Vivendo o extraordinário – aprendendo com Davi

“Que direi pois de… Davi… que da fraqueza tirou força…”Hb. 11:32a – 34b

O que podemos aprender com a história de vida desse grande servo de Deus chamado Davi?

Davi, o homem segundo o coração de Deus, não estava isento de passar por momentos difíceis em sua vida. Quero destacar um dos momentos da história de vida do Rei Davi que nos leva a refletir em diversas situações das quais vivenciamos em nosso dia a dia: momentos onde andamos pelos desertos, nos isolamos em nossas cavernas, crises existenciais onde nossa fé é colocada a prova. Então vem comigo para o Salmo 63.

Foi escrito por Davi em um dos piores momentos de sua vida. Ele se encontrava no deserto de Judá, escondido para não ser morto por seu próprio filho. Já imaginou ser traído por seu próprio filho? Ter que fugir, correr e se esconder para não ser morto por alguém que você viu crescer, que devotou amor, que um dia lhe chamou de pai? Pois era essa a situação enfrentada por Davi neste salmo. Davi não estava apenas em um deserto geográfico, mas sob tudo em um deserto espiritual. Todos nós, passamos por desertos na vida. O deserto pode ser a falta de emprego, a morte de alguém que amamos muito, o divórcio, o esfacelamento das relações familiares, a depressão, a falta de fé, enfim, são situações em nossas vidas que se assemelham a um deserto. Um deserto existencial; um deserto espiritual. Momentos de crise e intensa dor. Quem já não enfrentou? O deserto é inevitável. Todos passarão por ele, não por uma vez apenas, mais por diversas. O salmo 63 nos ensina que o deserto nunca deve ser visto como uma experiência onde imaginamos que Deus esqueceu-se de nós, que não está ao nosso lado; provando ainda mais a nossa fé ou colocando em xeque nossa espiritualidade. Muito pelo contrário. O deserto ocupa um lugar central na espiritualidade cristã. Na Bíblia todos os grandes homens que desfrutaram de comunhão e intimidade com Deus passaram pelo deserto. Abraão, Isaque, Jacó, José, Moisés, Elias e até mesmo o filho de Deus, nosso Salvador, Jesus Cristo. O deserto é o palco do encontro entre Deus e nossas particularidades. É o lugar onde conhecemos a Deus e a nós mesmos. Onde nasce uma fé firme, solidificado no solo da dor.

Davi nos ensina que o deserto é lugar de encontro com Deus. Nele a alma sedenta é farta; o coração desejoso é abastado; a alma faminta é saciada em Deus, no seu Filho Jesus e Espírito Santo consolador. O deserto é benéfico porque provoca sede. Sede de Deus, de seu amor, de sua companhia e presença. Para ser saciado é preciso ter sede. Para ser abastecido é necessário ter fome. Que possamos em nossa vida aprender dia a diai, mesmo em meio as nossas imperfeições, compreender o que Deus tem para nós e viver segundo o coração de Deus. Que Ele nos fortaleça em todo tempo.

Como vencer a tentação

Mateus 4:1: “Então Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo”.

Em nossa batalha cristã, por vezes somos colocados diante de situações em que precisamos vencer a tentação. Somos levados a desertos que provam nossa fé e conduta. No entanto, é importante lembrarmos que não estamos sós nessa luta. O escritor aos Hebreus registrou: “Porque, tendo em vista o que ele mesmo – Jesus Cristo – sofreu quando tentado, ele é capaz de socorrer aqueles que também estão sendo tentados” (Hb 2:18).

Jesus, ao tornar-se homem, foi levado ao deserto para ser tentado. Ele obteve vitória e nos mostrou que é possível vencer e triunfar sobre Satanás. Cristo não se deixou levar pela necessidade do momento. Apesar de estar num deserto e com fome, não cedeu às vontades do inimigo. Seu estado aparentemente frágil nunca foi de fato sinal de fraqueza. Ele venceu através de sua confiança no Pai e com o conhecimento da Palavra.

Quando você sentir que está no deserto, cercado por tentações, resista ao Diabo. Use o conhecimento que tem das Escrituras.

