A graça no perdão presidencial

O Supremo Tribunal Federal interrompeu, no final da tarde de ontem, o julgamento do indulto presidencial de Natal, editado por Michel Temer em 2017, que determinou que o preso que tiver sido condenado por crimes que não representem grave ameaça à sociedade e tiver cumprido, se for réu primário, 1/5 da sua pena até 31 de dezembro de 2017, teria a sua pena extinta e ganharia a liberdade.

A votação foi suspensa após um pedido de vista do ministro Luiz Fux, mas o resultado parcial de 6 votos a 2 sinaliza que o decreto provavelmente será mantido.

O indulto é uma espécie de perdão previsto na Constituição, e é praticado ano a ano sem muitos questionamentos. Na edição de 2017, no entanto, o assunto chegou ao STF porque o decreto incluiu os crimes do colarinho branco, como corrupção, lavagem de dinheiro e peculato. O que significa, na prática, que ao menos 22 condenados no âmbito da Operação Lava-Jato poderiam sair da cadeia.

A indignação foi geral na internet, inclusive entre os cristãos, com diversas manifestações contrárias ao decreto, porque pessoas como Eduardo Cunha, José Carlos Bunlai, João Claudio Genu e Jorge Argello, por exemplo, podem voltar pra casa numa boa e passar a viver como se nada tivesse acontecido antes. Deltan Dallagnol, um dos procuradores da Força Tarefa da Lava Jato, chegou a pedir a internautas que se posicionassem contra a manutenção das regras de 2017.

Num certo sentido, e sem considerar eventuais motivações pessoais, o perdão presidencial imita a graça redentora de Jesus Cristo na medida em que fecha os olhos às ilicitudes, trambiques e falcatruas para abraçar os infratores, sob certas condições.

Mas é só uma imitação mesmo, porque, no caso de Jesus, ao reconhecê-lo como Salvador e Senhor, o perdão é concedido incondicionalmente, não importando o tipo de delito, a extensão dos danos, a quantidade de prejudicados ou mesmo a resistência dos que se opõem a admitir que alguém que tenha praticado o mal possa merecê-lo.

A graça de Jesus liberta em caráter definitivo, declara que o condenado está justificado, tornando-o apto ao convívio com Deus e com as outras pessoas, e impulsiona o perdoado a aproveitar a nova oportunidade ao recomendar: siga a sua vida, procure não errar mais e se esforce para viver de maneira digna (Jo 8:11, Rm 6:13, Fp 1:27, Ef 4).

Qual é a graça de tudo isso? A graça é que o decreto presidencial pode até livrar alguém da cadeia, mas só o perdão de Jesus pode libertar de fato as pessoas da condenação eterna e de uma vida infrutífera e medíocre.

Se o resultado dessa votação no STF devolver algumas pessoas ao convívio social e famíliar, meu desejo é que elas aproveitem a oportunidade para mudar de vida.

“Só quem conhece a grandeza do perdão que recebeu
entrega em amor todo tesouro seu
para adorar a Deus”
Fernanda Brum (Comp.: Alda Célia)

Duas multidões – um salvador entre elas

“… Jesus foi a uma cidade chamada Naim, e com ele iam os seus discípulos e uma grande multidão. Ao se aproximar da porta da cidade, estava saindo o enterro do filho único de uma viúva; e uma grande multidão da cidade estava com ela” – Lucas 7:11-12

De um lado uma multidão que acompanhava Jesus; uma multidão que já havia encontrado Sua compaixão e Seu cuidado; uma multidão que já tinha encontrado o amor desse Jesus que se importa… de um lado luz, a presença de Deus, paz, salvação, vida!

Do outro lado, uma multidão marcada pela dor, pela tristeza; uma multidão que conhecia a morte, acostumada ao cortejo fúnebre; uma multidão presa a uma realidade de escuridão e lágrimas. O que une essa multidão é a dor! É a tristeza. Elas estão juntas em solidariedade a uma mulher, viúva e que agora perdera seu único filho. Eles tentavam confortar uma mulher sofrida, triste, com o coração em pedaços pelas perdas da vida! Muitas lágrimas já tinham sido derramadas pelo marido e agora, sua única companhia, sua única alegria, seu único filho, morre!

Entre elas um momento transformador… entre elas uma ponte… entre elas uma voz que precisava ser ouvida… uma voz de autoridade, uma voz de vida, uma voz de amor! Entre elas estava JESUS de Nazaré, o Salvador!
Jesus é a ponte! Ponte entre um caminho de lágrimas de alegria, ao invés de lágrimas de tristeza; ponte entre escolhas eternas, ao invés de passageiras; ponte entre a vida e a morte; ponte entre a luz e as trevas. Pois Ele “…nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o reino do seu Filho amado, em quem temos a plena redenção por meio do seu sangue, isto é, o perdão de todos os pecados” – Colossenses 1:13-14

Há ainda uma coisa mais a observar: no episódio das multidões se encontram a dois filhos únicos. Um o filho único da viúva e outro o filho único de Deus! O primeiro estava morto e com certeza muito disposto a viver, mas não tinha condição nenhuma, nem de enxugar as lágrimas da mãe… nele não havia força alguma, sabedoria alguma… ele era só mais um filho amado que uma mãe perdia. O último estava vivo, mas disposto a morrer. Morrer não para que aquele garoto ressuscitasse para uma vida ainda aqui neste mundo, mas disposto a morrer para que aquele garoto pudesse ter uma vida eterna! Sem mais lágrimas, sem mais dores sem mais doenças! O filho único vivo perfeito, morreria para que você e eu pudéssemos crer na Sua cruz e na salvação que dela vem!

