Conversando, a gente se entende

Princípios para o diálogo em família


Como maio é considerado o mês da família, vale a pena refletir sobre como anda a comunicação entre os pais, filhos e cônjuges? Será que há um interesse real em compartilhar as necessidades pessoais e emocionais? O que o outro fala é importante? Sabemos que o avanço da maldade tem diminuído a importância do amor para muitos (cf. Mt 24:12). Mas, não podemos deixar-nos influenciar pela tendência da pós-modernidade, na qual tudo é provisório, nada é permanente. O sistema maligno do mundo não pode ditar as regras para nossa família. Carlos Catito, psicólogo e terapeuta de casais, afirma que não há fórmulas mágicas para um sucesso no casamento, senão o diálogo.
A falha de comunicação é um dos grandes males que afetam diretamente as famílias. Por isso, precisamos cuidar desta área em nossa casa. Pais precisam conversar com seus filhos. Cônjuges não podem manter um relacionamento superficial, conversando apenas no ato sexual, se é que conversam nesta hora. É preciso investir mais no diálogo em família, combatendo com afinco toda indisposição e ofensa. “Quando vocês ficarem irados, não pequem. Apaziguem a sua ira antes que o sol se ponha, e não dêem lugar ao diabo” (Ef 4:26-27, NVI). Fazendo assim, a harmonia de Cristo reinará no lar e em cada membro da família.
“… vocês foram chamados a viver em paz, como membros de um só corpo. (Cl 3:15b).” Por isso, na hora da raiva, não comece um diálogo. Porém, é bom lembrar que “a resposta calma desvia a fúria, mas a palavra ríspida desperta a ira” (Pv 15:1). O melhor mesmo é esperar passar um tempo, para “esfriar a cabeça”, mas não muito tempo. Lembre-se do conselho bíblico de não deixar o sol se pôr sobre a ira. Nada de dormir com raiva do marido ou da esposa; do irmão ou da irmã; do pai ou da mãe; do filho ou da filha. “Sejam sóbrios e vigiem. O diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar” (1 Pd 5:8). Então, cuidemos bem da comunicação!
A comunicação é importantíssima para diversos seguimentos. Mas, na família ela é vital, tanto quanto para um piloto de avião e sua torre de controle. Dependendo da falha, pode acontecer um desastre! Não podemos ter receio de falar abertamente com as pessoas da nossa casa. Se não esclarecermos certos assuntos, com os filhos, por exemplo, os de fora o farão, e de forma inapropriada, causando danos irreversíveis. A falta do diálogo em família pode ser letal. Casais que não conversam vivem como estranhos dentro da mesma casa. A amizade, a diversão e o respeito precisam continuar no casamento igual no período de namoro, sempre com uma conversa agradável.
“Acima de tudo, porém, revistam-se do amor, que é o elo perfeito.” (Cl 3:13,14). Ah, o amor! Sem ele, até a boa comunicação falha. Pois, “ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que retine” (1 Co 13:1). Quando existe o amor, eu falo, mas ouço também.  Falo sempre a verdade, mas falo com amor. Nunca uso o silêncio para dar “gelos”. Escuto atento, antes de responder. Não inflamo a discussão, nem respondo com raiva, evito aborrecer o outro, não insisto contra sua vontade. Estou sempre disposto a reconhecer o próprio erro, e pedir perdão por ter errado. Não culpo, nem critico, porém, sem cessar repito: “Eu amo você!”. Assim, o diálogo familiar, jamais acabará, porque Cristo nos fortalecerá (Fp 4:13).
 
 
Pr. Mateus Silva de Almeida é responsável pelas IAPs em Limeira e Piracicaba, ambas na Convenção Paulista.
 
[1]Carlos “Catito” e Dagmar. Casamento e família: Cuidado com os ladrões. Revista Ultimato – Ano XLIV – Nº 330, Maio-Junho, 2011.
 

Quanto vale uma família?

Nosso lar é um dos primeiros lugares no qual podemos exercitar e compartilhar a fé e a confiança em Cristo Jesus

 
“Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam…” (Salmos 127:1)
No mês de maio, em que na nossa denominação, sempre reservamos para refletir e orar por nossas famílias, devemos pensar: qual a importância dela? Você pode mensurar a importância desse grupo de pessoas tão especial para todos nós? Com toda a certeza, podemos observar que a família é um dos bens mais importantes que o ser humano possui: mais do que uma boa profissão ou do que um carro novo na garagem.
É no seio da família que, ao nascermos, o Senhor permite que construamos as primeiras relações de amor, de carinho, de afeto e de aconchego. É também entre nossos familiares que temos os nossos limites estabelecidos, que podemos exercitar o dom do perdão, da paciência e, principalmente, do amor.
As primeiras pessoas que aprendemos a amar geralmente são os nossos familiares: pais, irmãos, avós, tios e tias. Seja a família biológica constituída pelos laços sanguíneos, seja a família que é construída pelos laços do coração, essa comunidade de pessoas é de fundamental relevância para todos nós!
É fato que vivemos num mundo onde as famílias estão cada dia mais desajustadas. Um exemplo disso é que em alguns lares, os pais estão cada vez mais preocupados consigo mesmo e não com os filhos que geraram, e os filhos demonstram cada vez menos respeito por seus pais e pelas autoridades. Por isso, é necessário que possamos compreender e aceitar que a família é um maravilhoso presente de Deus para nós e a sua vontade para nosso lar consiste em que ele seja o centro e o alicerce da nossa casa! Que amemos nossa família de todo o nosso coração!
A Bíblia aponta para o grande valor que a família possui. É importante observarmos que a primeira instituição que Deus criou foi justamente a família. A partir da criação de Adão e Eva (primeiro homem e primeira mulher), o Senhor instituiu o primeiro casal, consequentemente, a primeira família para que fosse um lugar em que Deus seja glorificado; um lugar também de proteção e de refrigério para o ser humano. A nossa família é um presente de Deus para a nossa vida!
Além disso, nosso lar é um dos primeiros lugares no qual podemos exercitar e compartilhar a nossa fé e a nossa confiança em Cristo Jesus. É também onde caminhamos juntos com nossos pais, avós, irmãos ou filhos em direção ao alvo que é a salvação no Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Mesmo tendo as suas dificuldades, os seus defeitos, as suas imperfeições, o fato é que o objetivo do Senhor para a nossa família é que saibamos reconhecê-lo como o verdadeiro Deus, Senhor e Salvador e dediquemos nossa vida a ele.
Cristo almeja que o nosso lar seja um lugar onde pessoas imperfeitas vivam, convivam e possuam um relacionamento que é alicerçado na Palavra de Deus e na fé em Cristo! Deus abençoe as nossas famílias!
 
