O reino de Deus nas escolas

Convenção Goiás se une à conscientização do Setembro Amarelo

Aproveitando o Setembro Amarelo, em que são desenvolvidas campanhas contra o suicídio, a IAP em Goiás está desenvolvendo um importante projeto nas escolas. Trata-se do Kingdom School – o Reino de Deus nas escolas.  O pr. Rogerio Assunção, juntamente com a equipe do Ministério de Missões e Evangelismo da Convenção Goiás, tem percorrido as escolas e conversado com os alunos sobre os aspectos relacionados ao suicídio, afinal, conversar sobre o assunto é a melhor prevenção.
Nas fotos, o público alcançado no Colégio Estadual Brasil e na Câmara Municipal de Córrego do Ouro (GO).

 

Sexualidade, um presente de Deus para a humanidade

É preciso resgatar o entendimento da vivência sexual sadia como culto a Deus

Vergonha, constrangimento, dúvida e culpa são mais comumente associados à sexualidade humana do que beleza, união e manifestação divina. A Palavra de Deus apresenta o ser humano como sua imagem e semelhança manifesta na forma masculina e na feminina, sendo ambas orientadas a multiplicar (ex. Gênesis) e a viver o prazer físico (ex. Cântico dos Cânticos), o que só é possível verdadeiramente alcançarem juntas.
Como unidade integrada nas dimensões do espírito (nous), mente (psique) e corpo (soma), em sua experimentação de vida e de fé, os seres humanos têm, através da sexualidade, a possibilidade de realizarem a integração do casal nessas três dimensões, pelo 1) prazer da partilha e complementaridade dos corpos; 2) da existência do amor e da responsabilidade consciente das mentes; e, 3) da comunhão espiritual, transcendental, na experiência de êxtase atingido no orgasmo.
Para a cultura semita, do mundo antigo, o reconhecimento e a integração dessas três dimensões e o papel da sexualidade sempre foram claros e devidamente tratados como saúde integral pelos terapeutas cristãos (os curad´almas) até o século I d. C.
Esse presente maravilhoso dado por Deus, contudo, teve seu uso e compreensão descaracterizados ao longo da história humana e na própria história da igreja, o que acabou, inclusive, banalizando a importância da continuidade da vida, do milagre do desenvolvimento da gravidez e do nascimento em si. Hoje temos um mundo onde se difunde o sexo feito de qualquer jeito, a qualquer momento, com qualquer pessoa, sem qualquer objetivo e, infelizmente, os reflexos desse pensamento têm influenciado os membros das igrejas.
No aconselhamento de casais cada vez mais ouço sobre a pobreza ou o adoecimento da convivência sexual, sempre desarticulando a tridimensionalidade humana. Já com os adultos solteiros, ouço muitos argumentos mundanos, pelo desconhecimento da seriedade da questão da sexualidade aos olhos de Deus confundido com contextualização de pós-modernidade ou, no extremo oposto, uma castidade de identidade reprimida, frustrada, sem falar na ocultação da orientação homossexual por medo profundo e o não saber o que fazer ou para quem pedir ajuda.
Diante desse cenário, certamente temos que parar com a cultura do proibir, condenar e ocultar, e desenvolver a cultura do explicar, cuidar e ensinar a lidar. É preciso resgatar o entendimento da vivência sexual sadia como culto a Deus, comunhão de gratidão, por sua criação maravilhosa, e manifestação de amor, da própria divindade em nós, por nós e através de nós.

Vem aí a Conferência Teológica 2019

Evento será em 26 de outubro, na IAP em Santana (São Paulo – SP)

Com o tema “RESGATADOS: Reflexões sobre a doutrina bíblica da salvação”, o Centro de Estudos Teológicos da IAP (Cetap) promoverá mais uma Conferência Teológica. Com o objetivo de estimular a reflexão teológica, o evento acontece sempre próximo a data de comemoração da Reforma Protestante – 31 de outubro. Este ano acontecerá no dia 26 de outubro, na IAP em Santana (Av. Voluntários da Pátria, 1168), em São Paulo-SP, próximo ao Metrô Carandirú. Será das 15h às 20h30.
Inscrições limitadas pelo site do Cetap

Dicas da lição 12 – “Priscila e Áquila, um casal dedicado à missão

Recurso pré-aula: Para facilitar a familiarização com o estudo, utilize o podcast da lição 12, acessando o link: http://backup.portaliap.org/wp-content/uploads/2019/06/Licao_12_Priscila_e_Aquila.mp3
Abertura: Antes de iniciar a sua aula, lembre-se que o estudo da Bíblia é uma atividade não apenas intelectual, mas, sobretudo, espiritual. Portanto, convoque a classe a orar em favor do estudo.
Slides da lição: Baixe o slide da lição 12, acessando o link:  http://backup.portaliap.org/licoes-biblicas/licao-biblica-328/#downloads e utilize-o no desenvolvimento da sua aula.
Estudo em Libras: A Junta de Missões sempre disponibiliza a Lição Bíblica em libras. Informe seus alunos sobre este importante trabalho. Veja: https://www.youtube.com/channel/UCSajxLcXf10Zmvnz3wv7qag
Vídeo 1: Durante a semana o(a) professor(a) ou equipe responsável pela Escola Bíblica poderá compartilhar  com os alunos via redes sociais, um vídeo muito pertinente ao assunto. No vídeo o Dr. Airton Dias, professor universitário e membro da equipe do Ministério Jovem da IAP, dá dicas sobre a escolha da profissão e a maneira que a mesma pode glorificar a Deus, servindo-o em sua missão. Segue o link: https://www.youtube.com/watch?time_continue=86&v=4e5jcpe_faM
 