Ele é a ponte, ele é a conexão… Ele é o que diferencia uma multidão da outra! Onde Ele está a multidão se alegra… enquanto Ele não chega a outra multidão chora! Mas o encontro das duas multidões estranhas entre si dura pouco… dura somente o tempo das palavras poderosas de Cristo! “Garoto, levanta!”.

As multidões antes tão diferentes, agora andam juntas. As lágrimas agora compartilhadas são de alegria completa… uma mãe que recebe o único filho de volta… uma multidão que recebe a salvação através de Cristo Jesus…

Isso me lembra outra multidão! Lá não haverão duas! Lá só haverá uma!Uma grande multidão também! Cheia de alegria! Pra sempre!

O alimento

Todos nós, seres humanos, necessitamos diariamente de água, de alimento, de exercícios e de vários cuidados para nos manter saudáveis. Da mesma forma, precisamos também de carinho, de afeto, de amor e de atenção para nos deixar mais estáveis. Mas, o alimento espiritual diário é o essencial para que sejamos pessoas equilibradas de forma integral.

Vemos que não basta ser forte fisicamente ou emocionalmente estável, se o espírito não estiver bem preparado. Muitos são fortes como Sansão, mas apenas fisicamente, porque emocionalmente e espiritualmente estão enfraquecidos.

É importante cuidar do corpo sim, mas muito mais importante ainda é cuidar da alma e do coração. Como fazer isso afinal? Alimentando-se diariamente de leitura da Palavra, da oração e da prática do bem. É isso mesmo! Na Palavra de Deus encontramos paz, alento, encorajamento, descanço e esperança! Na oração, falamos intimamente com o nosso melhor amigo, Jesus Cristo o Salvador do mundo! E na prática do bem, porque precisamos exercitar o amor ao próximo, amar sem esperar recopensas terrenas, ter atitudes de compaixão, demonstrar através da ação o que é ser um verdadeiro cristão!

Não perca seu precioso tempo, com “lixo” cibernético, com livros que não te acrescentam em nada, com bate papos desnecessários. Alimente sua mente com o que é bom, com o que é essencial para uma vida sadia, plena, abundante de amor, paz e esperança.

CELEBREMOS A PÁSCOA! – Parte 1

Calma… Não me julgue antes de terminar de ler este artigo. Sei que a páscoa chamada “cristã” tem muitos elementos pagãos; isso é fato. Sei, também, que no livro de Atos, que narra os trinta primeiros anos da igreja cristã, não temos nenhum cristão comemorando a páscoa. Sei de igual modo, que Jesus não ordenou esta prática. Ele não pediu para os seus discípulos comemorarem a páscoa, nem como os judeus e nem como é comemorada hoje. Contudo, não temos como negar que nos tempos pós-apostólicos, os cristãos, por iniciativa própria celebravam a páscoa, pois foi nesta época que Jesus sofreu por nós e ressuscitou.

A história mostra que, já no séc. II depois de Cristo, os cristãos celebravam a páscoa. E aqui cabem algumas ressalvas: celebravam não pelos mesmos motivos que os judeus, isto é, para comemorar a libertação do Egito. Celebravam para comemorar a morte e a ressurreição de Cristo. Também não celebravam da mesma forma dos judeus, isto é, numa celebração familiar que incluía uma refeição com ervas amargosas, pães asmos, e com a carne do cordeiro sacrificado no templo, etc. Os cristãos, originalmente, celebravam a páscoa comunitariamente, numa reunião de crentes que incluía o acendimento da vela pascal, orações, leituras das Escrituras e a celebração da ceia do Senhor.

Diante disso, preciso afirmar que é errado dizer que os cristãos só começaram a comemorar a páscoa depois de Constantino (quando a igreja caminhava para se tornar a religião do império e se corrompeu em vários aspectos). Com Constantino veio a decisão oficial pelo dia anual em que ela seria celebrada; e foi a partir daí quese anexou outros elementos vindos de crendices populares e até adaptados de cultos pagãos, como ovo, coelho, etc. Contudo, a celebração da páscoa, entre os cristãos, já existia.

Pois bem, não estou fazendo estas considerações para concluir dizendo que devemos “celebrar a páscoa” como os cristãos primitivos fizeram antes dos elementos pagãos terem sido anexados a celebração. Não, esta não é minha intenção. Apesar de não achar que a mesma seja pecaminosa, Jesus não a instituiu e não vejo razão para celebrarmos a mesma. O caminho que quero propor é outro, à luz do texto a seguir: Pois Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós. Pelo que celebremos a festa, não com fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os asmos da sinceridade e da verdade (1 Co 5:7-8, grifos nossos).

