Dicas da lição 10 – Uma comunidade atraente

 
DICA UM: MÚSICA IMAGINE
(Ideal para a introdução)
 
Para iniciar a reflexão da lição, utilize a música “Imagine” de John Lennon, composta em 1971 por ele e sua esposa Yoko Ono. Ela descreve um mundo sem fronteiras, solidário e fraterno. A partir da letra, comece fazendo uma reflexão com a proposta da lição que diz ser Deus o único a criar esse novo mundo, e que a igreja é o sinal para esse lugar no futuro, após a segunda vinda de Cristo.
Acesse o link com a letra, tradução e o vídeo aqui: https://www.letras.mus.br/john-lennon/90/traducao.html.
 
DICA DOIS: DINÂMICA PURÊ DE BATATA
(ideal para os itens 1 ou 2)
 
Faça em sua aula a dinâmica do purê de batata. Ela basicamente refere-se à ideia de que batatas juntas em uma sacola estão apenas perto umas das outras, já quando se faz um purê delas, se misturam essencialmente. Assim deve ser a unidade da igreja, profetizada por Jesus para sua Igreja. Os cristãos não devem estar apenas perto uns dos outros, mas juntos e misturados.
Material: 1 Sacola de batatas fechada;
1 Vasilha com as batatas amassadas, com o purê pronto (veja receita de purê: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/culinaria/tudogostoso/pure-de-batata,e0f4f517b9620018dbb0d78b9390feb6tw0yyiuq.html).
 
Se desejar, e sem aglomerações, você pode planejar com os responsáveis pela cozinha da igreja, fazer um momento da aula lá. Explicando a receita e enfatizado a questão da unidade da igreja. Ou se preferir, leve tudo pronto, só para mostrar o resultado do purê, e fazer uma conexão da importância da integração verdadeira, da unidade da igreja, como testemunho aos de fora.
 
(Está dinâmica e/ou reflexão é encontrada em vários sites de igrejas, ela sofreu adaptação para ser colocada nesta publicação).
 
Dica três: Vídeo “Oração Sacerdotal de Jesus”
Compartilhe com sua classe o vídeo (link abaixo), que trata da oração em que Jesus ora pela unidade de sua Igreja. Nela ele mostra o quão importante é a unidade de seu povo. O vídeo fala também da negação de Pedro. A oração é feita a partir dos 2min37s.
Acesse o vídeo aqui: https://www.youtube.com/watch?v=MY3Ss2wPVIw.
Boa aula!
 
 

20 anos SARA – Entrevista

Neste mês de agosto, o Projeto SARA (Semeando Amor, Resgatando Almas) completou 20 anos de existência. Conversamos com algumas das mulheres que fizeram parte da implantação desse lindo projeto de amor, que nos contaram um pouquinho de como tudo começou. Confira aqui.
 
Como e quando surgiu o SARA?
O Projeto Sara surgiu no coração de Deus, que inspirou a diaconisa Rute Sarrazin, à época líder do trabalho feminino da Igreja Adventista da Promessa (IAP) na região Baixo Amazonas, para despertar mulheres a intercederem pelos filhos umas das outras. Lá o projeto já tinha esse mesmo nome e se espalhou com nomes diferentes por várias regionais e igrejas. Após tomar ciência desse movimento e visando engajar o maior número possível de mulheres, a liderança feminina responsável pelo projetos em nível Brasil assumiu os trabalhos.
“O Pr Hernandes Dias Lopes diz no livro Mães Intercessoras que ‘DEUS ESTÁ PROCURANDO MÃES QUE ESTEJAM PRONTAS A SE SACRIFICAR PARA VER OS SEUS FILHOS NA PRESENÇA DE DEUS.’ Mulheres, não fiquem só na dependência de que outra pessoa ore por seu filho, o projeto existe para orarmos uns pelo outros, pois enquanto oro pelo filho de outra pessoa Deus abençoa os meus.”(Nilda Quental)
Essa mesma liderança, à época, soube de um outro movimento chamado Projeto Desperta Débora, coordenado pela irmã Lenira Alice, da igreja Batista. A equipe teve então a oportunidade de conhecer também esse projeto e contou com o apoio e ajuda de suas idealizadoras para a implantação do Projeto SARA.
Em agosto de 2000, o Projeto SARA foi lançado em nível nacional. O lançamento aconteceu na Igreja Adventista da Promessa em Vila Medeiros, São Paulo – SP, com o nome SARA como acróstico de “Semeando Amor, Resgatando Almas”.
 
Quem eram as mulheres na liderança nacional do trabalho feminino daquela época?
O projeto contou com o apoio e engajamento de toda a equipe, na época formada por: Deusa Oliveira, Marli Falcão, Rosinha Gouveia, Dilce G. Paschoal Polvere, Eliude Barros, Francisca M. Escudeiro, Armelinda Pessoa, Elvira Ilse Barreira, Nilda Quental, Sara Brito, Ines Gomes da Silva, Meire Barbosa Correa e Ana Maria N. Dias, Dorinha Ribeiro, Eunice Laplaca e Ivanete Pires da Rocha, Ana Maria Ronchete David e Abisail Madeira Nascimento.
 
Como o Projeto foi divulgado? As lideranças das regionais e igrejas locais prontamente aderiram ao projeto?
O projeto foi divulgado através de folders, sendo que o Pastor Edmilson Mendes criou o logotipo. Também foram realizados encontros e reuniões locais e regionais para a divulgação. Era distribuído um folder em que as mães colocavam seus nomes e dos seus filhos para que outras mães intercedessem por eles. Todas as regionais e igrejas locais que tomavam conhecimento, aderiam ao projeto.
 
