Manda nudes

Enviar ou não enviar? Eis a questão!

Dois amigos juntam uma grana e conseguem finalmente fazer a viagem dos sonhos, partem rumo a Las Vegas. Na ida o coração dos dois bate acelerado, é uma palpitação movida por pura adrenalina. Vão viajando e fantasiando, mulheres, bebidas, cassinos, jogos, festas, noitadas, enfim, serão dias de vale-tudo em Las Vegas. E o melhor, sem nenhuma preocupação com as consequências, afinal, como afirma o antigo provérbio, “O que acontece em Vegas, fica em Vegas”. Então, logo na primeira noite vão a um cassino. Horas depois saem de lá, um completamente nu, e o outro, apenas de cueca. O que está nu diz: “Eu o admiro muito, você sempre sabe quando é hora de parar!”
E a geração atual, sabe a hora de parar? Na sua maioria, infelizmente, demonstra não saber. Ou, em muitos casos, demonstra não ter forças para parar. A expressão “manda nudes” é uma das mais populares nas redes sociais. Hábito normal para uma grande fatia da moçada. Hábito que vai se tornando rotineiro e aceitável para um número cada vez maior entre os jovens cristãos, que, mais cedo ou mais tarde recebem o pedido por whats: “Manda nudes.” Ou seja, envie fotos suas onde você esteja nu, fotos nas quais revele partes íntimas, enfim, manda nudes. A partir daí surgem as perguntas: Sim ou não? Envio ou não envio? Devo ou não devo?
Numa pesquisa on-line feita pelo Instituto Qualibest com 579 pessoas entre 16 e 30 anos, 12% respondeu que já compartilhou fotos ou vídeos da própria nudez. Dentre os motivos alegados pelos 12% para enviar tais fotos ou vídeos, o campeão, que aparece com 42% entre os praticantes, é o pedido do parceiro. Ou seja, a pressão vem, na maioria das vezes, da pessoa amada, é quando o namorado ou a namorada, o amante ou o ficante, começam a pedir uma imagem, uma “prova” de amor, e depois de pensar um pouco resolve-se atender a solicitação. Pronto. Depois da primeira foto, a porteira foi aberta, pouquíssimos são os que conseguem parar.
Segundo a psicanalista Marielle Kellermann, existem dois motivos principais para a prática de se enviar fotos nuas. O primeiro está ligado a um desejo biológico inato: o exibicionismo. Desejo este que é bem antigo, existe muito antes dos iPhones, basta pensarmos nos pintores do renascimento que já faziam aula com modelos nus. Segundo motivo apontado pela psicanalista são as facilidades tecnológicas, em que seu celular produz foto ou vídeo de boa qualidade, você mesmo edita, separa, salva e envia em questão de minutos, tudo no secreto e no conforto da privacidade, condições que vencem a timidez e o recato que existiam sem as possibilidades escancaradas pelas facilidades da tecnologia.
Eis o dilema: assim como as luzes, os cenários e as possibilidades sedutoras de Las Vegas, o “manda nudes” também exerce grandes poderes de sedução, satisfaz egos, potencializa autoafirmações, faz seu praticante se sentir, dá a sensação de liberdade e independência, passa a ideia de poder e comando, enfim, entra-se em jogos e relações que despertam desejos e prazeres. Mas não só, para além de desejos e prazeres, muitas consequências vêm a reboque.
Perda de privacidade, ter sua imagem compartilhada por pessoas que você jamais gostaria que tivessem acesso, virar o objeto de consumo de estranhos, perda do respeito, abalos relacionais, pesos psicológicos, emoções estremecidas, vergonha, quebra de pacto com a pessoa que prometeu preservar o segredo e resolveu tornar tudo público sem seu conhecimento. A lista poderia aumentar, porém apenas estas consequências já deveriam fazer muitos repensarem a prática.
Por que cristãos devem se abster desta tendência que aumenta a cada dia? Essencialmente por conta de um motivo. Em Cristo, nosso corpo é templo do Espírito Santo, portanto deve ser preservado e dar-se ao respeito que a metáfora exprime.
Expor a privacidade é algo demolidor. Temos visto mais destruição do que edificação. Vide exemplo dos grampos das escutas telefônicas, dos vídeos publicados na internet apenas para ostentar e diminuir o outro, o explorado, o abusado. Enfim, uma vez público, aquilo que deveria ser apenas privativo perde seu encanto, seu segredo, seu lado sagrado.
Na perspectiva bíblica, a nudez é bênção para ser compartilhada apenas entre o casal, um tesouro riquíssimo que deveria ser descoberto e usufruído ao longo de uma vida a dois em aliança com a bênção de Deus, sempre debaixo dos pactos de fidelidade, honra, respeito, afeto e exagerado amor. Entendo e respeito os que encaram a nudez em outra perspectiva, mas a que defendo é a bíblica, pois é ela que tem formado famílias fortes e sociedades sólidas ao longo dos séculos.
Além do palco do casamento, tem alguém que mesmo que você não queira, recebe nudes suas a todo momento. Ele mesmo, o Deus Todo Poderoso. Nossos estilos e modelitos não impressionam, nossos desempenhos sociais não causam qualquer admiração nele. Simplesmente estamos nus diante dele. E para complicar é uma nudez que ultrapassa o corpo físico. Ele nos vê, nos sonda e nos esquadrinha na alma, no coração, nos pensamentos, nos desejos, em cada intenção, nenhum pequenino detalhe escapa ao olhar dele.
E então, qual a resposta? Manda nudes? Não. Já tenho compromisso com alguém que mora em meu corpo e conhece toda minha nudez, toda. Só Ele tem autoridade para determinar com quem compartilharei meu corpo. Até lá, fiquemos espertos, porque tudo está descoberto e absolutamente nu aos olhos Dele.

Pr. Edmilson Mendes congrega na IAP em Pq. Itália (Campinas, SP) e integra o Departamento Ministerial – Convenção Geral.

Andando na verdade

Mesmo num mundo relativizado, devemos propagar a verdade absoluta

O presbítero ao amado Gaio, a quem amo na verdade.
Amado, oro para que você tenha boa saúde e tudo lhe corra bem, assim como vai bem a sua alma.
Muito me alegrei ao receber a visita de alguns irmãos que falaram a respeito da sua fidelidade, de como você continua andando na verdade.
Não tenho alegria maior do que ouvir que meus filhos estão andando na verdade”. (3 João 1:1-4)
Vivemos numa sociedade em que tudo tem sido relativizado, até mesmo o conceito do que é a verdade. Para várias pessoas, cada um tem direito à sua própria verdade, pois não existe uma verdade absoluta e universal. No entanto, nesse texto, podemos ler que o apóstolo João expressou sua alegria pelo fato de os irmãos andarem na verdade. O propósito de João era o de encorajar os cristãos daquele momento a permanecerem firmes na fé e na verdade, não permitindo que qualquer tipo de ensino falso fosse disseminado nos lares deles.
Será que a nossa situação é muito diferente? Temos sido bombardeados por vários tipos de ensinamentos que são totalmente contrários à Palavra de Deus. Por isso, é muito importante colocarmos em prática a orientação bíblica de andarmos na verdade, ou seja, de vivermos conforme a vontade de Deus e em obediência aos seus ensinamentos.
Ao contrário do que tem sido propagado pela sociedade em que vivemos, a verdade existe e é objetiva e absoluta. Jesus é a verdade (Jo 14. 6) e na Palavra de Deus está registrada a verdade do Senhor, que é capaz de libertar a mim e a você. E isso, não é algo subjetivo ou superficial, mas é algo que transforma e salva a vida de todo aquele que crê em Cristo.
Mas, você pode estar se perguntando: o que significa andar na verdade? Em primeiro lugar, é importante destacar que a fé em Cristo e no seu evangelho é imprescindível para conhecer a verdade e andar nela. Andamos na verdade quando não somos influenciados pelos valores deturpados do mundo à nossa volta, mas quando vivemos de forma obediente a Deus e à sua Palavra, em qualquer área da nossa vida, independente da situação que estivermos enfrentando. Da mesma forma, andar na verdade significa que vivemos aquilo que pregamos, ou seja: nossas palavras e nossas atitudes são um testemunho do agir de Deus em nossas vidas. A partir do momento em que andamos na verdade, oferecemos a nossa vida, com tudo o que somos, em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus (Rm 12: 1). Quando não nos moldamos ao padrão deste mundo em que vivemos, mas buscamos a transformação da nossa mente pelo poder do Espírito Santo estamos também andando na verdade.
A proposta de Deus para cada um de nós é que, perseverantemente, andemos na verdade que está somente na mensagem do evangelho. Rejeitando os valores da sociedade contrários à Palavra de Deus, que possamos andar na verdade que foi revelada em Cristo Jesus para que assim, possamos também vivenciar e comprovar a boa, perfeita e agradável vontade de Deus!

