A importância do relacionamento entre gerações

“Uma geração contará à outra a grandiosidade dos teus feitos; eles anunciarão os teus atos poderosos” (Salmos 145.4).
Antigamente uma geração era definida a cada 25 anos, mas atualmente os especialistas apontam que uma nova geração surge a cada 10 anos. Esse conflito de gerações acontece no colégio, na faculdade, no trabalho e também na igreja. Pensamos diferente, porque somos de gerações diferentes.
A diferença entre gerações pode parecer uma linha que divide  o velho e o novo porém, por meio da união e troca de conhecimento entre o moderno e a experiência de vida, podemos contribuir positivamente para que haja interação entre gerações com resultados promissores.
Na vida profissional, por exemplo, o jovem possui a força de vontade. Ele vem com todo o gás, com sonhos, com garra e os mais velhos possuem a experiência, conhecimento e a história dos caminhos percorridos de sucesso e de superação. Uma geração complementa a outra. Na família, os pais ensinam os filhos e os filhos ensinam aos pais.
Não é o velho ou o novo, são gerações que precisam ser entendidas, respeitadas e procurar uma relação de parceria, porque todas as gerações possuem algo para ensinar. Precisamos nos relacionar, entender uns aos outros, unir esforços, respeitar opiniões.
A juventude tem muito a contribuir e cabe a nós agregarmos os seus valores.
Somos a geração Baby Boomer, a Geração X, Geração Y, Geração  Z, somos de todas as gerações e estamos no mesmo tempo, no hoje, no agora.
Gislaine Cuenca Neves é casada com José Otávio Neto, mãe do Matheus, Murilo e Miguel, formada em Administração de Empresas e Gestão Financeira, congrega na Igreja Adventista da Promessa em Vila São Pedro – São Bernardo do Campo-SP e é líder do Ministério de Mulheres Regional da Convenção Paulistana.
 
 

Dicas da Lição 7 “Os mandamentos da mutualidade”

Dica um: Infográfico “O valor dos mandamentos da mutualidade”
Para o item 1, o infográfico abaixo traz os significados e os exemplos dos mandamentos da mutualidade. Ele ajuda você a ensinar e fixar o conceito dos “uns aos outros”. Envie via WhatsApp para seus alunos terem em mãos na hora que sua aula estiver acontecendo. Peça que alguns estudantes expliquem o que significa, ou como praticar esses exemplos da imagem.

Dica dois: Vídeos para ensino
            Para o item dois, “O estudo dos mandamentos da mutualidade”, você tem a opção de ensinar utilizando dois vídeos que fazem referência ao assunto do tópico: “suportar uns aos outros” e “perdoar uns aos outros”. Ambos os conteúdos ajudam no esclarecimento e podem servir como ferramentas de estímulo para a reflexão e participação da classe, do quer dizer desses dois mandamentos da mutualidade. Envie para seus alunos via WhatsApp.
 
Vídeo “Suportar uns aos outros” (3min18s)
Link: https://www.youtube.com/watch?v=sBaYJgGf_8s
 
Vídeo “Cuidado com a falta de perdão” (3min28s)
Link: https://www.youtube.com/watch?v=kkrEBPVnfHM
Dica três: Dinâmica “preciso praticar”
(Ideal para o item aplicativo)
Segundo o estudo desta semana, há no Novo Testamento cerca de 100 citações da expressão “uns aos outros”. Existem ordens de mutualidade positivas e negativas. No infográfico e na lição foram citados mais de 20 mandamentos recíprocos.
Na parte aplicativa deste estudo, separe cada mandamento em pedaços de papel pequeno (tabela para recorte abaixo) e coloque sobre uma mesa para que ao final do estudo seus alunos escolham o que mais tem necessidade de praticar. Insista que sejam bem sinceros na escolhe, que orem e pratique-os. Faça copias suficiente ao número de alunos que estarão na aula, e insira mandamentos que não foram citados no estudo. Envie por WhatsApp também a imagem.
 
