Antes da deficiência, a pessoa: sobre PCD e inclusão na igreja

No primeiro sábado de dezembro, celebramos o Dia da Inclusão Promessista (DIP), por isso, é importante uma reflexão sobre o olhar que temos para as pessoas com deficiência. O termo PCD (Pessoa com Deficiência) foi criado a partir da seguinte proposição: a pessoa antes da deficiência. A ideia baseia-se no fato de que, muitas vezes, ao enxergarmos alguém com deficiência, é a deficiência que ocupa o protagonismo do olhar e da nossa percepção particular sobre o indivíduo, e isso gera estigma, preconceito e capacitismo.

Determinamos quem o indivíduo é e o que ele pode fazer a partir dessa característica. O termo “pessoa com deficiência” nos convida ao contrário: a reconhecermos, antes de tudo, que aquele indivíduo é uma pessoa — alguém sujeito à vida como nós, com desejos, sonhos, potencialidades, desafios e dificuldades inerentes à existência humana.

 

Somente depois vemos a deficiência, que, nesse caso, vem como um complemento da realidade daquele indivíduo, não como sua identidade total. Se a sociedade enxergasse dessa forma, muitas questões relacionadas às PCD seriam naturalmente resolvidas.

 

O olhar de Jesus

Essa lógica também se aplica ao contexto do evangelho. Pessoas com deficiência continuam sendo invisibilizadas na hora da pregação e, muitas vezes, desacreditadas por causa dessa deficiência do olhar: “já são anjos”, “será que podem crer?”, “estão sofrendo porque estão purgando pecado”, entre outras ideias equivocadas. 

 

 

Mas não o eram por Jesus. Quando um paralítico foi levado até o Senhor pelos seus amigos, antes de o curar fisicamente, o Mestre tratou de seu coração: “Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: — Filho, os seus pecados estão perdoados.” (Mc 2:5 NAA). Veja que ele quer levar transformação a pessoa, antes de ver sua limitação física. Ele o trata como igual, a lhe dar atenção e ao anunciar a “cura de seu interior”. Não o trata como um ente santo, mas como alguém pecador, como todos os demais humanos, que precisa da graça. 

Podemos até ver esse princípio, quando nosso Senhor recebe uma mulher aprisionada por um espírito de enfermidade, “ao vê-la, Jesus a chamou e lhe disse: — Mulher, você está livre da sua enfermidade.” (Lucas 13:12) O que vemos é um interesse de Jesus pela pessoa. Ele sabe que todos precisam da mensagem, do perdão dos pecados, da libertação do maligno, mas do que da cura do corpo. 

Olhando para esse princípio, de primeiro ver a pessoas antes da deficiência, conseguiremos ver que os Pcd, são um povo não alcançado pelo evangelho, gente que precisa  saber da graça e do pecado, do amor e do juízo divino, da forma que possam entender para que ouça do Salvador que os seus pecados estão perdoados e que podem seguir o Cordeiro que tira o pecado do mundo. 

 

Texto: Diaconisa Juliana Duque, líder da Secretaria de Inclusão da Convenção Geral e Andrei Sampaio, jornalista da Agência Promessista de Comunicação (APC)

Encontro com Vick: uma inspiração para Missões

Entenda por que Promessa Nepal é fruto da oração de missionário transcultural.

 

Dias atrás participei de um encontro de líderes da Synergy, uma rede de igrejas localizada no Reino Unido. Logo ao chegar à casa do anfitrião, fui recepcionado calorosamente por colegas e, em meio a cumprimentos, um senhor de jeans e camisa xadrez se apresentou: “Oi, eu sou o Vick”. Retribuí a saudação, sem imaginar naquele momento com quem eu estava falando.

Ao todo éramos oito pessoas. Sentados na sala, Vick escolheu uma poltrona verde à minha frente. Após todas as apresentações, ele começou a compartilhar sua trajetória de vida. Aos 85 anos, Vick é pioneiro da Missão OM, ao lado de George Verwer, e tem uma história marcante associada ao projeto do Navio Logos, reconhecido internacionalmente. Além disso, ele era amigo de Billy Graham, Irmão André do Portas Abertas e Corrie Ten Boom, pessoas que sempre foram fonte de inspiração para mim e grandes nomes das Missões Mundiais da Igreja. 

Durante nossa conversa, Vick relatou sua chegada à Índia nos anos 1960, destacando os desafios enfrentados ao distribuir literatura cristã nas ruas. Em 1968, ele chegou ao Nepal, onde, por meio de malas diplomáticas, os nativos recebiam os quatro evangelhos traduzidos para o nepalês — os únicos livros da Bíblia disponíveis em nepalês, impressos clandestinamente em uma editora secreta na União Soviética. 

Junto a seus colegas, fundou a primeira editora estrangeira no Nepal, que passou a fornecer material didático para todas as escolas do país. Dentre as muitas lições que compartilhou, uma frase de Vick ficou gravada em minha memória: *“Crie algo para a sociedade que se torne indispensável”*. Ele estava falando em um contexto em que pregar o evangelho era proibido.

 

Promessa Nepal, a resposta de uma oração

Ao final do encontro, compartilhei sobre nosso trabalho em uma região do Nepal. Vick revelou que esteve na região em 1972. Naquela época, a área era dominada por maoístas e não havia presença cristã. Enquanto distribuía os evangelhos, Vick orava para que, um dia, houvesse seguidores de Jesus naquele local. Ele ficou emocionado ao saber que atualmente existe ali uma igreja liderada por um pastor nepalês, com apoio de uma igreja brasileira.

Podemos dizer a que Promessa Nepal é fruto de sua oração, ela também é resultado dos princípios presentes em 1 Coríntios 3:6-8: “Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento. Pelo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. Ora, o que planta e o que rega são um; mas cada um receberá o seu galardão, segundo o seu trabalho.” 

 

Texto:  Pastor Márcio Johansen, missionário promessista em Liverpool, Inglaterra. 

*Vick é um nome fictício. 

A pregação e a missão local e estrangeira como expressões de uma igreja viva

Pregar, servir e conviver são marcas de uma igreja enviada por Jesus ao mundo. Essas três expressões, presentes nos Evangelhos, resumem a razão da missão do Filho do Homem. Nos Evangelhos, as declarações aparecem como práticas constantes do Senhor:

  • “O Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido” (Lc 19:10);
  • “O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida…” (Mc 10:45);
  • “Veio o Filho do Homem comendo e bebendo…” (Mt 11:19).

Assim, uma igreja viva valoriza essas práticas em sua realidade para cumprir a missão, agindo como Jesus agiu no mundo.

O outro lado da rua e o outro lado do mundo

Outra marca de uma igreja viva é sua atuação tanto “no outro lado da rua” quanto “no outro lado do mundo”. A missão acontece aqui, no contexto urbano e cotidiano, e acontece lá, em contextos distantes.
Compreender essas duas perspectivas, especialmente à luz do ministério apostólico em Atos (At 1:8; At 13–14), é fundamental para que a igreja não cumpra uma missão esquecendo-se da outra. A atuação missionária local e estrangeira é essencial para a expansão do Reino e para o cumprimento da Grande Comissão (Mt 28:18–20).

As duas frentes de uma igreja viva

Igrejas vivas devem desenvolver de forma prática essas duas dimensões da missão: Aqui, com intencionalidade na plantação de novas igrejas, estratégias claras de evangelização e capacitação de líderes e membros para o serviço. , por meio do apoio missionário em todo o mundo, envio de missionários, suporte a projetos de impacto social, educacional, transcultural e plantação de novas comunidades de fé.

Conferência Modo Missão

Para auxiliar líderes e promessistas em geral, a Conferência Modo Missão, no dia 22 de novembro de 2025, no Espaço Torres, Curitiba (PR), apresenta duas palestras: “Pregar, servir e conviver”, com o Vice-Presidente da Convenção Geral, Pr. Elenilton Freitas. “O outro lado da rua e o outro lado do mundo”, com o Pr. Irgledson Irvison Galvão. Para se inscrever e saber o valor do investimento, acesse: www.confmodomissao.promessistas.org

Texto: Agência Promessista de Comunicação (APC)

Qual modo sua igreja local tem vivido?