Dsa. Claudia Duarte congrega na IAP em Votuporanga (SP) e é diretora do Departamento Infantojuvenil Regional

Mãe, qual tem sido sua prioridade?

Não podemos nos esquecer do principal: que nossos filhos tenham um encontro com Cristo

“Certa vez quando terminou de comer e beber em Siló, estando o sacerdote Eli sentado numa cadeira junto à entrada do santuário do Senhor, Ana se levantou
e, com a alma amargurada, chorou muito e orou ao Senhor.
E fez um voto, dizendo: “Ó Senhor dos Exércitos, se tu deres atenção à humilhação de tua serva, te lembrares de mim e não te esqueceres de tua serva, mas lhe deres um filho, então eu o dedicarei ao Senhor por todos os dias de sua vida.” ( I Samuel 1:9-11)
No período em que vivemos, muito se tem debatido a respeito do conceito de família e das próprias responsabilidades inerentes à função uma mãe no lar. No meio de todo este turbilhão de opiniões ou pensamentos é muito importante atentarmos para a seguinte questão: o que a Bíblia Sagrada enfatiza para nós, quando aborda a influência da mãe sobre sua família e, particularmente falando, sobre os seus filhos?
Ao refletir nesta questão, logo me recordo da história de Ana, que está registrada em 1 Samuel. Neste capítulo, observamos quão grande era o desejo de Ana em ser mãe. Mesmo extremamente amargurada e entristecida por causa da sua infertilidade, esta mulher buscou a Deus em oração, derramou o seu coração diante do Senhor e apresentou diante dele a sua súplica. E ainda mais: Ana garantiu a Deus que se ele ouvisse a sua oração e lhe concedesse a oportunidade de ser mãe, ela dedicaria o seu filho ao Senhor, enquanto ele vivesse. O que aconteceu depois disto? Deus ouviu a oração de Ana e concedeu a ela um filho, que foi chamado Samuel e que, posteriormente, tornou-se um grande instrumento de Deus para o povo de Israel.
Só que a narrativa bíblica sobre Ana não terminou por aí. Nos versículos finais de 1 Samuel 1 podemos ler que esta mãe cumpriu o seu voto a Deus: ela consagrou Samuel ao Senhor, e ele tornou-se um grande profeta e juiz de Israel. Como mãe, posso afirmar que a história de Ana é um grande exemplo e um grande incentivo para mim. Ela foi uma mulher que confiou em Deus seja antes de ter o filho, seja depois do filho nascido (certamente, não foi fácil para ela deixar seu menino de mais ou menos três anos de idade no tabernáculo, num lugar estranho para ele, com pessoas que eram desconhecidas para Samuel).
Justamente pelo fato de Ana ter consagrado seu menino a Deus, ela conseguia confiar que o Senhor iria cuidar dele e proporcionar-lhe uma vida plena e realizada. A preocupação maior de Ana com relação a Samuel não era simplesmente se ele teria uma boa roupa, ou se estudaria numa boa escola, ou ainda se teria a melhor refeição possível. Todas essas são preocupações válidas, diga-se de passagem. No entanto, ao dedicar Samuel a Deus, Ana demonstrou que a sua maior preocupação era a de que seu filho conhecesse, amasse e servisse ao único e verdadeiro Deus. Este era o principal alvo de Ana como mãe: ensinar e incentivar o seu filho a ter um relacionamento com o Senhor, mesmo que para isso ela tivesse que deixá-lo no tabernáculo.
Estas atitudes de Ana, como mãe, precisam nos conduzir a uma reflexão sobre qual é o nosso principal objetivo: será que temos conduzido nossos filhos a Cristo? Será que temos nos preocupado verdadeiramente com a salvação deles? Será que temos trabalhado para que nossos filhos conheçam, amem e sirvam ao Deus Criador e Salvador? Ou será que temos estado tão atarefadas e preocupadas em suprir as outras necessidades de nossos meninos e meninas que temos nos esquecido da principal: que eles tenham um encontro com Cristo e dediquem a ele as suas vidas?
Nós sabemos que as outras necessidades de nossos filhos são importantes (se estão se alimentando bem, se estão sendo bem cuidados, se frequentam uma boa escola, se dizem “obrigado” ou “por favor”). No entanto, é imprescindível que eu e você reconheçamos que Deus nos chamou principalmente para que ensinemos a nossos filhos “os louváveis feitos do Senhor, o seu poder e as maravilhas que fez.” (Salmos 78:4). Com que objetivo fazemos isso? Para que eles coloquem a confiança em Deus; não se esqueçam dos atos do Senhor e obedeçam aos seus mandamentos. (Salmos 78:7).
Eu e você, como mães, fomos chamadas para ensinar e transmitir aos nossos filhos a respeito da salvação que está somente em Jesus. Eu e você também somos responsáveis por discipular a nossa descendência para que nossos filhos e filhas cresçam na graça e no conhecimento do nosso Senhor Jesus Cristo (2Pe 3: 18). E isso é uma das missões mais importantes para a qual Deus nos chamou e tem nos capacitado. Que, ao refletir sobre o exemplo de Ana, possamos educar nossos filhos e filhas reconhecendo que nossa maior prioridade deve ser a de ensiná-los a amar a Deus e a servi-lo de todo o coração, alma e entendimento!

Dsa. Claudia Duarte congrega na IAP em Votuporanga (SP) e é diretora do Departamento Infanto Juvenil Regional.

Você é um divergente?