Tabela para recorte:

O lugar do homem no combate à violência contra a mulher

Quando se pensa no combate à violência doméstica, em campanha contra o feminicídio, em conquistas justas para as mulheres na sociedade, convém deixar claro que esses temas não pertencem somente ao chamado “mundo feminino”, ou não devem ser objeto de conversas e conscientização só das mulheres, os homens de bem e de paz devem se levantar como defensores e promotores da proteção e combate às injustiças feitas ao sexo oposto.
Aliás, você sabia que existe um dia no calendário brasileiro, reservado para mobilização dos homens pelo fim da violência contra as mulheres? Leia mais sobre isso no final desse texto.
Agora, vamos para um papo aberto e reto com todos os homens.

O “combate” bíblico à violência contra a mulher
 
Olhando para a Bíblia e sua visão da mulher, vemos Deus apresentando-as em igualdade aos homens, embora na esfera familiar  possuam papéis diferentes (e fique claro: não estamos falando de serviços domésticos… isso é assunto para outro momento). No Gênesis, ela é vista como tendo as qualidades divinas da inteligência, sensibilidade, vontade, e governo, por exemplo, porque: Assim Deus criou o ser humano à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou (Gn 1:27 NTLH). Ver a mulher como tendo a imagem do Senhor é uma concepção que contribui para olhá-la com dignidade e amor. Isso tem que estar presente nos púlpitos e nas rodas de conversas dos cristãos.
O Novo Testamento apresenta uma série de destaques a esse olhar de igualdade e valorização feminina. Quando fala do contexto de casamento, o apóstolo Paulo trata a submissão como parceria na família, nunca como menosprezo e indignidade (Ef 5:22-24). Aliás, antes de falar da sujeição da esposa no casamento, o apóstolo nos dá um mandamento: Sujeitem-se uns aos outros no temor de Cristo (Ef 5:21). O equilíbrio nas relações, entre homem e mulher, é ensinado tanto na esfera familiar como na sociedade e na comunidade cristã.
Mas o mais radical e surpreendente é o cuidado com o qual Paulo trata do respeito de maridos para com suas esposas. O tratamento que o esposo dá à mulher é baseado no exemplo de amor de Cristo para com a Igreja. E ainda mostra porque o homem deve dispensar um cuidado tão especial: Porque ninguém jamais odiou o seu próprio corpo. Ao contrário, o alimenta e cuida dele, como também Cristo faz com a igreja (Ef 5:29). Veja que é no ambiente familiar que o apóstolo mais reforça a importância de um tratamento digno, protetivo e não violento à mulher. De certa maneira, podemos tirar deste comportamento conjugal exemplo do tipo de trato que todos os homens, especialmente os cristãos, devem ter para com as mulheres, pois: …não existe diferença entre judeus e não judeus, entre escravos e pessoas livres, entre homens e mulheres: todos vocês são um só por estarem unidos com Cristo Jesus (Gl 3:28 NTLH).
Concretamente falando, homens cristãos não podem olhar para a mulher como a cultura, que a subjuga em posição de inferioridade. Não deve permitir que homens violentos tenham espaços nas relações com elas. Devemos ser combativos, trazendo à tona este tema em rodas de conversas nas nossas igrejas; os números disponíveis pelos governos devem ser divulgados e a denúncia no 180 deve ser uma ação sempre praticada, já quando há quadros de violência verbal, evitando que a violência física seja praticada. Denunciar não é pecado, afinal …a autoridade é ministro de Deus para o seu bem. Mas, se você fizer o mal, então tenha medo, porque não é sem motivo que a autoridade traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar quem pratica o mal (Rm 13:4).
O combate à violência doméstica antes de ser uma pauta feminina e/ou masculina, é uma pauta cristã! Portanto, é coisa de homem sim! Os homens cristãos devem abraçar o debate, combater a violência e dar ao assunto a importância, visibilidade e olhar cristão que ele merece. Na violência doméstica devemos lembrar que o combate vai muito mais além da oração.

