Dicas da Lição 3 – “As credenciais do Filho do Homem”

As credenciais do Filho do Homem

  • Clique AQUI para acessar os slides da lição.
  • Para ouvir o podcast desta lição, clique AQUI.

 

Dicas

  1. Depoimentos: Para o itens 1 e 2, pergunte aos seus alunos: 1) “O que motivou o batismo deles? (um fator determinante)”, explicando a importância do arrependimento e fé no Senhor; 2) “Como foi o dia de seu batismo?”, explicando a diferença do porque Jesus foi batizado (sem arrependimento, mas para exemplo) e o que aconteceu no Batismo Dele (o significado).
  2. Linha do Tempo: Para o item 3 que fala sobre a genealogia, distribua entre seus alunos uma folha de papel (sulfite) e lápis ou caneta, pedindo que escrevam a genealogia de suas vidas: Seus avós, pais, irmãos e etc. Da mesma forma a genealogia de Jesus mostrada por Lucas, comprova a linhagem real e humana de Cristo. Peça a seus alunos que destaquem alguns nomes desta genealogia e explique quem eram.
  3. Vídeo: O Item 4 que fala sobre a tentação de Jesus. A ideia é ajudar a visualizarem o fato em que o Senhor saiu vitorioso: https://www.youtube.com/watch?v=He_NW78h8-Q.

 

Comentários adicionais

Item da lição: “Suas credenciais foram anunciadas por João”
1. Arrependimento e batismo:
“Ele percorria toda a circunvizinhança do Jordão parece significar que João viajava muito pelo vale do Jordão. Diferentemente de Mateus e Marcos, Lucas nada diz da aparência e dos hábitos dietéticos. Vai diretamente à mensagem dele. João conclamava as pessoas a se voltarem dos seus pecados. A aceitação do batismo conclama as pessoas a se voltarem dos seus pecados. A aceitação do batismo era um sinal que assim fizeram.” (MORRIS, Leon L. O Evangelho de Lucas. Tradução de Gordon Chown. São Paulo: Vida Nova e Mundo Cristão, 1983, p.91).
Item da lição: “Suas credenciais foram vistas em seu batismo”
2. Trindade no Batismo:
“Equipado e capacitado desse modo [com Espírito], ele [Jesus] estava em condições de levar a bom termo a dificílima tarefa que o Pai lhe havia confiado. Para salvar-nos do pecado, ele precisava ser puro. Para suportar o tormento, perdoar nossas iniquidades e ter paciência com nossas debilidades, ele necessitava de bondade, de misericórdia, de graça. Isso, também, ele possuía em medida abundante, e disse a seus seguidores que, pela graça e poder de Deus, obteriam e exerceriam esses mesmos dons (Mt 11.29, 30; 12.19; 21.4, 5; Lc 23.34).” (Hendrinksen, Willian. Comentário do Novo Testamento: Lucas. São Paulo: Cultura Cristã, 2003, vol. 1, p.300)
3. “Tu és meu Filho”:
“Sem dúvida, estas palavras solenes [Tu és meu Filho] contêm um profundo mistério. Todavia, há uma coisa que esta absolutamente clara, elas são uma declaração divina de que o Senhor Jesus Cristo é o Redentor prometido, Aquele que Deus prometeu mandar ao mundo desde o princípio, e de que, com sua encarnação, sacrifício e substituição, Deus Pai ficou plenamente satisfeito.” (Ryle, J. C. Meditações no Evangelho de Lucas. São Paulo: Fiel, 2002, p.55).
Item da lição: “Suas credenciais estão presentes em sua genealogia”
4. Redentor da humanidade:
“Para ser o Redentor da humanidade, Cristo tinha que ser necessariamente tão verdadeiro Filho do Homem quanto verdadeiro Filho de Deus. Nele era preciso que se manifestasse a união da divindade com a natureza humana em forma pessoal. Contudo, assim como ele era por um lado o Filho do Homem, sobretudo por intermédio do poder da unção do Espírito Santo, por outro lado ele era também o Filho de Deus, não apenas no sentido de sua descendência divina, eterna, direta do Pai, por ter vindo de lá, mas também em consequência de sua origem histórica de Adão, herdeiro da destinação humano-divina, expressa através da frase no v.38 [3]: Adão, que era (um filho) de Deus.” (Rienecker, Fritz. Evangelho de Lucas: comentário Esperança. Tradução: Werner Fuchs. Curitiba: Esperança, 2005, p.96).
Item da lição: “Suas credenciais foram vistas em suas tentações”
5. Tentações:
“O Diabo tentou o Filho do homem, mas também o Filho de Deus. Foi uma disputa entre Jesus, cheio do Espírito Santo, e o acusador dos homens. O Diabo tinha vencido, com Adão e Eva. Ele tinha esperanças de triunfar sobre Jesus [mas, ele perdeu para o Senhor!]. A história deste conflito é narrada em Mateus 4.1-11 e Lucas 4.1-13. Ele é mencionado em marcos 1.12-13.” (ROBERTSON, A. T. Comentário Lucas: à Luz do Novo Testamento Grego. Tradução: Luís Aron de Macedo. Rio de Janeiro: CPAD, p.80).