 
Projeto: Para ilustrar o assunto do item 2: “Servindo com a Vocação”, usaremos como exemplo o projeto “Missões Radicais”, um conjunto de ações missionárias da IAP em alguns países como Argentina, Bolívia e Peru, que contou com a colaboração da Junta de missões e Ministério Jovem da IAP, em outubro de 2018. No exemplo citado, as ações foram realizadas com o grupo designado à Bolívia, objetivando evangelização e assistência de saúde às comunidades carentes. No vídeo, há o breve depoimento do Pr. Osmar Pedro (Um dos coordenadores do projeto) e da Dra. Jéssica (Dentista da equipe), membro da IAP em Maringá – PR, sobre a realização de um dos dias do projeto. Segue também o link das fotos que poderão ser selecionadas para mostrar à classe a realização do “Missões Radicais” na Bolívia, um exemplo muito marcante de como podemos servir a Deus com a nossa vocação/profissão.
Vídeo “Missões Radicais” na Bolívia:
https://www.facebook.com/JuventudePromessista/videos/921391494720055/
 
Fotos “Missões Radicais” na Bolívia:
https://www.facebook.com/pg/JuventudePromessista/photos/?tab=album&album_id=1933700059986276&ref=page_internal
 
Dinâmica: “Minha casa e meus dons para servir na missão”.
 Na Segunda parte da Lição: “Ensinos para praticar”, o(a) professor(a) poderá realizar a seguinte dinâmica para aplicação do conteúdo: Tempo em pequenos grupos “Minha casa e meus dons para servir na missão”
Objetivo: Estimular a vivência de um grupo pequeno que recebe pessoas para servir a Deus com sua casa e dons.
Tempo mínimo: 12 minutos
Como fazer: Essa dinâmica poderá ser realizada na segunda parte da Lição: “Ensinos para praticar”. Então, vamos lá. Divida a classe em grupos menores, em que cada um deles tenham um número de pessoas que seja possível a conversação entre elas. Escolha um líder para cada grupo pequeno. Uma vez separados os grupos, entregue uma folha para cada um contendo 3 versículos e 2 questões que serão usadas para um “bate papo” entre os grupos. Finalize com os depoimentos de pelo menos uma experiência pessoal compartilhada de cada grupo. A folha entregue deverá conter as seguintes informações:
Versículos bíblicos: 1Coríntios 16:19 – Colossenses 4:15 – Atos 18:1-3
Perguntas:

  1. Como servir na missão do reino com a minha casa? Cite exemplos de sua experiência real.
  2. Como a minha profissão, dons e talentos, podem levar outras pessoas ao conhecimento do evangelho? Compartilhe.
Colaborador: Marciel Diniz de Oliveira serve a Deus na IAP em São Miguel do Iguaçu – PR.
Editor: Jailton Sousa Silva

Observação importante: Para realizar as sugestões de dicas deste estudo, é necessário dividir bem o tempo. Como isso nem sempre é possível no decorrer da aula, o ideal é que o (a) professor (a) encontre maneiras de aproveitar melhor tais sugestões. Por exemplo: se não for possível exibir, no momento da aula, o vídeo proposto, este pode ser enviado aos alunos através de uma rede social durante a semana. Use a sua criatividade!
 

Aquele “fale mais sobre você” que salva vidas (parte 2)

