Janeiro Branco

Sua mente agradece!

Você provavelmente conhece ou já ouviu falar sobre as campanhas de prevenção e combate ao câncer: outubro rosa e novembro azul, mas e o Janeiro branco, você sabe o que significa?
Mobilizar a sociedade em favor da saúde mental, essa é a resposta à pergunta do parágrafo anterior. Vivemos no “século da depressão”, é cada vez maior o número de pessoas diagnosticadas com ansiedade, fobia, pânico, entre outros sintomas reais que tem afetado cada dia mais a vida das pessoas. Tal crescente nos traz um alerta, é preciso cuidar dos aspectos mentais e emocionais da nossa vida. Se você se propor a começar fazer exercícios físicos, um componente muito importante com certeza é o sapato adequado para evitar os impactos, principalmente nos joelhos, faz sentido cuidar do corpo, previne doenças e contribui para um futuro saudável, mas e os impactos emocionais que diariamente nos acometem, por que não vestir algo que amorteça esses impactos também?
O conceito de saúde mental, é a capacidade de administrar a própria vida e suas emoções, é um estado de equilíbrio que proporciona bem estar à pessoa, é estar em contato com a realidade, lidando com as situações diárias sem adoecer. Nem sempre você conseguirá isso sozinho. É por esse e outros motivos que os psicólogos existem e trabalham, é preciso extinguir de vez o tabu que ainda persiste sobre saúde mental, ir ao psicólogo “não é coisa de louco”, isso faz parte de uma cultura ultrapassada, atualmente, é reconhecida a importância do psicólogo no cuidado da saúde mental e emocional, do qual todos nós temos. Buscar ajuda psicológica é sinal de inteligência, é não perder o controle daquilo que controla todo nosso corpo, pensamentos e comportamentos.
O mês de Janeiro representa início e a cor branca simboliza o papel em branco, comece um novo ano escrevendo uma história diferente sobre saúde mental, você pode participar dessa campanha promovendo e/ou participando de palestras, encontros, debates, ajudando a si mesmo e ao próximo, isso não é motivo para vergonha, é um gesto nobre. As escrituras sagradas nos traz o exemplo de uma mulher que soube ouvir, Rute aceitou os conselhos de sua sogra Noemi e hoje é lembrada como modelo de caráter feminino, é claro, que sua fé e obediência à Deus são os principais temas desse livro na Bíblia, mas ouvir e aceitar ajuda fizeram parte da história dessa mulher virtuosa. A sua história ainda está sendo escrita, não deixe o ano passar em branco, quem cuida da mente cuida da vida.

Por: Simone Baldi estudante de Psicologia congrega na Igreja Adventista da Promessa na 2° igreja de Jales
Publicado originalmente em: http://fesofap.portaliap.org/em-destaque/saude-sua-mente-tambem-precisa/

"Eu já pensei em me matar"

Pastores não são super e podem passar por doenças emocionais

Ano após ano, a gente ouviu e assistiu o falso ensino de que uma vez que Jesus levou sobre si as nossas doenças, todo aquele que acredita nele não fica mais doente. Milhões creram nisso.
Creram, mas ainda adoeciam. E quando isso ocorria era um “Deus nos acuda”. Sabe por quê? Porque a doença passou a ser vista como fruto de falta de fé ou de alguém pecado pessoal ou familiar.
Creram, mas ainda adoeciam. E quando isso ocorria era um deus nos acuda. Sabe por quê? Porque a doença passou a ser vista como fruto de falta de fé ou de alguém pecado pessoal ou familiar.
Diante disso, o medo de ser visto doente tomou conta de todo mundo. Omitir ou negar toda sorte de doença – até mesmo uma simples gripe – virou moda nas igrejas do Brasil e do mundo afora.
Alguém com dores não podia sequer sonhar em dizer: “está doendo”. E se o alguém fosse um pastor? Aí que não podia mesmo. Não poder falar da própria doença nem as dores advindas dela, adoece mais ainda. Adoece a mente.
Se as doenças do corpo são difíceis de lidar, o que dizer das doenças da mente. Alguém doente da mente pode pensar um monte de coisa, inclusive pode pensar em acabar com a própria vida. Até um pastor pode pensar assim? Sim, pode! Um pastor não está livre de pensar que é melhor morrer do que viver. Pastor não é super nem sumo. Pastor super e sumo apenas Jesus, como está dito em certo lugar.
Pensa, mas não fala. Quem pensa em se matar, quase sempre fala disso antes de fazê-lo. Pastor tem maior chance de fazer sem falar. “Quem vai querer me ouvir falar que quero me matar?”, pensa.
Pastor não tem amigos. O ministério pastoral é o ministério da solidão. Em reuniões só para pastor, não há lugar para falar dessas coisas. Fala-se de batismos, de reformas, de decisões, de vitórias, de conquistas.
E as ovelhas que estão sob os seus cuidados? Bem, ele ouve as ideias de morte delas, mas, por causas questões ditas acima, jamais pode falar da suas próprias ideias de morte com elas.
Sou pastor de igreja desde 1994. Nunca pensei em me matar. E olha que já passei por muitos perrengues. Mas sei de pastor que já pensou.
Não sei se as ovelhas dos dois pastores assembleianos, que se enforcaram na semana passada, sabiam que o pastor delas pensava em se matar. Deus o sabe. E o seu pastor, será que já pensou? Lição de casa: chegue junto dele, e sonde-o. E se ele lhe disser, “eu já pensei em me matar”, acolha-o e ajude-o.

