No início do Evangelho de Mateus, o evangelista apresenta Jesus como Emanuel, que significa “Deus conosco”(Mateus 1:23). Esse título revela uma das mais belas características do Salvador: Ele está perto das pessoas e habita com aqueles que creem em Seu nome.
Num mundo marcado pela solidão e pelo individualismo, saber que Jesus é o Emanuel traz consolo e esperança ao coração. Como expressa o Livro de Teologia do Novo Testamento do Centro de Estudos Teológicos Adventista da Promessa: “O próprio Deus se encarnou e veio morar com os seres humanos.”
Pulando para o final do Evangelho, vemos que Aquele que possui toda autoridade no céu e na terra entrega à comunidade dos discípulos, a Igreja (o Israel de Deus), a missão conhecida como A Grande Comissão(Mateus 28:18-20). Nela, o Senhor envia Seus seguidores a irem pelo mundo, alcançando todos os povos e etnias, fazendo discípulos que se pareçam com o Mestre, batizando-os e ensinando-os a obedecer tudo o que Ele ordenou.
E junto a essa grande tarefa, Mateus mostra que, mesmo após a ascensão, Jesus não deixaria Seu povo sozinho: “E eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”(Mateus 28:20).
O teólogo William Hendriksen chama essas últimas palavras de “O Grande Conforto”, pois enfatizam que o Emanuel continuaria com Sua Igreja na missão e em toda a sua jornada espiritual. Ele destaca ainda que não se trata de uma presença apenas “para sempre”, mas “dia após dia”. A palavra “convosco” ecoa de forma poderosa o nome Emanuel.
Esse eco chega até nós hoje, mostrando Jesus como a resposta de Deus para a solidão do mundo. Ele, que experimentou o abandono dos homens e o peso da separação de Deus por causa do nosso pecado (Mateus 27:46), pode nos consolar com Sua presença constante, especialmente nestes tempos solitários em que vivemos.
Além disso, por meio da Igreja — o Corpo de Cristo na Terra (1 Coríntios 12:27) —, a presença do Emanuel se torna visível e concreta quando, por exemplo:
amamos uns aos outros (João 13:34);
perdoamos uns aos outros (Colossenses 3:13);
suportamos uns aos outros (Efésios 4:2);
aconselhamos uns aos outros (Colossenses 3:16).
Assim, quando a Igreja vive a Grande Comissão, ela também experimenta o Grande Conforto: o Emanuel que caminha com Seu povo, enchendo-a do Espírito Santo e fortalecendo-a para levar o Evangelho a todos os lugares.
A adultização é uma onda preocupante que tem roubado a beleza e a segurança da infância no Brasil, ao induzir e atribuir a crianças responsabilidades e características de adultos. Diante deste cenário, a igreja é chamada a ser um agente de transformação, com a missão urgente de compreender e combater essa chaga.
O que é Adultização e Como Ela se Manifesta?
A adultização é a imposição de um fardo que rouba a essência e a inocência da infância, fazendo com que nossas crianças pulem etapas importantes de seu crescimento. Esse processo se manifesta de forma sutil e alarmante em nosso meio: na erotização precoce (com músicas, danças e roupas inapropriadas); no consumismo que as empurra para um estilo de vida adulto; no excesso de responsabilidades (sejam acadêmicas ou de trabalho); e na exposição digital sem limites. A pesquisa TIC Kids Online Brasil 2024, por exemplo, revela que 93% das crianças e adolescentes estão na internet, o que as torna ainda mais vulneráveis a essa realidade.
As causas dessa adultização são diversas: desde a influência de aspectos culturais, sociais e midiáticos, passando pelo papel dos influenciadores digitais, até a sobrecarga das próprias famílias. As consequências, porém, são devastadoras, causando ansiedade, depressão, dificuldades de socialização, perda da criatividade e, nos casos mais graves, expondo-as a riscos como a sexualização precoce e o abuso.
Nosso modelo de crescimento: Cristo
Em nossa missão como igreja, somos convocados a proteger e nutrir o desenvolvimento integral das crianças. A própria vida de Jesus é o nosso modelo. O evangelho de Lucas nos mostra que Ele crescia … “em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens” (Lucas 2:52).
Neste versículo, encontramos a receita para um crescimento equilibrado, que inclui as dimensões: Mental (Sabedoria), Física (Estatura), Espiritual (Graça para com Deus) e Social (Graça para com os homens).
Jesus nos mostrou que não podemos pular etapas. A ciência, por meio da Neurociência e da Psicologia, ecoa essa verdade: a criança “não é um adulto em miniatura”. Seu cérebro, suas emoções e sua capacidade de entender o mundo estão em pleno desenvolvimento, percorrendo um longo processo de maturação, com diferentes áreas se desenvolvendo em ritmos distintos e cada etapa precisa ser vivida e respeitada pelos cuidadores.
Jesus não só viveu isso, mas também nos ordenou: “deixai vir a mim os pequeninos” (Mateus 19:14), validando a importância da infância, chamando-nos a protegê-la.
A Igreja como Agente de Transformação
Diante do cenário de adultização, a igreja é chamada a ser um farol de esperança e um agente ativo na proteção da infância. Somos convocados a agir e isso se manifesta em ações concretas:
Ensino e conscientização: A igreja é o espaço ideal para instruir pais e líderes sobre o desenvolvimento saudável, por meio de palestras e grupos de estudo. É aqui que podemos aprender a importância de promover o brincar, o uso saudável da tecnologia e a dialogar com os filhos à luz da Palavra.
Celebrando a criança: O Ministério de Crianças e Adolescentes (MCA) deve ser um ambiente intencionalmente planejado para que a criança possa ser criança. Isso inclui ensino bíblico adequado à idade, espaço para o lúdico, com músicas e jogos, e um ambiente seguro onde os pequenos podem se expressar sem medo.
FortaleceR as Famílias: Nenhuma família deve caminhar sozinha. Como comunidade, podemos criar uma rede de apoio para que as famílias compartilhem suas lutas e vitórias, fortalecendo-as para resistir às pressões culturais.
ValorizaR Cada Fase: Nossa igreja deve ser um lugar onde a criança é celebrada em sua fase única. Isso significa ter paciência com a agitação dos pequenos e criar oportunidades adequadas para cada idade.
Vamos juntos nessa missão de ensinar e proteger:
Aos pais: Observem seus filhos. Eles têm tempo para brincar? Os conteúdos a que são expostos são adequados? Busquem sabedoria em Deus para guiá-los no ritmo certo.
Aos líderes: Continuem a se capacitar e a buscar entendimento sobre as fases do desenvolvimento infantil para ensinar a Palavra de forma eficaz e amorosa.
Que sejamos uma igreja que acolhe o barulho e a energia das crianças, que encoraja e celebra cada passo do seu crescimento. Ao resgatarmos o valor da infância, não apenas criamos crianças mais saudáveis, mas honramos o plano de Deus para a família.
“Ensina a criança no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele.” (Provérbios 22:6)
Valquíria Ramos | Serve a Deus na Promessa Peri, é líder do Ministério de Crianças e Adolescentes da Convenção Geral, Psicopedagoga clínica e institucional, tecnicista em Ciência da Felicidade e pós-graduanda em Neurociência.
O Vice-Presidente da Convenção Geral mostrou algumas razões pelas quais os discípulos de Jesus devem se envolver com a missão e apresentou desafios aos jovens.
