O cântico das boas-notícias

Os anjos anunciaram que Deus enviara seu único filho para viver como homem e morrer por nossa redenção

De repente, uma grande multidão do exército celestial apareceu com o anjo, louvando a Deus e dizendo: “Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens aos quais ele concede o seu favor” (Lucas 2.10-14)
Nessa época próxima ao final do ano, ouvimos muito a respeito do nascimento de Jesus, mesmo que seja de uma maneira superficial. Em nossa sociedade, a proximidade com a data de 25 de dezembro causa uma série de reações. Algumas pessoas se preocupam em realizar a melhor ceia possível, outras pensam em comprar presentes para a toda família (mesmo enfrentando a crise financeira), já outras pessoas refletem sobre o motivo desta data ser tão comemorada e comentada. Sabemos que Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro, e que o dia correto do seu nascimento não foi registrado na Bíblia Sagrada, mas podemos meditar sobre esse acontecimento tão importante para todos nós: o nascimento do Filho de Deus, que nasceu como homem para nos salvar. Para isso, vamos refletir sobre o cântico que os anjos cantaram e que está registrado em Lucas 2. 14.
Imaginemos a cena: um grupo de pastores estava numa determinada noite apascentando suas ovelhas. Mais um dia de trabalho havia passado e a perspectiva era de que esses pastores teriam uma noite sem grandes novidades. Mas, de repente, algo surpreendente aconteceu, quebrando totalmente a rotina de trabalho e descanso desses homens: um grupo de anjos começou a louvar a Deus! Certamente, isso causou grande espanto e assombro aos pastores!
No entanto, o mais maravilhoso foi o teor do cântico dos anjos: “Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens aos quais ele concede o seu favor“. (Lucas 2.14). Qual foi a razão desse cântico? A resposta está nos versículos 10 – 12: o Salvador da humanidade, o Filho de Deus havia acabado de nascer. Isso deveria ser motivo suficiente para encher o coração dos pastores (e o nosso também) de alegria e de gratidão a Deus, pois ele enviara o seu único Filho para viver como homem e para morrer pela nossa redenção e salvação. Diante desse nascimento tão importante e especial, os anjos cantaram e adoraram a Deus por sua bondade e graça. Por meio do nascimento de Jesus, podemos hoje ser alcançados por sua salvação.
Os anjos louvaram a Deus pelo seu plano de redenção e salvação, e particularmente, pelo nascimento do Redentor e Salvador (v.14). Eles reconheceram a majestade e a soberania de Deus, e também exaltaram a graça e a misericórdia do Senhor demonstradas através do nascimento do Salvador Jesus. Além disso, em suas palavras, eles enfatizaram que somente em Cristo o homem poderia alcançar a verdadeira paz (14). Neste período, o Império Romano estava vivendo um período chamado de Pax Romana (Paz Romana), marcada pela tranquilidade externa. No entanto, a paz proclamada pelos anjos é muito mais duradoura e profunda do que a ausência de conflito entre as nações, pois a verdadeira paz é proveniente de Deus, o Senhor. É a paz que habita na nossa vida a partir do momento em que cremos em Cristo e dedicamos nossas vidas a ele. Esta paz é concedida por Jesus, preenche o vazio de nossos corações e nos fortalece nos momentos de aflições e dificuldades. Sendo assim, essa paz “aos homens aos quais ele concede o seu favor” não é algo que se adquire por uma ação humana, mas é recebida por cada um de nós somente pela graça e pela misericórdia de Deus.
Ao crermos no Salvador Jesus e entregarmos nossa vida a ele nos é concedido pelo Senhor: paz, perdão e salvação. Que cada um de nós glorifique a Deus pela grande salvação que ele nos concedeu ao enviar Jesus Cristo, e que a paz de Deus “que excede todo o entendimento” (Filipenses 4: 7) continue guardando nossas mentes e corações em Cristo Jesus!

Dsa. Claudia Duarte congrega na IAP em Votuporanga (SP) e é diretora do Departamento Infantojuvenil Regional

Um ótimo ano novo para você!

“Vemos, assim, que por causa da incredulidade não puderam entrar” (Hebreus 3:19 – NVI)

Será que, em algum momento de nossas vidas, nós já agimos como pessoas pessimistas diante de algumas circunstâncias? Estamos nos aproximando das festas de final de ano e este é um bom momento para repensarmos sobre nossa conduta. Nas reuniões familiares de fins de ano, geralmente costumamos fazer uma retrospectiva sobre como foi nosso ano, nossos acertos e erros.
Contudo, aqui está um grande embate, uma vez que muitas pessoas, mesmo depois de terem vivido mais 365 dias, não conseguem enxergar algo de bom, pois tudo o que fazem é ter uma visão pessimista do mundo e das pessoas. O pessimismo têm assolado a vida de muitas pessoas, inclusive cristãos e isso tem deixado uma visível marca. De acordo com a psicóloga Thaiana F. Brotto *, uma pessoa pessimista “sempre espera o pior de todas as situações e de outras pessoas, com pensamentos e atitudes negativas”.
Isso é o que vemos registrado em Hebreus 3.19, quando lemos a respeito do povo de Israel, que havia sido liberto do Egito e andava pelo deserto por 40 anos. O escritor de Hebreus diz que o povo não entrou na Terra Prometida por causa da sua incredulidade. Mesmo vendo tudo o que Deus havia feito por eles, ainda assim, sempre endureciam os seus corações e se rebelavam contra Deus.
Para muitos cristãos do século 21, ter uma visão pessimista se tornou algo comum e muitos já nem percebem isso. Muitos estão agindo como Marta, enxergando apenas a parte “ruim” da situação, e não conseguem enxergar as coisas como Maria, que viu qual era a “boa” parte de tudo o que estava acontecendo (Lc10:38-42). Se colocarmos um copo com água pela metade em cima de uma mesa, e trouxermos um otimista, ele dirá: “Veja! Um copo quase cheio de água”. Mas o pessimista dirá: “Vejam! Um copo quase vazio”. O pessimismo limita nossa visão de tudo. Não conseguimos ver nada de bom no outro. Sempre teremos a dificuldade de entender que nem tudo na vida é ruim.
Talvez o que esteja afligindo tais cristãos seja esta a falta de fé, a incredulidade. Em todos os momentos, Cristo nos alertou dizendo que neste mundo teríamos dificuldades, contudo poderíamos nos animar, pois Ele venceu o mundo (Jo 16.33)
Dentro de muitas igrejas, há muitos crentes que frequentam os cultos regularmente, mas que estão completamente vazios de fé. Talvez possuam uma fé teórica, mas que se limita a professar da boca pra fora uma pobre frase dizendo “Eu tenho fé”, mas na prática, isso está longe de ser comprovado. Tiago, quando escreveu sua carta, desafiou seus leitores a viverem uma fé que fosse além da teoria do dia-a-dia, e que se expressasse na prática. Entre o otimismo e o pessimismo, temos a fé, que nos faz ver a realidade que vivemos, debaixo da soberania de Deus.
Se estivermos sofrendo com o pessimismo em nossas vidas, recorramos ao Psicólogo dos psicólogos, Jesus Cristo. Ele, que é manso e humilde de coração, nos mostrará que mesmo com todos os problemas que enfrentamos no nosso cotidiano, temos motivos de sobra para vivermos a vida de maneira otimista. O apóstolo Paulo entendia isso, e por isso, mesmo estando preso, ao escrever sua carta aos Filipenses, ele diz “Alegrem-se sempre no Senhor! Novamente direi: Alegrem-se!” (4:4). Paulo nos lembra que, se temos Jesus conosco, temos motivos o bastante para vermos a vida com bons olhos. Estando em Cristo, o pessimismo não encontra lugar.
Que neste final de ano, nossa fé seja fortalecida e vivenciada na prática e que, com a ajuda de Deus, possamos vencer o pessimismo do século através da fé.