Jesus não viveu em conformidade com os valores do mundo

É impressionante o número de postagens no Facebook, relacionadas à igreja. São pessoas que falam dela, bem ou mal, mas falam! Antes de falar lembremos: a igreja é agência do Reino de Deus, ela propaga o interesse de Deus governar todas as coisas. Ela foi comprada pelo sangue de Jesus e você que, um dia recebeu a fé, é parte dela. “Cuidado, dedinho, o que posta!” Será que os cristãos brasileiros tem sido divergentes? Você tem tido essa postura?
Os divergentes (aqui, sinônimo de cristão) são os que fazem parte do Reino de Deus. São chamados para fora do mundo (sistema), e por isso são opostos aos que fazem parte do mundo. Em João 17.14, Jesus apresenta alguns sinais dos que divergem do sistema: “Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, pois eles não são do mundo, como eu também não sou.
O primeiro sinal diz que “O divergente se opõe ao mundo por seguir a Palavra de Deus”. Como disse o Senhor: “Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou…” O cristão é divergente devido sua identificação com a Palavra de Deus, Palavra dada por Jesus, o Verbo encarnado (Jo 1.1). Jesus afirma em sua “oração sacerdotal”, que deu a Palavra do Pai aos seus discípulos. Essa palavra serve como o guia de vida. O Antigo e Novo Testamento são a Palavra de Deus. Os valores da palavra de Deus, vividos pelos “divergentes do Reino”, os fazem “santos no mundo” (Jo 17.17).
Em consequência dessa identidade com a Palavra, este mundo tem uma reação: ódio! Ódio pelos “divergentes do Reino”. Gente que se levanta contra tudo que se identifica com Deus. São pequenos “anticristos” que antecedem a encarnação, antes da Segunda Vinda do Senhor, na Grande Tribulação, do “Anticristo” (2Ts 2.3-4).
Não somos odiados, ou não devemos ser, por sermos crentes implicantes, mas por seguir a Palavra de Deus. Como nosso “Divergente Mestre” disse: “Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: não é o servo maior do que seu senhor. Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós outros; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa.” (Jo 15.20).
O segundo sinal diz que “o divergente se opõe ao mundo por não se identificar com este sistema”. Jesus disse ainda em Jo 17.14: “… pois eles não são do mundo…”. Este mundo aqui não é o mundo físico, afinal, nas palavras do salmista: “Ao SENHOR pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam.” (24.1). Aliás, este mundo físico será restaurado pelo Senhor (Ap 21.1), depois dos mil anos no céu (Ap 21.1). O Senhor também não esta falando do mundo amado por Deus segundo João 3.16, alvo do envio do Filho. Neste texto, o mundo são as pessoas, amadas pelo Pai e alvos de sua graça salvadora; o mundo em voga aqui é o mundo como “sistema iniquo”, cujo governo é exercido pelo diabo. Nas palavras de João: “… o mundo inteiro jaz no Maligno.” (1Jo 5.19b).
Sem negociar ou ceder valores
É este o mundo de onde o cristão foi tirado, e ao qual deve resistir. Não deve negociar ou ceder seus valores para ser bem aceito pelo sistema. Tiago nos alerta: “Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” (4.4) E o que nos leva a entrar no sistema? O mesmo apóstolo responde: “De onde procedem guerras e contendas que há entre vós? De onde, senão dos prazeres que militam na vossa carne? Cobiçais e nada tendes; matais, e invejais, e nada podeis obter; viveis a lutar e a fazer guerras. Nada tendes, porque não pedis; pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres.” (Tg 4:1-3) Veja: quando obedecemos nossos desejos egoístas, não estamos divergindo do sistema. Matar, invejar, usar de violência ou egoísmo, esta é a regra do sistema mundano.
Por isso, vale a pena repetir o apelo de Paulo: “E não vos amoldeis ao esquema deste mundo, mas sede transformados pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Rm 12.2) Pelo poder do Espírito podemos continuar afirmando e vivendo, os valores do reino de Deus, da Lei de Deus, afinal, somos sal da terra e luz do mundo (Lc 5.16-17).
O terceiro sinal fala que “o divergente se opõe ao mundo por imitar a Jesus”. Como concluiu Jesus: “Eles não são do mundo, como eu também não sou.” (Jo 17.14) O alvo de sua vida é em tudo viver para Jesus e como Jesus? Apesar de viver no mundo, “palco” de sua missão, Jesus não viveu em conformidade aos valores dele. Seus passos foram fazer a vontade do Pai, vontade essa que era considerada um motivo existencial para Jesus: “A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.” (Jo 4.34)
A vontade do Pai é viver sua Palavra. É crer naquilo que Deus nos transmite no Antigo e Novo Testamento. É amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. A realização da obra do Pai é o engajamento na Missão de anunciar o evangelho a toda criatura até que Ele volte. A vida de imitação a Jesus nos convoca a andar guiados pelo “GPS” do cristão, a Bíblia Sagrada, e viver em comunidade, na vivência dos mandamentos mútuos (uns aos outros); é também praticar o bem a todos os homens: na vizinhança, na escola, trabalho, política e demais setores da sociedade.
Temos então que nos manter firmes em seguir nosso “irmão mais velho” (no sentido de exemplo, não de tempo); devemos vivenciar nossa divergência para com o mundo, no Espírito de Cristo: paz, amor, misericórdia e justiça. Vamos seguir os mandamentos aos cristãos deixados em Hebreus 12.2: “olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus.
Permanecer em Cristo é nosso dever! Perseverar até o fim é nosso caminho. Três imagens nos ajudam a clarear os pensamentos: a corrida é a primeira. Em Hb 12:1, lemos: “… corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta.”. Outra imagem que temos para a perseverança é a luta. É o que vemos em 1Co 9:26b: “… assim luto.
A última imagem que apresentamos é a guerra. O cristão é um soldado que anda conforme a vontade daquele que o alistou para o serviço do bom combate. É isso que Paulo diz, em 2Tm 2:3: “Participa comigo dos meus sofrimentos como bom soldado de Cristo Jesus.” Sejamos corajosos! Sejamos divergentes, sabendo que: “… o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente.” (1Jo 2.17)

Andrei Sampaio Soares presta auxilio pastoral à IAP de Pedreira (zona sul de São Paulo) e colabora com o Departamento de Educação Cristã (DEC).

Desacelere!

“A velocidade que emociona é a mesma que mata”

O ritmo anda acelerado. Praticamente não conseguimos nem uma paradinha rápida que seja, aquele necessário pit stop. Todos estão apressados. Para o lado em que olharmos, tem gente perdendo a hora, gente atrasada, gente afobada, gente correndo.
Estamos todos envolvidos na corrida. Os riscos são muitos. A falta de tempo para poder dar um tempo de qualidade, via de regra, acaba sendo fatal. É quando, sem perceber, sem que se queira, a família, os amigos, a fé, a comunhão, enfim, tudo e todos que de fato importam, vão descendo para planos inferiores. Afinal, estamos na corrida, não podemos perder posição, aliás, queremos é ganhar posições, ultrapassar, vencer o outro.
Sem nos darmos conta, tudo vai ficando acelerado, pois é o ritmo que nos acostumamos e que nos engoliu. O cônjuge está falando, o sacerdote está pregando, os pais estão aconselhando, os professores estão ensinando, os instrutores estão orientando, a moçada está questionando, o desesperado está desabafando, o arrependido está confessando, enfim, cada um na sua realidade está tentando falar, se expressar, mas se quiser uma pálida atenção, tem que ser rápido! Senão, a audiência simplesmente aciona o botão de desligar. Temos pressa, não temos mais tempo para o fogão a lenha, exigimos que tudo aconteça na velocidade do micro-ondas.
Parece que nossa sociedade se esqueceu da sabedoria que ela mesma ensinava: a pressa é inimiga da perfeição. Já não se desenvolve nas crianças a prática da observação, da reflexão, do pensamento. O que se faz é colocar tecnologia nas mãos destas crianças, um smartphone com internet, por exemplo. E pronto, o estrago está feito. Ali, no mundo digital visível através da tela, cada criança vai acelerar e antecipar destruidoramente, por exemplo, as descobertas do sexo, da pornografia, da violência, da droga, dos vícios, entrando numa corrida perigosa demais, e tudo acompanhado pela incompetência, indiferença e descaso de muitos pais que, lógico, estão correndo demais para prestar atenção nos perigos que os filhos correm em suas próprias corridas.
Das corridas, o momento aguardado e comemorado, é aquele da bandeirada final, momento no qual se vence a prova. Na corrida da vida a vitória não está em ser o primeiro, mas em concluir, chegar, receber a bandeirada final.
Nas corridas não faltam emoções. Carros com design arrojados, verdadeiras máquinas de voar sobre o asfalto. Ultrapassagens, manobras ousadas, velocidades extremas em cada reta, enfim, emoções a cada volta, a cada curva. Na corrida da vida, idem, uma emoção atrás da outra, algumas de tirar a fôlego e, a cada etapa, a esperança de receber a bandeirada final.
Meu conselho: desacelere! Nenhum de nós aguenta o ritmo alucinado que a sociedade impõe. Siga no ritmo que Deus determinar. Não se sujeite ao capricho e a pressão de outros senhores. Eu sei, a velocidade é emocionante. Mas outro dia li, na traseira de um caminhão, uma frase atribuída a Ayrton Senna, que deveria nos fazer pensar: “A velocidade que emociona é a mesma que mata.”
Se de fato a frase foi dita pelo Senna, é trágica e irônica ao mesmo tempo. Que as nossas ironias não se transformem em tragédias, antes, com humildade e reverência, que a gente saiba seguir no fluxo do Espírito, acelerando e desacelerando segundo a soberania dele, aquele faz tudo perfeito no tempo exato até a bandeirada final.

