Thanos versus Homem de Ferro

Quando lemos algo sobre filmes de super-heróis, logo pensamos nos vilões, quais serão seus planos, seus poderes e, nesse caso, me lembro de um super-vilão com estratégia altamente genocida: Thanos.
E todas as vezes que assisti aos filmes da série “Os Vingadores”, especificamente os dois últimos (Guerra Infinita e o Ultimato), nos quais Thanos está trilhando com maestria seu plano de “salvação” para a humanidade, o vilão declara algumas frases que ficam em minha mente. Numa delas, a mais icônica e em final de filme (uau, e que final meus amigos, rs, foi um dos momentos em que o cinema foi à loucura!), ele declara: “Eu sou Inevitável”
Assim também são os ataques do Diabo. Ele tenta todas as artimanhas para tirar o nosso foco, usando distrações que nos deixam obcecados em satisfazer às nossas vontades. E é impossível obedecer à carne e ao Espírito ao mesmo tempo “As pessoas que vivem de acordo com a sua natureza humana não podem agradar a Deus” (Rm 8:8).
Mas algo é certo: o que realmente é inevitável é a derrota do Diabo “… e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz” (Cl 2:15). Em outras palavras, a vitória aconteceu no Calvário.
No mundo da Marvel, um homem se sacrificou para salvar as pessoas que amava. Para que o mundo pudesse sobreviver, num estalar de dedos, de forma inesperada, o ultimato: o “Homem de Ferro” colocou um fim aos planos do Thanos.
Mas no mundo real, sabemos que não foi em um estalar de dedos, não tinha uma multidão em sua defesa e não era show de efeitos especiais. Ao contrário, foi sofrido, dolorido, humilhante. Com desprezo o grande Rei foi crucificado! Jesus Cristo se entregou para salvar toda a humanidade, para que, Nele, o homem tivesse vida plena. Ele tem a autoridade sobre a morte!
Nossa vida não é como um filme em que heróis e vilões ficam disputando poder. Certo é que sem o salvador Jesus Cristo permanecemos mortos por causa dos nossos pecados, desobedientes, manifestando o mal, fazendo coisas ruins e vivendo as nossas próprias paixões.
Mas Deus, que é rico em misericórdia, nos amou tanto, mas tanto, que mesmo espiritualmente mortos, nos dá vida juntamente com Cristo. Pela graça imerecida somos salvos! Não temos mérito algum, mas Cristo nos dá uma nova vida. O plano de amor e resgate do ser humano está estabelecido desde a criação do mundo. O amor venceu a morte e nada pode detê-lo!
Escrito por Dani Batista Ferreira, casada com Eliel Ferreira, congrega na Igreja Adventista da Promessa em Jales/SP – Jardim América

Qual a senha do wi-fi? Reconecte-se!

“Naquele dia, quando soprava o vento suave da tarde, o homem e a sua mulher ouviram a voz do SENHOR Deus, que estava passeando pelo jardim…” Gênesis 3:8.  Sempre que leio este  texto  fico emocionada. Deus  passeava pelo Jardim do Éden e conversava com Adão e Eva. Que maravilhosa comunhão! Desde o princípio nosso Pai Eterno buscou relacionar-se  com a criação, mas a queda e a desobediência levaram o casal para longe do Éden e a convivência mudou.
Como tem sido o seu relacionamento com Deus? A sua conexão está clara, direta e sem interferências? Ele está presente no seu dia a dia?
A palavra conexão é muito usada no mundo virtual e vem acompanhada de termos  que já fazem parte de nossas vidas, como internet, wi-fi  e tecnologia de comunicação imediata com uma banda larga de excelência, por favor! Quando “cai a internet” em certos momentos é terrível e se os documentos não estiverem com salvamento automático,  a situação fica crítica.
Como está sua internet espiritual? Sua banda larga está suprindo todas as conexões? Como está sua ligação com Deus? Plena ou com falhas?
Estas perguntas são importantes se levarmos em conta a conexão direta com Deus que havia lá no princípio dos tempos… Ele passeava no Jardim e conversava com Adão e Eva. Ocorre que  também  somos a criação de Deus! Em João 3:16 lemos que Ele entregou seu único filho para que tivéssemos vida eterna, ou seja, através de Jesus nossa ligação foi restabelecida. Alegrem-se! O Pai deseja estar conosco em todo o tempo e para sempre, porque nos ama profundamente.
Ah,  como nosso ser integral sente falta dessa conexão com o Criador quando, por algum motivo, nos afastamos de Sua presença!  Precisamos a cada dia renovar nossa aliança com Deus, em Cristo Jesus, e permitir que Sua graça e Sua verdade conduzam nossas ações, reconhecendo nossos erros, pedindo perdão, num processo diário de aprendizado e compreensão de Seu infinito amor. Quanto mais próximos do Pai,  maior é a quantidade de amor, paz e harmonia que revelamos ao mundo.
Jesus nos ensinou como podemos ter essa vida de relacionamento e confiança, quando nos orienta em João 14:6: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.
Bem, eu descobri e vou compartilhar  Querem saber? Anotem aí a senha do wi-fi para reconectarem-se urgentemente com Deus: “FÉ”.
“Portanto, cheguemos perto de Deus com um coração sincero e uma fé firme, com a consciência limpa das nossas culpas e com o corpo lavado com água pura.” Hebreus 10:22
Escrito por Genilda Farias, casada com Silas Farias e mãe do Pedro José. Formada em Letras e Pedagogia, congrega na Igreja Adventista da Promessa em Vila Maria – SP/SP.

