Preço incalculável


Por que permanecer escravos, se nossa liberdade já foi paga?
Um dos fenômenos sociais mais distintivos da história humana é a escravidão.  A imposição da vontade do mais forte sobre o mais fraco. Podendo variar no nível de crueldade, caracteriza-se ser uma relação marcada pelo medo, intimidação, usurpação, espoliação, brutalidade.
Nosso país sabe bem o que é escravidão. Por mais de três séculos, negros e índios foram vitimados pelo domínio português. Nesse contexto, muitos se rebelaram contra seus dominadores e fugiam para comunidades que ficaram conhecidas como quilombos. Refugiados na selva, perseguidos pelos capitães do mato.
Com a abolição da escravatura, os negros estavam finalmente livres da opressão de seus senhores. Entretanto, a realidade que os esperava não era tão agradável como poderiam supor. Sem emprego, sem casa, sem perspectivas, foram lançados à margem da sociedade. Amontoando-se em redutos nas grandes cidades, que mais tarde viriam a ser conhecidos como favelas. A Lei Áurea libertou seus corpos, mas não libertou suas almas. Continuavam oprimidos, desprezados e sem esperança.
Não haveria escravidão, guerras, holocausto, terrorismo, massacres, corrupção, mentiras, orgulho e egoísmo, ódio ou inveja, vícios nem orgias, palavrões, divórcio, preguiça, fome, doenças, desrespeito e desunião, se não houvesse o pecado. Ninguém furaria filas, faria fofocas, seria grosso ou estúpido se não houvesse o pecado. Você não seria traído e não teria mágoas de ninguém, não se atolaria em dívidas nem passaria cheques sem fundos. Não iria olhar para a mulher dos outros, nem fingiria estar doente para faltar no trabalho. Aliás, não ficaria doente em momento algum.
Não saberia o que é dor de cabeça, febre, resfriado, gastrite, enjôo, cansaço ou desânimo. Se não fosse o pecado, você não teria perdido seu parente no acidente, nem sentiria saudades por alguém que morreu de câncer. Ainda estaria com seu marido ou filho. Não saberia o que é sentir desespero, angústia, desilusão ou aquele “nó na garganta”. Não saberia o que é chorar. Nenhuma lágrima jamais correria do seu rosto. Se não houvesse o pecado, também não haveria a morte.Por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte. Assim a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram”. Rm 5.12
Você sente-se preso por sentimentos ou comportamentos? A mágoa, ira, culpa, medo, tem dominado seu coração? Está escravo de algum vício ou compulsão? Está fugindo da oração, da adoração, da vida cristã? Está se esquivando da Bíblia? Está tentando se esconder de Deus?
Reconheça que não há solução em você mesmo. “Mas ninguém pode salvar a si mesmo, nem pagar a Deus o preço da sua vida, pois não há dinheiro que pague a vida de alguém. Por mais dinheiro que uma pessoa tenha”. Sl 49.7,8
O escravo grego obtinha sua liberdade economizando por anos no templo todo dinheiro que pudesse juntar e apresentava ao seu senhor, perante o sacerdote, o preço por sua liberdade, passando a ser escravo do deus do templo. Os escravos no Brasil colônia fugiam para os quilombos.
Estas eram saídas encontradas para a liberdade. Mas o que muitos não sabiam é que o preço pela nossa liberdade já foi pago. A verdadeira liberdade não será encontrada na fuga ou nos recursos que você tenha.
Reconheça a verdade. “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” Jo 8:32. A palavra “conhecereis” neste texto é ginosko, que significa perceber, compreender, reconhecer, ganhar conhecimento, realizar, vir a saber. Ginosko é o reconhecimento da verdade mediante experiência pessoal.
Perceba que Jesus lhe convida a ter uma experiência com essa verdade. Cristo lhe chama para um encontro pessoal. “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu .vos aliviarei” (Mt 11:28). Jesus está dizendo a você: “Vamos andar juntos! Estou à porta batendo! Quero entrar, sentar-se à mesa contigo!”
Nada escraviza tanto o ser humano quanto o pecado.  E para esse tipo de cadeia, apenas o poder de Jesus Cristo pode trazer verdadeira liberdade. O preço da nossa liberdade foi altíssimo, mas já foi pago por Cristo Jesus, nosso Salvador. Aceite ser livre!
Se você quer conhecer melhor Jesus e o que ele é capaz de fazer por sua vida, clique aqui!

Caiu a conexão?


Nada de pânico, o caminho para reconectar está aberto
Plugados em tudo,
comprometidos com nada.
Papo sem fim na sala de bate-papo,
fim de papo na sala de casa.
Histórias de ficção imperdíveis,
histórias de verdade desprezadas.
Corpos siliconizados,
cérebros congelados.
Um milhão de amigos na vida do orkut,
um milhão de problemas numa vida de solidão.
Gargalhadas infindáveis com estranhos,
silêncio sepulcral com gente do mesmo sangue.
Academia para malhar,
divã para desabafar.
Dezembro para extravasar,
janeiro para lamentar.
Capricho na estética,
relaxo na ética.
Línguas estranhas abençoando,
as mesmas línguas, estranhamente, amaldiçoando.
Conexão com o mundo de todo mundo,
comunicação travada com o próprio coração.
Caiu a conexão?
Nada de pânico,
o caminho para reconectar a alma está aberto,
ainda resta a oração.

Para que serve o carrapicho?