Dsa. Cláudia dos Santos Duarte congrega na IAP em Votuporanga (SP) e é diretora do Dijap da Convenção Noroeste Paulista.

Dubsmash

A nova sensação das redes sociais é o Dubsmash, um aplicativo em que as pessoas dublam trechos de músicas, frases e publicam nas redes sociais. Esse aplicativo permite a gravação de um vídeo com câmera frontal do celular, usando o áudio de alguma canção, alguma cena famosa, alguma frase. Com uma infinidade de sons que estão divididos em categorias e também com a possibilidade de incluir um áudio que a própria pessoa tenha gravado, ela faz o vídeo e insere a música que escolheu, ainda com a opção de colocar figuras etc. Como já se encontra a versão traduzida para português, a facilidade de acesso é rápida.
Muitos anos atrás, um homem chamado Paulo enviou uma carta aos irmãos da igreja de Corinto e falava claramente: “Sede meus imitadores como eu também sou de Cristo” (I Cor 11.1). É óbvio que não havia todas essas tecnologias naquela época, a cultura era outra, os tempos eram outros, mas a imitação era para ser de Cristo. Com toda certeza, havia pessoas que faziam shows, que alegravam os reis, que faziam a corte dar risadas, gargalhadas, pessoas que imitavam os nobres e a plebe. Mas Paulo não cita nenhuma dessas pessoas, não cita os famosos, não cita porque imitar é fazer algo que não lhe é próprio, veio de outra pessoa.
Paulo se refere à uma pessoa em que há a única possibilidade de se imitar por não haver maldade, por não haver mal pensamento, por não querer se exibir,  por não querer passar os outros para trás, por ser servo, por ser puro, por ser santo. Como as pessoas curtem, compartilham e seguem facilmente uma pessoa, às vezes até sem saber o que ela pensa ou faz! Ou até sabem o tipo de vida que ela leva, conhecem suas músicas ou dança, fazendo apologia ao crime, ao sexo, às drogas, mas, porque achamos engraçado, compartilhamos! Será que vale a pena imitar essa pessoa?
A Bíblia têm muitos aplicativos e mas não os divulgamos em nossas redes sociais. Aquele que eu realmente devo imitar, por ser cristão, é Cristo (Jo 13.15). Como nova criatura, minha fé precisa influenciar meu comportamento, porque o novo nascimento envolve algo mais profundo, envolve meu interior e a superação das “coisas velhas”.
O aplicativo Dubsmash já foi baixado por mais de 20 milhões de usuários em 192 países. Enquanto isso, temos de ser conscientes de que a proclamação do evangelho não pode parar. Alcance seu amigo, seu vizinho, sua família. Apenas imite a Cristo.
Dá. Nelson Leal é Secretário do Departamento Assistencial da Convenção Paulista