O suicídio é causado por multifatores, somente associá-lo a uma causa é reducionismo. O sofrimento é sua maior causa, ainda que nenhum dos fatores citados seja percebido. Certamente a maior das causas é o silêncio. O não falar sobre a dor.
Ao longo da vida, em geral, aprendemos a calar nossos sentimentos, nossas dores e fraquezas. Muitos podem ter ouvido após uma chateação na infância “Engole o choro”, e os meninos “Pare de chorar, pois homem não chora”, e ao se machucar “Não foi nada, não precisa chorar”. Fomos ensinados a não sentir, a evitar sofrimento e não nos demos conta do quanto isso causa frustração. E ao crescer fomos sedimentando este comportamento com medo ou vergonha de expor nosso interior, que nem sempre estava pleno e bem resolvido.
Tereza Gouveia diz: “Nós adoecemos nas palavras não ditas, nas dores não sentidas, nas lágrimas não permitidas, na permanência em lugares frios e incômodos, no silêncio consentido, no silêncio imposto, nas tristezas camufladas”. Vamos aprender a legitimar a dor e o sofrimento, pois são inerentes ao ser humano. Portanto, fale mais sobre você. Seja transparente. Quanto mais você fala, mais aprende a traduzir sentimentos.
Foi feita uma pesquisa em que se dividiu dois grupos de risco para suicídio. Um deles fez o tratamento padrão e o outro também, somando a isso, estas pessoas do segundo grupo recebiam uma ligação periódica para saber como estavam. Neste segundo grupo o número de suicídios foi bem menor. Isso quer dizer que as pessoas de grupos de risco precisam de conversas acolhedoras e sem crítica.
Esta é uma excelente dica para você que vai se dispor a partir de hoje a ajudar pessoas em sofrimento. Escute as pessoas, mesmo sem saber o que dizer (melhor que usar frases clichês que podem ao invés de ajudar negar o sentimento da pessoa), às vezes não há muito o que se falar. Não deixe o copo dela transbordar. Uma conversa de 20 minutos pode livrar uma pessoa que caminha em direção ao suicídio. Vá em direção ao outro. Sua escuta, presença e oração podem fazer diferença.
Você pode ajudar, mas não é onipotente. As escolhas sempre serão da pessoa. É preciso respeitar essa pessoa em sofrimento, pois costumamos não tolerar a falta de sentido do outro. A pessoa em sofrimento precisa pedir ajuda e aceitar. As famílias precisam igualmente de ajuda, pois é difícil ouvir a dor de um filho, de um cônjuge e não saber encarar. É importante entender que não se pode obrigar alguém a falar, mas podemos nos colocar à disposição.
Precisamos conversar mais sobre o sentido da vida, sobre nossas razões para continuar vivos, sobre pertencimento, sobre missão no mundo. E ajudar a pessoa em sofrimento a entender que por mais que não veja sentido, não quer dizer que ele não exista. E ajudar a observar as dores pelas quais passou e sobreviveu a elas. Ajudá-las a entender que tentamos apostar nossas fichas existenciais em lugares, coisas e crenças que não podem nos dar sentido.
É possível que pessoa em desespero ao verbalizar suas dores e ideias suicidas, ressignifique a sua existência e não transforme suas ideias em ato. É possível que veja significado em sua vida.
Adolescentes e jovens precisam ter ao lado adultos que o ajudem a falar sobre sentimentos e a refletir. Aquele discipulador disposto a ajudar no amadurecimento. Os pares, os iguais também são fundamentais com presença e afeto.
Quem verbaliza sua intenção ou tenta se matar, não o faz para chamar atenção. Mas nos dá pistas de que precisa de ajuda. Nosso apoio pode ajudar, mas é preciso buscar tratamento médico e psicológico. É bom que se diga que não há problema algum nisso. Por conta de preconceito aos transtornos mentais há muita gente adoecendo cada vez mais. Não é fraqueza moral buscar ajuda, é sinal de força e busca de saúde e qualidade de vida. Cristãos também precisam buscar ajuda, passou o tempo de termos preconceito.
Há atendimento gratuito nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Para os momentos de muita angústia e ausência de pessoas para ajudar ou com as quais queira falar, existe o Centro de Valorização à Vida (CVV), você pode ligar para o número gratuito 188 ou acessar o chat no endereço cvv.org.br. Estou disponível para quem precisar de um ouvido (Facebook ou Instagram). Se você acredita que está adoecendo, não se deixe chegar ao estágio da morrência, procure ajuda antecipadamente.
Para encerrar, queria dizer que sofrer é algo comum à vida. Muitos personagens bíblicos chegaram a desejar a morte, como Moisés, Elias, Jó, Jonas. Um deles disse a famosa frase “Para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro” (Fl 1:21). E muitos de nós cristãos, poderíamos justificar o desejo de morrer para estar com Cristo, como disse Paulo. Contudo Paulo sabia que sua vida estava nas mãos de Deus que o comissionou. O desejo de Paulo era em função de estar mais perto de Jesus, que dera a ele todo um sentido de vida, entretanto, Paulo sabia que sua missão na terra iria durar até o momento em que Deus quisesse.
Quem precisava morrer já morreu: Cristo. E devido à sua morte, fomos libertos da morte física, espiritual e eterna. Estamos vivos pela graça de Deus que enviou seu Filho para nos salvar da morte. E nos tornou membros de sua família, nos deu senso de pertencimento, você é um filho amado de Deus. Você consegue entender este plano? Jesus trocou sua vida em favor da nossa. E nos deu uma missão, levar essa vida ao mundo morto em delitos e pecados, distante de Deus. Para todos estarmos com ele, sem dor, nem sofrimento, mas plenitude e paz. Então, em Jesus encontramos respostas para os nossos questionamentos existenciais: “De onde vim?”, “Quem sou?”, “Por que estou aqui?” e “Para onde vou?”. Sua existência faz sentido e pode levar significado a outras vidas.
Virginia Ronchetti é psicóloga e congrega na IAP em Jales (SP).
Referências
https://www.youtube.com/watch?v=rNG-zV2YHD4
https://www.youtube.com/watch?v=ZhjWXNAxfDg
https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2018/09/brasil-registra-11-mil-casos-de-suicidio-por-ano-diz-ministerio-da-saude.shtml
http://www.atribuna.com.br/noticias/noticias-detalhe/cidades/suicidio-e-a-segunda-maior-causa-de-morte-entre-os-jovens/?cHash=d49c717862a27c7e9a6bf852a1f5a24c
https://www.cvv.org.br/blog/setembro-amarelo-mes-de-prevencao-do-suicidio/
https://drauziovarella.uol.com.br/podcasts/entrementes/entrementes-01-suicidio/
https://www.b9.com.br/67133/mamilos-82-suicidio/
https://www.ultimato.com.br/conteudo/oms-quase-800-mil-pessoas-se-suicidam-por-ano
http://ultimato.com.br/sites/jovem/2016/09/12/por-que-ha-tantos-suicidios-entre-os-jovens/
https://www.huffpostbrasil.com/2018/09/10/o-suicidio-na-adolescencia-e-o-desespero-de-fazer-a-dor-parar_a_23522509/?ncid=tweetlnkbrhpmg00000002