Somos ensinados quando lidamos com a adversidade
E o Senhor me disse: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (II Co 12:9)
Daniel Godri, conferencista em motivação, perguntou em uma palestra: “para que serve o carrapicho? Aparentemente, serve apenas para nos incomodar e provocar dor. Mas, aquele que identifica na adversidade algo edificante, pode tornar até mesmo um carrapicho um meio para um fim proveitoso.”
Foi o caso de Georges de Mestral, o engenheiro que criou o velcro a partir de sua experiência com os carrapichos. Atualmente o uso e aplicação do velcro é vasto, e Mestral tornou-se um dos homens mais ricos do século XX, resultado de um momento desagradável.
Voltando-nos para o texto base de nossa reflexão, encontramos o mesmo ensinamento do carrapicho. Paulo nos diz que foi lhe dado um espinho na carne (II Co 12:7). Na análise do apóstolo dos gentios, este espinho só poderia ser encarado como negativo e prejudicial (v. 8). Pra que poderia servir um espinho perfurando sua carne senão unicamente trazer sofrimento? Mas o Senhor Jesus lhe disse: A minha graça te basta. Meu poder se aperfeiçoa na fraqueza (v. 9). Jesus apresenta a Paulo o lado positivo do sofrimento.
Amados, a visão de Cristo é macro. Ele percebe com total realidade e clareza o que está além do sofrimento, o que está além de circunstâncias que parecem ser apenas negativas. Quão desagradáveis foram para Mestral os dias em que ele passeava no bosque para se descontrair e se deparava com os carrapichos presos em sua roupa. Assim também, o espinho na carne de Paulo não era nada agradável. Mas Jesus sabe muito bem porque e para que passamos pelas lutas que nos sobrevêm!
Creia que, apesar de tudo, Deus está no controle e ele é poderoso para reverter seu  choro em grande alegria. Creia que, como canta Kléber Lucas, Além das nuvens, o sol não deixou de brilhar, só porque a terra escureceu! Se hoje os carrapichos se prendem ao seu corpo, não murmure. A graça de Cristo se aperçoará em sua fraqueza. O agir do Senhor em sua vida será muito mais evidente por causa da sua dor momentânea.
Paulo chama seu sofrimento de espinho na carne. E um carrapicho não é muito diferente de um espinho. Uma definição científica nos diz que o carrapicho é constituído, inclusive, de espinhos. Mas nos conforta saber que o pior dos carrapichos, o pior dos espinhos, a coroa de espinhos, Jesus já carregou por nós. Por isso, amados, podemos crer que seremos aperfeiçoados e abençoados por ele, apesar das lutas, dos nossos dilemas, dos espinhos e carrapichos de nossa vida.  O carrapicho prende-se à nossa roupa de forma passageira e reversível. Em Cristo, o espinho na carne também será reversível, pois sua única finalidade é nos fazer crescer.
Perceba o que Paulo escreve no fim do versículo 7: A fim de não me exaltar. Ele dá ênfase à razão do sofrimento pelo espinho na carne, pois já havia mencionado no inicio do versículo. No caso de Paulo, os carrapichos tinham a finalidade de fazê-lo permanecer em humildade, fazendo ele reconhecer, apesar do homem fenomenal que era, que a cada dia, precisava desesperadamente de Deus.
O texto bíblico acima e a nossa ilustração também nos conduzem para uma reflexão: se cremos que Deus está no controle, não devemos querer nos livrar dos dilemas do nosso jeito, à base da força. Quando um carrapicho prende-se à nossa roupa, se tentarmos arrancá-lo na base do empurra-empurra, será pior. O melhor é deixar que Deus conduza a situação. Ele se responsabilizará por arrancar os carrapichos e espinhos sem nos ferir, sem efeitos colaterais, para sua glória! Os que assim fizerem serão pessoas que, na fraqueza, se tornarão fortes. Serão pessoas que enxergarão o Deus da provisão acima da passageira aflição. Conheça Cristo e saiba que ele está no controle, então, você reconhecerá que sua maravilhosa graça lhe basta.

Cuidando da vida


Manter na memória as bênçãos dadas pelo Senhor motiva nossa alma a servir a Deus
“BENDIZE, ó minha alma, ao SENHOR, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome. Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios.” (Sl 103: 1-2)
Não podemos afirmar com segurança o momento histórico pelo qual Davi passava quando escreveu este salmo. Mas sua alegria é percebida na maneira como se coloca à disposição para servir a Deus. É provável que o Espírito Santo tenha feito Davi se lembrar de algumas vitórias conquistadas. Talvez, de algum perdão recebido. Também é possível que algum livramento tenha vindo à tona em sua mente.
Por algum motivo justo, o homem segundo o coração de Deus declara que a única maneira de agradecer a Deus por tão grande benevolência seria entregar sua vida a serviço da obra de Deus. Em sua canção, Davi instiga sua alma a bendizer o nome do Senhor.
No contexto deste salmo, a expressão “alma” significa “ser total”. A ideia do salmista é dedicar-se plenamente aos desígnios divinos. Davi entendia que o Senhor da sua vida merecia seu corpo, seus pensamentos, suas palavras e tudo o mais que sua vida pudesse oferecer. Davi compreendia claramente essa verdade. Um pedaço de si seria pouco para grandeza do seu Deus. Mesmo todo o seu ser não seria compatível com as bênçãos recebidas.
Podemos imaginá-lo pensando em suas qualidades e como elas poderiam ser úteis para Deus. Seus pensamentos analisavam seu vigor físico, seu tempo, suas posses. Como aquele servo de Deus poderia manifestar sua gratidão? Por essa razão, Davi não reluta em oferecer tudo o que tinha para o Senhor. Sua determinação é alimentada pela lembrança de tudo o que Deus fizera por ele.
Manter viva na memória as bênçãos dadas pelo Senhor motiva nossa alma a servir a Deus. Esquecer dos benefícios divinos representa danos para nossa comunhão espiritual. Como mordomos fiéis de Cristo, devemos dedicar nossa vida por inteiro a ele. Portanto dediquemos nosso corpo, nossa mente, nossas palavras, nossos dons e tudo que tiver sob nossos cuidados.