6 de dezembro: Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência Contra as Mulheres[1]
 
O Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência Contra as Mulheres é datado anualmente em 6 de dezembro. A campanha, conhecida como “Laço Branco”, busca conscientizar o público masculino para lutar esse combate em relação às mulheres.
A data criada no Brasil para lembrar a importante pauta, é uma alusão ao que ocorreu em 1989, quando homens se mobilizaram para distribuir laços brancos e falar sobre o tema, após o genocida Marc Lepine invadir uma escola politécnica em Montreal, Canadá. Lepine pediu a retirada dos homens da sala de aula, e assassinou 14 mulheres na ocasião. O ocorrido, 6 de dezembro daquele ano, ficou conhecido como o “Massacre de Montreal” e gerou esse marco em todo mundo. Até o dia 25 de dezembro, foi estabelecido pela ONU como o Dia Internacional de Erradicação da Violência contra a Mulher.
No dia 6 de dezembro diversas entidades de governos e sociedade civil, além da distribuição de laços brancos, promovem debates, passeatas, fóruns públicos, conscientização da participação masculina no debate e combate à violência. Homens são chamados em parceria para ajudar nas conquistas femininas.
Andrei Sampaio Soares, Diácono na Igreja Adventista da Promessa em Benguí – Pará,  teólogo e graduando em jornalismo.

Dicas da lição 6 “Ameaças em foco”

Dica um: TABELA “AMEAÇAS ENFRENTADAS PELA IGREJA”
A tabela abaixo registra as ameaças enfrentadas pela igreja local, mencionadas no estudo desta semana. Nela você terá um espaço para que seus alunos marquem o que percebem na igreja local que participam. No último item, seus alunos (as) podem citar alguma ameaça que não listada.
Como fazer? | Entregue a folha no início da aula (introdução), dê alguns minutos para responderem e entregarem ao professor (a). Você pode também, fazer este registro de maneira virtual, enviar à classe pelo WhatsApp, e até, chegar no dia do estudo com o resultado da pesquisa.
Resultado! | Para contabilizar as ameaças mais presentes na igreja local, escolha uma pessoa para ajudar nessa coleta, usando a própria folha da tabela, para saber quais foram as escolhas da classe. Você pode começar a sua aula falando da tabela, e no final da aula, no item aplicativo “Identifiquemos todas as ameaças à unidade do corpo de Cristo!” (p. 54), divulgar os resultados. Peça que a classe pense em ações para mudar essa realidade.
 
Dica dois: Pesquisando conteúdos

  • Na hora da aula ou de maneira prévia, peça que seus alunos pesquisem assuntos relacionados a instituições religiosas, cujo foco está na personalidade de seus líderes. (Ideal para os itens 1 e 5)
  • Outra pesquisa que deve ser feita é a que corresponde ao item 6 “intolerância e discriminação” (ex.: racismo), mostre casos a partir de igreja. Fale para que procurem também, cristãos que lutaram contra preconceitos e abusos, mudando a realidade de muitos lugares durante a História.

 
Dica três: VÍDEO “É errado um cristão entrar na justiça para cobrar os seus direitos?”
            O pr. Augustus Nicodemus trata de assuntos presentes no item 2 “Brigas e litígios entre irmãos”, que trata sobre os processos judiciais entre cristãos. E explica alguns pontos em que os cristãos podem ou não fazer na esfera judiciária.
Acesse o vídeo aqui: https://www.youtube.com/watch?v=nWANQ6dCAjA.
 

Não, eu nunca sofri violência doméstica! Será?