Lucas Timóteo Moraes, estudante de Teologia no Seminário Interno da Fatap.


Disponível em: https://www.psicologosberrini.com.br/psicologia-e-psicologos/pessimismo/ – Acessado em 06/12/2016

Que livro é este?

O que faz a Bíblia ser mais importante do que qualquer outra obra literária

No segundo domingo de dezembro é comemorado o “Dia da Bíblia”. Sobre este livro, existem alguns dados bem interessantes: a Bíblia é o livro mais vendido ao longo da história, com mais ou menos 6 bilhões de cópias. Ainda, conforme esses dados, o Brasil é o segundo maior produtor mundial de Bíblias que, por sua vez, tem sido distribuída e traduzida para os mais diversos idiomas. Diante de tais informações, você pode estar se perguntando: “o que faz este livro ser diferente e mais importante do que qualquer outra obra literária”?
A resposta para esta pergunta é muito simples: a Bíblia Sagrada é a Palavra de Deus. Mesmo existindo algumas pessoas que duvidam do seu conteúdo, a Bíblia vai nos revelar a mensagem de Deus para as nossas vidas. Ao longo dos 39 livros do Antigo Testamento e dos 27 livros do Novo Testamento, encontramos o plano de redenção e salvação para a humanidade. O objetivo divino com este plano é a restauração da nossa vida, o perdão dos nossos pecados e a nossa justificação diante de Deus.
Conhecer a Palavra de Deus é fundamental, pois é através dela que podemos aprender sobre a “boa, agradável e perfeita” (Romanos 12: 2) vontade de Deus para cada um de nós. A partir do momento em que a Palavra de Deus se torna o manual e o guia para a nossa vida, podemos ser ajudados pelo Espírito Santo a deixar para trás a insegurança o medo e a desesperança, e avançarmos para a certeza e a convicção no amor e na misericórdia do Senhor. Além disso, a Bíblia nos ensina o único caminho que devemos percorrer para nos aproximarmos de Deus: entregar nossas vidas a Jesus, o nosso Salvador, e dedicarmo-nos a amá-lo e servi-lo de todo o nosso coração. Apenas nas Escrituras Sagradas encontramos a mensagem divina de paz, perdão e salvação para a humanidade.
Um dos propósitos principais da Bíblia consiste em “iluminar” os nossos passos e “guiar” os nossos caminhos (Salmo 119: 105), apontando o propósito de Deus para nós. É a Palavra de Deus que pode nos orientar nos momentos em que estamos desanimados e confusos, mostrando o caminho em que devemos seguir. Ao lermos a Bíblia Sagrada, reconhecemos a sua importância para a nossa vida; ao obedecermos às orientações bíblicas demonstramos a transformação maravilhosa que o Espírito Santo realizou e tem realizado em nossas mentes e em nossos corações.
Nesta semana, em que o Dia da Bíblia é comemorado por muitos cristãos, gostaria de desafiar cada um de nós a ler, meditar, praticar e compartilhar a Palavra de Deus durante todos os dias de nossa vida!

Dsa. Claudia Duarte congrega na IAP em Votuporanga (SP) e é diretora do Departamento Infantojuvenil Regional

Russel Shedd

Uma vida dedicada à literatura teológica de fácil compreensão

No último sábado, 26 de novembro de 2016, morria Russel Phillip Shedd (87 anos). Boliviano de nascimento (1929), a partir de sua adolescência, foi para os Estados Unidos, onde completou os estudos de segundo grau.
Formou-se em teologia, em renomadas universidades americanas, onde adquiriu o título de bacharel, com especialização em Bíblia e grego, além de mestrado em Novo Testamento. Sagrou-se doutor em Filosofia, pela Universidade de Emdiburgo na Escócia. Foi professor na Universidade de Southeastern Bible College, em Birmingham, no estado do Alabama, nos EUA, instituição onde conheceu a esposa Patrícia.
Este casal missionário desenvolveu sua vida missionária a partir de Portugal, cuidado de um projeto que tinha por objetivo fornecer literatura teológica de fácil compreensão, além de obra de referenciais, chamado de “Edições Vida Nova”. Vindo posteriormente para o Brasil, onde expandiria o empreendimento missionário, desde 1962, o Dr. Shedd esteve promovendo a teologia fácil e profunda, em território nacional.
Ele teve por volta de 25 títulos seus publicados pela Editora Vida Nova, que ainda conta com outros selos editoriais, como: Shedd Publicações e Shedd Kids. Ele também atuou como professor na Faculdade Batista de São Paulo. Sem falar nas diversas palestras, pregações e devocionais que fez.
Quando penso em Russel Shedd, percebo o grande legado que ele deixou em solo brasileiro. Seus livros com rico e destacado embasamento bíblico nos fazem entender sua paixão pela Palavra de Deus e fazer com que seus leitores a entendessem. Era o seu principal objetivo de vida.
Sua Bíblia de estudo, em que foi o organizador; livros como: “O mundo, a carne e o diabo” e “Adoração Bíblica” estão entre o legado o legado que trouxe honra e glória ao nosso Deus. Por isso, apesar do luto pela morte do Dr. Shedd, podemos dizer que a igreja brasileira ganhou um nome eternizado nela, pelo ardor e cuidado com que ele falava do Evangelho de nosso Senhor.
Nessas horas, que o Espírito Santo conforte a família e a igreja cristã. E totalmente de luto, mas totalmente com esperança: “Nós cremos que Jesus morreu e ressuscitou; e assim cremos também que, depois que Jesus vier, Deus o levará de volta e, junto com ele, levará os que morreram crendo nele.” (1 Tessalonicenses 4.14 NTLH).

Ms. Andrei Sampaio Soares é colaborador do Departamento de Educação Cristã da IAP.

Dia da Reforma Protestante

“Glória somente a Deus” é a outra base do movimento

Neste 31 de outubro, comemoramos 499 anos da Reforma Protestante. E vamos refletir sobre o quinto princípio bíblico enfatizado pela Reforma: Soli Deo Glória (Glória Somente a Deus).
“Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras de sua mão” (Sl 19.1)
Já abordamos a importância da graça de Deus, da fé salvadora, do Salvador Jesus e da importância da Palavra de Deus para o homem.
Conforme o dicionário, a palavra glória pode significar “1. Fama obtida por ações extraordinária, etc; celebridade, renome. 2. Brilho, esplendor. 3. Honra, homenagem.” Alguém que faz um trabalho humanitário de destaque recebe a glória por isso. Da mesma forma, o nadador que ganhou várias medalhas de ouro também é homenageado e recebe a glória por sua atuação. Mas, quando refletimos a respeito de Deus, o que significa dar glória somente a ele? E qual o impacto dessa atitude em nossa vida?
A glória de Deus não é um conceito vago e nem abstrato, e muito menos se resume a algo que oferecemos a ele. Podemos ler na Palavra de Deus que toda a criação foi feita para cumprir o propósito do Senhor e para glorificá-lo. No caso do homem e da mulher, eles foram criados à imagem e semelhança do Criador e representam assim, a “obra-prima” da criação. Por isso, são também responsáveis por expressar a glória de Deus por meio de suas vidas. O lema soli deo glória vinha da compreensão de que, assim como o homem, tudo o que ele faz e realiza deve ser com o objetivo de glorificar a Deus. Esse é principal motivo e razão para vivermos e existirmos. Temos os nossos propósitos, sonhos e projetos de vida, mas não podemos perder de vista que tudo o que fizermos deve ser,em primeiro lugar, para a glória de Deus. Pois ele é o nosso Criador, Sustentador e Salvador. Porque dele, por ele e para ele são todas as coisas, inclusive a minha e a sua vida (Rm 11: 36).
Considerar todas essas coisas é muito importante, pois somente encontramos o nosso significado quando conseguimos cumprir o propósito para o qual fomos criados. Em outras palavras, em nossa vida tão corrida e atarefada, precisamos sempre estar preocupados em cumprir o propósito de Deus para nós: glorificá-lo em tudo o que fizermos por meio de nossos pensamentos, palavras e atitudes. E isso é uma obra que o Espírito Santo realiza em nós, a partir do momento em que cremos em Cristo e decidimos amá-lo e servi-lo de todo o coração.
Glória a Deus somente. Esse princípio bíblico implica viver somente para Deus e para a sua glória. Em tudo o que realizamos, devemos glorificar ao Senhor em primeiro lugar. Nos dias de hoje, trabalhamos, estudamos, temos os momentos de lazer, buscamos as coisas pelo nosso próprio bem-estar e pelo nosso progresso. Todas essas ações são válidas. Mas, não podemos esquecer que a razão de nossa existência é viver e fazer tudo somente para a glória de Deus!

