A fome e o amendoim

Falta comida e bebida
Falta leite e pão
Falta água potável
Falta roupa e colchão
Falta casa decente
Mas não falta amor
Este teima em vicejar
Pois do pouco ou quase nada
Das vasilhas quase secas
Mãos calosas a me dar
A me deixar sem graça
A me fazer lacrimejar
Pelo pote de amendoim
Torrado e doce
Carregado por uma africana
Deitado em minhas mãos
Um presente especial
Uma graça surreal
Impossível recusar
Tão somente meditar
Que na terra da escassez
O amor triunfa de vez

Pr José Lima

As crianças do buraco

Não tem poltrona
Não tem sofá
Não tem tapete
Não tem cadeira
Não tem banco
Não tem escora
Tem apenas um buraco
Um buraco!
Ali elas ficam horas
Vendo o céu, o sol
Vendo as pessoas a andar
Vendo os carros a passar
Me aproximo respeitosamente
“Olá, tudo bem?”
Silêncio…
Me abaixo, fico ao nível delas
E logo ganho sorrisos tímidos
Presente imerecido!
Ali fico por alguns minutos
E sou recompensado com seus nomes e sussurros
Viro-me e me vou
Feliz da vida
Fui honrado pelas crianças
Crianças assentadas num buraco
Crianças inesquecíveis.

Pr José Lima

Chegada a Nataleia

Nataleia é a comunidade onde está estabelecida a base do Projeto Plantando Esperança, na região de Malema, ao norte de Moçambique.
Chagamos no dia 18/06, às 18h (13h horário de Brasília), e como era de se esperar, com festa. Músicas, danças, sorrisos largos e muita alegria.
Após o pastor Osmar dar uma palavra de gratidão, oramos e seguimos para a Vila de Malema, local de nossa hospedagem e de organização de todas as ações a serem levadas a efeito.

Pr José Lima, segundo secretário geral da IAP

Crianças de Namina

Foi entregue o material escolar para as crianças da IAP em Namina, primeira comunidade promessista entre a cidade de Nampula e a Vila de Malema. (Moçambique)
Tal ato é sempre uma festa espiritual porque a comunidade recebe seus visitantes com louvores espirituais, gratidão e muita alegria a extravasar por meio de sorrisos únicos, especiais e singulares.

Pr José Lima, segundo secretário geral da IAP

Coral Vozes de Júbilo

Culto especial no próximo sábado

No próximo sábado (24/06), a partir das 10 horas, o Coral Vozes de Júbilo (IAP Vila Medeiros, SP) estará realizando um Culto Especial, sob o tema “Momentos – Para Cada Momento Seu, Deus tem a Resposta”. O culto contará com a presença do Pastor Davi Salviano (IAP São Caetano) para uma reflexão especial. Você poderá acompanhar a transmissão ao vivo através do www.portaliapvilamedeiros.org

*Dados do Evento:
Culto Especial – Coral Vozes de Júbilo e Pr. Davi Salviano
Data e Horário: 24/06/2017 a partir das 10:00 horas da Manhã
Endereço da IAP Vila Medeiros: Rua Eurico Sodré, 275 – Vila Medeiros – SP