Mãe, invista em seu papel mais importante

A educação cristã de seus filhos não pode ser negligenciada

Com a proximidade do Dia das Mães, em que a preocupação com os presentes toma muito do nosso tempo, julguei oportuno convidar a você, mãe, para refletir na importância de investirmos no papel mais importante de nossas vidas: a educação cristã de nossos filhos.
Vivemos numa sociedade em que o conceito de educação e sua importância para o bom andamento da sociedade têm sido amplamente discutidos. São muitos os educadores, filósofos e professores que debatem e argumentam a respeito desta questão. No entanto, o conceito de educação não está restrito ao que se ensina e aprende na escola. A própria Bíblia Sagrada reforça a importância da educação cristã para os nossos filhos e para as nossas crianças. Ela vai responder a algumas perguntas que podemos ter como pais, professores e educadores cristãos, como por exemplo: o que ensinar, por que ensinar, qual o propósito do ensino cristão para as nossas crianças?
Para responder a algumas destas questões, vamos ler o Salmo 78, dos versos 4 ao 8. No versículo 4, lemos “Não os esconderemos dos nossos filhos; contaremos à próxima geração os louváveis feitos do Senhor.” O que devemos ensinar às nossas crianças? O salmista responde: “os louváveis feitos do Senhor”. Não podemos perder a oportunidade de ensinarmos sobre Deus para as crianças. Dessa forma, a base do nosso ensino cristão, seja para nossos filhos, seja para nossos alunos são os atos poderosos de Deus que estão registrados na Bíblia Sagrada. Devemos mencionar os atos maravilhosos do Senhor, sempre!
Desde os bebês até os adolescentes, cabe a nós mostrarmos e contarmos todas as maravilhas que o Senhor fez, faz e fará. Nossos filhos e nossos alunos precisam conhecer o Deus a quem servimos. É o próprio Deus quem nos orienta a ensinarmos as verdades bíblicas às crianças e aos adolescentes: “Ele decretou estatutos para Jacó, e em Israel estabeleceu a lei, e ordenou aos nossos antepassados que a ensinassem aos seus filhos.” (v. 5).
Em um mundo cada vez mais confuso e perdido, do ponto de vista espiritual, é imprescindível que nós assumamos o nosso papel como mães, pais ou como professores do Dijap para ministrar às nossas crianças e adolescentes, para que eles aprendam a Palavra de Deus e tomem a decisão de servir a Cristo, não por imposição, mas porque aprenderam a amá-lo de todo o coração, alma e entendimento.
A educação secular é importante, mas é fundamental que tenhamos a consciência de que, em primeiro lugar, devemos ensinar a criança no caminho em que ela deve andar. E que caminho é esse? O que está registrado na Palavra de Deus: o caminho de salvação que está em Cristo Jesus, Senhor e Salvador. A criança deve ser motivada a entregar a sua vida a Cristo, pois ele morreu na cruz por ela também.
Dessa forma, podemos compreender o que está registrado nos versos 6-8 do capítulo do salmo 78: “de modo que a geração seguinte a conhecesse, e também os filhos que ainda não nasceriam, e eles, por sua vez, contasse aos seus próprios filhos. Então eles porão a confiança em Deus; não esquecerão os seus feitos e obedecerão seus mandamentos.”
Devemos ensinar nossos filhos a respeito de Cristo e de seu plano de salvação, pois o propósito do Senhor é que todos o conheçam. Da mesma forma, o nosso ensino cristão deve ter como alvo motivar os pequeninos a confiarem em Deus, para que não se esqueçam de seus feitos poderosos e por amor, obedeçam a Cristo de todo o coração. Devemos ensinar levando em consideração que as nossas crianças e adolescentes precisam ser alcançados e transformados pelo poder do evangelho. Os nossos filhos devem sem impulsionados a conhecerem a Jesus cada dia mais e mais, a estreitarem o seu relacionamento com ele, o que, com certeza, os conduzirá a uma vida de santidade, dedicação e obediência a sua vontade.
Que o Senhor permita que através da nossa vida, nossos filhos conheçam a Cristo e decidam obedecê-lo!
 
Dsa. Cláudia dos Santos Duarte congrega na IAP em Votuporanga (SP) e é diretora do Dijap da Convenção Noroeste Paulista.

A fama de Viçosa


Não sou nem viçosense nem mineiro. Sou de Campos, no norte do Estado do Rio, a penúltima cidade banhada pelo rio Paraíba. Eu era muito bairrista. Fui ordenado pastor presbiteriano nesta cidade e preparado para exercer o meu ministério nela. Mas houve uma virada impressionante logo após a minha formatura em teologia no Rio de Janeiro e, em janeiro de 1955, há sessenta anos, vim para Minas com o propósito de organizar uma igreja presbiteriana em Ubá, onde permaneci por cinco anos.Continue reading

Lágrimas nas alturas

O piloto Andreas Lubitz levou consigo todas as respostas
Andreas Lubitz, um jovem piloto alemão de 27 anos, na terça feira, 24 de março, fez uma manobra absurda, extremamente difícil de se compreender. Silenciosamente, por oito terríveis minutos, fez uma viagem para a morte, levando impiedosamente consigo outros 149 passageiros. Fechou-se para si e para o mundo. Gritos, apelos e lágrimas de angústias não lhe significaram nada. Não houve razão que o fizesse mudar de ideia. Sua ofegante respiração, registrada na famosa “caixa preta”, denunciava o desequilíbrio de uma alma confusa e culposa. Coube à dureza gelada dos Alpes franceses interromper tamanha dor, destroçando brutalmente jovens visionários e velhos sonhadores, abrindo uma cratera de interrogações por toda a terra.  Por quê? Meu Deus, por quê?  Andreas levou consigo todas as respostas.  A única certeza: “nas alturas havia um rastro de lágrimas”!
Tragédias com essa magnitude costumam nos fazer pensar sobre o quanto desconhecemos de nós mesmos. Quem somos, afinal?
“Porque eu não sou o que visto.
Eu sou do jeito que estou!
Não sou também o que eu tenho.
Eu sou mesmo quem eu sou”! (Pedro Bandeira)
Entrar no mundo desconhecido da mente humana nunca foi fácil. Nunca será. Da mente humana, tudo podemos esperar. Com a palavra, Caim, o primogênito de Adão… Primeira geração dos conhecedores do bem e do mal. Mesmo quando Deus pediu que abrisse a porta do coração, escolheu precipitar-se com Abel a bordo de sua ira. No Éden, houve o desastre dos desastres. A queda de todas as quedas. De lá, o jovem Andres Lubitz iniciou sua viagem, com escala para a morte.
Uma produção de Shakespeare na tragédia de Hamlet, ajuda-nos a definir Andres Lubitz: “Ser ou não ser?  Eis a questão.” Será mais nobre suportar na mente as flechadas da trágica fortuna, ou tomar armas contra um mar de obstáculos e, enfrentando-os, vencer? Morrer, dormir, nada mais; e dizer que pelo sono se findam as dores. É a conclusão que devemos buscar. Morrer,  dormir; dormir, talvez sonhar.
Ele escolheu morrer. Preferiu não enfrentar o mar de obstáculos. Não houve nobreza. Foi trágico. Sim foi trágico, por isso faço depressa o meu lamento, pois sei que o anonimato faz a tragédia virar história, apenas mais uma história. Aos que são de casa, o tempo não apaga, o tempo não afaga. Impossível riscar da festa quem nunca precisou ser convidado. Para os de casa haverá sempre a lembrança: nosso amado derramou lágrimas nas alturas.
Meu lamento vem com a esperança de que todas as interrogações serão respondidas por Cristo, aquele que enxugará de nossos olhos todas as lágrimas.
 