Dsa. Claudia Duarte congrega na IAP em Votuporanga (SP) e é diretora do Departamento Infantojuvenil Regional

Somente a Escritura

“Sola Scriptura”, a Palavra de Deus revelada ao ser humano

“Pois toda a Escritura Sagrada é inspirada por Deus e é útil para ensinar a verdade, condenar o erro, corrigir as faltas e ensinar a maneira certa de viver.” (2 Timóteo 3. 16)
Qual é a importância da Bíblia Sagrada para a minha vida? Com certeza, esta é uma pergunta que muitos de nós já fizemos e respondemos de forma afirmativa ou negativa. A resposta para tal questão vai influenciar nossos pensamentos, nossas palavras e nossas ações, pois independente do que pensamos a respeito da Bíblia, ela é a Palavra de Deus revelada ao ser humano. Justamente por saber e reconhecer a importância da Bíblia Sagrada para o homem é que a Reforma Protestante enfatizou como um de seus pontos fundamentais o seguinte princípio: sola scriptura (somente a Escritura). Os reformadores sabiam que somente a Bíblia Sagrada é a Palavra de Deus para o homem. Este é o assunto da nossa reflexão desta semana.
Atualmente, a Bíblia é o livro mais vendido da história, com cerca de 6 bilhões de cópias. Esse dado demonstra a busca do homem para conhecer Deus e a sua vontade. Mas, relacionadas a esta questão, podemos fazer algumas outras perguntas muito importantes também: qual a importância da Palavra de Deus para a minha vida? Será que sou capaz de reconhecer que somente a Bíblia é a Palavra de Deus para o homem? No caso de uma resposta afirmativa, tenho lido, estudado e praticado os ensinamentos que estão registrados nas Escrituras? Ou tenho procurado conhecer a vontade de Deus de outra forma ou através de outras pessoas? Somente a Bíblia Sagrada e seus ensinamentos e orientações têm sido suficientes para mim?
Charles Spurgeon, um dos maiores pregadores cristãos modernos disse que “a Bíblia fala no tom de voz do próprio Deus”. As Escrituras (nome dado por Jesus para a Palavra de Deus em Mateus 21: 42 e 22: 49) contêm a mensagem de salvação do evangelho de Cristo. Somente a Bíblia é a Palavra de Deus, na qual o Senhor e Criador de todas as coisas revelou a sua vontade para o ser humano. Ela possui a resposta para os nossos dilemas e nos ajuda a enfrentar e vencer os desafios do nosso dia a dia. Você deseja conhecer mais a respeito de Deus e da vontade dele para a sua vida? Leia, estude e pratique os ensinamentos que estão registrados nas Escrituras.
É a Palavra de Deus que pode nos proporcionar força quando estamos desanimados, esperança em meio à desesperança, consolo em momentos de angústia e tristeza. Além disso, a Bíblia nos aponta o caminho em que devemos seguir, sempre demonstrando a vontade do Senhor para nós. Sua mensagem principal enfatiza a misericórdia e o amor divinos no que se refere a cada um de nós. Ao longo dos seus 66 livros, observamos o plano de salvação que o Senhor preparou para o homem ser realizado. Exatamente pelo fato de as Escrituras serem reveladas como a verdade de Deus para nós, podemos conhecer e experimentar da graça divina em nossas vidas, ao recebermos paz, perdão e salvação em Cristo. E também, através da sua Palavra o Senhor nos mostra o que significa viver para ele, por ele e nele, sempre o glorificando em todas as situações que vivermos.

Dsa. Claudia Duarte congrega na IAP em Votuporanga (SP) e é diretora do Departamento Infantojuvenil Regional

Somente a graça

“Sola gratia”, o maior presente que recebemos

“Todos recebemos da sua plenitude, graça sobre graça.” (João 1:16).
Em que consiste a graça de Deus? A Bíblia Sagrada nos ensina que a graça divina é o seu favor imerecido sendo concedido para a humanidade. Neste mês em que estamos refletindo sobre os cinco pontos principais da Reforma Protestante, agora vamos meditar sobre a graça de Deus, pois ela é um dos pontos bíblicos principais enfatizados pelos reformadores.
Já abordamos a importância da fé para a nossa justificação diante de Deus e para o perdão dos nossos pecados. E isso está profundamente relacionado à graça divina, pois somos justificados unicamente e apenas por causa da graça do Senhor, através da nossa fé em Cristo. Num mundo cada vez mais “carente de graça” é muito importante que eu e você saibamos e possamos reconhecer que a graça divina é o maior e melhor presente que o “Deus de toda a graça” (1Pe 5.10) poderia nos dar. A Palavra de Deus é categórica ao ensinar que somos salvos não por nossos próprios méritos ou ações, mas sim pela graça. E isso é magnífico, pois a graça não depende do que fizemos por ou para Deus, porém, é o precioso presente que representa o que ele fez por cada um de nós. Ou seja, a salvação origina-se na graça de Deus, é realizada por meio também desta graça e concretiza-se na vida dos pecadores (como eu e você) através da graça.
É pela graça que somos salvos, justificados, transformados e santificados em Cristo Jesus. Todos nós estávamos mortos em nossos pecados e nossos erros. No entanto, Deus disponibilizou a salvação através do sacrifício de Jesus para toda a humanidade, por meio de sua infinita graça. Da mesma forma, é a graça que remove as nossas culpas diante do Senhor e a consequente punição do pecado, modifica o nosso interior, e gradativamente, purifica a nossa vida através da ação do Espírito Santo.
Ao reconhecermos o maravilhoso dom de Deus que é a sua graça ao pecador, tornamo-nos conscientes de que não temos o que oferecer a ele em troca de nossa salvação. Além disso, abrimos mão de qualquer orgulho ou arrogância, pois entendemos que não podemos cooperar com a nossa salvação de forma alguma, já que ela é o resultado da maravilhosa graça de Deus. E isso deve motivar cada um de nós a amá-lo, adorá-lo e servi-lo de todo o coração, alma e entendimento. Não existe problema, circunstância ou pecado capaz de nos afastar da graça do Senhor. Sendo assim, podemos agradecer ao Senhor e nos aproximar cada vez mais dele, pois é através de sua graça que somos alcançados pelo evangelho de Cristo. Jesus é presente de Deus para o ser humano. A salvação está profundamente relacionada ao que Cristo fez na cruz por nós: morrer pelos nossos pecados. Mas, isso é assunto para o próximo artigo…
Finalizamos esta reflexão intercedendo ao “Deus de toda a graça” para que ele continue derramando “graça sobre graça” sobre a nossa vida e a de todos aqueles que confiam em Cristo e entregaram suas vidas a ele.