Quando pensamos em violência contra a mulher, é muito comum associarmos somente à violência física, por causa das marcas visíveis que são deixadas nas vítimas. Mas existem outras formas de agressão silenciosas, que também matam mulheres diariamente ao redor do mundo. Geralmente a violência inicia-se de forma sutil e disfarçada e vai sendo incorporada aos poucos no relacionamento, podendo ser facilmente confundidas com ciúmes ou uma forma de proteção do agressor em relação à sua vítima.
Segundo o artigo 7º da Lei nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha), são formas de violência doméstica e familiar contra a mulher: I – a violência física, entendida como qualquer conduta que ofenda sua integridade ou saúde corporal; II – a violência psicológica, entendida como qualquer conduta que lhe cause danos emocional, que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição e qualquer outro meio de controle que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação; III – a violência sexual, entendida como qualquer conduta que a constranja a presenciar, a manter ou a participar de relação sexual não desejada (mesmo que com o cônjuge/ parceiro) ou que limite ou anule o exercício de seus direitos sexuais e reprodutivos. IV – a violência patrimonial, entendida como qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades; V – a violência moral, entendida como qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria.
Estudos apontam que a relação abusiva possui um ciclo de violência e é observado em três fases: primeiramente TENSÃO, comportamento ameaçador, agressões verbais (ofensas, humilhações), destruição de objetos da casa, intimidação e manipulação, por isso é comum nessa fase a mulher se sentir responsável pelas explosões do agressor e procurar justificativas para o comportamento violento. A segunda fase é a AGRESSÃO, comportamento efetivamente descontrolado que leva à concretização de algum ato ainda mais violento. E por fim a fase da LUA DE MEL, posição de arrependimento por parte do agressor, onde ele promete mudar de comportamento e temporariamente torna-se atencioso e carinhoso, levando a vítima a ceder.  A frequente repetição do ciclo leva a mulher à culpabilização, descontrole emocional, prejuízos físicos, relações de desamparo e afastamento social.
Imaginamos o perfil do agressor como um homem visivelmente agressivo em todos os ambientes de convívio, o que é possível, mas não devemos generalizar. Em muitos casos pode ser alguém que a comunidade tem como um homem comum, querido e até mesmo um parceiro honrado e dedicado. Por esta razão, a mulher pode permanecer muito tempo em uma relação violenta e enfrentar dificuldades para procurar ajuda, pois se sente também desprotegida socialmente. Portanto, podemos dizer que a raiz da violência contra a mulher está intimamente ligada a estrutura da sociedade, onde impera a visão de que faz parte de ‘ser mulher’ suportar algumas situações e que homens possuem direitos de controle sobre mulheres, e isso acaba por neutralizar alguns aspectos violentos.  Diante disso, torna-se vital lutarmos pela valorização da mulher, por relações familiares e sociais saudáveis e justas e investirmos em educar todo ser humano, seja ele homem ou mulher para respeitar e preservar uns aos outros.
Mulher, absolutamente nada deve justificar uma agressão! Relações saudáveis elevam pessoas não as destroem, não confunda cuidado com controle. A Palavra de Deus nos ensina que o amor é benigno e respeitoso, não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal, não folga com a injustiça, mas folga com a verdade (1Coríntios 13.4-6).
Se você que lê este artigo se identificou com qualquer das formas de violências citadas, primeiro se sinta acolhida e saiba que você não precisa sofrer calada e sozinha. Busque ajuda! Ou se você conhece alguém nessa situação, não se omita, acolha. Se no seu município existe um desses serviços para atendê-la, você pode procurar apoio e orientação neles: Unidades Básicas de Saúde (UBS), Centros de Referência da Assistência Social (CRAS), Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS) e Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs). Ou Ligue 180, a Central de Atendimento à Mulher é um canal de atendimento telefônico, com foco no acolhimento, na orientação e no encaminhamento para os diversos serviços da Rede de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres em todo o Brasil. O serviço funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive durante os finais de semana e feriados.
 
Jéssica Fernanda Pupo Vermelho, psicóloga especialista em Saúde Mental, casada com Yuri Vermelho e congrega na Igreja Adventista da Promessa do Jardim Urano em São José do Rio Preto-SP.

Dicas da lição 5 “Um só corpo, vários membros”

Dica um: Dinâmica “Quem sou eu?”
(ideal para a introdução)
A ênfase da lição de hoje se dá na diversidade da igreja, comece a lição distribuindo fichas, com anotações previamente preenchidas dos alunos com as seguintes informações e sem a devida identificação do autor:
 

·         COR
·         COMIDA
·         BEBIDA
·         LIVRO PREDILETO
·         ESPORTE/TIME
·         HOBBY
“QUEM SOU EU?”

 
Cada aluno deve receber a ficha e identificar a quem pertence. A ideia da dinâmica é mostrar o quanto conhecemos de quem congrega conosco e participa da comunidade de fé que congregamos. Além disso, você perceberá como as pessoas são diferentes e fazem com que a igreja seja um espaço plural e diverso. Faça um momento de interação onde cada um tenta descobrir de quem se trata e assim, cada um saberá um pouco mais de seu irmão de fé.
 