Pr. Genilson Soares da Silva é responsável pela IAP em Vila Camargo, Curitiba – PR.

Qual o “porquê” da sua vida?

Não perca o motivo de viver

O “porque” em questão não é “por que” de pergunta. É “porquê” de motivo. Talvez você nunca parou para pensar no “porquê” de motivo. A sua mente se ocupa mais com o outro “por que”, o de pergunta. É normal pensar mais nele mesmo, ainda mais quando se lida com o Deus soberano, o Deus que, como está dito em certo lugar, “faz tudo o que lhe apraz, no céu e na terra, no mar e nas profundezas das águas”. Muitas dessas ações dele nos deixam cheios de questões!
Mas o “porque” que agrega sentido à vida não é o “por que” de pergunta. É o “porquê” de motivo. É por causa desse “porquê”, o de motivo, é que muita gente não joga a toalha na lutas diárias. Quanto mais forte esse “porquê”, mais forte se torna a sua alma. Assim sendo, vale a pena pensar um pouco no seu “porquê”. Diga aí: Qual é o seu “porquê”?
Nem todo mundo tem o mesmo “porquê”. Para alguns, esse “porquê” é casa, é filho, é compra, é carro, é viagem, é lazer. Para outros, esse “porquê” é grana, é mulher, é poder, é amigo, é fama. Sabe qual a grande questão desses “porquês”? Eles não se mantêm para sempre. Tudo isso – casa, filho, compras, carro, viagem, lazer, grana, poder, amigo, fama – passa com o tempo. Esses “porquês”, mais cedo ou mais tarde, se perdem.
E perder o “porquê” é coisa séria, porque tem a ver, dentre outros coisas, com perder o motivo que faz você acordar todas as manhãs, se levantar da cama, tomar banho quente, se perfumar, se alimentar, sair para trabalhar. Enfim, perder o “porquê” é perder o que ou quem dá valor à sua vida. E o maior risco de quem sofre essa perda é achar que a vida não vale mais a pena.
A única forma de você não se perder na perda de algum desses “porquês” é fazer de Cristo o “porquê” último da sua vida. Jesus é o “porquê” dos “porquês”. O “porquê” que é o mesmo ontem, hoje e eternamente. Quando Jesus se torna o “porquê” ou a razão da sua vida, você não se indaga mais: “como vou lidar com essa perda?”, porque com Jesus você pode enfrentar qualquer como, sem se quebrar por dentro! Através da força dele você pode todas as coisas! Sempre!

Genilson Soares da Silva é pastor da IAP em Vila Camargo (Curitiba – PR).

A igreja da Palavra – uma síntese para quem perdeu (e para quem foi também)

No último final de semana de novembro, estivemos reunidos no Congresso “A Igreja da Palavra – o ensino a serviço da missão”. Dias intensos, muitas atividades, palestras, trilhas, amizades e boas conversas. Para nós, que nos envolvemos com a organização, muita correria! Esse texto não se trata de um resumo abrangente, muito menos cronológico daquilo que foi aprendido pelos participantes, mas o que proponho é uma síntese realmente. Vamos lá!
A tese do congresso é que o ensino deve estar a serviço da missão. Isto é, se somos daquelas igrejas que ainda valorizam o texto bíblico como única fonte e regra de fé e prática, se valorizamos a Bíblia como Palavra de Deus inspirada e revelada, ensiná-la significa vive-la a tal ponto que ela impacte nosso estilo de vida e que também seja nossa fonte e inspiração da prática da missão, pois fomos chamados para participar do plano cósmico do Deus Criador, que decidiu redimir toda a sua criação por meio de Jesus, seu Filho, nos concedendo o Espírito Santo como parceiro e guia de nossa missão no mundo até que a história encontre sua conclusão.
A tese é linda! Mas a realidade, por vezes, parece ser a antítese do exposto acima. Classes de escola bíblica esvaziadas, jovens que não leem a Bíblia, professores de adolescentes que não sabem mais o que fazer porque não conseguem se comunicar com eles, músicos que cantam verdades eternas e não vivem por elas ou que cantam besteiras, mas não conseguem discernir porque desconhecem a fonte, a Palavra! Então, você pensa assim: “você está abordando os que não aprendem por ausência ou omissão, mas temos aqueles, ainda que em menor número, que participam das nossas classes de escola bíblica…” Pois é, parece que também esses tem adquirido um conhecimento racional das coisas da Palavra, mas nem sempre isso se torna prática de uma vida em missão, porque muitos de nossos alunos (e talvez dos professores também) partem do pressuposto que o ensino é para edificação pessoal e não para servir à missão. Um professor meu tem uma frase interessante para as reuniões de culto de muitas denominações: “temos diversos encontros e reuniões sobre Deus, mas poucos encontros reais com Deus em nossas reuniões”. Vou parafraseá-lo para o ensino: “temos muitas aulas sobre Deus, mas pouco ensino efetivo e prático sobre como expressar Deus na sociedade”.
Qual é a síntese desse paradoxo entre o ideal e o real? O congresso desse final de semana foi feliz em apresentar essa discussão. O ensino bíblico é central enquanto conteúdo para que o evangelho seja presente na vida daquele que aprende. Consistência doutrinária é importante para que o ensino inspire confiança. Porém, nada disso é possível sem dois aspectos fundamentais que são a síntese do que vivenciamos nesse tempo de ensino do congresso: primeiro, o professor precisa ser transparente, inspirador, contextualizado, sábio, seguro do conteúdo e resiliente. Pastores, líderes de ministérios e pessoas ligadas ao ensino da igreja: precisamos aliar integridade no ensino (conhecimento bíblico e testemunho de vida) com relevância (contextualização e linguagem). Segundo, é necessário caminhar a segunda milha da atualização nas metodologias e práticas do ensino voltadas intencionalmente não somente para a edificação pessoal, mas para o serviço que podemos e devemos praticar.
Assim, eu e você, no contexto de nossos ministérios, como líderes ou mestres, precisamos ter uma postura que valorize a missão de Deus em nossas próprias vidas, através de integridade e relevância. Aquilo que ensinamos ou pregamos, precisa estar centrado na Palavra e intencionalmente direcionar para a prática da missão no dia a dia, através de abordagens e aplicações que incentivem e inspirem a uma vida de serviço ao Reino de Deus.
A tese é linda. A antítese é preocupante. A síntese é a busca que devemos empreender diante de Deus, clamando para que o Espírito Santo nos capacite para o ensino relevante, cativante e transbordante dos desafios sempre presentes de um Deus que está em missão. Topa?