Quando os planos não dão certo

Atualmente trabalhamos muito, vivemos um ativismo estressante, que nos faz sonhar com férias para desligar de tudo. Planejamos os detalhes: data de saída, quantos dias em viagem, escolhemos o que cabe no orçamento já apertado,  organizamos a documentação, decidimos que passeios fazer e contamos os dias. Afinal, corremos tanto que merecemos desfrutar desse tempo para nós com nossa maravilhosa família. Se você é como eu, entende que a única forma de se desligar totalmente da sua rotina é ir para um lugar diferente, conhecendo outra cultura ou paisagem. Pode ser uma viagem de apenas alguns dias em um hotel fazenda ou parque aquático, numa cidade charmosa; ou uma viagem com maior duração, na praia ou na serra com chocolate e fondue. Independentemente do tempo ou local, viajar é tudo de bom!
Agora imagine chegar na véspera da viagem e receber uma notícia bombástica: sua viagem foi cancelada! Os voos não estão operando, os hotéis fecharam as portas e as fronteiras entre países e cidades também estão fechadas. Todos devem ficar em casa, pois uma pandemia chegou sem data para ir embora. Infelizmente isso não é um filme de ficção, mas a realidade que temos vivido desde março deste ano. Essa realidade gera frustração e nos faz lembrar do texto bíblico de Provérbios 19:21: “Muitos são os planos do coração do homem, mas o que prevalece é o propósito do Senhor” (Pv 19.21).
Somos movidos a planos e sonhos, e ficamos decepcionados quando aquilo que acalentamos no coração não se realiza, mesmo prevalecendo o propósito do Senhor. Precisamos aprender com Sua soberania pois Ele sabe todas as coisas, nós não. Sempre queremos controlar nossas vidas, mas o atual cenário mundial nos faz entender que, decididamente, não sabemos nada sobre o amanhã. Apenas Deus sabe, e isto basta!
Se por um lado nos sentimos tristes por ver nossos planos cancelados, por outro precisamos pensar nas lições que essa pandemia nos ensina. Antes não tínhamos tempo para conversar direito, agora temos. Pais acelerados se tornaram “professores” auxiliando os filhos nos estudos e criando brincadeiras para passar o tempo. Se olharmos com mais amor para nossos lares, se planos como viajar já eram bons, imagine depois que tudo isso passar, com mais comunhão com aqueles que amamos. No trade turístico, várias campanhas foram lançadas pelo Ministério do Turismo e operadoras, estimulando o turista a adiar o sonho de fazer as malas e remarcar as viagens. Gosto em particular de um lema proposto pela Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa) que diz: “Não cancele seus sonhos, não cancele sua viagem. Apenas adie!’”.
É isso! Nossos sonhos não foram cancelados, mas sim adiados. Quando tudo isso passar, poderemos fazer novos planos, com mais comunhão familiar, mais amor e carinho, mais entendimento da dependência de Deus, de que nosso amanhã está nas mãos dEle. Sonhos não são cancelados, apenas adiados. Pense nisso!
Adriana Cristina Mantelato Coveiro é casada com Ailton Góis Coveiro, agente de viagens e formada em Administração de Empresas. Congrega na Igreja Adventista da Promessa em Jardim América, Jales/SP

Eu te amei desde a primeira vez que te vi!

Dois olhares se cruzam pela primeira vez, o coração começa a bater mais forte, então uma tímida troca de sorrisos marca aquele momento para sempre. E no reencontro, não tem como disfarçar, há um clima diferente, o coração acelera novamente, agora mais forte e as mãos começam a transpirar. Ah, é impossível negar, um sentimento começa a brotar e lá dentro você diz: encontrei o amor da minha vida e não posso mais viver sem ele!
Será que é assim que acontece o amor de verdade?
A Bíblia conta uma linda história de amor, a de Isaque e Rebeca. Relata que Abraão, o pai de Isaque,  mandou o servo de confiança ir buscar uma moça, na terra da sua parentela e logo que ele retornou trazendo Rebeca, Isaque de imediato tomou-a como sua esposa e a amou desde aquele momento. Olhando assim, nos parece simples a vida a dois, porém sabemos que um relacionamento para dar certo requer esforços de ambas as partes.
O livro As quatro estações do casamento, de Gary Chapman, descreve o amor em duas importantes fases: o estágio inicial, que corresponde ao amor romântico ou obsessivo e o segundo estágio, o intencional. Na primeira fase, o amor não requer muito esforço, somos levados por um rio de emoções positivas e é durante esse período que muitas pessoas se casam, na expectativa de manter esse sentimento de arrebatamento um pelo outro pelo resto das suas vidas e não entendem que essa fase corresponde apenas ao estágio inicial do amor.
Segundo Gary Chapman, muitas pesquisas demonstram que a duração média dessa euforia inicial é de dois anos, muitos casais ao perceberem que aquele sentimento está mudando, ou seja, que estão saindo do estágio romântico e partindo para o estágio intencional do amor, perdem o interesse pela outra pessoa,  se interessam por outra e acabam se divorciando, aí começa um ciclo de experiências conjugais frustradas, pois não há maturidade suficiente para seguir em frente em uma fase que requer maior empenho para alimentar o interesse mútuo, pois o amor nessa fase, precisa de esforços diários, assim como uma planta precisa ser regada, podada, nutrida dia após dia, a vida a dois apresenta suas dificuldades.
Contudo, ao longo da caminhada percebemos que o amor não se trata apenas de um sentimento e sim de uma decisão diária.
Na bíblia, Deus não fala, sinta amor e sim, “ame”, o verbo está no imperativo, Ele nos deu uma ordem, ou seja, amar se concretiza por meio de ações, de atitudes: “ame ao seu próximo como a si mesmo” Gálatas 5:14, “Marido, ame a sua esposa, assim como Cristo amou a Igreja” Efésios 5:25”
Por fim, não desista do amor, se você ainda não encontrou alguém para compartilhar a vida, persista, a caminhada a dois apresenta seus desafios, mas o casamento é algo instituído por Deus, pois criou homem e mulher para se completarem na jornada da vida e formarem uma família: “Depois disse o Senhor Deus: “Não é bom que o homem fique sozinho. Vou fazer para ele uma companheira”. Gênesis 2:18.
Por outro lado, se você está vivendo uma estação difícil em seu relacionamento, não desista de amar; o inverno nos deixa frios, o outono quer arrancar tudo entre nós mas, as fases são completamente normais, precisamos entender que não será sempre um “mar de rosas”.
Identificarmos a fase que estamos vivenciando é o primeiro passo, o segundo, é buscarmos passar por elas com razão e empatia. Se formos resilientes, logo mais desfrutaremos da primavera outra vez, por isso cuide, regue e nutra, mesmo em tempos difíceis.
Na Bíblia encontramos muitas recomendações acerca do amor, pois Ele sabe que um dos maiores desafios da humanidade é amar. Ame!
“O amor é paciente e bondoso, nunca é invejoso ou ciumento, nunca é presunçoso nem orgulhoso, nunca é grosseiro, nem egoísta. Não é irritadiço, nem melindroso. Não guarda rancor. O amor nunca está satisfeito com a injustiça, mas se alegra quando a verdade triunfa. O amor tudo sofre, sempre crê, sempre espera o melhor, tudo suporta.”  1 Coríntios 13:4-6.
 
