Eu te amei desde a primeira vez que te vi!

Dois olhares se cruzam pela primeira vez, o coração começa a bater mais forte, então uma tímida troca de sorrisos marca aquele momento para sempre. E no reencontro, não tem como disfarçar, há um clima diferente, o coração acelera novamente, agora mais forte e as mãos começam a transpirar. Ah, é impossível negar, um sentimento começa a brotar e lá dentro você diz: encontrei o amor da minha vida e não posso mais viver sem ele!
Será que é assim que acontece o amor de verdade?
A Bíblia conta uma linda história de amor, a de Isaque e Rebeca. Relata que Abraão, o pai de Isaque,  mandou o servo de confiança ir buscar uma moça, na terra da sua parentela e logo que ele retornou trazendo Rebeca, Isaque de imediato tomou-a como sua esposa e a amou desde aquele momento. Olhando assim, nos parece simples a vida a dois, porém sabemos que um relacionamento para dar certo requer esforços de ambas as partes.
O livro As quatro estações do casamento, de Gary Chapman, descreve o amor em duas importantes fases: o estágio inicial, que corresponde ao amor romântico ou obsessivo e o segundo estágio, o intencional. Na primeira fase, o amor não requer muito esforço, somos levados por um rio de emoções positivas e é durante esse período que muitas pessoas se casam, na expectativa de manter esse sentimento de arrebatamento um pelo outro pelo resto das suas vidas e não entendem que essa fase corresponde apenas ao estágio inicial do amor.
Segundo Gary Chapman, muitas pesquisas demonstram que a duração média dessa euforia inicial é de dois anos, muitos casais ao perceberem que aquele sentimento está mudando, ou seja, que estão saindo do estágio romântico e partindo para o estágio intencional do amor, perdem o interesse pela outra pessoa,  se interessam por outra e acabam se divorciando, aí começa um ciclo de experiências conjugais frustradas, pois não há maturidade suficiente para seguir em frente em uma fase que requer maior empenho para alimentar o interesse mútuo, pois o amor nessa fase, precisa de esforços diários, assim como uma planta precisa ser regada, podada, nutrida dia após dia, a vida a dois apresenta suas dificuldades.
Contudo, ao longo da caminhada percebemos que o amor não se trata apenas de um sentimento e sim de uma decisão diária.
Na bíblia, Deus não fala, sinta amor e sim, “ame”, o verbo está no imperativo, Ele nos deu uma ordem, ou seja, amar se concretiza por meio de ações, de atitudes: “ame ao seu próximo como a si mesmo” Gálatas 5:14, “Marido, ame a sua esposa, assim como Cristo amou a Igreja” Efésios 5:25”
Por fim, não desista do amor, se você ainda não encontrou alguém para compartilhar a vida, persista, a caminhada a dois apresenta seus desafios, mas o casamento é algo instituído por Deus, pois criou homem e mulher para se completarem na jornada da vida e formarem uma família: “Depois disse o Senhor Deus: “Não é bom que o homem fique sozinho. Vou fazer para ele uma companheira”. Gênesis 2:18.
Por outro lado, se você está vivendo uma estação difícil em seu relacionamento, não desista de amar; o inverno nos deixa frios, o outono quer arrancar tudo entre nós mas, as fases são completamente normais, precisamos entender que não será sempre um “mar de rosas”.
Identificarmos a fase que estamos vivenciando é o primeiro passo, o segundo, é buscarmos passar por elas com razão e empatia. Se formos resilientes, logo mais desfrutaremos da primavera outra vez, por isso cuide, regue e nutra, mesmo em tempos difíceis.
Na Bíblia encontramos muitas recomendações acerca do amor, pois Ele sabe que um dos maiores desafios da humanidade é amar. Ame!
“O amor é paciente e bondoso, nunca é invejoso ou ciumento, nunca é presunçoso nem orgulhoso, nunca é grosseiro, nem egoísta. Não é irritadiço, nem melindroso. Não guarda rancor. O amor nunca está satisfeito com a injustiça, mas se alegra quando a verdade triunfa. O amor tudo sofre, sempre crê, sempre espera o melhor, tudo suporta.”  1 Coríntios 13:4-6.
 