Pr. Ismael Narcizo é responsável pela IAP em Douradina (MS).

“Uma mentirinha não dói”

A sinceridade, nos dias atuais, está se tornando virtude cada vez mais rara

“Vós sois filhos do Diabo, e tendes vontade de cumprir os desejos de vosso pai. Ele era homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade, porque não há nele verdade. Quando ele diz uma mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e o pai da mentira.” (João 8:44)

Com a proximidade do dia 1 de abril, tido como o dia da mentira, vale a pena refletir: existem crentes mentirosos? Infelizmente sim, de tanto mentir, alguns acostumam, se acomodam com a mentira, usada em brincadeiras, em falas de defesa a si próprios, para se livrar de alguma deficiência de caráter, punição, se dar bem etc. O mentiroso deveria ter vergonha de se olhar no espelho, pois se assim fazer, verá a imagem de uma fraude refletida ali.

Deus trata a mentira como pecado muito grave. ele nos declara neste texto que quem é o pai da mentira, o idealizador, o mantenedor  da mesma,  é o nosso adversário, como diz Apocalipse 12.9: “Ele é a antiga serpente chamada Diabo ou Satanás, que tem a capacidade de enganar o mundo inteiro.” 

A mentira dita social é algo natural para aqueles que não conhecem a Deus, mentem sempre, descaradamente. Alguns se destacam neste contexto, como  políticos sem escrúpulos, empresários sonegadores, comerciantes desonestos  e outros trapaceiros.

Ser honesto, ser correto, não mentir nos dias atuais está se tornando virtude, e não mera obrigação de todos nós, infelizmente

O que preciso fazer para não ser uma fraude diante de Deus e dos homens? Os mentirosos podem até se dar bem por um tempo, todavia, um dia a verdade vem à tona e a “casa cai”, como diz o dito  popular.

O texto bíblico nos chama a atenção para sermos verdadeiros em todo o tempo, mesmo fracos, mas verdadeiros. “Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade”. (2 Coríntios 13.8).

Seja sincero, aliás, a palavra sincero(a), semelhante em várias línguas, provavelmente vem do latim sincerus, cujo significado é limpo ou puro. Há quem acredite, entretanto, que a palavra originou-se num antigo hábito de passar cera nas esculturas em mármore para esconder as imperfeições. O senado romano teria decretado, então, que toda a escultura deveria ser entregue sine cera, ou seja, sem cera. A partir daí, a o termo teria assumido o significado de “sem trapaça”, e posteriormente, sincero.

É grave falar mentiras, é condenável, nestas palavras de Jesus, ser mentiroso, ainda mais que Ele, Jesus, é o Caminho, a Verdade e a Vida. (João 14.6)

O desafio que Deus nos traz através deste texto é que devemos amar a verdade e não a mentira (você sabe quem é o pai dela). A perdição eterna virá sobre aqueles que não amaram a verdade, foram mentirosos e insistiram em ser

“Porque não receberam o amor da verdade para se salvarem.” (2 Ts. 2.10)

Portanto, tome cuidado com suas  palavras, “para depois não dizer diante do anjo que foi erro” (Eclesiastes 5.6). Até Sara, esposa de Abraão, caiu em contradição quando mentiu e foi repreendida pelo anjo (Gênesis 18.15). A essência da mentira procede do diabo, portanto não minta, fale a verdade sempre e Deus será contigo

Pr. Omar Figueiredo dos Santos é responsável pelas IAPs em Jardim Paineira e Itaquera, na Convenção Paulistana Leste.