Agarre-se com todas as suas forças a Deus, Confie no Senhor. Não se renda ao pecado para suprir suas necessidades, não venda sua salvação por uma oferta de Satanás, a recompensa do Senhor será grandiosa se você perseverar até o fim.

Saiba que em Deus, suas forças serão renovadas, sua fé será fortalecida e se tornará inabalável. Você sairá desse deserto mais forte e preparado para enfrentar tudo o que vier pela frente.

Siga os passos de Jesus “Pois não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim alguém que, como nós, passou por todo tipo de tentação, porém, sem pecado (Hebreus 4:15)

Por Mary Ivany – Colaboradora do MJGeral

Post lançado dia 20/01/2021

Depois do Deserto

Na Bíblia muita gente passou um tempo no deserto, enfrentaram desafios e alguns aprenderam lições importantes de Deus.

Algumas épocas da nossa vida são como um deserto! Como um lugar seco e quente, sem muita vida e difícil de suportar. Enfrentamos dificuldades e parece que não tetemos alívio.

No entanto, nesses tempos de passagem pelo “deserto”, podemos aprender lições valiosas, que vão transformar nossa vida. É sobre isso que iremos falar durante o mês de janeiro.

Bora? Conta pra gente uma experiência sua onde você se sentiu passando pelo “deserto”.

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Pelo caminho do deserto

Pode ser que você esteja vivenciando a “ansiedade, excesso de futuro; a “depressão, excesso de passado ou o estresse, excesso de presente”