Escrito por Mirian Maria S. Guimarães, esposa de David C. Guimarães, mãe de Pedro e Benício. É administradora e empresária, congrega na Igreja Adventista da Promessa Faz. Grande do Retiro, Salvador-BA. Líder do MM Bahia Setor Norte.
 

ONTEM, HOJE, SEMPRE

“O coronavírus nos chama a considerar Deus como a realidade mais presente e importante em nossas vidas. Nossas vidas dependem dEle mais do que da respiração.” (John Pipper)¹
Ainda  lembro de alguns medos que me assolavam durante a infância:  medo do fim do mundo, da terceira guerra mundial, do alinhamento dos planetas. Quem  em sua inocência nunca teve medo de cachorro louco,  fantasma e bicho-papão?
Quando a gente é criança, não entende a verdadeira dimensão das coisas. Juntamos o que é real com a nossa imaginação e criamos situações que nos apavoram. Mas quando nos tornamos adultos e sabemos distinguir a realidade da fantasia, percebemos que a maioria de nossos medos de infância era irreal. Apesar disso, neste período de pandemia, pode parecer difícil manter o equilíbrio e não ter medos como: de perder o emprego, de passar por necessidades financeiras, de pegar e de transmitir o coronavírus, de perder pessoas queridas e até a própria vida.
Acredito que todo mundo já se sentiu assim pelo menos um dia em meio à situação atual. Porém, mesmo que tenhamos dificuldade para evitar, não podemos deixar que esses medos tomem conta de nós, tirem a nossa alegria e levem embora a nossa paz. Felizmente, em maior ou menor grau, a maioria de nós encontra formas razoáveis de lidar com essas situações. No entanto, nós que servimos a Deus, encontramos na Sua Palavra recursos espirituais valiosíssimos que não nos deixam sucumbir diante das circunstâncias.
A Palavra nos ensina que podemos vencer o medo sabendo que os desertos da vida nunca duram eternamente. Por mais que  não consigamos ver, um oásis pode brotar logo à frente.  Como diz o Salmista: “Depois de uma noite de choro, sempre há um novo dia de alegria.” ² Ainda não vemos, mas cremos!
            Nela também aprendemos que, além de cultivar a esperança, podemos vencer o medo, colocando nossos pensamentos naquilo que Deus fez, quando nos socorreu em momentos difíceis do passado. Foi o que fez o profeta Neemias, que num momento de angústia e muitas incertezas, vislumbrou um futuro melhor olhando para o que Deus já tinha feito:  “Todavia lembro-me também do que me pode dar esperança”.³
            Mas ainda que o medo insista em nos assolar, que pareça que tudo está desabando ao nosso redor, a Bíblia nos mostra que o nosso fim não é aqui, que temos um futuro glorioso e uma casa no céu onde todos os sofrimentos ficarão para trás. (4)
Por isso, mesmo que nossos planos tenham sido frustrados e que neste momento vejamos um futuro incerto para o país, para a economia e para a nossa própria vida, devemos lembrar que ao contrário de nossa fantasia de onipotência, em essência nunca tivemos controle sobre o nosso viver e nem sobre o que está por vir, pois, como diz Thiago “… Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo”.(5) Isso nos dá a certeza de que o melhor a fazer, especialmente no momento difícil que estamos vivendo é continuar crendo e dependendo dEle.
 
Referências:

  1. Pipper, John. Coronavírus e Cristo (trd. Vinícius Mussemean Pimentel) São José dos Campos, SP: Fiel, 2020.
  2. Salmos 30:1
  3. Lam 3:21
  4. Fil.3:20, Rom. 8:18

 
5.Tiago 4: 13-17
 
Romi Campos Schneider de Aquino. Casada com o pastor Luciano, mãe do Henrique e do Davi. Congrega em Colombo PR. Psicóloga, faz parte do MVP Geral.