Um Pai mais do que especial


Jesus nos ensinou a olhar para Deus como uma criança tem afeto por seu pai
Pai nosso que estás nos céus… (Mt 6:9). Ninguém, antes dele, ousou usar este termo para se referir a Deus desta maneira. Talvez, alguns, dentre os doze discípulos, devam ter sussurrado, meio sem entender o que haviam acabado de ouvir dos lábios do seu mestre: “Será que podemos mesmo chamar Deus assim?”.
No Antigo Testamento, existem algumas raras ocasiões nas quais Deus é chamado de Pai (14, para ser exato). Isaías 64:8 é uma delas, Jeremias 3:4 outra. Entretanto, em nenhum texto do Antigo Testamento, a designação “Pai”, usada em referência a Deus, assume o sentido que Jesus deu na oração do Pai Nosso.
Quando ele pronunciou a oração do Pai nosso, deve ter usado a palavra “Abba”. Não se esqueça de que ele falava em aramaico e era assim que se dizia “pai” naquela língua. Jesus se utilizou desta palavra em outra ocasião, quando conversava com o Pai, na oração do Getsêmani (Mc 14:36). Mas, o que esta palavra tem de tão especial?
Primeiro: um estudo na literatura judaica da época, sobre oração, mostra que, em  lugar algum, Deus é chamado de “Abba”, ou seja, não era comum orar a Deus chamando-o e nem o enxergando como um Pai.
Segundo: “Abba” era uma das primeiras palavras aprendidas pela criança que estava começando a falar. Ela aprendia a dizer esta palavra logo após ser desmamada. Esse era um termo infantil carregado de afeto. Ninguém ousaria dizer “Abba” referindo-se a Deus. Jesus fez isso! E mais: estendeu esse privilégio a todos nós.
Nós podemos chamar Deus de Pai. Ele é o nosso pai querido. Dirigir-se a Deus assim como uma criancinha se dirige a seu pai é dirigir-se a Deus com simplicidade familiar, com dependência, com confiança. Para uma criança, o pai é herói, é o máximo, “pode tudo”. Ela confia nele, sem reservas. Essa é a ideia deste texto. Essa é a ideia da oração do Pai nosso. Você pode confiar sem reservas no Pai celeste.
Mesmo diante dos tsunamis, das guerras e dos terremotos, não se esqueça: você, que entregou a sua vida a Cristo, tem um Pai mais do que especial: “E, porque vocês são filhos, Deus enviou o espírito do seu Filho ao coração de vocês, e ele clama: “Aba, Pai” (Gl 4:6). Se você ainda não entregou a sua vida a Cristo, que tal fazer agora? Comece hoje mesmo a desenvolver este relacionamento de filho para pai, com Deus!

Um homem (in)comum


Ele viveu conosco, como um de nós, no meio das multidões
Prego, martelo, machadinha, plaina, formão, esquadro, todas essas ferramentas eram bem comuns para ele. Em Nazaré era conhecido apenas como um carpinteiro. “Ele não é melhor do que nós”, diziam. “É apenas um carpinteiro, o filho de Maria (Mc 6:3, BV). Se eles soubessem!… Se tivessem ao menos idéia de quem estava diante deles: Era o próprio Deus, Jesus! Ele se fez gente, se humilhou, tornou-se semelhante aos homens (Fp 2:7), participou da história humana como um humano.
A Bíblia narra este fato com as seguintes palavras: O Verbo (Jesus) se fez carne, e habitou entre nós… (Jo 1:14a). É isso mesmo! Você não leu errado. Jesus se fez homem. Aquele que criou o mundo, que existe desde antes da fundação do mundo, veio participar da história do mundo como um ser humano.
Como isso é possível, você pode estar perguntando? Tudo começou com sua concepção sobrenatural (cf. Mt 1:18). Por mais ilógico que possa parecer, Jesus entrou no mundo como um bebê. Precisou ser amamentado, trocado, cuidado. Cresceu como uma criança judia normal. “Ah! Se o líder da sinagoga em Nazaré soubesse quem era aquele garoto que ouvia seus sermões…”.
Durante sua vida sentiu o que eu e você sentimos. Derramou lágrimas (Jo 11:35). Sentiu medo (Lc 22:42). Teve sede (Jo 19:28), fome (Mt 4:2). Cansou-se (Jo 4:6). Não viveu numa “separação elevada”, mas “conosco”, como um de nós, no meio das multidões.
Mas, qual a razão do Filho de Deus vir morar entre nós? Porque ele deixou toda a sua glória para vir a esta terra? A Bíblia responde: Jesus veio, principalmente, para nos salvar: Veio para os que eram seus, mas os seus não o receberam, mas a todos os que o receberam, àqueles que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus. Jesus se fez gente para que a salvação se tornasse possível para o ser humano! Paulo concorda com essa verdade quando afirma: … Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores (I Tm 1:15). Se por um homem entrou o pecado, a graça de Deus, por um só homem, Jesus Cristo, abundou para muitos (Rm 5:15).
Jesus veio morar conosco para que um dia nós possamos ir morar com ele! Se existe uma pessoa que pode ser tomada como exemplo de verdadeira empatia esse alguém é Jesus. Por causa dele e através dele, a salvação se tornou possível aos seres humanos: Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna (Jo 3:16). Que glorioso presente! Você está disposto a aceitá-lo?

