Será que estou morto?

Embora todos temam a morte, muitos estão nela, sem perceberem

Possivelmente, você já se deparou com a seguinte pergunta: “Você tem medo da morte?” Esse questionamento é, por si só, impactante. Viver é bom e prazeroso. É na vida que mentalizamos os nossos maiores sonhos, aquilo que almejamos acontecer em nossa história. Mas a morte é horrível. Ela é medonha e interrompe qualquer sonho de um futuro promissor, nesta realidade.
Contudo, torna-se necessário atentarmos para uma importante verdade: muitos, por mais que tenham medo da morte, já estão mortos. “Como pode ser isso?”, alguém pode perguntar. Obviamente, estamos nos referindo à morte espiritual. Logo, têm todo sentido as palavras de Paulo: Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados (Ef 2:1 – grifo meu). É isso que somos ao nascer: mortos! À semelhança do filho perdido mencionado numa parábola contada por Jesus, muitos estão mortos (cf. Lc 15:24). O clamor do apóstolo ainda é possível de se ouvir nos dias de hoje: Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?  (Rm 7:24). Paulo está se referindo à natureza pecaminosa que faz parte de todo ser humano. Essa natureza o estava maltratando, pois diversas vezes, levava-o a fazer coisas que ele aborrecia e a deixar de fazer o que aprovava (Rm 7:15).
Se nascemos mortos, necessariamente devemos nascer de novo. Isso não significa dizer que a natureza pecaminosa que há em nós nos deixará. Porém, ela não mais nos dominará. O que Jesus disse a Nicodemos é extensivo a todos: …se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus (Jo 3:3). Assim, os “mortos não vêem, isto é, eles não vêem o Reino de Deus como um desejo supremo. Parece-lhes algo tolo, mítico ou maçante. Por isso, não podem ‘entrar no Reino de Deus’ (3.5)”, escreve John Piper, no livro “O que Jesus Espera de Seus Seguidores: mandamentos de Jesus ao mundo.”
Será que estou morto? Esta pergunta deve ser feita por cada pessoa. Todos precisam refleti sobre ela. Se a resposta for positiva, o que fazer? Paulo disse: Ele vos deu vida… (Ef 2:1). Ele quem? Deus! Este, por intermédio da morte de Cristo, nos faz nascer de novo e nos torna novas criaturas (2 Co 5:17). Portanto, o melhor a fazer é correr para os seus braços. Ele nos dá nova vida!
Ms. Jailton Sousa Silva é colaborador do Departamento de Educação Cristã da Igreja Adventista da Promessa, em São Paulo (SP).

Impotente e fragilizado

Quantas vezes você já se sentiu pequeno diante de uma situação?
“Então Moisés disse a Deus: Quem sou eu, que vá a Faraó e tire do Egito os filhos de Israel?” (Ex 3:11)
Quantas você você já se sentiu incapaz de fazer algo que lhe foi designado? Quantas vezes você já se sentiu pequeno diante de uma situação que  considerou impossível de resolver? Por quantas vezes você fugiu de um problema pois teve medo dele?
A Bíblia conta a história de um homem chamado Moisés que foi criado como um príncipe no palácio de Faraó, rei do Egito. Certo dia, ao ver uma injustiça sendo cometida contra um irmão hebreu (pois tinha consciência de sua origem), mata um soldado egípicio e, com medo das consequências, foge para as terras de Midiã, para não ser condenado e morto. Certo dia, Moisés apascentava as ovelhas de seu sogro e o Senhor fala com ele do meio de uma sarça, a qual ardia mas não se consumia. Ali dá ordem à Moisés para que volte ao Egito e vá até Faraó para livrar o seu povo da escravidão.
Assim como Moisés, cometemos erros, e nossa primeira reação é fugir. Mas Deus tinha uma missão para ele. Se você estivesse no lugar de Moisés como se sentiria se o Senhor mandasse você voltar a um lugar onde querem te matar? O que você faria? Como se sentiria? Você relutaria se sentindo incapaz e fugiria ou confiaria no Senhor e iria em frente, como fez Moisés?
Moisés confiou no Senhor e obteve a vitória, livrou o povo de Israel do cativeiro egípcio. Esse é o nosso Deus! Ele sempre nos capacita para enfrentar as situações adversas, pois sabe da nossa fragilidade humana. O Senhor está no controle de todas as coisas! O nosso Deus está conosco em TODOS os momentos! Confie no Senhor mesmo que você não se sinta capaz, pois ele te capacitará e te dará a vitória!
 
Diego Barros é membro da IAP em Piedade no Rio de Janeiro.

Quem pode entender a mulher?