Não é ferindo que nos defendemos

Uma jovem morta em perseguição policial foi vítima de quem deveria protegê-la

A perda de alguém que amamos é uma ferida que demora cicatrizar. Somente o amor de Deus pode acelerar este processo e nos fazer superá-lo. O dia 2 de agosto de 2014 ficou difícil de ser esquecido para seu Ironildo e sua esposa, Sônia, pais de Haíssa Vargas Motta, estudante de 22 anos, que foi morta durante uma abordagem policial desastrosa feita na cidade do Rio de Janeiro.
A notícia ganhou audiência nacional e levantou comoção na maioria das pessoas, inclusive em mim, enquanto acompanhava o caso nos jornais. Foi aí que me lembrei de que algo parecido aconteceu durante a noite em que nosso Senhor Jesus estava sendo preso e que foi registrada a ocorrência pelo apóstolo João no capítulo 18, versículos 1 a 11 do livro que leva seu nome.
De fato, era uma noite sombria quando Jesus e seus discípulos foram abordados por Judas e por um grupo de 100 soldados armados, além de outros líderes da época. Entre eles, estava o servo do sumo sacerdote, o qual era responsável por certificar-se de que tudo aconteceria como seus superiores haviam planejado.
No momento daquela abordagem, o pavor pairava naquele lugar. Pedro,  tomado pelo medo e pela expectativa de que algo assim realmente acontecesse (isso explica o motivo de estar com uma espada na cintura) agiu precipitadamente e, sem pensar, feriu Malco, o servo do sumo sacerdote.
Pelo clima tenso apresentado no texto, até justificamos o erro de Pedro, afinal Malco foi curado pouco tempo depois por Jesus, não é mesmo? Mas Jesus não justificou o erro de Pedro e lhe deu uma bronca feroz: “Guarde a espada! Acaso não haverei de beber o cálice que o Pai me deu?”
Ainda que Malco estivesse errado, tornou-se vítima quando foi atingido por Pedro. Jesus estava ensinando a todos os “Pedros” que estão espalhados por todo o mundo que não é ferindo as pessoas que nos defendemos.
E se não fosse Jesus ter curado Malco, uma tragédia maior aconteceria naquele dia. Malco, além de curado, foi marcado pela graça e Pedro teve a vida preservada enquanto Jesus nos ensinava como lidar com situações de alta tensão.
Cuidado para não ferir ninguém enquanto pensa estar se defendendo, caso contrário, o mal pode ser muito maior! E não foi isso que aconteceu com os PM’s que abordaram a jovem Haíssa?
Tenho certeza que ao ser curado, Malco jamais se esquecera de Jesus e muito menos Pedro. É exatamente isso que esperamos que aconteça com todos aqueles que feriram e foram feridos durante o decorrer da vida: sejam marcados pela graça e pelo consolo que vem do amor de Deus, inclusive os pais daquela jovem, que foi morta naquela noite, por aqueles que defendendo,  acabaram ferindo.
 
Mis. Franilson G. Santos é responsável pela IAP em Goioerê e Campo Mourão, ambas no Paraná.

O valor de uma mulher

Não está relacionado à sua forma física, ao saldo de sua conta bancária e nem à sua próspera evolução profissional, segundo a Bíblia

Comemoramos o Dia Internacional da Mulher em 8 de março, mas aproveito ainda esses dias para refletir sobre a figura feminina. Nessa data muitas pessoas lembram-se do papel e da importância da mulher para a família, para a sociedade e até mesmo para as igrejas. São muitos os exemplos de mulheres que fizeram a diferença ao longo da história da humanidade e são outras tantas que têm influenciado o mundo em que vivemos.

A Bíblia Sagrada também fala sobre as mulheres. Podemos ler nas páginas sagradas o exemplo de mulheres que desobedeceram a Deus e por isso pagaram um alto preço pela decisão equivocada. No entanto, são vários os exemplos bíblicos de mulheres que temeram ao Senhor e que se dedicaram a ele. Essas mulheres foram alcançadas pela graça e pela misericórdia de Deus, se entregaram a ele, amaram-no de todo o coração e por isso, puderam cumprir o propósito do Senhor para as suas vidas.

Temos visto que, em alguns casos, o valor das mulheres em nossa sociedade está relacionado a sua forma física, ou ainda, naquilo que ela possui. Entretanto, segundo a Palavra de Deus, o valor da mulher não está relacionado à sua forma física, ao saldo de sua conta bancária e nem à sua próspera evolução profissional. “Mas a mulher que teme ao Senhor será elogiada.” (Provérbios 31: 30).

Para a Bíblia, uma mulher valorosa é aquela que encontra no Senhor a sua prioridade de vida e a sua razão para viver, é a que reconhece que necessita desesperadamente da graça e da misericórdia do Senhor, é a que coloca em primeiro lugar a vontade de Deus para a sua vida. É mulher que ama a Cristo a tal ponto que entregou toda a sua vida a ele. É aquela que está disposta a lutar para construir um lar e educar seus filhos conforme os ensinamentos daquele que morreu na cruz para salvá-la e para salvar a todos os que ela ama. É a que ama a Deus, o seu lar, e as pessoas, justamente pelo fato do Senhor a ter amado primeiro.

Ao refletirmos sobre o papel e o valor da mulher, o nosso coração se enche de gratidão a Deus, o Criador dessa tão especial criatura. Deus criou a mulher para ser auxiliadora e companheira do homem. Mas também o Senhor a criou para que, por meio do seu jeito tão particular, de suas palavras e de suas atitudes, a mulher demonstre o cuidado, o amor e a compaixão de Deus através de sua vida. Por isso, se você é um homem, louve a Deus pelas mulheres preciosas que o Senhor tem colocado em sua vida. Se você for mulher, agradeça e adore ao Deus Todo – Poderoso que lhe formou, criou e tem sustentado e fortalecido. Faça isso durante durante todos os dias da sua vida.

Que Deus continue abençoando a todas as mulheres virtuosas que tem construído uma vida alicerçada em Cristo!

Dsa. Claudia Duarte congrega na IAP em Votuporanga (SP) e é diretora do Departamento Infanto Juvenil Regional.

Tão cheios… mas tão vazios!

São Paulo vive o paradoxo: excessivo e racionado

A tarde e a noite do dia 25 de fevereiro foram a manifestação do caos para quem faz uso do transporte público na cidade de São Paulo e Região Metropolitana. Com as fortes chuvas que atingiram a capital, muitos pontos da cidade ficaram submersos. Na região da Vila Prudente (Zona Leste), a água submergiu diversos carros e ilhou muitas pessoas. Santo André, no ABC Paulista, teve diversos pontos de alagamento com águas chegando a quase um metro e meio. Não faltou enchente. Não faltou água em São Paulo ontem.

“Peraí!”. Faltou água sim! As represas continuam com baixíssimos volumes de água disponíveis para a população paulistana, ainda há racionamento, ainda existe o risco de faltar água de vez.