Enfrentando os tsunamis da vida


O alicerce da nossa casa define como ela resistirá às tempestades
Os tsunamis ou ondas gigantescas são placas tectônicas que se chocam a grandes profundezas, liberam energia que chega à superfície e deslocam uma grande quantidade de água de uma vez. No caso do Japão, o tsunami liberou energia equivalente a cerca de 32 bilhões de toneladas de TNT. Essa energia produziu o deslocamento de ondas com pouca altura, porém com velocidade de cerca de 800 km/h. Quando chega à crosta terrestre, o tsunami pode alcançar 20 a 30 metros.
Cada catástrofe natural desse tipo causou milhares de mortes. Gente religiosa ou não, rico ou pobre, criança, jovem, adulto ou idoso, nativo ou turista. Mas a questão principal é: será que essas pessoas estavam preparadas para enfrentar o grande dia da volta do Senhor Jesus Cristo? E nós, estamos preparados para enfrentar os tsunamis da vida?
Os tsunamis surgem repentinamente
Nos momentos de alegria, surgem notícias tristes. Em meio à bonança, às águas tranquilas, repentinamente, uma onda gigantesca de problemas parece nos engolir. Problemas familiares, de relacionamento, no ambiente de trabalho, com vizinhos… Dependendo da gravidade da situação, as consequencias podem ser  sofrimento, dor, desespero, caos, depressão, solidão, doenças no corpo e na alma, podendo chegar à morte.
Para não sermos “engolidos” pela onda, devemos construir nossa “casa” sobre o firme alicerce. Jesus Cristo é a rocha e sua Palavra nos ensina ao caminho seguro. Em Mateus 7:24-27, Jesus apresenta dois homens que construíram casas. Cada um escolheu um alicerce: areia ou rocha. O que construiu sobre a rocha é semelhante a quem escuta e pratica a Palavra de Deus. A casa resiste, quando vem a tempestade.

Os tsunamis são provocados
Quantos relacionamentos são trincados, rachados por desentendimentos, por divergências de opinião. No momento de conflito, precisamos pensar para evitar   ondas que destruam aqueles a quem amamos.
O tsunami financeiro também pode ser provocado: a má administração dos recursos adquiridos, a onda do cartão de crédito que pode até destruir as famílias. O tsunami pode chegar também na igreja. Se faltarem o amor, o diálogo, a comunhão, o perdão, a oração, a humildade, a meditação e prática da Palavra de Deus, a submissão, a sinceridade, a comunidade cristã pode desmoronar. Mas na existência dessas virtudes, a graça de Deus será constante.
Os tsunamis podem ser evitados
Deus quer um novo nascimento na vida de cada ser humano, seja adulto, idoso ou criança. “Necessário vos é nascer de novo” (Jo 3:8). Para isso, devemos viver com  sabedoria e na dependência de Deus. Nossas escolhas, as amizades, o estilo que adotamos, tudo pode influenciar nossa vida. O segredo é viver com equilíbrio em tudo, com domínio próprio pelo Espírito de Deus (Gl 5:22).
Devemos também viver de acordo com a vontade de Deus. O que eu tenho procurado fazer para glorificar o Pai Celestial, como Jesus ensinou na oração do Pai Nosso (“Seja feita a Tua vontade assim na terra como nos céus – Mt. 6:9-13)?
Durante os tsunamis, devemos buscar força e proteção
Se a sua vida foi entregue para o Senhor Jesus, ele a protege, cuida e fortalece.  “Lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, pois Ele tem cuidado de vós” (I Pe 5:7). Devemos ter com ele um relacionamento saudável, como o filho que conversa com o pai, como um amigo que busca orientação.
O líder Moisés declarou: “Senhor, tu tens sido o nosso refúgio, de geração em geração. Antes que os montes nascessem, ou que tu formasses a terra e o mundo, sim, de eternidade a eternidade, tu és Deus”. (Sl 90:1 e 2). Qualquer que seja o “tamanho da onda”, de um metro ou 30 metros, ele é maior que todas as “ondas” de problemas. Ele é o Senhor sobre as ondas, os terremotos e fenômenos da natureza.
Após os tsunamis, precisamos construir o que foi arrasado
O Senhor encoraja o seu povo, ele nos toma pela mão e nos diz: “não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te esforço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça” (Is 41: 10).
Após os tsunamis da vida, em algumas circunstâncias precisamos ser ajudados mas, em outras, precisamos ajudar aqueles que precisam de força, encorajamento e amor.
Precisamos olhar para Deus, de onde vem o nosso socorro. Segundo relato publicado pela Missão Portas Abertas (www.portasabertas.org.br), na cidade de Meulaboh (Indonésia) existem aproximadamente 400 cristãos. No dia 25 de dezembro de 2004, eles queriam celebrar o Natal juntos, porém a população da cidade não lhes permitiu, ordenando que celebrassem nas montanhas. Assim, os 400 cristãos se dirigiram para as montanhas, no dia 25.
Como sabemos, no dia seguinte (26 de dezembro), aconteceu um terrível tsunami que destruiu várias cidades da Indonésia, inclusive Meulaboh. Se os 400 cristãos tivessem insistido em celebrar o Natal na sua cidade, teriam morrido também. Mas por causa de sua humildade, mesmo sendo rejeitados, foram salvos e todos viram que foi por obra extraordinária de Deus.
Outra história que nos ensina a olhar para o Senhor em meio às tempestades é do cristão, advogado e bem sucedido homem de negócios Horatio Gates Spafford.  Sua esposa e suas quatro filhas estavam viajando, quando o navio em que elas estavam naufragou e suas filhas morreram. Sua esposa enviou um telegrama com a seguinte mensagem: “Salva sozinha”. No momento que o cristão Horatio chegou ao local da tragédia, no meio do mar, ele teve a inspiração para escrever o belo hino “Sou feliz com Jesus”. Se fosse com você, qual seria sua frase? Vai depender do seu alicerce!

