Antonia Menezes, da Promessa Vila Zilda, em São Paulo (SP), compartilha seu testemunho em uma entrevista impactante concedida ao programa Conexão Feminina, da TV Viva Promessa; assista.
Diante de um diagnóstico de câncer em estágio 4, com metástase e da condição de paciente em cuidados paliativos, a Diaconisa Antonia Menezes, da Igreja Adventista da Promessa Vila Zilda, em São Paulo (SP), fez uma declaração impactante e esperançosa: “Tenho um diagnóstico, não uma sentença.”
Ela compartilhou esse momento de sua caminhada em uma entrevista emocionante ao programa Conexão Feminina, uma parceria da TV Viva Promessa com o Ministério de Mulheres Geral.
Assista ao episódio:
No depoimento, disponível entre os minutos 20 e 30 da entrevista, Antonia, que por muitos anos exerceu o ministério de capelania em unidades prisionais junto à Secretaria de Capelania, revelou que Deus havia lhe mostrado que passaria por um deserto. No entanto, quando recebeu o diagnóstico, a reação foi de profundo impacto.
“Quando Ele falou aquilo para mim, o meu mundo caiu. Por mais firmada que eu estivesse, parece que se cria uma barreira e você não consegue mais ver o futuro. Quando a gente recebe uma notícia assim, só vê a morte na nossa frente”, relembra.
Fé apesar de tudo
Mesmo diante do diagnóstico, Antonia precisou readequar sua rotina e algumas de suas atividades, mas afirma que jamais perdeu o propósito. “Mesmo naquele momento difícil, eu falei: ‘Deus, se for para morrer, não me tira a obra. Eu quero morrer fazendo a Tua obra, ainda que seja em meio às dores.'”
Ela conta que a experiência também lhe ensinou a desenvolver ainda mais empatia pelo próximo, compreendendo o sofrimento das pessoas e aprendendo a cuidar delas a partir da própria dor. Antonia também fala sobre a luta diária vivida durante o tratamento.
“As pessoas falam: ‘Você não sente dor?’ Sim. Tem dias em que passo a noite inteira orando e pedindo para viver. ‘Senhor, aumenta os meus dias de vida. Quero viver mais, curtir a minha netinha.'” Ao mesmo tempo, reconhece que há momentos de extrema fragilidade. “Tem noites também em que passo a noite dizendo: ‘Deus, acho que é a hora de morrer, porque está muito difícil.'”
Mesmo diante desse processo doloroso, ela reafirma sua confiança. “A minha sentença quem vai dar é Deus. O importante é que eu não perca a minha identidade [de filha de Deus].”
Maior motivação para pregar
O diagnóstico não foi capaz de diminuir sua paixão pela vida das pessoas, pelo contrário, intensificou seu desejo de anunciar o Evangelho. Antonia já não atua presencialmente nos presídios, mas participa, às sextas-feiras, de uma live promovida pela Secretaria de Capelania no Instagram (clique para ir ao perfil). Sempre que tem oportunidade, prega nas igrejas, conversa sobre Cristo durante viagens de aplicativo, no ônibus e também no local onde realiza seu tratamento: o Hospital Albert Einstein, em São Paulo (SP), que classifica como uma “porta que Deus abriu”.
“Eu acho que isso dá um sabor maior, uma vontade de gritar e dizer: ‘Ei, acorda, gente! Vamos cuidar da salvação, porque muita gente não tem se preocupado com a morte. Precisamos nos preocupar com a salvação.’ E isso depende também das pessoas que foram chamadas. Missionários, quem tem um chamado, vamos, vamos, vamos!”, conclamou.
Novo episódio: A Dsa. Antonia Menezes voltará em uma edição futura do programa Conexão Feminina. Para não perder, inscreva-se no canal da TV Viva Promessa em Youtube.com/@tvvivapromessa.
Texto: Andrei Sampaio/Agência Promessista de Comunicação (APC)