Paulo diz que Cristo é a “nossa páscoa”, e depois exorta: “celebremos a festa”. Em que sentido o apóstolo quer que “celebremos a festa”? É importante sabermos desta resposta, pois é um mandamento para os cristãos. Não creio que ele faz esta exortação em termos literais. Paulo não está pedindo que os cristãos celebrem a páscoa judaica, senão ele estaria diminuindo o significado da expiação de Jesus, o cordeiro sacrificado de modo definitivo (verdade que ele também abordou neste texto). Na verdade, ele usa a cerimônia da celebração da páscoa entre os judeus como uma metáfora para a vida cristã. Vamos tentar entender esta metáfora?

O contexto de 1 Coríntios 5 é o pecado. Paulo está oferecendo orientações à igreja sobre como agir frente a um pecador imoral que não quer se arrepender. Nas orientações de Paulo este pecador deve ser excluído da comunhão da igreja (v.5), pois um pouco de fermento pode levedar toda a massa (v.6). Ele usa o “fermento” aqui como símbolo do pecado. Na linguagem deste texto, se ninguém tomar atitude contra este irmão, ele vai acabar influenciando outros. Daí entra a imagem da comemoração da páscoa judaica. Paulo diz: Lançai fora o fermente velho… (v.7a). Quando se aproximava a época de comemorar a páscoa, o judeu se livrava de todo o fermento que houvesse em casa, pois junto com a páscoa eles comemoravam a festa dos pães asmos, em que ficavam sete dias sem comer pão com fermento. Tudo isso era feito antes do cordeiro ser oferecido no templo.

Levando-se em conta que o fermento era símbolo do pecado, e este contexto mencionado, não é difícil deduzir o que Paulo está pedindo. Assim como os judeus tinham de se livrar de todo o velho fermento de suas casas e comer pão sem fermento durante sete dias, os cristãos devem se livrar do pecado em sua vida. Devem fazer isto para mostrar que são “nova massa”, isto é, um novo povo em Cristo. A razão? Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado (v. 7b). A expressão “foi sacrificado” indica um ato definitivo e completo. Observe que verdade gloriosa Paulo está anunciando: os judeus se livravam do fermento velho antes de comemorar a páscoa, mas a nossa páscoa já foi sacrificada, definitivamente. Cristo é o sacrifício perfeito. Ele é a solução do pecado no meio do seu povo. Os nossos pecados foram perdoados por ele na cruz, definitivamente. Somos libertos da penalidade do pecado, e estamos sendo libertos de seu poder. Por isso devemos lutar contra o pecado em nossa vida cristã! Apressadamente nos livremos de todo fermento velho!

À luz desta explicação, chegamos à expressão “Pelo que celebremos a festa”. Que festa? Não a páscoa judaica e nem mesmo a ceia do Senhor. Ele está comparando a vida cristã com uma festa da páscoa contínua. Podemos nos alegrar, continuamente, porque Cristo nos limpou dos nossos pecados! “Celebrar a páscoa”, neste texto, é viver esta certeza da vida cristã. Como? Fugindo do pecado (não com o velho fermento), vivendo a nova vida (comendo os asmos da sinceridade e da verdade).

Metaforicamente falando, a vida cristã é uma páscoa contínua. E neste sentido, podemos celebrá-la. Por isso o título do artigo: “Celebremos a Páscoa”. Apesar de não ter problema comer um ovo feito de chocolate, não celebramos esta páscoa de 1 Coríntios 5 fazendo isso. Celebramos Cristo, nossa páscoa, louvando e nos alegrando em Deus todos os dias pelo que foi feito no calvário, onde nossos pecados foram perdoados, e vivendo a nova vida, fugindo a todo custo das más influências do pecado.

Para este período de páscoa que se aproxima, onde pessoas de todo o nosso país celebrarão esta festa, você pode simplesmente dizer que é contra tudo e demonizar a palavra “páscoa”, o coelho, o ovo, etc.; ou aproveitar estes dias, mesmo a despeito destes elementos, para falar da verdadeira páscoa, que todo cristão deve e pode comemorar todos os dias. Por este texto, você já sabe da minha escolha.

A notícia é boa, mas a gente…

Quanto de coincidência você considera quando você lê algo à tarde e à noite escuta outra pessoa falando sobre o mesmo assunto? Acredito que seja bastante… Acontece que estava lendo exatamente sobre o que significa falar sobre o evangelho hoje em dia. Sabemos que a palavra evangelho significa exatamente isso: Boa Nova. Mas será que tem sido uma boa nova ultimamente? E por que talvez não esteja sendo tão boa assim?

Jesus, após Sua ressurreição, voltou aos céus nos deixando a missão de espalhar Sua mensagem de amor por toda a Terra e para toda a humanidade. Deixou essa missão nas nossas mãos!!! Entende a responsabilidade disso? NAS NOSSAS MÃOS! Seres humanos falhos, pequenos, fracos, ruins, pecadores, destruidores, odiosos… Mas Ele confiou! E se Ele confiou nos resta acreditar e confiar que Ele nos dá a capacidade necessária para o fazermos. Ótimo! Resolvemos o primeiro problema, e não há dúvidas, somos capazes de realizar essa missão! Não por nós mesmos, mas porque Ele enviou o Espírito Santo de Deus para trabalhar através de nós, então, relaxa, não estamos sozinhos, nunca!