Thirteen reasons why I can live

Mesmo que você esteja passando por desilusão, desespero, violência e solidão

Oi, é a Hannah. Hannah Baker. Não ajuste seu… seja lá o que estiver usando para ouvir isso. Sou eu, ao vivo e em estéreo. Sem promessa de retorno, sem bis e, dessa vez, sem atender a pedidos. Pegue um lanche. Acomode-se. Porque eu vou contar a história da minha vida. Mais especificamente, por que minha vida terminou. E se você está ouvindo essa fita, você é um dos porquês…”. Essas são algumas das frases mais marcantes da série produzida e exibida pela Netflix, “13 Reasons Why”. Tal série tem sido muito comentada por causa de sua proposta principal: apresentar para os telespectadores os 13 motivos (ou pessoas) que influenciaram Hannah Baker, uma adolescente de 17 anos, a cometer suicídio.
Nossa proposta aqui não é discutir ou dar um veredicto final no sentido de podermos ou não assistir a essa série. Neste artigo, o objetivo é apresentar 13 razões pelas quais cada um de nós pode decidir viver, por mais que estejamos enfrentando a desilusão, o desespero, a violência e a solidão. Você quer conhecer essas 13 razões?
1. Você é amado por Deus.
“Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16). Na Bíblia Sagrada, está escrito que existe alguém que nos ama muito: Deus! O amor de Deus por mim e por você é tão grande, tão intenso e tão profundo que ele enviou Jesus Cristo para morrer numa cruz, para nos dar a paz necessária para vivermos neste mundo tão caótico e também para nos conceder a salvação e a vida eterna.
2. Você é acolhido por Deus.
“Ainda que me abandonem, pai e mãe, o Senhor me acolherá.”
(Salmos 27:10). Mesmo que a solidão, o vazio e a sensação de abandono cheguem ao nosso coração, ainda assim, existe alguém que não nos abandona e que está sempre ao nosso lado. E, esse alguém é o Deus que criou os céus, a terra e criou a cada um de nós. Em momentos de angústia, de desespero, de extrema solidão você pode buscar ao Senhor Deus, pois ele não o desemparará, mas te acolherá com graça e misericórdia.
3. Você tem um propósito de vida
“Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês”, diz o Senhor, “planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro”. (Jeremias 29:11). Quais são os seus planos? O que você deseja fazer ou realizar? Ou ainda: o que fez com que você perdesse a vontade de sonhar e de planejar? Independente do que planejamos (ou deixemos de planejar) para nós, é importante saber que os planos de Deus para cada um de nós são muito mais maravilhosos que os nossos. Dentre esses planos, Deus deseja dar a você paz, perdão e uma razão muito especial pela qual viver: o melhor amigo, o Salvador Jesus Cristo.
4. Você é fortalecido e sustentado em Deus
“Deus é o nosso refúgio e a nossa fortaleza, auxílio sempre presente na adversidade.” (Salmos 46:1). Existem situações em nossas vidas que parecem que vão nos derrotar. São problemas, frustrações, decepções que nos levam a questionar se conseguiremos superá-las e vencê-las. Mas, você pode ter a certeza de que mesmo que “o mundo desabe sobre a sua cabeça”, a partir do momento em que sua vida está nas mãos de Cristo, ele o fortalece, o sustenta e ajuda você a vencer e ultrapassar qualquer desafio, um dia de cada vez. Não há problema, luta, decepção ou dificuldade que Jesus não possa nos ajudar a enfrentar!
5. Você é consolado por Deus
“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Pai das misericórdias e Deus de toda consolação, que nos consola em todas as nossas tribulações,” (2 Coríntios 1:3,4). Deus vê todas as nossas lágrimas, o nosso choro e a nossa tristeza. Não se desespere, pois não há lágrimas que não possam ser enxugadas por Deus e não existem tristezas que ele não possa consolar! Ele é o nosso melhor consolo e nosso grande abrigo.
6. Você é convidado a encontrar descanso em Deus
“Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso”. (Mateus 11: 28). Este convite de Jesus é para você! Você tem se sentido cansado e sem uma perspectiva de vida, ou tem se sentido sobrecarregado com dúvidas, incertezas ou questionamentos? Jesus Cristo convida você a entregar a vida a ele! Certamente, problemas e dificuldades continuarão existindo, mas ao entregarmos nossa vida a Cristo você terá a certeza de que ele lhe dará descanso e refrigério, graça e misericórdia.
7. Deus ouve a sua oração