Há dois modos de ser igreja: o modo manutenção e o modo missão.

 

Já ouviu falar de dois “modos” de ser igreja — modo manutenção e modo missão? Te explicamos.

No modo manutenção, igrejas se preocupam com suas estruturas e com seus membros, tentando proteger ao máximo as pessoas de dentro das pessoas de fora.

Esse modo de ser igreja parte de uma premissa: “precisamos preservar o que temos.”
A partir disso, surge uma decisão prática: a igreja precisa encontrar formas de se proteger, se isolar e cuidar de suas crianças, jovens e mulheres para que não tenham relação com o “mundo mau”.

Na ânsia de se proteger, a missão da igreja se torna um tipo de evangelismo com pouco alcance. A preocupação é tão excessiva com a manutenção dos que estão dentro que, infelizmente, há um processo natural de envelhecimento e perda de membros.

O MODO MISSÃO

No modo missão, igrejas se preocupam com pessoas — em servi-las, amá-las e anunciar o Evangelho aos de dentro e aos de fora.
A premissa é outra: “precisamos anunciar a salvação, sendo luz e sal para um mundo perdido” (Mateus 5:13-16).

A decisão do modo missão é ser uma igreja que capacita seus membros a viverem como cidadãos do Reino de Deus nas cidades dos homens — comendo, convivendo e se relacionando com os mais diversos tipos de pessoas, levando-as ao conhecimento de Jesus e oferecendo uma relação com Ele. Não apenas em palavras, mas por meio de um estilo de vida.

O modo missão produz igrejas vivas, dispostas a viver o Evangelho e a missão em cada decisão — interna ou externa —, de tal forma que pessoas se sintam impulsionadas pelo Espírito e atraídas pela igreja para viverem próximas de Jesus e conhecerem a transformação que vem dEle.

E aí, sua igreja local vive no modo missão ou no modo manutenção?

Saiba como ser uma igreja relevante onde está participando da Conferência Modo Missão 2025, no dia 22 de novembro, no Espaço Torres, em Curitiba (PR), com o tema: “Por uma Igreja Viva! A missão não pode parar.”

Um site especial já está no ar, reunindo a programação, as sessões principais, trilhas de conteúdo e o link para inscrição. Acesse: www.confmodomissao.promessistas.org

Edição de texto: Agência Promessista de Comunicação (APC)

O ‘sono’ da esperança

Ao tratar a morte como um sono, nosso Senhor mostrava um domínio fantástico sobre este triste evento na história humana.

 

A morte é uma encruzilhada na qual todos nós um dia enfrentaremos, a não ser que estejamos vivos por ocasião do retorno de Jesus, pois temos uma promessa de transformação (1 Coríntios 15:51-52). Mas a morte é consequência da desobediência humana no Éden, o salário do pecado (Romanos 6:23). Ela não é um ente que vem até nós quando nossos dias terminam, é a punição máxima pelo pecado humano.

A Bíblia trata da morte de várias formas, mas nunca de forma banal, comemorativa ou sem considerar o valor do ser humano.

Em Ezequiel 18:32, lemos: “Porque não tenho prazer na morte do que morre, diz o Senhor Deus; convertei-vos, pois, e vivei.” No contexto da palavra, o profeta combatia o pensamento que dizia respeito à punição do pecado nos terceiros, mas Ezequiel combate essa ideia falando da responsabilidade pessoal, como afirmou: “A alma que pecar, essa morrerá” (Ezequiel 18:4). Nessa sentença, ele mostra que a “alma” é a pessoa toda, e que ela não é imortal.

Um dos destaques mais importantes do trecho é a declaração de que Deus “não tem prazer na morte de ninguém”. Pelo contrário, o Senhor nos criou para a vida, para a obediência amorosa, para andar no caminho, na verdade e na vida (João 14:6). O falecimento, nem de justos nem de ímpios, é algo alegre para o Senhor, pois, mesmo que o destino após a ressurreição seja diferente (justos para a vida, injustos para a morte eterna, João 5:28-29), a humanidade não foi criada para morrer.

 

Um alto custo para o Senhor

Mesmo sendo a morte de quem crê no Salvador, o salmista diz: “Preciosa é à vista do Senhor a morte dos seus santos” (Salmos 116:15). O texto mostra o custo, a valiosidade, a importância da morte de seus filhos. O custo é altíssimo: o preço pago para que todos tivessem acesso à vida plena — que começa no momento em que se crê em Jesus e se estende até a eternidade — custou o sangue do Salvador (1 Pedro 1:18-19; João 3:16).

Configura-se um desafio para que a igreja anuncie a solução para a morte em Cristo Jesus, que venceu a morte na sua ressurreição, tornando-se “as primícias dos que dormem” (1 Coríntios 15:20). Assim, crendo n’Ele, os que morreram estão no “sono da esperança”, inconscientes, mas morreram na promessa de serem arrancados dos túmulos para, quando Jesus voltar, acordarem e viverem com o Senhor para sempre, junto com os justos transformados, aqueles que esperam a vinda do Ressuscitado (1 Tessalonicenses 4:13-17; João 5:28-29).

Para o Senhor, apenas um sono!

Ao tratar a morte como um sono, nosso Senhor mostrava um domínio fantástico sobre este triste evento na história humana. Foi assim que Ele tratou a morte de Lázaro, após quatro dias (João 11:11-14, 43-44); e foi assim que tratou a morte da menina cujo pai buscou ajuda para que Ele a ressuscitasse (Marcos 5:39-42). 

Paulo, também convicto do poder do Senhor, tratou a morte com a metáfora do sono, dizendo que este tempo de inconsciência e inatividade, para os justos, dura somente até o retorno do Senhor, quando todos os que morreram na fé ganharão corpos glorificados, semelhantes ao do Senhor que ressurgiu dos mortos (1 Coríntios 15:42-44; Filipenses 3:20-21).

 

Se é certeza que enfrentaremos a morte — salvo se estivermos vivos e com fé no Filho em Seu retorno — aprendemos a importância de morrer com fé em Cristo, que nos garante a vitória sobre a morte física e eterna (João 11:25-26; Apocalipse 21:4). Como diz a canção:

“Noite é somente um sono
Que ampara quem já descansou
Noite não dura pra sempre
E anuncia o dia que logo já vai despontar (…)\

Neste dia Deus, com carinho, vai
Acordar seus filhos que dormem
Noite não dura pra sempre (…)”

 

Texto: Agência Promessista de Comunicação (APC)

 

Messi convertido? Inteligência Artificial (IA) e Sabedoria de Deus (SD)

“Aquilo que o ser humano entende como sendo a sua inteligência e a sua sabedoria é absolutamente louco para Deus. Portanto, esse texto (1 Co 1:18-24) nos traz calma, ele nos traz paz. Nós não precisamos viver nesta presente era assustados com todas as possibilidades da IA.”

 

O que você faria ao ver um vídeo com a suposta conversão do jogador argentino Messi? Provavelmente seria um misto de alegria e surpresa, e, dependendo do seu grau de euforia, poderia ser uma baita oportunidade de compartilhar a notícia e levar esse testemunho ao maior número de pessoas. 

E foi isso que um famoso pastor brasileiro fez: compartilhou a notícia da “conversão” do jogador campeão do mundo. Porém, pouco tempo depois, o líder descobriu que tudo não passava de um vídeo feito por inteligência artificial (IA). Ao perceber o erro, ele tirou do ar o post e pediu desculpas.

Essa história abriu as reflexões do programa Promessas de Esperança, da TV Viva Promessa. O apresentador, Pastor Edmilson Mendes, pontuou como esta tecnologia é positiva, mas traz grandes desafios aos nossos tempos. “A IA mostra pra gente um grande avanço nas comunicações, nas relações e no aceleramento de muitas possibilidades”, disse o apresentador, que também observou: “Ao mesmo tempo que ela é tão boa como tecnologia, como recurso, como aplicativo, as mentes caídas e pecadoras do nosso planeta já estão usando a IA para uma série de golpes, para uma série de cancelamentos, de escândalos, de falsificações, de coisas que destroem reputações.”