No entanto, a gente começa a olhar em volta e já não vemos tanta coisa boa assim nessa “velha” nova que temos a missão de pregar! Ser um cristão vai ficando cada vez mais difícil, mais ridículo, com tão pouco crédito que parece que o melhor é calar a boca… E de quem é a culpa de estarmos tão desacreditados? Minha, e sua também, não foge! O problema é que na maioria das vezes, nós não vivemos o evangelho, não vivemos o que Jesus pregou; e não é que a gente escorrega vez ou outra, a gente escorrega muito, todo dia, o tempo todo! A gente faz a mensagem da Bíblia, pra quem está olhando de fora, parecer um conto de fadas, é linda de se ouvir, mas quem vive isso? Não que a Bíblia precise da nossa incrível ajuda, mas Deus nos escolheu como canal para levar a Sua palavra ao mundo. Ele nos quer nesse processo!

Você prestou atenção sobre o que dissemos da nossa missão? É uma missão de espalhar a mensagem de que? De amor! E está exatamente aqui um dos maiores problemas, uma das maiores falhas do nosso comportamento. Não apresentamos o evangelho com amor, preferimos julgar que ajudar, preferimos condenar ao invés de estender a mão, queremos falar o que deve ser feito, mas não queremos estar à disposição para apoiar essas ações.

A mensagem principal do evangelho é: Deus nos ama de uma forma tão grandemente inexplicável e incondicional que mandou seu Filho para morrer pelos nossos erros, para que pudéssemos viver livres! Falando de maneira simples, poderia ser dito assim! O foco do evangelho é o amor e a graça de Deus para com a humanidade! Mas no que eu e você temos focado?

O amor de Deus por mim é do mesmo tamanho que o amor de Deus por você. Ele me criou e Ele criou você. Desde o ser humano que talvez tenha salvo uma criança até aquele que talvez violentou outra; Ele criou cada um de nós, o que decidimos fazer com nossas vidas, aí já é outro assunto. No entanto, não cabe a nós questionar o amor de Deus. Afinal, se Ele acredita que todos nós somos alvo de Seu amor, somos alvo da Sua graça, acredita que podemos ser transformados ainda que tenhamos feito coisas horríveis, então preciso acreditar nisso também!

O que cabe a mim e a você é seguir lembrando da nossa missão, seguir fazendo da nossa vida um testemunho vivo de que o evangelho é sim uma boa nova, precisamos validar os ensinamentos de Jesus nas nossas vidas! Precisamos tomar essa decisão não só todos os dias, como a todo instante! É claro que é difícil, mas lembre-se, não estamos sozinhos, nunca!

Teste

“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.”Mateus 28:19

Jesus Cristo deu uma ordem expressa para sua igreja: fazer discípulos em todas as etnias da terra. Essa é a grande comissão que, por muito tempo, costumava colocar a ênfase no ide e, consequentemente, o imperativo se referia apenas ao verbo ir. Mas, será que esta frase dita pelo Mestre (e repetida muitas vezes por sua igreja) está ordenando apenas que precisamos ir? Seguramente, não. Hoje, entendemos biblicamente que o grande foco da missãoé fazer discípulos. Assim, tal compreensão não altera apenas a concepção, bem como a práxis da igreja.
Ficamos espantados com a situação da igreja contemporânea: o ativismo tem “drenado” as energias e os esforços da liderança eclesiástica, levando muitas comunidades a fazerem de tudo, exceto cumprir a ordem de Jesus.
Logo, pensamos nos motivos pelos quais devemos conduzir nossas igrejas ao engajamento no discipulado cristão: 1) porque este é um mandamento de Cristo e deve ser cumprido por todos; 2) porque é o único caminho para a maturidade dos novos crentes; 3) porque uma igreja discipuladora, inevitavelmente, será uma igreja multiplicadora.
Para nós, uma igreja bíblica é uma igreja que investe tempo e recursos em discipulado, por issoa CPL irá reorientar seus ministérios acerca dessa missão. Nosso horizonte é construir uma igreja simples, uma igreja missional e, sobretudo, uma igreja discipuladora.

Superação ou super ação de Deus?