Dica dois: Música “Preto No Branco – O Leão E A Igreja”
(Ideal para o item 1)
A música “O Leão E A Igreja” da banda cristã Preto no Branco mostra a relação da Igreja com Jesus. Em que como ela expressa a beleza daquilo que Cristo tende a fazer de mais belo na humanidade: um povo diverso, chamado para ser seu. A música tem 4min15s; A partir dos 4min16s até 6min50s, o clipe mostra o pr. Ed René Kivtz falando sobre a diversidade e unidade da Igreja, e o seu Senhor. Após a palavra, o louvor segue até 9min42.
Envie o clipe antecipadamente a sua classe ou exiba na hora do estudo, falando sobre o “ideal da diversidade” criado por Cristo, ao salvar a igreja e a considerar como seu Corpo. Pergunte o que cada aluno acha dessa diversidade presente nela.
 
Acesse o vídeo aqui: https://www.youtube.com/watch?v=9knuvK5YvPg.
 
Dica 3: Mapa mental
(Ideal para o item 2)
Para ajudar na explicação do item 2 “O cultivo da unidade”, preparamos um mapa mental (imagem abaixo) que deve ser enviado a classe e/ou exibido no momento da aula. Nele estão os pontos principais do que fazer para que a unidade verdadeiramente aconteça na igreja.

Conecte-se com a sua história

“Um povo sem memória é um povo sem história.”  Emília Viotti da Costa
O que somos hoje é reflexo do caminho que percorremos. É preciso seguir em frente, mas sem esquecer aquilo que já se passou. Lembre-se de onde você veio. Não importa se sua origem foi humilde e pobre, se você passou por privações, dificuldades e tristezas. Todos temos um passado e temos responsabilidade com ele. Seja grato. A gratidão é o reconhecimento de que para chegar onde você está, você precisou de ajuda. Lembre-se de quem te alimentou, ensinou a andar, a comunicar-se, segurou sua mão para te ajudar a levantar quando, em seus passos inseguros, você caía. Demostre gratidão por quem esteve ao seu lado e lhe educou, ensinou, apoiou, incentivou e motivou. Lembre-se de quem cuidou de você quando você precisou. Lembre-se de suas raízes.
O apóstolo Paulo, em sua segunda carta a Timóteo, advertiu que nos últimos dias sobreviriam tempos difíceis e que os homens se tornariam egoístas, avarentos, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis e inimigos do bem. (2 Tm 3.1-3). Os filhos de Deus não podem se encaixar, de forma alguma, a essa descrição.
A palavra de Deus orienta seus filhos a honrar pai e mãe. (Êx 20.12, Ef 6. 1-3). Honrar é obedecer, amar, cuidar, não importando a idade que tenham ou se foram bons ou maus.
Deus, em sua infinita misericórdia e amor, se preocupou e deixou orientações sobre o cuidado com homens e mulheres idosos. Também fez recomendações sobre o cuidado com as “viúvas” (bisavó, avó e mãe) e com os “da sua própria casa” (Família – pais, irmãos, irmãs). (1 Tm 5. 1-2,4,8). A orientação é para que filhos e netos cuidem primeiramente das mulheres viúvas de sua própria casa. Porém, quando lemos a palavra “primeiramente”, fica implícito no texto a responsabilidade de cuidar também das outras mulheres viúvas. O cuidado com as viúvas não deve ser somente o provimento material (muitas nem precisam), mas também com a provisão espiritual e emocional. Elas passam por momentos de angústias, aflições, sofrimento, tristezas e solidão. É dever do cristão cuidar das viúvas e, além disso, é mandamento de Deus. (1Tm 5.3).
Sobre “cuidar dos da sua própria casa”, é importante observar que muitas pessoas não conseguem, por si só, prover os meios de sobrevivência. Cabe a todos, portanto, o exercício da generosidade.
Cuide daqueles que fizeram e fazem parte da sua história. Valorize seus bisavós (aqueles que ainda os tem vivos), seus avós, seus pais e irmãos. Ame-os. Visite-os. Sente-se para conversar, recordar, ouvir. Não renegue a sua história.
“Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior que o descrente.” 1 Timóteo 5.8
Valdete Moraes da Cunha de Oliveira, casada com o Pastor Moisés Severino de Oliveira, é professora e congrega na Igreja Adventista da Promessa em Prado Velho, Curitiba – Pr.