Não temos cheque em branco

Ao corrigir alguém, temos que fazer a coisa certa, da maneira certa

A peregrinação no escaldante deserto era apenas uma história que pais contavam para seus filhos. O milagre de se atravessar o Jordão pisando no solo seco, quando teve suas águas repartidas em duas partes, era como que uma lenda. A história da queda da temível cidade de Jericó não encantava mais aquela geração. A terra prometida não era mais uma promessa, agora era uma experiência a ser desfrutada dia a dia. Os rios estavam lá como prometidos, peixes, água limpa e abundante. A terra era fértil, a nação era forte e temida, as sementes germinavam e o gado multiplicava.
Terra de Canaã! Terra que mana leite e mel! Os juízes se foram! “Queremos um rei que governe sobre nós”(I Sm 8). Deus deu o rei que desejavam! Apenas três deles puderam reinar sobre todo o povo; o reino se divide, o pecado mancha de sangue a terra dos sonhos. Pecados dos reis! Pecados dos sacerdotes! Pecados dos levitas! Pecados do povo! Antes e na época dos juízes, antes e na época dos reis, “cada pessoa fazia o que lhe parecia direito” (Jz 21.25) e Deus se enfureceu com o seu povo. O povo que havia se perdido entre os deuses do Egito, o povo que havia se corrompido no deserto devido à cobiça, à idolatria, à fornicação e às murmurações, agora finalmente é o povo que se afasta da presença de Deus, mergulhando nos pecados de Canaã. Como “Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. (Gl 6:7), o povo do norte semeou idolatria e imoralidade e colheu “Assíria”, o povo do sul semeou rebeldia e apostasia e colheu “Babilônia”.
Reis pagãos foram instrumentos de Deus para castigarem ao rebelde Israel; afiaram suas espadas, poliram suas botas, costuraram suas fardas, engraxaram suas bigas de guerra, alimentaram seus cavalos e marcharam, sob permissão e direção de Deus para impor pesadamente o castigo que o “filho” rebelde precisava. Mas, após missão cumprida, esses reis foram igualmente castigados pelos seus muitos pecados: “ Eu, o Senhor Todo-Poderoso, não abandonei Israel e Judá. Mas o povo da Babilônia tem pecado contra mim, o Santo Deus de Israel. Fujam da Babilônia! Salve-se quem puder! Não sejam mortos por causa do pecado da Babilônia. Agora, eu me vingarei dela e lhe darei o castigo que merece” (Jr 51.5-6). O fato de terem sido usados por Deus para cumprirem seus propósitos, não lhes deu imunidade para agirem da forma como gostariam; de forma que Deus “pegou” Israel por seus pecados e à Babilônia pelos seus.
Diante deste cenário, gostaríamos de lembrar do devido cuidado que devemos ter para que vençamos a tentação de agir de forma equivocada (carnal) com um irmão que tenha cometido algum erro. Às vezes, acreditamos que podemos falar asperamente com alguém que esteja procedendo de forma equivocada. Esteja certo que nosso Senhor terá seu “acerto de contas” com aquele que agiu de forma leviana, mas, esteja certo que Ele também “acertará as contas” contigo pela indelicadeza de sua fala. Ou você acredita que pelo fato de estar falando a verdade, outros princípios cristãos, igualmente importantes, podem ser ignorados? Neste caso, específico, lembre-se: “A morte e a vida estão no poder da língua; e aquele que a ama comerá do seu fruto” Pv 18:21 e “A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um” (Cl 4:6). Este é apenas um exemplo, e para todos os outros, o princípio é o mesmo: faça a coisa certa, da forma certa.
“Nós teremos que prestar contas a Deus de tudo que fizemos” (Ec 12.14), disso todos sabemos. Por isso, ao agir em nome de Deus e para o reino de Deus, você precisa estar consciente de que precisa fazer a coisa certa, da forma certa; você precisa falar a coisa certa, da maneira certa, você precisa lidar com os pecados dos outros da forma certa; há de se praticar o devido equilíbrio entre a correção e e a misericórdia, de forma que “não esmague a cana quebrada e não apague o morrão que fumega” (Mateus 12:20), “…para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado”. (1 Co 9:27).
 
 

Milagres existem!

Nossa filha, Antonella, testifica o que Deus faz

“Dêem graças ao Senhor, clamem pelo seu nome, divulguem entre as nações o que ele tem feito.” (1 Crônicas 16:8)
Eu e minha esposa temos 9 anos de casados. Há alguns anos desejamos ter filhos, mas por algum propósito divino isso não foi possível ocorrer no momento que desejávamos. Contudo, Deus sempre tem um plano para cada um de nós. Por um tempo fizemos tratamento em clínicas com médicos especialista no assunto.  Embora a medicina é um instrumento divino para amenizar as aflições humanas, em dados momentos percebemos a intervenção direta das mãos de Deus. E Ele fez isso em nossas vidas!
No início do ano de 2017, participamos de um retiro organizado pela IAP de Nova Mutum – MT. Durante a programação, em um dos momentos de oração, foi feito o convite para quem desejasse receber oração por algo que só dependesse de Deus para que acontecesse. Não pensamos duas vezes! Levantamos de nossos assentos e fomos receber a oração. Quem intercedeu por nós foi o pastor Amadilson de Paula, diretor do Ministério de Música e Artes – Convenção Geral. Ele perguntou qual a finalidade da oração e respondemos prontamente que era o desejo de ter filho. Assim ele impôs as mãos sobre nós e orou ao Deus vivo.
Os meses passaram e continuamos o curso de nossas vidas de forma normal realizando alguns procedimentos do tratamento para fertilização. Ocorre que estávamos em uma programação do Ministério da Mulher na IAP de Nova Mutum, e em um momento de descontração, falamos sobre o desejo de ter filho. Nesse momento, eu disse para os irmãos ali presentes que tinha certeza que teria filho, pois cria que Deus tinha ouvido nosso clamor. O fato é que minha esposa já estava carregando em seu ventre a resposta de nossa oração, embora ainda não soubéssemos. Antonella, nossa querida filha, já estava sendo entretecida por Deus no ventre de minha esposa.
No dia 15 de julho de 2019, nasceu Antonella, saudável, linda e serva do Deus Vivo. Vimos a manifestação da benevolência de Deus para conosco, nos dando uma filha e a responsabilidade de educá-la. Somos gratos ao Deus do impossível. Milagres existem e sabemos quem os faz! Deus seja engrandecido para sempre!
 