“Eu clamo pelo Senhor na minha angústia, e ele me responde.” (Salmos 120:1). Nós não temos a garantia que viveremos uma vida que seja um “mar de rosas”. Luto, enfermidades, problemas na escola, faculdade, trabalho ou família podem surgir para cada um de nós. Mas, temos a garantia de que se buscarmos com sinceridade a Deus em oração, ele ouvirá o nosso clamor e nos responderá, conforme a sua vontade soberana. Ao dedicarmos nossa vida a Cristo e o buscarmos de todo o nosso coração, ele ouvirá a nossa oração e atenderá o nosso clamor!
8. Deus cuida de você
“Lancem sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês”. (1 Pedro 5: 7). O que tem causado ansiedade em sua vida? Será aquele sonho desfeito, o projeto que não deu certo, alguém que lhe virou as costas num momento em que mais precisava ou um problema que parece não ter solução? Seja o que for que esteja deixando você ansioso, creia em Cristo e confie nele! A Palavra de Deus garante que Cristo cuida de você, e ele faz isso porque te ama e deseja o melhor para a sua vida. Exercite sua fé e dedique ao Senhor Jesus a sua vida. Apresente a ele o que tem afligido você, o que tem te deixado ansioso e confie que ele fará o melhor por você!
9. Deus concede a você a oportunidade de um recomeço
“Graças ao grande amor do Senhor é que não somos consumidos, pois as suas misericórdias são inesgotáveis. Renovam-se cada manhã; grande é a tua fidelidade!” (Lamentações 3:22,23). Cada dia é um recomeço dado por Deus para cada um de nós. O fato de enfrentarmos todo o tipo de situações não significa que Deus não nos ama! É o amor de Deus por nós que nos ajuda a ultrapassar as dificuldades. É por causa do amor de Deus que temos a oportunidade de recomeçarmos a cada manhã. A cada dia, a cada manhã eu e você podemos vivenciar um relacionamento com Deus e experimentar da sua fidelidade. Você está pronto para um recomeço com o Senhor?
10. Você é perdoado por Deus
“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça.” (1 João 1:9). Todos nós somos pecadores (aceitemos este fato ou não) que precisam desesperadamente da graça de Deus e do seu perdão. Mas, a boa notícia é que não importa o quanto já erramos ou como nossos pecados são graves! Deus, por sua infinita misericórdia, nos perdoa e nos dá uma nova vida através de Jesus Cristo. O que é necessário para recebermos esse perdão? Aproximarmo-nos de Deus, pela fé em Cristo Jesus e entregarmos nossas vidas a ele.
11. Você tem um grande e fiel amigo
“Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido”. (João 15:15). A amizade é um presente de Deus para cada um de nós. Ter um amigo é tão bom! E quando temos aquele melhor amigo, nossa vida fica mais alegre e mais completa. Mesmo que não tenhamos muitos amigos ou que nos sintamos desamparados e solitários, podemos contar com a amizade de alguém muito especial: Jesus Cristo! Ele é fiel e nele a gente pode sempre confiar. Cristo entende os nossos dilemas, nos consola em meio ao choro e se alegra com as nossas vitórias… Permita que ele seja o seu melhor amigo, pois ele é a única pessoa que nunca deixará você sozinho!
12. Você pode encontrar uma fonte de esperança
“Que o Deus da esperança os encha de toda alegria e paz, por sua confiança nele, para que vocês transbordem de esperança, pelo poder do Espírito Santo.” (Romanos 15:13). As decepções, as frustrações e os problemas podem fazer com que nos sintamos inseguros e desesperançados. Mas, existe alguém que enche o nosso coração de esperança. Quem ele é? Esse alguém é Jesus Cristo! A partir do momento em que confiamos nele, o Espírito Santo passa a habitar em nossos corações e nos concede a alegria, a paz e a esperança para vivermos, mesmo que tenhamos que enfrentar momentos difíceis.
13. Em Cristo, você vive uma vida plena e abundante
“(…) eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente”. (João 10:10). Esta é maravilhosa promessa de Cristo para cada um de nós: uma vida abundante. Isso não significa que não teremos problemas, que não passaremos por aflições ou que não desanimaremos diante de algumas situações, mas quer dizer que, ao entregarmos nossa vida a Jesus, ele preencherá o vazio do nosso coração, fortalecerá e sustentará a nossa vida e guiará os nossos passos. Ele encherá os nossos dias com sua misericórdia, sua graça e seu favor. Ele nos concederá paz, perdão e salvação. Estará sempre conosco e nunca nos desamparará ou abandonará!
Gostaríamos de finalizar esta reflexão lembrando que todos nós enfrentamos problemas, lutas e decepções (seja em maior ou menor grau). No entanto, o fato é que, ao buscarmos a Cristo, entregarmos nossa vida a ele e dedicarmos todos os nossos dias ao Salvador, encontramos não somente 13, mas inúmeras razões e motivos pelos quais vivermos!