Pr. Edmilson Mendes congrega na IAP em Pq. Itália (Campinas, SP) e integra o Departamento Ministerial – Convenção Geral e Paulista.

É tudo uma questão de escolha!

Defendemos a prosperidade bíblica, mas não manobras dos “estelionatários” da fé

“É como árvore plantada à beira de águas correntes: Dá fruto no tempo certo e suas folhas não murcham. Tudo o que ele faz prospera! Não é o caso dos ímpios! São como palha que o vento leva.” (Salmo 1:3-4)
Recentemente, vi uma postagem na rede social Facebook, que dizia:
“Tinha um carro, mas agora tenho dois; Conheci Jesus e ele me ensinou a conquistar!”
Em contrapartida, na mesma postagem, havia outra frase combatendo a primeira, e esta segunda dizia:
“Tinha um pão e agora tenho só meio pão; Conheci Jesus e ele me ensinou a dividir!”
Quando vi esta postagem, fiquei pensando nos renomados pregadores da atualidade que tem dito tanto sobre a famosa “prosperidade!” Não há como negar que este assunto se tornou alvo de milhares de pregadores dos nossos tempos. Será que a Bíblia fala sobre prosperidade? Pregar sobre isso é pecado?
Não é pecado pregar sobre prosperidade, até porque a Bíblia nos dá base para isso, contudo, devemos relembrar que a prosperidade que deve ser pregada é uma prosperidade bíblica, não estas manobras de estelionatários da fé, que gastam todos os seus esforços para extorquirem os fiéis. Eles inventam de tudo. Vão de sabonetes a vassouras “ungidas”. Vendem “tijolinhos do céu”, fronhas e lençóis para sonhar os sonhos de Deus! Fazem de tudo para lucrarem às custas dos membros de suas igrejas.
De acordo com o dicionário InFormal, prosperidade “refere-se à qualidade ou estado de próspero, que, por sua vez, significa ditoso, feliz, venturoso.” Não é interessante que quando olhamos para este significado, não vemos nada referente à dinheiro?!
Acusar a famosa teologia da prosperidade não quer dizer que defendemos a teologia da miséria! A Bíblia me garante que se eu quero ser próspero, eu tenho que buscar caminhos para ser feliz. Quando eu encontrar a felicidade, então serei participante da prosperidade bíblica. O salmo primeiro nos mostra isso. O salmista Davi, sendo inspirado por Deus, faz a comparação entre o próspero e o miserável, mas vai utilizar dois tipos de pessoas, na visão de Deus: o justo e o ímpio.
O livro de Salmos começa dizendo: “Feliz o homem que não anda segundo o conselhos dos ímpios…”. Consegue notar que o homem que foge das propostas dos ímpios é feliz? Em momento algum o salmista me diz que não posso ter contato com tais pessoas (ímpios), mas a ideia que ele quer passar, é que não posso nem devo me conformar com tais atitudes que os ímpios têm. O Senhor nos diz que nossa pátria está nos céus, de onde vem nosso Salvador  (Filipenses 3:20), portanto, devemos entender que as atitudes dos ímpios os satisfazem no momento, mas logo após, não há sentido algum. Não devemos aceitar tais atos.
Benefícios para com Deus
A pessoa próspera tem benefícios para com Deus, pois o salmista nos lembra que participaremos da congregação dos justos e que seremos lembrados pelo Senhor. Temos aqui uma alusão ao livro do Apocalipse, quando no capítulo 19 e versículo 9, vemos o anjo dizendo para João escrever: “Bem-aventurado aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro.” Somos felizes por sabermos que Cristo muito em breve voltará.
O que me chama a atenção também é que no versículo 3, do Salmo 1, eu leio que “tudo quando eu fizer, será próspero”. Deus não vai me dar nada de graça. Se eu cruzar meus braços esperando que Deus me mande tudo o que eu preciso, não vou obter nada. Lembremos que colheremos aquilo que plantarmos, mas se eu não plantar, o que irei colher? Se eu fizer a vontade de Deus, buscando nele a felicidade verdadeira e obedecendo à sua vontade, tudo quanto eu fizer será abençoado. Exatamente, tudo! Talvez agora você se pergunte: mas, se eu fizer algo de errado, como, passar alguém para trás, eu ainda irei prosperar?! Bem, o salmista diz que prosperarei em tudo, porque se eu fizer a vontade de Deus e não me conformar com este mundo, eu jamais farei tal coisa, pois sempre me afastarei de tudo o que desagrada a Deus.
Em contrapartida, os ímpios não obtém êxito em seus feitos. A começar pelo fato de que o salmista Davi diz que eles são como a palha que o vento espalha. Eles não tem raízes, não possuem fundamentos, não contém bases sólidas que garantem segurança em meio aos vendavais. São levados por ventos de doutrinas e por coisas banais que qualquer um diz. Estes também não participarão da congregação dos justos e o fim deles será terrível.
Vamos lançar mão de tudo o que nos impede de vivermos uma vida próspera! Busquemos a felicidade em Deus. O Evangelho de Mateus, no capítulo 5, vai nos mostrar uma ótima receita para sermos felizes. Jesus diz que precisamos ser humildes, assim como ele é. Precisamos de mansidão, de fome e sede de justiça, precisamos ser misericordiosos, precisamos promover a paz! Fazendo isso, seremos prósperos.
Não vamos trabalhar para amontoar dinheiro nesta terra! Daqui não levaremos nada. A Palavra de Deus me garante que não tenho nenhum proveito em ajuntar dinheiro aqui e perder minha salvação. Portanto, vamos seguir a recomendação de Cristo: “Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus”; (Mateus 5:12a).
O que você quer ser: próspero ou miserável? Feliz ou triste? É tudo uma questão de escolha!

Lucas Timóteo Moraes é professor da Escola Bíblica na IAP de Japurá (PR).