Quer compartilhar de algum testemunho, fruto do projeto, de que você se lembre?
Nos dias 16 e 17 de agosto de 2002, no Hotel Pilar, no interior de São Paulo, foi realizado um grande encontro de SARAs de todo o Brasil, onde foram relatados testemunhos edificantes do poder de Deus na vida dos filhos de coração, como curas, retorno ao caminho da salvação. Após dois anos de lançamento, o projeto já contava com mais de mil mães de oração e cerca de dez mil filhos que eram apresentados por elas diante de Deus.
“Um testemunho que me marcou está mencionado na edição 66 da revista O Clarim. Na igreja de Várzea Grande (MT), Igreja Adventista da Promessa (IAP) de Cristo Rei, a diaconisa Osia Rocha dos Santos relata o testemunho do filho de oração Ismael de Oliveira: ‘Nasci no meio evangélico e cresci frequentando a IAP, porém, aos 14 anos me desviei dos caminhos do Senhor. Passei por várias tempestades, terríveis adversidades, até que em 2014 fui acometido por um câncer. Quando eu estava no vale da sombra da morte, tomei a decisão de voltar para Deus. Voltei, pedi o batismo e hoje estou curado graças a Deus, com apoio de todos em oração e jejum. Agradeço a minha família, em especial minha mãe Judith, e minha mãe do Projeto Sara.’” (Deusa de Oliveira)
 
Qual o seu sonho para o Projeto SARA?
Todas as mulheres que participaram ativamente da implantação desse maravilhoso projeto de amor, desejam que ele continue, e que através dele muitas vidas sejam alcançadas e transformadas pelo poder da oração.
“Meu sonho é que esse projeto continue e alcance todos os filhos das irmãs da nossa igreja e quem sabe de outros lugares também, pois vamos orando, as pessoas conhecendo e o Senhor vai fazendo o trabalho, nós somos apenas instrumentos nas mãos dele.” (Rosinha Gouvêa)
 
Deixe uma mensagem para as mulheres que já são mães SARAs e às que ainda não são.
“Ser uma intercessora é ser uma benção. Muitos precisam de você. Se na sua igreja não tem esse projeto funcionando, procure saber, fale com a representante do Ministério de Mulheres local para que seja implantado o Projeto SARA na sua igreja.” (Deusa Oliveira)
“Coloque seus filhos no projeto. A oração é a base de tudo. Nunca desistam de orar, pois podemos orar a qualquer momento, em qualquer lugar. Orar sem cessar. O resultado da oração não precisa ser imediato, podemos nem chegar a ver, mas ele vem. Não desanimem!” (Chiquinha Escudeiro)
“Estamos vivendo tempos de muita dor e sofrimento. Se você, querida mulher, ainda não faz parte desse projeto, tome a decisão de ser uma intercessora de jovens e crianças. Não sabemos qual será o futuro deles, mas se você orar, o Senhor pode mudar a história deles.” (Ana Maria Ronchete)
 
SOBRE O PROJETO ATUALMENTE:
Depois desse período de início de projeto, com o crescimento do número de mães de oração, algumas adaptações foram feitas no formato do trabalho e surgiram algumas novidades.
A última foi a criação do canal Projeto Sara – Mães de Oração no Telegram, com o objetivo de permitir a ampliação do projeto para além das fronteiras denominacionais.
Os testemunhos são incríveis! Faça parte dessa iniciativa.
Para falar conosco e saber mais, escreva para projetosaraoracao@gmail.com
Baixe o aplicativo Telegram e participe do nosso canal: https://t.me/projetosaraoracao
Nossa gratidão a essas mulheres e tantas outras que têm dobrado seus joelhos e apresentado filhos e filhas do coração diante de Deus.
A Ele toda honra e toda glória!
 
Nossas entrevistadas:
Ana Maria Ronchete David
Casada com: Nivaldo Magalhães David
Filhos: Renê Ronchete David e Virginia Ronchete David Perez
Netos: Temos muitos, que amamos muito, todos de coração, nenhum biológico.
 
Deusa de Oliveira Teixeira
Casada com: Pr. Efraim Silvino Teixeira
Filhos: Felipe e Fernanda
Netos: Gustavo e Raphaela
 
Francisca Mlaker Escudeiro
Casada com: Claudionei Escudeiro
Filhos: Érica Escudeiro, Aline Escudeiro, Cláudio Escudeiro
Netos: Felipe, Gisele, Ricardo, Marina.
 
Nilda Quental Pereira
Casada com: Moacir Ricardi Pereira
Filhos: Giane Quental Solera (Genro: Ricardo Roberto Solera); Anderson Ricardo Quental Pereira (Nora: Mônica Goes); Gislaine Quental Pereira
Neta: Anna Luiza Goes Quental Pereira
 
Rosa Gouvêa
Filha: Hermínia Gouvêa Pires de Souza (genro Luiz Carlos de Souza)
Netos: Matheus, André e Priscila
 
 

Alguém grita em silêncio sim.