A palavra de Deus diz, em Mateus 10:30: “Não cai um fio de nossa cabeça, sem que Deus permita, ou seja, todos eles estão contados”. Sendo assim, o meu nascimento foi permissão de Deus. Minha mãe esperava por gêmeos, mas não sabia. Na hora do parto, a parteira tirou meu irmão, e eu fiquei. Momentos depois, minha mãe teve novas dores, tentou se levantar da cama e eu caí no chão do quarto, de modo literal. Estava dentro da placenta, roxa e sem respirar. Ao abrir a placenta, a parteira disse ao meu pai: “Ela nasceu morta”. Uma tia, que estava na casa, levou-me ao hospital da cidade, que ficava a vinte minutos dali. Quando cheguei, puseram-me num balão de oxigênio, e eu voltei à vida. Foi coincidência minha tia estar em casa? Não, foi permissão de Deus. Ele tinha um plano de vida para mim. Desde o ventre materno, Deus me conhecia e me chamava pelo nome!
Aos 22, escriturária, estudante do 3º ano de Magistério, era uma jovem ativa com uma vida supercorrida e independente, apesar de já ser casada. Na igreja, também não era diferente, participava de tudo, era líder do grupo de louvor, tinha cargos na Umap (União da Mocidade Adventista da Promessa), era professora das crianças e secretariava a igreja.
Minha vida era uma verdadeira loucura e, por causa disso, eu era extremamente infeliz. Meu casamento era o caos, só dor, brigas e sofrimento, achava que nem amava mais meu marido. Não tinha tempo para ele, não tinha tempo para ser uma boa esposa e cuidar do meu lar. A “bênção”, o marido que Deus me deu, estava diante de mim, e não conseguia enxergar. Queria me separar, achava que a solução para a minha vida seria o divórcio!
A igreja também já não me satisfazia mais, porque vivia o templo e não Deus. Não tinha tempo para orar, para me consagrar, para meditar na Palavra e, por causa disso, parei de ouvir a voz de Deus. Parei de ter experiências com Deus. Eu me tornei indiferente com ele! E comecei a me perguntar o que fazia ali… Eu já não sabia. Eu era um grande vazio. Um vale de ossos secos (Ezequiel 37.1-11), viva por fora, morta em espírito por dentro. Quando estamos assim, somos cortados da presença de Deus. Eu era uma mulher frustrada e perdida dentro de mim.
Sem aguentar mais meu vazio interior, grávida de dois meses, fiz um pedido a Deus, voltando da faculdade, por volta das 11 horas de uma noite: “Senhor, já não aguento mais minha vida, faça o que o Senhor quiser comigo, mas mude minha história de vida!”. Deus ouviu o meu clamor. Ele ouviu minha oração e fez cumprir em mim as palavras de Ezequiel: “Assim diz o Senhor Deus a estes ossos: Farei entrar em vós o meu Espírito e vivereis!” (Ez 37.5).
No dia 15 de novembro de 1995, Deus mudou minha história de vida. Deus permitiu que eu sofresse um acidente de carro, de Americana para São Paulo, indo para as eleições da Diretoria Geral da IAP. O carro perdeu a direção e capotou ao longo de trinta metros, por um barranco. O impacto foi tão forte que, do veículo, nada sobrou.
Naquele momento, coloquei as mãos na barriga e pedi que Deus protegesse meu bebê. E ele estendeu suas mãos para mim e ouviu o meu clamor. Quando acordei, estava caindo óleo quente do motor em cima da minha barriga, tentei sair de debaixo do carro, mas já não conseguia me movimentar, e chorava muito. A partir desse instante, comecei a ter experiências com Deus, meus olhos e ouvidos foram abertos e comecei a ouvi-lo falar comigo e senti sua presença ao meu lado. Senti que fui cercada pela presença dos anjos de Deus, não os vi com meus olhos, mas sabia que eles estavam ali. De imediato, parei de chorar, a dor cessou e ouvi uma voz que falou ao meu coração: “Márcia, a partir de agora, você não vai mais caminhar com suas pernas, mas nunca estará sozinha, pois estarei sempre com você”. Tive certeza de que era Deus falando comigo, e me reconfortando! Nenhum médico precisou me dizer que não mais andaria, eu já sabia.
O resgate chegou e fui levada ao hospital em Jundiaí (SP). Como estava morrendo, fui direto para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Os exames constataram lesão medular T11 e T12 e vazamento do líquido da medula. Teria de colocar uma haste metálica de sustentação na coluna, pois também havia vértebras lesadas, para que pudesse pelo menos me sentar normalmente.
O pastor Estível Ramos foi chamado para me ungir e, naquele momento, tive com Deus uma das experiências mais maravilhosas da minha existência: enquanto viver não me esquecerei dela. Ele não pôde me ungir, pois o azeite havia se derramado no banco do carro, mas ele orou por mim e senti um fogo percorrendo todo o meu corpo, desde a raiz dos meus cabelos até a ponta dos meus pés. Foi incrível! Embora já não sentisse mais as pernas, senti o fogo percorrendo nelas. O poder de Deus é tremendo! Falei ao Pr. Estível: “Pastor, pode ir tranquilo, porque não foi preciso o óleo, eu já fui ungida pelo fogo do Espírito Santo”. Sei que foi a partir dali que Deus devolveu a vida para mim e meu bebê.
Tive de esperar quinze dias pela cirurgia. Durante esse período, minha filha foi desenganada pelos médicos. Eles queriam tirar a criança, pois falavam que ela não suportaria a cirurgia. Eu disse: “NÃO!” Diziam que, se ela sobrevivesse, nasceria deficiente ou portadora da Síndrome de Down. Na noite anterior à cirurgia, o anestesista me explicou que aplicaria anestesia geral e que a cirurgia demoraria por volta de seis horas. Contei que estava grávida de quase três meses e ele me olhou bem nos olhos e respondeu: “Você é nova ainda, vai ter outros filhos, mas esse bebê não vai sobreviver. Ele vai morrer porque não tem feto que resista à cirurgia que você vai fazer”. Pasmem, porque o que fiz foi rir, falando em voz alta: “Em nome de Jesus, minha filha vai sobreviver!”. Em meu coração, já sabia que seria uma menina.
Naquela hora, fiz uma aliança com Deus. Pedi ao Senhor que fizesse dentro da minha barriga “uma redoma de vidro e colocasse meu bebê lá dentro e fechasse com suas mãos, como havia feito com a Arca de Noé”. Na manhã seguinte, antes do anestesista aplicar o medicamento, pedi: “Senhor, agora fecha com a tua mão esta redoma”. Quando acordei da cirurgia, estava com dores terríveis, gritava muito, davam-me remédios, mas nada cortava a dor. Então, ouvi o médico dizer à enfermeira para me aplicar morfina.
Tinha perdido as contas de quantas radiografias já havia feito, sempre pedindo para colocarem um tampão para proteger o bebê. Eles diziam que não tinham como colocar o tampão na barriga, porque o exame era da coluna. Aí, pedia: “Deus, agora é com o Senhor, protege o meu bebê com a tua mão”. Dias depois da cirurgia, fiz um ultrassom da barriga, que constatou que minha filha, ao contrário do que os médicos acreditavam, estava viva! Como está escrito em Jó 5.9: “Ele faz coisas grandiosas, que não se podem esquadrinhar, milagres que não se podem contar”.
