Aprendendo com o Anthonny

No dia 12 de setembro, após a Escola Bíblica, escutei um agudo choro de criança. Era o Anthonny, um garotinho da IAP em Jardim Paneira (São Paulo, SP). Seu pai explicou que ele estava chorando por ter chegado atrasado na Escola Bíblica do Dijap. Fiquei sobremaneira admirado com tal gesto.
Comentei com o seu pai minha admiração por sua atitude, disse que eu estava do lado dele e ponderei: queria que todo o adulto da Igreja tivesse este sentimento demonstrado por aquele choro infantil. Porém, muitos não têm essa preocupação em chegar no horário correto da Escola Bíblica e participar com o mesmo espírito dos bereanos, ávidos pela Palavra de Deus e dispostos a aprenderem.
O desinteresse da Escola Bíblica é demonstrado no horário que alguns chegam, quando chegam. Vi uma frase numa rede social que bem poderia se juntar a este artigo: “Não diga que está disposto a morrer por Cristo se, pelos menos aos sábados, não consegue levantar para ir à Escola Bíblica.”
Ao imaginar que existiram homens que amaram as Escrituras ao ponto de morrer por elas, arriscando tudo que tinham, não amando as suas próprias vidas, como fez Martinho Lutero, em 31 de outubro de 1517, quando fixou na Igreja do castelo de Wittenberg, na Alemanha, suas 95 teses de defesa da salvação mediante a fé na pessoa do Senhor Jesus Cristo, revelado através do conhecimento da Bíblia Sagrada.
A IAP lança lições bíblicas relevantes, facilita virtualmente o acesso a todos os seus membros, realizou um seminário de revitalização da Escola Bíblica mas alguns continuam prejudicando a si mesmos e a seus filhos por um pouco de sono. “Ó preguiçoso, até quando ficarás deitado? Quando te levantarás da tua sonolência? Tirando uma pestana, cochilando um pouco, cruzando os braços para descansar, tua iminente pobreza te aterrorizará, e tua necessidade te assaltará como um ladrão armado.” (Provérbios 6.9-11).
A criança chorou porque chegou atrasada na Escola Bíblica. Naquele momento incentivei imediatamente ao seu pai a chegar no horário devido, aproveitando a disposição e o amor demonstrado pelo seu filho, que não podem ser desprezados.
Você já parou para pensar no desagrado que faz ao Senhor conscientemente ou inconscientemente quando não se atém ou detém nos “negócios do Pai”? (Lucas 2.49). Aprenda com o Anthonny, que está aprendendo com Jesus a amar a Escola Bíblica, e não se conforme em faltar ou chegar atrasado.
Pr. Omar Figueiredo dos Santos é responsável pelas IAPs em Jardim Paineira e Itaquera, na Convenção Paulistana Leste.

Um cântico de Celebração

“Porque tudo vem de ti, e das tuas mãos to damos.” (1 Crônicas 29:14)