Convenção Seal

Assembleia tem presença impactante de Deus

A Assembleia da Convenção Seal (Sergipe / Alagoas) foi realizada no sábado (02/04), com a presença poderosa do Senhor. O evento foi em São Cristóvão, região metropolitana de Aracaju.
Participaram o Pr. Hermes Brito, presidente da Convenção Geral, e Pr. Cristiano, tesoureiro da Convenção Paulistana, representando a Junta Geral Deliberativa.

Convenção Bahia

400 promessistas cultuam a Deus

Nos dias 1 e 2 de abril, foram realizadas a reunião da Junta Regional da Convenção Bahia e a Assembleia Geral da Convenção. O Pr. Gilberto Coelho representou a Diretoria Geral e o Pr. João Carlos, superintendente da Convenção RS, representou a Junta Geral Deliberativa.
Na sexta-feira (1), o Pr. João Carlos ministrou a reflexão bíblica na Junta.
No dia 2, na Assembleia, em que estavam presentes cerca de 400 promessistas, o Pr. Gilberto ministrou a palavra, sob o tema: Marcas de Uma Igreja Missionária. Após a mensagem, houve um momento fervoroso de clamor pela nação brasileira. Tudo foi muito bem organizado pelo Pr. Gerson José de Souza, superintendente da Convenção, e sua equipe.

Mais do que palavras

Amamos a Deus quando reconhecemos que Ele nos amou primeiro e manifestamos esse amor a outros

Como amar a Deus? Que tipo de amor é este? Como definir? Como provar? Como vivenciar?
Existem três tipos de definição de amor conhecidos: amor Fileo, Eros e Ágape.  Creio que no amor Ágape existem espaços, áreas nos nossos corações e nas nas nossas vidas a serem trabalhadas pelo Espírito Santo. Como  os meus gestos, minhas ações, minhas atitudes, meu caráter, minha contribuição, meu dia a dia demonstram que amo a Deus?
A percepção de amar a Deus se dá quando reconhecemos que Ele nos ama. A percepção que Espírito Santo colocou um dia no teu coração (mente) é exposta pelo discípulo do amor, João, que usa a expressão” Amor “ em suas diversas formas. Somente entre João 4:7 e 5:3 a palavra “amor” aparece 32 vezes no original grego.
Ele espera a sua atitude relacional, em ações humanas, afetivas, que desperte afetos no Eterno. Quando isso acontecer, não será apenas apenas uma teofania (manifestação de Deus), não será meramente uma visitação e sim uma habitação.
Amar a Deus, ser amado por Deus, ser morada de Deus traz a saciabilidade, o ápice da realização humana, satisfação integral, plena.Você quer isso? Ame a Deus.
Ele tirou uma parte de si. Seu bem maior nos foi disponibilizado, mesmo nós não tendo mérito algum. Ele nos amou primeiro,e não dependeu do nosso amor para nos amar.
Jesus nos foi enviado para propiciação pelos nossos pecados. A Palavra descreve Cristo, através de sua morte em sacrifício, como apaziguando a ira de Deus por causa do pecado, retrata também sua morte expiatória garantindo expiação pelo pecado.
Amar a Deus no sentido relacional passa em primeiro lugar pelo nosso próximo. Nós amamos porque ele nos amou primeiro. Se alguém afirmar: “Eu amo a Deus”, mas odiar seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê.Ele nos deu este mandamento: Quem ama a Deus, ame também seu irmão.” (1 João 4:19-21).
Ame a Deus com palavras e obras, comprometimento sério com o Espírito Santo, pois Ele te amou primeiro. Retribua hoje com sua vida, vivendo o tempo que lhe resta servindo a Deus e o seu próximo.
Aprenda de maneira prática a amar a Deus, a viver conjuntamente de maneira digna com seu semelhante ao ponto de atrair o amor de Deus para si e para os outros, manifestada pela comunhão entre irmãos em Cristo.
Você ama a Deus,  de fato, quando reconhece o Seu amor, reconhece quem Ele enviou  e pratica o que Ele ensinou. Amar a Deus é viver na dimensão do  Espírito Santo que nos permite aprofundar no amor incondicional, sem fronteiras.

Pastor Omar Figueiredo pastoreia as IAPs em Pimentas (Guarulhos) e Jardim Paineira (Itaquaquecetuba).

Dicas da Lição 2 – “As origens do Filho do Homem”

As origens do Filho do Homem

  • Clique AQUI para acessar os slides da lição.
  • Para ouvir o podcast desta lição, clique AQUI.

