Jesus é o centro

O trabalho não pode comprometer nosso relacionamento com Deus e com a família
 
No dia 1 de maio comemora-se o Dia do Trabalho. Neste ano, temos observado vários debates e reflexões que dizem respeito a uma série de mudanças no que se refere ao trabalho. Aproveitando essa data, estaremos refletindo sobre algumas orientações bíblicas. Para isso, podemos considerar a seguinte questão: qual é a forma correta de encararmos o trabalho? As respostas são as mais variadas: para alguns, é um mal necessário. Para outros, o trabalho é tão importante que está num grau de prioridade maior na vida daquela uma pessoa. Essas pessoas acreditam que para vencerem um mercado de trabalho cada vez mais consumista e competitivo, precisam colocar sua vida profissional acima de sua família e de sua própria saúde. Ainda para outros, o trabalho é apenas um meio de trazer subsistência para a família. E para você, o que o trabalho representa?
Conforme a Palavra de Deus, para termos uma visão correta a respeito do trabalho, é fundamental que o encaremos de forma equilibrada. Ou seja, sem cometer excessos tanto de um lado quanto do outro. Somos incentivados pelas Escrituras a sermos trabalhadores e a não nos deixarmos dominar pela preguiça (Pv 6: 6-11). No entanto, também somos orientados a não trabalharmos em excesso. Muito pelo contrário, em meio a uma rotina exaustiva e cansativa de trabalho, é muito importante que descansemos, renovemos as nossas forças e aprofundemos o nosso vínculo com o Senhor, além de estarmos junto da nossa família (Ec 4: 6; Ex 20: 10). Sendo assim, o nosso envolvimento com a vida profissional não deve ser tão grande a ponto de descuidarmos de nosso relacionamento com Deus, com nossa família ou ainda a ponto de prejudicarmos nossa saúde. Certamente, a vontade de Deus no que se refere ao nosso trabalho não é que trabalhemos exaustivamente até a morte!
Além disso, um dos aspectos mais importantes a respeito do trabalho é que lá, no local em que exerço minha vida profissional, eu também posso e devo cumprir a minha missão como servo e discípulo de Cristo. Missão de compartilhar a respeito do amor de Deus, de sua misericórdia, de sua graça e da transformação que ele deseja realizar na vida de todos aqueles que firmam sua fé em Jesus. É no trabalho que temos a oportunidade de compartilharmos sobre o grande amor de Cristo através de nossas vidas. Certamente, em nosso ambiente de trabalho conhecemos várias pessoas que necessitam da salvação que somente Jesus pode dar. E temos o privilégio de abençoar a vida de todos os que trabalham conosco.De forma semelhante, não podemos esquecer que no lugar em que batalhamos pelo pão de cada dia também temos a oportunidade de glorificarmos a Deus e de cumprirmos a sua vontade.
Concluindo, a proposta do Senhor para nós é que exerçamos nossa vida profissional considerando os princípios bíblicos para o trabalho e reconhecendo que somos chamados por Deus para proclamarmos, no ambiente profissional, as virtudes daquele que nos tirou das trevas para a sua maravilhosa luz!
 
Dsa. Claudia Duarte congrega na IAP em Votuporanga (SP) e é diretora do Departamento Infantojuvenil Regional
 
 

Deixando a "Ilha de Caras"

A mulher de Ló amava mais as coisas do que a Deus

Lembrai-vos da mulher de Ló.” (Lc 17:32)
Irmãs, imaginem aquele vestido caro, aquele sapato alto; pensem naquele batom especial, naqueles cosméticos diferenciados. Aquela bolsa dos sonhos? A casa espaçosa, confortável e bem acabada? Aquele guarda-roupa variado? Morando num lugar seguro e bonito? Aquele chá da tarde com as amigas, e depois passar no shopping com o cartão de crédito ilimitado?
Se você tivesse tudo isso e muito mais, além de uma família maravilhosa que se desloca em viagens periódicas aos lugares mais encantadores, como se sentiria?
Mas, de repente, de uma hora para a outra, inesperadamente, toda essa encantadora vida vai ruir. O marido comunica a família que terão que deixar tudo para trás, porque todo aquele ambiente onde a ostentação foi estabelecida vai ser destruído. O pecado contaminou todas as áreas da sociedade e Deus não pode mais suportar.
Ló, sua esposa e filhos têm que sair depressa, correndo, porque o fogo destruidor se aproxima daquele paraíso do consumo.
A família de Ló dá trabalho para os anjos de Deus; não querem deixar aquela “ilha de Caras”. Ela, a mulher de Ló, não tem tempo para pegar nada no closet.
Quando o fogo atingiu Sodoma e Gomorra, ela corria trôpega e de má vontade, e ao sentir o cheiro de queimado de suas joias, perfumes, cosméticos, sapatos e roupas de marca, quis ver pra crer: olhou pra trás e foi transformada numa estátua de sal. Pensou que o aviso de Deus era um blefe. Seu coração estava lá, naquele closet. Ela amava mais as coisas do que a Deus.
Milênios depois, a voz de Jesus ecoou essa cena dramática: “Lembrai-vos da mulher de Ló.”
Ore e peça a Deus pra nunca esquecer dessa intrigante mulher.