O diretor da Agência Promessista de Comunicação e da TV Viva Promessa refletiu que a tecnologia é um bem precioso se usada para o que é bom. “Todos os avanços da modernidade, eles são bons se forem bem usados para o bem da humanidade, para a expansão, para o progresso, para o conforto, para a qualidade de vida. Porém, sempre existirão pessoas que pegarão estas coisas boas e aplicarão de forma destruidora”, ressaltou.

A facilidade tecnológica rapidamente transportou as práticas pecaminosas do mundo real para o virtual. Afinal, “temos os golpes pela internet, a pornografia na internet, o abuso de adolescentes, de crianças, o tráfico de menores.” E, por isso, “existem pessoas que têm medo da inteligência artificial.”

 

IA ou SD?

Diante do cenário que se apresenta, com pontos positivos e desafios, o Pr. Ed fez a seguinte pergunta e conduziu os internautas à reflexão: “IA ou SD: Inteligência Artificial ou Sabedoria de Deus?”, e trouxe à tona o texto de 1 Coríntios 1:18-24, que diz:

 

“Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus. Pois está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios e aniquilarei a inteligência dos instruídos. Onde está o sábio? Onde, o escriba? Onde, o inquiridor deste século? Porventura, não tornou Deus louca a sabedoria do mundo? Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que creem pela loucura da pregação. Porque tanto os judeus pedem sinais, como os gregos buscam sabedoria; mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios; mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus.”

Por meio do texto apostólico, o pregador trouxe reflexões profundas, enfatizando a importância de não perder a capacidade de discernir todas as coisas.

“Esse texto já falava naquela época sobre as intenções humanas de manipular populações, adoradores, a fé das pessoas através de sabedoria humana, de inteligência humana. E aí o texto vai dizer que a sabedoria de Deus é loucura para o ser humano”, refletiu.

E prossegue: “Aquilo que o ser humano entende como sendo a sua inteligência e a sua sabedoria é absolutamente louco para Deus. Portanto, esse texto nos traz calma, ele nos traz paz. Nós não precisamos viver nesta presente era assustados com todas as possibilidades da IA.”

Discernimento de espíritos

Uma das capacidades dadas pelo Senhor aos que creem em Jesus Cristo é um dos dons espirituais presentes na Palavra de Deus — mas que, para além do dom, é concedido àqueles que tiveram a mente transformada pela Palavra de Deus. “Nós precisamos pedir o discernimento de espíritos nesse tempo, porque é um tempo louco, é um tempo absolutamente constrangedor, manipulador, inibidor”, analisa.

Somos chamados a não pensar como a maioria das pessoas, mas como aqueles que estão em processo de salvação. “É um tempo que pressiona as pessoas para pensarem, falarem e serem como a maioria é. Mas nós não fomos chamados para sermos como a maioria. Nós fomos chamados para vivermos em conformidade com a Palavra de Deus, as promessas de Deus para cada um de nós.”

Apesar da capacidade tecnológica da humanidade e de sua importância para o desenvolvimento da civilização, o conhecimento de Deus vem por meio da fé em Jesus Cristo, cuja sabedoria é encontrada por meio da pregação do evangelho. “Deus continua abençoando, honrando e dando unção para aqueles abnegados e apaixonados pela loucura, pelo absurdo da pregação do evangelho. É o meio que Deus escolheu e é este meio que alcançará pessoas, milhares delas em toda tribo, raça, língua e nação”, explicou o Pr. Ed.

Afinal, o evangelho da cruz é a verdade que não deve ser desprezada e que é eterna, por meio de Jesus Cristo, a Sabedoria de Deus.

Assista à reflexão completa aqui:

Texto: Agência Promessista de Comunicação (APC)

A Reforma Protestante e as Bases Missionárias

 

Um dos principais resgates que a Reforma Protestante fez ou reivindicou foi o do chamado “sacerdócio de todos os crentes”. Diante de uma igreja clericalizada, cuja leitura e interpretação das Escrituras, bem como o acesso ao Senhor, se dava por meio dos sacerdotes que compunham o ministério da Igreja Católica, o movimento espiritual que teve seu ápice no dia 31 de outubro de 1517 rompeu com essa lógica e trouxe aos cristãos comuns o acesso às Escrituras e a consciência da busca a Deus.

Sobre isso, o teólogo Roger Olson escreveu, em seu livro História da Teologia Cristã, um trecho do pensamento de Lutero:

“Não somente somos os mais livres entre os reis, como também somos eternamente sacerdotes, que é muito melhor do que sermos reis, pois como sacerdotes somos também dignos de aparecer perante Deus a fim de orarmos pelo próximo e ensinarmos as questões divinas uns aos outros. […] Cristo tornou possível, sob a condição de crermos nele, que fôssemos não somente seus irmãos, co-herdeiros e reis, mas também sacerdotes como ele. Podemos, portanto, aparecer confiantemente na presença de Deus com espírito de fé […] e clamar ‘Aba, Pai!’, e orar uns pelos outros e fazer todas as coisas que sabemos que são feitas e prenunciadas nos serviços exteriores e visíveis dos sacerdotes.”

Com isso, o reformador alemão colocava sobre os fiéis uma atenção e uma responsabilidade que, há séculos, só eram dadas ao clero (os bispos, padres e teólogos). Olson ainda pontua:

“Lutero não menosprezou o cargo do ministro como pastor da congregação ao elevar o sacerdócio a todos os crentes. Enfatizava o cargo dos ministros no ensino como servos treinados a interpretar e ensinar a Palavra de Deus. Entretanto, acreditava que eles deviam sempre ser chamados e escolhidos pelo povo de Deus, e não postos sobre ele por um oficial hierárquico da igreja (…)”.

Essa ênfase resgatada pela Reforma Protestante trouxe de volta a necessidade de pensar a igreja a partir dos leigos — como, até hoje, são chamados os membros católicos e de algumas confissões protestantes históricas. É claro que, entre os protestantes-evangélicos, essa realidade, em muitos momentos da história cristã, não foi aplicada, e a “clericalização” voltou à tona na prática da igreja. Mas relembrar esse valor reformista traz à igreja presente a necessidade de ordenados e membros viverem juntos a missão de proclamação do evangelho.

UMA BASE SEGURA

Na Palavra de Deus, encontramos base para o resgate feito no século XVI, como escreveu João, em Apocalipse: “e nos constituiu reino, sacerdotes para o seu Deus e Pai; a ele a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém!” (Ap 1:6).

Mas o que significa o sacerdócio de todos os crentes, que foi enfatizado pelo reformador Martinho Lutero e pela igreja protestante ao longo dos anos?
— Em Cristo, todos têm acesso à presença de Deus, por meio da oração, leitura da Palavra e confissão dos pecados (líderes, como pastores e missionárias, e os fiéis são iguais diante de Deus, com diferenças de papéis na igreja);
— Temos responsabilidades para com os santos, dedicando-nos ao Senhor no culto e na missão de compartilhar o evangelho;
— Vivemos os mandamentos dos “uns aos outros”, servindo nossos irmãos em Cristo e a sociedade.

 

Bases Missionárias: um lugar para viver o “sacerdócio de todos os crentes”

Um dos lugares em que a igreja local pode exercer esses valores, além do templo, é nas casas, por meio dos pequenos grupos, células e das Bases Missionárias. Nas bases, temos a oportunidade de viver ainda mais o “sacerdócio de todos os crentes”, quando homens e mulheres vivem com maior afinco a busca pela presença de Deus, um contato mais profundo com a Palavra do Senhor e com os mandamentos da mutualidade.

Longe de ser um perigo para os cultos no templo ou para o ministério ordenado, as Bases Missionárias são lugar para um “pastorado compartilhado”, como destacou o vice-diretor da Junta de Missões e responsável pelo tema das bases na instituição, Pastor Ageu Bentes, pois nelas os crentes não agem como expectadores, mas como “trabalhadores do Reino, não pessoas consumidoras de conteúdos evangélicos, homens e mulheres impactando como Ele [Jesus] fez”.