 

Dicas

  1. Trechos bíblicos destacados: Para os itens, 1 e 2 da lição, distribua entre seus alunos os blocos abaixo, para que contem expliquem o que cada trecho descreve em relação a encarnação de Jesus. Se possível, forme três grupos que conversem durante a semana e exponham o assunto no sábado.
  • Os pais de João Batista: Lc 1:5-25
  • O anúncio da gravidez de Maria: Lc 1:26-38
  • Maria visita Isabel: Lucas 1:39-45
  1. Vídeo: Entenda um pouco do cenário no qual nasceu Jesus, através do vídeo em destaque no link: https://www.youtube.com/watch?v=kcsulYEUa2s. O vídeo, ajudará no item 3 da lição: “Seu nascimento foi humilde”.
  1. Dinâmica visual: Peça a seus alunos (antecipadamente) ou leve no dia da aula algumas peças que compõe um enxoval de um bebê (roupinhas, sapatos, mantas, fraldas). Explique com base na lição (item 3) que provavelmente quando nasceu Jesus não teve o que tinha de melhor na época para um bebê (veja no comentário adicional item 4 desta lição). Isso ressalta a humildade e pobreza em que nasceu nosso Senhor. Enfatize ainda, o item 4, que falará do desenvolvimento do menino Jesus, mostrando que Ele foi um ser humano de verdade.

 

Comentários adicionais

Item da lição: “Sua chegada foi anunciada”

  1. Antigo e Novo:
    “A história de Zacarias e Isabel abre o drama messiânico. Quando Deus começa uma nova obra, ele não joga fora a antiga, mas estabelece uma conexão com ela! No seio de Israel, em Jerusalém, no templo (o centro da vida cultual de Israel), Deus engendra o surgimento da nova aliança.” (Rienecker, Fritz. Evangelho de Lucas: comentário Esperança. Tradução: Werner Fuchs. Curitiba: Esperança, 2005, p.19).
  2. Feto Santo:
    “De acordo com Mt 1.20 ‘to gennomenon’ é derivado de ‘gennao’, não ‘que há de nascer’, mas ‘que é gerado’ (gennao significa gerar). Aquilo que está sendo gerado em Maria é chamado o santo, não um ente santo, provavelmente para que entenda que a criança não será primariamente santificada pela graça, como as pessoas santas do AT e NT. Na verdade ela é, desde o primeiro instante em que é gerada, a coisa santa, i. é, aquilo que não tem máculas de pecados (Dn 9.24), que não tem pecado. Houve quem cismasse em perguntar como, afinal, seria possível que de Maria nascesse algo sem pecado. Porque da carne pecaminosa de Maria a criança somente poder obter carne pecaminosa. Mas aqui no v.35 é dito expressamente que a criança não será algo santo por nascer da virgem – sem cooperação do homem – mas pelo fato de que o Espírito Santo veio sobre a virgem, a fim de gerar a criança dentro dela. Deve-se a essa geração pelo Espírito Santo que o Filho de Deus veio de Maria ‘sem pecado’.” (Ibidem, pp.28-29).
    Item da lição: “Sua concepção foi celebrada”
  3. O Magnificat:
    “O Cântico de Maria (chamado o Magnificat, que é sua primeira palavra na versão latina) é um irrompimento de louvor, principalmente em linguagem vétero-testamentária. Há, em especial, um bom número de semelhanças com o cântico de Ana (1 Sm 2:1-10). Devemos, no entanto, notar uma diferença de tom. O cântico de Ana é um grito de triunfo diante de suas inimigas. O de Maria é uma humilde contemplação das misericórdias de Deus. Ford pergunta se algum poeta posterior pôde ter composto o cântico para atrubuí-lo a Maria; mas acha mais provável que Maria, durante sua viagem de quatro dias para Isabel, meditasse sobre a história de Ana e depois desse vazão ao seu próprio cântico inspirado.” (MORRIS, Leon L. O Evangelho de Lucas. Tradução de Gordon Chown. São Paulo: Vida Nova e Mundo Cristão, 1983, p.73).
    Item da lição: “Seu nascimento foi humilde”
  4. A manjedoura:
    “Ele foi deitado em uma manjedoura; o lugar onde o gado é alimentado. Por não haver lugar na estalagem, e por falta de alojamento, não, por falta do indispensável, Ele foi colocado em uma manjedoura, em vez de num berço. A palavra que nós traduzimos como ‘panos’ alguns julgam derivar de uma palavra que significa rasgar, e deduzem que Ele estava tão longe de ter um bom conjunto de roupas de cama, que é possível que suas próprias fraldas estivessem rasgadas” (Henry, Mattew. Comentário bíblico: Mateus a João. Tradução: Degmar Ribas júnior. Rio de Janeiro: CPAD, p. 528).
    Item da lição: “Seu crescimento foi admirável”
  5. Humano de verdade:
    “Jesus era e continuou sendo nazareno até atingir a idade de trinta anos. A maior parte de sua vida, portanto, ele permaneceu no anonimato. Mas uma história perpassa toda a reclusão desses 30 anos e a faz reluzir interessante. A história do menino Jesus aos doze anos representa todo seu desenvolvimento. A criança Jesus cresceu, não como um menino-prodígio, mas como um ser humano igual a nós, exceto no que se refere ao pecado. Jesus nasceu de maneira sobrenatural. Sua encarnação não foi aparência e nem encenação, mas seriedade total.” (Rienecker, Fritz. Evangelho de Lucas: comentário Esperança. Tradução: Werner Fuchs. Curitiba: Esperança, 2005, p.72).