Fui para casa dos meus pais, um momento muito difícil para toda a família, porque ninguém sabia como lidar com uma deficiente física. Fiquei na cama, como uma imprestável. Mal me mexia, não vestia uma peça de roupa sequer, porque tinha dores terríveis na coluna. F o i contratada uma enfermeira particular, que cuidava da minha higiene e me dava banho de leito. Apesar de tudo, as pessoas vinham me visitar para trazer conforto, e eram elas que saíam reconfortadas, porque eu tinha uma fé e uma força inabaláveis. Na verdade, Jesus me carregava no colo. Ele faz isso nos momentos de maior sofrimento de nossas vidas.
Quando completei sete meses de gestação, contraí uma infecção urinária muito forte. Fiquei três dias com febre, fui internada às pressas na UTI. No hospital, constatou-se que estava com anemia profunda e, dias depois, contraí pneumonia dupla. Nenhum remédio fazia efeito. A médica disse que minha única saída era entrar em coma induzido, para ver se eu reagia. Fui entubada e levada ao coma, mas os dias se passaram e não conseguia reverter o quadro. Uma noite, o médico ligou para meus pais e disse: “Sinto muito, mas dessa noite a Márcia não passa”. Para a medicina, eu já estava morta. Minha família, em desespero, ajoelhou-se no chão da sala e pediu por minha vida para Deus. Na manhã seguinte, às 10 horas, abri os olhos. Os médicos não acreditavam que eu havia saído do coma. Eu disse ao médico que estava com “muita fome”. Deus me deu vida e meu bebê suportou tudo isso comigo.
Depressão profunda
O coma me fez sentir a perda das pernas, a dor, o sofrimento de nunca mais andar, porque na época do acidente não senti nada, guardei isso dentro de mim e só pensava na criança, anulando-me. Aquela vivência trouxe à tona uma realidade que eu não quis perceber. Então, entrei em depressão profunda. Chorava dia e noite, sem parar. Odiava todos e o mundo. Odiei até Deus, porque achei que minha vida havia se acabado. Porém, o poder divino é mais forte que nossa fraqueza, e todos na minha família e na igreja oraram pela cura da depressão. Preocupados, os médicos sugeriram a contratação de uma psicóloga. Comecei a fazer as sessões e, com a ajuda de Deus e aquele auxílio, fui voltando à vida, vendo que nem tudo estava perdido, que poderia viver bem e feliz sobre uma cadeira de rodas. Recuperei-me e nunca mais tive depressão.
Duas semanas antes de completar nove meses de gestação, fui internada para fazer uma cesariana. O médico havia me dito que a bebê era muito pequena, pesava pouco e, ao nascer, ficaria na incubadora por um mês, para ganhar o peso necessário. Contrariando toda a previsão médica, no entanto, no dia 16 de maio de 1996, minha filha nasceu forte, saudável, perfeita, pesando 2,1kg e com 44 cm. Não precisou ficar na incubadora. Eu a chamo com carinho de “vida”, o milagre que Deus operou! Seu pai a chama de “linda demais”. Jennifer é a minha alegria de viver e hoje, continua a sonhar em ser médica cardiologista! É seu sonho desde os 9 anos. Não temos dinheiro para isso, para nós é um sonho impossível, mas temos o Deus do impossível! Oro a Deus para que ele toque em alguém que possa apadrinhar seus estudos. Acreditamos que, se Deus plantou essa semente no coração da Jennifer, então assim será, a providência virá dele, para glória dele.
Depois disso, fiz mais duas cirurgias na coluna. Uma para a retirada da haste metálica de sustentação, pois houve rejeição e ela entortou por causa do peso da barriga. E outra, porque houve um erro médico: esqueceram dentro da minha coluna o fio que amarrava a haste. Por causa disso, quase morri, tive hemorragia interna, o médico disse: “Perdi a Márcia, ela não vai sobreviver!”. Deus, outra vez, poupou a minha vida. Recebi transfusão de sangue, recuperei-me e voltei para casa.
Ainda tive de enfrentar uma doença chamada osteomielite de ísquio, no quadril, e só não morri porque Deus me abençoou com a continuidade da vida, de novo. O médico disse que minha doença era para a morte, que não havia cura, mas respondi-lhe sorrindo: “Doutor, eu não vou morrer, tenho uma filha que Deus me deu para educar e vou educá-la”. Fiz três cirurgias no quadril e, para a glória de Deus, sobrevivi a todas e estou aqui, para honra do nome de Jesus!
Depois de muitos anos, decidi voltar a estudar e estou terminando o 2º ano Psicologia na Unisal (Faculdade Salesiana de São Paulo), em Americana. É mais um sonho realizado. Faço o curso à noite e consegui uma bolsa de estudos. Não foi fácil chegar até esse ponto. Estive muito enferma durante o ano, com dores terríveis na coluna lombar e no cóccix (pequeno osso da parte inferior da coluna vertebral), que está com degeneração, algo normal em minha deficiência, por não mais andar. Fiz mais uma minicirurgia na região e ainda estou tomando medicações para controlar a dor que, segundo os médicos , tornou-se crônica. No entanto, ainda amo meu Deus e a ele sou fiel.
Sinto-me extremamente feliz, aceitei aquilo que Deus fez em minha vida porque ele me ama, conhece e sabe o que é melhor para mim. Se Deus não tivesse me colocado em uma cadeira de rodas, já não o serviria e estaria longe dele, com toda a certeza. Nem mais estaria casada com meu marido e sabe-se lá o quê teria sido de mim e de minha filha. A palavra de Deus diz, em Jó 5.17 e 18: “Bem-aventurado o homem a quem Deus corrige, portanto não desprezes a disciplina do Todo-Poderoso. Pois ele faz a chaga, e ele mesmo a liga, ele fere, mas as suas mãos também curam”. Cadeira de rodas, para mim, não é um castigo, porque ela não me impede de nada. É Deus me dizendo que ele não deixou que eu perecesse sem salvação, porque me ama!
Por enquanto, posso afirmar que sou uma testemunha do que Deus pode fazer na vida de alguém, para melhor, e dizer: “Não vivo mais eu, mas Cristo vive em mim” (Gl 2.20). Hoje, ouço a voz de Deus falando comigo. Ele restaurou meu casamento por completo, vivo feliz com meu marido, Da. Claudio de Paulo, um homem de Deus que me foi escolhido pelo próprio Deus. Tenho junto de mim uma filha linda e perfeita, que é um presente de Deus. O Senhor me leva a muitos locais, próximos ou distantes, para que eu possa pregar e contar meu testemunho, o que tem salvado pessoas, graças a Deus! Foi esse o pedido que lhe fiz: que me permitisse fazer sua obra. E ele me atendeu!
Levo a vida com otimismo, coragem, fé, superando os obstáculos e vencendo a cada dia. Faço tudo o que quero, sou fiel para com meu Deus, divirto-me, estudo, vou a todos os lugares e sou feliz assim, o que é mais importante! As pessoas podem considerar que sou um caso de superação, mas eu sei que, na verdade, fui alvo da “super ação” de Deus.
Márcia Aparecida Pereira de Paulo congrega na IAP em Americana(SP). E-mail: marciaiap@ig.com.br, tel.(19)3458-8331 ou (19) 98364- 9621.