Na última palestra da manhã de sábado (02), ministrada pelo Vice-Presidente da Convenção Geral, Pastor Eleilton Freitas, pregou sobre a convicção com foco na missão. Sua mensagem, que pode ser assistida abaixo na transmissão, foi embasada no texto de Hebreus 13:10-16, onde o pregador deu algumas razões pelas quais os discípulos de Jesus devem se envolver com a missão e apresentou três desafios para se envolver com ela.
O pregador deu uma definição de missão: “Por missão, nos referimos ao movimento de Deus em direção aos seres humanos para resgatá-los do pecado. E quando falamos de envolvimento com a missão, estamos pensando em nosso papel ativo e intencional diante do que Deus está fazendo”. Ele também falou sobre a importância de se envolver com ela em dois contextos, local e global: “O Senhor deseja que nos envolvamos na proclamação das boas novas em nosso contexto, em nossa cidade, em nosso bairro, em nossa casa. Além disso, ele também deseja que nos envolvamos com a missão global, isto é, que nos importemos com aqueles que estão morrendo mundo afora sem a salvação: não somente nos importemos, mas façamos algo concreto!”, ressaltou.
Na parte final da carta, onde o autor de Hebreus escreveu para crentes de Roma que sofriam muita hostilidade, é enfatizado que a vida em Cristo é superior (caps. 11–13) a qualquer outra proposta. Em Hebreus 13:10-16, segundo o pregador, pode-se aprender “que as bênçãos que recebemos em Cristo devem nos impulsionar para a missão”.
1. PRECISAMOS DE CONVICÇÃO SOBRE AS MOTIVAÇÕES PARA A MISSÃO A mensagem ensinou que existem ao menos três motivações para a missão, baseadas no que Cristo fez, pelos pecados perdoados e por um novo tempo de salvação universal. Após trabalhar questões relacionadas ao sistema sacrificial da antiga aliança e explicar que os judeus de Roma poderiam se sentir superiores pelo fato de terem altares e um templo e os cristãos não, Eleilton explicou a superioridade da nova aliança e disse qual é o verdadeiro altar do sacrifício (Hebreus 13:10).
“Para o escritor [de Hebreus], o altar é a cruz na qual Jesus ofereceu-se como um sacrifício a Deus. E, para o cristão, a cruz é um símbolo que representa a obra completa da redenção”, explicou o mensageiro. “O sumo sacerdote não podia comer do sacrifício queimado fora do arraial. Mas nós podemos comer deste sacrifício de Cristo fora das portas, ou seja, nós podemos desfrutar os benefícios da cruz.”
O sofrimento de Cristo para santificar “Assim, Jesus também sofreu fora das portas da cidade, para santificar o povo por meio do seu próprio sangue” (Hb 13:12).
Eleilton explicou que do lado de fora da cidade era o local onde pessoas impuras deveriam ficar e que o Império Romano crucificava pessoas geralmente perto de estradas, do lado de fora das cidades, para que todos pudessem ver. “Jesus foi crucificado do lado de fora. Ele sofreu fora das portas da cidade.” Essa salvação é oferecida para gente de todo o mundo. Sem limite geográfico, universal. “Na cruz, fora da cidade, Ele ofereceu um sacrifício universal que nos alcançou”, disse o mensageiro. Que reforçou que, por esse aspecto da obra de Cristo, os Seus discípulos devem se envolver com a missão de Deus em qualquer lugar do mundo, onde você estiver. “Jesus está do lado de fora do portão. Você pode encontrá-lo na rua, na esquina, na vida, na escola, no trabalho, nas suas atividades, no vai e vem da vida. Jesus não pode ser encontrado apenas no templo. Proclame-o onde você estiver.”
2. PRECISAMOS DE CONVICÇÃO SOBRE OS DESAFIOS PARA A MISSÃO. Após refletir sobre as motivações para a missão, o Pr. Eleilton trouxe alguns desafios da missão com base em Hebreus 13:13-16: o primeiro desafio é viver com coragem, independentemente do sofrimento. “Portanto, saiamos até ele, fora do acampamento, suportando a desonra que ele suportou” (Hb 13:13). Aqui o pregador relembrou ser um eco do evangelho quando diz: “Negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”.
Na CON’25, o Vice-Presidente Geral lembrou que o discipulado envolve a identificação com os sofrimentos do Senhor Jesus Cristo. “Se Jesus está fora do acampamento, num lugar de vergonha, mas é neste altar que temos alimento verdadeiro, é ali que devemos estar. O convite é para nos identificarmos com Cristo e termos a disposição de sofrer por Ele”, esclareceu.
Desprendimento
O segundo desafio é viver com desprendimento, não se apegando às coisas deste tempo, como diz Hebreus 13:14: “Pois não temos aqui nenhuma cidade permanente, mas buscamos a que há de vir”. Aqui a mensagem relembrou que os discípulos de Cristo são o povo da peregrinação. “A Jerusalém terrena não era o lar verdadeiro do povo de Deus e dos cristãos. O olhar deles não deveria estar na cidade terrena. Nós buscamos a cidade que há de vir. Nossa pátria está nos céus.” A pregação reforçou que a igreja deve ser sal e luz no mundo, deve se importar com as cidades em que os cristãos estão, mas o coração não pode ser seduzido por isso. “Quanta gente vive o tempo todo com os olhos fixos nas coisas deste tempo. Cuidado!”, alertou o pregador.
Viva com intenção!
O último desafio é viver de maneira intencional, oferecendo sacrifícios aceitáveis a Deus. Com base no texto de Hebreus 13:15, que diz: “Por meio de Jesus, portanto, ofereçamos continuamente a Deus um sacrifício de louvor, que é fruto de lábios que confessam o seu nome”, reforçou a superioridade da obra de Cristo e, por meio do que Ele fez, o cristão oferece a vida. “Não oferecemos animais, oferecemos sacrifícios de louvor. Todo o cristão é chamado a oferecer tais sacrifícios. Trata-se aqui da vida toda em louvor a Deus. É cantar, mas é muito mais do que cantar”, disse Eleilton. Citando Hebreus 13:16, ressaltou que as boas obras são as “notas” que devem ser tocadas na vida dos seguidores do Senhor.
Ele voa. Ele resiste a balas, a explosões, a colisões com meteoros. Ele escuta pensamentos a quilômetros de distância. Ele vê através de paredes. Ele carrega o mundo nos ombros, literalmente. Mas ele também chora. Também sofre. Também se decepciona. Também sangra… e não, não é sangue!
O Superman volta as telas, agora dirigido pelo diretor James Gunn, e mais do que ação e efeitos especiais, há um tema que grita por trás de cada cena: identidade. E aqui está o dilema que não pode ser ignorado: Se até o Superman precisa revisitar a sua identidade, quem somos nós para ignorar essa jornada?
Neste novo filme, Clark Kent não está apenas enfrentando vilões ou salvando o mundo (de novo). Ele está lidando com a decepção. Isso também não é novo, mas traz um frescor ao personagem. Desde a primeira cena, fica claro que esse “Super” é bem mais “humano”. Ele sangra logo de cara. Mas dessa vez sua fraqueza não é causada por uma pedra verde brilhante. Sua maior dor vem de algo mais íntimo, mais humano: ele se decepciona com seus pais.