Pr. José Lima Farias Filho, segundo secretário geral da IAP

Intervenção divina

Pequena Helena não tem câncer

A família da pequena Helena, da IAP em Presidente Epitácio (SP), está radiante e grata ao Senhor!. A possibilidade de câncer na medula, que havia sido confirmada na semana passada, foi descartada pelos médicos, através de novos exames nesta semana. Deus seja louvado! Ela será submetida a fisioterapia, pois ainda apresenta certa dificuldade para andar, mas já podemos ser gratos ao Senhor por tê-la livrado de um diagnóstico bem mais grave.

A espada do Espírito

A única peça da armadura usada para duas finalidades: defesa e ataque

… e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus.” – Ef6.18
Não podemos descuidar, porque quando menos esperamos, nos encontramos no meio de uma batalha. Mas ainda bem que há possibilidade de vitória através de uma arma maravilhosa que está à nossa disposição, a espada do Espírito. Mas não nos esqueçamos:
Ela é do Espírito. Foi o Espírito Santo que a inspirou – 2 Pe 1.21. Portanto, é Ele quem dá a iluminação certa no momento de necessidade, tanto para o ministrante como para o ministrado.
Jesus deixou o maior exemplo de como utilizá-la por ocasião da tentação no deserto – Mt 4.1-11. Com ela o Senhor venceu todas as artimanhas malignas de Satanás. Através da Palavra podemos também vencer os ardis malignos.
Esta espada é espiritual e não carnal. Pedro usou uma espada carnal quando Jesus foi preso no Getsêmani e causou ferida em Malco – Jo 18.10. Porém, no dia de Pentecostes, usou a espada espiritual num memorável sermão e quase três mil pessoas tiveram um encontro com Cristo – At 2.41. Então o contraste é grande: arma material ou carnal fere e mata, enquanto a espiritual, que é a inerrante Palavra de Deus, sob a direção do Espírito Santo, cura as feridas, convence as pessoas do engano e traz a vida que continua para sempre.
A espada era a única peça da armadura usada para as duas finalidades: defesa e ataque. Com ela defendemos nossa posição de fé, dissipamos dúvidas e avançamos, invadindo o reino do mal, conquistando almas para o Senhor. O texto de Hebreus 4.12 fala também deste símbolo da Bíblia Sagrada: “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração”.

Pr. Elias Alves Ferreira é responsável pela IAP em Jales (SP) e integra a equipe do Departamento Ministerial – Convenção Geral

E agora, José?