O clamor de uma mãe

Deus operou milagre e a transfusão de sangue não foi necessária

Minha filha, Deborah, esteve muito doente, com uma grave hemorragia, entre 2013 e 2014, o que resultou numa grave anemia, quando o médico solicitou até uma transfusão de sangue.
Como mãe, fiquei preocupada, porém, eu busquei ao Senhor Jesus para curá-la, e neste de momento de angústia, fiz um voto a Ele, de que eu testemunharia a cura. Ele me ouviu, concedeu sua benção a ela, e a transfusão não foi necessária. Glorifico a Deus e sou muito grata a Ele.

Noemia de Souza Stelato congrega na IAP em Nova Veneza (Sumaré – SP).

Você é um divergente?

Jesus não viveu em conformidade com os valores do mundo

É impressionante o número de postagens no Facebook, relacionadas à igreja. São pessoas que falam dela, bem ou mal, mas falam! Antes de falar lembremos: a igreja é agência do Reino de Deus, ela propaga o interesse de Deus governar todas as coisas. Ela foi comprada pelo sangue de Jesus e você que, um dia recebeu a fé, é parte dela. “Cuidado, dedinho, o que posta!” Será que os cristãos brasileiros tem sido divergentes? Você tem tido essa postura?
Os divergentes (aqui, sinônimo de cristão) são os que fazem parte do Reino de Deus. São chamados para fora do mundo (sistema), e por isso são opostos aos que fazem parte do mundo. Em João 17.14, Jesus apresenta alguns sinais dos que divergem do sistema: “Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, pois eles não são do mundo, como eu também não sou.
O primeiro sinal diz que “O divergente se opõe ao mundo por seguir a Palavra de Deus”. Como disse o Senhor: “Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou…” O cristão é divergente devido sua identificação com a Palavra de Deus, Palavra dada por Jesus, o Verbo encarnado (Jo 1.1). Jesus afirma em sua “oração sacerdotal”, que deu a Palavra do Pai aos seus discípulos. Essa palavra serve como o guia de vida. O Antigo e Novo Testamento são a Palavra de Deus. Os valores da palavra de Deus, vividos pelos “divergentes do Reino”, os fazem “santos no mundo” (Jo 17.17).
Em consequência dessa identidade com a Palavra, este mundo tem uma reação: ódio! Ódio pelos “divergentes do Reino”. Gente que se levanta contra tudo que se identifica com Deus. São pequenos “anticristos” que antecedem a encarnação, antes da Segunda Vinda do Senhor, na Grande Tribulação, do “Anticristo” (2Ts 2.3-4).
Não somos odiados, ou não devemos ser, por sermos crentes implicantes, mas por seguir a Palavra de Deus. Como nosso “Divergente Mestre” disse: “Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: não é o servo maior do que seu senhor. Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós outros; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa.” (Jo 15.20).
O segundo sinal diz que “o divergente se opõe ao mundo por não se identificar com este sistema”. Jesus disse ainda em Jo 17.14: “… pois eles não são do mundo…”. Este mundo aqui não é o mundo físico, afinal, nas palavras do salmista: “Ao SENHOR pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam.” (24.1). Aliás, este mundo físico será restaurado pelo Senhor (Ap 21.1), depois dos mil anos no céu (Ap 21.1). O Senhor também não esta falando do mundo amado por Deus segundo João 3.16, alvo do envio do Filho. Neste texto, o mundo são as pessoas, amadas pelo Pai e alvos de sua graça salvadora; o mundo em voga aqui é o mundo como “sistema iniquo”, cujo governo é exercido pelo diabo. Nas palavras de João: “… o mundo inteiro jaz no Maligno.” (1Jo 5.19b).
Sem negociar ou ceder valores
É este o mundo de onde o cristão foi tirado, e ao qual deve resistir. Não deve negociar ou ceder seus valores para ser bem aceito pelo sistema. Tiago nos alerta: “Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” (4.4) E o que nos leva a entrar no sistema? O mesmo apóstolo responde: “De onde procedem guerras e contendas que há entre vós? De onde, senão dos prazeres que militam na vossa carne? Cobiçais e nada tendes; matais, e invejais, e nada podeis obter; viveis a lutar e a fazer guerras. Nada tendes, porque não pedis; pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres.” (Tg 4:1-3) Veja: quando obedecemos nossos desejos egoístas, não estamos divergindo do sistema. Matar, invejar, usar de violência ou egoísmo, esta é a regra do sistema mundano.
Por isso, vale a pena repetir o apelo de Paulo: “E não vos amoldeis ao esquema deste mundo, mas sede transformados pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Rm 12.2) Pelo poder do Espírito podemos continuar afirmando e vivendo, os valores do reino de Deus, da Lei de Deus, afinal, somos sal da terra e luz do mundo (Lc 5.16-17).
O terceiro sinal fala que “o divergente se opõe ao mundo por imitar a Jesus”. Como concluiu Jesus: “Eles não são do mundo, como eu também não sou.” (Jo 17.14) O alvo de sua vida é em tudo viver para Jesus e como Jesus? Apesar de viver no mundo, “palco” de sua missão, Jesus não viveu em conformidade aos valores dele. Seus passos foram fazer a vontade do Pai, vontade essa que era considerada um motivo existencial para Jesus: “A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.” (Jo 4.34)
A vontade do Pai é viver sua Palavra. É crer naquilo que Deus nos transmite no Antigo e Novo Testamento. É amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. A realização da obra do Pai é o engajamento na Missão de anunciar o evangelho a toda criatura até que Ele volte. A vida de imitação a Jesus nos convoca a andar guiados pelo “GPS” do cristão, a Bíblia Sagrada, e viver em comunidade, na vivência dos mandamentos mútuos (uns aos outros); é também praticar o bem a todos os homens: na vizinhança, na escola, trabalho, política e demais setores da sociedade.
Temos então que nos manter firmes em seguir nosso “irmão mais velho” (no sentido de exemplo, não de tempo); devemos vivenciar nossa divergência para com o mundo, no Espírito de Cristo: paz, amor, misericórdia e justiça. Vamos seguir os mandamentos aos cristãos deixados em Hebreus 12.2: “olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus.
Permanecer em Cristo é nosso dever! Perseverar até o fim é nosso caminho. Três imagens nos ajudam a clarear os pensamentos: a corrida é a primeira. Em Hb 12:1, lemos: “… corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta.”. Outra imagem que temos para a perseverança é a luta. É o que vemos em 1Co 9:26b: “… assim luto.
A última imagem que apresentamos é a guerra. O cristão é um soldado que anda conforme a vontade daquele que o alistou para o serviço do bom combate. É isso que Paulo diz, em 2Tm 2:3: “Participa comigo dos meus sofrimentos como bom soldado de Cristo Jesus.” Sejamos corajosos! Sejamos divergentes, sabendo que: “… o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente.” (1Jo 2.17)