Dsa. Claudia Duarte congrega na IAP em Votuporanga (SP) e é diretora do Departamento Infantojuvenil Regional

Somente Cristo

“Solus Christus”, outro pilar da Reforma Protestante

“Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançarmos a salvação por nosso Senhor Jesus Cristo,” 1 Tessalonicenses 5:9.
Vamos abordar mais um princípio bíblico muito importante, que foi utilizado como um dos pontos principais da Reforma Protestante: Solus Christus (Somente Cristo). Num período em que as pessoas buscavam outros mediadores para chegarem a Deus e para serem salvos, os reformadores acharam muito importante reforçar que somente através de Cristo o homem pode ser salvo.
E neste período em que vivemos, será que é muito diferente? Vemos muitos homens e mulheres buscarem a Deus por meio de inúmeros caminhos diferentes. Também observamos que as pessoas procuram a salvação de inúmeras formas. Mas, o que a Bíblia Sagrada nos ensina a respeito dessas questões tão importantes para o ser humano?
Conforme a Palavra de Deus, Jesus Cristo é o único e verdadeiro caminho para nos aproximarmos de Deus, conhecermos a ele e firmarmos um relacionamento íntimo e sincero com o Senhor. É Jesus quem sacia a nossa “fome” de Deus e de nos entregarmos a ele. Além disso, a nossa salvação está somente em Cristo: foi ele quem morreu numa cruz para perdoar as nossas culpas e salvar-nos da condenação do pecado. Ele é o único caminho para a vida eterna e para a nossa salvação.
Como já até mencionamos nas reflexões anteriores, não existe outra pessoa que possa nos redimir e nem outra maneira de sermos salvos, já que a nossa justificação e salvação acontecem apenas por intermédio de Jesus. Sendo assim, o que podemos fazer diante deste fato tão importante? Eu e você devemos entregar as nossas vidas a Cristo e reconhecê-lo como nosso Senhor e Salvador para que tenhamos a vida eterna e sejamos salvos.
Ao depositarmos completamente a nossa fé em Cristo, Deus, pela sua graça, nos concede o perdão dos pecados e a salvação. Portanto, sem Jesus o homem não pode ser salvo, já que a salvação pode ser recebida exclusivamente por meio da fé no sacrifício de Cristo. Ele é a fonte da salvação para todo aquele que nele crê.
Num mundo cada vez mais relativo, em que cada um tem a sua verdade, é muito importante reconhecermos que Jesus completa a nossa vida, nos traz vida abundante e nos concede a vida eterna. Somente ele pode restaurar o nosso interior e transformar a nossa história, dando um sentido pleno à nossa existência. Mesmo sendo Deus, Jesus veio a este mundo, nasceu e viveu como um de nós para libertar e salvar todo aquele que nele crê e se rende à sua soberania e ao seu senhorio. Com certeza, isso é um grande motivo para que cada um de nós ame ao Senhor Jesus, cumpra a sua vontade e dedique-se a ele todos os dias que viver. Para conhecer um pouco mais sobre Cristo e sobre a vontade “boa, perfeita e agradável” (Rm 12: 2) é necessário ler e estudar a Palavra de Deus. É justamente sobre ela que vamos refletir no próximo artigo.

Dsa. Claudia Duarte congrega na IAP em Votuporanga (SP) e é diretora do Departamento Infantojuvenil Regional

Príncipes e princesas

Neste Dia das Crianças, vale a pena refletir sobre como estamos tratando nossas crianças

Atualmente é assim que as crianças são chamadas pelos pais, avós, tios e amigos da família. Desde a gestação quando o assunto é referente ao bebê o tratamento é o mesmo: nosso príncipe ou nossa princesa. Este hábito é facilmente verificado nos últimos tempos, tanto nas conversas, quanto nas postagens da família e dos amigos em relação às crianças, nas redes sociais. Razões para isso não faltam. O mundo todo assistiu embevecido a pompa e o esplendor, veiculados por todos os tipos de mídia, do último casamento real inglês, do príncipe William com Kate Middleton. O mesmo foi feito quando do anúncio da gestação e do nascimento do bebê real, fruto da união, que contemplou a todos os mortais comuns com uma explosão de imagens de uma criança linda, fofa, famosa, rica e herdeira do título real.
O mundo da animação não deixa por menos. Estamos vivendo uma overdose de princesas e príncipes. A maioria dos lançamentos de filmes de animação tem um personagem da realeza como foco principal. Uma produção dos estúdios Disney colocou dose dupla de princesas no desenho “Frozen”. Logo em seguida, lançaram o filme da Cinderela, interpretado por humanos. É evidente que isto gera um mercado para vender os mais variados produtos decorrentes da fama dos personagens entre as crianças e os adultos.
As famílias, por sua vez, influenciadas pela publicidade e pelo modismo, são levadas a imaginar que, realmente, elas têm um príncipe ou uma princesa em casa, dignos de tudo que envolve o título. As crianças, é claro, estão cada vez mais convencidas da “nobreza” dada a elas, e não deixam a desejar, usando e abusando das regalias que lhes são concedidas. Afinal, príncipes e princesas não podem ser contrariados, passar necessidades ou ter qualquer tipo de aborrecimento ou sofrimento. Nasceram para reinar! O resultado é que, muitas vezes, o relacionamento da família com as crianças acaba confuso, sem que haja uma definição clara sobre o papel a ser desempenhado por cada parte. Os primeiros frutos dessa inovação não têm sido nada doces. As crianças estão muito difíceis no trato, não somente para a família, mas também para outras pessoas que lidam com ela fora do círculo familiar. Qual seria, então, a maneira equilibrada de valorizar a presença da criança na família?
É evidente que a chegada de uma criança concentra todas as decisões e ações de uma família. Na criança é centralizada toda sorte de expectativas, anseios e realizações. O mundo passa a girar em torno de um ser indefeso, frágil e totalmente dependente. O medo do insucesso em relação ao futuro da criança, em um mundo como o que estamos vivendo, corrompido e destituído de valores como moral, ética e fé, é real, por mais despreocupada que uma família possa ser. No entanto, não podemos nos esquecer que apesar de toda a aparente inocência, a criança também é herdeira do pecado (Rm 3:23), e que sofre com as consequências deste, sendo sujeita aos riscos que esta triste realidade impõe.
Nesta época do ano em que as crianças são homenageadas, aproveite para dar às suas crianças, além do presente comemorativo, o melhor dos presentes. Entregue a elas a chave da felicidade! A chave é Jesus Cristo. Ele mesmo disse: Deixem vir a mim as crianças, não as impeçam; pois o Reino de Deus pertence aos que são semelhantes a elas. (Mc 10:14). Elas podem continuar a serem seus príncipes e suas princesas, porém, tanto você quanto elas precisam ter a noção correta da verdadeira situação do ser humano, independente da idade, e saber que Jesus Cristo é o Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap 19:16), e que todos precisam dele para a salvação, e assim poderão ter a concreta promessa de possuir um reino eterno.
Quando temos a compreensão correta de quem é o Soberano e a ensinamos às nossas crianças, oferecemos a elas um presente maravilhoso com garantia eterna de felicidade, além da certeza de reinar com Cristo. Da mesma forma, quando as regras da Palavra de Deus passam a orientar os relacionamentos familiares, os papéis que cada um devem desempenhar se tornam nítidos e a submissão ao senhorio do Senhor Jesus Cristo abre espaço para que toda a família comece a experimentar da grandeza do reino de Deus ainda nesta vida, usufruindo de maneira sadia a bênção de ter crianças em casa.
Famílias com crianças abençoadas, regradas, fortes espiritualmente e herdeiras do reino celeste é a proposta do Rei e Senhor Jesus Cristo. Entreguemos a Ele o comando das nossas vidas e de nossas crianças, para que estas tenham a chance de aprender dele e com Ele através do ensino, da oração e do bom exemplo deixado pelos seus responsáveis. Dessa forma, elas terão a gloriosa oportunidade de se tornarem verdadeiramente príncipes e princesas e reinar com Cristo para sempre.
Veja dicas de programação com as crianças para o mês de outubro: http://fesofap.portaliap.org/?p=10216&preview=true