São Paulo vive o paradoxo: cheio e vazio; abundância e escassez; excessivo e racionado. O mesmo bem, a mesma água. A diferença está em uma questão vital (e óbvia, também): São Paulo padece por falta de água potável, límpida e cristalina; pura e brilhante. São Paulo está cheia de água barrenta e poluída; uma água que transborda das galerias de esgoto da cidade, que traz consigo doenças, algumas fatais. São Paulo sofre porque lhe faltam mananciais de água pura.

Muitas vezes os cristãos estão parecidos com a maior metrópole brasileira: vivendo o paradoxo do cheio e do vazio. Talvez eu esteja assim, talvez você esteja assim. Cheio, e ao mesmo tempo, vazio de água.

Tomo como exemplo a mulher samaritana, encontrada por Jesus à beira do poço. Uma mulher cheia de águas barrentas: desilusões, imoralidades, tristeza, discriminação. Vazia de água limpa. Corria ao poço todos os dias, mas aquela água não lhe lavava a alma, não lhe purificava a mente, não lhe curava o coração. Corria de volta para suas desilusões e enchia-se de águas turvas, sujas, poluídas. Até que encontrou-se com Aquele que prometeu que, do interior dela, fluiriam rios de águas vivas, que jorrariam para a eternidade.

Escrevo pensando em mim, em todas as vezes que rejeitei as limpas águas do amor de Deus em troca das águas sujas do pecado. Escrevo com tristeza no coração pela nossa inconstância diante de Deus e frente ao Seu amor. Diferente de São Paulo, os reservatórios das “águas potáveis de Deus” não se esgotaram e jamais se esgotarão.

O problema é que nós deixamos de procurar tais reservatórios. O problema é que aparentemente as águas sujas nos preenchem e nos saciam, mas por pouquíssimo tempo. Logo após voltamos a ter sede e ficamos sedentos, sem paz, sem descanso. E assim vivemos: tão cheios… mas tão vazios!

Que Deus, por sua infinita bondade, nos conduza sempre à fonte de águas tranquilas (Salmo 23.2) onde há refrigério para a alma de todo aquele que é pastoreado por Deus!

 
Eric de Moura é seminarista em Vila Medeiros e congrega na IAP em Vila Falchi (Mauá, SP).

Ainda falta uma coisa

Despertar para a vida, viver mais, experimentar mais e fazer amigos ainda não é o suficiente para fazer a vida valer a pena

 

Não é de hoje que fico admirado com a criatividade dos produtores de propagandas. Eles são, de fato, geniais naquilo que fazem! Se for pra chamar atenção para o que não presta, o fazem com excelência. Se é pra motivar a comprar algum produto, ninguém resiste, mas tem aqueles que se preocupam em trazer qualidade de vida para seus expectadores e, por incrível que pareça, tem muitos por aí. Há pouco tempo vi uma propagando muito boa que dizia assim:

“Contar o numero de aniversários talvez não seja a melhor maneira de medirmos a vida, então que tal deixarmos o calendário um pouco de lado e experimentar contar o tempo de um jeito diferente? Troque o numero de dias pelo numero de sorrisos, de abraços, de amores, de amigos, ou de grandes emoções. Comece a contar desde agora, saia da janelinha e pegue o volante. Desperte para a vida. Viva mais. Experimente mais. Faça mais. Mande uma mensagem para alguém que você ama, divirta-se, reúna mais amigos, mesmo que não seja pessoalmente. Troque a cor do cabelo. Seja turista na própria cidade. Faça horas extras com quem você mais gosta. Faça a vida valer a pena!”

Emocionante não é mesmo? Agora imagine isso com belas imagens, uma boa música de fundo e uma narração de tirar o fôlego! Convence qualquer um!

Porém, com tudo isso, ainda notei que faltava alguma coisa.

A vida naquela propaganda parecia ser realmente bela e aqueles conselhos não pareciam que dariam errado. Mas do pouco que já vivi, aprendi que, sem Deus, a vida até pode confundir-se com contos de fadas, mas uma hora a realidade bate à nossa porta.

Eu de fato quero contar o tempo de um jeito diferente. Eu quero despertar para a vida e quero fazê-la valer a pena. Mas me lembro bem das palavras de Jesus quando disse que Ele era o caminho, a verdade e a vida (Jo 14:6), que Ele é a videira verdadeira e sem Ele nada podemos fazer (Jo 15:5), que sua palavra nos libertaria (Jo 8:36) fazendo fluir em nosso interior a sua perfeita vontade (Jo 7:38) e, assim, como um rio flui em direção ao mar (Ec 1:7), nós fluiríamos para Deus.

Acho que foi assim que Pedro se sentiu quando disse: “Senhor só tu tens palavras de vida eterna”. Ele disse isso em meio a tantas propagandas enganosas que se apresentavam diante dos seus olhos. Pedro sabia que só Jesus traria sentido a sua vida. Acho que de forma diferente, senti o mesmo e meu coração se recordou das palavras de João 6:68.

 
Mis. Franilson G. Santos é responsável pela IAP em Goioerê e Campo Mourão, ambas no Paraná.