Amizade verdadeira


“Amigo é uma pessoa que nos conhece e, ainda assim, nos ama”
Todo mundo deveria ter pelo menos um amigo ou amiga. Estou falando de um amigo de verdade, aquele em que a gente pode confiar. Afinal, amizade é coisa difícil, que leva tempo para construir. Um amigo nos ajuda a enfrentar situações difíceis. Aquele para quem a gente liga a qualquer hora para desabafar ou só para saber se está tudo bem.
Infelizmente, nem todo mundo tem um amigo. Até porque muitos são “amigos da onça”. Falsos amigos. Um antigo profeta escreveu: “não confie nos vizinhos, nem acredite nos amigos, até com aquele que o abraça tenha cuidado com o que diz…” (Mq. 7.5).
Por isso, amigo de verdade é difícil encontrar. As pessoas não são confiáveis e isso nos leva a ter receio de nos abrir. E vale o alerta do profeta: é preciso ter muito critério para confiar em alguém. Muitos têm encontrado a decepção da traição, da falsidade, da exposição da alma e do coração diante das palavras maldosas de falsos amigos.
Jesus Cristo falou sobre a amizade. Sua definição de amizade encontra-se somente em João 15, quando ele conversa com seus discípulos sobre sua partida,  sua morte e ressurreição. Ele diz que já não chama mais os discípulos de servos, mas de amigos.
Vale a pena conhecer a opinião de Jesus sobre a verdadeira amizade.
Ele diz que amigo de verdade é aquele que obedece (v.13). Como assim? Mais um amigo mandão? Não preciso disso, você pode pensar. Muito ao contrário. No contexto, a palavra obedecer está ligada a ideia de “cumprir o seu propósito”. Desde o início do capítulo ele fala que somos como ramos ligados a uma videira. O ramo bom é aquele que dá fruto, pois cumpre o seu propósito (frutificar), entende? Então, que propósito está em destaque no texto? Amar! Obedecer a lei do amor, cumprir o propósito de todo ser humano, amar como Jesus amou. Obedecer é amar, e só é bom amigo quem é fiel e obediente à lei do amor.
A partir daí, Jesus diz que amigos têm intimidade, pois compartilham segredos. Empregados, colegas, conhecidos não são o tipo de pessoas para as quais  abrimos nossa intimidade. Amigos, sim. Sempre olhe pela perspectiva da obediência (cumprir o propósito) e você vai conseguir desenvolver essa relação profunda e importante.
Jesus deu a vida por seus amigos, amou até o fim (poderia dizer, obedeceu até o fim). Você pode até desenvolver uma grande amizade, mas ninguém substituirá a necessidade do amigo verdadeiro, Jesus. Ele sabe do que fala, pois viveu o que falou. E amou como disse que deveríamos amar. Se você se abrir para essa amizade, tenha certeza, ele vai te aceitar e te ajudar. Um garoto definiu: “amigo é uma pessoa que nos conhece e ainda assim nos ama”. Assim é Jesus, nos conhece, com todos os defeitos e falhas, e mesmo assim nos ama. Só resta você ser amigo dele também, cumprir o seu propósito: amar, obedecer. Não perca tempo, desfrute da verdadeira amizade.

Cristo ainda faz milagres!


Este milagre em Caná da Galileia foi o primeiro que Jesus realizou. Ele revelou a sua glória, e os seus discípulos creram nele. (Jo 2:11, NBV)
Olhe ao seu redor, escave as lembranças nos “porões” da sua mente e logo perceberá que estamos vivendo em meio ao caos dos tempos difíceis descritos em 2 Tm 3:1-5. Não há como negar: é o tempo do caos, o qual se instalou na saúde, na economia, na vida conjugal, nos relacionamentos interpessoais, na espiritualidade das pessoas etc. Logo, não só ansiamos e clamamos como também, precisamos de um milagre em alguma área da nossa vida. Mas o que é um milagre? O termo “milagres” tem a sua origem na palavra latina, “miraculum”, algo espantoso, admirável,  extraordinário. Os céticos não acreditam em milagres, visto que não podem explicá-los cientificamente. Mas isso não nos isenta da certeza de que eles são reais, também, em nosso tempo. Milagre não é matéria científica, mas espiritual. É uma questão de fé, pois, somente quem crer poderá ver a glória de Deus (Jo 11:40).
Cristo fez um verdadeiro milagre em Caná da Galíleia, como também, em vários outros lugares no decorrer do seu ministério. Não dá para se afirmar que Cristo “manipulou” cientificamente a substância da água para torná-la em vinho (Jo 2:1-10). Milagres não são explicáveis. Aliás, não compete a nenhum de nós, explicá-los. Precisamos tão somente acreditar na autenticidade deles, pois Cristo é autêntico!
Cristo ainda faz milagres? Ele pode modificar os rumos da sua fam ília de modo extraordinário? Será que ele pode mudar a sua vida da “água para o vinho”? Esteja certo que sim. Cristo, pela sua soberania pode fazer não somente “em você”, mas “de você” um milagre para a sua glória!