Jose Rubens Cortez Filho, professor de história, casado com Adnalva do Carmo Augusto Cortez, pedagoga. Congregam na IAP em Lucas do Rio Verde (MT)

Aquele “fale mais sobre você” que salva vidas

São 800 mil pessoas que se suicidam por ano no mundo, uma morte a cada 3 segundos. Destas mortes, 75% acontecem em países pobres ou em desenvolvimento. No Brasil, por volta de 11 mil pessoas se suicidam por ano, isso significa 32 por dia, uma a cada 45 minutos. E para cada pessoa no Brasil que se suicidou, estima-se que 20 tentaram o mesmo. Mais homens se matam, porém mais mulheres se engajam em tentativas. O Brasil é o 8° país em número de mortes por suicídio. E o suicídio é a 2° maior causa de mortes entre jovens de 15 a 29 anos. Enquanto no mundo a taxa de suicídios diminuiu em 31% o número de mortes, no Brasil, aumentou em 11%.
O mais triste que constatar estes dados, é saber que 90% destas mortes poderiam ser evitadas. Tendo isso em vista, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu o dia 10 de setembro como dia mundial de prevenção ao suicídio. E, por esta razão, discutimos este tema, que por muitos anos foi considerado tabu, especialmente em ambientes religiosos, onde era considerado pecado. Hoje entendemos que a discussão deste assunto, sem sensacionalismo ou romantização, é benéfica.
Todos nós, talvez, já tenhamos pensado na morte como possibilidade. Às vezes, sentimos essa ambivalência entre querer morrer e querer viver. Entramos em abismos existenciais e percebemos que a vida não faz sentido. Alguns saem destes abismos, outros não. Isso poderia gerar em nós profunda empatia pelo que está em sofrimento e não um olhar de recriminação ou crítica.
A pessoa que pensa em morrer sentiu seu copo transbordar, devido às feridas, adoecimentos, baixa autoestima, perdas e frustrações. E com a percepção em desequilíbrio entendeu que tirar a vida era uma saída. Sentiu-se em desespero, desamparo, desesperança e possivelmente depressão. De tanto sofrimento entrou em processo de morrência, um processo de definhar físico e emocional em que não sentia mais prazer na existência. A morte se tornou possibilidade, não pelo desejo de morrer, mas pela vontade de matar a dor. Um ato definitivo para uma dor temporária. O suicídio foi um ato de comunicação, um pedido de socorro, um grito: “Olhe para mim”.
Quais seriam as razões para uma decisão tão drástica? Possivelmente as características do nosso tempo. Essa visão de mundo triunfalista, em que precisamos ser pessoas de sucesso (que juntou seu primeiro milhão até os 30 anos ou abriu uma Startup incrível), obrigatoriamente felizes (corpos perfeitos, relacionamentos amorosos apaixonantes, mil viagens feitas). Não se aprendeu a lidar com fracassos, insucessos e frustrações e as redes sociais esfregam enganosamente em nossos rostos pessoas na contramão do que virou nossa vida.
Queremos tudo aqui e agora, não esperamos nossa vida desenrolar no devido tempo. E como imediatistas não suportamos o sofrimento passar. Somado a isto, nos tornamos individualistas isolados, acompanhados apenas pela Netflix. Há carência de relacionamentos significativos, em que podemos abrir o coração e compartilhar dissabores.
Neste contexto não falamos sobre nós, nem enxergamos as pessoas à nossa volta, que dão sinais de que seu mundo não anda bem. Diferentemente do que se acreditou por muito tempo, as pessoas pedem socorro de alguma forma. Os sinais ou fatores de risco são:
·       Verbalização de inutilidade (Não faço nada que preste), de pessimismo em relação ao futuro (Minha vida não vai mudar), de auto pejoração (Não sirvo para nada). É mito que quem quer se matar não verbaliza;
·       Mudança abrupta no comportamento (Deixar de fazer algo que gostava, isolamento, ausência de autocuidado, etc);
·       Transtornos mentais: Depressão, Transtorno Bipolar, etc;
·       Uso de álcool e drogas;
·       Tentativa prévia;
·       Mulheres que sofreram violência;
·       Viúvos.
Virginia Ronchetti é psicóloga e congrega na IAP em Jales (SP).

Curso para presbíteros

Livro “Apascentai a Igreja de Deus”
O Centro de Estudos Teológicos da IAP (CETAP) Geral apresenta mais uma novidade em suas publicações. É o livro “Apascentai a Igreja de Deus”. Um curso preparatório para presbíteros da Igreja Adventistas da Promessa. O público-alvo desta preparação são aqueles que tem interesse pelo ministério pastoral, ou desejam se atualizar, para um melhor exercício do serviço cristão. Ele pode ser aplicado pela própria igreja local.
Para adquirir a obra, é fácil. Entre em contato conosco:
email: financeiro@fatap.org;
Telefone: (11) 3104-6402;
WhatsApp: (11) 97566-5262.