Escrito por Mirian Maria S. Guimarães, esposa de David C. Guimarães, mãe de Pedro e Benício. É administradora e empresária, congrega na Igreja Adventista da Promessa Faz. Grande do Retiro, Salvador-BA. Líder do MM Bahia Setor Norte.
 

Provisão de Deus em meio às perdas

Nos dias atuais temos experimentado diversas perdas, o que parece ter transformado a perda quase em rotina. Enquanto alguns perderam emprego, renda ou viram seus negócios ruírem, outros perderam a saúde e vidas de pessoas próximas, como pais, irmãos, filhos, companheiros e amigos, e a ausência da despedida nesse momento de luto dificulta ainda mais a superação da dor. Nesse tempo de pandemia todos perdemos, ao menos em parte, a liberdade de ir e vir e, com a ausência do convívio, também os momentos de comunhão com nossos irmãos e amigos. Mas, seja lá qual for a sua perda nesses dias de incertezas, há esperança e provisão para os que confiam em Deus.
A palavra do Senhor nos ensina que mesmo em momentos de dor, ansiedade e sofrimento temos a quem recorrer e somos desafiados a manter nossa esperança viva, pois Deus conhece os planos que tem para nós e são planos para prosperarmos, não para nos causar dano, planos de nos dar esperança e futuro (Jeremias 29:11).
Em 2 Reis 4 aprendemos com uma mulher viúva que, além de enfrentar o luto, precisava lidar com uma dificuldade financeira tão grande a ponto de quase tomarem os seus filhos como escravos, em pagamento por uma dívida deixada pelo seu falecido esposo. Ela não tinha como pagar a dívida, mas recorreu a Deus, confiando na provisão dele. Por meio do profeta Eliseu, o Senhor operou grande milagre na vida daquela mulher, trazendo recursos suficientes que garantiram a liberdade dos seus filhos e sustento para sua família. Essa mulher enfrentou o luto e condições financeiras adversas, mas buscou no Senhor estratégia e solução para o seu dilema.
O momento que estamos vivendo nos direciona para a busca e a confiança na provisão de Deus. Talvez pareça que não teremos saída, que o que temos é pouco para superar nossas dificuldades. Talvez tenhamos pouca força, poucos recursos, até mesmo pouca fé, mas o nosso bom Deus pode prover o milagre em nossas vidas, como fez com aquela viúva endividada, que não tinha nada além de um pouco de azeite.
Que possamos viver esses dias na confiança de que o “nosso Deus é poderoso para fazer infinitamente mais do que pedimos ou pensamos” (Efésios 3:20). Que tenhamos a certeza de que o Senhor nos dará forças, aumentará nossa fé e esperança, e nos dará a provisão e o consolo necessários diante das nossas perdas.
 
Juliana Mateusa Meira Cruz, casada com Walter Oscar Pereira Cruz, mãe do Gabriel e da Melissa,  é graduada em Ciências Contábeis e mestre em Gestão e Organizações Públicas. Serve a Cristo na Igreja Adventista da Promessa em Santana, São Paulo – SP.

Como você tem se vestido?