Andrei Sampaio Soares presta auxilio pastoral à IAP de Pedreira (zona sul de São Paulo) e colabora com o Departamento de Educação Cristã (DEC).

Capelania Prisional

Capelania Prisional cresce na Convenção Paulistana

O Projeto de Capelania Prisional desenvolvido pela IAP do Parque São Paulo, Parque Residencial Cocaia, Recanto Campo Belo, Jardim Zilda e Capão Redondo é um programa de evangelização de menores infratores recolhidos para cumprimento de medida socioeducativa na Fundação Casa – Unidade Jd. São Luís.
O primeiro contato da IAP do Parque São Paulo com a atividade de Capelania Prisional foi em 2013, quando foi convidada pelo Departamento de Capelania da Junta de Missões da IAP para promover um culto especial desenvolvido na unidade no Bairro do Brás.
Tendo sido profundamente impactada pelo poder do Espírito Santo, a equipe começou a se preparar para se envolver mais com a atividade de Capelania Prisional.
Em 2014, com o início dos trabalhos da IAP em uma nova unidade da Fundação Casa, no Jd. São Luís, a IAP do Parque São Paulo foi convidada a manter um culto dominical a cada mês, levando uma equipe de cerca de 20 pessoas em cada culto. A equipe é composta por voluntários de todos os departamentos da IAP do Parque São Paulo, desde Umap, Sofap, Diaconia etc.
Os cultos são compostos de louvores de fácil assimilação, com mensagens que anunciam a salvação em Cristo Jesus; sermão reflexivo voltado ao arrependimento; concessão de oportunidade para o aceite público do Senhorio de Cristo; orações intercessoras e aconselhamentos particulares.
Com a evolução do Projeto, a IAP do Parque São Paulo, juntamente com outros líderes e irmãos das igrejas do 3º Distrito da Região Paulistana (IAP do Pq. Res. Cocaia, Recanto Campo Belo e Jardim Zilda), além dos irmãos da IAP em Capão Redondo, foi iniciado também um grupo de estudos bíblicos que acontece quinzenalmente, às quintas-feiras. Nessa atividade, a exposição do evangelho acontece de forma mais aprofundada e dinâmica, com o uso de materiais didáticos.
Quando os menores são recolocados em liberdade, o acompanhamento deles é colocado a cargo da IAP mais próxima de sua residência.
Sempre que um novo grupo de uma nova IAP se dispõe a ingressar nos cultos dominicais, uma parte da equipe da IAP do Parque São Paulo é destacada para acompanhar esse grupo na realização dos primeiros trabalhos. Exemplo disso tem sido a IAP do Recanto Campo Belo e a IAP do Jd. Zilda.
Sabemos que o tema “capelania prisional” é cercado de barreiras sociais e culturais, no entanto, percebe-se que esta dificuldade ocorre devido à falta de uma clara visão do que é o evangelho de Cristo, e pouca compreensão da ação sobrenatural do Espírito Santo no convencimento do ser humano, quanto ao pecado, da justiça e do juízo.
Quando os jovens são devolvidos ao seu convívio social, se não houver o comprometimento da igreja mais próxima, todo o trabalho anterior poderá ter sido em vão.
Em nome da Junta de Missões, agradecemos a todas as equipes de trabalho da Fundação Casa São Luiz, em especial aos coordenadores Regionais das Unidades.

Solange Oliveira, Coordenadora Geral de Assistência Religiosa em Presídios,
Alberto Ferreira, colaborador da equipe IAP Parque São Paulo e Ítalo Brito, secretário da Junta de Missões.