Dsa. Rute de Oliveira Soares – Dijap (Departamento Infanto Juvenil da igreja Adventista da Promessa) Convenção Geral

Somente a fé

Um dos cinco pilares da Reforma Protestante, que completa 499 anos

Outubro é considerado o mês da Reforma Protestante, pois no dia 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero afixou na porta da Catedral do Castelo de Wittenberg, na Alemanha, as 95 teses. Essas teses abordaram alguns pontos importantes no que se refere à doutrina cristã, além de terem desafiado os ensinamentos relativos à penitência e à venda de indulgências. Tal atitude de Lutero é considerada como o início da Reforma Protestante, cujos princípios fundamentais são conhecidos como cinco solas (a palavra latina sola significa somente em português).
Essas cinco solas resumem os princípios teológicos básicos utilizados pela Reforma, que são imprescindíveis para a vida e para a prática cristã e que estão centrados na Palavra de Deus. São elas: Sola fide (somente a fé); Sola scriptura (somente a Escritura); Solus Christus (somente Cristo); Sola gratia (somente a graça); Soli Deo gloria (somente a Deus glória). Ao longo deste mês de outubro, estaremos meditando nestes princípios que são encontrados nas Sagradas Escrituras. Para iniciar esta reflexão, falaremos sobre o princípio que enfatiza a importância da fé para aquele que deseja dedicar sua vida ao Senhor: Sola fide (somente a fé).
A Bíblia Sagrada nos mostra claramente que somente por meio da fé podemos receber o maravilhoso presente que o Senhor nos concede em Cristo Jesus. É a fé em Cristo que abre caminho para a nossa salvação. Ela é a maneira e a condição para que o homem seja justificado diante de Deus. Todos nós estávamos mortos em nossas culpas, erros e pecados, mas, por meio da fé no sacrifício de Jesus, somos perdoados e podemos ter a vida transformada pelo Espírito Santo.
Vivemos num momento em que cada vez mais crescem o número de pessoas que acreditam que a salvação e o perdão dos pecados são o resultado de suas ações e méritos pessoais. Mas, a Palavra de Deus é muito clara em afirmar que somente pela fé em Cristo a salvação e o perdão dos pecados podem acontecer. É também através da fé que submetemos as nossas vidas ao Salvador e confiamos nele para nos salvar das trágicas consequências do pecado. Sendo assim, podemos nos perguntar: o que significa ter fé? Ter fé é confiar, é entregar-se total e absolutamente nas mãos de Jesus Cristo, reconhecendo a gravidade de nosso pecado e o quanto nós somos incapazes de libertar-nos desse pecado por mérito próprio. Portanto, ter fé significa também aceitar que não temos qualquer mérito em nossa salvação, pois o Autor da nossa salvação é Cristo Jesus.
Sendo assim, é muito importante compreendermos que o único evangelho verdadeiro que existe é o da substituição de Jesus em nosso lugar. É através desta substituição que Deus atribuiu ao Salvador o nosso pecado e por sua vez, nos atribuiu a sua justiça. Somos aceitos e justificados diante de Deus somente por causa do sacrifício que Jesus fez por cada um de nós. Justamente pelo fato de Cristo ter levado sobre si os nossos pecados e o castigo de nossa culpa, é que cada um de nós que cremos nele e a ele entregamos nossas vidas fomos perdoados, aceitos e adotados como filhos de Deus. O evangelho vai revelar para cada um de nós não o que podemos fazer para alcançar Deus, mas sim aquilo que Deus fez por nós em Cristo Jesus, o Senhor e Salvador da humanidade.
É também por meio da fé em Cristo que somos consolados pelo Senhor e podemos superar e vencer os obstáculos da vida. Jesus não prometeu que viveríamos num “mar de rosas”, muito pelo contrário, ele nos disse que teríamos aflições (Jo 16: 33). Mas, ele prometeu que estaria conosco todos os dias da nossa vida, nos ajudando a enfrentar e vencer as dificuldades que estivermos enfrentando (Mt 28: 20). E isso é possível quando nossa fé está firmada somente em Cristo. É por meio desta fé que podemos nos aproximar de Deus, o Criador de todas as coisas e receber a salvação e o perdão dos pecados. E tanto a salvação quanto o perdão são concedidos pela graça divina. Mas isso já é assunto para a nossa próxima reflexão…
Que nossa fé esteja sempre firmada somente em Jesus, o Senhor e Salvador de nossas vidas!

Dsa. Claudia Duarte congrega na IAP em Votuporanga (SP) e é diretora do Departamento Infantojuvenil Regional

Tempos pós-modernos

Absolutos relativos são a única certeza

O fim dos absolutos foi uma marca anunciada, avisada e fartamente explicada como um dos pilares da pós-modernidade. Hoje, a realidade está consolidada, já não temos absolutos. O amor é líquido. A verdade é servida em mesas de self service com inúmeros pratos, de sabores diversos, mas todos afirmando que são a verdade, independente de quantas verdades estejam sendo servidas.
É praticamente impossível acompanhar a velocidade das mudanças atuais. Fatos, fotos, eventos, dramas, denúncias, tragédias, escândalos, leis, crimes, explorações, abusos, injustiças. Todos os dias e em volumes incontroláveis, vai se desenrolando uma confusa história, difícil de ser interpretada dada a complicação e a bagunça entre certo e errado, entre falso e verdadeiro.
Na falta de certezas, os absolutos são reduzidos a categoria de relativos. E essa é a única certeza que resta para os absolutos do passado: ser meramente relativos. O resultado é tristemente percebido no reflexo de uma sociedade que caminha sem saber para onde exatamente está indo.
Todo caldo filosófico atual conseguiu lambusar antigas convicções que dirigiam a vida. Vejo velhos amigos brigando por política, defendendo políticos e propagando partidos como nunca os vi em ação com relação às coisas da fé. É surpreendente. Antes, um pacato frequentador de igreja, um ajudador discreto, quase invisível. Hoje, um agitador irreconhecível, carregando todas as conveniências da piedade mas com atos e palavras totalmente antagônicos ao que é pregado pelo evangelho, negando a eficácia dela.
Vejo jovens sem propósito. Quebrando regras, leis, doutrinas. Impondo com sua peculiar rebeldia a agenda que julga a melhor. Questões como aborto, sexualidade, bestialidade e todas as experimentações que se imaginar são reduzidas a frases como “meu corpo, minhas regras”, “o corpo é meu, faço o que eu quero”. Ok, tudo isso é uma parte da verdade. A outra parte pouco a mídia divulga, pois não interessa. É a parte das consequências de cada escolha. Jovens estão morrendo de overdoses, com drogas sintéticas antes impensáveis, estão morrendo cheios de ilusões que só esvaziaram seus corações sem nada colocar no lugar a não ser mais ilusões, provocando ciclos e mais ciclos que terminam sempre em novas e profundas frustrações.
Vejo casais conformados com suas derrotas. Vivendo vidas mecânicas. Sem prazer no diálogo, no convívio, na cumplicidade, no amor, no carinho, no sexo. Famílias entregues as certezas dos absolutos relativos, “meus avós faziam assim, meus pais mudaram o jeito, nós estamos sem jeito e nossos filhos… terão jeito?”.
Vejo gente cega, surda, muda, imóvel. Gente que foi fulminada pela ganância, cobiça, orgulho e uma louca caçada por dinheiro. Conseguiu adoecer no caráter, espalharam destruição e dano em gente que nessa gente acreditou e, de repente, trapaça e traição foi só o que restou. Ética? Honestidade? Honra? Palavra? Esquece, são só absolutos relativos numa sociedade que deu as costas para antigos valores e antigas verdades e agora sofre as consequências das escolhas que fez.
Teve vacilo, dúvida, incerteza e angústia na Bíblia? Ou todas as narrativas bíblicas foram preenchidas por absolutos inquestionáveis? Certamente não, muitas dúvidas e questionamentos aparecem por toda a humanidade que povoa as páginas do livro sagrado.
Um exemplo está em João 14, onde encontramos muita ansiedade por resposta e direcionamento. Os discípulos haviam chegado num ponto sem saber que rumo tomar. Então fizeram o que todos devemos sempre fazer, perguntaram a Jesus qual o caminho, qual o rumo, como andar sem errar. Jesus deu uma resposta enigmática: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai senão por mim.” Os discípulos queriam um mapa, um GPS, uma rota, Jesus porém ofereceu uma pessoa, ofereceu Ele mesmo. Ou seja, não vem ao caso a geografia da vida. Se riqueza ou pobreza, se saúde ou doença, se tristeza ou alegria, a verdade absoluta é uma só: o caminho é Jesus. Relativizar este caminho é o mesmo que errar absolutamente o destino da viagem.