Ele lhe conhece como ninguém


Jesus Cristo, que conhece a todos, sabe o que está sufocando você
“E, chegando eles a Cafarnaum, aproximaram-se de Pedro os que cobravam as dracmas, e disseram: O vosso mestre não paga as dracmas? Disse ele: Sim. E, entrando em casa, Jesus se lhe antecipou, dizendo: Que te parece, Simão? De quem cobram os reis da terra os tributos, ou o censo? Dos seus filhos, ou dos alheios?
Disse-lhe Pedro: Dos alheios. Disse-lhe Jesus: Logo, estão livres os filhos.    Mas, para que os não escandalizemos, vai ao mar, lança o anzol, tira o primeiro peixe que subir, e abrindo-lhe a boca, encontrarás um estáter; toma-o, e dá-o por mim e por ti.” Mt 17:24-27
Este texto sagrado nos revela o grau de conhecimento que Jesus Cristo tem a respeito de todas as coisas, um conhecimento de quem tudo criou “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez”. Jo 1:3
Você conhece muitas pessoas, amigos da escola, do trabalho, do bairro etc. Porém, existem pessoas que você conhece com mais intimidade, a ponto de saber o dia do seu aniversário, sua comida preferida, o estilo de roupa de que gosta. Mas existe alguém que você conhece um pouco mais. Esse alguém é você. Você conhece os seus limites, segredos que ninguém mais sabe e que estão guardados a sete chaves no seu coração, sonhos que você almeja realizar, feridas que continuam sangrando em sua alma. Mas, pasmem,  até esse conhecimento de você mesmo não é total, pois quantas vezes você se espanta com respostas que você mostra, quando a vida lhe surpreende.
Mas eu gostaria de falar sobre alguém que te conhece como ninguém, alguém que lhr conhece de uma forma ímpar, única. Pois aquele que sabia que no mar da Galileia existia um peixinho entalado com um estáter, sabe que você existe, sabe dos seus temores, dos sonhos que você não conseguiu realizar, sabe o que tem acontecido com você, o que tem feito você sofrer. Pois ainda que as pessoas que deveriam o acolher te abandonarem, ele lhe acolhe, compreende, ama. Esse alguém é JESUS CRISTO, ele te conhece melhor do que você mesmo, ele conhece os seus pontos fortes, mas conhece também os seus pontos fracos. Ele conhece os seus jeitinhos pra arrumar as coisas, ele conhece tudo e todos, Ele conhece o ancião que se sente desprezado pela família, a esposa que se sente abandonada pelo marido, o pai de família que se sente humilhado por seu patrão. E o fato dele conhecer tudo a seu respeito, suas fraquezas, seus defeitos, seus pecados, não anula o amor que ele tem por você. É por conta desse amor que ele se propõe hoje, agora, a “pescá-lo”, para arrancar do seu peito o que está fazendo-lhe sofrer, pois ele pode fazer de você uma pessoa feliz.
JESUS CRISTO te ama do jeito que você é, pois, ele te conhece como ninguém e quer ajudá-lo a ser uma nova pessoa. Uma pessoa feliz. Que Deus lhe conceda paz.

Um ano de semeadura


Enquanto esperamos por Jesus, temos muito a fazer
No final de um ano e início de outro, sempre fazemos uma retrospectiva de tudo o que fizemos, como fizemos, e, também, de tudo o que não fizemos.
Quantas alegrias tivemos no decorrer de 2010, e também quantas lutas, tristezas, imprevistos… Porém, pela graça de Deus, estamos aqui, firmes na fé que uma vez nos foi entregue. Muitos não podem dizer o mesmo, alguns se foram, outros se recuperam, e outros se perderam.
O ano que se inicia nos lembra que, no relógio divino, o tempo do nosso refrigério se aproxima, um ano mais perto para o nosso Senhor Jesus voltar.
Enquanto isso, temos que semear, semear muito, o máximo que pudermos, essa é uma tarefa confiada a nós. Em 2011, temos 365 dias para cumprir a nossa tarefa, ou as nossas tarefas.  Mas uma coisa é certa, sem Jesus não podemos realizar uma única e mínima tarefa, sem Jesus não dá. Ele diz em Jo 15:5  “…porque sem mim, nada podeis fazer”.
Este é o desafio, para todos nós que somos amigos de Deus. Lembrando que “amigos” é um termo fortíssimo, que Deus usou para dois grandes personagens bíblicos, Abraão e Davi, e Jesus usou para todos nós, quando disse: “vós sereis meus amigos, se fizerdes o que vos mando” Jo 15:14.
Um ano de muita semeadura a todos!