Ele também ressaltou que os pequenos grupos são espaços que permitem uma conexão mais profunda com a Palavra de Deus e com a igreja do Senhor: “A Base Missionária, os Pequenos Grupos, a reunião nos lares continuam sendo a base eficaz para consolidar a fé e evangelizar comunidades. Se queremos uma igreja com futuro, devemos fazer como Jesus e como os irmãos de Jerusalém”.

Pode-se dizer que os valores do “sacerdócio de todos os crentes” são um incentivo para o envolvimento de cada cristão promessista com o culto no templo, mas também com a missão por meio das Bases Missionárias. Que o Senhor ajude você a viver sua fé não só no templo, mas também a abrir sua casa para levar o evangelho redescoberto em 31 de outubro de 1517, com a afixação das 95 teses do reformador Martinho Lutero nas portas do Castelo de Wittenberg, na Alemanha.

 

Texto: Agência Promessista de Comunicação (APC)

Obra consultada: Olson, Roger. História da Teologia Cristã: 2 000 anos de tradição e reformas. Tradução: Gordon Chown. São Paulo: Editora Vida, 2001, p. 402. 

Em meio ao caos no Rio de Janeiro, Cristo continua sendo a solução!

Essa tragédia escancara uma verdade gritante: não temos tempo a perder. Não podemos ficar apenas dentro das quatro paredes. Não dá para deixar para amanhã o que Cristo nos mandou fazer hoje. 

 

Rio de Janeiro – Não são só “traficantes”, são vidas — pessoas criadas à imagem e semelhança de Deus (Gênesis 1:27). Entendo que muitos tomaram decisões erradas e acabaram sofrendo as consequências duras dessas escolhas. Mas nessa guerra, em que se encontra o nosso Estado, vidas foram ceifadas. E ouso dizer: entre elas havia cristãos afastados, pessoas por quem pais, avós e igrejas inteiras oravam.

Alguns, talvez, se lembraram de Cristo — o Salvador — e, no desespero da morte, buscaram com suas últimas forças o nome de Jesus. E eu creio na salvação, pois a Bíblia diz: “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Romanos 10:13). Mas também creio que muitos foram ceifados sem ter experimentado essa salvação.

Tudo isso me traz à memória que estar reunido entre irmãos é algo maravilhoso e bíblico (Hebreus 10:25). Contudo, essa tragédia escancara uma verdade gritante: não temos tempo a perder. Não podemos ficar apenas dentro das quatro paredes. Não dá para deixar para amanhã o que Cristo nos mandou fazer hoje. 

Não podemos agendar um dia para evangelizar, enquanto o mundo clama por esperança agora. A dura realidade é que a vida não espera — ou melhor, a morte não espera. E se forem ceifados sem Cristo, como serão salvos? “Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?” (Romanos 10:14)

 

Diante disso, qual deve ser o posicionamento da Igreja?

A Igreja foi chamada para anunciar Cristo em meio ao caos, às guerras, à dor e à tristeza. A solução para a violência não é mais violência; a solução para a morte não é mais morte; a solução para a dor e o desespero não é gerar mais dor e desespero. A única solução para a humanidade é Cristo Jesus, Senhor e Salvador de todos os que creem.

Sabemos que tudo isso que estamos vendo é bíblico. O inimigo não brinca em serviço: o desejo dele é “matar e destruir”. Mas Jesus declarou: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância” (João 10:10b).

A Bíblia também já nos alertou: “Por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará” (Mateus 24:12). Estamos vendo as Escrituras se cumprirem diante dos nossos olhos. Mas mesmo em meio a tudo isso, há esperança. “Jesus é o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim.” (João 14:6) Ele é o caminho que conduz ao Pai, a verdade que liberta (João 8:32) e a vida nova que toda pessoa necessita (2 Coríntios 5:17).

 

Não podemos permanecer trancados dentro de quatro paredes enquanto uma guerra acontece diante dos nossos olhos. Quantos corpos? Quantas vidas ceifadas? Quantas mães chorando por seus filhos? E o que vamos fazer? Cruzar os braços? Dizer que “não temos nada a ver com isso”? 

E se fosse o seu filho? Seu irmão? Seu amigo? O seu pensamento seria o mesmo? Tudo isso precisa mexer conosco e nos levar a um novo posicionamento prático. Quanto mais nos levantarmos e atuarmos em prol da Grande Comissão — “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16:15) —, menos vidas serão ceifadas pelo inimigo, pelo crime e pela violência.

Quanto mais investirmos em pessoas, mais veremos vidas rendidas a Cristo e futuros transformados pela graça. Que tudo isso fale profundamente ao seu coração e te leve a um tempo de reflexão, compaixão e ação. Porque o tempo é agora. E o mundo ainda precisa ouvir que só Jesus salva.

 

Texto: Pr. Gabriel Pereira | Pastor Promessa Lago dos Peixes e líder de Comunicação da Convenção Rio de Janeiro. 

Foto de capa: Tomaz Silva/Agência Brasil

Um amor para recordar (de verdade) 

O amor verdadeiro não nasce das borboletas no estômago, mas se prova nas escolhas diárias de quem resolve ficar quando seria mais fácil ir embora.

 

Reassisti ao filme ‘Um Amor para Recordar’ (2002), depois de muitos anos, por pedido (leia insistência) da minha esposa. Dos gêneros de filmes que gosto, esse é definitivamente não é o favorito. Mesmo assim, cedi (como com quase tudo que ela me pede). Curioso como o título se tornou ironia involuntária: eu “gravei” o filme, mas de um jeito completamente novo. Na época em que o assisti pela primeira vez (também com ela), eu fui impactado pelo romance de Landon e Jamie. Agora, já não assisto com os mesmos olhos. Muitos anos se passaram. Hoje sou pai, e ser pai muda tudo, até o que achamos que já entendemos sobre o amor.

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O que antes era só emoção adolescente, agora revela uma profundidade que eu nem imaginava. Descobri que o amor verdadeiro não nasce das borboletas no estômago, mas se prova nas escolhas diárias de quem resolve ficar quando seria mais fácil ir embora. É na casa onde há compromisso que o amor amadurece, rompe a casca da paixão e cria raízes na renúncia. 

Landon começa o filme imaturo, refém das risadas ocas do grupo e apaixonado por si mesmo. Jamie é o oposto: o tipo de pessoa rara, que ama sem alarde, com aquele zelo que nasce de quem crê que a fé não se negocia, nem mesmo para caber nos sonhos dos outros.

Na época, precisei romper com o estereótipo do clássico filme tipo, a Dama e o Vagabundo. Feito isso, a beleza do que acontece entre eles não é o clichê do “opostos se atraem”, mas o poder do amor altruísta: Jamie não tenta transformar Landon em alguém melhor para si mesma. Ela simplesmente o ama. Só isso. E, às vezes, só isso é tudo. Amor de verdade não precisa de troféu, apenas de entrega. Amor que serve, que se faz, e que permanece mesmo quando sabe que o tempo é curto.

 

Lendo Efésios 5:25, vejo o roteiro escrito na prática: “Maridos, amem suas esposas como Cristo amou a igreja.”. Não é amor interesseiro, condicional, sujeito ao desempenho, ou até mesmo, a recíproca. É o amor que escolhe ficar, que permanece mesmo quando o mundo diz para buscar novidades. É o contrário do que o cinema ensina hoje, onde o amor virou contrato negociado. Por isso ‘Um Amor para Recordar’ soa quase escândalo: lembra que amar é coisa para quem aceita a cruz.

Os protagonistas precisam abrir mão cada um de algo em si mesmo. Sim! Até mesmo, algo que se ama, algo que se almeja. Até mesmo o pai de Jamie, precisa abrir mão do ‘pragmatismo’ da religião para a união conjugal, em nome de aceitar o inesperado amor que pode de transformar. É abrir mão do futuro já projetado, para viver o novo apresentado no presente. É se comprometer com aquilo que será amanhã, mesmo quando o presente não me agrada. Isso nos arrepia, mas ao mesmo tempo, é benção!