Enquanto a igreja nos falta, um convite nos surge

E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Rm. 8:28
Pandemia, distanciamento social, templos fechados, cultos online.
Será que Deus tem um propósito para isso tudo? Certamente sim! É tempo de, individualmente, trazermos novo significado à nossa espiritualidade.
Quando a dinâmica da igreja nos é suprimida, nos esforçamos para mostrar a nós mesmos que, ainda assim, somos corpo de Cristo. A igreja reunida tem a função de conduzir seus membros, de modo coletivo, à santidade, à adoração, à aprendizagem, ao crescimento espiritual. Hoje, por meio de lives, de Pequenos Grupos virtuais e de Grupos de Oração nas Redes Sociais, esforçamo-nos para não perdermos a sintonia que tínhamos na igreja, em nossos encontros presenciais, mantendo-nos espiritualmente saudáveis.
Cremos que, em algum momento, estaremos juntos novamente e temos ansiado muito por isso! No entanto, esse é um tempo único, no qual o Espírito Santo nos convida a colocarmo-nos realmente a sós com Deus. O Senhor nos quer de maneira mais profunda e significativa. Ele nos impulsiona agora a ultrapassarmos os limites do visível e a conhecê-lo mais!
Enquanto as atividades da igreja nos davam uma sensação de bem-estar e conforto, com suas músicas e com seu ambiente preparado a receber adoradores, agora a solidão dos pensamentos, as orações aos pés de nossa cama, a adoração em meio às tarefas nos conduz a percebermos Deus mais intimamente e nos provoca a buscarmos ao Senhor de maneira diferente e especial. Agora, na introspecção e na solitude, não há nada que nos confunda. Tudo passa a ser transparente e nítido. Mas, a busca por Deus se intensificou?
Você já pensou que talvez esse seja o propósito em tudo isso? É tempo de abrirmos as portas mais secretas de nosso íntimo e, sem receio, desfrutarmos de experiências com nosso Deus que, provavelmente, no conforto da igreja, não alcançaríamos. É tempo de avançarmos e caminharmos mais com Ele.
A oportunidade nos é dada. Podemos ultrapassar níveis inimagináveis de proximidade com o Senhor; basta um passo priorizando tempo com Deus e sua Palavra.
Há um convite da parte do Espírito Santo que, nesse tempo, ressoa em nossos ouvidos chamando-nos a seus propósitos. Que, enquanto a igreja nos falta, em tempos de distanciamento, aproximemo-nos intensamente do Senhor, respondendo ‘sim’ a seu amoroso convite, com a certeza de que, mesmo depois, quando enfim pudermos ir aos templos cultuar coletivamente, que a intimidade com Deus permaneça em nossas vidas!
Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Isaias 55:6
Por Simone de Macedo Bastos da Silveira
Graduada em Letras e Pedagogia, especialista
em tecnologias interativas aplicadas à Educação (PUC-SP).
Coordenadora Pedagógica
Casada com Álvaro Augusto da Silveira, mãe da
Vanessa e Fernanda. Membro da IAP V. Maria – SP.

Dicas da lição 4 "O modelo do Deus triúno"

Dica um: Dinâmica “Somente Deus!”
(Ideal para introdução)
 
Conforme perguntou certa vez o teólogo Larry Crabb[1] em uma de suas palestras, comece sua aula fazendo seus alunos refletirem com a seguinte colocação:
 
“Imagine a eternidade, antes que houvesse alguma coisa criada. Homens, anjos, quando havia somente Deus. Qual palavra define este tempo, antes de todas as coisas?”. 
 
Colete as respostas de sua classe, anotando cada palavra. E depois, traga a definição da lição na introdução: “…antes que fossem criadas quaisquer criaturas finitas, havia amor e comunhão entre as pessoas da Trindade”, mostrando o completo clima do céu.
 
Dica dois: Vídeo “Eu não entendo a Trindade”
(itens 1 e/ou 2)
 
O fato de você não entender a Trindade, por completo, não faz com que você não possa crer, naquilo revelado pela palavra. Utilize o vídeo do pr. Walter McAlister sobre o assunto, em poucos mais de 6 minutos, ele dá uma panorâmica bíblico-histórico sobre o tema. Envie a seus alunos previamente ou exiba na aula, no melhor momento da lição. Acesse o link aqui: https://www.youtube.com/watch?v=G_4VHlboOQ4.
 