Quando a máscara cai

Porque sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; porque o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já não faço eu, mas o pecado que habita em mim.” (Romanos 7: 18-20)
Estive pensando sobre o carnaval. Já é possível ouvir as músicas e ver os comerciais. Para muitos, o ano “começa” somente após este evento que mobiliza o país inteiro. Várias pessoas curtem muito bem o carnaval – dançam, pulam, gritam, outros passam a noite em casa, assistindo o desfile das escolas de samba. Outros passam os cinco dias de carnaval em retiros espirituais, onde se afastam de todo tipo de desagrado a Deus, que esta festa carnal pode oferecer.
Porém, para as pessoas que estiveram no carnaval, chegou o momento de retirarem a máscara e observarem que tudo não passou de pura vaidade. Salomão, em todo seu vigor, no auge de sua mocidade, vivencia momentos prazerosos, tais como o carnaval. Ele se deleita nas bebidas, nas noitadas de festa, na mulherada, e depois de provar tudo isso, conclui, ao final da vida, que tudo é vaidade. Que nada faz sentido. Que tudo é uma grande inutilidade.
Coloquei-me a pensar também na quantidade de “crentes” que procuram o sentido da vida no carnaval. Pessoas que estão na igreja aos sábados de manhã e aos domingos, mas que decidem, vez por outra, reverenciar o inimigo, fazendo sua vontade. O carnaval acaba, mas muitos continuam com suas máscaras.
É neste exato momento que sua máscara cai.
Enquanto você está com a máscara, ninguém te reconhece. Eles olham para você e não conseguem ver sua identidade. É isso mesmo que o inimigo quer: que eu e você percamos nossa identidade de cristão, de cidadãos do “Reino do Filho de seu amor”. O nosso adversário utiliza suas armas contra nós. O apóstolo Paulo já havia nos recomendado que o bem que queremos fazer, este não fazemos, mas sim, o mal que não queremos. Isso se deve ao fato de nossa carne ser uma arma utilizada por nosso adversário contra nós mesmos. A Bíblia já havia dito, também, que, na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca (Mt 26:5). Portanto, nossa carne é usada constantemente pelo inimigo para nos atacar.
Minha preocupação também aumenta por saber que a máscara não existe só no carnaval, mas existem muitos cristãos usando máscaras em todos os lugares. A máscara nos impede de mostrarmos ao mundo quem nós realmente somos. Muitos estão usando a máscara do medo, a máscara do ódio, a máscara do “querer ser superior”, a máscara da vergonha, da angústia, da insegurança, da vingança, da traição, do adultério, do abandono, do egoísmo. Muitos sobem nos púlpitos trajados de belos ternos, belos vestidos, mas com máscaras horrendas, que impedem a igreja de ver a glória de Deus.
Por isso, devemos seguir o conselho de Paulo que, inspirado pelo Espírito Santo, diz para retirarmos nossos véus e refletirmos como um espelho a glória do Senhor (2 Co 3: 15-18). Fazendo menção a Moisés, Paulo diz que o véu impedia o povo de ver a face de Moisés, logo após ele ter descido do Monte, ao ter falado com Deus. A glória de Deus estava sendo refletida através da face de Moisés e por isso ele utilizava o véu.
Infelizmente, hoje, muitos estão usando o véu ou a máscara e não estão mais refletindo a glória de Deus. Quando a máscara cair, nós poderemos novamente refletir como um espelho a glória de Deus e, então, seremos transformados na mesma imagem, a Bíblia nos garante. Tiremos as máscaras para nunca mais usá-las. Por que se não a tirarmos, um dia ela cairá por si mesma, e aí já será tarde demais.

Lucas Timóteo Moraes é professor da Escola Bíblica na IAP de Japurá (PR).

ORAÇÃO – A CHAVE QUE ABRE PORTAS INCONTAVEIS

Em Lucas 11: 9 e 10 lemos: “Por isso lhes digo: Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta. 10 Pois todo o que pede, recebe; o que busca, encontra; e àquele que bate, a porta será aberta”. Esses dois versículos são parte da parábola do AMIGO IMPORTUNO. Porque importuno? Porque ele foi à casa de seu amigo a meia noite pedir pães emprestados para oferecer a outro amigo que chegara de viagem em sua casa àquela hora da noite. E há de convir comigo, ter que pedir algo emprestado a alguém já é um inconveniente terrível, ainda mais coisas básicas como pães, e ainda num horário totalmente impróprio, levando em consideração que naquela época, diferente dos nossos dias, nas cidades grandes, eles dormiam bem cedo, a semelhança das pessoas que moravam nos campos onde não tinham energia elétrica e nem aparelhos eletrônicos. Por isso ele foi considerado importuno. Jesus utiliza essa parábola para nos dar uma incrível lição sobre a persistência na oração. No versículo 8 ele diz: “Eu lhes digo: embora ele não se levante para dar-lhe o pão por ser seu amigo, por causa da importunação se levantará e lhe dará tudo o que precisar”. Jesus foi um exemplo em tudo e, sobretudo, quando falamos de oração não ousamos citar outro exemplo, a não ser o Dele. Sua vida e seu ministério foram pautados na oração, e por causa disso, seus discípulos lhes pediram: “… Ensina-nos a orar…” (Lucas 11:1). O detalhe pra nós hoje, é que estamos totalmente convencidos da importância da oração, temos revelado o ensino que os discípulos pediram a Ele, enfrentamos lutas todos os dias, enfermidades e diversas outras aflições e temores por dentro e por fora, mas mesmo assim oramos pouco, encontramos muitas dificuldades para mantermos uma vida de oração que se aproxime um pouco daquilo que o Pai espera de nós. O pastor e escritor Arival Dias Casimiro, citando Martinho Lutero disse que: “A oração é o suor da alma”. Utilizando-se do nosso contexto ultramoderno, podemos dizer que “A oração é uma self da alma”. Quando oramos sinceramente, sondando os nossos corações, descobrimos realmente quem somos e temos mais certeza que não podemos continuar assim. A oração revela quem somos e nos dá a oportunidade de mudarmos. Nunca a nossa oração irar mudar a Deus e suas ações, Ele é imutável, mas quando oramos, mudamos a nós mesmos e aprendemos a viver segundo a vontade de Deus. Nesse momento você, eu, e outras inúmeras pessoas estamos precisando de oração, entre elas o pastor Celson Pereira de Souza da IAP Boliviana que está na UTI do Hospital San Juan de Dios em estado gravíssimo, devido ao acidente sofrido na última segunda-feira, por volta das onze horas da noite. Se una a toda à família promessista e vamos utilizar essa chave (oração), e pedirmos a Deus que abra a porta da restauração completa na vida do pastor Celson, e que de forças e conforto a sua esposa diaconisa Claudete e também a seus três filhos, Lucas, Leticia e Joel, bem como a todos os demais familiares. Em nome de Jesus.