Pr. Edmilson Mendes congrega na IAP em Pq. Itália (Campinas, SP) e integra o Departamento Ministerial – Convenção Geral.

Que mal há em caçar Pokémons?

Nos últimos dias e semanas um dos assuntos mais falados é sobre o jogo “Pokémon GO”. Mesmo quem não joga ou não liga para isso, ouviu ou viu algo relacionando a isso. Se você não ficou nas últimas semanas em uma ilha deserta você sabe da febre que se tornou o Pokémon GO.
Até mesmo nas ilhas os jogadores procuram um Pikachu.
É um jogo da Nintendo em parceria com a Niantic, que atualmente desbancou todos os demais jogos, e se tornou o mais popular game para plataformas móveis, celulares e tablets. É o primeiro jogo da história a alcançar mais de dez milhões de downloads em apenas uma semana, e assim gerando cifras milionárias aos criadores. Pokémon significa “monstro de bolso”, uma criatura fictícia que tem se tornado viciante e aprisionadora para muitos. O problema não está no nome ou no jogo e sim em quem joga e da forma que joga. É fácil para os legalistas rechaçarem e dizerem que é do demônio e proibir ao invés de investir na espiritualidade dos jovens ao passo que eles entendam e discirnam as reais prioridades.
Nas últimas semanas emergiram nos noticiários vários acidentes de trânsito por conta desse jogo, onde pessoas dirigindo ficam procurando os Pokémons, pessoas distraídas com o jogo que atravessam a rua. Foi veiculado na mídia o caso de um menino que morreu afogado ao entrar em um lago para caçar Pokémons. Os alunos agora não estão prestando atenção às aulas, pois ficam procurando Pokémons enquanto o professor leciona. Alguns alunos, para burlar o professor que confisca os celulares, pedem para ir ao banheiro e são surpreendidos nos banheiros e pátios das escolas. Os Pokémons estão “escondidos” em todos os lugares e aqueles que baixaram o aplicativo do jogo em seus smartphones ficam procurando-os. É comum vermos vários adolescentes e jovens com seus aparelhos nas mãos procurando os Pokémons e/ou comentando onde os Pokémons estão escondidos. Pessoas têm perdidos seus empregos, em plena época de crise, pois viciados, jogam em horário de trabalho. Mais uma vez: o problema não é o jogo e sim quem joga e como faz do jogo a prioridade. Os que jogam dizem que o Pokémon GO é altamente viciante.
Sabe-se que os Pokemóns estão escondidos inclusive em igrejas e em cemitérios, e em tantos outros lugares. Como sabemos os cemitérios à noite são locais escuros e vulneráveis. O vazio interior do ser humano é tão grande que ele sempre buscou sanar esse vazio com diversas coisas, e no nosso contexto individualista e hedonista, características da pós-modernidade, esse vazio está se alargando. Esses jogos se encaixam bem na proposta moderna de preencher o vazio do ser humano, pois têm uma proposta de entretenimento. É bom se distrair e se divertir com jogos, mas é ruim sermos fisgados e ficarmos aprisionados ao vício do jogo.
Numa sociedade estranha como a nossa a proposta de entretenimento é fantástica, pois ela nos sequestra para uma realidade, mesmo que seja virtual, e nos leva ao divertimento e distração. O jogo nos leva para a virtualidade que nos distancia de tudo que nos aflige nesse momento, e assim como um entorpecente, fugimos para aquilo que dá prazer por alguns instantes, mesmo que isso seja momentâneo e passageiro. O esquema é se desligar de tudo e curtir o jogo. Demonizar o jogo é coisa para legalista que gosta de proibir por proibir. Vivemos no mundo que jaz no maligno e que está contaminado pelo pecado e nossa luta contra o pecado é com uma vida piedosa de leitura bíblica e devoção por meio da oração. Cheios do Espírito Santo, mostraremos aos nossos filhos, adolescentes, ovelhas, amigos e parentes “há tempo para tudo”, e que “o que contamina o homem é o que sai, pois sai do coração”, como Jesus já nos ensinou.
O Pokémon GO é apenas um jogo. Um jogo que suga as pessoas comuns que estão viciadas com a proposta virtual para o mundo virtual. O grande problema é que não somos virtuais e que o “mundo virtual” não existe, mas nós interagimos mais com o mundo virtual do que com o real. O jogo faz com que a pessoa pense que o mundo virtual é o seu mundo real. E isso provoca uma falsa realidade para a vida das pessoas, pois o mundo virtual é belo, fantasioso e recheado de entretenimento. Já vida real é marcada pela força, coragem, dor, suor, luta, sofrimento e por aí a fora. A virtualidade nos desumaniza e nos robotiza, fazendo com que nossas atitudes sejam determinadas pelo jogo e vício. O problema é que essas propostas de fugir da realidade para a vida virtual se torne uma fuga momentânea de um jogo e acabe se tornando um estilo de vida. Uma vida marcada pelo vício e que se refugia em caçar Pokémons. A realidade é a vida cotidiana.
Alguns caçam Pokémons, outras caçam motivos para demonizar os que caçam Pokémons e outros caçam estratégias para ensinar os filhos, adolescentes e rebanho a não cair nas armadilhas das propostas dessa fuga para a “vida virtual”. Creio que deveríamos aproveitar esse contexto como oportunidade para ensinar as próximas gerações amarem a Deus acima de tudo, assim eles terão como conviver e combater as propostas mundanas. Aproveitar a oportunidade para solidificarmos mais nossos ensinos e mostrarmos como as propostas dessa “vida virtual” é enganosa, falsa e alienadora. Se mesmo assim você quiser jogar Pokémon GO, jogue com moderação. Mas, não se esqueça de priorizar o Reino de Deus e de ensinar que o Reino de Deus está acima de todas as nossas prioridades.

