos aprender é que os amigos de verdade nos ajudam quando não podemos andar com as próprias pernas. Jesus acabava de chegar à Cafarnaum e logo a notícia se espalhou pela cidade. Rapidamente muitas pessoas se reuniram ali, lotando a entrada da casa para ouvir Jesus. No meio dessa multidão, quatro amigos trouxeram consigo seu amigo que era paralítico (v. 3). O rapaz não podia andar por causa de sua deficiência física, mas graças a ajuda de seus amigos, ele chegou até o local onde estava Jesus. Eles se preocupavam verdadeiramente com aquele jovem que vivia daquela maneira. O escritor John C. Maxwell cita em seu livro O coração e a mente do líder que “a beleza da preocupação genuína é a disposição de se envolver sem ser influenciado pelo que se pode receber em troca”.
A segunda lição é que os amigos de verdade não desistem de nós quando surgem os obstáculos. O verso 4 nos diz que “Não podendo levá-lo até Jesus, por causa da multidão, removeram parte da cobertura do lugar onde Jesus estava e, através de uma abertura no teto, baixaram a maca em que estava deitado o paralítico”. A convicção de que apenas Jesus poderia cuidar do problema do amigo forneceu coragem e determinação aos homens. Eles poderiam ter dito: “Ele é muito pesado”, “Tem muita gente” ou “Perdemos a oportunidade”. Aquele não era um dia comum e a passagem até a casa era complicada devido ao grande número de pessoas que estavam ali aglomeradas. A maca estava sendo carregada por quatro amigos determinados que tinham a esperança de uma vida melhor para o seu amigo paralítico. Devido à sua doença, esse rapaz dependia da ajuda de outras pessoas em seu dia a dia. A união deles e o espírito de cooperação, fez com eles cumprissem o propósito que tinham em mente. Quando se tem um firme objetivo e uma fé alicerçada naquele que pode todas as coisas, os obstáculos se tornam transponíveis.
A terceira e última lição no mostra que só chegamos a algum lugar se tivermos amigos de verdade. Aquele homem não teria chegado até o lugar da sua vitória, se não fosse o esforço dos seus quatro amigos. Observe a importância dos relacionamentos. Em Eclesiastes, lemos que se “o cordão (da amizade) for de três dobras; não se quebra com facilidade” (Ec 4:12). É louvável a fé desses homens que carregaram o amigo sobre a maca. Eles demonstram a importância da intercessão. Esses homens tinham a certeza de que, naquele momento, a coisa mais importante do mundo era levar o amigo até Jesus. Por isso, eles subiram no telhado. Sem dúvida, eles tiveram pensamentos do tipo: “Isso vai atrapalhar o culto”; “Nunca fizemos nada assim antes”; “O que as pessoas pensarão?” Contudo, eles não desistiram — eles não podiam desistir. Por quê? Porque tinham um serviço a fazer que era mais importante do que a ameaça de ser diferente.
No verso 5, “Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: Filho, os seus pecados estão perdoados“. Em meio à incredulidade, aos questionamentos e aos pensamentos das pessoas questionando o poder e a autoridade de Jesus, Ele opera o milagre para a glória de Deus e os versos 10 ao 12 narram assim “Mas, para que vocês saibam que o Filho do homem tem na terra autoridade para perdoar pecados — disse ao paralítico — eu lhe digo: Levante-se, pegue a sua maca e vá para casa”. Ele se levantou, pegou a maca e saiu à vista de todos. Estes ficaram atônitos e glorificaram a Deus, dizendo: “Nunca vimos nada igual!“. Valeu a pena! Com certeza isso deve ter passado na mente de cada um daqueles quatro homens. A recompensa para eles foi ver o seu amigo andando!
Só Jesus nos traz perdão dos pecados e mudança de vida! Ele nos ajuda a andar quando não conseguimos, não desiste de nós mesmo com nossas imperfeições e nos garante a salvação, que é o prêmio para todos aqueles que confiarem nele e o confessarem como Senhor e Salvador!
Diego da Silva Barros é diretor da UMAP em Piedade (Rio de Janeiro) e colaborador da equipe de Capelania Prisional da IAP.