O herói da cueca por cima da calça e da capa vermelha, é imbatível, é duro na queda, é super em todos os sentidos. Mas, nem mesmo ele, pode existir sem origem. Ninguém escapa de precisar olhar para sua Krypton. E é aqui que o filme nos encontra. Clark tem duas famílias. Duas origens. Uma humana e uma “Super”. Seus pais de Krypton são os quase-deuses, os geneticamente superiores. Dizem por aí, que quanto mais alto, maior a queda, não é mesmo? Sendo verdade, ninguém é preparado para levar esse “baque”. A família “Super”, não é tão “Super” assim. E mesmo sendo uma figura idealizada de perfeição, Clark precisa revisitar essa ferida. Ele precisa escavar de novo a sua origem, sua verdade, sua história. Porque ninguém, nem mesmo o Super-Homem, escapa da crise de identidade.
IDENTIDADE SE CONSTRÓI
Identidade se constrói no espelho que escolhemos. Quem é o seu modelo? Quem te ensinou a ser você? De onde você vem Clark? Isso dói bem mais que uma pedra verde. Às vezes, nossas kryptonitas não são externas, são internas. E dessas, não há como correr! Clark, com todos os seus poderes, ainda assim precisa olhar nos olhos de Jonathan e Martha para redescobrir quem ele é.
Isso é uma verdade fundamental sobre ser humano: nós somos formados pelas pessoas que nos cercam. E quando essas pessoas falham, tropeçamos juntos na dor da decepção. Mas o que o filme faz de bonito, e o que o Evangelho aprofunda ainda mais, é mostrar que não precisamos de modelos inatingíveis. Precisamos de modelos presentes, acessíveis, reais, que amem de verdade. No fundo no fundo, não importa se viemos de Krypton, ou da cidade mais remota do Brasil, precisamos de alguém que nos dê esperança. Precisamos de alguém, não precisa ser um “Super”, só precisa ser um alguém para mim. Clark se vê sendo um Super, sem ninguém.
Mas felizmente, nós podemos encontrar alguém. Quando estamos olhando para o alto e pensando, não há ninguém… sim, surge alguém! Ele não voa, não veste capa, e fala a nossa língua. Jesus é o nosso modelo de ser humano perfeito. E, diferente do que muitos pensam, sua perfeição não o afastou da nossa condição: ela o aproximou Jesus trouxe o céu até nós! (João 1:14).
UM HERÓI DE VERDADE!
Ele teve fome. Teve sede. Chorou por amigos. Suou gotas de sangue no Getsêmani. Se compadeceu de pessoas. Sentiu a frieza do medo na espinha. Sentiu a angústia da alma. Ele foi o mais próximo de Deus que é possível chegar, e ao mesmo tempo, o mais humano entre todos nós. Que coisa divina! Jesus, o verdadeiro Filho de Deus e também o verdadeiro Deus entre nós, o Emanuel, não negou a sua humanidade (Hebreus 5:7-8).
E isso é um recado direto para os “super-heróis” do nosso tempo: quanto mais santo você for, mais humano você precisa ser. Quanto mais “Superrrrrrr”, mais de carne e osso. A santidade não é sobre invulnerabilidade. É sobre compaixão, empatia, lágrimas verdadeiras e abraços reais.
Clark termina o filme de volta à sala, revendo a mensagem de seus pais. Agora não mais os Supers de Krypton, não! Agora ele olha para a terra. O homem acostumado a ser visto no céu, busca sua referência na terra. Que controverso. E ali está a chave de toda a trama: não é fugindo da decepção que reencontramos nossa identidade, mas encarando-a com maturidade.
Pessoas nos ferem, sim. Mas também são cura. Clark achou a sua. Ele se fortalece não ao evitar suas kriptonitas emocionais, mas ao resgatar seus vínculos de afeto. Esses vínculos, o aproxima do humano. Ele não precisa de pais superpoderosos. Ele precisa de pais humanos, com falhas, mas com amor, com moral, e com justiça (mesmo que falha). Modelos ideias (não perfeitos) muitas vezes estão mais perto do que imaginamos. Quer saber? Nós também precisamos.
No final, esse filme não é sobre voar. É sobre pousar. Sobre voltar para casa. Sobre olhar novamente para quem somos. E no nosso caso, essa “casa” tem um nome: a casa do Pai que nos é revelada por Jesus Cristo. Um caminho de retorno a Deus. Ele não apenas nos mostra quem Deus é, Ele também nos revela quem nós somos nele: filhos amados. E mesmo ainda com os erros, mas vivendo a verdadeira essência humana para qual fomos criados: o louvor da Sua glória e uma vida de amor e serviço ao próximo (João 14:1-7).
Se nem o Superman escapa da crise de identidade, talvez esteja na hora de você também parar, sentar, e escutar de novo a voz do Pai. Talvez assim como acontece com Clark na fortaleza da solidão, Cristo nos faça olhar para o lado. Veremos gente falha. Mas não tem problema. No fim do dia, ainda sim, é gente capaz de salvar o dia!
Texto: Gustavo Rocha | Casado com Bruna e pai de Samantha e Tito; Pastor na Promessa Bom Retiro e Marcanã, em Sumaré; Formado em Teologia Pelo CETAP e estudou Cinema e ama cinema desde criança.
No último dia do Encontro Ministerial da Convenção EuroÁsia, presidente geral reforçou a importância do poder de Deus para a missão.
“Antes de realizar a missão de Deus, é necessário receber algo da parte de Deus.” Essa foi uma das ênfases centrais da reflexão do Pastor Adelmilson Julio Pereira, presidente da Aliança Mundial Promessista (AMP) e da Convenção Geral das Igrejas Adventista da Promessa. O líder esteve em Portugal para o primeiro Encontro Ministerial da Convenção EuroÁsia, realizado entre os dias 18 e 20 de julho, em Lisboa e Setúbal, Portugal.
Assista à pregação completa:
Como parte da programação, no domingo (13), o Pr. Adelmilson proferiu uma mensagem com o tema “Vendo a Europa com o coração missionário!”, baseada em Mateus 28:16-20. Segundo ele, “Deus está fazendo uma grande obra no mundo. Ele começa a conectar as pessoas. Deus usa pessoas pequenas e simples para fazer grandes coisas.”
Durante sua exposição, ele relembrou a trajetória de Abraão, destacando como Deus corrigiu seu caminho, sua visão e seus medos (Gênesis 12 e 15). Ele relacionou essa jornada à dos discípulos de Jesus, que, mesmo diante da grande comissão em Mateus 28, ainda tinham dúvidas e medos (v. 5). Adelmilson traçou um paralelo entre o chamado de Deus a Abraão, quando Deus disse: “vai”, e a ordem dada por Jesus aos discípulos: “ide por todo o mundo”.
“Antes de realizar a missão de Deus, é necessário receber algo da parte de Deus. Esse algo não pode ser recebido por força humana”, afirmou. Em seguida, fez a pergunta central da pregação: “O que nós precisamos para fazer a missão de Deus?” A resposta, segundo o pregador, está na própria grande comissão:“Se todo o poder foi dado ao Senhor, então é poder e autoridade de Cristo Jesus.” E acrescentou: “O que vai nos impulsionar na Europa não é a organização Adventista da Promessa. O que vai nos empurrar é a autoridade de Cristo Jesus.”
A maior autoridade
O Pr. Adelmilson destacou a autoridade de Cristo, recebida do Pai, conforme enfatiza o evangelho de Mateus: “Toda autoridade me foi dada no céu e na terra.” Com base nessa afirmação, ele declarou: “Se toda autoridade foi dada para Cristo, não tem autoridade para os governos deste mundo, não tem autoridade para os presidentes deste mundo, não tem autoridade para os sábios deste mundo, porque toda autoridade foi dada para Cristo Jesus.”
