Saiba como participar da Turma 2027/2028 do Seminário Teológico Promessista

O STP está com vagas abertas para um novo período de preparação de Pastores e Missionárias.

Um dos principais espaços de formação pastoral da Igreja Adventista da Promessa, o Seminário Teológico Promessista (STP), em Cosmópolis (SP), anunciou a abertura de vagas para a formação da turma 2027/2028. As vagas são destinadas a moças e rapazes solteiros a partir de 17 anos, numa estrutura que comporta até 16 alunos para uma melhor formação. Os candidatos devem ter ensino médio concluído e vocação confirmada para. As inscrições abrem oficialmente em maio de 2026, e as aulas começam em março de 2027.

O diretor do STP, Pastor Francisco Soares Lima, destacou a importância da instituição ao longo dos anos. “Muitos pastores formados ali hoje ocupam posições importantes: pastores de igrejas locais, superintendentes de convenções, membros da Diretoria Geral, além de líderes que atuam nas secretarias e nas regiões.” E reforçou: “Sabemos que não é fácil alguém se dispor a um curso interno, mas vale a pena por causa da formação que é oferecida: valores denominacionais, teologia bíblica, nossas doutrinas e a prática pastoral, tudo sendo ensinado de forma sólida.”

Outro ponto principal é a ênfase missionária devido os seminaristas estarem inseridos nas Bases Missionárias da Promessa Cosmópolis. Eles já saem com uma visão prática. “Não é apenas um curso de Teologia. É formação ministerial. O aluno não sai daqui apenas com conhecimento, ele sai com prática pastoral. Ele sai forjado nas Escrituras, preparado para a realidade do campo, com experiência viva de igreja, de cuidado, de missão”, ressaltou Francisco. 

O Promessistas.org organizou, junto ao STP, três possibilidades de ingresso no seminário em regime interno:

 

  1. Convenções regionais:

A Convenção Regional envia o nome dos candidatos indicados à direção do STP. Uma ficha de inscrição é encaminhada e, na devolutiva, deve conter: o parecer do Pastor Local, o parecer do Conselho Local e o parecer da Diretoria Regional, além da realização de exames médicos e psicológicos.

“Igrejas locais devem procurar conhecer melhor o seminário e entender como enviar esses jovens. Hoje, o envio acontece por meio das convenções, porque o seminário tem um propósito muito claro: formar homens e mulheres para o ministério pastoral em tempo integral”, esclarece o Pr. Francisco.

A seleção precisa ser criteriosa. Tem a ver acima de tudo com vocação. E o diretor defende que Deus dá sabedoria nesse processo: “quando abrimos oficialmente as matrículas em maio, pensando já na turma que começa em março de 2027, os superintendentes e pastores têm quase um ano inteiro para observar, acompanhar, testar e confirmar esse chamado”, explica. 

 

  1. Igrejas Locais:

As igrejas locais que têm condições de patrocinar a ida de um seminarista podem enviá-lo, desde que obtenham a aprovação da Diretoria Regional. A diretoria do seminário informou que o Pastor Local deve procurar a liderança da convenção, informar que tem um candidato e solicitar a avaliação. Segundo a direção do STP, o seminário também avança com essa visão de rede de igrejas: “igrejas que assumem essa responsabilidade de formar e enviar seus próprios vocacionados, isso fortalece ainda mais a obra.”

 

  1. Candidatos “adotados”

Em casos em que o candidato deseja ingressar no STP, mas sua igreja ou Convenção Regional (CR) não tem como apoiá-lo, ele deve escrever uma carta de próprio punho (que deve ser digitalizada) e enviar por e-mail (abaixo), explicando sua situação e desejo. A direção da instituição verificará a situação e qual CR pode financiar seus estudos. Sendo aceito (de acordo com as regras da instituição), o aluno ficará à disposição para trabalhar na CR financiadora.

 

Cuidado e diferencial

Os alunos terão total suporte da denominação durante os dois anos de preparo para assumir uma igreja. Por isso, os critérios exigem responsabilidade e análise séria. “O nosso modelo é único: jovens que deixam suas casas, vêm para o seminário, são sustentados pelas convenções e já saem preparados para o ministério integral. Muitos, inclusive, não retornam mais para suas cidades de origem, porque assumem igrejas em outros lugares”, explica o diretor do STP.