Você quer ser bem sucedido?

Um bom emprego, um bom sobrenome e bons amigos podem contribuir para isso, mas não são o fundamental


 
Quantas vezes você já ouviu que, para ser bem sucedido na vida, é preciso ter um bom emprego, uma boa conta bancária, um bom sobrenome ou até mesmo bons amigos. É claro que tudo isso pode contribuir para que a vida se torne um pouco mais fácil. Mas, às vezes, nos esquecemos de que precisamos de coisas muito mais importantes para sermos bem sucedidos, por exemplo, a família e a saúde.
Porém, existe ainda uma coisa imprescindível para que desfrutemos de uma vida realmente bem sucedida. Deus sabe do que necessitamos para vivermos essa vida de sucesso. Vejamos o que Ele disse para Josué, quando este foi suceder Moisés na liderança do povo de Deus no deserto: “Seja forte e corajoso, porque você conduzirá este povo para herdar a terra que prometi sob juramento aos seus antepassados. Somente seja forte e mui corajoso! Tenha o cuidado de obedecer a toda lei que o meu servo Moisés lhe ordenou; não se desvie dela, nem para a direita nem para a esquerda, para que você seja bem sucedido por onde quer que andar”. (Josué 1.6-7)
Nesse texto, Deus o anima a ser forte e corajoso. Esse conselho era devidamente importante para a vida de Josué naquele momento, já que o desafio era imenso e ele poderia desanimar, sendo agora o grande líder do povo. Sendo assim, esse conselho serve para nós também na atualidade, pois os nossos desafios são imensos, mas não podemos parar e desanimar. Pelo  contrário, devemos nos lembrar da promessa que Jesus nos fez, dizendo que: “… eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos”.
Em seguida, Deus dá o conselho que é de fundamental importância para sermos bem sucedidos hoje. Ele diz assim: “Tenha o cuidado de obedecer a lei… não se desviando dela, nem para direita nem para esquerda”. Aqui está o segredo de termos sucesso na vida. Quando damos a atenção devida à ordem do criador e zelamos pelo que ele estabeleceu, certamente teremos a satisfação de desfrutar do melhor desta terra e, por fim, a vida eterna. Para que consigamos realizar todas estas coisas não podemos nos esquecer do que Jesus nos disse: “… pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma” (Jo 15.5).
 
Pr. Fernando dos Santos Duarte é responsável pela IAP em Votuporanga (SP) e diretor financeiro da Convenção Noroeste Paulista.

Você já agradeceu hoje?