Diante dessa certeza, reforçou: “Então, não tem lugar difícil para se pregar na Europa, porque toda autoridade foi dada a Cristo Jesus.”Segundo o pastor, é pelo poder de Cristo que a igreja cumpre sua missão: “Fazemos a missão aqui na Europa no poder de Cristo Jesus. Não fazemos no nome da denominação, mas no nome de Jesus. Para realizar a missão, Jesus tira os medos e as dúvidas da igreja” (Efésios 1:18-23; Filipenses 2:8-11).
Missão na prática
Ao final da mensagem, Adelmilson ofereceu orientações práticas para o compartilhamento do evangelho no cotidiano: “Ore por um amigo, abrace alguém, testemunhe a um vizinho. Se envolva com as pessoas, gaste tempo com as pessoas, testemunhe com as pessoas.”
Sobre a Convenção
A recente Convenção EuroÁsia abrange países como Portugal, Espanha, Inglaterra, Índia e Nepal, somando mais de 400 membros.
Agendas lotadas de compromissos: pregações, ensinamentos, bases missionárias, sofrimentos externos e pessoais, viagens e reuniões longas, ataques de dentro e de fora, problemas pessoais e familiares, perseguição religiosa e fim de ministério. Essa poderia muito bem ser a anotação de um pastor ou missionária — e de seus cônjuges — no século 21. Mas, ao lermos Atos 20, estamos diante do relato de um líder que plantou igrejas, cuidou de ovelhas em diversas ocasiões e supervisionou o rebanho de Deus.
Paulo atuou em muitas frentes ministeriais, e Atos 20 revela isso. O capítulo é de tirar o fôlego. É possível imaginar um “GPS” mostrando seu itinerário enquanto ele explica aos presbíteros da importante igreja de Éfeso como atuou de maneira enérgica e dedicada no ministério que lhe foi confiado.
Atos 20:28 parece ser o clímax do capítulo, o ponto central de sua mensagem aos pastores efésios. O texto diz o seguinte: “Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue.” (Atos 20:28)
Paulo diz que os bispos (grego: episcopoi) — palavra que significa supervisor, guardião (Bíblia Shedd) — devem cuidar de si mesmos. Pastores e missionárias devem atentar para esse “autocuidado”. Podemos entender isso no plano ministerial: eles devem zelar por sua fé no Salvador, sua fidelidade doutrinária e sua experiência pessoal com Deus, para que não sejam como alguém que levou a semente a muitos, mas perdeu a própria fé durante ou ao final da jornada. Afinal, é necessário:
“Ter cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem.” (1 Timóteo 4:16)
Cuidado com a mente, o corpo, o intelecto, a oração pessoal e a família são necessários nessa jornada de constantes desafios.
O CUIDADO PELO REBANHO
Na nobre atividade dos bispos, que exercem o ministério pastoral, está o cuidado com as ovelhas. Apesar de olharem para si mesmos, pastores e missionárias também mantêm um olhar atento ao rebanho confiado por Deus às suas mãos. A palavra “atender”, do grego proséchō, tem várias explicações, mas uma delas diz o seguinte: “levar a, trazer para perto, trazer um navio à terra e, simplesmente, atracar, aportar” (Bíblia Interlinear online).
Veja o importante trabalho de quem exerce o episcopado, a supervisão do rebanho: trazer estabilidade.
Por meio da força do Espírito Santo, pastores e missionárias, bem como seus cônjuges, recebem a tarefa de conduzir o rebanho de Deus com a ajuda do Senhor. Afinal, é Ele quem nos conduz com Seu cajado pastoral às águas tranquilas, por meio do vale da sombra da morte, até pastos verdejantes, por amor do Seu nome (Salmo 23).
Ou seja, assim como um navio, barco ou rabeta (embarcação de pequeno porte nos rios da Amazônia) são estabilizados quando ancoram ou aportam em algum lugar, assim é o cuidado dos pastores e missionárias à frente da Igreja do Senhor. Eles ensinam, doutrinam e defendem as ovelhas dos ataques dos lobos — de falsos mestres e ensinadores que desejam arrebanhar aqueles que custaram o sangue do Senhor.
O CUIDADO DO SENHOR
A recomendação paulina aos presbíteros de Éfeso traz como marca a ideia de que eles foram constituídos pelo Espírito Santo. Esse apelo apostólico é um rico lembrete de que, apesar das estruturas humanas, quem governa a Igreja é o próprio Cristo, o “bispo das nossas almas” (1 Pedro 2:25).
Por meio do Consolador, Ele escolhe os que cuidam da Igreja e, assim, dirige os passos do Seu Corpo, pois é o Cabeça (Colossenses 1:18). Por isso, pode-se afirmar: “O cuidado do Supremo Pastor se revela no ministério de pastores e missionárias.”
Quando esses líderes do povo de Deus são fiéis ao seu chamado, Deus é honrado e visto por meio de seus ministérios.
Por último, no discurso de Paulo em Mileto — cidade a cerca de 56 quilômetros de Éfeso (Bíblia Arqueológica), atualmente na Turquia — ele declara que o rebanho foi comprado com o sangue de Jesus Cristo. Os presbíteros deveriam se atentar para o valor que tem uma alma, lembrando que aquelas pessoas foram: “Compradas por bom preço” (1 Coríntios 6:20), são “propriedade exclusiva de Deus” (1 Pedro 2:9) e devem ser cuidadas e estimuladas à missão.
Paulo enfatiza a centralidade trinitária do ministério pastoral e a cristocentricidade do cuidado espiritual. A Trindade é a base do ministério, e o amor demonstrado na cruz pelo Filho é o maior motivo do episcopado de pastores e missionárias promessistas — e de esposas e esposos. Por isso, a cada dia 22 de julho, relembramos que o sagrado ministério tem um valor alto por ser obra de Deus.
Entenda se a comunidade local precisa de revitalização e saiba como agir para que isso mude.
Diante das necessidades dos nossos tempos, a liderança da Igreja Advestista da Promessa definiu sete compromissos, com base na Palavra de Deus, que ajudam a identificar se a sua igreja local está em Modo Missão ou em modo manutenção. A análise está disponível no site da Aliança Mundial Promessista (AMP):promessaglobal.com/modo-miss%C3%A3o.
Mas o que são igrejas no Modo Missão? De acordo com a plataforma da AMP, são igrejas chamadas por Cristo a cumprir a missão de levar o Evangelho às pessoas em suas mais diversas expressões. Conheça cada um dos compromissos:
O compromisso com as Escrituras As Igrejas em Modo Missão têm compromisso com a Palavra e compreendem a urgência do discipulado cristão, por meio de estudos bíblicos, pequenos grupos ou bases missionárias e no estilo de vida dos cristãos (Atos 5.42).
O compromisso com o foco As Igrejas em Modo Missão têm ministérios locais que cuidam e capacitam seus membros. O foco de atuação, em todas as áreas da igreja, é a missão (1 Pedro 4.10).
O compromisso com o culto As Igrejas em Modo Missão entendem a necessidade de celebrações atrativas e envolventes, onde os não-cristãos entendem o culto e reconhecem a glória de Deus (Atos 2.46-47).
O compromisso com a cidade As Igrejas em Modo Missão aceitam o desafio de agir e se comunicar na cidade, sendo encarnacionais, como Jesus (Mateus 9.35).
O compromisso com a plantação As Igrejas em Modo Missão entendem seu papel estratégico na missão de Deus, plantando novas igrejas (Atos 13.2-3).