“Veio uma mulher de Samaria tirar água. E disse-lhe Jesus: Dá-me de beber”. (Jo 4:7)
Mulheres, como alguém pode nos entender?
Somos consideradas o sexo frágil, mas somos capazes de dar a luz no que chamam de parto normal. Quem vai nos entender?
Se rimos quando estamos nervosas e choramos ao ouvir uma declaração amor…
Mulher é complicada mesmo, quem tem cabelo cacheado quer alisar, quem tem cabelo liso é só ter uma festa para fazer cachinhos. Se é loira pinta de preto, se é morena, faz luzes até ficar loira.
Tem mulheres que não sabem se casam ou se compram uma bicicleta…
Como entender uma mulher que passa a noite acordada cuidando do filho e às seis da manhã começa a se arrumar para ir para o trabalho?
E as mulheres que trabalham em até três empregos para sustentar sua casa?
Ou como entender uma mulher que abre mão de ter uma vida profissional bem sucedida para ficar cuidando bem de perto de sua família?
São tantos anseios e preocupações… angústias… mágoas… medos…
Como entender nossos sonhos, nossos sentimentos?
Tem mulher que quer uma coisa e faz outra totalmente diferente…
que quer paz, mas corre para a confusão…
quer amor verdadeiro, mas procura onde não existe amor…
quer segurança e proteção mas não vai para um lugar seguro…
Quem pode entender as mulheres?
O apóstolo João conta a história de uma mulher comum, que realizava suas tarefas do dia, mas era muito sofrida, teve desilusões (você já se iludiu alguma vez?), sofreu (você sabe o que é isso?), foi magoada (já magoaram você?), mas ela não desistia, estava sempre lutando para ser feliz de verdade.
Desejava ser amada, respeitada, queria carinho, atenção…
Ela teve cinco casamentos frustrados…fracassados…por fim, já não acreditava mais no matrimônio, tentando ainda ser feliz de alguma forma, aceitou ser amante.
Por conta desses fracassos do passado, ela era rejeitada pelos homens e pelas mulheres, mas ninguém sabia do que ela realmente precisava, não sabiam como estava seu coração, não entendiam tudo o que já havia sofrido.
Pois ninguém entendia os sentimentos daquela mulher, ninguém podia ver o que havia dentro do coração dela.
Assim como as pessoas não podem ver o que há dentro do seu coração.
Ela desejava tanto ser feliz e lutava por isso, mas lutava da maneira errada,
sim fez coisas erradas…
Não havia encontrado ainda uma pessoa disposta a ajudá-la.
Um dia, ela nem esperava, mas encontrou alguém que entendia seus sentimentos.
Ele falou com tanta doçura, com tanto amor, ele disse que seria capaz de mudar a vida dela, e mudou.
E ele pode mudar a sua vida. O nome dele é Jesus, o Cristo!
Thaís Ottesen congrega na IAP em Santo Ângelo (RS).

Tudo ou nada

Nossa adoração a Cristo não pode ser dividida com o dinheiro, a posição social ou os planos
“Ninguém pode servir a dois Senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.” (Mt 6:24)
Para o ser humano, obviamente não é possível, pelas leis da física, estar em dois lugares ao mesmo tempo. Mas possuir duas coisas ao mesmo tempo, sim. Uma mãe pode dar a luz à duas crianças de uma só vez; uma criança pode possuir dois brinquedos idênticos de uma só vez; pode-se ter dois carros na garagem etc. Porém, de acordo com as palavras de Cristo, não se pode servir a dois senhores. E por que não? Pelo fato de ele exigir do ser humano inteira exclusividade.
Cristo não divide a sua glória com nenhum ser animado ou inanimado. O primeiro mandamento da Lei de Deus diz: Não terás outros deuses diante de mim (Ex 20:13). Servir a Cristo deve ser o prazer daqueles que por ele foram salvos. Atente para um fato importante: o primeiro mandamento da lei de Deus não é a única passagem bíblica que expressa o dever da exclusividade a Cristo, visto ser ele Deus. Pedro disse a respeito de Jesus que não há salvação em nenhum outro (At 4:12a). Judas diz que ele é o único Soberano e Senhor (v.4).
Portanto, não permitamos que nada em nossa vida seja mais importante que Jesus. Deixemos que este tenha a primazia em nossa adoração. Em outras palavras, que o dinheiro, a posição social, o emprego, o carro, a casa, a família e os planos não substituam a pessoa de Cristo, pois ele não só merece, mas também exige a adoração exclusiva.
Ms Jailton Sousa Silva é colaborador do DEC (Departamento de Educação Cristã) da IAP.