Mantendo o foco


Existem coisas na vida que não são pecado, mas atrapalham
Pense em qualquer tipo de corrida. O que pode acontecer se o piloto de uma bicicleta, moto ou carro se desconcentrar por segundos? Ao perder o foco arrisca-se a perder a vida. É esta imagem que o autor de Hebreus 12.1 usa: “…livremo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve, e corramos com perseverança a corrida que nos é proposta”.
Segundo este versículo, dois itens prejudicam o foco da corrida: coisas que nos atrapalham e o pecado. O alerta bíblico deve nos fazer pensar. Existem coisas na vida que não são pecado, mas atrapalham. Quanto ao pecado é simples de admitir que atrapalha, mas coisas que não são pecado podem gerar dúvidas se atrapalham ou não.
Vamos refletir num exemplo prático. Namorar é pecado? Não, mas pode atrapalhar. Como? Todos já vimos o filme do garoto e da garota firmes na fé e, de repente, começam a namorar. No princípio, tudo normal. O tempo passa e começam os ciúmes, as proibições, os isolamentos da família, dos irmãos e dos amigos, culminando com uma possessividade incontrolável. Tudo isso atrapalha a correr bem a corrida.
“Livremo-nos de tudo o que nos atrapalha” é o alerta bíblico. Não apenas de uma parte, mas o texto diz que devemos nos livrar de tudo. Tudo é tudo! Maus hábitos, maus amigos, maus lugares, maus pensamentos, livremo-nos de tudo, antes que tudo vire pecado. O segundo versículo do mesmo capítulo nos ensina como manter o foco: “Tendo os olhos fitos em Jesus, autor e consumador da nossa fé. Ele, pela alegria que lhe fora proposta, suportou a cruz, desprezando a vergonha, e assentou-se a direita do trono de Deus”.
Ou seja, cruz e vergonha não atrapalharam a corrida de Cristo. Cruz e vergonha não foram capazes de induzir Jesus ao pecado. Muito pelo contrário, pela alegria que lhe fora proposta, a alegria de dar sua vida para salvar o mundo, Ele tudo suportou. Mantenha o foco da sua vida só em Jesus, sua corrida, apesar de sofrimentos e privações, experimentará um tipo de alegria que só os que correm com Cristo experimentam. Experimente!

Fugir ou encarar?


Existem somente duas maneiras de lidar com os problemas, as dores e as angústias da vida: uma delas é fugir e a outra é encarar.
Na proposta da fuga, basicamente você vai ouvir que: “se acabar o amor, se acabar a paciência, se não suportar a pressão, o negócio é abandonar o barco, pois nesta vida, o importante mesmo é você estar feliz”. Essa “felicidade” prometida e pretendida em discursos assim é imediatista, instantânea, aqui e agora. Na proposta do “encarar” é preciso um pouco mais de coragem e disposição. A importância de ser feliz permanece, mas quando se encara um problema a primeira coisa que descobrimos é que a felicidade vem do amadurecimento e do crescimento que as crises nos trazem. A segunda descoberta é que a fuga é uma falsa felicidade.
Jesus esteve diante de um grupo de religiosos que queriam apedrejar uma mulher flagrada em adultério (Leia João 8.1-11). Ela e seu parceiro de “felicidade imediata” de alguma forma buscavam a fuga de suas realidades de vida. E lá estava o Mestre, pressionado pelos religiosos para tomar uma decisão. “Quem não tem pecado que atire a primeira pedra” foi a resposta aos religiosos que, um a um, abandonaram o local. “Vá e não peques mais” foi a resposta para a mulher. Mais do que oferecer uma sentença de condenação, Jesus deu a mulher a oportunidade de mudar o rumo da sua vida: “Vá”. Esse “ide” de Jesus, para a mulher, tem um sentido de “volte”. O pecado dela foi justamente fugir da sua vida, por isso o “não peques mais” diz algo assim: “volte e encare a sua realidade, o seu marido, seus filhos, pare de fugir de seus problemas, dores e angústias. Encare!”
Óbvio que existem diversas maneiras de lidar com os problemas da vida, mas pense bem: qualquer alternativa ou significará uma fuga ou significará a coragem necessária para se encarar os dilemas. Jesus não fugiu de sua realidade enquanto homem. Você é desafiado a enfrentar a sua realidade, pois só assim encontrará a verdadeira felicidade.

Ufa


“Vinde a mim todos os que estais cansados… e achareis descanso para as vossas almas” (Mt 11.28,29)
Ufa! Neste mundo em que vivemos, descansar parece algo impossível! É como se não tivéssemos esse direito em meio a tanta agitação. Trabalho, estudos, família, igreja, trânsito, tudo isso, não necessariamente nesta mesma ordem, e às vezes mais de uma coisa ao mesmo tempo. Vivemos cada vez mais cansados!
Agora, se é quase impossível descansar o corpo, como obter descanso para a alma? Afinal, ainda que fisicamente cansados, precisamos de paz em meio aos tumultos diários, de serenidade em meio à correria, de sabedoria diante dos inúmeros desafios propostos a nós, de estrutura emocional diante da exposição às mais variadas formas de estresse.
Diante do texto acima, constatamos a relação inversa entre a arrogância humana e o descanso proposto por Cristo. Jesus convida ao descanso aqueles que não são suficientemente sábios, aqueles que não são suficientemente fortes, aqueles que não são suficientemente santos. O convite ao descanso não é para os arrogantes, exaustos em sua autossuficiência e independência relacional e espiritual. Seu chamado é para os pequeninos, limitados em força e poder, aqueles que se cansaram de tentar carregar sozinhos os fardos da vida, que desistiram de declarar que não precisam de nada e ninguém, que entenderam que só Jesus pode renovar suas forças, que Ele é a fonte de suas energias, o que anima e encoraja a prosseguir.
Ah, como precisamos de alivio para alma! Esse alívio pode ser também do legalismo religioso, da religiosidade aparente, do pecado em oculto, da consciência acusadora, do coração amargurado, da lembrança frustrante, da tragédia que não se apaga, da decepção não esquecida, da traição que ainda dói.
Cristo te diz: “Venha!” Ainda que exausto… “e encontrareis descanso para a alma”. Entregue sua vida a Jesus e enquanto isso, descanse! Em Cristo, há alívio!