Agora, como pai, fico imaginando o que desejo que minha filha viva um dia e o tipo de homem que quero formar no meu filho. Que aprendam: amar é servir! Casar é permanecer. Prometer é cumprir mesmo no silêncio. E, se possível, que eles escolham aquele amor que não busca a si mesmo, mas ao outro. Que possam aprender com uma pessoa que personifica o amor. Que possam aprender com Cristo, que não existe maior amor, do que dá alguém sua própria vida por outrem (Jo 15.13-15)! E talvez seja isso que ‘Um Amor para Recordar’ nos faça lembrar: amar, antes de ser um sentimento, é uma escolha diária. Uma decisão que exige de nós aquilo que o mundo desaprendeu a oferecer: a renúncia.

 

Tempo de “Eulatria”

Para o nosso tempo, nunca foi tão necessário repetir essa verdade simples e eterna: amor é, sobretudo, abandonar. Uma das marcas do nosso tempo é a “Eulatria”. O culto à autoimagem. Conquanto não haja louvor e celebração a si mesmo, a maior evidência disso é o resultado. Gente que só permanece enquanto se “vê” realizada. Só fica, se feliz. Só é possível ser nós, enquanto você me realiza. Caso contrário, estou melhor sozinho. E nesse caso, solidão aqui não é autocuidado (solitude), mas isolamento egoísta mesmo. 

 

O apóstolo Paulo, escrevendo aos Filipenses, falou de Cristo como aquele que “não considerou que ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se, mas esvaziou-se a si mesmo” (Fp 2:6-7). Amar é exatamente isso: esvaziar-se. Não de valor, mas de vaidade. Não de identidade, mas de ego. É abrir mão da própria vontade para que a vontade do outro, e a graça de Deus, possa florescer. É abdicar de si mesmo pela alegria de ver o outro inteiro. É trocar o “eu quero” pelo “nós podemos”. Porque o amor verdadeiro, o que permanece, o que transforma, o que reflete o próprio Cristo, é aquele que serve, se entrega e se alegra em doar-se.

Talvez eu tenha mesmo assistido a um filme antigo. Mas o que o tempo trouxe foi uma lembrança viva: o amor de verdade a gente não vê só na tela. A gente aprende, sacrifica e constrói. No fim das contas, o que gravei ao rever o filme foi mais do que uma história de amor bonito. E, se for para gravar, que seja sempre o amor que não deixa de ser amor mesmo quando a história muda. Recordei que amar, de fato, é morrer um pouco para que o outro possa viver plenamente.

Ps: toda história de amor, é um plágio barato do maior ato que o mundo já viu (Jo 3.16).

 

Gustavo Rocha | Casado com Bruna e pai de Samantha e Tito; Pastor na Promessa Bom Retiro e Maracanã, em Sumaré; Formado em Teologia Pelo CETAP e estudou Cinema e ama cinema desde criança.

Foto de capa: Internet.

Dia dos Professores: missão e vocação a serviço da Escola Bíblica e da Teologia

Professores são parte importante da estrutura da sociedade e da igreja. Eles são destacados como profissionais responsáveis pela formação de todos os outros profissionais. No meio do povo de Deus, educadores são importantes peças na engrenagem de ensino, desde a comunidade local até as estruturas institucionais da educação promessista.

Neste Dia dos Professores (15/10), o Promessistas.org enfatiza a importância do professor da Escola Bíblica — em suas classes de crianças, adolescentes, jovens e adultos — bem como dos professores de Teologia das instituições teológicas da Igreja Adventista da Promessa. Além disso, o papel do professor é ressaltado nas Escrituras e associado a pelo menos dois dons para o Corpo de Cristo. Segundo “O Doutrinal”, o “ensino” (Rm 12:7) é uma dessas capacitações que o Espírito dá à igreja e que habilita a pessoa na explicação e aplicação da Palavra de forma mais fluente, além de ser dedicada ao estudo e à pesquisa.

O dom de mestre é outra capacitação divina dada a homens e mulheres e que aparece na Bíblia. Ligado ao ensino, o mestre é o cristão maduro, com a capacidade tanto de ensinar conceitos quanto de levar seus alunos à aplicação do que foi ensinado, podendo inclusive acompanhá-los nesse desenvolvimento. Em alguns casos, esse dom é dado junto ao ministério pastoral (1 Co 12:28; Ef 4:11).

 

A líder da Secretaria da Escola Bíblica, Missionária Célia Beltran, que direcionou uma mensagem aos educadores da EB, disse que ser professor é semear a verdade nos corações. “Queridos mestres da Palavra, vocês são semeadores que plantam verdades eternas nos corações dos alunos. Em cada lição ensinada, vidas são alcançadas, despertadas e transformadas”, disse a líder. “A vocês, o nosso respeito e gratidão pela dedicação e responsabilidade com que ajudam irmãos e irmãs a compreender melhor as Escrituras. Que o nosso Pai continue lhes dando graça para essa missão que é tão preciosa”, complementou.

Para o diretor da Associação de Ensino Adventista da Promessa (AECAP) e do Centro de Estudos Teológicos Adventista da Promessa (CETAP), Pastor Roberto Junior Helfstein, o papel dos professores é uma missão que o Espírito concede a algumas pessoas na igreja. “Eu vejo que essa missão, como destacada na Bíblia, é uma missão tão importante, é um dom tão importante quanto os outros. E o que chama muito a atenção é como Deus chama pessoas. Deus capacita e dá essa vocação para que as pessoas possam exercer o ensino dentro da igreja. E ensinar é uma das marcas mais importantes da Escritura, e ela é uma parte do ministério de Cristo”, analisa.

 

Um dom relevante

Junior ressaltou que “ensinar” foi algo destacado no ministério do Senhor. Junto com cura e salvação, estava o ensino, mostrando a relevância de quem ensina e do que ensina. Para ele, hoje, o mais complexo é o tipo de Teologia que os professores ensinam. “O maior desafio hoje é ser professor de uma teologia bíblica, saudável, que impacte, que transforme, de verdade, a vida das pessoas, porque o ensino tem essa característica.” Para ele, a grande relevância do ensino teológico é o fato de aproximar do conhecimento da Palavra de Deus, mas esse perfil anda em falta hoje. Segundo ele, esse é o maior desafio do século para quem ensina Teologia.

“Tanto o professor de Teologia quanto o professor da Escola Bíblica, da igreja local, precisam estar muito centrados, muito firmados no que vão ensinar. E, se não tiverem a Escritura como base, se não estiverem respaldando esse ensino, a gente começa a ter dificuldade; as pessoas não poderão ser transformadas pelo evangelho”, alerta o diretor do CETAP.

 

A importância da formação

O líder das instituições de educação destacou que a igreja deve continuar no seu caminho de formar professores tanto da EB quanto para as escolas vinculadas à igreja. Assim, ele foi grato a Deus pela vocação dos professores e ressaltou o papel da instituição na formação dos educadores, por meio do CETAP e Promessa Educa. “O CETAP hoje tem sido uma ferramenta de formação. Hoje, através da plataforma do Promessa Educa, tem sido uma ferramenta importante na difusão, na expansão do ensino. Enfim, nós temos hoje muitas ferramentas que podem ser úteis nessa missão importante que é o ensino dentro da igreja”, complementou.

Texto: Agência Promessista de Comunicação (APC)

Fotos: APC.

Não esqueça de ler a Palavra de Deus para as crianças

Um dos textos mais reveladores sobre a formação de Timóteo é o que Paulo lhe escreveu em 2 Timóteo 3:15:

“E que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus.”

Esse versículo mostra como o jovem líder, chamado a suceder o apóstolo, deveria lembrar da base de sua vida — aquilo lhe daria sustentação espiritual ao longo da vida. 