Dsa. Claudia Duarte congrega na IAP em Votuporanga (SP) e é diretora do Departamento Infantojuvenil Regional da Convenção Noroeste Paulista

Meu Salvador me conhece

Líderes da igreja, aqui está um pensamento para encorajar a sua alma: Porque Cristo é capaz de se compadecer da nossa fraqueza, não precisamos nos autocompadecer! Se você é como eu, qualquer consciência de fraqueza se torna um convite imediato para a minha celebração de autocomiseração. “Venha se unir a Dave, enquanto ele passa mais um dia se compadecendo de si mesmo por não ser Deus!”. Mas por meio dessa passagem Deus fala outra palavra. “Ei, Dave”, ele diz, “vamos transformar um pouco a pena de si mesmo hoje. Lembre-se, eu sou o perfeito sumo sacerdote – compadecer-me de você é o me u trabalho. Eu tenho domínio de toda essa compaixão. Por que você não pensa em como me amar e fruir de mim hoje?”.
Em todas as áreas da vida, o evangelho transforma tudo. Em relação à autopiedade, o evangelho invade minhas tendências de autocomiseração e me lembra que, por causa da morte e ressurreição de Cristo, recebo muito mais compaixão do que eu mereço. O evangelho proclama uma dupla troca. Na cruz, não somente deixo de ter o justo julgamento que meus pecados merecem, mas no lugar da ira de Deus recebo a sua adoção, sua afeição amorosa e sua compaixão por minha fraqueza. Em vez da hostilidade que mereci, recebo compaixão como filho do meu Pai celestial.
Você está se sentindo fraco hoje? Oprimido, talvez, por tentações? Você acabou de imprimir alguns convites para sua própria celebração de autocomiseração? A boa notícia do evangelho inclui um Grande Sumo Sacerdote. Um Salvador com um amor tão imenso que ele vem nos momentos mundanos da nossa fraqueza e tentação e diz: “Eu conheço você, e eu entendo”. Então, no momento certo, ele provê o caminho de escape (1 Coríntios 10.13).
Meu Salvador me conhece. E a partir desse conhecimento perfeito, inclusive de todo o meu DNA, ele anuncia esse convite transformador da vida: “Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hebreus 4.16).
Que bondade e graça do Deus que me conhece. Penso que isso é o que o torna o Sumo Sacerdote perfeito (Hebreus 9.11-12).

Por: Dave Harvey., publicado em www.voltemosaoevangelho.com

Dicas da Lição 13 – “A perceptível presença de Deus”

A perceptível presença de Deus

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Dicas

  • Dinâmica Para introduzir a lição, fale para seus alunos e alunas, lerem a lição e diante do texto que embasa o estudo, Atos 4.23-31, façam vídeos curtos, relatando sinais que já viram na comunidade local e em igrejas sérias, que a semelhança do que acontecia na igreja primitiva, mostram que Deus está presente e a igreja sensível. Você pode exibi-los durante a introdução durante a aula na classe. Se não tiver Datashow, compartilhe no WhatsApp dos alunos e alunas de sua turma, e peça pra assistirem na aula ou antes dela.
  • Vídeo: Para o item 2 “A oração”, exiba o vídeo, “Poder da Oração (Avivamento na Bíblia e na História) – Russell Shedd”, deste link: https://www.youtube.com/watch?v=DNLA844pRqw, que trata de mostrar a importância da oração no avivamento.

 

Comentários Adicionais

  1. A oração poderosa:
    “A igreja é o povo que busca a Deus em oração nas horas de dificuldades. A oração é a arma de guerra. Quando nos curvamos diante de Deus, levantamo-nos diante dos homens. Quando colocamos nossos olhos em Deus, perdemos o medo da ameaça dos homens.” (LOPES, Hernandes Dias. 2Coríntios: o triunfo de um homem de Deus diante das dificuldades. São Paulo: Hagnos, 2008, p.103).
  2. Resposta à oração:
    “Em resposta a oração sincera e unânime: 1) tremeu o lugar e, segundo comentou Crisóstomo, ‘aquilo os tornou inabaláveis’; 2) todos ficaram cheios do Espírito Santo; e 3) em resposta ao seu pedido específico (v.29) [At 4], anunciaram a palavra de Deus, com intrepidez (v.31).” (STOTT, John R. W. A mensagem de Atos: até os confins da terra. Tradução de Markus André Hediger e Lucy Yamakami. São Paulo: ABU, 1994, p.110).
  3. Aprovação divina:
    “Por semelhante modo, Deus demonstrou sua aprovação divina aos apóstolos fazendo tremer a casa onde se encontravam, e aparentemente usou um terremoto para conseguir esse efeito. Deus deu um sinal aos apóstolos de que assim como sacudiu a casa com um terremoto, assim também faria o mundo tremer com o evangelho de Cristo.” (Kistemaker, Simon. Comentário do Novo Testamento: Atos. Tradução: Ézia Mullins e Neuza Batista da Silva. São Paulo: Cultura Cristã, 2006, pp.232).
  4. Pregadores corajosos:
    “A expressão com intrepidez se torna significativa e descreve adequadamente o falar dos apóstolos e seus ajudantes. Eles são proclamadores ‘da palavra de Deus’, que no contexto de Atos é sinônimo do evangelho de Jesus Cristo. Lucas fornece um lampejo dessa intrepidez quando escreve em passagem subsequente: ‘E todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar e pregar as boas-novas de que Jesus é o Cristo.” (Idem).
  5. Poder para pregar:
    “Não pediram proteção, pediram poder. Não pediram fogo do céu para destruir os inimigos (ver Lc 9:51-56), pediram poder do céu para pregar a Palavra e curar os enfermos (ver Mt 5:10-12, 43-48). Seu grande desejo era ousadia diante da oposição (ver At 4.17). A ênfase é sobre a mão de Deus operando na vida da Igreja (At 4:28, 30), não sobre a mão humana trabalhando para Deus.” (WIERSBE, Warren. W. Comentário bíblico expositivo: Novo Testamento. Vol. 1. Tradução: Susana E. Klassen. Santo André: Geográfica editora, 2006, p.542).