Dicas da lição 11 – "Timóteo, um jovem a serviço do reino"

Recurso pré-aula: Para facilitar a familiarização com o estudo, utilize o podcast da lição 11, acessando o link: http://backup.portaliap.org/wp-content/uploads/2019/06/Licao_11_Timoteo.mp3
Abertura: Antes de iniciar a sua aula, lembre-se que o estudo da Bíblia é uma atividade não apenas intelectual, mas, sobretudo, espiritual. Portanto, convoque a classe a orar em favor do estudo.
Slides da lição: Baixe o slide da lição 11, acessando o link: http://backup.portaliap.org/licoes-biblicas/licao-biblica-328/#downloads e utilize-o no desenvolvimento da sua aula.
Estudo em Libras: A Junta de Missões sempre disponibiliza a Lição Bíblica em libras. Informe seus alunos sobre este importante trabalho. Veja: https://www.youtube.com/channel/UCSajxLcXf10Zmvnz3wv7qag
Dinâmica 1: “Como tenho me esforçado e servido o reino de Deus?”[1]
Materiais: 1 garrafa de água (pode ser de 500 ml), 1 copo descartável simples e 1 Copo de vidro elegante
Desenvolvimento: Essa dinâmica pode ser utilizada para introdução do estudo, como auxílio para a questão nº 5 ou como base para toda a parte II “Ensinos para praticar”. Pois bem, com a garrafa de água em suas mãos diga aos seus alunos “hoje eu quero servir vocês, eu trouxe água e vou servir vocês”, escolha um aluno e diga “abra a boca e erga a cabeça” e derrame água da garrafa em sua boca (como se diz em alguns lugares do Brasil, beber água no gargalo), escolha outro aluno e sirva a água em um copo descartável, escolha outro aluno e sirva a água em um elegante copo de vidro. Em seguida, explique: “Notem que eu servi a mesma agua a estas três pessoas; não existiu diferença alguma no líquido,  mas na forma como o mesmo foi servido: em um eu derramei a água na boca (nada educado da minha parte), ao outro eu servi em um copo descartável, que mostra de certa forma, minha indiferença, mas à terceira pessoa eu servi em um bonito copo de vidro, que demonstra meu esforço e dedicação ao servi-la. A água é a mesma, mas a forma como eu servi é diferente”. Em seguida, questione a classe: “De que forma você tem servido às pessoas? De que forma você tem servido ao Reino de Deus? De que forma você tem servido à Deus? Como as pessoas que eu sirvo, que fazem parte do reino de Deus, tem se sentido? A forma como eu sirvo tem mostrado e demonstrado o amor de Deus pelas pessoas?”.
Dinâmica 2: “Engajado na Missão”[2]
Material: Prepare com antecedência papeis pequenos e canetas (pegue uma folha sulfite e corte em oito partes iguais, de forma que fiquem pequenos papéis). Conforme os alunos forem chegando o assistente ou recepcionista entrega e diz que será utilizado durante o estudo.
Desenvolvimento: Essa dinâmica pode ser aplicada na finalização do estudo ou no auxílio da questão 6. Começando, diga aos alunos: “todos vocês receberam um papel e uma caneta, agora quero o máximo de atenção e silêncio, você vai orar à Deus em seu pensamento e pedir para ele te dar uma palavra de ânimo e encorajamento e você vai escrever neste papel o que Deus falar ao seu coração, pode ser um versículo ou uma frase de encorajamento, exemplo: ‘Não temas pois Eu sou contigo!’, ‘O Senhor é teu pastor e nada te faltará’, ‘Deus te escolheu’, ‘Servo justo e fiel’ e etc…” Após todos escreverem, recolha os papéis, misture-os rapidamente e redistribua-os. Explique que, por meio dessa redistribuição, cada aluno estará sendo usado por Deus para encorajar a vida do outro. Em seguida, comente sobre a importância de se praticar o encorajamento.
Observação importante: Para realizar as sugestões de dicas deste estudo, é necessário dividir bem o tempo. Como isso nem sempre é possível no decorrer da aula, o ideal é que o (a) professor (a) encontre maneiras de aproveitar melhor tais sugestões. Por exemplo: se não for possível exibir, no momento da aula, o vídeo proposto, este pode ser enviado aos alunos através de uma rede social durante a semana. Use a sua criatividade!
Colaboradora: Daysa Hilário Pereira, serve a Deus na IAP em Perus, São Paulo – SP.
Editor: Jailton Sousa Silva
[1] Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=CuawzikLYt4  Acessado em 27/06/2019.
[2] Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=ITUEJQ4DWtY  Acessado em 27/06/2019.

Discipulado entre mulheres

Mulheres da Convenção da Geral participam de evento

 
Cerca de 150 mulheres das igrejas da Convenção da Geral participaram do evento “Discipulado entre Mulheres”, com a teológa e terapeuta Paula Coatti, no sábado (31/08), na IAP em Vila Medeiros (SP).
A exemplo do que tem ocorrido em outras regiões do Brasil, que também estão realizando o evento, foi um momento muito propício para reflexão de todas as participantes. Paula é autora do livro “Discipulado entre Mulheres”, em parceria com o Ministério de Mulheres da IAP, que analisa os papeis sociais do Feminino e do Masculino na família.
A autora define o discipulado como um processo educacional de vida, em que discípula e discipuladora caminham em busca da consciência crística.
Participou do evento também Bettina Flor, representante da Sociedade Bíblica do Brasil, divulgando o movimento “Mulheres pela Causa da Bíblia”. Em breve, divulgaremos mais informações, por meio do Ministério de Mulheres, para que as mulheres promessistas também se engajem nessa iniciativa.

