Este é o significado de empatia, se colocar no lugar do outro, tentar sentir o que o outro sente. Mas será realmente possível nos colocarmos no lugar do outro, ou podemos apenas imaginar como é estar no lugar do outro? Por exemplo, alguém que nunca perdeu a mãe pode dizer para o outro “eu sei como se sente”? Acredito que não. Mas então onde se encaixaria esse termo? Apesar de não termos vivido o que o outro viveu, é possível nos sensibilizarmos com seu sofrimento, com sua dor, sua angústia e muitas vezes até com suas escolhas equivocadas ou desastrosas.
Para sermos empáticos, um princípio importante a ser respeitado é não comparar, não julgar.
Dor não se compara. A dor maior sempre será a nossa, não importa o quanto ela seja insignificante para alguém. E isso se aplica para todas as pessoas.
Diante das falhas e erros do outro é possível ser empático. Empatia não significa passar a mão na cabeça de alguém e ignorar seus erros, mas sim ver a pessoa por trás dos erros. Enxergar o ser humano diante nós, com suas falhas e virtudes, assim como nós as temos.
Estamos vivendo um momento muito propício para se falar em empatia. Na verdade, não há momento melhor para as pessoas exercitarem isso como quando se trata de calamidades, catástrofes, onde normalmente as pessoas se unem em um só propósito. Como nos sensibilizamos!
Mas pode ser que nos esqueçamos que esse conceito é muito amplo e vai muito mais além de escolhermos com quem devemos ser empáticos.
Quando julgamos, discriminamos ou reprovamos o próximo, já significa uma profunda ausência de empatia.
Vivemos um período em que no dia a dia vemos tantos discursos inflamados de ódio, até daqueles que deveriam pregar a paz, disfarçados de posicionamentos políticos e tantos outros assuntos polêmicos. Não pensamos duas vezes para ofender, maltratar e humilhar.
O maior exemplo de empatia partiu de Deus, o criador, em relação à humanidade, enviando seu filho. Cristo verdadeiramente se colocou em nosso lugar , morrendo por nós, por mim, por você, por todos aqueles que eu e você podemos julgar como indignos (ladrões, homicidas, prostitutas…). E olha que não éramos bonzinhos! Na verdade, continuamos não sendo, mas ainda assim, optou por se entregar por nós. E com isso nos deixou uma grande lição: “Tente se colocar no lugar do outro”.
Na bíblia há um lindo texto (Lucas 22: 54-62) e convido você que já leu, a reler e você que ainda não leu, leia. Lá encontramos um episódio de alguém que errou e se frustrou (Pedro), porque percebeu que chateou a quem ele não gostaria de chatear (Jesus). Trata-se do momento em que Jesus foi preso e Pedro, um de seus discípulos, que por vezes era muito afoito e havia jurado que jamais abandonaria seu mestre, se viu traindo-o. Pedro, que já havia sido advertido pelo próprio Jesus de que O negaria, se vê agora diante do cumprimento dessa triste realidade. Após o galo cantar, caiu em si e quando levantou os olhos, viu o mestre olhando-o fixamente, era um olhar profundo!
Preste atenção naquele olhar de Jesus. A primeira coisa em que somos levados a pensar é que seria um olhar julgador, como se Jesus dissesse, através daquele silencioso olhar: “Tá vendo Pedro, bem que te avisei”. Li esse texto com minha neta de 10 anos e fiz uma pergunta para ela: “O que você acha que Jesus estava dizendo com esse olhar?” Ela respondeu exatamente o que foi mencionado acima… “Tá vendo Pedro…”. Mas daí perguntei: “ Não poderia ser um olhar que dizia: “ Fica tranquilo Pedro, eu entendo, você é humano e nossa história não termina aqui”? Ela respondeu: “é verdade vovó”.
Tentar se colocar no lugar do outro e entender como o outro sente não é fácil, porém é necessário. Não só daqueles que nos despertam algum tipo de simpatia, mas também daqueles que são diferentes de nós ou, por algum motivo, tendemos a julgar e maltratar.
Que o amor de Cristo em nossas vidas, a sua grande, imensa capacidade de ter se colocado em nosso lugar, nos capacite para exercermos o amor na vida daqueles que estão a nossa volta em forma de empatia!
Rubenita Lacerda Souza, Psicóloga, casada com Waldeci Antonio de Souza, mãe da Débora e do Abner, avó da Lara, Pedro e Samuel, congrega na Igreja Adventista da Promessa de Vila Joaniza
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