Ele se importa com você


Jesus: este é o nome do real personagem que atraía milhares de pessoas agredidas emocional e fisicamente pelas enfermidades aparentemente incuráveis, oprimidas por possessões demoníacas, aflitas por causa da culpa e complexadas pelo preconceito social. Ele era diferente de todos os líderes espirituais do seu tempo. Mesmo não tendo pecado, jamais excluiu do seu rol de convivência os pecadores. Muitos iam até ele em busca de uma solução urgente para os seus problemas (Mt 14:14).
Marcos 1: 40-44 narra o surpreendente episódio da cura de um leproso. O texto afirma: Um leproso aproximou-se dele e suplicou-lhe de joelhos: “Se quiseres, podes purificar-me!” (v.40). Aqui fica evidente o desespero do homem acometido de lepra. Naquela época, um leproso tinha de conviver com o preconceito das pessoas, pois era considerado impuro pela lei. Ele não podia, de modo algum, conviver dignamente dentro da sociedade. Era visto com repugnância e desprezo. Além disso, a lepra era vista frequentemente como uma punição de Deus pelo pecado. Era nessa situação que vivia o leproso em evidência. Jesus poderia evitá-lo, mas não o fez. Poderia expulsá-lo, no entanto, teve compaixão dele e, tocando-lhe a pele, o curou (41 e 42).
O fato de Jesus ter agido dessa maneira só nos faz concluir algo: ele se importava com aquele leproso. Ele o amava. Do mesmo modo, ele se importa com a sua vida. A sua angústia não é capaz de separá-lo do amor de Cristo (Rm 8: 38 e 39). Portanto, se o complexo de inferioridade, se a depressão ou se a tristeza bater à porta do seu coração, lembre-se: Cristo ama você e não lhe desamparará.

"Eu não te condeno"


Uma mulher adúltera, trazida à presença de Jesus para ser condenada, acabou sendo alvo de uma grande lição de perdão
Num dia, bem cedo, Jesus estava ensinando no templo. Todo o povo estava reunido em volta dele. De repente algo inusitado aconteceu: os escribas e fariseus pegaram uma mulher adulterando e a trouxeram à presença de Jesus. No evangelho de João, capítulo 8, versículo 4, está escrito: Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério. Ora, Moisés nos ordena na lei que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes? Observe com atenção o que está acontecendo. Esses homens estão tentando armar uma armadilha para Jesus. Por trás dessa pergunta, se escondia o veneno da falsa religião. É interessante notar que o próprio texto confirma isso (v. 6).
Eles não estavam nem um pouco preocupados com que a justiça fosse feita. Queriam mesmo, na verdade, deixar Jesus em uma situação embaraçosa. Adultério não é um pecado que se comete sozinho. Tem que ter outro envolvido. Onde ele estava? Porque trouxeram apenas aquela mulher? Dificilmente um casal era pego no ato do adultério, e, segundo a lei, citada pelos escribas e fariseus, tanto o homem quanto a mulher deveriam morrer ao adulterarem, e não somente a mulher (cf. Lv 20:10; Dt 22:22). É muitíssimo suspeito o homem ter sido liberado assim tão facilmente. Os líderes falsários da época queriam mesmo era deixar Jesus sem saída. Se ele dissesse: Não a apedreje! Seria um prato cheio para eles levantarem uma acusação formal contra ele e apresentá-lo como transgressor da lei perante o povo.
Todavia, ao invés de falar Jesus se aquietou: se inclinou, e começou a escrever na terra com o dedo. Jesus não deu a menor atenção àqueles homens mal intencionados. Esse foi um silêncio que falou mais alto do que qualquer palavra! Entretanto, aqueles homens insistiram. Daí Jesus disse: Aquele dentre vós que está sem pecado seja o primeiro que lhe atire uma pedra. Veja que coisa fascinante, ao invés de julgar a mulher pecadora, Jesus julgou os juízes “santarrões”! Envergonhados diante do povo, eles foram saindo, um a um, do mais velho ao mais novo. Foi nesse momento que Jesus olha para aquela mulher e lhe diz: Mulher onde estão eles? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor. Disse Jesus: Nem eu também te condeno. Vai, e não peques mais (Jo 8:10-11).
Veja que Jesus não concordava com o pecado dela, por isso disse: não peques mais. Ele também disse nesta ocasião: eu não te condeno. Jesus libertou aquela mulher tanto da sua condenação, quanto dos seus acusadores. E fez mais, ele disse “Vai!”. Aquela mulher teria a oportunidade de tentar de novo, começar outra vez. Um dos benefícios que nos é dado com o perdão de Jesus é a libertação. Se antes éramos escravos do pecado, depois que Jesus nos perdoa nos tornamos livres da condenação do pecado! Ele não tem mais domínio sobre nós: nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus… (Rm 8:1). Você, que por muito tempo, anda por caminhos tortos e não sabe como sair deles, Jesus pode te perdoar e te libertar desse caminho. Mas eu sou usuário de drogas! Ele pode te perdoar. Mas eu sou uma adúltera! Ele pode te perdoar! Mas eu sou um trapaceiro! Ele pode te perdoar! Mas eu sou um mentiroso (a)! Ele pode te perdoar! Com o perdão de Jesus vem a libertação e a chance de começar de novo: vai e não peques mais. Hoje mesmo, entregue sua vida a ele!