Dica três: “chuva de ideias”
(Ideal para o item aplicativo 2)
 
Utilizando o aplicativo de mensagens WhatsApp, peça que seus alunos falem sobre como podem cooperar com a igreja local. Diga a eles que falem sobre algo que está faltando na comunidade que congregam. Por exemplo, alguma necessidade material de um membro, uma melhoria na celebração, uma ajuda ao pastor. Junte as palavras, envie no grupo da classe ou para os próprios alunos, para lembrar-lhes de fazer a atividade, até o fim da próxima semana ou final da série de lições. Lembre a classe que deve haver cooperação de todos para a realização das tarefas, assim como a Trindade coopera em suas atividades.
 
[1] Conexão: o poder restaurador dos relacionamentos humanos. Tradução: Eduardo Pereira e Pereira. São Paulo: Mundo Cristão, 1999, p. 91-92.

Conectadas com a palavra

“Um dia o sumo sacerdote Hilquias foi ver Safã, o secretário do rei, e disse: ‘Encontrei um livro no templo do Senhor, e esse livro é o livro da lei!’…” II Reis 22:8 NBV-P
No livro de II Reis capítulos 22 e 23 encontramos a história do reinado de Josias. Ele estava reinando há dezoito anos quando resolveu consertar os estragos do templo. Safã, seu secretário, foi até o sacerdote Hilquias e repassou suas orientações. Ao executar tal ordem, o sacerdote encontrou o livro da lei do Senhor.
Como assim? O livro da lei do Senhor estava perdido? Pode parecer estranho, mas é o que está registrado nas sagradas escrituras. E, da mesma forma que aconteceu nessa história durante o reinado de Josias, é possível que muitos de nós tenhamos perdido a palavra de Deus.
Os zeladores de igreja que o digam. Quantas Bíblias são esquecidas nos bancos das igrejas e muitas vezes seus donos nem sentem falta…
Nesse momento muitos podem até dizer, eu não perdi minha Bíblia. Ok, pode ser que você a tenha na sua casa guardada em algum lugar, em alguma gaveta, bolsa, no smartphone, no computador ou até mesmo ela esteja em cima de um móvel aberta no Salmo 91. Mas, será que a palavra do Senhor não está “perdida”?
Se nós temos a Bíblia mas não a lemos, paramos de praticá-la ou ainda não permitimos que ela produza efeito em nossas vidas, então está perdida.
Não adianta termos a palavra de Deus à nossa disposição em todas as versões possíveis se a deixamos pelos cantos e não meditamos em seus ensinamentos.
O Senhor nos convida a nos conectarmos com a sua palavra, de tal modo que ela produza em nossas vidas o efeito que produziu na vida de Josias.
Quando o rei ouviu as palavras do livro, rasgou as suas vestes, abriu seu coração, se humilhou diante do Senhor e tomou a atitude de renovar a sua aliança e do povo com o seu Senhor.
Não deixemos a palavra de Deus esquecida. Precisamos todos os dias desse encontro com a palavra do Senhor. A leitura e a prática dos ensinamentos que esse livro maravilhoso contém irá produzir em nós mudança de comportamento, restauração e renovo.
Débora Hilário Pereira, casada com Dayvison Levy, Congrega na Igreja Adventista da Promessa em Osasco – SP.

Nota de falecimento

Oremos pela família do Pr. Salvador Sebastião Barbosa (MG)