Publicado originalmente em: http://fumap.portaliap.org/a-igreja-da-palavra-uma-sintese-para-quem-perdeu-e-para-quem-foi-tambem/

A oração que muda a história

Precisamos persistir, ser sábios ao pedir e confiar

Agora, pois, ó Senhor nosso Deus, te suplico, livra-nos da sua mão; e assim saberão todos os reinos da terra que só tu és o Senhor Deus.” (II Rs 19:19)
Desde sempre, o homem se comunica e não vive sem comunicação. Os persas, por exemplo, usavam o couro de animais como “papel” para se comunicarem. Pombos correio com cores pré-estabelecidas e navios também levavam comunicados aos seus interessados.
Os gregos, na Antiguidade, utilizavam arautos no intuito de informar e avisar o destinatário de forma verbal. Os romanos inventaram uma espécie de jornal (tábua branca) para informar sobre as deliberações do imperador. Na China surgiu o papel, cujo meio de comunicação é usado até a atualidade. Hoje em dia a comunicação é muito fácil: internet, celular e outros.
E para se comunicar com Deus? Será que é fácil? Nossa “correspondência” pode ser extraviada no meio do caminho? Será que ele recebe nossa comunicação? Quando recebe, será que ele responde logo ou nos deixa sem resposta?
“A oração é nosso canal direto de comunicação com o Pai Celestial”. Jesus afirma que, se orarmos com fé, a oração será respondida (Mt 21:22).
Em primeiro lugar, a oração muda a história quando há persistência.E eu vos digo a vós: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á; Porque qualquer que pede recebe; e quem busca acha; e a quem bate abrir-se-lhe-á.” (Lc 11:5-10). “E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele de dia e de noite, ainda que tardio para com eles?” (Lc 18:7).
Em segundo lugar, a oração muda a história quando há sabedoria. Deus não segue nosso cronograma. Ele atende e responde a oração no tempo certo e se for de sua vontade. “Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites” (Tg 4:3). Sabedoria também é obediência e temor às suas leis, pois se assim não proceder, sua oração não é atendida. “Se alguém se recusa a ouvir a lei, até suas orações serão detestáveis” (Pv 28:9).
Em terceiro lugar, a oração muda a história quando não há dúvida. Acazias foi um rei que não deu crédito e duvidou do Deus de Israel. Ele caiu da sacada do seu quarto e preferiu consultar um deus chamado Baal-Zebude sobre sua saúde, não o Deus de Israel. Sua história poderia ser bem diferente, se buscasse o Deus verdadeiro (II Rs 1:2,4). Elias, ao contrário, tinha certeza de quem era o Deus de Israel. “O anjo do Senhor disse a Elias: ‘Acompanhe-o; não tenha medo dele’. Então Elias se levantou, desceu com ele e foi falar com o rei. Ao chegar, disse ao rei: “Assim diz o Senhor: Acaso não há Deus em Israel? Por que você mandou consultar Baal-Zebube, deus de Ecrom? Por isso, você não se levantará mais dessa cama e certamente morrerá! E Acazias morreu, conforme a palavra do Senhor, anunciada por Elias” (vv 15-17a).
Por fim, a oração muda a história quando direcionamos a glória a Deus. Ezequias foi um rei que confiava muito em Deus. Sua oração era suplicando livramento das ameaças do inimigo (II Rs 18:28-38), mas sobretudo, ele reconhecia a grandeza de Deus. “Agora, Senhor nosso Deus, salva-nos das mãos dele, para que todos os reinos da terra saibam que só tu, Senhor, és Deus” (II Rs 19:19).
Ezequias nos ensina a suplicar com persistência, com sabedoria, sem duvidar e a glorificar a Deus.“Então Isaías, filho de Amoz, enviou uma mensagem a Ezequias: “Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: Ouvi a sua oração acerca de Senaqueribe, o rei da Assíria” (vv.20).
A oração dirigida a Deus muda nossa história quando persistimos, apresentando nossos problemas a ele; com sabedoria, invocando o seu nome; sem duvidar, confiando que ele vai responder, para que o Seu nome seja glorificado. Amém!