Fonte: Jeferson Rodolfo Cristianini (Ultimato)

O Cristo que traz esperança

Mesmo quando o cortejo da desesperança está presente

“E aconteceu que, no dia seguinte, ele foi à cidade chamada Naim, e com ele iam muitos dos seus discípulos, e uma grande multidão;
E, quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade.
E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela, e disse-lhe: Não chores.
E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam), e disse: Jovem, a ti te digo: Levanta-te. E o que fora defunto assentou-se, e começou a falar.
E entregou-o à sua mãe.
E de todos se apoderou o temor, e glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta se levantou entre nós, e Deus visitou o seu povo.”Lucas 7:11-16
No decorrer da Bíblia Sagrada, encontramos o relato de oito ressurreições (fora a de Jesus). Destas, três podem ser encontradas no Antigo Testamento e 5 no Novo Testamento: o filho da viúva de Sarepta, o filho da Sulamita, o homem lançado sobre o sepulcro de Eliseu, a filha de Jairo, Lázaro, o filho da viúva de Naim, Êutico e Dorcas.
Mas vamos meditar sobre a ressurreição do filho da viúva de Naim. Em meio a um cortejo de desespero e desesperança, Jesus trouxe esperança e alegria para uma mulher que havia acabado de perder o que tinha de mais precioso, o seu único filho. Quantos de nós também temos sido assolados pelo desespero e pela desesperança? Quantos de nós não conseguimos ver uma solução para os nossos problemas e nossas dificuldades?
É interessante observarmos que ao chegar até a cidade de Naim, Jesus encontrou várias pessoas seguindo um cortejo fúnebre, acompanhando uma viúva que estava prestes a enterrar o seu único filho. Certamente, este cortejo estava marcado pelo desespero, tristeza e desesperança. Enquanto estavam saindo da cidade, as pessoas que faziam parte de tal cortejo encontraram-se com um grupo completamente diferente: são as pessoas que estão com Jesus. Tais homens e mulheres celebravam a vida, a esperança e a paz.
O cortejo fúnebre estava chorando a perda do filho da viúva, no entanto, algumas pessoas que faziam parte dele deveriam também estar se lamentando pela própria situação vivida por essa mulher. Naquela época, a mulher não possuía qualquer valor, era considerada alguém inferior. O valor de uma mulher estava atrelado ao homem: primeiramente seu pai e depois seu marido. Quando ficava sozinha, a mulher deveria arrumar um jeito de sustentar-se sozinha. No primeiro século, mulheres não podiam herdar propriedade dos seus maridos. As propriedades familiares eram transferidas aos filhos e, em casos especiais, para uma filha. Uma mulher viúva sem filhos estava completamente desamparada.
No caso específico desta mulher mencionada em Lucas 7, ela já havia perdido a sua fonte de segurança (o marido) e agora estava prestes a enterrar o seu único filho (que para ela, representava a esperança de dias melhores). A esperança dela de uma família feliz e de uma velhice tranquila e segura desmoronou.
Diante desse quadro desesperador, era natural que o cortejo fúnebre chorasse também pela desesperança, tristeza e desespero de ver as esperanças desta mulher serem sepultadas junto com o seu filho. No nosso caso, qual tem sido a razão da nossa desesperança ou do nosso desespero? É aquele problema que não conseguimos solucionar, aquela enfermidade que tem nos afligido, aquele pecado ou vício que não conseguimos vencer? Às vezes, ficamos como aquela mulher ou como algumas pessoas do cortejo fúnebre, chorando em meio à dor e à desesperança. Parece que nada e ninguém podem nos ajudar. Sentimo-nos abandonados por todos. Quem nunca se sentiu assim?
No entanto, algo estava prestes a mudar para a vida desta viúva: o versículo 13 nos mostra que Jesus a viu. Jesus viu a dor, o desespero e a desesperança desta mulher e foi ao encontro dela, ainda que ela não o tenha visto primeiro. Isso pode acontecer também conosco. Desesperamo-nos e nos desesperançamos com aquele projeto que nunca deu certo, aquele problema profissional complicado de resolver, a necessidade financeira que vivemos, a perda de um ente tão querido. No entanto, Jesus nos vê e deseja estar conosco! Em muitas situações nos sentimos tão desesperançados que não percebemos que Cristo está perto de nós, disposto a ressuscitar a nossa esperança, a nossa alegria e a nossa paz nele!
As pessoas do cortejo fúnebre choravam, mas elas também sabiam que nada poderiam fazer para ajudar aquela viúva. Porém, a Palavra de Deus nos mostra que quando Jesus viu a mulher, sentiu compaixão por ela. Cristo sabia bem quais eram as dificuldades e limitações que uma mulher sozinha enfrentava, e assim, teve grande misericórdia dela. Da mesma forma, Cristo age conosco: ele tem misericórdia de nós. Ele se importa com a nossa vida e atua em nossa vida com graça e compaixão. Nada pode nos separar do seu amor que se renova todos os dias, manhã após manhã.
Cristo faz mais do que sentir: ele quebra o protocolo, pára o cortejo e ordena ao rapaz que se levante. Diante de um cortejo de desesperança, Cristo traz a esperança para essa mulher ao ordenar que seu filho morto levante-se. Por isso, podemos ter a convicção de que em meio à desesperança, à dor, ao desespero causado pelas lutas, pelos problemas, ou pelo pecado, somente Cristo pode trazer esperança para nós. Ele é a fonte e a razão de nossa esperança!
No versículo 14, podemos ler que Jesus deu a ordem e o menino ressuscitou! Nós que somos mães, podemos bem imaginar a alegria desta mãe em ver o seu filho ressuscitado! Além do filho, Jesus ressuscita também a esperança, a alegria e a paz desta viúva! Ele demonstrou para ela e demonstra para cada um de nós que não há dificuldade ou adversidade que não possamos vencer, se estivermos com a fé alicerçada nele!
Finalmente, é interessante observarmos que quando a multidão comparou Jesus com um profeta, provavelmente estava comparando Cristo a Elias e Eliseu (que foram usados por Deus para ressuscitarem mortos (1 Reis 17: 18 – 24; 2 Reis 4: 32- 37). No entanto, estes homens tiveram de orar e esperar para que Deus devolvesse a vida a eles. Por sua vez, Jesus apenas ordenou e o jovem reviveu, numa clara demonstração de que era realmente o Deus que possuía poder e domínio sobre todas as coisas, até mesmo sobre a morte.
Sendo assim, confie em Cristo, e entregue sua vida a ele, pois somente ele pode perdoar os seus pecados e trazer esperança em meio à desesperança, alegria em meio à tristeza e paz em meio ao desespero!

Dsa. Claudia Duarte congrega na IAP em Votuporanga (SP) e é diretora do Departamento Infantojuvenil Regional

A vergonha se transformou em triunfo

Ao acender a Pira Olímpica, o atleta Vanderlei recebeu a honra que foi impedido de conquistar nas Olimpíadas de Atenas

Nas Olimpíadas de 2004: “…durante a disputa da prova de Maratona dos Jogos Olímpicos de Atenas. Após liderar até o 36º quilômetro, o maratonista brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima foi atacado por um fanático religioso irlandês, o ex-sacerdote Cornelius Horan”, e foi impedido de conquistar a medalha de ouro. Devido este episódio, o maratonista brasileiro ganhou apenas a medalha de bronze.
Mesmo assim, ele continuou a corrida: “Por seu feito, seu espírito esportivo e humildade após a prova, Vanderlei recebeu a Medalha Pierre de Coubertin, considerada uma honra elevadíssima atribuída pelo Comitê Olímpico Internacional.”
Para a surpresa, alegria e emoção de todos os presentes no Maracanã e fora dele, depois de 12 anos, Vanderlei foi aquele que acendeu a Pira Olímpica nos Jogos Olímpicos do Rio 2016, elevando o espetáculo a um grito que foi preso quando ele não ganhou a medalha de ouro em Atenas 2004.
Na programação, possivelmente quem faria um dos atos mais marcantes dos Jogos seria o Pelé, mas, Vanderlei foi o escolhido. Talvez, surpresa até para ele.
Aquela vergonha pública enfrentada pelo maratonista foi recompensada agora acendendo o fogo que simboliza o espírito olímpico, na presença de uma apoteose no Estádio, no Brasil e no mundo, que vibraram com a cena.
Esse fato lembrou-me de nosso Senhor, Jesus Cristo. Suas últimas horas foram de extrema vergonha e humilhação. Ele foi cuspido e surrado, com direito a bofetadas. Desde deboches e brincadeiras de “pique esconde” para saber quem lhe bateu (Mc 14.65).
No Calvário onde foi crucificado, o Cordeiro foi exposto à vergonha pública e universal. Seu corpo sangrando, sua língua pregada ao céu da boca de sede, a coroa de espinhos na cabeça, os pedidos para descer da cruz, nada o deteve ou o impediu de morrer por nós! (Mc 15. 30-31)
Nosso Cordeiro foi silenciado na morte, porém, ela não deteve Aquele que é o Senhor da vida (At 2.22-23)! Nosso Salvador, que morreu pelos nossos pecados, ressuscitou para nossa salvação! (Rm 4.25)
Hebreus 12.2 nos indica que, apesar da vergonha, sofrida, Cristo subiu aos céus depois de 40 dias após sua ressurreição, aparecendo a muitos (At 1.3). Aliás, o autor de Hebreus nos diz que Ele não desistiu da Cruz e não evitou ser humilhado pois, além de nos salvar, sabia da alegria que lhe estava proposta de voltar ao Pai, e assentar-se à direita de Deus.
Imaginemos a festa quando Jesus voltou ao céu? Ele foi glorificado e ainda derramou o Espírito sobre a Igreja (Jo 7.39; At 2.1-3) Uma alegria indizível em comparação à alegria que Vanderlei teve ao acender a Pira Olímpica. Por isso, continuemos na maratona da fé. Não deixemos de correr, pois chegaremos com a força da graça à gloriosa festa do Cordeiro!