“Enquanto você viver neste mundo de ilusões, aproveite a vida com a mulher que você ama. Pois isso é tudo o que você vai receber pelos seus trabalhos nesta vida dura que Deus lhe deu. Eclesiastes 9:9 “
Conselho maravilhoso este, não é? Aproveitar a vida com o ser amado.
Deus se alegra quando na união o amor transborda, atingindo a todos que estão à volta, porque Ele é amor. (1ª João 4:16)
Muito se fala sobre a família feliz nos comerciais de televisão, mas a verdade é que na Bíblia o desejo de Deus para conosco é realmente a alegria, a paz e o amor, acredite.
Seria simples viver assim, mas a verdade é que de simples o ser humano não tem nada, não é?
E tantas coisas ocorrem entre quatro paredes além dos risos e da paz desejada. Há violência em muitos lares, falta de paz, compreensão e perdão. E também agressões, tapas e às vezes socos. Forte isso? Muito. E real.
A violência não está somente nas telas da TV, nos filmes e séries… já transcendeu a telinha há muito tempo. Observe!
Já me disseram que a pessoa agredida “grita em silêncio”… Consegue ouvir?
Mulheres escondendo hematomas atrás de maquiagem, meninas usando roupas com mangas longas, olhos cabisbaixos e muita lágrima segurada em público… já encontraram esta cena em seu caminho? Talvez.
Tantos e tantos casos… tantas coisas visíveis que muitos desejam não enxergar.
A Palavra de Deus orienta a desfrutar a vida com quem amamos e todos merecem isso. Deus não faz acepção de pessoas (Atos 10:34), e seu amor é sem limites.
Quem ama cuida, protege, ampara, alimenta… a lista iria longe se houvesse muito espaço aqui. Como você completaria? Quem ama…
No meio familiar precisamos nos sentir amparados e ter um porto seguro. Pelo menos deveria ser assim.
Que possamos orientar, ajudar, educar no sentido de que a violência doméstica deve ser combatida!
Costumo dizer que há um círculo íntimo que a nossa vista alcança. Nesse círculo somos influenciados e também influenciadores. Proponho um olhar mais atento ao seu círculo íntimo… a princípio. Depois, com o tempo, amplie o espaço desse olhar.
E se, nesse momento perceber uma mulher que necessita de ajuda, lembre-se que por aqui estarei pedindo a Deus que conceda sabedoria para você perceber o grito silencioso que, sim, precisa ser ouvido!
Escrito por Genilda Farias, casada com Silas Farias e mãe do Pedro José. Formada em Letras e Pedagogia, congrega na Igreja Adventista da Promessa em Vila Maria -SP/SP.

Aposentado, mas não inútil

Passe adiante o que Deus lhe deu

Quando a merecida aposentadoria chega, muitos entendem de forma errada de que o que resta é a passividade e a inutilidade. Por pensarem de que a missão acabou, tomam a atitude de esquecer de viver e aguardar a morte.
Seria isto que Deus quer para os que estão na terceira idade? Com certeza não. Citando alguns personagens bíblicos lembramos que Noé tinha 600 anos quando construiu a arca. Abraão recebeu um chamado especial quando tinha 75 anos e foi pai aos 100 anos. Jacó estava com 97 anos quando lutou com um anjo. José, com 110 anos, deu ordem a respeito de seus ossos. Com 80 anos Moisés foi usado por Deus para libertar Israel do Egito. Com 85 anos Calebe assumiu a sua herança na terra prometida. A viúva Ana estava com 84 anos quando se alegrou e profetizou a respeito de Cristo Jerusalém. Paulo se denominou o velho quando escreveu para Filemon. João tinha em torno de 90 anos quando teve as visões apocalípticas em Patmos.
Assim, temos que ter consciência dos propósitos de Deus para as nossas vidas. Não podemos esquecer de que O Pai nos amou, o Espírito Santo nos convenceu do pecado e Jesus nos salvou pelo Seu precioso sangue. Que maravilha!!! Uma exclamação de “glória a Deus” por tudo isso é muito pouco, ainda bem que teremos a eternidade para adorá-Lo sem limites.
Somos palmeiras plantadas nos átrios do Senhor para cumprir o sublime dever de frutificar em todo o tempo e isto inclui a velhice.
E desde as primeiras profissões dadas à Adão como jardinagem, agricultura e biotaxia (dar nome e classificar os animais) até as dos nossos dias, as quais, aliás, em constantes mutações, são oportunidades dadas por Deus para glorificá-Lo.
Você já está seguro em Cristo e conta com a proteção de Deus: “Mesmo na sua velhice, quando tiverem cabelos brancos, sou eu aquele, aquele que os susterá. Eu os fiz e eu os levarei; eu os susterei e eu os salvarei.” Is. 64.4. “Já fui jovem e agora sou velho, mas nunca vi o justo desamparado, nem seus filhos mendigando o pão. ” – Sl 37.25
Durante a sua vida teve experiência em muitas coisas, mas o que você mais ama? Perceba, não o que você mais sabe. Porque o melhor para fazer na terceira idade deve ser movido pelo amor. Porque não pôr uma cereja no bolo da sua história?
Se você trabalhar na terceira idade, fará um grande favor ao seu corpo, exercitando-o. Isto será bom.
Se trabalhar e ensinar alguém o que aprendeu, você estará passando os seus conhecimentos adiante, discipulando. Isto será ótimo.
Se trabalhar, discipular, escrever, gravar ou filmar você multidimensionará e perpetuará seus pensamentos por muitos anos. Isto será excelente.
Nunca é tarde para aprender, começar, repaginar ou concluir algo pessoal. Mas faça do seu jeito, na sua velocidade. É muito propício o pensamento de Clarice Lispector: “Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado, com certeza vai mais longe. ”
Não esqueça também da grande lição geográfica do Mar da Galileia e do Mar Morto. O Mar da Galileia recebe as águas do Rio Jordão e as doa, deixando seguir o seu curso, por isso é cheio de vida e peixes. O Mar Morto apenas recebe as águas do Jordão e por apenas represá-las não possui nenhuma vida. Então passe adiante o que Deus lhe deu.
Além da vida, da sabedoria e da experiência, Deus também lhe deu uma linda coroa. Valorize-a!!! “O cabelo grisalho é uma coroa de esplendor, e se obtém mediante uma vida justa. ” – Pv16.31.
Pr. Elias Alves Ferreira, jubilado, atua no Ministério de Vida Pastoral Convenção Geral

Dicas da lição 9 “A CRISE GERACIONAL”

Dica um “Painel MultiGeracional”
Em vez da aula convencional, você pode fazer um painel sobre o tema da lição. Convide um idoso, um adolescente, um jovem, um adulto e ministre a lição em forma de conversa. Conduza um bate-papo com o tema da lição 9. É interessante que a lição seja ministrada de forma geral, com os alunos das diversas classes, respeitando o distanciamento social. É uma ótima oportunidade para se aplicar desde o estudo os princípios do estudo.
 