Com toda a certeza, não existe nada mais encorajador e inspirador para uma canção do que chegar ao final de uma caminhada com êxito ou finalizar uma jornada com sucesso. Esse sentimento pode ser percebido nas torcidas de futebol, por exemplo, no momento em que o time para o qual se torce completa o campeonato de maneira vitoriosa. Músicas alegres e que celebram a vitória são compostas e cantadas até a exaustão pelos torcedores apaixonados. Em outras situações, quando representantes da nação retornam de uma competição com a vitória (como numa Olimpíada, por exemplo), podermos observar o florescimento de um grande sentimento de amor ao país e a celebração do hino nacional como a amostra da exultação de um povo.
Da mesma forma, nas Escrituras Sagradas percebemos várias canções e louvores que foram compostos depois de lutas marcadas por vitórias. A felicidade pela vitória, depois uma penosa jornada, com grandes dificuldades e tribulações, traz-nos canções ao coração. Esse é o exemplo da canção que Davi compôs e que está registrada em 1 Crônicas 29: 1-22. Ao olhar para sua trajetória de lutas, com vários obstáculos, Davi expressa o seu louvor ao Senhor. Esse homem reconhece que a razão da vitória em sua caminhada é a presença de Deus em sua vida. Através desse cântico podemos perceber uma visão correta de Deus, mas também uma visão correta do homem.
Em primeiro lugar, o cântico de Davi destaca uma visão correta de Deus. Ele celebra a vitória no Senhor imutável e eterno (versículo 10 – “Por isso Davi louvou ao SENHOR na presença de toda a congregação; e disse Davi: Bendito és tu, SENHOR Deus de Israel, nosso pai, de eternidade em eternidade.”), que também o ajudara na batalha diante do gigante Golias. É interessante que Davi percebe que,  se ele chegou ao fim das lutas com sucesso, é somente porque Deus continuava com o Seu amor fiel e constante. Em meio aos altos e baixos da vida, o Senhor continua o mesmo. Da mesma forma, Davi reconhecia que toda a honra e toda a glória, todo o poder e toda a vitória eram provenientes de Deus somente (“Tua é, SENHOR, a magnificência, e o poder, e a honra, e a vitória, e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu é, SENHOR, o reino, e tu te exaltaste por cabeça sobre todos. Riquezas e glória vêm de diante de ti, e tu dominas sobre tudo, e na tua mão há força e poder; e na tua mão está o engrandecer e o dar força a tudo. Versículo 11 e 12”).
Ao olhar para trás, o rei Davi reconheceu o agir divino durante toda a sua existência. Portanto, um Deus soberano e Senhor, que governa e reina é exaltado nessa canção. Por fim, um outro ponto a ser destacado, é a visão de um Deus providente e sempre presente (“SENHOR, nosso Deus, toda esta abundância, que preparamos, para te edificar uma casa ao teu santo nome, vem da tua mão, e é toda tua”). Em 1 Crônicas 29: 1-22 especificamente, Davi enfatiza que a provisão para a construção do templo viera das próprias mãos do Senhor, sendo suficientes para a sua obra.
Nesse louvor Davi também expressa uma visão correta do ser humano. Ele começa questionando: “Porque quem sou eu, e quem é o meu povo, para que pudéssemos oferecer voluntariamente coisas semelhantes?” – versículo 14. Para muitas pessoas Davi era muito importante: o rei de Israel, comandante de grandes batalhas, mas ele sabia que era apenas um pecador que precisava de Deus. Um outro aspecto presente na canção de Davi sobre a realidade humana é a sua transitoriedade: “como a sombra são os nossos dias sobre a terra, e sem ti não há esperança.” – versículo 15. Todos nós estamos de passagem sobre essa terra. Nada aqui nos prende e nossa vida se esvai rapidamente. Por isso, devemos colocar a nossa existência diante do Deus Soberano e Eterno, que nunca falha e é fiel.
Através da reflexão contida nesse cântico, que possamos ter uma visão correta do ser humano (como alguém transitório, que necessita de Deus), mas que possamos também ter uma visão correta de Deus – o Eterno e Imutável, Fiel e que nunca nos abandona, o Provedor e Senhor que sempre nos conduz em triunfo.
 
Dsa. Cláudia dos Santos Duarte congrega na IAP em Votuporanga (SP) e é diretora do Dijap da Convenção Noroeste Paulista.
 