Pastor Magno Batista da Silva

Ano novo

Olhando para o passado, presente e futuro

Mais um ano que se inicia. Um novo ano, novos objetivos, novas metas e oportunidades. Proponho fazermos cinco perguntas neste momento, como: O que devemos celebrar em relação a 2015? O que devemos esquecer de 2015? O que devemos melhorar em 2016? O que precisamos começar em 2016? O que devemos aprender em 2016? Para termos um ano diferente positivamente, precisamos olhar as circunstâncias com o olhar de Jesus.
Devemos olhar para o passado e agradecer pela fé que venceu a dúvida, a esperança que superou o desespero, a coragem que foi fundamental em meio ao sofrimento, os “nãos” que serviram para o nosso amadurecimento e o sacrifício de Cristo, que venceu a morte, nos garantindo assim a vida eterna (1 Jo 2.25). Olhar para trás ajuda a fazer autocrítica, conservar o coração agradecido, reviver bons momentos e renovar as esperanças.
Devemos olhar para o presente, fazer um balanço de como está a nossa vida pessoal, familiar, profissional, relacional e, acima de tudo, espiritual. Analisar o nosso relacionamento com o próximo, verificar se temos sido realmente mordomos fiéis com tudo o que Deus nos tem dado e se a nossa vida cristã tem O agradado. Decida ser uma pessoa melhor neste ano que está chegando!
Por fim, devemos olhar para o futuro com bastante esperança e alegria, pois Deus nunca se esquecerá de nós (Is 49.15), Jesus prometeu estar conosco até a consumação dos séculos (Mt 28.20) e o Espírito Santo nos guiará sempre em toda a verdade (Jo 16.13). Se agirmos assim, certamente haverá bom futuro para nós, e a nossa esperança não falhará (Pv 23.18).
Mantenha firme os olhos em Cristo, o autor e consumador da nossa fé! Entregue o seu caminho ao Senhor, confie nele e ele agirá! Descanse e espere nele! (Sl 37:5 e 7) Que nesse ano de 2016 você deseje estar no melhor lugar do mundo: o centro da vontade de Deus!
Um feliz 2016 repleto das bênçãos do Senhor!
Ms. Diego da Silva Barros é diretor da União da Mocidade Adventista da Promessa e coordenador de Missões e Evangelismo na IAP em Piedade (Rio de Janeiro, RJ).

O que vem pela frente?

É sempre notório no final do ano as TVs abertas anunciarem as suas atrações, filmes, seriados, novelas etc. O lúdico é alimentado, os produtos comerciais são vendidos e os telespectadores são alimentados com sonhos temporais ilusórios. Depois “adeus ano velho feliz ano novo”, a rotina começa novamente até a próxima data que os termômetros comerciais derem picos de boas vendas novamente. Assim, muitos vão vivendo sem atinar para Cristo, Sua vinda, Sua vontade. Esta é a realidade da pós-modernidade, fé fria, calculista, mais servindo à criatura que ao Criador, as “coisas” de Deus ficam em segundo plano.
Deus já nos falou faz tempo sobre o que virá acontecer, e como será o desenrolar profético… “Que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade.” (Isaías 46:10). O fator predominante no ano de 2016 é qual será seu diferencial?
Que tipo de cristão serei em 2016? Aquele que luta com muita garra e abnegação pessoal para que vidas sejam salvas em Cristo, bem como que novos conversos sejam edificados e  ganhem maturidade? Sabemos que Cristo está vindo muito breve, o que nos resta fazer é salvar “alguns com temor, arrebatando-os do fogo.”(Judas 1:23).
Enquanto esse dia não chega, conviva bem em comunhão dentro da arca divina, a Igreja que você congrega. Aprenda com Cristo a perdoar. Faça valer em você e na sua família, nos irmãos de fé, os valores do evangelho de Cristo e, principalmente, a esperança que tem na volta eminente de Cristo. Lembre-se que, para os oito que se salvaram dentro da arca, mesmo com o pacto de Deus com Noé, não foi nada fácil passaram por muitas privações, mas não abandonaram o barco, mesmo que o dilúvio tenha tido duração total de 1 ano e seis dias.
O que vem pela frente na sua vida pessoal? Creia em Cristo, que o escolheu para o louvor da sua glória e viva confirmando a sua fé, sem vacilar, sem “inventar modas”. Continue olhando para o alvo, Cristo. O que vem pela frente? O céu, a Nova Jerusalém, o galardão preparado por Deus para aqueles que amam servir e adorar a Cristo.

"Zé, cuida do menino!"

Imagine a cena: Maria super atarefada depois de um dia inteiro de trabalho. José já encerrou as atividades na carpintaria e está disponível para ajudar, aí, ouve o pedido da esposa, “Zé, cuida do menino!”, e lá vai José acalmar o choro do pequeno Jesus. Já pensou?
A roda de 2015 girou e outro natal chegou. Presépios e cantatas estarão a disposição por todos os lados relembrando a história do menino Jesus, o bebê que nasceu em Belém trazendo paz na terra aos homens de boa vontade.
Saia um pouco do calendário que tem um feriado com extremo apelo comercial e emocional. Agora tente entrar em outro cenário, a humilde casa que abrigou a infância do menino Jesus.
Ele brincava? Chorava? Tinha dor de barriga? Derrubava coisas? Fazia suas manhas? Tropeçava nos primeiros passos? Tenho para mim que sim, tudo isso e muito mais viveu o garoto Jesus. E por vezes, como é natural em qualquer lar, o pai precisava ajudar. Portanto, eu quase consigo ouvir o pedido de Maria, “Zé, cuida do menino!”
Um dia Jesus nasceu no meu coração. Alegria indizível passou a fazer parte de mim. Tudo mudou. E continua mudando até hoje. A forma de ver a vida, como encarar desafios, como me relacionar, enfim, foi e é uma alegria que fez a vida virar 180º.
Hoje, o “Zé” sou eu. A voz que José, o carpinteiro da Galileia ouviu tantas vezes, agora sou eu que ouço: “Zé, cuida do menino!”. Pense na responsabilidade, na diversão, na alegria, na seriedade que é cuidar de um bebê, um garoto, um menino.
Apesar do mundo podre, ameaçador e violento que nos cerca e assusta todos os dias, “cuidar” do menino que nasceu e faz morada em mim possibilita ver o que a vida tenta tirar de nós, a beleza, a doçura, a pureza, o respeito, a decência, o brilho no olhar.
Ser um “Zé” me faz feliz. Ser um “Zé” me faz descer ao nível do menino, ir brincar no chão com o bebê, interagir na linguagem possível ao menino. É só aí que reconhecemos o Salvador. Basta lembrarmos que quem primeiro reconheceu aquele bebê como o Messias foi outro bebê, quando ambos, João e Jesus, ainda estavam no ventre de suas mães.
Jesus nasceu! Preciso cuidar da minha fé e deixar meus ouvidos sempre atentos: “Zé, cuida do menino!”
 
Pr. Edmilson Mendes congrega na IAP em Pq. Itália (Campinas, SP) e integra o Departamento Ministerial – Convenção Geral e Paulista. Fonte: Sou da Promessa