O “Painel MultiGeracional” pode ser dividida em:

  1. Os desafios da convivência
  2. Os exemplos de relacionamentos multigeracional, no Antigo e Novo testamentos.
  3. As responsabilidades mútuas entre as gerações (devem se tratar como família; amor mútuo; e, discípulos).
  4. Flexibilização entre as gerações (estilos musicais, tipos de cultos (litúrgicos), estruturais (PG e culto coletivo); arquitetônico (templo, estética, púlpito; Bíblia digital e física) e etc.
  5. Pensar em atividades de integração.

 
Dica dois: Vídeo Sobre as gerações
Separamos dois vídeos, para ajudar a entender os diversos tipos de gerações. Eles ajudam a entender a introdução da lição. Você pode utilizar um dos dois e perguntar a qual destas gerações seus alunos estão classificados e como isso impacta em sua comunhão na igreja local.
 
Vídeo 1: https://www.youtube.com/watch?v=klo3Y5z3a2c.
Víde 2: https://www.youtube.com/watch?v=0-hg7YM0GpU.
 
Dica três: Seminário Multigeracional
No desafio da semana, são indicados dois conteúdos para ampliar seu conhecimento no assunto. Além de estudar, você pode dividir a classe em dois grupos e eles podem fazer um pequeno seminário sobre as abordagens dos dois artigos.
ARTIGO 1: Um culto. Muitas gerações: https://www.ultimato.com.br/conteudo/um-culto-muitas-geracoes.
ARTIGO 2: https://ministeriofiel.com.br/artigos/a-sua-igreja-encoraja-e-capacita-as-mulheres-para-o-discipulado/.
Mande o artigo antecipadamente. Peça que sejam criativos na apresentação e dê o tempo de 5 min para cada grupo. Faça uma conexão com o estudo da lição. Aplique esta dinâmica quando achar melhor.
 
Dica quatro: Mapa Mental
Utilize a imagem que traz ensinamentos do item 2 “A responsabilidade multigeracional” que fala sobre o dever das várias gerações dentro da comunidade cristã. Distribua para sua classe via WhatsApp.

Espelho, espelho meu, existe alguém mais bela do que eu?

O que esse clássico infantil pode nos ensinar sobre a autoestima, ou pelo menos, sobre o que não é autoestima?  Essa madrasta não estava contemplando somente sua beleza e plenamente satisfeita com ela, mas estava buscando comparação com outra pessoa, ou seja, só se sentiria plenamente bela, desde que não existisse alguém para comparar.  Vivia assombrada pela possibilidade de que outra pessoa pudesse ser mais bonita. Isso significa que precisava ter a certeza de que sua beleza era única. Quando buscamos nos comparar a outras pessoas, pode  significar que nossa autoestima ou nosso bem querer, estejam comprometidos.
Quando pensamos em autoestima, logo nos vem à cabeça algo relacionado à beleza física, mas a verdade é que até mesmo mulheres extremamente bonitas podem sofrer de autoestima rebaixada. Portanto, olhar-se no espelho e apreciar apenas os atributos físicos,  não significa ter uma autoestima elevada, inclusive pode ser que esteja escondida atrás dessa  beleza, uma autoestima comprometida.
Quantas vezes nos colocamos diante do espelho e focamos exatamente naquilo que mais reprovamos em nós, o cabelo, o nariz, a boca, os dentes etc, etc e etc e por que não procurar observar melhor partes que não costumamos muito apreciar? Comece a prestar  atenção nos detalhes do seu rosto, corpo, mas não só isso, também procure apreciar a capacidade, sua força, sua inteligência. Se olhe melhor diante do espelho, sem se julgar. Veja a si mesma, aprenda a se apreciar!
Muitas mulheres trazem em sua história alguns estigmas de sua infância e adolescência. Podem ter sofrido, por ouvirem palavras que a ridicularizavam (Bullying)  como, por exemplo; gorda , burra, feia, dentuça, quatro olhos etc . Dependendo do quão significante isso possa ter sido, essas palavras podem ter se transformado em “verdades” dentro de nós e ao longo da nossa história vamos perpetuando esses pensamentos sobre nós mesmas e ao olhar no espelho, não vemos outra coisa senão aquilo que aprendemos  ouvindo de outros, a nosso respeito.
A autoestima é ter certeza de quem você é, é valorizar-se sem comparar-se, é muito mais do quer ser ou sentir-se bela, é sentir-se capaz, sentir-se forte, é se valorizar! Você é o que é, e até que tenha aprendido a apreciar genuinamente o que possui; seus atributos físicos, intelectuais, suas qualidades, suas habilidades, se tornará refém daquilo que acreditou a vida inteira. Não transforme mentiras ditas  a você, em verdades, não perpetue um estigma, não aceite ser rotulada como desastrada, boba, esquisita, feia etc. Só farão com você o que você mesma permitir. Pense nisso! Quando precisamos de autoafirmação o tempo todo, é porque ainda não temos certeza de quem verdadeiramente somos e nem a capacidade que possuímos.
Se veja pela perspectiva de Deus. Ele a viu sendo formada dentro do ventre de sua mãe. Ele aprecia você, pois foi feita à imagem e semelhança do Criador. Ele deseja estar com você na eternidade “Deus já havia resolvido que nos tornaria seus filhos, por meio de Jesus Cristo, pois este era o seu prazer e a sua vontade”. (Efésios 1:5 NTLH). Ele a valoriza e ama com amor incondicional. Fomos feitas para adorar o autor da vida. Se compreendermos perfeitamente isso, não teremos motivos para nos sentirmos insignificantes.
Precisamos reconhecer em nós, nosso próprio valor, portanto, valorize-se! E pense assim: posso não ser perfeita, até porque não preciso e outras pessoas podem até terem qualidades diferentes das minhas ou se saiam melhor em muitas coisas, mas não preciso olhar para isso e perder tempo, ao invés disso, posso começar fazendo uma busca em mim mesma e quem sabe assim, descobrir e apreciar o que vejo no espelho, mas não só isso, principalmente o que vejo dentro de mim o  quão bonita, inteligente e capaz eu sou e com isso não precise questionar o espelho e sim responder para ele sobre o que estou vendo!
Espelho, espelho meu…
 