Fraco diz respeito a mim

Jesus conhece tudo o que passamos

Há pouco tempo, eu estava saindo do Starbucks e tentei desbloquear meu carro através da minha sofisticada chave eletrônica. Nada aconteceu. Minha mente imediatamente ficou escura, instintivamente irritada sobre o dia desperdiçado diante mim se eu precisasse de uma bateria nova para a minha chave (essas coisas ainda têm baterias?), uma bateria nova para o meu carro (ele tem uma bateria nova!), ou se algum outro reparo inesperado fosse necessário (eu odeio carros!). Enquanto eu estava emocionalmente afundando sobre as horas perdidas para um dia ainda não iniciado, observei outro carro no estacionamento que parecia exatamente com o meu. Na verdade, era o meu. É um mau sinal quando um homem começa seu dia percebendo que a sua chave está bem, é o seu cérebro que está com defeito.
Eu sou fraco, e todos os dias há mais indícios.
A fraqueza descreve aqueles lugares na vida em que somos lembrados de que não somos conquistadores do reino exercendo onisciência, onipotência e completa competência à vontade. Nem mesmo perto disso! Somos os fabulosamente caídos e frágeis que esquecem os horários das reuniões, destroem nossos carros e deixam as portas abertas para chamar todos os tipos de bichos e insetos para se tornarem ocupantes de nossa casa. Você sabe do que estou falando. Somos os dorminhocos, os esquecidos das contas, as pessoas que dizem “oh Senhor, que cheiro é esse?”. Nós somos fracos.
E no caso de você estar se perguntando, isso não é sobre o pecado. Certamente, todo pecado revela fraqueza, mas nem toda fraqueza é pecado.
Fraco implica em compaixão
Para os líderes que possuem esse selo de fraqueza, essa passagem oferece uma mensagem arrebatadora. Jesus nos conhece. Eu não estou falando de um tipo de desinteresse, em que Jesus escuta bem, mas em verdade está desconectado das frustrações reais que enfrentamos. Jesus não é um fariseu, virando os olhos quando falhamos, nos tolerando externamente, mas insultando interiormente a nossa fraqueza. Não, Jesus realmente se compadece de nós onde somos fracos. Como um sumo sacerdote amoroso, ele é empático naquelas áreas onde sofremos deficiências ou defeitos.
Mas isso não é tudo. Jesus não se simpatiza como um estranho. Ele não é aquele que leu um livro sobre fraqueza, ou rapidamente pesquisou no Google para se familiarizar. Não senhor, o Salvador o conhece em um nível experiencial. Como nosso perfeito sumo sacerdote, Jesus “foi tentado em todas as coisas, à nossa semelhança”.
Pastores, diminuam o ritmo um pouco mais, e apenas pensem sobre isso: “foi tentado em todas as coisas, à nossa semelhança”. Foi uma semana ruim para você na luta contra a luxúria? Jesus entende. Ele conhece a tentação. Você está lutando com pensamentos amargurados sobre algum modo pelo qual foi maltratado? Jesus entende. Ele foi realmente atingido por pessoas e lutou contra essas mesmas tentações. Está temeroso sobre uma questão da igreja? Aflito pelas finanças? Sentindo-se esquecido? Jesus conhece tudo isso. Está tentado a jogar a toalha, a desistir do seu rebanho? Está tentado a dizer que você não foi feito para isso? Jesus o en tende também. Ele entende a batalha porque ele foi para a guerra. Sobre as tentações de Cristo, Raymond Brown disse: “Ninguém na Terra, antes ou depois, jamais foi trazido a tal desolação espiritual e angústia humana. Por essa razão, ele pode nos ajudar em nossos momentos de tentação. Ele está ciente das nossas necessidades porque ele experimentou plenamente as pressões e provações da vida neste mundo mau”.
Lembre-se sempre: Jesus sabe como um mundo caído o afeta, como as tentações competem pela supremacia em sua alma. Jesus conhece a vergonha, o sentimento desmoralizador que acompanha o conflito entre o que você sente e quem você é chamado para ser. Jesus entende, e ele simpatiza com você.