Andrei Sampaio Soares é membro da IAP de Pedreira em São Paulo, colaborador do Departamento de Educação Cristã da IAP e articulista do site Além Blog.

Leve esta chama com você!

A tocha olímpica nos inspira a pensar em um Deus que nos incendiou com seu amor

Há algumas semanas, temos assistido várias cidades do Brasil recepcionando a tocha olímpica. Sempre é uma emoção. Passada de mãos em mãos por pessoas importantes para a sociedade. Muitos são os que falam sobre isso nas ruas, casas, lojas, empresas, escolas, por todos os lugares onde a tocha está passando. Em cada cidade, o acontecimento é anunciado nos jornais, na TV e também na internet. Em cada lugar, varreram ruas, pintaram calçadas, cercaram avenidas e mudaram o trânsito. Mas em meio a tudo isso, minha mente e meu coração estavam em outra chama. Que não posso chamar de olímpica, mas Divina.
Aqui, em Campo Mourão (PR), enquanto a cidade se preparava para receber a tocha, nossa igreja se preparava para receber a Ceia do Senhor. Enquanto a cidade falava daquela chama, nossa igreja orava para que Deus acendesse uma grande chama na vigília que estaríamos realizando.
Descobri a simbologia por trás do revezamento da tocha. Há muito tempo, quando ainda não havia os meios de comunicação que temos hoje, essa chama passava de cidade em cidade, avisando que as Olimpíadas estavam para começar. Pensando nisso, nós também carregamos uma tocha, não para avisar das Olimpíadas, mas sim, da vinda do Cordeiro, do Filho de Deus.
E em nosso coração está acesa uma grande chama. A chama de um Deus que se fez homem e habitou entre nós, provando que é possível viver em um mundo corrompido pelo pecado, sem pecar. A chama de um Deus que se fez pecado por amor a nós e nos deu a sua vida, abundante, plena e digna de ser vivida. A chama de um Deus que venceu a morte e morte de cruz, ressuscitando ao terceiro dia para declarar ao mundo que nada poderá detê-lo. A chama de um Deus que prometeu vir buscar a sua igreja, composta por todos aqueles que creram nele e que vivem unicamente para adorá-lo.
Essa chama jamais se apagará em nossos corações porque Ele nos incendiou com seu amor. Leve essa chama você também!
Franilson é pastor da Igreja Adventista da Promessa em Campo Mourão (PR).

Não vai faltar!

O cuidado de Deus continua, mesmo em meio à crise

Como não se desesperar em meio à uma crise econômica como a que estamos vivendo? Mais de 11 milhões de desempregados! Quando vamos ao supermercado e gastamos muito, nos frustramos trazendo poucas sacolas. Certamente a crise é um termômetro para saber se estamos confiantes no cuidado de Deus. Em relação a isso, vemos em Mateus 6: 24-32 a promessa do cuidado do Pai, principalmente nas nossas necessidades básicas.
1) Crer no cuidado de Deus é tê-lo como Senhor
Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.” (Mt 6.24)
Jesus falava de ajuntar tesouros no céu, querendo dizer sobre priorização da vida espiritual (v.19-21); e concluiu o trecho falando, que temos que ter bons olhos, uma iluminação que determina como será a vida. O conselho de Jesus, então, é que nos desviemos das trevas e para termos luz (v. 22-23). Jesus fala que não podemos dividir Deus com as riquezas (v.24).
A palavra riquezas (ou dinheiro), no grego é mamonas, com o significado seguinte: “posses, bens terrenos”. Por isso, Jesus coloca o dinheiro como uma falsa divindade, que pode ser servida, e colocada em concorrência com Deus.
Diante disso, Cristo diz: “Ou servirmos a Deus ou às riquezas”. O altar do coração, Deus não divide com outro. Ou servimos a Ele ou às posses. Ou Ele é o dono da nossa vida ou as riquezas. No “banco de valores” da nossa vida, ou aceitamos os depósitos de Deus, ou o dinheiro sujo do diabo.
A questão não é o dinheiro em si, mas o lugar em que ele está, se no bolso ou no coração. Se cremos no cuidado de Deus, Ele é nosso Senhor, e são pelos valores da Palavra dele que obedecemos. Se for o dinheiro nosso senhor, seremos governados pela avareza, consumismo, egoísmo, mesmo quando tudo que temos é para uso pessoal e compartilhamento com os outros. Por isso, em seguida Jesus apresenta um antídoto contra essa divinização da riqueza.
2) Crer no cuidado de Deus é confiar em sua provisão
Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas” (Mt 6.31-32)
Ser cuidado por Deus envolve a confissão dele como Senhor. E se Ele é nosso Senhor estamos nas mãos de um Deus eterno e que nunca muda (Ml 3.6). Não houve momento na história que Deus se desestabilizou do Seu reinado. Confiar na instabilidade das riquezas como nosso senhor constitui-se numa falha de fé (1Tm 6.17). Deus, o Pai, sendo nosso Senhor, tem cuidado dos que creem nele. Jesus nos mostra que o Pai cuida de três coisas: comida, bebida e roupa (v.25).
Para ilustrar o cuidado do Pai, Jesus propõe a reflexão a respeito das flores do campo e dos passarinhos: vestidos e alimentados pelo Pai. Ele também nos questiona se podemos acrescentar idade ou medida à nossa altura devido à ansiedade com que buscamos os bens materiais (v.26-28). Jesus diz que, nem Salomão, com toda a glória de seu reino se vestiu como essas flores. Então, se Deus cuida destas coisas é certo que nos dará o que é básico na vida (v.29-32).
Jesus ainda lançou uma segunda proposta. Buscar em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça (v.33-34). Ou seja, a prioridade de quem tem Deus como Senhor é buscar continuamente seu reino, seu domínio manifestado por meio da Encarnação de Cristo. A justiça que temos de buscar é uma vida de acordo com a vontade de Deus, revelada em Sua Palavra. Nossa prioridade é essa. A quem segue este plano, buscar o reino e a justiça, Deus acrescenta o necessário.
Qual tem sido nossa postura diante da vida?
Fazemos tudo pra ganhar desesperadamente o dinheiro, ou cremos no cuidado de Deus com nosso trabalho? Jesus não é contra o trabalho neste texto. Ele criou o trabalho antes do pecado (Gn 2.7). A questão é não fazer desta busca (pelas posses, bens e dinheiro) a primeira razão da vida, a ponto de tornar isso um deus, mas, a prioridade de nossa vida deve ser a justiça do reino de Deus e veremos o cuidado dele nas nossas necessidades básicas. Vamos orar por isso! Vamos viver por isso!

Andrei Sampaio Soares presta auxílio pastoral à IAP de Pedreira (zona sul de São Paulo) e colabora com o Departamento de Educação Cristã (DEC).