Idolatria cristã

Somos muito esclarecidos sobre o que a Palavra de Deus diz em relação à adoração de imagens e o culto a outros deuses. Êxodo 20:3-6 e Salmo 115, entre outros textos, são bem claros e enfáticos em relação à idolatria. Mas será que nós, cristãos, não a praticamos de alguma forma? O que dizer dos fã-clubes evangélicos, em que artistas, cantores e até pastores arrastam milhares de fanáticos que dariam tudo por um minuto ao lado do seu “ídolo”. Num evento de que esses famosos da fé participam, os fãs entram num histerismo que beira a loucura: uns gritam sem parar; outros jogam objetos pessoais, invadem o palco e até desmaiam. Não seria isso idolatria?
Eu estava me lembrando daquela situação que ocorreu em 12 de outubro de 1995, com um pastor da igreja Universal do Reino de Deus, quando, querendo mostrar para os fieis de sua igreja que a idolatria era pecado e que o ídolo nada é no mundo, chutou a imagem daquela que é considerada pelos católicos como a padroeira do Brasil. Aquilo causou uma enorme repercussão no Brasil e no mundo.
Por que me lembrei disso? Não queremos entrar no mérito da questão, a atitude do pastor, até porque ele nega que tenha chutado, diz ter feito apenas um gesto parecido com chute. Eticamente, foi um problemão, pois mexeu e ofendeu a fé de milhares de pessoas em rede nacional. Agora, queremos refletir um pouco, depois de pincelarmos sobre o comportamento estranho de muitas pessoas diante de um “ídolo gospel”, sobre o que acontece, dentro de muitas igrejas evangélicas, com relação aos seus templos. Alguns idolatram o templo; proíbem as crianças até de chorar dentro deles; alguns objetos são intocáveis; algumas pessoas que trabalham na limpeza de alguns temlos chegam ao cúmulo de utilizar um rodo ou vassoura de cabo bem longo, pois receberam ordens expressas para não subirem no espaço que chamamos de púlpito. Não ousam tirar algo do lugar, um banco, uma mesa ou uma cadeira, por exemplo. Tratam essas coisas como santíssimas. Isso é muito preocupante.
Em certa ocasião, em uma igreja local, percebi quando um líder se levantou do seu lugar. Para ir onde desejava, precisava passar pela lateral do púlpito. Ele, discretamente, deu uma leve parada e se inclinou na direção deste. Esse ato me causou um susto e uma enorme preocupação. Fui conversar com ele sobre isso, ao que ele me respondeu que havia sido ensinado que aquele lugar era diferente; era necessário ter mais reverência. Na mente dele, a maior prova de reverência era parar em frente do púlpito e se inclinar, antes de passar para o lugar a que desejava ir. Não seria isso idolatria?
Claro que devemos ter cuidado com os utensílios da casa do Senhor, mas  não vamos exagerar, pois “O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há é o Senhor do céu e da terra, e não habita em santuários feitos por mãos humanas. Ele não é servido por mãos de homens, como se necessitasse de algo, porque ele mesmo dá a todos a vida, o fôlego e as demais coisas. De um só fez ele todos os povos, para que povoassem toda a terra, tendo determinado os tempos anteriormente estabelecidos e os lugares exatos em que deveriam habitar. Deus fez isso para que os homens o buscassem e talvez, tateando, pudessem encontrá-lo, embora não esteja longe de cada um de nós. ‘Pois nele vivemos, nos movemos e existimos’, como disseram alguns dos poetas de vocês: ‘Também somos descendência dele’. Assim, visto que somos descendência de Deus, não devemos pensar que a Divindade é semelhante a uma escultura de ouro, prata ou pedra, feita pela arte e imaginação do homem. No passado Deus não levou em conta essa ignorância, mas agora ordena que todos, em todo lugar, se arrependam. Pois estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio do homem que designou. E deu provas disso a todos, ressuscitando-o dentre os mortos” (Atos 17: 24-31 – NVI).
Diante disso, vamos procurar ser verdadeiros adoradores e não deixar que as coisas nos afastem de Deus e de uns dos outros. Pessoas são muito mais importantes do que coisas. Pessoas têm um valor incalculável: preço de sangue. As coisas ficarão, mas as pessoas herdarão o céu. Não deixe de ir pra lá por causa de coisas. Deus ilumine você.
 
Pr. Magno Batista congrega na IAP em Vila Medeiros (SP)

O clima carnavalesco

É possível obeceder a Deus mesmo no meio de tanta folia

Fevereiro é o mês em que se comemora o carnaval em nosso país. Neste  período do ano, muitos irão buscar por mais desse clima carnavalesco. Eles pedem mais festas, mais músicas, mais danças, mais sambódromo, mais trio elétrico, mais folia, mais fantasia, mais sensualidade, mais bares, mais bebida, mais cerveja e drinks, mais casas noturnas, mais camarotes (se possível vips), mais drogas, mais TV, mais Big Brother, mais sexo, mais carne, mais e mais e  mais…Continue reading

Charlie?!?

Eu sou eu e só

 
“O gênero humano não pode suportar muita realidade”, escreveu T.S. Eliot num de seus poemas. Se ainda fosse vivo, ficaria impressionado com a realidade de sua poesia. O nível de estresse entre as gentes beira o insustentável. Os acontecimentos dos últimos dias mexeu com opiniões, preferências, ideologias, crenças, valores, esperanças.Continue reading

Je Suis Charlie?

E os nigerianos mortos na mesma semana, quem se lembra deles? 