Plantando Esperança na Índia

Escola recebe crianças de um vilarejo

Queremos desde já agradecer a todos os irmãos que têm orado, contribuído e apoiado este projeto. Muitos são os desafios, porém, ver o crescimento das crianças e a alegria com cada atividade que organizamos, vale qualquer sacrifício.
Algumas coisas aconteceram nos últimos dois meses que afetam diretamente o desenvolvimento do Projeto.
Tivemos que mudar de lugar pois o prédio que era usado como escola teve que ser devolvido ao dono. Agora a escola funciona em três salas na casa do coordenador. O lugar é mais limpo e mais seguro. Eles precisam se apertar na sala para caber todo mundo, mas é o que eles têm e estão gratos pelo básico.
O irmão local por quem nós temos acesso à vila agora se tornou o “cabeça” da família. O sogro que era o patriarca da família morreu há uns três meses,  então a família escolheu nosso irmão (único cristão da família) para liderá-los, o que deu um pouco mais de liberdade tanto para nosso irmão ir ao vilarejo, quanto para nós seguirmos o trabalho com as crianças.
Um casal de amigos mexicanos que ajudava no treinamento e acompanhamento com os professores teve seus vistos negados, assim não pode retornar à Índia.
Nesse tempo também duas professoras que receberam o treinamento por seis meses, estavam indo muito bem e já tinham até começado a ler a Palavra, não puderam continuar porque suas famílias não permitiram que elas trabalhassem na escola.
As crianças estão uniformizadas, com os seus livros e cadernos aprendendo a cada dia. Há muita coisa que gostaríamos de fazer agora, mas o ritmo e as expectativas em um vilarejo são muito diferentes. Por isso, precisamos ter muita sabedoria, mas a transformação é notória quando comparamos com o primeiro dia que conhecemos estas crianças.
Semana passada, recebemos quatro jovens ingleses que prepararam uma atividade criativa para as crianças. Estas crianças não estão acostumadas a brincar, então foi uma diversão poder sujar suas mãos de tinta, correr, cantar… elas não esquecerão este dia.
Continuem orando por cada criança, professores e suas famílias.
Obrigado
Pastor da IAP na Índia

Convenção Paulista

Congresso Ministerial reuniu cerca de 40 casais

Quase 40 casais participaram do III Congresso do Departamento Ministerial na Convenção Paulista, no último dia 12 de setembro, na Chácara Canaã, em Cosmópolis (SP).

Mesmo com as dificuldades financeiras em função da crise do país, a Convenção Paulista se empenhou por fazer o evento e valeu muito a pena, graças a Deus. Os casais foram ministrados em diversas assuntos, através de palestras, filme e atividades em Grupo.

A participação foi muito rica, os depoimentos foram emocionados. Ao final, a presença de Deus foi muito tocante, especialmente, quando a maioria dos pastores e esposas se colocaram quebrantados aos pés de Cristo, para receber dele o renovo necessário no ministério. Foram momentos inesquecíveis diante do Senhor!

A Resofap organizou as refeições e os detalhes com muito empenho e o resultado surpreendeu a todos!

Representaram o Departamento Ministerial Geral o Pr. Edmilson Mendes, sua esposa, Dsa. Regina, e o Pr. Aldo de Oliveira, e sua esposa, Dsa. Lilian Mendes.

Você tem fome de quê?

As pessoas vão atrás das promessas materialistas, mas entretenimentos, viagens e dinheiro apenas iludem e preenchem momentos