A base de Timóteo começou na infância, em casa

As sagradas letras, sinônimo da Palavra de Deus, foram aprendidas ainda na infância:

“Trazendo à memória a fé não fingida que há em ti, a qual habitou primeiro em tua avó Loide, e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também habita em ti” (2 Timóteo 1:5).

 

O discipulado do jovem pastor começou em casa. Sua formação espiritual foi conduzida pela avó e pela mãe, já que seu pai era grego e, provavelmente, não convertido. Essas mulheres foram usadas pelo Espírito Santo para transmitir as histórias bíblicas e ensinar ao menino o caminho em que devia andar, para que esse ensino permanecesse no coração quando crescesse (Provérbios 22:6).

Aprende-se, assim, que o discipulado deve começar no lar. Antes das salas do Ministério de Crianças e Adolescentes (MCA), na Escola Bíblica, pais e responsáveis têm o dever de inculcar — isto é, apresentar repetidas vezes — a Palavra de Deus às crianças.

Use o tempo, as situações cotidianas, brincadeiras, passeios, momentos de descontração, cultos domésticos, idas ao templo e reuniões de Pequenos Grupos para ensinar  sobre Deus nas Escrituras “andando, sentado e levantando-se” (Deuteronômio 6:4-7).

Utilize também os recursos produzidos pela igreja para facilitar esse ensino, como o livro “Reino Feliz”, da Editora Promessa; as lições bíblicas para crianças (clique aqui para acessar o currículo) e o programa Pro Kids, da TV Viva Promessa, frutos de parceria com o MCA. Essas ferramentas ajudam na contação das histórias e adaptam o conteúdo bíblico à linguagem das crianças.

 

A base de Timóteo prosseguiu na igreja

Quando recebeu as instruções apostólicas, Timóteo já era um adulto, consciente da base que havia recebido e agora solidificado na fé. Ao escrever-lhe, Paulo o orientava por meio da Palavra inspirada por Deus, “… útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (2 Timóteo 3:16), tornando quem a aprende apto e disposto a viver o bem e a realizar boas obras (2 Timóteo 3:17).

 

Além do ensino das sagradas letras, Paulo também discipulou Timóteo com o exemplo de sua própria vida. Mais do que conhecimento acadêmico, ele transmitiu um modus vivendi — um modo de viver. Isso é discipulado: ensino conceitual aliado à transmissão de vida, um convite a caminhar nos passos do Mestre Jesus (1 Coríntios 11:1).

A geração de Timóteo era “amante de si mesma e dos prazeres” (2 Timóteo 3:1-9), uma geração de “enganados e enganadores”. Mas, diante do que aprendeu: das Escrituras, por meio da avó e da mãe, e do discipulado, por meio do apóstolo, Timóteo tinha diante de si o caminho da verdade, a meta a ser alcançada: a estreita estrada que conduz às ruas da Jerusalém celestial (Mateus 7:13-14; Apocalipse 21:2).

Assim, pode-se dizer que o ensino é também responsabilidade da igreja, enquanto Corpo de Cristo, “coluna e baluarte da verdade” (1 Timóteo 3:15). Por meio de Pastores, Missionárias, mestres, teólogos e teólogas, a igreja deve criar espaços de aprendizado para fortalecer a fé de crianças e jovens.

Com o ensino de casa e o da igreja, certamente as novas gerações crescerão sabendo as sagradas letras — e terão direção segura em meio aos tempos confusos em que vivemos (Salmo 119:105).

Texto: Agência Promessista de Comunicação (APC)

A consciência revela o Criador

“Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que estabeleceste; que é o homem, para que dele te lembres? E o filho do homem, para que o visites?” (Salmo 8:3-4)

 

A questão da consciência representa um ponto de ruptura diante das explicações científicas que tentam reduzir a origem da vida e da mente humana apenas à evolução. A ciência, por mais que descreva processos biológicos e a organização da matéria, não consegue demonstrar como algo puramente físico poderia gerar a experiência subjetiva, a autoconsciência e a capacidade de reconhecer a própria existência.

Não se trata de uma mera lacuna a ser preenchida futuramente: é um limite estrutural que desmonta a lógica da teoria evolutiva. A evolução pode, em seus modelos, sugerir adaptações, transformações e seleção de características, mas em nenhum momento explica como da matéria bruta emergiria algo tão imaterial quanto o pensamento, a intencionalidade e a espiritualidade. A consciência, portanto, não pode ser considerada fruto do acaso ou de processos cegos e automáticos.

Esse abismo entre a explicação materialista e a realidade da consciência aponta para uma verdade maior: a vida consciente só pode ser explicada pela ação de um Criador. A passagem da inércia da matéria para a riqueza da mente humana não é continuidade, mas um salto — e esse salto exige uma causa transcendente. A própria razão testemunha que a consciência não é um acidente, mas um dom, uma marca da imagem de Deus impressa no ser humano.

 

Reconhecer o Criador não é negar a ciência, mas afirmar que o conhecimento humano encontra seus limites quando tenta reduzir o espiritual ao material. A ciência pode descrever o funcionamento da parte física do ser humano (corpo), mas não explica a totalidade do ser, ou de sua parte mais profunda, ligada aos sentimentos, vontades e emoções (alma). Pode mapear o cérebro, mas não traduz a experiência do “eu sou”. Essa incapacidade não é falha passageira, mas sinal de que a consciência pertence a uma ordem superior, ligada diretamente ao Deus que a concedeu.

Assim, o fracasso das teorias puramente naturalistas em explicar a origem da consciência não apenas deixa uma dúvida em aberto, mas derruba o edifício da evolução quando usada como narrativa totalizante da vida. Diante disso, a única explicação coerente é que fomos criados com propósito, à imagem e semelhança de Deus, como ensina a Bíblia: “No princípio, criou Deus os céus e a terra. […] Formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego de vida; e o homem tornou-se alma vivente.” (Gênesis 1:1; 2:7)

A Palavra revela o que a ciência não pode explicar: a consciência é obra do Deus Criador, que nos fez não apenas para existir, mas para viver em comunhão com Ele e contemplar sua grandeza.

 

José Rubens Cortez Filho | membro da Promessa de Lucas do Rio Verde (MT); Professor de História e Especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional.

O que são a Comissão Teológica e a Câmara Teológica?

Entenda como funcionam estes dois importantes órgãos da Igreja Adventista da Promessa. 

 

Neste sábado (04), a Câmara Teológica está reunida no Espaço Promessa, em Cosmópolis (SP), para apreciação de mais três capítulos do Livro de Teologia Sistemática da Igreja Adventista da Promessa. O Promessistas.org explica o que são essas duas importantes “casas” da denominação. As definições foram retiradas do Regimento Interno da Convenção Geral, disponível neste link (páginas 10 e 11).

 

Comissão Teológica

A Comissão Teológica tem o propósito de estudar os temas doutrinários e teológicos encaminhados a ela pelas Assembleias Gerais ou Regionais, Juntas Gerais ou Regionais, Diretorias Gerais ou Regionais, além das Assembleias das igrejas locais.

Ela é constituída por 15 membros — pastores, missionárias e presbíteros — todos com formação na área teológica, indicados e aprovados em Assembleia Geral.

O Regimento Interno também estabelece os limites de sua atuação, como: receber, analisar e emitir parecer sobre pontos a ela encaminhados; solicitar a colaboração e o apoio de outras pessoas por ela indicadas, sem direito a voto.

Câmara Teológica

Já a Câmara Teológica é um órgão da Assembleia Geral, segundo o artigo 29 do Regimento Interno. Ela estuda e emite parecer sobre os assuntos doutrinários propostos pela Comissão Teológica ao longo do intervalo entre uma Assembleia Geral e outra.

A composição da Câmara Teológica inclui: a Diretoria da Convenção Geral; um representante de cada Ministério da Convenção Geral; e até quatro representantes de cada Convenção Regional do Brasil e do exterior, indicados bienalmente pela Junta Regional Deliberativa, aprovados pela Assembleia Geral da Convenção Regional e encaminhados à Assembleia Geral da Convenção Geral para ciência, podendo ser reconduzidos.