O compromisso com as estruturas As Igrejas em Modo Missão reconhecem o desafio de pensar e implantar estruturas funcionais, que existem para a missão e no resgate das pessoas e na comunhão dos santos (1 Pedro 2.5).
O compromisso com a gestão Por último, Igrejas em Modo Missão têm instituições e lideranças, em nível regional ou nacional, que pensam a gestão a partir do Modo Missão (1 Pedro 5.2).
O que fazer para mudar? As Igrejas que não estão alinhadas a esses compromissos podem estar em modo manutenção, caracterizado pela falta de espiritualidade fervorosa e entusiasmo missionário. Porém, pelo poder do Espírito Santo e de acordo com a Palavra de Deus, podem virar a chave e mudar sua história.
A plataforma Promessa Global oferece um questionário de diagnóstico para ajudar igrejas a saírem dessa condição. Além disso, estão disponíveis sete aulas gratuitas com vídeos e materiais de leitura para impressão e uso em grupos de liderança. O curso “Colocando a Igreja no Modo Missão” pode ser acessado gratuitamente aqui: promessaglobal.com/modo-miss%C3%A3o
Além deste curso, outros materiais também estão disponíveis na plataforma com valores especiais, como: Cultura de discipulado, Reviva, Visão global, Movimentos urbanos e Igrejas vivas.
Saiba os princípios que mostram Deus como o verdadeiro dono de tudo o que temos.
Instruir sobre Deus como o dono da nossa vida, recursos e família foi o tema do programa Mais Valor (vídeo ao fim), que está com nova temporada na TV Viva Promessa. Apresentado por Daniel Freschi, educador financeiro e Pastor promessista, ele tratou de três princípios que envolvem as finanças e mostram que Deus é o verdadeiro dono de tudo o que temos.
Primeiro princípio: Deus é o dono de tudo! Daniel usou o texto de Salmos 24:1, que celebra a soberania de Deus: “Ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam.” Comentando este versículo, ele disse: “Deus é o dono da nossa vida, mas não só da nossa vida, do nosso carro, da nossa casa, dos nossos filhos, da nossa roupa, de tudo o que existe.”
A partir dessa consciência, Daniel afirmou que devemos administrar tudo o que temos conforme a Bíblia. “E qual o jeito certo de administrar? O jeito que a Palavra de Deus nos orienta. Esse salmo vai afirmar que Deus é o legítimo dono de toda a criação”, ressaltou. Ele reforçou essa verdade com Salmos 89:11: “Teus são os céus, tua, a terra; o mundo e a sua plenitude, tu os fundaste.”
Também alertou os internautas para a necessidade de reconhecer isso no dia a dia: “E será que nós temos essa consciência? Essa consciência muitas vezes nós não temos. Nós vamos vivendo: minha empresa, meu carro, minha casa, minha família, minha bolsa, meu sapato, tudo é meu. Não! Se eu entreguei minha vida para Jesus, tudo o que Ele me concedeu é dEle, e eu preciso ter essa consciência.”
Segundo princípio: os seres humanos são mordomos Daniel explicou que os seres humanos são mordomos, ou seja, administradores. Ele disse que é como se Deus nos “contratasse” para cuidar daquilo que pertence a Ele. Com base em Êxodo 19:5, destacou que o povo de Deus é chamado para ser mordomo e também propriedade especial: “Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha.”
Ele explicou: “O tesouro pessoal de Deus não são os nossos bens, somos nós; Ele olha para nós e confia os seus bens. Nós somos aqueles que cuidam dos recursos, e quanto melhor nós gerirmos esses recursos, mais o Senhor colocará nas nossas mãos.”
Terceiro princípio: prestaremos contas No terceiro ponto, o pastor falou sobre a parábola do administrador infiel, e disse que a Bíblia mostra que Deus pode tirar a responsabilidade de quem não administra bem os recursos que Ele deu.
Com base em Lucas 16:2: “…Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, porque já não podes mais continuar nela.”, ele concluiu: “Nós vamos prestar conta um dia da nossa mordomia: como administramos a nossa casa, como cuidamos dos nossos filhos, como administramos nosso casamento, como administramos a nossa vida pessoal, como administramos a nossa saúde. Tudo isso nós prestaremos conta de alguma maneira. Haverá um dia de prestação de contas.”
Reflexão e desafio No final do episódio, o pastor deixou perguntas para reflexão: “Você administra seus bens como se fossem seus, ou como propriedade de Deus? O seu coração reflete isso nas suas decisões financeiras? As suas decisões financeiras, as minhas decisões, refletem esse pensamento de que tudo é de Deus?”
E lançou um desafio prático para a semana: Pegue uma folha de papel e faça uma lista de tudo o que Deus te deu. Coloque ali seus bens materiais, o nome da esposa ou esposo, filho, filha, nora, cunhado, neto, animais. “Coloque tudo na lista, porque tudo isso são recursos que Ele deu. E nas suas orações você vai sempre dizer: ‘Tudo isso, Senhor, é Teu. Me dá sabedoria para administrar tudo o que o Senhor me deu’”, propôs.
E finalizou: “A verdadeira liberdade financeira começa quando você entrega a posse e assume a mordomia. Assume que você é tão somente administrador de Deus.”
A Missionária Vilma Oliveira, do programa Conexão Feminina, da TV Viva Promessa, refletiu sobre o impacto da pregação de Filipe entre os samaritanos.
“Você sabia que, com sua ação, oração e fé, pode interferir na realidade de uma cidade?” Com essa pergunta, a apresentadora do programa Conexão Feminina, da TV Viva Promessa, no quadro Mães Intercessoras, Missionária Vilma Oliveira iniciou uma reflexão sobre a grande alegria experimentada pelos samaritanos com a pregação de Filipe.
Após a dispersão dos primeiros cristãos, causada por uma perseguição contra o povo de Deus, o livro de Atos registra que os discípulos passaram a anunciar a Palavra em diferentes regiões. Em Atos 8:4-8, lemos:
“4 Entrementes, os que foram dispersos iam por toda parte pregando a palavra. 5 Filipe, descendo à cidade de Samaria, anunciava-lhes a Cristo. 6 As multidões atendiam, unânimes, às coisas que Filipe dizia, ouvindo-as e vendo os sinais que ele operava. 7 Pois os espíritos imundos de muitos possessos saíam gritando em alta voz; e muitos paralíticos e coxos foram curados. 8 E houve grande alegria naquela cidade.”
Assista ao programa completo aqui:
O poder da oração na cidade
Refletindo sobre esse trecho, Vilma perguntou: “Como é a cidade onde você mora?” Depois de analisar problemas enfrentados nas cidades, como violência, criminalidade e desestruturação familiar, ela afirmou: “Nós podemos interferir na realidade da nossa cidade através da oração.”
Vilma destacou que mães cristãs podem se unir e adotar uma escola em oração, lembrando que a realidade visível também envolve uma luta espiritual. “Além das políticas públicas, a solução deste problema é o Evangelho”, declarou, mostrando que, embora ações concretas sejam importantes, a transformação verdadeira vem do anúncio da Palavra de Deus.
“O inimigo tem operado muito na vida dos jovens, das crianças, dos adolescentes, e nós, como mães intercessoras, podemos mudar essa realidade.”
A Missionária acrescentou que os pais também podem adotar escolas em oração. A orientação é simples:
“Vá até a escola, pergunte sobre os problemas enfrentados, ore e compartilhe o Evangelho. E aí, com o passar do tempo, você vai ouvir as notícias de mudança. Assim como Filipe, que na cidade de Samaria fez feitos grandiosos no nome santo de Jesus, você também ouvirá que a alegria tomou conta do ambiente.”