Da. Jonatas Ribeiro congrega na IAP em Jd. Amelia – Sumaré (SP)

Ansiedade nossa de cada dia

O medo de perder algo, ou deixar de ganhar, tira nossas forças

Você é ansioso? Você se sente assim por vezes? Eu sim, e cada vez mais tenho aprendido e preciso descansar em Jesus, confiando a ele toda a minha vida.
A ansiedade como outro qualquer mal estar emocional tem sido o que mais dá lucro à indústria farmacêutica. Uma pesquisa muito recente mostra que a Indústria farmacêutica lucrou 12% a mais este ano, por conta disso.
E o que é ansiedade senão um medo de perder algo ou deixar de ganha-lo? Perdemos o que temos e deixamos de ganhar aquilo que não temos. As pessoas, neuroticamente, ficam com pensamentos acelerados antevendo que podem perder sempre, preocupam-se se vão ou não passar no vestibular, ser acometido por uma doença, estar fadado a ficar sempre sozinho sem uma companheira ou um companheiro.
Ansiedade, no original grego, nesse contexto, significa “estrangulamento”, sufocar, tirar as nossas forças.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, 50% das pessoas que passam pelos hospitais são vítimas da ansiedade.
O tempo é um mal estar social que pode conduzir a ansiedade. Ao esperar o metrô, no meu caso no Metrô Butantã, em São Paulo, tem um reloginho que conta em forma decrescente 2;00, 1:59, 1:58m para o trem vir . Um aplicativo diz que horas o ônibus encosta no ponto; os semáforos vermelhos vão ficando paulatinamente verdes, formas que os homens encontram
de lidar com a ansiedade, sem saber que isso os faz ainda mais ansiosos.
A proposta de solução de Jesus, em Mateus 6. 25-34 é “Observai” – (Vs 26) olhar ao redor, ver o que está acontecendo, ver os movimento da vida e o que Deus tem feito ao redor.
Deus cuida de nós. Vivi uma época que em casa chegamos a dividir um ovo para três pessoas, lembro que colocávamos farinha de mandioca para dar mais “sustança” e passávamos aquele dia. Hoje, eu já diria como Paulo, estou treinado em qualquer circunstância, sei comer, sei passar necessidade. Mas o que importa de tudo isso é que Deus nunca nos deixou.
Hoje Deus quer pacificar o seu coração e a sua alma, então viva um dia de cada vez. Afrouxe o cinto, respire fundo e permita-se ser amparado e amparada pelo cuidado de Deus sobre a sua vida.
Um outro ponto é que Jesus diz que ansiedade é um problema de fé e espiritualidade (v. 32) . A ênfase que Jesus dá nesse texto é que ficamos ansiosos não por causa de pessoas, mas por coisas.
De 1950 para cá, está provado, consumimos 5 vezes mais. O consumismo pode ser uma chaga mortífera. 70% dos assuntos que nos deixam ansiosos NUNCA irão acontecer, isso está provado estatisticamente.
É o dinheiro que deixa você ansioso? Eu aprendi uma coisa – sempre doar, nem que seja 1 real, mas exercite assim, evitando a mesquinharia e a ansiedade em ter mais.
Eu acredito claramente que precisamos mudar a nossa mente, nossa trajetória, dar um giro de 180º e voltar para onde era melhor, voltar para Cristo.
Que o Senhor nos ajude.

Marcio Albuquerque, Psicanalista em São Paulo, Publicado originalmente em
http://www.ultimato.com.br/comunidade-conteudo/ansiedade-a-luz-de-jesus-no-sermao-do-monte-mt-6-25-34

Solus Christus

O que faremos nós, se não atentarmos para Ele, como nossa única possibilidade de salvação?