Rubenita Lacerda Souza é Psicóloga Clínica,  casada com  Waldeci Antônio de Souza, mãe de Abner e Débora, avó da Lara, Pedro e Samuel. Faz parte da Capelania Prisional e do Ministério Vida Pastoral Geral e congrega na Igreja Adventista da Promessa em Vila Joaniza, São Paulo-SP.
 

Luana e Anderson, da Igreja Adventista da Promessa em Vila Falchi – Mauá/SP

Prezados irmãos, no último sábado (22) nossos irmãos Luana e Anderson, da Igreja Adventista da Promessa em Vila Falchi – Mauá/SP foram surpreendidos com o desabamento estrutural de sua casa. Louvamos a Deus pelo grande livramento, pois, aos primeiros sinais de rachadura, nossos irmãos e seus vizinhos tiveram tempo de saírem das casas, sem que qualquer pessoa se ferisse. Pedimos a oração dos irmãos para que esse casal possa reerguer de forma segura seu lar e ajudar nos reparos dos imóveis vizinhos que também foram atingidos. Abaixo está o registro do exato momento em que houve o desabamento. Foi também mobilizada uma vaquinha virtual para que eles possam ser abençoados nesse momento tão delicado. Contamos com sua participação seja em oração, seja em contribuição! Deus os abençoe! Graça e paz!
Imagem do desabamento:
https://www.facebook.com/143371292411222/posts/3420006134747705/
Contribua:
http://vaka.me/1317229

Violência contra a mulher: rompendo o ciclo

Nenhuma forma de violência é aceitável, seja contra homens, mulheres, jovens ou crianças; aconteça por conta da cor da pele, da etnia, do grupo social, da religião ou questões de gênero.  Porém, a violência praticada contra a mulher tem um contorno diferente: na maioria das vezes ela é praticada pelo simples fato da vítima ser mulher.  Embora esse tipo de violência seja muito comum, há mulheres que dizem nunca ter passado por ela, possivelmente tendo em mente a violência física. Muitas não se dão conta das agressões que sofrem todos os dias e que passam despercebidas de tão naturalizadas que são em nossa cultura.
Difícil imaginar uma mulher que, na rua ou num coletivo, não tenha passado alguma vez pelo constrangimento de uma “mão boba” – quando não outra parte do corpo -, um gesto obsceno ou um xingamento direcionado, na maioria das vezes,  à sua moral; que nunca tenha recebido um convite sexual fora de propósito ou dito sim quando queria dizer não. Felizes aquelas que passam a vida sem ter que ouvir caladas, piadas ou supostas brincadeiras desmerecendo sua inteligência, banalizando seu corpo ou questionando sua dignidade; que não tiveram que abrir mão dos estudos ou da carreira em benefício de um familiar do sexo masculino, ou que não foram desqualificadas no trabalho em função de seu gênero.
Dentre outras coisas, nos acostumamos à ideia de que a mulher deve assumir a maior parte, se não todas as tarefas domésticas, “porque é coisa de mulher”. Diferente dos homens, aprendemos desde cedo que o sacrifício pessoal pelo bem de todos é uma virtude e que para não provocar discussões, devemos nos calar ou assumir culpas que não são nossas.   Não é raro ouvirmos que precisamos nos acostumar com a ideia de que o sexo no casamento pode ser uma imposição e não necessariamente uma dádiva.
Precisamos nos conscientizar de que situações como essas parecem banais para alguns, contribuem para o ciclo de violência que se perpetua contra a mulher, e que em casos extremos, pode custar sua própria vida. Ao contrário do que mostrou um clipe gospel recente, diante de uma agressão, devemos incentivar a mulher a buscar a proteção na Lei, em vez de induzí-la a se calar, contornar a situação ou mudar sua conduta para amenizar o problema.
Podemos lutar por direitos, esperar por aperfeiçoamentos nas leis, que já trouxeram grandes avanços. Podemos ainda trabalhar por mudanças na mentalidade dos homens e da sociedade, mas se queremos viver transformações profundas em relação à violência contra a mulher, precisamos urgentemente aprender a reconhecer e nos defender de suas diversas formas.   É também fundamental que repensemos o modo como nos vemos e nos colocamos nos relacionamentos, como tratamos e julgamos outras mulheres, e principalmente, como ensinamos nossos filhos e filhas sobre o que é ser mulher.
Romi Campos Schneider de Aquino, mãe do Henrique e do Davi, é psicóloga, auxilia seu marido Luciano no pastorado das Igrejas Adventistas da Promessa de Ana Terra e Monte Castelo, em Colombo -PR e integra a equipe do Ministério Vida Pastoral Geral da IAP.
 