Dicas da Lição 1 – “O Evangelho do Filho do Homem”

O Evangelho do Filho do Homem

  • Clique AQUI para acessar os slides da lição.
  • Para ouvir o podcast desta lição, clique AQUI.

 

Dicas

Devoção e Preparo:

É importante que você compreenda o papel do Espírito Santo como agente direto da sua preparação. Leia os Conteúdos, se prepare com os Slides, comentários adicionais e Dicas de dinamização da EB, entretanto nunca se esqueça do seu tempo diário de Leitura da Palavra e Oração inclusive por seus alunos.

Adicionais:

  • Você, professor, tem a sua disposição os comentários adicionais que poderá usar como apostila para o seu preparo pessoal.
  • Você pode ler um breve comentário que elucida a diferença que há no evangelho de Lucas em relação a Marcos e Mateus, segue o link: http://leilacast.blogspot.com.br/2015/02/lucas-o-evangelho-do-filho-do-homem.html
  • Use os Slides: Lembre-se, seus alunos também assimilam o conteúdo estudado através de ferramentas visuais.

 

Introdução

No Início da Aula você poderá usar o vídeo de apresentação dessa nossa série de lição postado no link https://www.youtube.com/watch?v=Fn4qMVoZclE Um breve esclarecimento sobre o fantástico evangelho do Filho do Homem pelo Pr. Alan Rocha. Ao Final você pode perguntar se alguém de sua vez já leu o evangelho de Lucas e o que lhe chamou mais a atenção em relação aos outros evangelhos.
Item 1 – Aplicando o Evangelho e Respectiva questão 5.
Para falar sobre fé em meio ao um tempo relativista onde muitas pessoas acreditam no que querem ou dizem possuir a sua verdade, você pode realizar uma dinâmica rápida e simples.
Material:

  • Uma pedra de Gelo
  • Uma pedra comum de tamanho médio (de preferência do mesmo tamanho que a pedra de gelo)

Desenvolvimento:
Você poderá deixar as duas pedras uma do lado da outra de preferência em um lugar visível a todos; enquanto todos observam curiosos as duas pedras você poderá perguntar: “O que esses dois objetos têm em comum? ”, talvez alguém responda que os dois são pedra, e você poderá também perguntar qual a diferença entre as duas pedras. A essa altura a pedra de gelo estará derretendo, e você poderá argumentar que assim são as teorias relativistas desse tempo, parecem serem tão convincentes com argumentos científicos fantásticos, mas o tempo mostra que cada argumento contra a fé ou diferente do evangelho derrete como a pedra de gelo. Embora pareça ter consistência o plano dessa sociedade em descrer de Deus vira água quando a necessidade humana na prática clama pelo amor de Deus e pela fé no evangelho de Jesus.
[Agora com a outra pedra nas mãos você poderá aplicar]
“A pedra (o Evangelho do Filho do Homem) mesmo que tão simples não se alterou ao longo dos anos e têm fortalecido, salvado e trazido vida a muitas pessoas, pois é remédio que se identifica com a nossa humanidade quando revela um Senhor que está disposto “a salvar o que se havia perdido”. Assim é o evangelho do filho do homem, simples; porém inabalável! Quem crê e confia nesse evangelho é como rocha forte, sua vida está edificada sobre firmes fundamentos, quando vierem as tempestades da dúvida, do desânimo, da doença; jamais será abalado.”
 

Comentários adicionais

Item da lição: “Estudando o evangelho”
1. O autor do Evangelho é Lucas:
“Todos os manuscritos gregos creditam o Evangelho a Lucas, no título. Deveríamos saber que Lucas escreveu estes dois livros, mesmo se não houvesse nenhuma evidência de escritores antigos. Irineu definitivamente atribuiu o Evangelho a Lucas, como também o fazem Clemente de Alexandria, Tertuliano, e o Fragmento Muratoriano.” (ROBERTSON, A. T. Comentário Lucas: à Luz do Novo Testamento Grego. Tradução: Luís Aron de Macedo. Rio de Janeiro: CPAD, p.15).
Item da lição: “As fontes do evangelho”
2. Uma obra, dois volumes:
“O autor de Atos se refere ao Evangelho especificamente como ‘primeiro tratado’ (At 1.1), (…) e ambos são dirigidos a Teófilo (Lc 1.3; At 1.1). O mesmo estilo aparece no Evangelho e em Atos, de forma que a pressuposição é forte em apoio à afirmação do autor. É bem possível que a Introdução formal ao Evangelho (1.1-4) se destinasse também a ser aplicada em Atos que possui apenas uma oração introdutória.” (Ibidem, p.14).
3. Esboço da vida de Lucas:
“Três passagens do Novo Testamento [Cl 4.14, Fm 23s, 2Tm 4.11] citam Lucas pelo nome: as duas primeiras passagens bíblicas são Cl 4.14: ‘Saúda-vos Lucas, o médico amado, e também Demas’, e Fm 23s: ‘Saúdam-te Epafras, prisioneiro comigo, em Cristo Jesus, Marcos, Aristarco, Demas e Lucas, meus cooperadores.’ Dessas duas saudações resulta o seguinte: 1) Lucas foi um dos colaboradores de Paulo no trabalho missionário entre os gentios. 2) Uma vez que em Cl 4.10s Paulo destaca os colaboradores da circuncisão de forma específica, sem arrolar Lucas entre eles, não pode haver dúvida de que Lucas era de família não judaica. Logo, Lucas era um gentio cristão. 3) Do título de médico, atribuído a Lucas em Cl 4.14, deduz-se que ele era cientificamente instruído.” (Rienecker, Fritz. Evangelho de Lucas: comentário Esperança. Tradução: Werner Fuchs. Curitiba: Esperança, 2005, p.11).
Item da lição: “O método do evangelho”
4. Pesquisa inspirada:
“Nesse prólogo Lucas se reporta ao incondicional testemunho ocular de seus informantes. Afinal, era a história que trata do bem e da desgraça de toda a humanidade. Aqui a demonstração da veracidade possui uma relevância soteriológica (referente à doutrina da salvação). O espírito da verdade e a determinação em prol da verdade vicejam com vigor juvenil nas testemunhas que haviam
visto, face a face, a própria Verdade, a saber, Jesus Cristo.” (Ibidem, p.16).
Item da lição: “Os propósitos do evangelho”
5. História teológica:
“O terceiro Evangelho é um documento teológico, Não uma biografia no sentido moderno da palavra. Lucas estava interessado no significado teológico de certos eventos ocorridos na história; contudo, para ele, a verdade acerca do que acontecia era importante; a história de fato importa. O cristão de fato adora um Senhor ressurreto, mas a realidade da pessoa histórica, Jesus Cristo, é de grande importância.” (Hale, Broadus David. Introdução ao estudo do Novo Testamento. Tradução: Cláudio Vital de Souza. São Paulo:Hagnos, 2001, p.120).