Dentre as heranças da Reforma Protestante está a expressão em latim “Solus Christus”, ou seja, somente Cristo. E, realmente, não há outro Salvador como Cristo. Ele é o tema central da Bíblia Sagrada. Ao olharmos para as Santas Escrituras, numa revelação especial de Seus nomes, sem a pretensão de esgotá-los, podemos dizer que:
Em relação à Sua Divindade Ele é: O Deus forte, o Verbo, O Eu Sou, O Supremo, O Deus Verdadeiro, …
Em relação à história e o tempo Ele é: O Pai da Eternidade, O Alfa e Ômega, O que É, O que Era e O que Há de Vir, O Todo-Poderoso, …
Em relação à criação Ele é: A Razão da Existência de todas as coisas, O Criador e Sustentador, …
Em relação à natureza, de forma figurada, Ele é: O Lírio dos Vales, A Raiz de Jessé, O Renovo, A Raiz de Uma Terra Seca, O Sol da Justiça, A Luz do Mundo, A Videira Verdadeira, O Leão de Judá, A Estrela da Alva, A Refulgente Estrela da Manhã, …
Em relação à Sua Soberania e Governo Ele é: O Rei da Glória, O Príncipe da Paz, O Desejado das Nações, O Todo-Poderoso, O Senhor, O Rei dos Reis, O Senhor dos Senhores …
Em relação à Sua humanidade Ele é: O Cristo, O Nazareno, O Ungido, O Messias, O que Se Esvaziou e Se Tornou Servo, O Filho de Deus, O Filho do Homem, O Último Adão, O que foi Manifestado em Carne, …
Em relação ao Seu Sacrifício, Ele é: O Servo Sofredor, O Homem de Dores, O Cordeiro, o Cordeiro de Deus, O Nazareno, O Crucificado, …
Em relação à vida Ele é: O Autor da vida, o Pão da Vida, O Caminho, a Verdade e a Vida, a Ressurreição e a Vida, o Ressuscitado, …
Em relação às Suas ações em nosso favor Ele é: Jesus, O Salvador, O Maravilhoso Conselheiro, O Emanuel, O Bom Pastor, O Mestre, A Porta das Ovelhas, O Profeta, o Justificador, O Intercessor, O Possuidor de Todos os Tesouros da Sabedoria e do Conhecimento, O Santo e Justo, O Cabeça da Igreja, O Noivo, O Juiz, O Apóstolo e Sumo Sacerdote, O Autor e Consumador da Fé, O Advogado, …
O que faremos nós, se não atentarmos para Ele, como a nossa única possibilidade de salvação? Alguém é capaz de viver como Ele viveu? Ensinar como Ele ensinou? Morrer como Ele morreu? Ressuscitar como Ele ressuscitou? Subir aos céus como Ele subiu? Deter Todo Poder como Ele detém? Interceder como Ele intercede? Voltar como Ele voltará? Nos dar a eternidade como Ele prometeu?
Se você já conseguiu ver em tudo e acima de todos a singularidade de Jesus, se entregou a Ele, então, diga sempre bem alto com a própria vida, como todos que lutaram e lutam pelo Verdadeiro Evangelho: Solus Christus!!!

Pr. Elias Alves Ferreira, responsável pela IAP em Jales (SP), integra a equipe do Departamento Ministerial – Convenção Geral

A vida está difícil de novo?

Não perca de vista o norte de Deus

Tem coisa pior do que se achar o cara? Tem, sim! Pior do que se achar o cara, é se achar o único cara. Elias se achou assim, ao ser achado por Deus na gruta do Sinai. Não posso falar assim de Elias? Posso! Por uma razão simples: como está dito em certo lugar, “Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós”. Ele não era Deus. Era gente, gente como a gente. Pois bem, assim que Deus quis saber dele razão de estar na gruta do Sinai, disse que era o “único” que não tinha quebrado a aliança de Deus, o “único” que não tinha derrubado os altares de Deus, o “único” que não tinha matado os profetas de Deus, o “único” que tinha servido a Deus e só a Deus, o “único” que tinha sobrevivido e que era o “único” que sofria ameaças de morte. Vamos voltar um pouco na história. Com a ajuda do alto – e só por causa da ajuda do alto – Elias fez Israel virar as costas para Baal e o rosto para Deus. Talvez, depois disso, chegou a pensar que a vida, por algum tempo, iria pegar leve com ele. Pura ilusão. Assim que a mulher do Acabe – mulher macho, sim, senhor – soube do ocorrido com os servos de Baal, ficou louca da vida. E mandou logo um aviso: “Vou me vingar de você! Juro que amanhã, à esta hora, você estará tão morto quanto aqueles profetas”. Elias – mesmo não sendo um profeta afrescalhado, assombrado – tremeu na base. Para salvar a própria pele, fugiu para bem longe de Jezabel. Foi , como já disse acima, se abrigar numa gruta do Sinai. A vida ficou difícil de novo para ele. Tão difícil que clamou pela própria morte: “Basta, ó Eterno. Leva a minha vida”. Talvez você venha orando assim, não mais pela proteção da sua vida, mas pela cessação dela. Caso seja assim, me permita oferecer algumas dicas para você. A vida está difícil de novo? Primeira dica: Por favor, não perca de vista o norte de Deus! Até a ameaça da mulher de Acabe, Deus era o norte de Elias. Ele se guiava por Deus. Por essa razão, nunca perdeu o rumo da sua vida. Mas assim que a vida dele ficou difícil de novo, achou melhor seguir o próprio rumo. Deus não se agradou da atitude dele, tanto que quis saber dele: “O que faz aqui, Elias?” Desde que a sua vida ficou difícil de novo, você anda sem rumo. Que tal se voltar para o norte de Deus? Com o norte de Deus, você não apenas vai saber que está no lugar errado, como também vai saber como voltar para o lugar certo.
A vida está difícil de novo? Segunda dica: por favor, não perca de vista o poder de Deus. Por três vezes, Elias correu um sério risco de morrer de fome e de sede. Por três vezes, o poder de Deus o salvou, dando-lhe de comer e de beber. Na última vez, Elias foi salvo pelo poder de Deus, quando tentava se salvar pelo seu próprio poder, isto é, quando fugia para a gruta do Sinai. Pode crer: você não pode salvar a si mesmo. Apenas o poder de Deus pode salvá-lo.
A vida está difícil de novo? Terceira dica: Por favor, não perca de vista a missão de Deus. Ao ver o povo de Israel, o mesmo que seguia a Baal, se ajoelhar com o rosto no chão, gritando: “O Senhor é Deus!. Só o Senhor é Deus!” Elias pensou que o seu dever havia sido cumprido e sua missão havia sido concluída. Só que não. Deus ainda tinha missão para Elias. Quando o achou na gruta do monte Sinai, Deus lhe deu mais três missões: ungir os próximos reis da Síria e de Israel e ungir Eliseu, aquele que seria, treze anos mais tarde, o profeta que iria ficar no lugar dele. Você pensa que a sua missão acabou? Acabou nada. Saia da gruta onde você está agora mesmo. Deus ainda tem missão para você. Aprume-se outra vez! Ah, tire da mente essa ideia de se achar o único cara fiel a Deus. Deus tem por aí um monte de outros caras que são tão fieis a Deus quanto você. E sabe de uma? Eles estão do lado de fora da gruta, arriscando a própria vida pela missão de Deus. E a vida, de igual modo, está difícil para o lado deles. Mas eles sabem que quem quiser, pois, salvar a sua vida perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por causa de Deus e pelo o ensino dele salva-la-á! E quem está atrás deles é alguém muito mais forte que a mulher de Acabe. É o diabo, o nosso inimigo. Ele anda por aí como uma leão que ruge, pronto para matar quem lhe der mole.
Mas não se aperreie não, pois o Deus que tem por nós um amor sem limites e que nos chamou para tomarmos parte na sua eterna glória, por estarmos unidos com Cristo, ele mesmo nos aperfeiçoara e dará firmeza, força e verdadeira segurança. A ele seja o poder para sempre! Amém.