Por: Dave Harvey. – publicado originalmente em www.voltemosaoevangelho.com.

Pastor, Deus te conhece

Ele é capaz de se compadecer da sua fraqueza

Recentemente, eu tive a honra de pregar em nosso culto de Sexta-feira Santa. Durante a mensagem, fiz uma referência rápida a uma passagem de Hebreus que pareceu ressoar profundamente para algumas pessoas da igreja. Foi um daqueles momentos imprevisíveis, quando um versículo da Bíblia atravessa o caos da agitação e aciona os freios para que possamos nos aquietar e ouvir.
Em Hebreus 4.15, o autor escreve: “Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado”. O sumo sacerdote que temos é Jesus Cristo, que desceu do céu para se tornar o sacrifício e o mediador para o seu povo. Mas aqui aprendemos que essa notável função traz uma característica muito incomum, particularmente para aqueles que assumem que “sumo sacerdote” significa rigidamente religioso, gigantescamente julgador ou perigosamente desconectado da vida real.
Jesus, nosso Sumo Sacerdote, é capaz de se compadecer da nossa fraqueza.
Não se apresse em deixar essa afirmação. Ela nos convida a fazer uma pausa e meditar, como uma brisa suave e perfumada adentra a varanda em um dia de primavera. Ela nos diz algo sobre nós mesmos; uma realidade obscura que pode ser penoso de ver e difícil de admitir. Jesus assume que somos fracos.
Se você é um pastor, você é fraco.
Pense sobre esse fato. Isso se refere a você, a mim e a todo ser vivo que possui uma alma. Somos débeis peregrinos em um mundo caído, frágil, tênue e imperfeito. Todos nós. Esse versículo não está se dirigindo a algum subconjunto específico de seres humanos que têm a desgraça de serem falhos. Se você respira, você é fraco. Mais especificamente, se você é um pastor, você é fraco. Essa não é uma questão de saber se é verdade; a questão é se você é ciente ou ignorante sobre isso.

Dave Harvey é pastor na ConvenantFellowshipChurch, Pennsylvania (EUA), que faz parte da família de igrejas do ministério Sovereign Grace. Dave Harvey é um dos líderes desse ministério, cujo objetivo é estabelecer e apoiar igrejas. Dave também dirige o envolvimento do Sovereign Grace na Europa, África e Ásia. Publicado originalmente em www.voltemosaoevangelho.com/blog

Dicas da Lição 12 – “E se o remédio não for tomado?”

E se o remédio não for tomado?

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Dicas

  • Dinâmica Levar alguns remédios para sala de aula, e perguntar aos alunos (as), se conhecem o nome do remédio e para que doença ele é eficaz. Perguntar se sabem qual são as doses a serem ingeridas e a frequência. Fazer as seguintes perguntas:
    O que acontece quando não é dado o remédio?
    O que acontece quando não é aplicada a doses certa?
    O que é preciso saber para medicar alguém?