Aguarde, em silêncio, a salvação do Senhor

Graças ao seu Deus, nos últimos tempos, a sua vida vinha dando certo em tudo. Mas desde que a mulher do outro, que não segurou a onda da atração sexual por você, armou feio para o seu lado, a sua vida virou um drama de novo (Gn 39:17). Diante disso, a sua festa acabou, a sua luz apagou, o seu povo sumiu, a sua noite esfriou, como diria o poeta das Minas Gerais. E agora, José?
Agora, fique calado!
Você sabe que “há hora de falar e hora de calar” (Ec 3:7). A hora agora pede que você se cale. Ele está muito irado com o que ouviu da mulher dele (Gn 39:19). E uma fala sua pode agravar muito as coisas para o seu lado. Melhor preso do que morto, José. Lembre-se, José, de que “bom é aguardar em silêncio a salvação do Senhor” (Lm 3:26). Diga para a sua alma: “Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa” (Sl 62:5).
Agora, aceite trabalho!
Nada de ficar à toa vendo a banda passar. Aceite a função que lhe derem para ajudar a cuidar dos presos (Gn 39:22). E faça tudo o que se deve fazer. E Deus vai abençoar tudo o que fizer. A pior coisa que você pode fazer é não fazer nada. Se optar por viver assim a sua mente vai perder a saúde. Você vai surtar. Você vai pirar. Não seja, portanto, inerte. Mãos à obra!
Agora, seja solidário
A sua aflição é enorme. A sua cara não nega. Mas, por favor, não se ocupe apenas da sua aflição. Nada de achar que a sua dor de alma é a maior e única dor que há. Não é mesmo, José. Tem um monte de gente doída ao seu redor (Gn 40:6). Basta olhar para os seus rostos. Estão tristes, aflitos, tensos. Vamos, José, faça alguma coisa para ajudá-los. Use o dom que Deus lhe deu para o bem deles (Gn 40:8).
Agora, saiba esperar!
Não fique bravo porque as coisas não ocorrem no seu tempo. Deixe o tempo rolar. Alguém não se lembrou de você (Gn 40:23)? Deus se lembra sempre. Acaso pode um mãe não se lembrar do filho que ainda mama? Pois ainda que isso ocorra, Deus nunca vai deixar de se lembrar de você. Nunca, José! (Is 49:15). Aguarde, com paciência o desenrolar da história! A sua hora vai chegar (Gn 41:41). Chega para todo mundo.

Pr. Genilson Soares da Silva é responsável pela IAP em Vila Camargo (Curitiba – PR).

Jonas e o grande peixe

Será que precisamos de uma “Baleia Azul” para acordar?

Hipoteticamente, imagine um jovem que já não recebe mais o carinho do pai e da mãe. É um rapaz que já não acredita mais em seus amigos, pois eles o abandonam e só o buscam quando precisam. Esse jovem não recebe apoio na igreja que frequenta. Porém, no meio de uma crise existencial gigantesca e, mergulhado numa situação como esta, surge uma suposta solução. Aparece algo que, aparentemente, pode suprir este vazio: neste mar de decepções e desilusão, desponta uma “baleia azul”.
Tenho certeza que, nas últimas semanas, você ouviu falar muito nesta “baleia azul”. Este jogo surgiu na Rússia e tem levado pessoas ao suicídio, sobretudo jovens e adolescentes. A proposta é que os jogadores cumpram 50 desafios, sendo que o último deles é cometer o suicídio. De acordo com a imprensa, já houve vários casos de vítimas do jogo, aqui no Brasil.
Quando li a respeito deste jogo fiquei pensando numa história muito famosa da Bíblia Sagrada. Após ser chamado por Deus para ir pregar em Nínive, Jonas tenta fugir da presença de Deus e pega um navio sentido à cidade de Társis. Mas no meio do caminho, uma grande tempestade sobrevém sobre a embarcação e os tripulantes ficam com medo. Diante disso, eles começam a se questionar porque uma grande tempestade estava os afligindo até que Jonas lhes conta que estava fugindo de Deus. Ao saberem disso, lançam Jonas no mar.
Ao ser jogado no mar, Deus envia um grande peixe que engole Jonas e o leva até a cidade de Nínive. Não sabemos ao certo se este grande peixe era realmente uma baleia, pois a Bíblia diz apenas sobre um peixe muito grande. Contudo, o fato é que Jonas, dentro da baleia, se deparou com um grande desafio. Agora ele repensa sobre tudo o que havia feito, sobre sua rebeldia perante Deus. Mas acima de tudo, este encontro com o grande peixe o fez perceber o quanto estava longe de Deus.
Diante disso, penso que estes jovens, que estão jogando “Baleia Azul” estão tentando, de alguma forma, fugir de suas realidades, fugir de suas famílias que não lhes dá atenção, dos seus círculos de amizades que não os acolhem. Ou talvez estejam fugindo de si mesmos, pois não conseguem enxergar Deus. Qual o nosso papel como cristãos, à vista disso? Nossa função é mostrar Jesus a essas pessoas.
Enquanto vemos nossos jovens morrendo “na boca” da “Baleia Azul”, podíamos estar mostrando Jesus, o único capaz de trazer sentido pra vida. De acordo com pesquisas, os jovens têm perdido a fé de uma maneira assustadora, e na busca de algo que lhes dê sentido e satisfação, esta juventude se entrega a tudo que este mundo oferece. No entanto, após perceberem que nada disso faz sentido, então eles se recolhem.
Recolhem-se em seus quartos escuros, como se fosse um cais em frente a um mar de solidão e desespero. E ali lançam suas vidas ao mar para serem abocanhados pelas “baleias azuis”. Basta um clique na tela do celular para que eles sejam apanhados e tenham suas vidas completamente falidas. Basta um descuido por parte dos jovens, uma falta de atenção por parte dos pais. É apenas isso que basta para que esta juventude tenha sua vida interrompida.
Jonas teve de se deparar com um grande peixe, para que um filme passasse em sua mente e ele então percebesse o quão longe estava de Deus. Será que precisamos esperar que nossos filhos, irmãos ou amigos se deparem com a “Baleia Azul” para perceber isso? Claro que não. Hoje, em momento oportuno ou não, falemos de Deus para os nossos jovens.
Fico triste ao ver dentro de muitas igrejas jovens distantes de Deus. Eles frequentam os cultos, cantam e tocam no grupo de louvor, mas seus corações estão longe, muito longe de Deus.
Se você é jovem, fale de Cristo nos seus círculos de amizade. Deus pode usar você para salvar vidas que, muitas vezes, estão indo em direção à alguma “Baleia Azul”. Diante de tudo isso, eu me questiono: Jonas já teve seu grande peixe, será que precisamos de uma baleia?! Definitivamente, não!