Pr. Genilson Soares da Silva é pastor da IAP em Vila Camargo (Curitiba – PR).

Queremos ser aceitos – II

Deus nos aceita, mesmo conhecendo nossas falhas

Ainda analisando o intrigante diálogo de Jesus com a mulher samaritana (João 4), no versículo 6, diz que a samaritana foi buscar água por volta do meio dia. Se observarmos os versículos 8 e versículo 28 e 29, constatamos que o poço ficava fora da cidade, ou seja, era necessário andar uma certa distância para chegar até ele.
Se você tivesse que tirar água de um poço para fazer suas tarefas domésticas e beber, ou seja, carregar um balde ou dois super pesados, você escolheria fazer bem cedo, pela manhã, quando o sol não estivesse tão quente.
Mas aquela mulher foi por volta do meio dia, por que será?
Esta ida dela ao poço nesse horário indica a rejeição que ela sofria. Ela não queria encontrar com as pessoas. Ela estava tão cansada de ser julgada que preferia encarar um sol escaldante e os riscos de sair da cidade sozinha do que ir no melhor horário e ter que se deparar com o olhar de desprezo das pessoas, com as palavras acusadoras e até mesmo com gestos de hostilidade.
Ela não aguentava mais não ser aceita. Quando ela encontrou alguém que não ligava para o fato dela ser samaritana e que, ao invés de a repreender pelo fato de viver com um homem que não era seu marido, elogiou sua coragem em dizer a verdade, ela se abriu para receber a mensagem do evangelho, se abriu para saber mais sobre Deus.
Ter sido aceita mudou toda a trajetória de vida daquela mulher. Ela quis saber mais sobre Deus, como adorá-lo e imediatamente passou a ser mensageira de Deus, anunciando aos demais que o Messias estava lá para aceitar a todos.
Ela se tornou missionária imediatamente após ter sido aceita por Jesus e compreender o que é adorá-lo. Deus sabe quem você é e o aceita aqui e agora, do jeito que você está.
Jesus não liga para rótulos, até porque ele mesmo não tinha boa fama entre os religiosos da época. Ostentava o título de amigo de pecadores e publicanos.
Nosso desafio, enquanto pessoas aceitas na comunidade religiosa, é entender e lembrar que todos os dias, algumas de nossas atitudes ofendem profundamente a Deus, mas todo dia ele renova sobre nós seu amor e sua aceitação. Todas as vezes que precisamos, Deus nos aceita, mesmo conhecendo nossas falhas.

Aline Gomes Rodrigues congrega na IAP em Industrial (Convenção Mineira).