Hoje a IAP perdeu um de seus pioneiros e todos nos solidarizamos com a família do Pr. Salvador Sebastião Barbosa, de Belo Horizonte (MG), Convenção Mineira. Ele foi recolhido pelo Senhor nesta madrugada, aos 90 anos.
Pastor Salvador foi o desbravador da IAP em Minas Gerais. Homem de muita fé, evangelista nato, deixou uma linda história de superação e determinação. Exemplo de servo de Cristo na humildade, servindo à obra de Cristo com todo o coração, sem apego a títulos ou cargos.
Ficou viúvo em 1966, casou-se novamente e nestas duas uniões abençoadas, teve 13 filhos. Oremos por todos eles, especialmente pela esposa, Dsa. Inêz Marly Ferrari, além de noras, genros e netos.
Continuemos orando pelos filhos Ernani, Dênison e Robinson, que estão  internados com Covid-19. A Dsa. Inêz também esteve, mas já está em casa, se recuperando, pela graça de Deus.
A família teve a oportunidade de se reunir para celebrar o último aniversário deste patriarca, quando ele completou 90 anos. Na sua vida, cabem adequadamente as palavras do apóstolo Paulo: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.” (2 Tm 4: 7-8).

Desconectadas, com a cabeça na lua

Há 51 anos o homem pisou pela primeira vez na lua, e desde então a ciência busca no cosmos respostas para diversos enigmas e solução para os problemas aqui da terra. Como a astronomia, o ser humano vive buscando longe de si a conexão consigo mesmo e com o mundo que o cerca.
Numa época dominada pela tecnologia, falar em conexão nos leva automaticamente a pensar na internet, pois ela encurta distâncias, facilita a comunicação, amplia o conhecimento e nos liga a quase tudo o que consideramos importante. Apesar de super conectadas, parece que nunca estivemos tão distantes de nós mesmas e de nossas reais necessidades.
Prova disso é que, às vezes, sabemos muito de moda, de tendências de cabelo e de maquiagem, mas pouco sobre quem somos de verdade. Conhecemos a vida de todo mundo pelas redes sociais, mas quase nada do que se passa dentro de nossas casas. Estamos informadas sobre política, ciência e sociedade, contudo não sabemos como resolver nossos problemas do dia a dia. Desenvolvemos um perfil atraente nas redes, mas não atraímos amizades verdadeiras. Ostentamos nossas aquisições, nossa vida social, entretanto escondemos o vazio que vai em nossa alma. Na busca de respostas sobre a vida procuramos literaturas, cursos, palestras, experiências imersivas¹, ajuda de couchers² e mentores³.
Porém, conexão diz respeito a uma ligação forte e profunda que não pode ser encontrada em nosso ego, numa vida de aparências ou na aprovação dos outros. Somente quando nos afastamos de prioridades vazias e nos aproximamos de Deus, passamos a nos conectar com o que pode dar significado verdadeiro às nossas vidas. Só Ele, que conhece a nossa essência (Jeremias 17:10, Romanos 8:27), é capaz de revelar nossa verdadeira identidade, de filhas de Deus (João 1:12, Gálatas 3:26) e de nos mostrar que valemos muito mais do que aquilo que vestimos, temos ou fazemos (Mateus 10:31, 6:28-30, Lucas 15:8-10). Só Ele consegue nos libertar de nossos desejos egoístas (Fil 2:3, I Cor 10:24, Jeremias 17:9) e nos ensinar o amor verdadeiro (I Coríntios 13: 4-7, I João 4:9-11), mudando nosso jeito de pensar e de agir (Efédios4:22-32). E, o mais importante: revela para nós o propósito de nossa existência (João 3:16, I Pedro 2:9, Romanos 11:36).
Desenvolva uma conexão íntima com Deus e você encontrará respostas para suas perguntas, solução para seus problemas e sentido para sua vida!
 
Romi Campos Schneider de Aquino, mãe do Henrique e do Davi, é psicóloga, auxilia seu marido Luciano no pastorado das Igrejas Adventistas da Promessa de Ana Terra e Monte Castelo, em Colombo -PR e íntegra a equipe do Ministério Vida Pastoral Geral da IAP.
 
Notas:

  1. A experiência imersiva é uma técnica onde as pessoas são convidadas a viver uma experiência intensa em ambiente interativo, que pode consistir numa situação da vida real ou paralela à sua vida quotidiana.
  2. Coach é um facilitador que presta apoio ao coachee através da identificação dos seus valores, da sua visão pessoal e dos seus objetivos, por meio de perguntas, encorajamento, tarefas e desafios.
  3. Mentor é uma pessoa mais experiente ou com mais conhecimento que ajuda a guiar uma pessoa menos experiente ou com menos conhecimento, orientando ideias, ações, projetos e realizações.