Dicas da Lição 8 “Unidade a qualquer preço?”

Dica um: Conhecendo os credos
(Ideal para item 1)
            O item um da lição fala sobre a importância da verdade bíblica como base da unidade cristã. Para este momento se sugere alguns recursos de ensino.
Bíblia: Enfatize a sua classe que é a Bíblia que nos une. Ela é a base da igreja, sua natureza; ela é a sustentação da igreja, por isso esta a defende. Incentive sua leitura, prática e o compartilhamento.
 
Credos: na História, os cristãos desenvolveram os chamados “credos”. Expressão latina, que basicamente significa “eu creio”. Abaixo, apresentamos dois importantes credos universais da igreja cristã: o Apostólico e o de Nicéia. E o credo promessista. Eles sintetizam a fé bíblica da Igreja, de um modo geral, e dos promessistas, de modo particular. É uma maneira básica de se conhecer a fé que professamos.
Leia os credos com seus alunos e mostre que são essas crenças que une os cristãos, de um modo geral, e especificamente, os cristãos promessistas. A unidade da igreja deve girar em torno disto. Enfatize que eles apontam acima de tudo para a Bíblia, Palavra de Deus.
Você pode imprimir as imagens ou mandar via WhatsApp.
 

 
Dica dois: Dinâmica das questões
(ideal para os itens aplicativos, p. 70)
 
O QUE FAZER? Leve para sua aula duas caixas onde você possa depositar papeis escrito neles, questões periféricas e questões relacionadas com as verdades essenciais da fé cristã. No quadro abaixo entenda quais são, de acordo com a lição 8:

COMO FAZER?
Corte a imagem ao meio, e deposite-a cada uma na caixa especifica. Você pode pegar as doutrinas e os costumes em separado, cortar e ir retirando uma a uma. Não identifique as caixas externamente. Na hora das aplicações, retire,  leia o que está escrito e pergunte: são questões periféricas ou essenciais para fé? Deixe que eles identifiquem quais são.
 
MORAL DA HISTÓRIA: Diga-lhes sobre a importância de discernir o que é essencial do que não é.
 
Dicas três: Reconhecendo seitas
Para ajudar a detectar o que são seitas, compartilhe com sua classe a seguinte publicação: https://voltemosaoevangelho.com/blog/2018/01/como-reconhecer-uma-seita/. Nela o autor, pr. Augustus Nicodemus, elenca 5 características de seitas. O artigo é mais uma forma de auxiliar no aprofundamento de seus alunos no estudo da semana. Se desejar, separe parte da aula para isso.

Mestre nota 10!

Sabemos que o ensino é capaz de promover transformação social, espiritual e intelectual, porém cabe ao professor o importante papel de mediar o ensino-aprendizagem. Mas quais as características que um professor precisa para que o ensino seja transformador? Ninguém melhor que Jesus, o Mestre dos mestres para nos ensinar as características essenciais de um mestre nota 10.
É inevitável pontuar que para ser um bom professor é necessário AMOR. Pode parecer um clichê, mas se amamos o ensino da Palavra de Deus e amamos nosso próximo, todas as outras qualidades serão consequências. Jesus amou e ensinou os desfavorecidos, ricos, judeus e samaritanos, deficientes, adultos e crianças, enfim ele incluiu todos! E provou seu amor morrendo na cruz por toda humanidade. O professor que ama o ensino do evangelho tem como marcas a paciência, amabilidade, o interesse pelo outro e a dedicação.
Para que o ensino seja eficaz é necessário esmerar-se em sua prática (Rm 12:7), aperfeiçoar-se ou ensinar com a máxima qualidade. Quem tem o dom do ensino precisa ser um incansável aprendiz, aprofundar-se no estudo da Palavra de Deus, examinar as escrituras, ler e pesquisar para que compartilhe com alegria o verdadeiro evangelho.
Para ensinar um aluno com necessidades especiais, antes é necessário aprender quais são as potencialidades e limitações daquele aluno e quais são os recursos disponíveis que viabilizam o ensino capaz de transformar vidas e formar discípulos de Jesus.
Jesus foi um excelente professor e educador, sendo reconhecido e chamado de Mestre. Com ele aprendemos a importância de conhecer os alunos para contextualizar a mensagem que se deseja transmitir, no caso de Jesus ele utilizava as parábolas para ensinar verdades bíblicas. Na Educação Inclusiva é importante ter como ponto de partida as singularidades do aluno para despertar o interesse, a compreensão do ensino principal e a participação na aula.
Jesus foi o exemplo vivo de todos os seus ensinamentos, ele vivia cada palavra e demonstrava em ações. O professor também precisa ensinar na prática, vivendo as verdades do evangelho e assim desafiar seus alunos a serem discípulos de Jesus.
Refletimos sobre algumas características do Mestre dos metres e certamente podemos aprender muito mais com Jesus. Faça uma autoanálise para descobrir quais características você já possui e quais ainda precisa desenvolver. Ore a Deus e peça para que Ele o ajude em suas limitações, para que o amor pelo ensino seja constate, para que ele ilumine sua mente com estratégias e recursos para o ensino eficaz da Palavra de Deus.
 
 

Preciso casar?