Ideias para intercessão
Além das escolas, Vilma encorajou os cristãos a intercederem por doentes internados, por encarcerados e por seus bairros. Ela concluiu com uma visão de fé sobre os frutos da oração: “Se os intercessores se unirem e agirem, ouviremos sobre ‘grande alegria’ nas escolas, nos hospitais, nas ruas, no bairro — ou em qualquer lugar que for adotado em oração.”
“A estratégia das Bases Missionárias nos lembra que o crescimento da Igreja não depende de estruturas grandiosas, mas da fidelidade diária à Palavra, da comunhão viva e do envio constante.” Esta frase foi dita pelo vice-diretor da Junta de Missões (JM), Pastor Ageu Bentes, em um vídeo recente divulgado nas redes sociais da instituição, enfatizando a importância das Bases Missionárias como estratégia para o crescimento da igreja local.
Episódios bíblicos que ocorreram na casa de Lídia, de Priscila e Áquila, de Filemom, mostram que foi em salas e cozinhas que “a Igreja floresceu.” Afinal, “o Espírito continua soprando em lugares simples — onde há corações disponíveis e compromisso com a missão. Missão começa com portas abertas — da casa, da agenda, do coração.”
ENTRADA NAS CASAS E SAÍDA DA ESTAGNAÇÃO
Em sua reflexão, o Pr. Ageu questionou a estagnação pela qual muitas igrejas passam, enquanto outras crescem, e centralizou sua análise na experiência vivida nos últimos dez anos na Convenção Baixo Amazonas, onde atuou como superintendente regional, com as Bases Missionárias.
“Em apenas 10 anos, a região viu seu número de membros dobrar e experimentou um crescimento significativo. O segredo desse crescimento está na estratégia das Bases Missionárias: pequenos grupos que se reúnem em casa, de forma simples e eficaz, com três pilares centrais: oração, missão e envolvimento com a comunidade.”
Em seguida, o líder explicou a estrutura simples e eficiente das reuniões caseiras: Os Pequenos Grupos têm cerca de 8 pessoas que se reúnem para estudar a Bíblia e compartilhar a fé. “Não são necessários grandes templos ou eventos, apenas um compromisso genuíno com a missão de Deus. Isso criou o que chamamos de aculturamento missional.”
Missão diária
Outro aspecto ressaltado sobre as Bases Missionárias foi o de que elas envolvem seus participantes em uma missão cotidiana, portanto, são centro da vida da igreja local. “A missão não é um evento isolado, mas parte do dia a dia das pessoas. Isso fortalece o senso de pertencimento e o crescimento espiritual da igreja. E se essa realidade pudesse acontecer na sua igreja, o modelo das Bases Missionárias pode ser aplicado em qualquer contexto, seja numa cidade grande ou numa comunidade menor.”
Por último, o Pr. Ageu enfatizou que são necessários oração, comprometimento e ação. “A missão está ao nosso alcance. Se você desejar dar o primeiro passo, entre em contato com a junta de missões da sua igreja.”
Reflexões sobre dor, invisibilidade e empatia a partir do novo filme da Netflix.
“Você já teve a sensação do chão sumindo debaixo dos seus pés?” Sabe aquele momento em que o mundo parece desabar sem aviso? Tudo estava bem até o telefone tocar. Ou até o resultado médico chegar. Ou quando a escola do seu filho ligou. De repente, tudo muda, e o que antes era estabilidade se transforma em caos. Quem nunca passou por uma tempestade dessas?” Essa é a sensação que nos domina ao assistir Até a Última Gota (A Thousand and One), filme da Netflix que, com sutileza e crueza, nos leva a acompanhar um dia comum que se torna tudo — menos comum.
Em 2023, eu estava em Curitiba com minha família. Era uma quinta-feira qualquer de inverno, até que o céu escureceu e, em minutos, uma tempestade absurda se formou: granizo, vento de 100 km/h, queda de energia. Só depois soubemos que foi um ciclone bomba. A vida, às vezes, é assim: tudo muda em segundos. E o filme é sobre isso, não apenas uma tempestade climática, mas uma emocional, existencial, humana.
Janiyah, a protagonista, é uma mãe solteira, moradora de uma vila precária. Tudo em sua vida está por um fio. Mas naquele dia, o fio arrebenta. Não há respiro, não há trégua. Trabalho, escola da filha, saúde, moradia, dignidade — tudo desmorona. E o filme nos convida a ver isso pelos olhos dela, com a mesma incredulidade e dor.
Quando a vítima vira assaltante
Não entraremos em spoilers pesados aqui, todavia mais a frente será impossível não o fazer. Sendo assim, pare agora, assista e volte para ler o restante. Mas é possível comentar o ponto de virada: de vítima a assaltante. O filme te prende, apesar de diálogos fracos, é verdade. Como uma avalanche de más notícias. Janiyah, sufocada, empurrada pelas circunstâncias, cruza a linha. Mas também né? Tudo no mesmo dia: demissão, despejada de casa, perda do carro, vítima de assalto (e bem mais que isso), passa a ser considerada terrorista, ou seja, um dia de cão literalmente. E nem por isso nos afasta dela. Pelo contrário, a empatia cresce. E essa palavra é importante aqui, guarde a bem.
A pergunta não é: “O que você faria no lugar dela?” Já vimos outras obras falarem sobre um dia mal e de várias perspectivas. Aqui, no entanto, está mais para: “Por que ninguém a viu antes de tudo isso acontecer?”
A frase que ressoa: “Eu te vejo, Janiyah”
Duas personagens são fundamentais na trama: a gerente do banco (Sherri Shepherd) e a detetive (Teyana Taylor). Ambas, em algum momento, a sua forma dizem a frase mais poderosa do filme: “Eu te vejo, Janiyah.” Essa frase ecoa. Ecoa, porque revela o problema central: ela foi invisível em seu pior dia. E na verdade, todos nós temos dias assim, em menos grau lógico, mas todos temos. Aqui está a democracia da vida, não importa seu grau de formação, história de família, não importa o seu ‘pedigree’, o dia mal chegará! E nesse dia, todos precisamos ser vistos. Invisível ao sistema, sim. Invisível aos órgãos públicos, também. Mas, principalmente, invisível a nós. Quantas Janiyah você cruza todos os dias e não enxerga? Gente cansada, enlutada, sobrecarregada. Gente que sorri, mas sangra por dentro. Gente que não tem para onde correr, mas mesmo assim aparece no trabalho no dia seguinte.
Jesus contou uma história sobre isso. Lembra do bom samaritano? O sacerdote e o levita passaram… e não viram. Ou preferiram não ver. Mas o samaritano viu. “Viu, e compadeceu-se dele.” (Lucas 10:33).
Nós erramos. Eu errei. Você errou.
É fácil apontar o erro da polícia, da estrutura social, da política. Difícil é dizer: “nós erramos!” Eu não vi. Eu não me importei. Eu transformei pessoas em engrenagens. Relacionamentos em utilidades. Vivemos tempos de IA (inteligência artificial), mas o que realmente nos domina é a RA — relacionamentos artificiais. Lembra da palavra citada lá no inicio? Essa é a grande palavra desse filme, empatia (ou a falta dela). Essa palavra tem um sentido belíssimo, significa, “doer com”. Ou seja, é sentir a dor do outrem com ele. Spoilers aqui! Janiyah perdeu a filha. E ninguém parou para sentir isso com ela. Voltou ao trabalho no dia seguinte. Foi despejada no mesmo dia. Como sociedade, não respeitamos o luto. E como cristãos, muitas vezes também não. Nós aprendemos apenas a dizer, eu sinto muito (no melhor dos casos).