Vamos falar sobre roupas? Mas antes quero que pense em qual é a peça mais confortável do seu armário. Pensou? Com certeza veio à sua mente uma blusa regata, aquele vestidinho floral que todas temos (ao menos um) ou uma calça legging, não é mesmo?
Agora me responda: qual roupa você  tem usado com mais frequência nos últimos três meses?
É o pijama, acertei?
O pijama é uma das peças preferidas no inverno, quando as pessoas normalmente acabam ficando mais reclusas em casa e  curtindo aquele chocolate quente. Mas estamos vivendo um momento um pouco diferente de todos os que já tivemos e a peça está cada dia mais dominando nossos looks.
Algumas cidades no brasil já estão perto de chegar aos 90 dias de isolamento social causado pela pandemia da covid-19 e, neste momento, nossa rotina ficou meio confusa. Muitos trabalhando em home office, alguns até podendo escolher seus horários de dormir e acordar, ao mesmo tempo em que não se tem a separação entre espaço de descanso e de trabalho. As crianças sem ir à escola ficam incansáveis ou entediadas, a família toda confinada e, para a maioria das pessoas, sair de casa só se for para ir ao mercado ou à farmácia mesmo.
A melhor solução é tentar manter a calma.
Diante disso tudo estamos cada dia mais buscando o confortável e o simples, fazendo da roupa um alívio e não uma preocupação.
Desde 2018 alguns sites de moda já alertavam que o pijama seria tendência, dentro e fora de casa. Sim, para ser usado também nas ruas! “Da cama para a rua”, como diziam algumas manchetes. Famosas aderiram usando no seu dia a dia, muitas inclusive apareceram com ele no tapete vermelho, fazendo com que o pijama, antes uma peça considerada íntima, se tornasse mais uma roupa a ser exposta.
E será que não estamos fazendo o mesmo com nossas vidas? Na era digital, onde em um click nos ligamos ao mundo, expomos cada vez mais o que deveria ficar reservado somente a nós. Seja nosso corpo ou emoções, nossa família e opiniões. A internet é um mundo paralelo, onde não há tristeza, somente pessoas felizes e perfeitas habitam ali. Será? Reflita sobre “com que roupa” você tem se apresentado diante do mundo lá fora. E peça a Deus entendimento e discernimento, para que vivamos conforme a sua vontade, nos preservando e sendo luz, independente do lugar onde estivermos.
Yasmin Maria Soares Ramos Melo, casada com Hericles Araujo de Melo Ramos, é designer de modas e congrega na Igreja Adventista da Promessa em Vila Medeiros, São Paulo – SP
 

 Lockdown, confinados mas confiantes!

Bloqueado!
A coisa sempre começa com um aviso prévio, depois vem um alerta, na sequência uma advertência e, por fim, o bloqueio. Este tipo de situação é comum acontecer com as licenças de software, aplicativos e acessos virtuais. Mas, dessa vez, foi bem diferente. Se trata da restrição ao direito de ir e vir, que afetou em cheio nossa forma de enxergar o mundo, sociabilização, afetividade, segurança, saúde, estima, sonhos, planos, convicção, fé, entre tantas outras coisas.
Por um instante você pode estar pensando o mesmo que eu: “o golpe foi duro”  e eu me perguntei que parte da história deste filme real de ficção científica nós perdemos. Tudo aconteceu tão rápido que ainda nos custa acreditar nesse “novo mundo”.
Não sei você, mas eu procurei algum fato semelhante ao que o mundo vive neste momento, por causa da COVID-19, e percebi algumas semelhanças com a história nos tempos de Noé, registrada no livro de Gênesis capítulos 6 a 9. Nosso olhar será para o comportamento humano da época.
Segundo os relatos bíblicos, a humanidade havia se corrompido, em seus pensamentos só havia espaço para arquitetar violência e maldades de toda natureza; estava completamente distanciada de Deus, de seus propósitos e de sua criação. Como consequência a humanidade recebeu o salário do pecado: a morte.
Por aproximadamente 120 anos um homem chamado Noé,  que era considerado um louco por seus contemporâneos, anunciou que haveria uma saída para a humanidade, caso ela se arrependesse dos seus pecados e se voltasse para Deus, seu criador. Ninguém deu bola para as boas novas que ele anunciava. Aquela gente não considerava quem era Noé, um homem que nutria um profundo relacionamento de comunhão, obediência e fé com Deus.
Confinado, sim, mas muito confiante! Nossa! Você deve ter pensado agora…
O que você está tentando me dizer? Que a pandemia, o isolamento social, o bloqueio total, a falta de trabalho, o pânico geral, todo esse caos é um castigo de Deus?
Não estou afirmando isso. Só fiz um tour pela história para que você perceba que houve um momento semelhante ao que estamos vivendo. E uma família que amava Deus, superou o isolamento, o luto, o medo, a incerteza, o trabalho duro, a fragilidade emocional, o convívio diário, a pressão do inesperado, a escassez de alimento e outros desafios.
O que os fez vencer e superar foi o fato de estarem juntos, no mesmo barco, suportando e sustentando-se uns aos outros. Estavam enfocados em suas fortalezas e superavam suas debilidades dia após dia.
É o que devemos fazer neste momento, acreditar que existe uma novidade de vida nos aguardando.
Respire fundo, deposite sua fé em Deus, fundamente sua esperança em sua Palavra, receba e agradeça por seu cuidado. Não importa o tempo que teremos de esperar para retomar a rotina da nossa vida nesse “novo normal”, importa saber que, haja o que houver, sairemos vitoriosos, se permanecermos fiéis.
A voz de Deus ecoa por toda a terra para que seus filhos ouçam e confiem que Ele continua no controle de todas as coisas.
“Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus”. (Salmos 46:10a)
“Não fui eu que lhe ordenei? Seja forte e corajoso! Não se apavore, nem se desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar”. (Josué 1:9).
Que Deus continue sendo seu socorro bem presente em tempos de angústia.
Escrito por Maristela Montanheiro de Paula, casada com o pastor Amadilson de Paula, mãe de Stephany e Nathalie. Conselheira e escritora. Atuando na Missão em Nacimiento, Chile.
 