Não há realização plena fora dos planos divinos, seja para a mulher casada, seja para a solteira (I Co 7).
Há bons profissionais, mas só a profissão não realiza ninguém; há pessoas bem casadas, mas a realização não se reduz ao casamento. O que traz plena realização para o cristão é poder produzir para o reino eterno, contribuir para a edificação e expansão da Igreja de Cristo e ser útil para a sociedade.
(…) como afirma Paulo: “Porque nenhum de nós vive para si mesmo, nem morre para si” (Rm 14.7).
Precisamos observar a diferença entre estar só e viver na solidão. A solidão faz parte da vida humana, não só dos solteiros, há solidão a dois. Há pessoas que vivem com a casa cheia de filhos e netos e que sofrem de profunda solidão.
Psicologicamente, a solidão é um estado emocional e concluímos, portanto, que estar só não significa sofrer solidão.
Conheço pessoas religiosas que vivem debaixo do mesmo teto e não se falam, nunca têm a companhia do parceiro para nenhuma atividade social. Há pessoas que decidem se casar apenas para não ficarem sós, mas depois sofrem duras consequências.
É necessário avaliar a ansiedade para se casar e com quem se casa, para não atender apenas ao apelo dos instintos da nossa sexualidade.
Conscientes de que a nossa vida é para glorificar a Deus por amor a Jesus, vivamos livremente a condição de estar só, abrindo mão do direito de ter um companheiro, desenvolvendo uma riqueza de valores, de caráter e de experiências de autorrealização e satisfação na totalidade do ser em adoração e serviço a Deus, para o seu reino eterno e para sua glória.
 
 
Texto extraído e adaptado do artigo Como viver de forma saudável, sendo solteira, viúva ou divorciada, de Durvalina Bezerra para a revista O Clarim – Edição 63.
 