Porque você é cristão? II

Continuando nossa reflexão, caso você tivesse de responder de surpresa, a esta pergunta: “Por que você é cristão?”, o que diria? O teólogo John Stott continua nos ensinando, em seu livro com este mesmo título, publicado em 2003.
Quarta resposta de John Stott
– Porque Jesus nos purificou quando morreu por nós na Cruz e pode nos tornar novos!
Aqui John Stott avança para um dos temas mais caros para a filosofia, de cunho ontológico, ou seja, o “SER”: Quem sou eu? o que é o homem? O que nos torna humanos?
O homem, para o teólogo, é um paradoxo em si, de um lado, foi feito à imagem e semelhança de Deus, com capacidades de (pensar, escolher, criar, amar e adorar), ou seja, é este homem que é solidário, que constrói hospitais para cuidar dos doentes, que constrói  universidades para aquisição de sabedoria, igrejas para adoração a Deus.
Diametralmente a estas qualidades, está o coração do homem, pois é nele que habitam os riscos para degradação humana. Para explicitar este tópico, o autor cita (Mc 7.21-23), que diz: “Pois do interior do coração dos homens vêm os maus pensamentos, as imoralidades sexuais, os roubos, os homicídios, os adultérios, as cobiças, as maldades, o engano, a devassidão, a inveja, a calúnia, a arrogância e a insensatez. Todos esses males vêm de dentro e tornam o homem impuro.”
O homem traz consigo a predisposição para o mal, e o mal nos torna impuros aos olhos de Deus. É esse mal que faz com o que o homem construa câmaras de tortura, os campos de concentração, abasteçam seus arsenais nucleares, eis que surge o paradoxo da nossa humanidade.
John Stott, defende que Jesus Cristo e suas boas novas tratam de resolver o paradoxo do homem, à medida que os evangelhos nos purificam da degradação e nos ofertam um novo coração: “Pois Cristo morreu para nos purificar e nos tornar novos. Essa é a aplicação lógica do Evangelho em resposta ao paradoxo de nossa humanidade. Eis a quarta razão porque sou Cristão” (p.86)
 
Quinta resposta de John Stott
– Porque Jesus Cristo é a chave para liberdade
Para o autor, liberdade é um tema em princípio amplo, afinal, para a liberdade pode ser civil, individual, econômica, entre outros.
Contudo, não é esta liberdade (ou salvação) que Stott se refere, mas aquela que Jesus nos proporcionou com sua morte.
John Stott nos apresenta os três tempos da salvação:
a)     Passado: Fui Salvo (ou liberto) no passado da penalidade do pecado por um Salvador crucificado;
b)     Presente: Estou sendo salvo (ou liberto) no presente do poder do pecado por um Salvador vivo;
c)     Futuro: Serei salvo (ou liberto) no futuro da presença do pecado por um Salvador que virá.
 
Pois isso a liberdade possui conceito diferente do que pressupõe o senso comum. A  liberdade cristã é uma libertação do eu, “é a liberação de uma preocupação com o meu pequeno eu, tolo, a fim de ser livre para amar a Deus e ao meu próximo”, conceito este encontrado em Mc 8.35 “quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a sua vida por minha causa e pelo evangelho, a salvará” (p.101)
 
Sexta resposta de John Stott
– Porque Cristo supre nossas aspirações humanas e nele experimentamos a plenitude da vida.
Sem dúvida, a expressão que mais define este conceito é a de Santo Agostinho que registra em suas confissões o propósito da vida e a busca do homem à Deus: “nos fizeste para ti, e nosso coração está inquieto enquanto não encontrar em ti descanso” (p.106).
Para o teólogo, Cristo é o meio para cura de todas nossas aflições, todo desencanto de uma sociedade dissolvida de valores, que clama por sentido. Cristo é a fonte para toda angústia do homem: “Há uma fome no coração humano que ninguém senão Cristo pode satisfazer. Há uma sede que ninguém senão ele pode saciar. Há um vazio interior que ninguém senão ele pode preencher”
Cabe-nos perguntar: Você se considera um cristão autêntico?
 
Alexandro Alves Ferreira, pós graduado em filosofia da religião e em história das religiões, formado em história e filosofia, bacharelando em Teologia.
Elias Alves Ferreira, Pastor, atualmente congrega na IAP em Boqueirão (Curitiba-PR) e atua no Ministério de Vida Pastoral – Convenção Geral.
 

Nota de falecimento

Oremos pela família do Pr. João Leonardo Jr.

Neste sábado, o Senhor recolheu mais uma preciosa filha: irmã Aparecida Franco Leonardo, da IAP em Jd. Planalto (Marília- SP), aos 80 anos. Ela era casada com João Leonardo e deixa também os filhos Pr. João Leonardo Jr. (diretor júridico da Convenção Geral da IAP), Adir  Leonardo e Vania Cristina.
Era uma mulher sempre alegre, que soube edificar sua casa de acordo com a vontade do Senhor. Deixa um rico legado para os filhos, genro, noras e netos.
Está sendo velada no Velório Municipal Central – Av. Saudade, 815 – sala 3 . Culto fúnebre às 14h20. Às 15h00, seguirá para o sepultamento no Cemitério Municipal de Campos Novos Paulista.
Reencontraremos certamente nossa querida irmã no dia da volta de nosso Senhor Jesus Cristo, quando “Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.” (Ap 21.4)
 