Queremos ser aceitos

A mulher samaritana tinha a mesma sede que nós temos

O grande dilema humano é ser aceito. Todos nós queremos ser aceitos. Quando crianças, queremos ser aceitos por nossos pais, quando adolescentes aceitos pelos amigos, quando adultos, aceitos pela sociedade.
O texto de Jesus conversando com a mulher samaritana (João 4) trata de aceitação.
Muitas pessoas não sabem que são aceitas e amadas por Jesus da maneira que são. O amor de Deus por nós não é circunstancial, ele não depende do nosso comportamento. Deus é amor, amar é da natureza de Deus e não há nada que façamos que o faça mudar de ideia. Ele simplesmente ama você.
E o que o amor tem a ver com aceitação?
Amor é a aceitação de que entre eu e meu semelhante existem muitas e preciosas diferenças a serem respeitadas.
E o que isso tem a ver com a mulher à beira do poço? Ela se sentia rejeitada, precisava se sentir aceita e foi exatamente isso que ela encontrou em Jesus: a mais completa aceitação. Nós temos a mesma necessidade daquela mulher: ser aceitos.
Ela precisava se sentir aceita porque era samaritana
Judeus e samaritanos eram “primos” que não se davam bem. A origem da briga começara após o término do reinado de Salomão. Israel dividiu-se em dois reinos: reino do norte, cuja capital era Samaria, e reino do sul, cuja capital era Jerusalém. Vivendo tantos anos separados, a relação entre eles começou a esfriar. Em Samaria a idolatria era mais forte que em Jerusalém, tanto que foram castigados com o exílio 200 anos antes de Jerusalém. No exílio, assimilaram ainda mais a cultura pagã. Quando, finalmente, reino do norte e do sul puderam voltar às suas terras de origem, os judeus do sul não aceitaram que os moradores de Samaria comungassem com eles, pois eram impuros demais. Como os samaritanos não eram aceitos nos lugares de adoração tradicionais, eles desenvolveram sua própria adoração, seus próprios lugares de culto e modo de adorar (v. 19 e 20). E isso fez com que o ódio dos judeus crescesse ainda mais, pois os samaritanos, aqueles pagãos imundos, estavam desenvolvendo sua própria forma de adorar a Deus! Que absurdo! Desrespeitavam a Lei de Moisés.
Essa mulher já nasceu estigmatizada, antes de ter feito qualquer coisa, já era considerada impura, indigna de adorar ao Deus verdadeiro.
O estigma era tão grande que ela mesma toma um susto quando Jesus fala com ela (v. 9): “como você pede algo a mim, uma samaritana?”
Pode ser que você tenha nascido já sem aceitação. Talvez as pessoas apontavam para você como o filho do bêbado, filha da mãe perdida. Talvez estigmatizado por sua condição social ou sua cor.
Para Deus, que sonda os corações, a sua origem ou aparência não define quem você é e não interfere no fato de que Ele aceita você. Ele não liga para quem eram seus pais, sua condição social, a cor da pele, do cabelo, o estilo de vestir. Ele aceita você!

Aline Gomes Rodrigues congrega na IAP em Industrial (Convenção Mineira).

Ele não é nosso quebra galho

Deus, Salvador e Senhor, é assim que devemos O reconhecer

“Pois todos buscam o que é seu, e não o que é de Cristo Jesus.” (Fp 2:21)
Jesus disse que sem ele não fazemos nada, certo? Mas tem gente que acha que pode fazer muito sem Jesus.
Paulo diz que a nossa capacidade vem de Deus, certo? Mas tem gente que acha que o que tem, conseguiu por mérito próprio.
Olha só, a gente pode produzir muita coisa bacana, mas para agradar a Deus, nossas ações precisam ser feitas pela fé no Filho dele, porque sem fé é impossível agradar a Deus.
A verdade é que, por nós mesmos, não conseguimos produzir nada que alegre a Deus. Tudo o que hoje fazemos de bom é obra de Cristo em nós. Quanto mais Jesus estiver dentro da gente, mais frutos bons produziremos. E aqui é que está um grande problema: muitos querem um Cristo que seja seu empregado, em vez de servirem a ele, querem as bênçãos de Jesus mas não desejam lhe obedecer, e isso acontece porque “todos buscam o que é seu, e não o que é de Cristo Jesus.”
Atenção: a verdadeira vida cristã é Cristo em nós, isto é, reconhecer que Jesus é Senhor e tem todo o direito sobre a nossa vida.
Ele não é nosso quebra galho, é nosso Deus, Salvador e Senhor! Quem manda é sempre ele. Amém?

Pr. José Lima é segundo secretário da Convenção Geral da IAP

Resistente às intempéries

O alicerce que você escolhe determina tudo

“E desceu a chuva, correram as torrentes, sopraram os ventos, e bateram com ímpeto contra aquela casa; contudo não caiu, porque estava fundada sobre a rocha.” (Mt 7:25)
Você já teve a experiência de construir a sua própria casa? Ou já viu alguém da sua família fazê-lo?
Ver o terreno, o barro, a areia, o ferro, o cimento; assistir o alicerce ser forjado, as paredes levantadas, o teto erguido. Tudo feito com cuidado para que o prédio aguente as intempéries da vida.
“Construir uma casa” é como “construir a salvação”. Dependendo do material que você usar, se verá se a casa espiritual estará segura na hora em que soprarem os ventos contrários.
Jesus é realista ao dizer que se a casa estiver alicerça da rocha, na hora da forte torrente ela permanece; mas se ela estiver fundada na areia, cai feio na hora da tempestade.
Atenção: o problema não está nos ventos e aguaceiros, mas no fundamento do prédio!
Sua vida está alicerçada nos seus pensamentos, vontades, desejos ou nas palavras de Jesus? Seus planos de vida são frutos da influência do mundo ou da proposta de vida de Jesus?
Dependendo da resposta, a sua vida estará em pé ou no chão.