O sorriso no olhar 

O mundo mudou!
Temos ouvido essa exclamação com frequência nos últimos meses, como um sonho ruim de uma noite maldormida a pandemia chegou e nos impôs mudanças severas. O biólogo Átila Lamarino, durante entrevista à BBC Brasil, defendeu: “Entender que o mundo novo é esse, nos ajudará a enfrentar uma série de desafios que ainda virão, porque uma coisa é certa: o mundo não será como antes”.
A pandemia modificou mais do que os horários do comércio, os hábitos de higiene e os parâmetros da saúde pública, mudou os nossos relacionamentos como um todo. Quando falamos em isolamento social, distanciamento do toque físico até dos familiares e o uso de máscaras para mediar o contato com o mundo, tocamos em algo essencialmente humano, a necessidade de interação com os nossos grupos sociais e a troca de afetividade. Inegavelmente estamos passando por uma transformação de comportamento e perdemos parte das nossas capacidades de expressão emocional com esses novos hábitos sociais.
Sabemos que para manter a qualidade de nossas interações teremos que nos olhar, gesticular mais e verbalizar com mais frequência o que sentimos. Alguns cientistas descrevem que nossos olhos são a única parte do nosso cérebro que está diretamente exposta ao mundo. Assim, olhar outra pessoa nos olhos seria o jeito mais próximo de acessar o cérebro dela, ou, dito de um jeito mais poético, de tocar sua alma.
Portanto, que nossos olhos falem por nós, que eles possam sorrir ao nos vermos e que  abracem enquanto ainda não podemos. Em Provérbios 15:15 lemos “ todos os dias são difíceis para os que estão aflitos, mas a vida é sempre agradável para as pessoas que têm o coração alegre”.
Como portas de nossa alma, os olhos comunicam os nossos sentimentos e podem ser uma eficaz ferramenta para transmitir carinho e ânimo ao nosso próximo.
Os dias atuais estão difíceis, mas o nosso olhar não pode se perder, o alvo não mudou, que sejamos desafiados a nos sustentarmos com olhares de empatia, graça e amor.
Jéssica Fernanda Pupo Vermelho, psicóloga especialista em Saúde Mental (FAMERP), casada com Yuri Vermelho, congrega na Igreja Adventista da Promessa do Jardim Urano em São José do Rio Preto/SP.

A distância faz aumentar a saudade! #teamo

“Saudade é um pouco como fome, só passa quando se come presença”.  Amo esta frase da Clarice Lispector porque define muito bem o que a maioria de nós tem sentido nestes últimos tempos.
Quando paro para pensar no que sinto saudade, penso nos meus pais, nos pequenos prazeres da vida, me recordo de viagens, lembro dos meus filhos ainda menores. A privação do contato físico com quem amamos nos remete a trazer à memória lembranças de tempos bons e momentos que enchem o nosso coração de afeto e alegria.
É bem verdade que este período de isolamento social também gera o contato constante com aqueles que fazem parte do nosso núcleo familiar e que dividem a casa com a gente. Esses dias eu ouvi de um cliente que assim que a pandemia passar, ele e a esposa já combinaram de viajar por pelo menos 15 dias. Cada um para um lado! Em um primeiro momento parece engraçado, mas reflete a realidade de muitos lares em que casais vivem juntos, mas estão desconectados há muito tempo. É como se o amor tivesse morrido.
Isso me faz lembrar que no dia da ressurreição de Jesus os discípulos estavam no caminho de Emaús (um povoado a 11km a oeste de Jerusalém) desolados e tristes,  porque haviam perdido seu amigo e líder,  e ainda duvidavam que Ele havia vencido a morte e ressuscitado. Enquanto caminhavam, Jesus aparece mas eles não O reconhecem. Aquela situação mexera tanto com eles, que mal reconheceram a voz do seu companheiro. Jesus caminha ao lado deles, explica o evangelho e aceita o convite para jantar. Só neste momento caem em si e percebem que é Jesus ali!
O texto diz que os discípulos ficaram com os corações aquecidos com a presença de Jesus mas, confusos e abalados, demoraram a perceber.
Queria  convidar você  a também perceber que o amor está aí mesmo dentro de sua casa. Em meio a tanta saudade é preciso viver a presença de quem está perto e reacender o amor.
Não remoa o tempo em que havia mais carinho e o amor parecia ser maior. Saudade só passa quando há presença. Alimente seu relacionamento estando presente, fazendo valer o hoje e convide o próprio Amor, Jesus, para ser o centro do relacionamento de vocês.
 
Escrito por Ana Paula Mendes, esposa do Junior Mendes, mãe do Rafael e João. É consultora de Recursos Humanos e congrega no Movimento Radiação, projeto de missão urbana da Igreja Adventista da Promessa em Campinas, SP.
 
 

Por onde anda o amor?