Dentre os prazeres da vida, comer, sem dúvida, é um dos principais. Posto que é uma necessidade, realiza com eficácia o dito popular que diz que o bom mesmo, é quando conseguimos unir o útil ao agradável. Infelizmente e tragicamente, milhões ainda não usufruem este prazer e, consequentemente, não têm satisfeita sua necessidade básica de alimento, pois fome é o que enfrentam diariamente, enquanto, por outro lado, o desperdício de comida no mundo resolveria o drama destes milhões de famílias.
A fome não precisa de professor. Não é necessário explicar o que ela é e como dói. O faminto sabe, vive e sente no estômago, aprende sozinho. Até mesmo aqueles que nunca viveram uma mínima crise de alimento, conseguem imaginar, pois qualquer refeição rotineira que atrase um pouco mais, já é o suficiente para receber a voz de protesto: “Ai que fome! Não estou aguentando!”
Caso não haja solução ou socorro, a fome mata. Talvez aqui, com o dado objetivo e frio da consequência final provocada pela fome – a morte – consigamos compreender o estado atual do nosso mundo. Você tem fome de quê? Perguntou o poeta. De amor, de afeto, de carinho? De trabalho, de oportunidade, de serviço? De harmonia, de paz, de calma? De equilíbrio, de decência, de justiça? Do que você tem fome, afinal? Lembre-se, a fome não saciada, mata.
Simone Weil tem um pensamento que nos auxilia: “A alma só tem certeza de que tem fome. Uma criança não para de chorar se lhe dissermos que talvez não exista pão. Ela continua chorando do mesmo jeito.” Toda alma sabe que está com fome, sabe do que tem fome, sabe o que saciaria sua fome. E enquanto o alimento certo não for ministrado o choro não cessará, e isso até que morram todas as forças que alguém é capaz de reunir para chorar.
Gosto da comparação da fome da alma com o choro da criança faminta. Para uma criança não existem explicações racionais que a faça parar de chorar, ela nem entende os porquês apresentados. Possivelmente, a criança nem saiba qual alimento seja melhor, mais saudável, recomendável e seguro. O que ela quer é comida, senão chorará até perder as forças.
Olhe ao seu redor, verdadeiras multidões estão chorando, sabem que tem fome, sabem identificar a fome, mas não conseguem identificar o alimento correto para a fome que têm. Querem alegria, liberdade, prazer, conforto, status, posição, bens, poder, paixão. E vão atrás das promessas materialistas para matar uma fome que só aumenta, afinal, entretenimentos, sexo, viagens, carros, roupas, dinheiro, apenas iludem e preenchem momentos, mas não fazem nem cócegas na fome absurda que massacra a alma.
Ainda que não saiba, a fome escancarada na alma humana clama por Deus. Como procura saciar sua fome com coisas, filosofias e técnicas, mais fome tem. O resultado pode ser visto em escala global, gente estressada, desesperada, impaciente, irritada, depressiva, adoecida, terminal. Aumentam, então, crimes inexplicáveis, suicídios, abandonos, rejeições. Tudo por conta desta solução proposta pelo mundo, que apenas fabrica sorrisos fugazes há décadas com “sexo, drogas, rock’n roll” e afins, mas via de regra só faz aumentar a fome, as lágrimas e a morte de todos os sonhos que um dia foram sonhados.
Se você já tentou de tudo, se já foi em várias fontes à procura de matar sua fome, se já está em vias de desistir, aceite um conselho: experimente Deus. Sei que o conceito é vago e impossível de entendermos, por isso mesmo Ele se encarnou, para sentir nossas dores, viver nossas misérias e suportar a nossa morte, a fim de que pudéssemos viver a Sua vida.
Diante de um mundo tão cético e descrente, com fomes gritantes no Oriente e no Ocidente, cada um foge da sua particular fome migrando para aquilo que julga ser a solução, só não migra para Deus. Diante deste quadro recheado de almas que têm certeza que têm fome mas não sabem resolver seu dilema, finalizo com a surpreendente declaração de um autor ateu, Jean-Paul Sartre: “Que não existe Deus, eu não posso negar, que todo o meu ser clama por Deus, eu não posso esquecer.” O convite ainda continua, para todo aquele que receber o Filho. O Pai garante em Apocalipse 7:16, “Nunca mais terão fome…”, item prometido para a Nova Terra,o lar eterno que ainda está com portas abertas para toda classe social, nação, povo e língua.
 
Pr. Edmilson Mendes congrega na IAP em Pq. Itália (Campinas, SP) e integra a equipe do Departamento Ministerial – Convenção Geral e Paulista.

Conferência de Adoradores

IAP em Joinville (SC) promove evento em 19 e 20/09

“We Worship” (Nós Adoramos). É o tema da Conferência de Adoradores, que acontecerá no próximo final de semana, na IAP em Joinville (SC). Haverá diversas oficinas de instrumentos e voz para os irmãos que atuam nas Igrejas com música, teatro e outras expressões de adoração. Participe!
Mais informações: www.worship.com.br
 evento Joinville