    Obs.: Você poderá pedir para que alguns alunos ou alunas, que desejarem e que tomam remédios com frequência, levem no dia da aula os medicamentos, para falarem sobre a importância de seguirem a receita médica.
  • Dinâmica 2: Pegue uma caixa de medicamento vazia.
    Numa folha de papel escreva os seguintes nomes: perdão, serviço, nova aliança, desânimo, reconciliação, santidade, generosidade, valorização pastoral, ingenuidade e espinho na carne. Recorte-os e os coloque dentro da caixa.
    Passe à classe, que deve ir tirando os papeis, mostrando que eram essas as “pílulas” que os coríntios deveriam tomar para serem igreja sadia novamente. Mostre que a lição desta semana trata disso.
  • Vídeo: Para o item 5 “a busca da mutualidade”, mostre o vídeo sobre “Mutualidade – Mandamentos Recíprocos”. Explicando após a exibição, os textos citados no trecho em estudo na lição. Veja o vídeo aqui: https://www.youtube.com/watch?v=EuT3yOg6T3g.

 

Comentários Adicionais

  1. Sexualidade deturpada:
    “Paulo temia encontrar muitos crentes ainda prisioneiros dos mesmos pecados e aberrações sexuais que caracterizam sua vida pagã. Impureza, prostituição e lascívia são termos progressivos que revelam uma completa decadência moral.” (LOPES, Hernandes Dias. 2Coríntios: o triunfo de um homem de Deus diante das dificuldades. São Paulo: Hagnos, 2008, p.278).
  2. O propósito de crescer:
    “O crente não pode ficar estagnado. Ele precisa ser santificado na verdade. Sua vida precisa ser transformada de glória em glória na imagem de Cristo. Para alcançar esse propósito, os coríntios precisariam abandonar os ensinos errados dos falsos apóstolos, acertarem seus relacionamentos uns com os outros ([2Co] 12.20). E romperam com as práticas imorais (12.21).” (Ibidem, p.291).
  3. O beijo santo:
    “Saudar um ao outro com beijo santo, prática radicada na cultura judaica, era e ainda é costumeiro e esperado (Rm 16.16; 1Co 16.20; 1Ts 5.26; 1Pe 5.14). Um toque de leve dos lábios face a face, comum em muitas sociedades do Oriente Médio e outros lugares, era prática padrão na Igreja Primitiva. O beijo não era no sentido erótico, pois os escritores das epístolas chamavam de santa essa prática.” (KISTEMAKER, Simon. 2 Coríntios. Tradução: Helen Hope Gordon da Silva. São Paulo: Cultura Cristã, 2004, p.639).
  4. A Trindade:
    “A ordem das pessoas da Divindade – Filho, Pai e Espírito Santo, – ao contrário da ordem mais usual de Pai, Filho e Espírito Santo, talvez se deva um pouco à enorme ênfase no autossacrifício e no rebaixamento pessoal presentes nesses capítulos (cf. 8.9), uma vez que essas virtudes foram tão magnificamente manifestadas por Cristo. A graça mostrada por Cristo expulsa nosso ciúmes e sectarismo; e a comunhão com o Espírito Santo cria entre nós transforma em algo a mesquinha arrogância de mentes focadas em si mesmas.” (CARSON, D. A. Um modelo de maturidade cristã. Tradução: Marcia B. Medeiros; Vanderson Moura da Silva; Marcos Vasconcelos. São Paulo: Vida Nova, 2017, p.189).
  5. Comunhão:
    “A palavra comunhão é a tradução de koinonia, que significa essencialmente pode ser interpretada como sendo nossa participação do Espírito Santo; nesse caso, Espírito Santo é a Pessoa da qual os cristãos participam (…). Pode-se também entender que essa expressão significa comunhão criada pelo Espírito Santo (…).” (KRUSE, Colin. 2 Coríntios: introdução e comentário. Tradução de Oswaldo Ramos. São Paulo: Vida Nova, pp.239).

Porto desejado

O mar pode estar revolto, as ondas amedrontadoras, mas Deus sempre nos conduz a salvo