Não seja como aqueles que pedem muito e agradecem pouco


 
“Jesus continuava viajando para Jerusalém e passou entre as regiões da Samaria e da Galiléia. Quando estava entrando no povoado, dez leprosos foram se encontrar com ele. Eles pararam de longe e gritaram: “Jesus, Mestre, tenha pena de nós! Jesus os viu e disse: Vão e peçam aos sacerdotes que examinem vocês. Quando iam pelo caminho, eles foram curados. E, quando um deles, que era samaritano, viu que estava curado, voltou louvando a Deus em voz alta. Ajoelhou-se aos pés de Jesus e lhe agradeceu. Jesus disse: Os homens que foram curados eram dez. Onde estão os outros nove? Por que somente este estrangeiro voltou para louvar a Deus? E Jesus disse a ele: “Levante-se e vá. Você está curado porque teve fé.” (Lucas 17: 11-19).
Nessa narrativa bíblica observamos a cura de dez leprosos. Dez homens que sofriam de uma doença grave, que fazia com que eles tivessem uma vida extremamente limitada. Um leproso não poderia entrar no templo do Senhor, não poderia ter qualquer convívio com a sua família e amigos. Sendo assim, os leprosos eram totalmente isolados de suas casas, vivendo fora de suas cidades. Além disso, se qualquer pessoa se aproximasse deles, essas pessoas deveriam gritar “Impuro!” para que não houvesse proximidade de espécie alguma.
Essa era, então, a situação em que esses homens viviam: totalmente à margem da sociedade. Mas, num belo dia eles ouviram falar de Jesus, de suas curas e milagres e foram ao encontro do Mestre, cheios de esperança. Eles devem ter se perguntado: Será que Ele pode nos curar? E Jesus, por meio de sua infinita misericórdia os curou.
Porém, o que chama atenção é o fato de somente um leproso ter voltado para agradecer a Cristo pela cura. Todos receberam a bênção de Deus, mas somente um voltou para agradecer. E será que isso também não acontece conosco? Nós estamos desesperados, angustiados, nos sentindo derrotados; clamamos a Deus por uma cura, uma libertação, um consolo, Deus atende a nossa oração e nós sequer nos lembramos de agradecer a Ele por tudo o que nos proporcionou. Vivemos numa geração que pede muito e agradece muito pouco. Pede cura, pede bênção material, pede libertação, mas se esquece de agradecer pela vida, pela família e por tantos outros benefícios que o Senhor concede dia a dia.
É muito importante que nós oremos pedindo e intercedendo ao Senhor, porém, é fundamental que possamos reconhecer que tudo o que temos vem das mãos de Deus, por isso Ele é digno da nossa gratidão. Agradeça a Jesus por sua  vida, por sua família e por tudo que ele tem lhe proporcionado.
 
Pr. Fernando dos Santos Duarte é responsável pela IAP em Votuporanga (SP) e diretor financeiro da Convenção Noroeste Paulista.
 

Filhos ou bastardos?

Jesus continua nos perguntando se queremos abandoná-lo

 
Em João 6.60-71, vemos que o discurso de Jesus havia causado rupturas, rompimento, abandono. A pregação de Jesus foi sobre sua carne oferecida, seu sangue derramado, sua ressurreição. Foi muito clara e profunda, foi além da superficialidade natural humana.
Houve murmuração, alguns diziam que era impossível ouvir algo assim e continuar na comunhão. Em vez de rebater as acusações a seu respeito ou  defender-se, Jesus da sua subida aos céus, do seu retorno à essência divina. Jesus diz: “a carne para nada aproveita” (v. 63) e revela que alguns não eram verdadeiros discípulos, mas eram bastardos. Estes foram incomodados pela Palavra verdadeira proferida.
Eles também faziam oposição à causa de Jesus, queriam ganhar o bônus do “Império Romano”, se dar bem de imediato. Como? Achando defeitos em sua fala e atitudes, pois encontrar defeitos em alguém não é tarefa difícil, não é mesmo?
Mas podemos refletir: o que nos faz acreditar que somos filhos de Deus, não bastardos?
A resposta imediata é a certeza e a manutenção da Revelação Bíblica que nos foi dada.
Enfraquecer ou tornar sem sentido a revelação divina doutrinária que nos foi dada por Jesus está entre os objetivos principais do adversário de Deus. “…E faz grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, à vista dos homens.” (Ap 13.13) “… apostatarão alguns da fé,dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrina de demônios.” (I Tm 4.1).
Qualquer igreja serve? Deus é o mesmo?
Alguns dizem: “pastor, o importante é onde o fogo cai. Lá tem profecia direto. O pastor faz coisas incríveis!”. Cuidado! Se você tem pensado assim, lembre-se de uma coisa: você só é filho de Deus porque aprouve Deus te revelar.
A pergunta de Jesus continua válida: vocês também me querem abandonar (v. 67)? Podemos responder como Pedro? “Senhor, para onde iríamos? Só o Senhor tem as palavras de vida eterna.” (v. 68-69) Mantenha o que Deus te revelou mediante a sua Palavra, não abaixe a guarda doutrinária.
Pr. Omar Figueiredo dos Santos é responsável pelas IAPs em Jardim Paineira e Itaquera, na Convenção Paulistana Leste.