“Eu te amo!”
Vamos lá, responda rapidamente: quantas vezes já  fez esta declaração a alguém, cônjuge, pai, mãe ou filhos, desde que a pandemia começou? Uma, duas ou três? Nenhuma? Ai, ai, ai… está em falta grave.
Durante um período longo temos sido forçados a um isolamento que nos mantém próximos somente dos familiares com quem vivemos.
A rotina, no entanto, provoca sentimentos intensos de nervosismo, ansiedade e em muitos a temida depressão. Mas veja só: ao seu lado, bem pertinho, quem está? Sua família… os amores de sua vida! Partilhando horas, refeições, alegrias, tristezas, televisão, discussões (faz parte), bagunças, limpeza, cuidados, estudos, orações e amor.
É difícil seguir dia a dia com tantas notícias alarmantes e o perigo que a Covid-2019 representa, mas o amor está bem pertinho de você e, apesar de tudo, vale a pena expressar até de formas bem criativas (você consegue).
O momento está aí. Olhe para o lado! Coragem, vamos lá, diga “Eu te amo” e receba de volta, talvez, um sorriso de surpresa ou uma lágrima de emoção. Quem sabe? Pode ser um “eu te amo também” emocionado…
De uma coisa tenho certeza: pode gastar o amor. Gaste muito, porque ele vem de Deus e se multiplica quanto mais você usa. Pode acreditar, “Deus é amor”! (1ª João 4:8)
E como lemos em Colossences 3:14 e15:  “acima de tudo, revistam-se de amor, que é o elo perfeito, que a paz de Cristo seja o juiz em seu coração, visto que vocês foram chamados para viver em paz, como membros de um só corpo. E sejam agradecidos.”
Aqui está o  segredo para estes tempos difíceis que estamos vivendo, devemos nos revestir de amor, viver em paz e união e, por fim, sermos agradecidos!
E se alguém perguntar por onde anda o amor, responda rapidinho: “está morando lá em casa!”. Deus abençoe seu lar.
Escrito por Genilda Farias, formada em Letras e Pedagogia, casada com Silas Farias e mãe do Pedro José, congrega na Igreja Adventista da Promessa em Vila Maria – SP.

Natureza: E eu com isso?

“Tomou, pois, o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para lavrar e guardar” – Genesis 2:15.
O texto inicial de Gênesis nos ensina que Deus entrega a nós um jardim e nos dá uma responsabilidade, que parafraseando ficaria assim: “plantem, mas guardem, cuidem, protejam tudo o que entrego nas mãos de vocês”. Deus espera que cuidemos da natureza, por isso temos que fazer menção ao mês que tenta lembrar a humanidade sobre sua importância.
Quando lemos que Deus fez este mundo para nós – e acredite, ELE fez mesmo! – tudo nesse planeta indica Sua obra, Sua mão, Seu design para que houvesse vida e para que ela se perpetuasse. Vemos nos mínimos detalhes Deus agindo em graça para conosco, sempre nos possibilitando vida através de Suas complexas e perfeitas criações. O cuidado de Deus é real para com as coisas criadas. Mas e quanto a nós? Pelo que lemos no texto inicial, fica claro que está sobre nós a responsabilidade de cuidar da natureza, pois os atributos de Deus, “…seu eterno poder e divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas…” (Romanos 1:20).
Vemos um mundo que degrada o que está a sua frente. Sabe quem faz isso? Seres autodestrutivos. Pois é… pesado, né!? Mais um detalhe pesado para nos fazer refletir: os únicos outros “seres” que destroem o ambiente em que vivem e acabam por morrer junto são bactérias, vírus… parasitas. A comparação parece cruel, mas é real! Estamos entre os pouquíssimos seres que destroem as coisas das quais dependemos. O texto de Romanos 8:19-21, deixando suas interpretações teológicas, diz que a natureza espera ansiosa pela libertação. Aguarda ansiosa por ser liberta do descaso, da degradação a que é submetida por conta da nossa corrupção, do nosso pecado, do nosso desprezo para com o que Deus espera de nós.
Portanto, a escassez não é consequência do fim natural, mas sim do mau uso, do desperdício, da poluição de leitos e nascentes, da destruição das florestas… tudo isso causamos, nós mesmos, no passado, agora e no futuro. Resta-nos ter consciência que a natureza é um ser vivo, ela é forte, intensa, basta pouco tempo sem a presença destruidora do homem para que reviva. Mas como ainda resta um pouco de instinto de sobrevivência em nós, lembremos sempre que ela precisa ser “usada” de forma sustentável. Isso fortalece nosso texto inicial, Deus espera que cuidemos deste incrível planeta. Temos uma função essencial no mundo: sermos mordomos fiéis, inclusive de tudo que está ligado à criação. Aceita o desafio? Que sua resposta seja “sim”, para a glória do nome de Jesus.
Pr. Airton Dias é Professor Doutor na Universidade Federal de São Carlos (SP), copastor na Igreja Adventista da Promessa em Vila Helena (Sorocaba, SP) e secretário do Ministério de Jovens da Convenção Geral.