Pr. José Lima, segundo secretário geral da IAP

Fica conosco, Senhor

Chegar em casa é bom, mas melhor ainda é convidar Jesus

“Eles, porém, o constrangeram, dizendo: Fica conosco; porque é tarde, e já declinou o dia. E entrou para ficar com eles.” (Lc 24:29)
Você acorda cedo e dorme tarde? Não é nada fácil trabalhar o dia todo, estudar à noite e voltar pra casa em altas horas.
As demandas pessoais, da família, da profissão, da igreja, das demais áreas da vida vão se avolumando e pesando na alma.
Daí que chegar em casa e receber o carinho e o amor dos queridos é maravilhoso, revigorante, renovador. A casa da gente, a família da gente, é o nosso refúgio seguro, e nenhum irmão ou irmã deve abrir mão dessa benção restauradora das emoções e do vigor físico.
Mas há um auxílio melhor, mais sublime, mais poderoso, que renova as nossas energias e restaura as nossas emoções, apresentado na Bíblia num pedido singelo: “Fica conosco (Jesus); é tarde, e já declinou o dia. E entrou para ficar com eles.”
Seu esposo, sua esposa, seus filhos, as pessoas com quem você mora são bênçãos para a sua vida, mas se você de fato quer ter saúde mental, emocional e espiritual sadia e duradoura, ao voltar pra casa, ao por os pés porta a dentro de seu lar, dê uma olhadinha pra trás, e diga a Jesus: “Entre, por favor, passe a noite com a gente. Nossa família precisa muito do Senhor”.
Você vai ver: sua família nunca mais será a mesma!

Pr. José Lima de Farias Filho, segundo secretário da Convenção Geral da IAP

Abrace enquanto há braços

Tenho ido mais à casa onde há luto – onde se lamenta a morte de alguém amado, do que à casa onde há festa – onde se celebra a vida de alguém amado.
Em uma delas, havia luto por um bebê de onze dias. Mas, afinal, é melhor ir à casa onde há luto ou à casa onde há festa? Está dito na Bíblia que é “melhor ir a uma casa onde há luto do que ir a uma casa onde há festa (Ec 7:2). Não é pior, é melhor.
Por que é melhor? Porque na casa onde há luto sempre se aprende uma lição. Numa dessas casas, onde havia luto por uma mulher muito amada por muitos, aprendi que alguém que vive à minha volta pode estar à beira da morte, mesmo não dando sinais de que assim seja. Esse foi o caso dela. À beira da morte não está apenas quem tem doença grave, quem está ameaçado de morte, quem vive em área de risco, quem é avançado em idade, quem está em coma faz tempo.
À beira da morte pode estar quem agora mesmo usufrui de saúde. Saber disso muda alguma coisa? Muda tudo, sobretudo, em questões de ordem afetiva. Como você não sabe se quem está ao seu lado agora está à beira da morte, o melhor a se fazer é não deixar para fazer algo que prova o seu amor por ela mais tarde. Faça agora mesmo. Não deixe para mostrar afeto mais tarde porque quem está ao seu lado agora pode não estar ao seu lado mais tarde. Não sabe por onde começar? Comece dando um abraço apertado e demorado. Abrace enquanto há braços!

Genilson Soares da Silva é pastor da IAP em Vila Camargo (Curitiba – PR).

A quem você teme?

Os seres celestiais declaram: “quem não te temerá, Senhor?”

Quem não te temerá, Senhor, e não glorificará o teu nome? Pois só tu és santo; por isso todas as nações virão e se prostrarão diante de ti, porque os teus juízos são manifestos.” (Ap 15:4)
Você teme a polícia? E a seus pais? Alguma autoridade civil? Doenças graves, acidentes com traumas, surpresas desagradáveis?
Você teme a solidão, a indiferença, o futuro? Você teme o quê? Não é tão difícil temer muitas coisas na vida, para isso basta a condição humana.
Algo bem mais substancial, importante, crucial, você deve temer. Temer a alguém maior que seus pais, que as autoridades humanas, que as circunstâncias da vida. Alguém com “A” maiúsculo. Alguém com o currículo mais admirável entre todos os seres existentes no universo. Alguém a quem você deve a sua respiração e a sua vida.
Alguém de quem os seres celestiais declaram, espantados:
“Quem não te temerá, Senhor, e não glorificará o teu nome? Pois só tu és santo; por isso todas as nações virão e se prostrarão diante de ti, porque os teus juízos são manifestos.”
E se curvam diante de Jesus, o Magnifico, dando-lhe adoração total. Sabem agora que a obra da cruz reconciliou a criação com o Criador.
Você poderia se unir a eles, neste momento, e prestar um instante de adoração a Jesus, o Santo, cujos juízos são manifestos a todo o universo?

Pr. José Lima, segundo secretário da Convenção Geral da IAP