“Eu não quero todo esse dinheiro, só quero o meu dinheiro.”
Essa frase gritada no ápice do filme resume tudo. Janiyah não quer caridade. Quer dignidade. Ela não quer esmola. Quer justiça. Ela não quer um favor. Quer ser vista. E o que mais dói no filme não é a morte, o assalto ou o desespero. O que mais dói é perceber que, para o mundo ao redor dela, tudo aquilo não importa. É uma sociedade treinada, habilitada, programada para descartar.
Descartar o inquilino que não pagou e pronto de forma tão fácil, mesmo que em um momento de luto, tal como se despede na mesma situação, sabe porque? Porque no fundo não importa. O que importa para um povo que passou a “coisificar” até as coisas, as situações, e principalmente as pessoas. Ela, Janiyah, é uma coisa para tantos que não se importam. A pergunta que fica é: e para nós, importa?
Até a última gota
“De que vale um homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Marcos 8:36). Talvez hoje estejamos perdendo algo mais sutil: a capacidade de ver as almas ao nosso redor. Gente que está ali, todos os dias, e mesmo assim passa despercebida. Entretanto, elas têm nome, dores, anseios, lutos não vividos; elas têm histórias! O desfecho do filme é poderoso — mas ele não termina com a Janiyah. Ele termina com a gente. Com a nossa atitude diante dos invisíveis.
Se você já assistiu ao filme, talvez esteja com o coração apertado. Se ainda não assistiu, prepare-se. Mas mais do que isso: prepare-se para ver diferente. Não espere que a vida grite até a última gota. Não espere que o outro exploda em dor, para você finalmente se importar.
Veja antes. Repare antes. Enxergue antes.
Jesus via as pessoas. Ele chegava ao ponto de externalizar essa verdade, provavelmente porque sabe como Criador, que o óbvio precisa ser dito. Diante da criatura criada, o Criador exclama: “Eu te vejo, mulher.” (João 4:7-26). “Eu te chamo pelo nome.” (Isaías 43:1)
E você? Vai continuar passando sem ver?
Gustavo Rocha | Casado com Bruna e pai de Samantha e Tito; Pastor de jovens na Promessa Cosmópolis; Trabalha como produtor de conteúdo audiovisual na APC para a TV Viva Promessa; Estudou cinema e ama cinema desde criança.
“É uma corrida por uma felicidade de vitrine, que muitas vezes nos deixa mais cansados do que felizes.”
Hoje, 12 de junho, o mundo nos convida a celebrar o amor. As vitrines estão decoradas, os feeds das redes sociais transbordam de declarações e a pressão por um gesto perfeito — o presente ideal, o jantar inesquecível, a foto impecável — pode se instalar silenciosamente em nosso peito. É uma corrida por uma felicidade de vitrine, que muitas vezes nos deixa mais cansados do que felizes.
Essa sensação, essa pequena ansiedade que nos cutuca, tem um nome: angústia. E a Palavra de Deus, com sua sabedoria atemporal, nos dá um conselho direto sobre isso. No livro de Eclesiastes, o sábio nos diz: “Alegra-te, jovem, na tua mocidade… anda nos caminhos do teu coração… Sabe, porém, que de todas estas coisas Deus te pedirá contas. Afasta, pois, a ira [ou angústia] do teu coração.” (Eclesiastes 11:9-10, adaptado).
O conselho é um paradoxo maravilhoso: viva, alegre-se, siga seu coração, mas faça-o com a consciência de que suas escolhas têm um peso eterno. E a primeira escolha consciente que podemos fazer, especialmente hoje, é remover a angústia.
Como pastor, converso com muitos jovens e casais. No nosso ministério, minha esposa Regina e eu estamos prestes a completar 43 anos de namoro (somando namoro e casamento), e uma das coisas que aprendemos é que um relacionamento que glorifica a Deus não é medido pela sua aparência externa, mas pela sua saúde interna.
Penso numa analogia que usei em nossa conversa em vídeo hoje: a de uma famosa marca de chocolates. Por fora, ela vende um sonho: doçura, fantasia, alegria. Mas, nos bastidores, como notícias recentes têm mostrado, pode haver uma realidade de pressão, desigualdade e frustração para seus parceiros.
Muitos namoros, infelizmente, acabam vivendo essa mesma dinâmica. Por fora, postam o “chocolate”: o sorriso, a viagem, a declaração. Mas, no dia a dia, no “bastidor” do relacionamento, o que reina é a cobrança, a insegurança, o pecado não confessado, o desvio de rota. E isso gera angústia. Gera um coração pesado que não consegue se alegrar de verdade.
No estudo 3 sobre “a criação do mundo”, o livro das doutrinas bíblicas professadas pela Igreja Adventista da Promessa, O Doutrinal, defende, com base em Gênesis 1:24-31, que o ser humano carrega em si a “imagem e semelhança de Deus” e tem como responsabilidade ser o “mordomo da criação de Deus”, pois ele deve “sujeitar e dominar todas as coisas” (Gn 1:26,28), exemplificado em Adão, que, em Gênesis 2:15, deveria cuidar e guardar o “jardim de Deus”. Então, o planeta Terra foi dado de presente ao homem e à mulher para que cuidassem da criação, para que administrassem com cuidado sobre todas as coisas. Porém, “…por causa da queda da raça humana, lá no Éden, essa missão foi negligenciada e esquecida. Por causa disso, toda a natureza tem sofrido (Is 24:4-6; Os 4:1-3). A natureza está sendo destruída porque o ser humano se tornou egoísta e mal.”
Nossa responsabilidade diante da desordem O Doutrinal traz a seguinte questão: “Em nossos dias, muito se ouve falar do aquecimento global, da destruição da camada de ozônio, do desmatamento, da poluição do ar e das águas. Isso nos faz perguntar: Qual a nossa responsabilidade com respeito às questões da ecologia?” O livro traz a seguinte reflexão bíblica: “Diante do exposto, devemos encarar o cuidado com nosso planeta como um dever cristão. A exposição da doutrina da criação coloca o ser humano na posição de ‘parceiro de Deus’ na manutenção do planeta. Assim, longe de ser uma inimiga da ecologia, essa doutrina só reforça a importância da responsabilidade humana em relação ao meio ambiente.” Então, os cristãos são chamados a cuidar da criação e não apoiar a exploração irresponsável. Por serem à imagem e semelhança de Deus, podem tomar parte nas causas que mitigam o sofrimento e trazem alívio à própria natureza e às pessoas.
Consciência ecológica sem esquecer o Criador Mas O Doutrinal faz um alerta: “Devemos ter cuidado para que o zelo ecológico não nos faça servir à criatura em lugar do Criador (Rm 1:25). Portanto, adoremos a ele, o criador, dizendo: Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas (Ap 4:11).” Apesar da responsabilidade com a natureza e de tomar parte de ações ecológicas em benefício da sociedade, o cristão não deve deixar de esperar a intervenção divina que suspenderá todas as consequências do pecado, e começará na segunda volta de Cristo, como disse Paulo aos Romanos 8:20-21: “Pois a criação está sujeita à vaidade, não voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeitou, 21 na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.” A visão da restauração do meio ambiente, da natureza que pertence a Deus (Sl 24), faz parte dos planos conquistados por Jesus na cruz, e da visão bíblica, quando todas as coisas serão restauradas depois do Juízo Final: “Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Ap 21:1; 22:20b).