Lucas Timóteo Moraes, seminarista pela Convenção Paranaense, é estudante de teologia no Centro de Estudos Teológicos Adventista da Promessa (CETAP).

Dicas da Lição 5 – "Remédios para o desânimo"

Remédios para o desânimo

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Dicas

  • Dinâmica: Para os itens 1 a 3, faça a seguinte dinâmica: Leve um vaso de cerâmica ou outro material para classe, mostrando aos alunos que é com este objeto que somos comparados na Palavra. Antes da aula, coloque um papel escrito “evangelho” dobrado dentro do mesmo. Passe de mão em mão, pedindo que cada aluno/aluna não leia o que está escrito em voz alta, mas peça, que ao lerem se perguntam: “Você está animando? O que tem feito com este conteúdo?”. Depois, peça que os que desejarem compartilhe algumas reflexões.
  • Vídeo: No vídeo “Por que o cristão sofre?” o estudioso explica como o sofrimento está entrelaçado a vida cristã. Este vídeo é aplicável nos itens 4 e 5, para falar que é animador servir ao Senhor apesar das lutas. Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=W9epA6gZKH0

 

Comentários Adicionais

  1. Cansaço espiritual:
    “O verbo desanimar não tem que ver com fadiga física, mas com cansaço espiritual. Esse verbo grego aparece no Novo Testamento com uma partícula negativa para enfatizar conduta positiva (ver v.16 [2Co 4.16]; Gl 6.9; Ef 3.13; 2Ts 3.13). A despeito das aflições e dos sofrimentos que Paulo teve de enfrentar como apóstolo de Jesus Cristo, ele não está desanimado.” (KISTEMAKER, Simon. 2 Coríntios. Tradução: Helen Hope Gordon da Silva. São Paulo: Cultura Cristã, 2004, p.192).
  2. Feito de barro:
    “(…) [Ostrakinos/barro] feito de barro, cerâmica. A cerâmica coríntia era famosa no mundo antigo (…) e Paulo pode ter se referido às pequenas lâmpadas de barro que eram baratas e frágeis, ou, então, a vasos ou urnas de cerâmica. A ideia é de que o tesouro valioso é contido em recipientes frágeis e sem valor.” (RIENECKER, Fritz. Chave linguística do Novo Testamento grego. Tradução de Gordon Chown e Júlio Paulo T. Zabatiero. São Paulo: Vida Nova, 1995, p.343).
  3. Fugitivo de Deus:
    “‘Somos perseguidos, mas não abandonados’. Paulo se descreve como um fugitivo caçado por seus adversários, contudo na última hora capaz de escapar. À parte da obra missionária e sua viagem a Roma, registrada por Lucas em Atos, pouco sabemos sobre os frequentes sofrimentos que o apóstolo suportou. Mas o apóstolo não fica desanimado, pois sabe que o Senhor nunca abandona quem é dele.” (KISTEMAKER, Simon. 2 Coríntios. Tradução: Helen Hope Gordon da Silva. São Paulo: Cultura Cristã, 2004, p.210).
  4. Lutador de Deus:
    “‘Somos abatidos, mas não destruídos’. O sentido do primeiro verbo, um termo técnico, é claro; assim como o lutador joga ao chão o adversário, assim Paulo é levantado e derrubado ao chão. Novamente é impressionante a confiança, pois Paulo declara que ele não está morrendo.” (Idem).
  5. Corpo terreno e corpo celestial:
    “Paulo se distancia, aqui, da filosofia platônica que considerava o corpo apenas um claustro da alma. Ele reprova a filosofia grega que considerava o corpo coisa indigna e apenas um peso morto para a alma. Paulo confronta as ideias gnósticas que ensinavam que a matéria é essencialmente má e, por isso, abominavam a simples ideia da ressurreição. Para Paulo, a morte não é a libertação da prisão do corpo, mas uma mudança de um corpo de fraqueza para um corpo de poder; de um corpo temporário para um corpo permanente; de um corpo terreno, para um corpo celestial; de um corpo mortal para um corpo imortal; de um corpo corruptível para um corpo incorruptível.” (LOPES, Hernandes Dias. 2Coríntios: o triunfo de um homem de Deus diante das dificuldades. São Paulo: Hagnos, 2008, pp.117-118).