Deserto, segundo o dicionário, é um lugar solitário, desabitado, abandonado. Logo, não é lugar desejável para se viver nele. A Bíblia menciona esse lugar em várias situações, como na jornada do povo de Deus ao sair do cativeiro do Egito e seguir para a terra de Canaã, prometida por Deus aos descendentes de Abraão. O povo enfrentou as adversidades do deserto por 40 anos. Aquela gente se cansou, quis voltar ao Egito, mas a liderança forte e firme de Moisés sempre prevaleceu, porque Deus estava com o povo durante o tempo no deserto.
Em Gênesis 21:14-20 temos narrada a experiência de Agar e Ismael, que nos traz lições valiosas para compreendermos como o Senhor, nosso Pai, está ali presente conosco. Abraão, a pedido de sua esposa legítima, Sara, decidiu mandar embora do convívio familiar a Agar, com quem o patriarca tivera o filho Ismael, que era ainda uma criança. Assim, Abraão preparou alguns pães e um cântaro com água, pôs sobre os ombros de Agar e despediu-a com o menino. O texto bíblico relata que mãe e filho ficaram vagando pelo deserto de Berseba, que significa “poço do juramento”.
Quando acabou a água, Agar colocou o menino debaixo de um arbusto e ficou a certa distância para não ver o filhinho morrer. Diz a palavra (v. 15) que o coração da mãe doeu muito por ver aquela difícil situação, então começou a chorar. Mas Deus estava ali. Ele ouviu o choro do menino e da mãe, com certeza. Trouxe consolo e solução, indicando uma fonte de água próxima do local onde estavam. O menino foi saciado em sua sede, a mãe, aliviada da dor da angústia e uma promessa de Deus foi feita para o futuro de Ismael. Ele cresceu e viveu no deserto, tornando-se arqueiro e pai de uma descendência. É assim que Deus faz, vem estar conosco mesmo pelos caminhos do deserto.
Isaias 64:4 declara que Ele é o Deus forte e poderoso que trabalha em favor daqueles que nele esperam. Ao seu povo na jornada para a terra prometida, não deixou faltar o alimento e a água. O pão veio do céu, o maná; a água saiu da rocha (Sl 105:40, 41). Para Deus, tudo é possível.
Elias, o profeta, viveu a experiência da vida no deserto. Foi um homem forte e valoroso no propósito de Deus. Quando desafiado, também desafiou, não a um, mas a 450 profetas de Baal (o supremo deus dos cananeus), conforme relata I Reis 18:19. A luta não era pela espada, mas pela verdade: Deus ou Baal? Precisavam decidir quem era o verdadeiro Deus. No Monte Carmelo, Elias pôde provar a suprema superioridade do seu Deus. Quando preparou o altar e colocou sobre ele a oferta, orou a Deus e fogo veio do céu e queimou toda a oferta do sacrifício. Resultado? Os 450 profetas de Baal foram mortos por Elias junto ao ribeiro de Quison (v.40).
Quando Jezabel soube o que havia acontecido, prometeu matar Elias até o dia seguinte. Aqui começa o deserto do profeta de Deus. Homem tão destemido, corajoso, agora é atacado pelo medo da morte e foge (I Reis 19:1-4). Elias passou por um momento desesperador! Imagine, ele fugiu com medo: no deserto, pediu a morte! Como estava a mente de Elias? Foi ali, deitado debaixo de uma árvore, cansado da viagem e desiludido, que ele recebeu a visita de Deus através do anjo que lhe dizia: “levante-se e coma”. É como se o anjo dissesse a ele: “vamos rapaz, coragem, você não é homem fraco, já lutou muito e sempre foi vitorioso, confie em Deus que sempre foi o seu ajudador”.
Elias levantou-se, comeu e bebeu, mas voltou a deitar-se. O ser humano é fraco por natureza, por isso, nas adversidades da vida, por vezes, demonstra a sua fragilidade. Novamente o anjo ordena a ele: “levante-se e coma, porque você tem um longo caminho pela frente”. Elias ainda temia pela sua vida. Comeu, bebeu e caminhou por 40 dias até Horebe, o monte de Deus. Chegando ali, entrou numa caverna e passou a noite. O deserto dele ainda não havia acabado.
Agora é o próprio Deus que fala: “O que você está fazendo aqui, Elias?”. Lá de dentro da caverna, ele tenta se justificar (I Reis 19:9, 10). O Senhor determina: saia (da caverna) e fique no monte, o Senhor vai passar.  Ele percebeu soprando um forte vento, em seguida um terremoto e depois um fogo. Deus estava mostrando ao profeta nessas manifestações da natureza que Ele não aprovou a ameaça de Jezabel contra ele, porque, em seguida, Elias ouviu uma voz mansa e delicada, a voz de Deus que traz paz e bênção. Cumpriu-se aí o que declara Isaías no capítulo 54:17. Só assim Elias saiu do seu deserto e continuou destemidamente o seu ministério profético, até quando foi  arrebatado ao céu pelo seu grandioso Deus (II Reis 2:1 e 11).
Qual é o seu deserto? A solidão, a escassez, os sofrimentos, a depressão, qual? No livro “O Poder da Esperança”, seus escritores chamam a “ansiedade” de excesso de futuro; a “depressão” de excesso de passado e o “estresse” de excesso de presente. Há pessoas que estão chorando nos seus desertos, muitas sem saber o motivo. Tudo o que citamos acima pode estar causando essa situação desconfortável. Para algumas, a solidão, para outras, os sofrimentos; ainda para outras, a depressão.
Como afirmam os autores do livro citado: “A depressão é o mal que predomina nas consultas psiquiátricas e de psicologia clínica. Em breve ela poderá ocupar o segundo lugar entre as causas de doenças e de incapacidade, ficando atrás apenas dos problemas cardiovasculares.”
Lembre-se da palavra inspirada: “O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.” (Sl 30:5). O Senhor nos dá plena esperança: “Com certeza o Senhor consolará Sião e olhará com compaixão para todas as ruínas dela; ele tornará seus desertos como o Éden, seus ermos como jardim do Senhor” (Is 51:3).
Que Deus maravilhoso é o nosso Deus! Com ele a promessa divina conforta o coração e dá certeza da vitória sobre todas as adversidades da vida. “Quem nos separará do amor de Cristo? Será a tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome ou a nudez, ou o perigo da espada? Eis a resposta: ¨Mas em todas essas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou” : Jesus, que por nós intercede diante do Pai (Hb. 7:25; Rm. 8:35 e 37). Você quer sair do seu deserto, de sua caverna? Então, “entregue o seu caminho ao Senhor, confie nele e ele tudo fará.” (Sl 37.5)