Família de cada dia

Família é difícil às vezes. Ok, talvez sempre (risos), ao menos parece ser sempre quando começamos a viver os momentos difíceis, não é? Difíceis para conversar, conviver, dividir. Relações interpessoais são de fato um desafio, que encontra sua fase mais aguda nas pessoas com as quais você convive de perto, dia a dia. A relação com o próximo é tema crucial na bíblia, desde o éden a Jesus e estendendo-se a nós hoje. Há momentos em que se torna mais difícil dizer não para a “maçã”, dizer não para a autossuficiência, o ego, o individualismo em seus sentidos mais deturpadas que carregamos. Não precisamos negar isso. Aliás, quem sabe você possa parar por um momento, respirar e dizer; “ta ok, às vezes tem sido realmente difícil.” Certo. “E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me.” (Lucas 9:23).
Admitir nossas falhas é necessário, mas o próximo passo é negar. Não é negar que se tenha falhas, mas negar a “maçã”, aquilo que te leva cada vez mais para dentro de seu próprio ego e longe do próximo, do amor, longe da entrega e da abnegação, que é condição inegociável aos que querem seguir a Cristo. Esse é Jesus… Aquele que não nega as dificuldades diárias, que sabe dos nossos
desafios, mas que diz, “siga-me”! Olha que demais, ele diz que estará com você nisso! O próprio Deus, aquele que te deu tudo, o criador do universo, aquele que te criou. É por fé nele que você decide segui-lo todos os dias, é por saber quem Ele É, que está contigo, que você entende que pode sim abrir mão de si pela sua família, que você pode sim sentir que é pesado às vezes, mas que ele carregou as nossas dores e por ele já fomos curados. (Isaías 53:5)
Ao olhar para seu relacionamento com a sua família, não deixe que os momentos difíceis ditem quem ela é para você, não deixe seus pensamentos te levarem a jogar tudo em “um mesmo saco”. Enxergue a redenção de Jesus e o cuidado dele para com você, porque família é linda, é ideia e cuidado de Deus para você (Gn2:18).
Isabela Alves Lucena, 24 anos, filha do Eduardo Lucena e Eunice Alves – Bacharel em Teologia pelo seminário FLAM e estudante de Psicologia. – Congrega na Igreja Adventista da Promessa em São Miguel – SP

Posso trocar de irmão?

Tenho um irmão, Matheus, 3 anos mais velho. Minha mãe teve uma irmã (que faleceu há 14 anos). Meu pai tem 5 irmãos. Minha cunhada tem um irmão e meu sobrinho vai ganhar um irmãozinho em breve. Meus primos têm irmãos, os filhos deles têm irmãos (a maioria). Estou rodeada de variados formatos de família, de tamanho e diferentes relações entre irmãos. Sempre estivemos próximos, toda a família. O barulho na casa, a correria das crianças, as risadas, jogos, brincadeiras. Tudo isso é comum por aqui.
No meio de todo esse emaranhado de amor, temos várias conexões diferentes. Sendo uma das mais fortes, acredito eu, a dos irmãos. Vou tentar explicar: eu e meu irmão brigamos por várias bobagens e pouco tempo depois tudo passa, a gente se desculpa sem nem notar, não guardamos rancor, seguimos em frente porque os nossos laços são mais fortes que nossas brigas. Li uma vez que irmão é assim: “não empresta nem o carregador do celular, mas se precisar, dá a vida.” Muitas vezes amor de irmão é louco e não faz sentido, mas é forte, é sangue.
Meus pais sempre disseram que eu e meu irmão deveríamos cultivar uma amizade e convivência próxima, afinal, quando eles se forem, nós seremos nossa família. Meu irmão é extensão de mim, assim como a família dele. Claro, tive sorte em ser presenteada com uma cunhada que é uma das minhas melhores amigas, o que torna a relação entre irmãos ainda melhor.
Já deixei de valorizar meu irmão? Claro! Já falhei, chateei, magoei? Sim! Tem coisas que não suportamos um no outro? Obviamente! Somos humanos e decepcionamos os outros constantemente, mas quando Cristo reina nas nossas vidas, Ele cuida para que o amor entre nós supere os defeitos. Como lemos em Efésios 4:32: “Sede bondosos e compassivos uns com os outros, perdoando-vos mutuamente, como Deus vos perdoou em Cristo.”
Lembra da história de José? Seus irmãos tinham ciúmes, o venderam como escravo, ele foi parar na prisão injustamente onde ficou preso por 2 anos. Claro, depois se tornou o segundo homem mais poderoso no Egito, mostrando e nos lembrando que Deus é capaz de agir em nossas vidas apesar de qualquer situação. Voltando para José, anos depois, este encontra seus irmãos, e o que faz? Perdoa-os e os convida para viverem com ele. É impensável imaginar que José conseguiria liberar perdão depois de tudo que aconteceu. Mas acontece! Acontece porque Deus é quem comandava o coração de José e não o ser humano pecador que José era.
Cristo perdoou tanto de nós! Nós que pecamos constantemente, que dia após dia precisamos cair de joelhos e pedir pelo renovo das misericórdias de Jesus na nossa vida. E Jesus nos perdoa de novo e de novo e de novo. Se você tem um relacionamento rico com seus irmãos, nunca deixe de cultivar e valorizar. Mas se, por qualquer motivo, está longe dos seus, repense, reflita, perdoe, peça perdão, corra atrás, engula sapos sim (até Jesus levou desaforo pra casa!), derrube o orgulho, demonstre amor e experimente uma vida de comunhão com esses laços de sangue!
Escrito por Mariana Mendes, da Igreja Adventista da Promessa do Parque Itália, em Campinas-SP