Reinado absoluto

Deus é soberano, acima de qualquer instância de liderança

Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do hades não prevalecerão contra ela” (M. 16.18).
Eleições, aclamações, levantar de mãos, sorrisos, lágrimas, decepções, incertezas, certezas. Essas palavras, sentimentos e ações marcaram o fim de semana decisivo para o povo da Igreja Adventista da Promessa, nossa amada IAP.
Quanta gente saiu feliz, ao ver seus candidatos “prediletos” eleitos; quantos saíram decepcionados por não ter havido eleição; outros saíram chorosos por não ter visto seu candidato eleito. A IAP será presidida no próximo quadriênio (2016-2019) pelo pastor Hermes Pereira Brito, homem com larga experiência administrativa e espiritual. Pr. Hermes foi eleito por aclamação entre palmas, sorrisos e lágrimas de felicidade da Assembleia Geral que estava muito bem representada, com cerca de 1.400 irmãos.
Em sua fala, o atual presidente, Pr. Jose Lima de Farias Filho, disse que a igreja sempre o apoiou e que não seria diferente com o próximo presidente; relembrou o aspecto bíblico da liderança sobre grupos maiores e menores e que, agora, Pr. Hermes é responsável por liderar dezenas de milhares. Pr. Lima, com muito cuidado e visivelmente emocionado, enfatizou o quanto o Evangelho é poderoso e vence preconceitos, uma vez que a IAP tem seu primeiro presidente negro.
As diretorias das Convenções Regionais foram eleitas também, por voto nas urnas e por aclamação da Assembleia. Em todas elas, confiamos que o processo foi dirigido pelo Senhor da Igreja, aquele que cria e levanta líderes segundo o seu coração.
Independente do resultado da eleição e da sua reação, promessista, lembre-se do versículo que usei para iniciar esse artigo. Preste atenção no pronome que Jesus usa para referir-se à Igreja: o pronome possessivo “minha”. A Igreja é de ninguém mais, ninguém menos que Jesus, aquele que morreu e ressuscitou por ela, dando a ela seu precioso sangue para purificá-la de todo pecado e mancha.
Assim, não há motivos para desespero se o “seu” candidato não foi eleito, nem de muita comemoração se foi. Uma vez que a Igreja é de Jesus, ele a conduzirá por meio de homens, sejam eles queridos ou não pelo povo. A Igreja é de Deus, quem a governa é Deus. Quem reina sobre ela é Deus. Ele reina acima de qualquer superintendente regional, presidente geral, assembleia geral ou qualquer casa e cargo institucional. Confiantes no reinado de Cristo sobre sua Igreja, sirvamos a ele por meio dela de todo coração!
Eric de Moura

Assembleia de decisões

 
É bem claro nas Escrituras, que mesmo reinando e governando os céus e a terra (Sl 115.16), o Senhor nos tornou seus parceiros em muitos aspectos de seu governo. E para isso, em alguns destes desdobramentos de sua governança, nos delegou a responsabilidade de sermos usados como instrumentos de seu plano salvífico (1Pd 2.9-10).
Quando encarnado, nosso Senhor Jesus Cristo escolheu 12 homens, com quem haveria de dividir a tarefa da divulgação do Evangelho e do pastoreio de sua Igreja. O Evangelho nos mostra o homem Jesus, orando antes de escolher seus discípulos (Lc 4.12-13), afinal, aqueles homens levariam a cabo sua obra na Terra.
Em Atos 1, temos os apóstolos escolhendo outro discípulo que substituiria Judas (vv.21-26). Por meio de oração e de um sorteio, indicaram o nome de Matias. Em Atos 15, diante de um problema entre cristãos judeus e gentios, temos os apóstolos e anciãos crentes, decidindo questões doutrinárias relevantes na igreja primitiva (vv.1-29).
Nós, cristãos promessistas, como parte da Igreja de Cristo, chegamos a esta  51ª
Assembleia Geral, com o dever de escolher novos líderes, que darão prosseguimento a uma obra presidida pelo Espírito Santo. Temos de encarar este momento como uma oportunidade de avaliar como chegamos até aqui, que caminho temos percorrido e quais os próximos passos.
 
Por isso, é essencial…

  • Orar a Deus a fim de pedir direção para que cada pessoa que irá fazer sua escolha possa exercê-la de maneira coerente com a caminhada que devemos trilhar nos próximos anos.

 

  • Orar para que não haja tanta preocupação com os nomes eletivos, mas, que cada líder esteja voltado a ser usado pelo Espírito, para que possa fazer a vontade de Deus.

 

  • Orar pedindo a total interferência de Deus em todo o processo, a fim de que, apesar de nossas escolhas, a vontade dele prevaleça. E sabemos que prevalecerá.

 
Que nossas decisões sejam submetidas a Deus em oração e que a vontade dele seja feita. E temos dele a esperança, pois é o Senhor da Igreja.
 
Andrei Sampaio Soares congrega na IAP em Vila Medeiros (SP) e é colaborador do Departamento de Educação Cristã da IAP.

Guerra perdida

Assim como em Mariana (MG), a lama da velha natureza avança e se espalha

Uma nuvem confusa de destruição e selvageria brutal. Críticos e intérpretes políticos do mundo todo tentam explicar as causas e efeitos do grande terror espalhado no mundo pelo “Estado Islâmico”, em especial pelo atentado a Paris na noite da última sexta-feira (13), que matou 129 pessoas, durante quatro ataques terroristas simultâneos na capital francesa. O presidente da França, François Hollande, anunciou que o país está em guerra contra o grupo radical islâmico. Aliados à Rússia e aos EUA, os contra-ataques da França já somam mais de 20, somente via espaço aéreo.
“Quem vencerá? Uma guerra entre irmãos [humanos]: uma guerra perdida”. Juninho Afram, guitarrista do Oficina G3, revela de maneira objetiva o que resulta o interesse básico das guerras: a afirmação existencial egocêntrica. Uma guerra política ou civil vem sempre endossada pela oculta necessidade humana da afirmação orgulhosa e bestial de reconhecer-se como único deus de si mesmo. Atitude antiga e luciferiana. Por trás das motivações justificadas por ideologias e religiões que, aliás, tem ganho cada vez mais jovens e adeptos pelo mundo via rede e comunidades virtuais, está a sede suja de poder pelo poder; de destruição pela destruição.
Atualmente não há fato que ilustre melhor as tristes notícias de guerra e terror que se espalham rapidamente pelo mundo, do que o rompimento da barragem de resíduos de mineração da Empresa Samarco, no interior de Minas Gerais, na cidade de Mariana. Sim, a lama que explodiu e destruiu cidades e ainda está destruindo o rio Doce, vem avançando, avançando. Enquanto as pessoas se destroem baseando-se no Islamismo, Cristianismo ou Judaísmo, a lama da velha natureza avança e se espalha até que não tenhamos mais nenhuma referência do humano à Imago Dei sobre a terra. Quem vencerá? A poesia faz uma das perguntas mais retóricas que já conheci. A maioria das pessoas não entende o significado real de derrota ou vitória.
Quando Jesus Cristo deu o “salto em queda livre” mais fantástico da história, descendo ao mundo, vestindo vestes humanas, lavando nossos pés e tomando nosso cálice de morte na cruz, revolucionou completamente o sentido real de vitória! Afirmou-se como o maior, o melhor. Entretanto, foi o menor servo de todos, caminhou com humildade, trouxe paz e amor verdadeiro aos homens. Mesmo sabendo que o futuro é sombrio e que a guerra se multiplicará na Europa, no Oriente, Ásia, Ocidente e em toda terra; vale orarmos:
“Para que Jesus traga logo a completa multiplicação de sua paz, a impactante e definitiva manifestação de seu Reino pleno; mas ainda, para que Jesus comece aqui em meu coração, expulsando o desejo de guerra contra outras pessoas, o excesso de afirmação pessoal, o orgulho “bestializante”; nos ensinando a trilhar seu caminho de paz, amor e sofrida humildade!”
Ms. Marciel Diniz é responsável pela IAP em Japurá (PR)