 

SOBRE AS REUNIÕES

As reuniões da Câmara Teológica são presididas pelo presidente da Convenção Geral ou por seu substituto legal. O quórum de instalação é de maioria simples de seus componentes.

Para aprovação dos temas relacionados à Confissão de Fé Promessista (31 pontos de O Doutrinal e a Fé que Professamos) é necessário voto favorável de 75% dos presentes. Para os demais assuntos, é exigido voto favorável de 50% mais 1 (um) dos presentes.

Os assuntos doutrinários, propostos pela Comissão Teológica à Câmara Teológica, devem ser disponibilizados a todos os membros da Assembleia Geral da Convenção Geral com antecedência mínima de 30 dias. Os componentes da Câmara Teológica, dentro do prazo definido pela Secretaria Geral, podem enviar emendas ao texto para análise da Comissão Teológica, desde que encaminhadas com pelo menos 15 dias de antecedência à reunião da Câmara Teológica.

SOBRE AS DELIBERAÇÕES

Após ouvir a Comissão Teológica, a Câmara Teológica dará parecer aos temas apresentados e prestará relatórios anuais à Assembleia Geral, assim, diante disso, a AG delibera, aprovando ou reprovando, os pareceres apresentados pela Câmara Teológica.

Os pareceres da Câmara Teológica, aprovados ou desaprovados pela Assembleia Geral da Convenção Geral, que não necessitem de regulamentação pelas respectivas comissões competentes, deverão ser implementados nas IAPs imediatamente após o recebimento da ata da Assembleia Geral.

Por isso, é necessário que a igreja tanto participe quando necessário por meio de suas assembleias, e ore pelas lideranças, teólogos e teólogas da Igreja, para que sejam sempre iluminados pelo Espírito Santo e permaneçam fiéis à Palavra de Deus.

 

Texto: Agência Promessista de Comunicação (APC)

Fotos: APC

 

Do Grêmio Monte Tabor ao MJ: 80 anos de Ministério Jovem Promessista

Foi em 15 de setembro de 1945 que nasceu o primeiro Ministério Jovem, com propósito de semear a Palavra de Deus no meio da mocidade e de viver seus valores em todos os lugares. 

 

De acordo com o livro Marcos que pontilham o caminho – 2ª edição, que conta a história da Igreja Adventista da Promessa, em 15 de setembro de 1945, jovens se reuniram informalmente para discutir assuntos de seu interesse. Entre eles, decidiram que a mocidade se organizaria com foco em atividades voltadas a esse público.

Foi decidido que os encontros ocorreriam a cada 15 dias, após os trabalhos normais da igreja, sob a liderança do proponente da ideia: “o jovem Otoniel da Silveira, que recebeu colaboração de outros jovens da época, tais como seu irmão Junílio, Natal Benedito e outros, tanto rapazes quanto moças”.

Assim, naquele dia, na capital de São Paulo, no bairro de Santana, foi organizada a Mocidade Promessista, inicialmente com o nome de Grêmio Monte Tabor. Depois passou a se chamar União de Mocidade Adventista da Promessa (UMAP) e, nos últimos anos, Ministério Jovem (MJ), tendo ainda outras variações.

Mais do que o nome, chama atenção o que a história promessista nos conta sobre os propósitos pelos quais o MJ foi criado:

“As regras a serem desenvolvidas seriam: manutenção da fé e da doutrina cristãs desenvolvidas pela Igreja, nos moldes da Palavra de Deus, comunhão entre todos, fraternidade, sociabilidade entre todos, lazer, bem-estar, cultura, educação e moralidade. A ideia foi aceita e, a partir de então, partiu-se para a prática.”

A partir dessa formulação dos primeiros jovens promessistas, podemos refletir sobre algumas verdades que surgiram no nascedouro do MJ e que continuam servindo para adolescentes e jovens de hoje.

Legenda: Conselho de jovens, organizado em 1949. Sentados (esq.): Maria Celina Thomazinho, Abner Silveira da Silva, Sebastião Ferreira de Oliveira. Em pé (esq.): Nelson Cardoso, Jonatã Muniz Falcão, Aurelino Nascimento, Lázara Corrêa, José Miguel Soares Filho, Nelson Dantas e Otoniel da Silveira. (Foto: “Marcos Que Pontilham o Caminho. A História Continua” – 2ª edição).

1. O alicerce da convicção do jovem promessista

Quando lemos sobre a “manutenção da fé e da doutrina cristãs desenvolvidas pela Igreja, nos moldes da Palavra de Deus” é prioridade, vemos que, desde o início, a convicção da juventude promessista é a Palavra de Deus. É dela que a Igreja confessa suas doutrinas. É por ela que a juventude promessista caminha há 80 anos. Sobre isso, o apóstolo João escreveu:

“Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno.” (1 João 2:14b)

É preciso que cada adolescente e jovem hoje conheça o Senhor e Sua Palavra. Creia em Sua salvação, aprenda e viva Sua doutrina, que é o antídoto para momentos tão agitados.

 

2. A convicção gera comunhão

Na fundação do MJ está o incentivo à “comunhão entre todos, fraternidade, sociabilidade entre todos, lazer, bem-estar, cultura, educação e moralidade.”

A comunhão é fator importante para a manutenção da convicção, seja a comunhão com o Salvador, seja a comunhão uns com os outros. Não existe, na Bíblia e na história, cristãos verdadeiros sem comunhão com a Igreja.

Isso se desdobra em refeições, lazer e discipulado pessoal, capazes de nos transformar na jornada até o retorno do Senhor. O recado bíblico é claro:

“Não abandonemos, como alguns estão fazendo, o costume de assistir às nossas reuniões. Pelo contrário, animemos uns aos outros, e ainda mais agora que vocês veem que o dia está chegando.” (Hebreus 10:25 – NTLH)

 

3. A convicção para a missão

Na história do MJ, um último ponto merece destaque, citado em Marcos que pontilham o caminho:

“Trabalhos diversos começaram a ser realizados, e muitas bênçãos de Deus iam sendo verificadas; muitas pessoas converteram-se a Jesus Cristo, enquanto outras tantas eram batizadas no Espírito Santo. O surgimento dessa organização foi de futuro promissor.”

A juventude promessista é uma iniciativa missionária desde o seu início, um movimento de testemunho. É preciso que a juventude entregue o melhor de sua energia, inteligência e trabalho para o Senhor, a Sua Igreja em serviço à sociedade, como o sábio escreveu:

“Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade.” (Eclesiastes 12:1)

Confiando no poder de Deus, vamos em direção ao mundo para compartilhar as virtudes d’Aquele que nos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz (1 Pedro 2:9).

Atual equipe do MJ Geral, liderada pelo Pr. Jeferson Bagagim. Foto: Divulgação/MJ.

 

AGORA É A SUA VEZ!

O MJ completa 80 anos, e agora é a sua vez de se levantar como Otoniel da Silveira — tanto moças quanto rapazes — e viver no MJ a fé que nos foi entregue.

É a sua hora de conhecer a Palavra de Deus, a doutrina confessada pela Igreja, a graça de Deus e a salvação em Cristo, a Lei de Deus, experimentar o poder do Espírito Santo e compartilhar o Evangelho com todas as pessoas que puder — até que Ele venha!

Texto: Agência Promessista de Comunicação (APC). 

A oferta que virou missão: sobre o dia da Missões e Evangelismo promessista

A data de 12 de setembro como Dia de Missões e Evangelismo Promessista tem em seu princípio ações concretas da prática missionária da Igreja Adventista da Promessa. Segundo a Junta de Missões da Convenção Geral do Brasil, o dia lembra a organização da primeira Escola Bíblica no exterior, em 1957, a partir de contatos missionários com crentes de fé semelhante aos promessistas. Naquele ano, mas em 20 de julho de 1957, foi autorizada a criação de um caixa para missões estrangeiras, com o fim do envio de missionários a outros países.

Essa ação se concretizou cerca de um ano depois, quando se levantou uma oferta na cidade de Fernandópolis (SP), pelo Pastor José Pereira Mendes, para que enviasse um representante a Portugal, pois já havia uma Escola Bíblica organizada em Angra do Heroísmo, Arquipélago dos Açores, para onde eram constantemente enviadas correspondências da igreja, como conta o livro Marcos que pontilham o caminho – 2ª edição.