Em algumas situações, após os dois anos de formação, os jovens são alocados em uma convenção, mas são chamados para outra. “Hoje mesmo estamos vendo isso acontecer: meninos e meninas que são financiados por outras convenções, e não as suas de origem, vêm do Norte, do Nordeste, Centro-Oeste e acabam sendo direcionados para o campo missionário em outra convenção, para o ministério em tempo integral”

Pastor Francisco lembra: “Eles não voltam para casa porque foram chamados por Deus para algo maior. Saem daqui já inseridos na missão, sustentados, cuidados, enviados.” E finaliza: “Quantas igrejas hoje trabalham dessa forma? Convenções que investem 100% na formação de vocacionados, sustentam esses jovens durante o processo e depois os enviam já preparados, inclusive com suporte financeiro, para cumprir a missão”

Para obter mais informações, envie um e-mail para: seminarioteologico@promessistas.org. Siga o STP no Instagram: www.instagram.com/seminarioteologicopromessista


Texto: APC Jornalismo
Com informações: STP
Fotos: Divulgação

 

A missão de pregar aos surdos

Pregar o evangelho aos surdos não é simplesmente traduzir palavras em sinais. É transmitir o amor de Cristo de forma que seja compreendido no coração.

 

Paulo escreveu aos cristãos de Corinto um texto interessante sobre a pregação da Palavra: “Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para, por todos os meios, chegar a salvar alguns.” (1 Coríntios 9:22) Ele nos mostra com sua vida e ministério que o evangelho não é comunicado de forma única e rígida. Ele se adaptava (na comunicação) às diferentes realidades para que a mensagem de Cristo fosse compreendida e recebida. Essa disposição de se doar e se moldar ao outro é o coração da missão. O evangelho não é apenas anunciado; ele é vivido e transmitido de maneira que faça sentido dentro da realidade de cada pessoa. 

 

No dia 24 de abril, celebramos um marco importante: o reconhecimento da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) como língua oficial. Essa data nos lembra que cada povo, cada comunidade, cada grupo tem sua própria identidade, cultura e forma de se comunicar. Quando Jesus nos chama para “ir por todo o mundo e pregar o evangelho a toda criatura” (Marcos 16:15), Ele não fala apenas de lugares geográficos, mas também de universos culturais e linguísticos, de gente de todo tipo.

Pregar o Evangelho aos surdos não é simplesmente traduzir palavras em sinais. É transmitir o amor de Cristo de forma que seja compreendido no coração. É reconhecer que o evangelho precisa ser vivido e comunicado dentro da realidade de cada pessoa. 

A missão não é sobre cumprir uma escala ou uma agenda no fim de semana ou no momento do culto, mas sobre se doar. Paulo compreendeu essa necessidade de adaptação. Ele sabia que a missão exige responsabilidade e entrega. Por isso disse: “Fiz-me tudo para todos, para, por todos os meios, chegar a salvar alguns.” Muitas vezes queremos que as pessoas se adaptem a nós, mas Paulo nos ensina que o Evangelho nos leva ao encontro da necessidade do outro. É doar-se, relacionar-se intencionalmente, conhecer o universo que os cercam. E isso significa ir além das palavras: ter um olhar atento, mergulhar na cultura, aprender seus modos de expressão e valorizar sua identidade. 

 

Embora surdos e ouvintes percebam o mundo de formas diferentes, ainda é possível aproximar-se ao máximo, diminuir as diferenças e construir pontes de compreensão. Assim, aprender LIBRAS é mais do que adquirir uma habilidade. É abrir portas para que o evangelho seja compreendido. É dizer, com atitudes, que o amor de Cristo alcança todas as culturas e todas as línguas. A missão é relacional: não é sobre sinais apenas, mas sobre presença, cuidado e amor.

 

Texto: Diaconisa Luzia Regina Guedes Padovan | Líder de Libras da Secretaria de Inclusão da Convenção Geral