Está difícil ser cristão

Não basta uma novela bíblica, é necessário uma vida bíblica

Os Dez Mandamentos, graças à novela da Record, se tornou um tema pop. Pelo que parece e se conversa animadamente nos bastidores das TVs, a novela bíblica é um filão muito rentável, vale a pena investir. Afinal, o público aprovou e quer mais, portanto o lucro é praticamente certo.
Mas os Dez Mandamentos, enquanto peça de dramaturgia televisiva é apenas isso, dramaturgia oportunista que conseguiu derrotar a emissora líder de audiência no horário, o que não é pouco, mas no fim é só um bom negócio.
Provavelmente mexeu com a curiosidade e a fé de alguns. Mas não será a régua que irá medir as práticas de vida da grande massa telespectadora. Ou seja, o tema bíblico é mais um produto para brigar no mercado. Mas poderia ser mais que apenas isso se a maioria dos cristãos do nosso Brasil resolvesse viver e interagir coerentemente com a mensagem bíblica. Para isso, seria necessário uma revolução de caráter frente ao ataque que a noiva tem recebido por meio de adultérios, traições, desvios de conduta, quebras de contrato, falsificações ministeriais, estrelismo gospel.
Dia a dia, as dificuldades e desafios para as práticas cristãs só aumentam. Ninguém, minimamente observador, leva a sério uma emissora que atravessa o mar vermelho num programa para fazer sua audiência paralisar numa fazenda com peões literalmente dispostos a qualquer coisa para se darem bem. Parece piada, mas é real e não tem a menor graça.
As pressões, os deboches, as leis, as afrontas, os currículos educacionais, as manifestações quase diárias, as violências amplamente protegidas por governos e ONGs, a sangria dos abusivos e exploradores impostos, a criação e manipulação de regras para favorecer poderosos de todas as alas e partidos, a falta de socorro para gente de bem, as proibições do que é certo e as aprovações do que é errado, o ataque incansável para a desconstrução da família judaico-cristã, a bala, a esperança e a vida perdidas só atestam os miseráveis tempos que vivemos.
A tradução da Bíblia Viva de II Timóteo 3.1 acerta em cheio: “É importante para você saber isto também, Timóteo, que nos últimos dias vai ser muito difícil ser cristão.” Observe que Paulo falava do futuro – “vai ser” – e nós vivemos esse futuro que chegou, “está sendo”.
Para enfrentar este tempo com relevância junto à sociedade na qual estamos inseridos, é necessário bem mais que novela bíblica, é necessário uma vida bíblica.
Eduardo Cunha é um exemplo deprimente do tipo de cristão que a mídia mostra e explora, induzindo incautos a acharem que todos os crentes têm o mesmo perfil. Porém, assim como ele, sabemos que existe muita gente, cada um topando uma corrupção sob medida, de acordo com suas proporções. É a fila furada, a ocupação da vaga exclusiva para deficiente, a cola na prova etc. Enfim, um completo desastre para a mensagem do evangelho, que é muito mais impactante pelo bom testemunho do que pela pregação meramente técnica, pois ninguém mais aceita o “faça o que eu mando, mas não faça o que eu faço.”
Se os Dez Mandamentos ficarem restritos ao número de capítulos de uma novela, nada mudará. Infelizmente, grupos teológicos reduziram a discussão para “você é da lei ou você é da graça?”, quando na Bíblia, mandamentos são fonte de bênção para uma vida de paz e harmonia. Como bem colocado por um dos meus professores na época de Seminário Presbiteriano do Sul, “a lei é graça e a graça é lei”.
Este é um tempo declaradamente difícil, não precisamos torná-lo ainda mais difícil. A fé continuará vendo os inimigos avançarem, as pragas caírem e o mar se abrir nos limites do desespero. Em outras palavras, vai ser muito difícil suportar as pressões deste tempo, mas em Cristo não será impossível. Siga em frente com confiança, o Deus que abre o mar nos espera na Terra Prometida.
Pr. Edmilson Mendes congrega na IAP em Pq. Itália (Campinas, SP), e integra a equipe do Departamento Ministerial – Convenção Geral e Convenção Paulista.

“Sola Gratia”, somente a graça

Somos totalmente incapazes de salvar-nos ou salvar outras pessoas

Continuando em nossa reflexão, pela proximidade do aniversário da Reforma Protestante, 31 de outubro, vamos abordar o princípio que enfatiza a graça de Deus: Sola gratia (somente a graça).
No século XVI, os homens que fizeram parte da Reforma defenderam com “unhas e dentes” a doutrina bíblica de que a salvação é somente pela graça. É interessante observarmos que além de defender o princípio bíblico da salvação pela graça, os reformadores reforçavam em seus ensinamentos o “sola”, ou seja, a palavra somente: somente pela graça. Conforme esse ensino, a graça não precisa das boas obras dos homens para atender a cobrança do perdão dos pecados. Somente a graça divina pode suprir a exigência deste perdão.
Não podemos ser salvos através daquilo que fazemos e de nossas obras, mas somente a graça divina pode nos livrar das consequências trágicas do pecado. Somos totalmente incapazes de salvar-nos ou de salvar outras pessoas, e por isso, somos também absolutamente dependentes da graça divina. Com relação a esta questão, a Bíblia nos ensina que o pecador é justificado somente pela graça de Deus, por meio da fé em Cristo: “Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus” (Efésios 2:8).
Neste caso, a graça consiste no favor imerecido de Deus relacionado a cada um de nós. Não merecemos esse favor, mas o Senhor, em sua soberania, amor e misericórdia, resolveu conceder-nos a sua maravilhosa graça. Em Efésios 2.4 está escrito que Deus nos concedeu a vida por causa da sua misericórdia, “pelo grande amor com que nos amou”. O que fica claro para nós neste versículo? Que a fonte da nossa salvação é o próprio amor e a misericórdia do Senhor.
Eu e você não temos o que oferecer a Deus em troca da nossa salvação, e muito menos podemos ajudá-lo a salvar a nossa vida. O que podemos fazer é reconhecer a graça de Deus, aceitando assim, o seu favor imerecido a nós. Com isso, deixamos de lado a nossa autossuficiência, o nosso orgulho e vaidade, e a nossa arrogância de pensarmos que através das nossas boas obras podemos nos salvar ou salvar a outros. Não esqueçamos que a salvação sempre foi e sempre será pela graça, pelo favor imerecido de Deus ao ser humano. Esta graça veio a todos nós de forma plena e abundante por meio de Cristo. Somente nele o homem pode ser salvo.
É muito importante que reconheçamos a graça de Deus em nossas vidas. Através deste reconhecimento, temos a humildade necessária para sabermos que não somos “super-crentes” e que não temos qualquer direito de “colocar Deus contra a parede”, exigindo qualquer coisa do Senhor ou decretando que ele atenda às nossas vontades. Reconhecer a graça divina significa perceber que estávamos condenados por nossas próprias culpas e pecados, mas que, fomos justificados e perdoados por intermédio da nossa fé no Cordeiro de Deus, que veio tirar o pecado do mundo.
O Senhor, em sua infinita graça, não permitiu que as consequências do pecado destruíssem o ser humano, mas deu a oportunidade para que todo aquele que crer em Jesus seja salvo. Em sua Palavra, Deus é chamado de “Deus de toda a graça” (1Pe 5: 10), o que nos demonstra o quanto a graça divina é importante para nós.
Sola gratia somos salvos, isto é, somente pela graça. Que ao reconhecer e vivenciar essa verdade bíblica possamos ser gratos a Deus por ele ter nos alcançado por meio da salvação em Cristo Jesus. Além disso, que a graça divina nos motive a viver uma vida de santidade e consagração para “aquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1Pe 2: 9)!
Dsa. Claudia Duarte congrega na IAP em Votuporanga (SP) e é diretora do Departamento Infanto Juvenil Regional.