Pr. Aguiar deverá passar por cateterismo

No último sábado, o Pr. José Antonio Aguiar (61 anos), diretor de Patrimônio na Convenção Litoral e Leste Paulista, sofreu um enfarto enquanto ministrava a mensagem. Está internado desde então e precisa realizar um cateterismo. Ele está aguardando vaga em um hospital de Santos ou São Paulo. Oremos para que Deus providencie essa vaga e todo tratamento que ele precisa.

Continuemos orando pela esposa, Dsa. Clelia, e pelos filhos, para que Deus dê serenidade a todos e restabeleça a saúde dele por completo.

Paz na Oração

IAP em Vila Medeiros (SP) realiza culto especial no sábado (02/04)

O Coral Vozes de Júbilo, da IAP em Vila Medeiros, vai promover neste sábado(02/04), a partir das 10 horas, um culto cantado, com uma seleção de hinos e orações. O tema do culto será “Paz na Oração” e haverá algumas participações especiais, como: Conjunto Porta do Céu, Ministério de Louvor, Conjunto Masculino.
Endereço: Rua Eurico Sodré, 275, Vila Medeiros, São Paulo.
Obs: Este culto não será transmitido pela internet

Pedido de oração

Renata, da IAP em Bengui, em Belém (PA), tem câncer raro e agressivo

Renata Martins Barbosa, 33 anos, congrega na IAP em Bengui – Belém (PA) e está enfrentando um câncer raro e agressivo. Muito trabalhou pela causa de Cristo mas hoje mal consegue ficar consciente por causa das dores. Parte da equipe médica que cuida dela propõe uma cirurgia, a um custo altíssimo, mas a outra parte da equipe acredita que ela não deve ser submetida à cirurgia, pois não resistiria.
O tumor no rosto cresceu tanto que afetou a sua visão, a impede de se alimentar e causa terríveis dores. Outro tumor enorme está nas costas. Há um tumor na traquéia e outro, próximo ao coração. Já foram vencidas vária batalhas, pois após a metástase, foram mais de 20 pontos da doença eliminados. Agora, seu estado é grave.
Renata tem um filho, o Matheus, de 11 aninhos, que é baterista da IAP em Bengui.
Clamemos a Deus em nossos cultos, em nossos lares e em nossos momentos devocionais, pois nosso Deus opera milagres!

Clamor pelo Brasil – O que devemos e podemos fazer como cristãos

logo_1x

DIA 02 DE ABRIL:

SÁBADO DE CLAMOR PELO BRASIL NAS IGREJAS ADVENTISTAS DA PROMESSA

 
O Brasil enfrenta dias difíceis e delicados, o cenário, político e econômico, tem castigado muitas famílias, deixando-as cheias de incertezas e preocupações. Temos assistido uma batalha entre os “poderes” da nação e há um clima de revolta crescente; acirrada pela polarização entre os favoráveis ao governo e os contrários, numa e noutra situação, sempre questionando as decisões do Judiciário.
A igreja precisa refletir seriamente sobre sua postura diante da crise política e das convulsões sociais. Por isso, a Diretoria da Convenção Geral das Igrejas Adventista da Promessa vem a público para orientar os cristãos promessistas a agirem com prudência neste momento e cuidar-se quanto a excessos. Precisamos nos lembrar de algumas recomendações bíblicas para saber como reagir diante desse assunto.
Nós reconhecemos que as autoridades foram constituídas por Deus. A própria Bíblia diz isso de modo claro (Rm 13:1). O Altíssimo é quem governa o mundo e ele, também o faz através das autoridades. Ou seja, os governantes são instrumentos para promover a justiça e executar os desígnios de Deus (1 Pd 2:13-14). Por isso, Paulo chega a dizer que rebelar-se contra a autoridade ou magistrados é rebelar-se contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos (Rm 13:2). Isso não significa que não devamos nos opor as autoridades quando estas fizerem o que é contrário à vontade de Deus (At 4:19; 5:29).
Afinal, a igreja possui a responsabilidade de ser “voz profética”. Sempre que aqueles que estiveram no poder estabeleceram leis injustas ou adotaram procedimentos opressores, os servos de Deus se levantaram para cobrar por justiça (Am 5:24). Os profetas, movidos por Deus, sempre denunciaram as injustiças do seu tempo.
A igreja tem a responsabilidade de cobrar os governantes quando necessário, e anunciar o juízo divino sobre eles em caso de corrupção e injustiça social – isto é o que chamamos de “voz profética” da igreja. Ela é a comunidade do reino de Deus, que sinaliza o governo poderoso e justo de Deus. E para cumprir este papel com fidelidade, a igreja não pode ter alianças políticas. Daí o cuidado da igreja para não se envolver em brigas político-partidárias. A legitimidade das denúncias da igreja depende de sua isenção para que sua “voz” não seja confundida com o sonido de um partido político.
A igreja não age em nome de “A” ou “B”, nem na instigação das notícias comuns, mas por causa dos valores do reino de Deus, como se Deus, por ela exortasse. A Igreja Adventista da Promessa continua a afirmar a necessidade da justiça! Não se constrói um país para todos, sem justiça. Somos contra a corrupção, a lavagem de dinheiro, a sonegação, o enriquecimento à custa do trabalho dos mais pobres e desvio de verbas públicas.
Apoiamos iniciativas que promovam a vida, deem condições justas e dignas para as pessoas, que estão dispostas a defender os oprimidos e a fazer cumprir a lei para o opressor, o corrupto e o corruptor. Desafiamos cada cristão a exercer sua cidadania com responsabilidade: Lembre a todos que se sujeitem aos governantes e às autoridades, sejam obedientes, estejam sempre prontos a fazer tudo o que é bom (Tt 3:1). Devemos agir com prudência diante da crise de nosso país e saibamos apresentar nossas opiniões sem exageros, rótulos ou ofensas pessoais.
Fazemos um pedido especial àqueles que exercem cargos de liderança: cuidado aos princípios bíblicos, sejam sábios na hora de manifestarem-se publicamente sobre a crise brasileira. Ademais, queremos conclamar todo cristão promessista a jejuar e orar pelo nosso país. Não nos esqueçamos da recomendação do apóstolo: Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ação de graças por todos os homens; pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade (1 Tm 2:1-2 – grifo nosso).
É um mandamento que está em vigor, não só para a geração do apóstolo Paulo, e nem só para a primeira geração de cristãos. Aliás, se existem pessoas que poderiam questionar este mandamento eram os primeiros cristãos, afinal, a maioria deles foi perseguida pelas autoridades. Mesmo assim, temos o mandamento: “Orem por eles”. Paulo estava dizendo que os cristãos deveriam orar, dentre outros, por Nero!
O Espírito Santo nos pede, por meio da Palavra, para que oremos por nossas autoridades e por nosso país. Sábado, dia 2 de Abril, a Igreja empunhará as armas espirituais corretas, pelo que convocamos todos os promessistas para juntos erguermos um Clamor pelo Brasil. Separe um momento entre a Escola Bíblica e o culto para essa finalidade.
Vamos jejuar e orar pelo nosso país, pelos líderes dos três poderes para que a misericórdia de Deus nos permita ver a justiça correndo como águas. Jejuemos e oremos Promessistas, para que nunca falte o pão e o emprego ao brasileiro. Que Deus nos dê discernimento diante desse tempo e faça a sua vontade em nossa nação.
É hora de dobrarmos nossos joelhos, sem ira, nem contenda, mas com a correta motivação de que Deus conduza nosso país para o bem. Ele pode nos ouvir e sarar a nossa terra! É tempo de nos humilharmos, confessarmos nossos maus caminhos, jejuar e orar para que Ele nos ouça! ELE PODE nos abençoar!
Oremos com fé para que as coisas em nosso país voltem à normalidade. Ainda assim, afirmamos: a solução para nosso país não está no partido “A” ou “B”, a solução não passa pela simples troca das pessoas que estão no governo. Não depositamos nossa confiança em pessoas ou partidos.
A igreja não é de esquerda ou direita, até porque nossa esperança de governo ideal reside na manifestação do Reino de Deus em plenitude na terra. Até lá, lutemos por justiça, votemos conscientemente, oremos por nossos governantes, e mesmo que Deus nos dê a graça de vermos dias melhores, nós sabemos que o alento será temporário. A definitiva manifestação da justiça e da paz só virá quando Jesus devolver o Reino a seu Pai (1 Co 15:24-25, 28).
Que Deus tenha misericórdia de nós!