Dias de Esperança

A cena é réveillon. Fogos de artifício, abraços e risos, planos pra um novo ano, projetos de mudança de atitude, alegria e esperança. As pessoas realmente esperam que tudo seja melhor no ano que se inicia. Não porque haja algo místico na virada do ano, mas porque vislumbram coisas boas e se enchem de ânimo e força para o que é novo.
E 2020 chegou, mas o que ninguém sabia era que a esperança por dias melhores seria tão abruptamente assolada por um vírus com alcance mundial.
Planos, projetos e desejos, todos lançados na incerteza do próximo dia. Ficamos paralisados ante um monstro roubador de sonhos.
Toda grandeza humana teve de se curvar diante desse monstro. Porque o mundo se deu conta de que apesar de o ser humano ser aquele que domina, não temos poder sobre todas as coisas.
Vidas foram tragadas pela morte, e a morte é a confirmação de nossa limitação, de nossa fraqueza, de nosso pecado humano. Pessoas se sentem solitárias. O medo aterroriza a muitos. O brilho da esperança se esvai por entre os dedos como água que não se pode conter.
Porém, de alguma forma, essa situação mostrou ao mundo as coisas que são mais importantes: a vida, a família, a amizade, o amor, a empatia, a fé.
Um ser microscópico nos fez olhar e valorizar as coisas que pensamos serem pequenas, mas são grandiosas. Um abraço, um carinho, uma visita, um aperto de mão. Atitudes sinceras que hoje nos fazem falta.
Mas apesar de dias sombrios e incertos, nosso coração não pode ser subjugado à desesperança e solidão. Nesses momentos precisamos de lampejos de amor e esperança. E isso só podemos encontrar plenamente, quando mergulhamos no infinito amor de Deus.
O ser humano que se volta ao seu Criador, cabisbaixo por sua insuficiência e tristeza, pode olhar para o alto, como que clamando por auxílio, pois é de lá que vem o seu socorro.
Não estamos sozinhos, encontramos em Deus, aquilo que é necessário. A solidão do distanciamento não é maior que a certeza da presença de um Pai eterno e pleno que não nos abandona. A tristeza não pode ser maior que o conforto com o qual o Espírito Santo nos abriga. As dificuldades dessa vida não são maiores que a esperança da vida eterna, garantida por Cristo Jesus.
Olhemos para a Bíblia, que é a carta de amor de Deus para nós, e como o salmista, digamos: “Estou quase desfalecido, aguardando a tua salvação, mas na tua palavra depositei a minha esperança.” Salmos 119:81
Olhemos para o alto, para o soberano, infinito e magnífico Deus.
Não precisamos que o ano acabe para fazer novos planos e sonhar novamente. Voltemos a sonhar! Renovemos a esperança!
Encorajemos uns aos outros! Se o futuro nos assusta, levantemos nossos olhos para contemplar aquele que garante que nossa esperança viva está!
Francieli Capellari Gonçalves é esposa do Pastor Silvio Gonçalves, formada em Ciências Contábeis e Teologia. Congrega na Igreja Adventista da Promessa em Londrina (PR).

Deus é maravilhoso!

10 de abril de 2020: esse dia ficará marcado em nossa história como um marco de grande realização.
Quando iniciamos o ano não esperávamos viver esse período de isolamento e de tantas mudanças na forma de trabalho, em todos os níveis.
A adaptação nos serviços da Igreja Adventista da Promessa tornou-se necessária, e conosco do Ministério de Mulheres também foi assim.
Juntar nossas líderes regionais de todo o Brasil e das igrejas da Convenção Geral, e apresentar o planejamento para os próximos anos era necessário e conseguimos realizar de um jeito inovador, superando todas as expectativas.
Precisamente, 55 mulheres estiveram reunidas na 1ª Conferência on-line do Ministério de Mulheres na última sexta-feira e foi incrível! Com certeza Deus é bom.
O pastor Eleilton Freitas, vice-presidente da Convenção Geral das IAPs, fez a parte inicial, apresentando a todas o plano ministerial da denominação e a seguir a equipe do Ministério de Mulheres expôs de forma detalhada o planejamento do ministério.
Houve interação, reencontro, comunicação e alegria nas explanações, nas perguntas proferidas com interesse e boa vontade, nas respostas carinhosamente explicadas e, com certeza, a mão do Senhor continuará sobre estas mulheres valorosas e especiais, que separaram esta tarde para participarem conosco.
Que no desenvolver de cada ação proposta para os próximos meses, Deus continue conosco.
Aqui seguiremos felizes e agradecidas, crendo que, com a permissão de Deus, o apoio dos nossos líderes, a dedicação das nossas líderes e das mulheres nas igrejas locais, tudo dará certo!
A cada participante da conferência nosso agradecimento e que o Senhor abençoe suas vidas.
A Deus toda honra e toda a glória!
Ministério de Mulheres
 
 

Dica de livro: Ministérios de Misericórdia

Por que alguém arriscaria a própria segurança, cancelaria a agenda, gastaria suas economias e ficaria todo sujo de terra e sangue para ajudar uma pessoa de outra raça e classe social?
E por que Jesus nos diz: “Vai e faze o mesmo” (Lc 10.37)?
O Bom Samaritano não ignorou o homem espancado na estrada de Jericó. Assim como ele, tomamos ciência de pessoas necessitadas à nossa volta: a viúva que mora ao lado, a família afundada em dívidas médicas, o sem-teto que fica do lado de fora da igreja. Deus nos chama a ajudá-los, precisem eles de abrigo, assistência, cuidados médicos ou simplesmente amizade.
Tim Keller mostra que cuidar dessas pessoas é tarefa de todo cristão, tarefa tão fundamental ao cristão quanto o evangelismo, o discipulado e a adoração. Mas Keller não para por aí. Ele ensina de que maneira podemos realizar esse ministério vital como indivíduos, famílias e igrejas.
Ao final, cada capítulo oferece perguntas para debate e aplicação.
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