A pequena oferta de 18 cruzeiros da época foi uma “boa semente” para o avanço da obra promessista. Já na década de 1960, o Departamento de Missões (hoje, JM) fazia suas primeiras viagens missionárias ao exterior, capitaneadas principalmente pelo Pr. Junilio da Silveira, filho de João Augusto, que podemos chamar de “pai das missões promessistas”. Assim, a igreja se expandiu com o poder do Espírito Santo, por meio de homens e mulheres ao redor do mundo (Atos 1:8).

Atualmente, com a graça de Deus, a denominação alcança 19 países com igrejas estabelecidas: Brasil, Argentina, Paraguai, Chile, Bolívia, Peru, El Salvador, Uruguai, Guatemala, Colômbia, Portugal, Espanha, Nepal, Índia, Inglaterra, Moçambique, Angola, Nigéria e Uganda. Há ainda 8 países com famílias promessistas: Honduras, Alemanha, França, Itália, Austrália, Irlanda, Japão e Canadá; e 5 países com igrejas em plantação: Estados Unidos, Inglaterra, Catalunha e Equador.

A NECESSIDADE DAS ‘OFERTAS’

Podemos dizer que esse trabalho sempre nasce de uma oferta: primeiro, da oferta de homens e mulheres que entregam sua vida para ir ao campo, como o “semeador que saiu a semear” e levou a Palavra de Deus por onde passou (Mateus 13:3-8); é uma oferta financeira, capaz de abrir o bolso como extensão do coração, pensando nas famílias missionárias, nas igrejas locais ao redor do mundo e na expansão estrangeira em todas as nações, como determinou Jesus na Grande Comissão (Mateus 28:19-20).

É a oferta de sermos missionários, cada promessista, no poder do Espírito Santo, no outro lado da rua, ao redor de nossa casa ou apartamento, em nosso bairro e cidade. Por meio da igreja local, com seus cultos, bases missionárias ou pequenos grupos, estudos bíblicos e em nosso testemunho pessoal. 

O Dia de Missões e Evangelismo promessista lembra-nos que vale a pena ofertar a vida e os recursos, mesmo que seja pouco a nossos olhos; porém, como disse Jesus, é ainda que seja uma pequena semente, ela cresce e frutifica, dando frutos em formas de vida: de todo povo, tribo, língua e nação (Mateus 17:20; Apocalipse 7:9).

Texto: Agência Promessista de Comunicação (APC).

Fotos: Divulgação/APC.

Revitalização que une gerações

Quando a “nova” e a “antiga” Igreja se unem em prol do crescimento, Deus age poderosamente no meio dela.

 

Vivemos num mundo cada vez mais fragmentado, onde as gerações parecem falar línguas diferentes e viver em realidades paralelas. Sob este prisma, a Igreja emerge como um espaço de encontro e reconciliação espirituais. E, visando o crescimento orgânico e salutar, a revitalização intergeracional se torna uma necessidade, com o objetivo de apresentar uma expressão profunda do evangelho que nos chama à unidade nas gerações vindouras. Afinal, é na profundidade desses relacionamentos entre diferentes idades que descobrimos a beleza multigeracional do corpo de Cristo.

Não há como negar que existe uma riqueza incomparável em observar os mais experientes na fé compartilhando suas jornadas com os mais jovens. Esses homens e mulheres que caminham com Deus há décadas, carregam consigo as marcas da fidelidade através de diferentes gerações. Suas histórias são testemunhos vivos de que a graça de Deus os sustenta em todas as circunstâncias. Eles oferecem à geração mais jovem a sabedoria que vem do conhecimento das Escrituras e da aplicação prática dessa Palavra ao longo de muitos anos.

Os cristãos mais maduros, via de regra, possuem a capacidade singular de discernir entre o que é essencial e eterno, e o que é cultural e temporário. Esta percepção é importante para discipular em amor e cuidado os mais jovens, que muitas vezes encontram desafios para serem autênticos na fé e relevantes culturalmente. Através do exemplo, os veteranos na fé podem demonstrar que é possível se manter fiéis na Sã Doutrina ao mesmo tempo em que se contextualizam diante das mudanças, tal como Paulo fez ao se fazer “tudo para com todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns” (1 Coríntios 9:22b).

Por outro lado, a nova geração traz consigo um conhecimento tecnológico e social muito diferente. Em trinta anos, muita coisa mudou, embora a Palavra seja eterna e imutável, mas ainda assim se renovando a cada dia. Os questionamentos da juventude, sua familiaridade com a cultura atual e sua habilidade natural com as novas tecnologias devem ser lidas como presente para a Igreja, pois desafiam a comunicar a fé de maneira criativa e relevante, sem comprometer o conteúdo do evangelho.

Assim como Paulo observou atentamente oaltar ao Deus Desconhecido(Atos 17:23b) em Atenas, os jovens, através de seus conhecimentos da Palavra de Deus e contemporâneo, ajudam a Igreja a identificar os “altares” contemporâneos onde o evangelho precisa ser proclamado.

 

UM ENCONTRO POSSÍVEL

O Espírito Santo age quando estas gerações se encontram, não com propósito de julgamento, competição ou sem confronto na Palavra, mas em genuína mutualidade. Quando a geração mais antiga se dispõem a aprender sobre os novos contextos e desafios que os jovens enfrentam, e quando os jovens se abrem para receber a sabedoria dos que já percorreram caminhos semelhantes, algo transformador ocorre. A Igreja deixa de ser um campo de batalha geracional e torna-se uma comunidade de aprendizado mútuo onde todos são simultaneamente professores e alunos. A experiência dos anciãos e a ousadia da juventude são valores essenciais para o crescimento da Igreja de Cristo.

Pioneiros e neófitos precisam andar juntos, e isto pode ocorrer nos momentos mais simples, como quando uma avó ora com um adolescente; quando um idoso compartilha suas experiências com um grupo de jovens líderes; um ordenado maduro ensina o voluntariado e o serviço cristão à juventude. São nestes momentos que o amor transcende as barreiras geracionais e revela a unidade do Espírito dentro do Corpo.

Não podemos desprezar a espiritualidade que emerge destes relacionamentos. A combinação da profundidade teológica com a relevância contextual, a sabedoria experiencial com o vigor idealista, a estabilidade da tradição com a ousadia da inovação, produz uma Igreja que honra seu passado sem ficar presa a ele, que abraça o presente sem idolatrá-lo, e que se prepara para o futuro sem ansiedade, se tornando Casa de Paz.

Quando gerações diferentes servem juntas, adoram juntas e aprendem juntas, elas se tornam instrumentos do poder reconciliador e transformador do evangelho. Num mundo dividido, a Igreja se mostra como uma comunidade onde todas as idades encontram valor e propósito. Esta unidade fortalece a Igreja internamente e aumenta significativamente seu testemunho perante o mundo.

Que possamos cultivar intencionalmente estes espaços de encontro intergeracional. Que nossas Igrejas sejam lugares onde os cabelos grisalhos e os cortes mais modernos convivam em harmonia. Que a experiência pioneira e a energia da juventude se complementem. Que todas as gerações descubram que, juntas, formam um belo Corpo, o verdadeiro e unido Corpo de Cristo. 

Nesta jornada de mútua descoberta e aprendizado, experimentaremos de maneira profunda a verdade de que, em Cristo, não há velho ou novo, mas todos são um – um corpo intergeracional, firmado na Sã Doutrina, unificado em fé, que reflete a imagem do Deus que resgata, reconcilia, une e capacita todas as pessoas em Seu amor.

 

Bruno Freitas Martins Costa | Presbítero da Primeira Igreja Adventista da Promessa em Manaus (AM), líder do Ministério de Comunicação da Convenção Amazônica, Bacharel em Direito pela Faculdade La Salle Manaus e graduando em Teologia pelo Centro Universitário Unifatecie.