Comer, beber, vestir

Transformar a vida nisso gera muita ansiedade inútil

Lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós.” (I Pe 5:7)
A realidade humilhante do desemprego, a impotência da doença atroz, o assombro do acidente grave, tudo isso e muito mais tem o poder de abalar a estrutura psicológica e física de qualquer ser humano.
Ante tamanho estresse, a ansiedade pede licença pra morar na alma humana como uma porta interna aberta para outras patologias mais graves que tem seu habitat nas profundezas do ser.
Não por acaso a palavra de Deus determina de forma contundente que os seguidores de Jesus não devem viver ansiosos por nada, absolutamente nada. Isso porque Deus, que fez a estrutura do ser, sabe que a ansiedade enraizada, petrificada, cristalizada, adoece. Doença emocional e física. A pessoa envelhece rápido. A Bíblia Sagrada é categórica: a ansiedade é inútil! Não serve pra nada.
Demos atenção ao que Jesus ensina sobre isso: ele diz que o cristão ansioso é igual ao incrédulo que vive de um lado para o outro correndo somente atrás do que comer, beber e vestir (Mt 6:32). Transformam a vida em comida, bebida e roupa. Só isso. Que pobreza de espírito!
Como livrar-se da ansiedade? Resposta com o apóstolo Paulo: “Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças”. (Fp 4:6)
Na prática é assim: toda vez que algo desagradável acontece, antes que a preocupação se agigante na alma, leve-se a questão a Deus por meio de oração e ações de graças, ou seja, em vez de estresse oração, em vez de reclamação gratidão. Por que assim? Porque a oração junto com a gratidão faz a memória lembrar que Deus já fez grandes coisas no passado e isso diminui muito a pressão interna, levando a pessoa a orar e a estar tranquila.
E qual a obra final disso? Resposta, de novo, com o apóstolo Paulo: “e a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.”
Pronto: a paz de Deus toma o lugar da ansiedade. Não é magnifico?
É por isso que Pedro manda: “lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.” E Jesus arremata: “Ora, qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado à sua estatura?” (Mt 6:27)
Que diz você diante disso? Só há uma coisa a fazer: oração e ações de graças a Deus. Já!

Pr. José Lima, segundo secretário da Convenção Geral

Pedido de oração

Vamos orar pela Helena!

Esta é Helena. Sua mãe, Luciane Espínola, congrega na IAP em Presidente Epitácio (SP), e ela foi diagnosticada com câncer na medula.
Tem apenas dois aninhos. Está internada, não está andando.
Vamos socorrer esta família em oração! Nosso Deus faz milagres!