Transformai-vos pela live

Técnica boa com conteúdo ruim não engana ninguém

Romanos 12:2 é um texto bem conhecido nosso. Em seu núcleo, o apóstolo Paulo nos provoca, nos alerta, nos indica um item que não pode faltar em nosso ministério: “… transformai-vos pela renovação do vosso entendimento…”. Sei que a maioria já fez sua particular exegese neste texto, de tão famoso e conhecido. Mas me concedam uma licença poética sobre o mesmo.
O apóstolo não sabia nada a respeito da pandemia que se abateria sobre o mundo em 2020, muito menos como seria atual e urgente para os nossos dias as suas palavras à igreja de Roma. Uma das marcas destes tempos de isolamento e distanciamento social sem dúvida são as lives. Entraram em nossas igrejas e ministérios sem pedir licença, apenas entraram, se instalaram e uma nova realidade foi posta na mesa.
Alguns já renovaram, alguns resistem em renovar e outros estão no meio do processo. O fato é que a renovação do entendimento sobre a importância de uma transmissão bem feita, minimamente aceitável, convenceu a maioria de nós.
Mas não nos enganemos: técnica boa com conteúdo ruim não engana ninguém. Você pode ter boa imagem, bom som, mas se o conteúdo for ruim a audiência vai embora zapear em outras lives.
Lado bom. Se conseguirmos equilibrar boa técnica com bom conteúdo, teremos marcado um golaço. O resultado pode ser verificado pelos testemunhos de muita gente que está sendo alcançada, gente que jamais viria em nossos templos, mas que estão permitindo nossa entrada em suas casas.
Alguns já se sentem parte da comunidade que conheceram virtualmente.
Lado ruim. Se o equilíbrio não for conseguido, o risco de perder boa parte da membresia é real, pois em casa, as pessoas estão degustando outras opções além daquelas a que estavam acostumadas a cada sábado, domingo, quarta… Aí, a recuperação do público, do ânimo, da motivação, da fidelidade, do compromisso, pode vir a ser um trabalho monumental e ingrato.
Minha sugestão? Abrace Romanos 12:2 com todas as suas forças, talentos, vocações. Reúna sua liderança e se abra para ouvir sugestões. Pese tudo na balança da Palavra, absorva o que for bom, rejeite o que não tiver a ver e permita-se a renovação do seu entendimento. Não se conforme. É urgente que continuemos, como igreja, a oferecer nosso culto vivo, santo e agradável a Deus no presencial, mas, mais do que nunca, também no on line.
Pr. Edmilson Mendes é responsável pela IAP pela IAP do Parque, em Campinas (SP) e atua no Ministério de Vida Pastoral – Geral.