Preciso de oração


O apóstolo Paulo nos ensina a depender de Deus e da intercessão dos irmãos.
Você já se incomodou ou criticou pessoas que entram todos os sábados na fila de oração? Talvez você pense: “a situação está feia, toda semana o fulano entra na fila para receber oração. Será que ele está com problemas com os filhos? Ou será com a esposa? Será problemas com a saúde ou de dinheiro? Hum! Acho que é algum pecado”. Talvez você conclua: “que nada, acho que é só para chamar a atenção, para se aparecer, para dizer que é um coitadinho… Ou será para se mostrar muito espiritual?”
Há também aqueles que nunca vão receber oração, pois dizem: “O que vão pensar de mim? Vão achar que estou em pecado ou com problemas graves” Outros ainda são impedidos pelo orgulho de se dobrar frente ao consagrado para receber uma oração.
Sempre achamos um jeito de criticar as pessoas: se fazem é porque fazem, se não fazem, é por que não fazem.
Nos cultos de quarta-feiras em nossos templos, quem frequenta está acostumado a ver as pessoas se abrindo, contando seus problemas e desafios, dividindo suas necessidades e dificuldades com os irmãos presentes. Também vemos estas pessoas vindo para agradecer a bênção recebida, o livramento que Deus concedeu etc.
A verdade é que nossa rotina nos engole e passamos a achar que tudo é normal:   “acordei porque o dia clareou, fui trabalhar porque chegou a hora, almocei porque tive fome”. Mas nos esquecemos que, por mais simples que estas coisas nos pareçam, são bênçãos de Deus para nossas vidas.
Acordou? Que bom! Quantos não acordaram hoje?
Levantou? Que bom! Quantos não conseguiram fazer isso? E assim por diante.
Começamos nossa rotina diária achando que damos conta de tudo, que controlamos tudo, que dominamos o tempo e as situações, mas basta um pneu furado ou um pequeno congestionamento para nos fazer perder a hora e mudar todo o esquema que havíamos montado.
Muitos de nós achamos que nosso conhecimento e nossas experiências são suficientes para nossa vida, afinal, estamos neste ramo há tanto tempo, não é? Muitas vezes nos sentimos absolutamente autossuficientes, temos vergonha de mostrar que somos dependentes de Deus, quanto mais reconhecer que somos dependentes uns dos outros.
O grande apóstolo Paulo não tinha este sentimento. Em sua carta aos Efésios, ele se preocupa em falar do plano de salvação desde o princípio do mundo, do mistério do Evangelho, da vida e dos relacionamentos cristãos, da batalha contra o mal e, por fim, diz: Preciso de oração! (6:19).
Paulo tem um currículo maravilhoso. Era conhecedor das Escrituras, da filosofia e cultura de seu tempo, extremamente capacitado intelectualmente, mas ele não se esquece que é completamente dependente de Deus e das orações dos irmãos. Paulo sabia que ninguém se encontra tão avançado, tão vitorioso e tão desenvolvido espiritualmente que não precise das orações da comunidade e do poder de Deus sobre sua vida.
“Orem por mim”. Ele se preocupava em ter um ministério bem sucedido, não para seu engrandecimento a fim de receber elogios (“o cara prega muito, hein?”), mas para que a obra de Deus crescesse. Paulo sabia que ele poderia se enfraquecer, desanimar, devido aos seus sofrimentos, ou até se exaltar, devido ao sucesso da sua pregação.
Em nossos relacionamentos cotidianos e nos momentos mais inusitados, que Deus fale através da nossa boca e faça de nós instrumentos da sua pregação. Não nos calemos frente a dificuldades ou a situações constrangedoras, antes, falemos com segurança da palavra de Deus.
Não precisamos nos preocupar em defender a Bíblia. Deus não precisa disso, mas precisamos estar prontos para responder a razão da nossa fé sem hesitar ou nos envergonharmos dela. Somos confrontados diariamente com situações e pessoas que nos colocam à prova sem mesmo perceberem. Não devemos ter medo de sermos   autênticos, claros, verdadeiros, não querendo comprar a fé de ninguém, mas pregar  Cristo como Salvador e Senhor de nossas vidas.
Que as prisões do mundo (dificuldades, dores, decepções, traumas, conflitos, injustiças) não venham nos afastar de Cristo. Permaneçamos nele sempre e assim conseguiremos caminhar vitoriosos até nosso encontro com ele.
Orem por mim. Oremos uns pelos outros, pois precisamos das orações uns dos outros.
Se você quer conhecer melhor Jesus e o que ele é capaz de fazer por sua vida, clique aqui!