Os filhos do quarto

Ainda há tempo para nós, pais, os resgatarmos

Antes perdíamos filhos nos rios, nos matos, nos mares,
hoje temos perdido eles dentro do quarto!
Quando brincavam nos quintais ouvíamos suas vozes, escutávamos suas fantasias e ao ouvi-los,
mesmo a distância, sabíamos o que se passava em suas mentes.
Quando entravam em casa não existia uma TV em cada quarto, nem dispositivos eletrônicos em suas mãos.
Hoje não escutamos suas vozes, não ouvimos seus pensamentos e fantasias, as crianças estão ali, dentro de seus quartos, e por isso pensamos estarem em segurança.
Quanta imaturidade a nossa!
Agora ficam com seus fones de ouvido, trancados em seus mundos, construindo seus saberes sem que saibamos o que é…
Perdem literalmente a vida, ainda vivos em corpos, mas mortos em seus relacionamentos com seus pais, fechados num mundo global de tanta informação e estímulos, de modismos passageiros, que em nada contribuem para formação de crianças seguras e fortes para tomarem decisões moralmente corretas e de acordo com seus valores familiares.
Dentro de seus quartos perdemos os filhos pois não sabem nem mais quem são ou o que pensam suas famílias, já estão mortos de sua identidade familiar…
Se tornam uma mistura de tudo aquilo pelo qual eles tem sido influenciados e pais nem sempre já sabem o que seus filhos são.
Você hoje pode ler esse texto e amar, mandar para os amigos.
Pode enxergar nele verdades e refletir. Tudo isso será excelente.
Mas como Psicopedagoga tenho visto tantas famílias doentes com filhos mortos dentro do quarto, então faço a você um convite e, por favor aceite!
Convido você a tirar seu filho do quarto, do tablet, do celular, do computador, do fone de ouvido, convido você a comprar jogos de mesa, tabuleiros e ter filhos na sala, ao seu lado por, no mínimo, dois dias estabelecidos na sua semana à noite (além do sábado e domingo).
E jogue, divirta-se com eles, escute as vozes, as falas, os pensamentos e tenha a grande oportunidades de tê-los vivos, “dando trabalho” e que eles aprendam a viver em família, se sintam pertencentes no lar para que não precisem se aventurar nessas brincadeiras malucas para se sentirem alguém ou terem um pouco de adrenalina que antes tinham com as brincadeiras no quintal.

Cassiana Tardivo
Psicopedagoga

Congressos Ministeriais

Acolhimento para pastores e esposas

Em maio, começa a quarta rodada dos Congressos Ministeriais, promovidos pelo Demi – Convenção Geral. Este ano, o tema será “Doenças Emocionais“. A ideia é abrir espaço para que as enfermidades da alma venham à tona e possam ser tratadas pelo Sumo Pastor. Ore por estes eventos. Se você é pastor, esposa, missionário (a) ou obreiro, participe! Cremos que serão momentos especiais da atuação do poder renovador do Senhor. Confira a agenda dos eventos:

Ou clique aqui para baixar o arquivo em PDF

Dicas da Lição 4 – "Recordando o pacto da cruz"

Recordando o pacto da cruz

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Dicas

  • Na introdução da Lição: Leve seus alunos a recordarem do pacto da cruz através da dinâmica “a cruz de papel” que pode ser encontrado em https://www.youtube.com/watch?v=j7SwZqbL7ks
    Procure fazer você mesmo essa dinâmica ao invés de passar o vídeo.
  • Na parte “Estudando o Ensino da Carta”: Utilize cada ponta da cruz de papel para apresentar os tópicos da lição que são:
    1. O pacto da Cruz é superior em sua atuação.
    2. O pacto da Cruz é superior em seus resultados.
    3. O pacto da Cruz é superior em suas propriedades.
  • Na parte “Perguntas”: Distribua pra seus alunos pedaços de papeis com as passagens bíblicas que serão lidas durante as perguntas e procure envolver aqueles que participam pouco da lição.

 