Dicas da lição 9 “O que a Bíblia diz sobre a origem do Universo”

Essa semana, as dicas da lição trazem pontos importantes para tornar sua aula mais dinâmica e interativa. Confira um vídeo, uma dinâmica e o conteúdo extra disponíveis aos professores da Escola Bíblica.
Dica 1 | Vídeo “Gênesis é Incompatível com a Ciência Moderna?”
Para qualquer momento da lição, o vídeo “Gênesis é Incompatível com a Ciência Moderna?”, do pr. Ausgustus Nicodemus, ajuda na reflexão da temática desta lição. Ele mostra como devemos tratar as escrituras de Gênesis em sua relação com a ciência. Diante da exibição do vídeo, faça perguntas sobre a conexão dele com a lição 9. Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=XRllSeFCjf0;
Dica 2 | Dinâmica do Bolo
Para explicar sobre a necessidade de um Criador, faça a “dinâmica do bolo”. A ideia é mostrar que faz mais sentido, devido à organização do Universo, que um Criador o fez, e não foi produto de explosão ou evolução. O foco é falar que o Senhor está por trás de tudo.
Materiais: Liquidificador/ou batedeira ou bater a massa manualmente. Bata tudo na hora da aula, se possível, e mostre como fica a mistura, sem formato e confeito.
Bolo pronto. Mostra a seus alunos o resultado de um bolo após ser colocado na forma, e caso seja, confeitado. Alguém pensou na massa, na forma, no confeito para que o bolo chegasse ao resultado final. Dinâmica indicada para o item 2 “a necessidade de um Criador”.
Dica 3 | Conteúdo Extra
Como sugestão de conteúdo extra, para ajudar no aprofundamento sobre a presença do Criador na criação, consulte o artigo indicado no “desafio da apologético”: “Quem tem medo do Big Bang?, de Craig A. Evans”. Ele é uma incisiva refutação para explicações ateístas do início do Universo. Mande previamente o artigo, a fim de que seus alunos tenham tempo para ler e trazer apontamentos na aula. Peça que destaquem frases que consideram importantes no artigo. Acesse aqui: https://tuporem.org.br/quem-tem-medo-do-big-bang/.

Vida Plena Em Cristo Jesus

Paulo, quando escreveu aos nossos irmãos que estavam em Éfeso, disse: “Vós estavam mortos em suas transgressões e pecados, nos quais costumavam viver quando seguiam a presente ordem deste mundo”… [1]
E ele continua, dizendo que vivíamos para satisfazer as vontades de nossa carne, seus desejos e pensamentos mas, pela infinita misericórdia de Deus, pelo tanto que nos amou deu-nos vida com Cristo, e vida em abundância. Assim, somente estando em Cristo Jesus podemos desfrutar de uma vida plena e abundante. [2]
Ao contrário do que muitos por aí pensam, essa vida em abundância a que Jesus se refere não é uma vida cheia de realizações pessoais (ainda que não seja errado almejar tal acontecimento), já que com relação a esta vida terrena Cristo nos garantiu apenas o suficiente para nossa sobrevivência. [3]
No entanto, ter vida em abundância é desfrutar de comunhão com Deus através da obra redentora de Cristo, é ter sido salvo pela graça mediante a fé e viver esta verdade.
Novamente Paulo, na sua carta aos irmãos de Colossos, nos dá diretrizes para um viver santo, a fim de nos ajudar na caminhada rumo a uma vida transbordante da graça de Deus: [4]
• Procurar as coisas do alto, onde Cristo está, ou seja, abandonar velhos hábitos de natureza carnal, tudo o que diz respeito à nossa antiga natureza, tais como: imoralidades sexuais, impurezas das mais diversas, ódio, orgulho, ganância, ira, raiva, língua torpe, isto é, não mais falar coisas que não edificam, assim como a hipocrisia e todo o tipo de idolatria.
• Revestir-se de profunda compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência.
• Suportar uns aos outros, perdoando as queixas que tiverem uns contra os outros; e
• Acima de tudo, o amor, que é o elo perfeito.
Que Deus, com sua grandiosa bondade, possa nos ajudar a cada dia mais nos aproximarmos dEle com um coração puro e sincero [5], pois, somente assim poderemos viver plenamente nEle.
[1] Ef 2:1- 5a
[2] Jo 10:10b
[3] Mt 6:30- 33
[4] Cl 3:1- 14
[5] Sl 24:4
Adriana Pessopane dos Santos Bocchi é casada com Edson Bocchi e congrega na Iap de Jales- Jardim América.