Na manhã do dia 7 de janeiro de 2015 ocorreu em Paris, na sede do jornal humorístico Charlie Hebdo, um dos mais sangrentos atentados terroristas da história da França. Doze pessoas morreram e pelo menos 11 ficaram feridas.
A cobertura jornalística foi impecável: enviados de diversas emissoras do mundo foram até a sede mundial do glamour, a Cidade Luz, para cobrir os momentos mais trágicos para muitas famílias enlutadas e muitos franceses solidários. A comunidade internacional sensibilizou-se a ponto de promover uma Marcha Pela Paz (da qual nossa presidente não participou), reunindo diversos líderes mundiais e milhares de cidadãos franceses. Todos os jornais do mundo noticiaram detalhadamente as operações policiais em busca dos irmãos muçulmanos que foram os responsáveis pelos ataques. O motivo dos ataques? Os cartunistas da revista satirizavam constantemente o profeta Maomé, adorado pelos islâmicos.
Na Nigéria, quatro dias antes, também houve um atentado. Mas a imprensa praticamente não noticiou. Nenhuma rede de TV,  nenhum jornal de vulto mundial, nenhuma linha no New York Times, nem 30 segundos na BBC de Londres. Em Paris morreram 12; na Nigéria fala-se em centenas de mortos, podendo chegar a dois mil mortos. Quase não há jornalistas na região e o acesso à internet é precário, então, as informações são escassas. Mas também não houve interesse da imprensa por saber mais. Será que a mídia usa de dois pesos e duas medidas? Será que o jornalismo tem sido tendencioso?
Nas redes sociais, após o atentado francês, começou a circular a hashtag “Je Suis Charlie”, que significa “Eu Sou Charlie”. Milhares de pessoas, comovidas pelo  atentado francês, não deram a mínima para o atentado nigeriano.
Não as culpo. Sabe por quê? Porque a natureza do ser humano é essencialmente má e egoísta e só vê o que lhe interessa. Talvez a nossa reação fosse (ou tenha sido) de profunda indiferença, tanto com um quanto com o outro caso. Porém, não  existem vidas mais importantes que as outras. Os franceses são tão importantes quanto os nigerianos e vice-versa.
Convido você a colocar em prática a teoria do amor cristão e a separar um momento do seu dia, nesta semana, para colocar diante de Deus nossas indiferenças: pelos franceses e nigerianos, mas também pelo mendigo de rua pela qual passamos todos os dias, pelo vizinho viciado em álcool, pelo amigo que usa drogas, enfim, por todos aqueles que temos tratado com indiferença e que precisam de nós.
Pratiquemos o que está escrito em 1 João 3.18: “Filhinhos, não amemos de palavra, nem de boca, mas em ações e em verdade”.
Que Deus nos ajude a vencer a indiferença que nos rodeia.
 
Eric de Moura é seminarista em Vila Medeiros e congrega na IAP em Vila Falchi (Mauá, SP).

Continuemos a perseverar!

Não podemos parar nem retroceder, pois nossa corrida ainda não terminou

 
 Não que eu já tenha obtido tudo isso ou tenha sido aperfeiçoado, mas prossigo para alcançá-lo, pois para isso também fui alcançado por Cristo Jesus. Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus.” (Filipenses 3:12-14)
O ano de 2014 chegou ao fim… Cada um de nós pode refletir a respeito do saldo que o “ano velho” nos deixou: lutas, dificuldades e lágrimas; vitórias, bênçãos e sorrisos… Bem, o fato é que 2014 ficou para trás e 2015 está bem diante dos nossos olhos.  Provavelmente viveremos desafios e incertezas, mas certamente poderemos experimentar o cuidado e a misericórdia constantes do Senhor sobre nossas vidas.
O ano de 2015 pode representar um novo momento para muitos de nós, mas na verdade, a nossa corrida em direção a Cristo estará apenas continuando. Por isso, é fundamental e imprescindível que não percamos o nosso alvo, que é Cristo Jesus, e que perseveremos sempre no Senhor. É justamente essa perseverança (independente das situações) que Paulo enfatiza nesse trecho de Filipenses. Ele comparou a vida cristã a uma corrida, cujo prêmio maior é a salvação em Cristo. Uma das características marcantes de um atleta é justamente sua perseverança, seja nos treinos, seja em sua dieta, seja até mesmo quando está machucado e debilitado.
Quem nunca viu o exemplo de algum atleta que teve que lutar contra a dor física para alcançar seu objetivo: o de conquistar o 1º lugar em sua modalidade esportiva? No entanto, o objetivo de Paulo não era o de alcançar um prêmio terreno e perecível, como a grinalda de folhas que era concedida aos atletas vencedores. Seu propósito foi o de cumprir a vontade de Deus em sua vida, sempre, independente das circunstâncias. Ele aprendeu e reconheceu o que era realmente importante e prioridade para sua vida: a salvação em Cristo. Para o apóstolo, viver com Deus era muito mais importante do que qualquer outra coisa. Cumprir o chamado divino tornou-se imprescindível para ele. E nós? Qual o nosso propósito de vida? O que almejamos para 2015? Será que desejamos cumprir os propósitos do Senhor?
Devemos saber que o objetivo de Deus é operar em nossas vidas, capacitando-nos a perseverar em nossa corrida e a vencê-la, para a glória de Cristo. O Senhor opera em nós para que sejamos instrumentos em suas mãos, para que, por nossa vida, outros sejam estimulados a correr em direção a Cristo. Por isso, não podemos ser derrotados pelos problemas ou pelas circunstâncias adversas que estamos vivendo, ou que iremos viver. Mas, ao olharmos para o nosso Autor e Consumador da fé, sejamos motivados a permanecer firmes, dedicando nossas vidas ao Senhor e praticando a sua Palavra, sempre em direção ao nosso alvo.
Que em 2105 nossas vidas continuem firmadas naquele que morreu na cruz para nos salvar!
 
Dsa. Claudia Duarte congrega na IAP em Votuporanga (SP) e é diretora do Departamento Infanto Juvenil Regional.