Comentários Adicionais

  1. Lei inválida: Ministério desvanecido:
    “A lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé (Gl 3.24). O fim da lei é Cristo (Rm 10.4). A lei aponta o pecado, mas não o remove. A lei é como uma lanterna. Ela clareia o caminho, mas não tira os obstáculos do caminho. A lei é como um prumo, que identifica a sinuosidade de uma parede, mas não a endireita. A lei é como um raio X que detecta um tumor, mas não o remove. A lei é como uma telefonista, que a pôr-nos em contato com a pessoa certa se retira de cena.” (LOPES, Hernandes Dias. 2Coríntios: o triunfo de um homem de Deus diante das dificuldades. São Paulo: Hagnos, 2008, pp. 81-82).
  2. Lei válida: expressão da vontade de Deus:
    “É importante que se reconheça que Paulo não deixa a implicação de que a própria lei estava se desvanecendo; o ministério da lei é que se estava se desvanecendo. A lei como expressão da vontade de Deus para a conduta humana ainda é válida. De fato, Paulo diz que o propósito de Deus ao inaugurar a nova aliança do Espírito era exatamente esse: que as exigências justas da lei pudessem ser cumpridas nas pessoas que andam segundo o Espírito (Rm 8:4). Entretanto, o tempo do ministério da lei chegou ao fim (Rm 10:4; Gl 3:19-25).” (KRUSE, Colin. 2 Coríntios: introdução e comentário. Tradução de Oswaldo Ramos. São Paulo: Vida Nova, 1994, p.103).
  3. Moralidade escrita no coração:
    “A letra era assim a lei escrita por si mesma, que ‘matava’ simplesmente pelo pronunciamento da sentença de morte ao moralmente culpado. O Espírito, entretanto, escrevia a moralidade da lei no coração do povo de Deus, pelo próprio dom gracioso de Deus (Ez 36.26, 27).” (KEENER, Craig S. Comentário bíblico Atos: Novo Testamento. Tradução de José Gabriel Said. Belo Horizonte: Atos, 2004, p.515).
  4. Glória passageira:
    “Quando Moisés desceu do monte onde havia estado em comunhão íntima com Deus, seu rosto brilhava com um reflexo da glória divina. Enquanto Moisés falava com o povo, os israelitas podiam ver essa glória em seu rosto e se impressionavam. No entanto, Moisés sabia que a glória desvaneceria, de modo que, ao terminar de instruir o povo, cobriu o rosto com véu. Com isso, evitou que vissem a glória desaparecer, pois, afinal, quem deseja seguir um líder cuja glória está sumindo?”. (WIERSBE, Warren W. Comentário bíblico expositivo: Novo Testamento: vol. 1. Tradução de Susana E. Klassen. Santo André: Geográfica, 2006, p. 836).
  5. Metamorfose cristã:
    “O termo traduzido por transformados [em 2Co 3.18] é o mesmo usados nos relatos da transfiguração de Cristo (Mt 17; Mc 9) e traduzido por transfigurado. Descreve uma mudança exterior resultante de um processo interior. A palavra metamorfose é uma transliteração desse termo grego. A metamorfose descreve o processo pelo qual o inseto passa do estágio de larva para pupa e, posteriormente, se transforma em inseto maduro. As mudanças ocorrem de dentro para fora.” (Ibidem, p.837).

O túmulo vazio

Não estamos sós porque Ele ressuscitou

“Não está aqui, porque ressurgiu, como ele disse. Vinde, vede o lugar onde jazia” (Mt 28:6)
O vazio, o silencio, a decepção, a ausência, a impotência, a orfandade, a falta de significado, foi tudo o que restou na mente, alma e coração dos discípulos depois que Jesus morreu e foi sepultado.
Deixar quem amamos num túmulo e voltar pra casa, eis uma experiência atroz! Você olha o quarto, as roupas, o calçado, o retrato… Nada parece fazer sentido. A pessoa não está ali. Corpo que treme, alma que geme, olhos que se derramam. A morte é um horror humano. Três dias sem Jesus, três dias sem seu amparo, amor, carinho e proteção. Quem suporta?Dureza, dureza!
Mas, passado esse tempo profético “as marias” foram ao túmulo, e lá, ouviram de um poderoso anjo a notícia arrebatadora: “Não está aqui!” Como assim? “Porque ressurgiu, como ele disse.” Parecem incrédulas. “Vinde, vede o lugar onde jazia.” Vazio, túmulo totalmente vazio.
Joelhos no chão, mãos e olhos pra cima, bocas em louvor e honra Àquele que vive eternamente.
Pranto estancado, tristeza brecada, batimento acelerado, respiração ofegante, esperança que explode…
“Vamos, ide depressa, e dizei aos seus discípulos que ressurgiu dos mortos”. É o anjo de Deus apressado, a falar: “Eis que vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis.”
As “marias”, os discípulos e Jesus, num encontro inesquecível, num monte da Galiléia, no lugar eternamente marcado para a volta dele aos céus, de onde virá outra vez para buscar os que Ele redimiu com seu precioso sangue.
Atenção: o tempo que os salvos tiveram que ficar sem Jesus passou, acabou, encerrou. Nunca mais estarão sós, pois seu Senhor está vivo eternamente e recebeu todo o poder no céu e na terra.
Atenção: você crê na onipresença de Jesus? Espero que sim! Porque Ele de fato está em todos os lugares do universo simultaneamente, a excesso de um lugar, o túmulo.
Neste momento, Ele está aí, do seu lado, te olhando, sorrindo pra você, e lhe dizendo: “Filho, filha, não temas os graves desafios da vida nem a morte, eu a venci, e tenho em minhas mãos a tua vida. Eu te ajudo, te protejo e te amo. Vai dar tudo certo. Qualquer coisa pode falar comigo, tá bom?”