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“Em briga de marido e mulher ninguém mete a colher.” Já ouviu ou disse esta frase? Agora é hora de olharmos de outra forma este aforismo. Escrevo este texto logo após assistir ao vídeo de um cantor agredindo a ex-mulher na frente do filho de seis anos. E ainda estou perturbada com o vídeo de Luis Felipe Manvailer agredindo a esposa Tatiane Spitzner, em julho último, o mesmo acusado de matá-la. Não preciso fazer esforço para lembrar outros casos, como o assassinato de Eliza Samudio, em 2010. Os episódios de violência contra a mulher são infindáveis, infelizmente. Atualmente, o tema tem se destacado, especialmente após a criação de duas importantes leis.
Uma delas é a Lei Maria da Penha, sancionada em 2006, que carrega o nome da mulher que há 35 anos ficou paraplégica devido a um tiro nas costas enquanto dormia. O autor do tiro? O próprio marido, com quem foi casada 23 anos, nos quais sofreu repetidas agressões. A lei foi feita para a proteção da mulher em casos de violência doméstica. Para isso, a lei criou medidas protetivas para afastar o agressor e prevê apoio à mulher, com aconselhamento jurídico e orientação profissional, inclusive abrigo. A Lei Maria da Penha é reconhecida e valorizada internacionalmente.
Outra lei, de 2015, diz respeito ao feminicídio, para os casos em que o crime foi contra a mulher, por razões de ser do sexo feminino, isto é, quando o crime envolve violência doméstica ou familiar e menosprezo ou discriminação à condição mulher.
Esta prevê uma pena maior para este tipo de assassinato, que é considerado qualificado. Lamentavelmente, nem todas as mulheres conhecem seus direitos ou denunciam seus agressores. É bom que se afirme que o feminicídio é evitável, pois a mulher pode contar com as medidas protetivas e orientações que a Lei Maria da Penha propõe.
Talvez alguém pense que a lei contra o feminicídio seja desnecessária e de origem feminista.
Muitos tomam essa discussão como ideológica, pois alegam que a lei privilegia as minorias, pois os homens são realmente as maiores vítimas da violência. Não vou defender o contrário, contudo é importante destacar que os homens não são mortos pelo fato de serem homens. Em segundo lugar, grande parte das mulheres se sentem privadas do seu direito à liberdade por medo de um estupro ou da acuação do agressor. Em terceiro lugar, se esta lei não tivesse o propósito qualificador, muitas vítimas veriam seu agressor rapidamente solto e as ameaçando novamente. Para nós, cristãos, esta não é uma questão ideológica, mas de igualdade e amor ao próximo.
Dependência emocional
Mulher, não se prive do seu direito de reclamar ou pedir ajuda, se algum tipo de violência (veja box Tipos de violência) acontecer com você. Não viva isso de modo recorrente. Não se cale, denuncie seu agressor ou agressora (sim, o algoz pode ser outra mulher), ligue no 180 ou vá a uma delegacia da mulher. Além disso, não negue ajuda a outra mulher que sofre violência. E mesmo que o agressor faça parte da igreja, não se envergonhe por isso, você é vítima e não a responsável pelo crime.
Talvez você já tenha vivido algum tipo de violência e não conseguiu denunciar. Por que muitas mulheres não conseguem buscar ajuda? Alguns estudos indicam que a dependência emocional é um fator determinante. Dependência é um transtorno psicológico, e se define como concessão extrema, desnecessária e permissiva, em que a pessoa se deixa na responsabilidade total do outro. A pessoa se submete à subjugação afetiva, o faz para não perder o afeto do outro, ou por falta de confiança, ou ainda, medo. A pessoa dependente, por exemplo, permite que o outro tome decisões sobre sua vida, reluta em fazer exigências ao outro, sente-se desamparada quando sozinha por medo de incapacidade de se cuidar.
Outras mulheres são dependentes financeiramente; algumas têm a crença equivocada que o marido pode mudar o comportamento agressivo, e não o denunciam para não perder o relacionamento.
Outras razões para não denunciar seriam a vergonha, a preocupação com os filhos e o medo da falta de punição ao agressor. Para muitas dessas mulheres em sofrimento há serviço de ajuda, como garante a Lei Maria da Penha. E seria interessante buscar auxílio psicológico para ter forças e romper com este ciclo de dependência emocional e medo. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento gratuito através do Centro de Atenção Psicossocial (CAPs). Nas universidades em que existe o curso de Psicologia há atendimento gratuito também, além de outras possibilidades como ONGs e profissionais que atendem por valor mínimo com fins beneficentes.
Subjugação
Agora vamos pensar a respeito do menosprezo e subjugação à mulher. Esta questão é tão antiga quanto cultural. Vale lembrar que em nada tem relação com Deus e nem com a ideia de submissão. Esta forma equivocada de tratar a mulher teve início após a queda, no Éden.
Quando Deus criou homem e mulher, os fez nos mesmos termos, ainda que o modo seja diferente (pó e costela). “Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gn 1.27). Deus os criou com igualdade à sua imagem e deu-lhes as mesmas recomendações no versículo 28 para encher a terra, se multiplicar e dominar os animais. Ao final da criação, Deus percebeu o quanto tudo havia ficado excelente.
Após criar o homem, ficou evidente que no restante da criação não havia correspondente para ele. Então, Deus criou a mulher, correspondente perfeita para o homem. E ele a exalta quando a vê.
Deus e o homem deram a ela o devido valor. Relacionamento maravilhoso, não é?! Havia correspondência entre ambos, havia respeito e dignidade. Contudo, o pecado desvirtuou tudo. Quando lemos o relato das consequências do pecado em Gn 3.14-19, percebemos o quanto foram desastrosas. É importante salientar que este é um cenário de punição. Infelizmente, o padrão de relacionamento entre masculino e feminino, que era saudável, se corrompeu e passou a ser conflituoso.
Observe atentamente a expressão: “Seu desejo será para seu marido, e ele a dominará” (Gn 3.16b). O contexto aqui não tem qualquer relação com a submissão bíblica, que é boa e estabelecida por Deus.
A palavra “desejo”, traduzida, tem o significado de desejo de conquistar. A mulher teria o desejo de usurpar a autoridade do marido, iria desqualificá–lo como líder. E o homem, por sua vez, iria governar a mulher. Esta palavra “governar” não tem a ver com liderança familiar, mas com governo monárquico, não um governo participativo, prudente e gentil, mas ditatorial, com dureza, ou seja, com abuso de autoridade.
Isso mudou a forma de se relacionarem, Adão não lideraria de forma humilde e ponderada, e Eva não se submeteria de forma inteligente e voluntária. Podemos ver outros casos na Bíblia que comprovam esta ideia, como quando Abraão forçou Sara a fingir ser sua irmã para não ser morto e como Raquel sugeriu ao filho enganar o pai, Isaque.
Deus deu a liderança da família ao homem, antes mesmo do pecado. Era uma questão administrativa. Paulo, em Efésios 5.22-24 e Colossenses 3.18-19, ratifica a liderança masculina na família. Isso é diferente de submissão total da mulher em relação aos homens, ou seja, ela pode e deve assumir cargos de liderança em outros contextos. E esta submissão ao marido é definida, deste modo, “como ao Senhor” (Ef 5.22), o que indica que a mulher deve se submeter ao marido como se submete ao Senhor. E recomenda que esta submissão não seja absoluta, pois em situações que o marido a conduz a fazer algo fora da vontade de Deus, ela está desobrigada a submeter-se.
Por sua vez, a liderança do marido segue o padrão: “Maridos, ame cada um a sua mulher, assim como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela” (Ef 5.25) e “não a tratem com amargura” (Cl 3.19). Amor é tudo o que uma mulher precisa e merece, pois é como aprendeu a ser tratada pelo seu líder maior, Deus. Um marido com esses princípios não trata a mulher com humilhação, violência, egoísmo ou aspereza, mas a trata com dignidade, respeito e considera sua opinião.
Não podemos deixar de levar em conta que a mulher também deve respeito ao marido (Ef 5.33). Ela não deve tomar as rédeas da casa, porque se considera melhor líder, mas deve encorajá-lo a assumir sua liderança. Claro que o descumprimento deste princípio não desqualifica os princípios relacionados aos homens. Um não deixa de cumprir o propósito de Deus porque o outro deixou de obedecer. Obviamente, não falo sobre sofrer violência ou cometê-la.
Jesus e as mulheres
Vamos observar aquele que definiu perfeitamente o padrão de comportamento em relação à mulher, com base no texto de João 4.1-26, a mulher samaritana e João 8.1-11, a mulher pega em adultério. Ambas com moral duvidosa, segundo os padrões cristãos.
Como Jesus as trata? Com dignidade, algo que certamente não haviam recebido de outros homens. E Jesus oferece a elas possibilidade de mudança. À samaritana ofereceu a água que somente ele poderia dar, e à adúltera não condenou, mas a encorajou ao abandono dos pecados.
Jesus é o padrão de valorização à mulher. Sigamos seu exemplo.
A você, mulher, que sofre, conte com o apoio e empatia das outras mulheres cristãs à sua volta. E saiba que Jesus a valoriza tanto que não deseja uma vida de sofrimento e amargura nas mãos de quem não demonstra amor em suas ações. Jesus trata você com dignidade. Aos demais, peço que tenham senso de justiça e empatia, como Cristo.
 
Virginia Ronchete David Perez é psicóloga