Os que descem ao mar em navios, mercando nas grandes águas.
Esses vêem as obras do Senhor, e as suas maravilhas no profundo.
Pois ele manda, e se levanta o vento tempestuoso que eleva as suas ondas.
Sobem aos céus; descem aos abismos, e a sua alma se derrete em angústias.
Andam e cambaleiam como ébrios, e perderam todo o tino.
Então clamam ao Senhor na sua angústia; e ele os livra das suas dificuldades.
Faz cessar a tormenta, e acalmam-se as suas ondas.
Então se alegram, porque se aquietaram; assim os leva ao seu porto desejado.” (Sl 107.23-30)
Nosso ministério pode ser comparado a uma viagem de navio. Um dia deixamos a praia e fomos lentamente adentrando ao mar e quando demos conta, estávamos em alto mar. Aceitamos Cristo como nosso Salvador, fomos batizados, despertamos para as atividades ministeriais e chegamos ao pastorado.
Na viagem podemos contemplar a grandeza de Deus –Os que descem ao mar em navios, mercando nas grandes águas. Esses vêem as obras do Senhor…”. Num simples sermão, numa decisão inesperada de alguém por Cristo, nos irmãos descendo às aguas batismais, numa apresentação de bebê, num batismo no Espírito Santo por Jesus, numa oração respondida, numa cura divina, num milagre… Estas são as águas profundas da graça, do amor, do perdão, da salvação e da bondade do Senhor.
Na viagem descobrimos a soberania de Deus –Pois ele manda, e se levanta o vento tempestuoso que eleva as suas ondas. Sobem aos céus; descem aos abismos…” Deus é soberano, nada acontece sem a permissão dele. Uma incompreensão, uma palavra injusta, uma cobrança, alguém que abandonou a fé, uma provação além da capacidade e do discernimento, uma igreja que não cresce… São verdadeiras tempestades físicas, emocionais e espirituais. Mas não podemos esquecer: O Eterno está no controle. Ele reina sobre cada molécula de água.
Na viagem descobrimos que Deus permite as tempestades para que olhemos para Ele –e a sua alma se derrete em angústias. Andam e cambaleiam como ébrios, e perderam todo o tino. Então clamam ao Senhor na sua angústia…” Na hora das grandes ondas, empregamos toda a nossa energia para vencê-las. Mas depois percebemos que somos pequenos diante do mar enfurecido. Então olhamos para cima e apesar de visualizarmos as nuvens negras, o nosso coração cheio de fé busca quem possui o trono acima delas. A tormenta é colocada em suas mãos. Então chega a hora de a Majestade agir, pois demos permissão através da oração.
Na viagem experimentamos a misericórdia divina –…e ele os livra das suas dificuldades. Faz cessar a tormenta, e acalmam-se as suas ondas. Então se alegram, porque se aquietaram…” Sem mérito, fomos salvos pelo sacrifício expiatório de Cristo, sem mérito fomos chamados, sem mérito experimentamos os livramentos. Sim, sem mérito as ondas se acalmam porque Deus, o Pai, por meio da cruz de Cristo, agradou-se de nós. A provação termina e esta bendita misericórdia vem cheia de alegria e paz: “Então se alegram, porque se aquietaram”.
Cada experiência da viagem nos traz a certeza da vitória –assim os leva ao seu porto desejado”. Que benção, Deus nos conduzirá à vitória eterna! Um dia terminaremos nossa “viagem”. O porto desejado nos saúda. Os vencedores do passado também estarão lá.
Vá firme “marinheiro”, ice bem alto as velas e navegue pela fé, porque o comandante do seu barco é o Senhor.

Pastor Elias Alves Ferreira é responsável pela IAP em Jales (SP) e integra a equipe do Departamento Ministerial – Convenção Geral.

Resistente às intempéries

O alicerce que você escolhe determina tudo

“E desceu a chuva, correram as torrentes, sopraram os ventos, e bateram com ímpeto contra aquela casa; contudo não caiu, porque estava fundada sobre a rocha.” (Mt 7:25)
Você já teve a experiência de construir a sua própria casa? Ou já viu alguém da sua família fazê-lo?
Ver o terreno, o barro, a areia, o ferro, o cimento; assistir o alicerce ser forjado, as paredes levantadas, o teto erguido. Tudo feito com cuidado para que o prédio aguente as intempéries da vida.
“Construir uma casa” é como “construir a salvação”. Dependendo do material que você usar, se verá se a casa espiritual estará segura na hora em que soprarem os ventos contrários.
Jesus é realista ao dizer que se a casa estiver alicerça da rocha, na hora da forte torrente ela permanece; mas se ela estiver fundada na areia, cai feio na hora da tempestade.
Atenção: o problema não está nos ventos e aguaceiros, mas no fundamento do prédio!
Sua vida está alicerçada nos seus pensamentos, vontades, desejos ou nas palavras de Jesus? Seus planos de vida são frutos da influência do mundo ou da proposta de vida de Jesus?
Dependendo da resposta, a sua vida estará em pé ou no chão.

Pr. José Lima, segundo secretário geral da IAP