A ação do Espírito Santo

O agir dele em nós é tão importante quanto a obra de Cristo por nós

Lembro como se fosse hoje o dia que minha filha, à época com uns 5 anos, chegou em casa, depois de um culto na igreja local onde servimos a Deus, perguntando-me quem era o Espírito Santo. Me esforcei para ajudá-la a entender, dentro do que era possível naquele momento. Minha oração é para que, quanto mais ela cresça, mais ela deseje entender a pessoa e a obra do Espírito, questões fundamentais para maturidade de um cristão.
Alguém já escreveu que a ação do Espírito Santo em nós é tão importante quanto a obra de Cristo por nós, visto que não desfrutaríamos dos benefícios da obra de Cristo por nós sem a obra que o Espírito opera em nós. Na carta de Paulo aos Efésios é impressionante o quanto o apóstolo trata da obra do Espírito. São nada menos que 12 menções a pessoa do Espírito Santo e sua obra, nos 6 capítulos da carta. Vejamos o que ele diz!

A garantia da salvação
Nele, quando vocês ouviram e creram na palavra da verdade, o evangelho que os salvou, vocês foram selados com o Espírito Santo da promessa, que é a garantia da nossa herança até a redenção daqueles que pertencem a Deus, para o louvor da sua glória (Ef 1:13-14 – NVI, grifo nosso).
A primeira informação que Paulo apresenta sobre o Espírito Santo na carta aos Efésios está relacionada com o selo. Quando o evangelho nos foi pregado e cremos na palavra da verdade (“quando vocês ouviram e creram”), recebemos o selo do Espírito Santo. O que isso significa? Na antiguidade, um selo ou marca com o símbolo do proprietário ou remetente era afixado ou atada a um objeto para, dentre outras coisas, garantir a autenticidade do mesmo; garantir que ele era verdadeiro. Era, também, a garantia de que o objeto selado havia sido transportado intacto. Paulo diz que os cristãos foram selados com o Espírito por ocasião da sua conversão. Ser selado significa receber a habitação do Espírito. A presença do Espírito Santo na vida é o selo.
A presença do Espírito Santo na vida de uma pessoa é o que autentica a veracidade da sua fé e mostra que ela é, realmente, filha de Deus. Paulo diz que o selo do Espírito é a “garantia da nossa herança até a redenção” (v.14). Algumas versões bíblicas utilizam a palavra “penhor”. O termo grego utilizado pelo apóstolo era aplicado, no mundo comercial da época, para o pagamento antecipado ou parcial em alguma negociação, como garantia de que o pagamento total seria feito. A mensagem é clara: a presença e atuação do Espírito Santo, na vida do cristão, no presente, é uma antecipação e uma garantia daquilo que será seu quando a salvação for completada; é a garantia de que seremos salvos, definitivamente, no futuro!
Vale ressaltar, ainda, que Paulo fala do “Espírito Santo da promessa” (v.13). Poderíamos traduzir esta expressão para “O Espírito Santo prometido”. Os profetas do Antigo Testamento prometeram que um dia o Espírito Santo seria derramado em profusão (Is 44:3; Ez 36:26-27; Jl 2:28). O Senhor Jesus também falou sobre a vinda do Espírito (Jo 14:16,17; 15:26: 16:13). Todas estas promessas se cumpriram e é esse Espírito prometido que habita em cada cristão e o conduz seguro rumo a redenção!

O conhecimento de Deus
E peço ao Deus do nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai glorioso, que dê a vocês o seu Espírito, o Espírito que os tornará sábios e revelará Deus a vocês, para que assim vocês o conheçam como devem conhecer (Ef 1:17 – NTLH, grifo nosso).

A partir do v.16 de Efésios 1 Paulo diz que tem orado pelos cristãos e apresenta alguns dos seus pedidos a Deus em favor dos mesmos. Um deles: ele pede que os cristãos recebam o Espírito de sabedoria e conhecimento de Deus. Uma vez que os cristãos já possuem a presença do Espírito, conforme foi dito nos vs. 13-14, o que exatamente Paulo está pedindo? Junto com outros autores, Stott diz que, embora o texto traga espírito com “E” minúsculo, é provável que a referência seja ao Espírito Santo, o mestre do povo de Deus. Seguindo esse entendimento, os tradutores da NTLH traduziram assim o texto: dê a vocês o seu Espírito. Neste caso, então, Paulo estaria orando pelo ministério de iluminação do Espírito na vida dos crentes, que já possuem sua habitação.
É somente através da atuação e iluminação do Espírito Santo que nós, crentes em Jesus, podemos nos tornar sábios e conhecer a Deus mais plenamente e sua vontade, conforme expressa em sua Palavra. É bom que se diga que a “revelação” ou “conhecimento” que o Espírito nos dá não tem a ver com revelação além daquilo que já está revelado na Escritura, mas com uma iluminação da parte do Espírito Santo na vida do crente para que ele possa ver claro as verdades espirituais, e realmente compreendam quem é Cristo e sua obra.
É o Espírito Santo quem nos ajuda a entendermos cada vez mais o evangelho. Ele abre nossa mente para entendermos a razão do nosso chamado e o valor da nossa herança (v.18).
Apenas por estas duas menções que Paulo faz ao Espírito Santo já é possível perceber o quanto ele é importante em nossa vida cristã. Você consegue reconhecer isso? Que tal louvar a Deus pelo selo do Espírito em sua vida, que é garantia da sua salvação e orar para que ele ilumine seu entendimento, cada dia mais, para entender as verdades eternas do evangelho!
Até o próximo texto! Quem sabe voltemos a falar das outras dez menções de Paulo ao Espírito em Efésios!