Pr José Lima de Farias, segundo secretário da Convenção Geral da IAP

Cristo, nossa Páscoa!

A morte e ressurreição de Jesus, o Cordeiro imolado em nosso lugar, nos trouxe libertação

Chocolates e coelhinhos que põem ovos! Para os mercadores, este é um ótimo período. É um consumo sem fim. Mas o significado verdadeiro da Páscoa tem sido esquecido até mesmo no meio cristão. Para você, pode haver a hipótese de que esta época do ano se resuma, de fato, apenas a chocolates e coelhinhos. Mas é sempre bom pensar no sentido real que esta celebração deve nos trazer.
A Páscoa simbolizava libertação. Antes da décima praga ser enviada sobre o Egito, Deus havia pedido para que Moisés celebrasse a Páscoa juntamente com o povo. Eles deveriam matar um cordeiro ou cabrito por família, e passar o sangue do animal nos batentes de suas casas, pois assim, quando Deus visitasse a cidade com a morte, Ele não feriria as casas que estivessem marcadas (Ex 12).
Assim como o povo do Egito foi liberto da sentença de morte que passaria pela cidade através do sangue que estava sobre suas portas, assim também nós fomos libertos da sentença de morte que estava sobre nós. Isso aconteceu quando Deus enviou seu filho para morrer em nosso lugar. A Palavra de Deus nos diz que nós estávamos mortos em nossos próprios pecados (Cl 2:13), mas Deus nos deu vida através de Jesus.
Quando Jesus chegou até João Batista, quando este estava pregando o arrependimento dos pecados, João logo declarou algo a respeito de Jesus. Ele diz: Este é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. (Jo 1:29). Não é interessante o fato de João ter se referido a Jesus como o Cordeiro de Deus? Isso acontece também em Apocalipse quando lemos a respeito do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo (Ap 13:8). Este que foi morto na eternidade é o próprio Cristo.
Assim como um cordeiro tinha de ser morto para que a morte não alcançasse o povo no Egito, Jesus, o Cordeiro que se entregou por nós, foi morto para que a sentença de morte não nos alcançasse, de modo que agora temos vida nele. Em Atos, vemos que o Filho de Deus foi entregue pelo conselho determinado e pela presciência de Deus, contudo, os ímpios o mataram (At 2:23). Ou seja, a própria Triunidade Divina, decidiu que Jesus se entregaria para morrer em nosso lugar.
Através da morte de Cristo, qualquer pessoa que se render de maneira verdadeira a Ele, já não vive mais sob a sentença do pecado. Agora, o apóstolo Paulo pergunta: Quem trará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica; quem os condenará? Cristo Jesus é quem morreu, ou, pelo contrário, quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus e intercede por nós (Rm 8:33-34). Já não há acusação nem condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus.
É interessante o fato de Paulo dizer que Cristo Jesus é quem morreu, ou antes, quem ressuscitou. Isso nos aumenta a alegria, pois agora temos a esperança de que, não seremos apenas livres da sentença do pecado, como também um dia, quando Cristo voltar, seremos livres da presença do pecado que nos assedia. Em sua primeira carta aos Coríntios, Paulo diz que, se Cristo não ressuscitou, a nossa fé é inútil e ainda estamos em nossos pecados (1Co 15:17).
Assim como no Egito a Páscoa era sinal de libertação, para nós também é. Paulo ousa dizer que Cristo, nosso cordeiro pascal, já foi crucificado (1Co 5:7). A morte e a ressurreição de Jesus, o Cordeiro imolado em nosso lugar, nos trouxe libertação, pois foi o próprio Deus que nos libertou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado, em quem temos a redenção, isto é, o perdão dos nossos pecados (Cl 1:13-14).
Pelo Cordeiro pascal que foi morto, convido você a meditar em uma melodia de Gerson Borges:
Salvador maravilhoso,
Deus que tomou meu lugar
Cordeiro entregue ao calvário
Morto pra nos salvar
Ô ôô, morto pra nos salvar.
[…]
Por isso nós te adoramos
Por isso vamos louvar
Pois dessa graça que sara
Só tu nos podes dar
Ô ôô, só tu nos podes dar.

Lucas Timóteo Moraes, seminarista pela Convenção Paranaense, é estudante de teologia no Centro de Estudos Teológicos Adventista da Promessa (CETAP).