Texto: Agência Promessista de Comunicação (APC). Com informações:O Doutrinal.
Na cidade está sediado o Centro Administrativo Promessista, que receberá, neste sábado (24), a Assembleia Geral Extraordinária — um momento importante para a vida da Igreja.
O nome da cidade deriva de duas palavras gregas: cosmo, que significa “universo”, e polis, “cidade”. A junção forma “Cosmópolis”, cujo significado é notável: “universo em cidade” ou “cidade universo”. Não se sabe ao certo porque esse nome foi escolhido, mas sua evolução é notória — de Fazenda Funil à atual cidade.
É nesse município do interior de São Paulo que, há cerca de quatro anos, a Convenção Geral das Igrejas Adventista da Promessa vem realizando muitas de suas atividades ministeriais, no Centro Administrativo Promessista, onde está o Espaço Promessa.
O local recebe líderes e membros promessistas neste sábado, 24 de maio, para a Assembleia Geral Extraordinária 2025 — um momento de decisões importantes sobre a vida da Igreja, incluindo a reforma de seus documentos. Neste lugar, a denominação tem consolidado seu centro de decisões, reflexões, orações, debates, formação teológica, missionária e pastoral, além de sediar eventos dos mais diversos tipos.
Pode-se dizer que Cosmópolis se tornou, na experiência da igreja, “a cidade promessista” — ou o “universo promessista” — de onde líderes e membros se reúnem como Corpo, em diversos momentos, para fortalecer a fé da Igreja Local e Global.
O Centro Administrativo Promessa foi inaugurado em 25 de maio de 2022, embora já tivesse atividades anteriores. O espaço nasceu de uma parceria entre a Convenção Geral e a Convenção Paulista, com o apoio de todas as convenções regionais do Brasil. A estrutura abriga um campus com casa para seminaristas, salas de aula com ampla biblioteca, sala de reuniões, o estúdio da TV Viva Promessa e a Promessa Cosmópolis. Porém, mais que prédios, é o coração administrativo e de formação promessita, um lugar onde os líderes e demais promessistas se submetem em unidade à vontade de Deus.
A inauguração ocorreu durante uma Junta Geral Deliberativa (JGD), em um culto ao ar livre e marcante, com a presença de lideranças de todo o país. Na ocasião, o presidente geral, Pastor Adelmilson Julio Pereira, expressou um desejo de crescimento global para a Igreja:
“E a Igreja Adventista da Promessa, brevemente, estará em todos os continentes. Um dia, os céus do mundo serão diferentes, porque o povo Adventista da Promessa vai alcançar os confins da Terra”, declarou.
Avanço da Igreja
Pouco mais de três anos depois dessa oração inaugural, a Igreja continua em expansão. Hoje, está presente em quatro continentes, em países como Estados Unidos, Angola, Índia e Nepal. Certamente, aquela oração inaugural na “cidade promessista” foi ouvida por Deus — e ainda ecoa, com a Igreja sendo impulsionada pelo Espírito Santo a anunciar o evangelho na cidade e pelo mundo.
Agora, mais uma vez reunida — presencialmente e virtualmente, por meio da TV Viva Promessa no YouTube —, que o “cosmo promessista” viva um tempo de Assembleia Extraordinária focado em ser “o povo que vive a missão no mundo”.
Texto: Andrei Sampaio / Agência Promessista de Comunicação (APC). Com informações: Prefeitura de Cosmópolis.
Nós acreditamos na importância da família. Segundo a Bíblia, o casamento foi ideia de Deus (Gn 2:18-24). No conceito bíblico, casamento é a união de duas pessoas de sexos diferentes, que se comprometem, diante da lei, a viverem juntas, uma para a outra, na condição de marido e mulher, até que a morte os separe.
Porém, sabemos que são muitos os desafios para se manter um lar unido e coeso. Pare e pense nas últimas 24 horas: quais foram as palavras ditas em casa, as atitudes tomadas com seus filhos e cônjuge? Esses gestos revelam amor ou violência? Vontade de ter paz ou de provocar guerra? Disciplinamos com amor ou com violência disfarçada de correção?
A Palavra de Deus dá muitos conselhos aos cristãos para que o ambiente familiar seja um espaço de relacionamentos benéficos e abençoados. Em O Doutrinal — livro das doutrinas bíblicas professadas pela Igreja Adventista da Promessa — temos três dicas práticas para fortalecer os laços no ambiente familiar:
1. Busquem o diálogo
Falar e ouvir com sinceridade é essencial! A comunicação entre o casal, entre os pais e os filhos, e entre irmãos precisa ser baseada na verdade, como lembram as Escrituras em Efésios 4:25-27:
“Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros. Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo.”
O texto bíblico nos ensina que devemos “deixar a mentira e falar a verdade”, pois pilares seguros de vida são construídos com base na verdade: a verdade da Palavra de Deus e a sinceridade nos relacionamentos familiares.
O apóstolo também nos orienta a abandonar a ira — aquela raiva que nos leva a pecar contra o próximo, seja por palavras ou ações. Tanto a mentira quanto a raiva são maneiras de “dar lugar ao diabo”. Por isso, ao viver as palavras de Deus em nosso dia a dia, damos mais espaço ao Espírito Santo em nosso lar.
2. Cultivem o respeito
O clima em casa muda quando há respeito entre todos. Cada palavra conta! O conselho das Escrituras diz:
“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem. E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção. Longe de vós toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia.” (Efésios 4:29-31)
Nossas palavras devem produzir bons frutos aos que ouvem — não frutos podres (palavras torpes). Devem edificar conforme a necessidade e transmitir o amor de Deus, mesmo em momentos de repreensão.
Muito mais do que gritaria, raiva, humilhação ou imoralidade, temos o dever de alegrar o Espírito Santo por meio do respeito ao próximo — especialmente aos nossos familiares — por meio de uma comunicação que levanta e que constrói.
3. Pratiquem o perdão
Por fim, O Doutrinal nos lembra da importância de praticar o perdão. Errar é algo que nos acontece por causa do pecado, por isso perdoar é essencial para seguir em paz. O perdão precisa ser mútuo — entre pais e filhos, entre cônjuges, entre irmãos.
Devemos estar preparados para ser: “Benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou.” (Efésios 4:32)
Este texto é ainda mais forte porque coloca o Senhor Jesus Cristo como padrão e motivação do perdão. Somos filhos e filhas de Deus, chamados a viver uma vida que imita o Pai celestial, andando em amor, seguindo as pegadas de Cristo — assim como Ele viveu no tempo de sua encarnação (Efésios 5:1-2).
Que tal estudar esse tema com a sua família? Lembre-se de que a família é um projeto divino — e maio é o mês perfeito para reforçar isso!
Em O Doutrinal (livro das doutrinas bíblicas promessistas), o Estudo 22 é dedicado ao tema “Casamento, Lar e Família”. Nele, são apresentadas estas três atitudes que fazem toda a diferença na convivência familiar. Aproveite o mês de maio para refletir, conversar e crescer com quem você ama!
Quando Gênesis registra pela primeira vez o nome de Eva, explica:
“E chamou Adão o nome de sua mulher Eva, porquanto ela era a mãe de todos os viventes.” (Gênesis 3:20)
A palavra mãe aqui revela a representação universal de Eva – mãe de todo os seres humanos. No estudo da teologia, aprendemos que ela e seu esposo foram os representantes da raça humana. Assim, se eles pecaram, todos pecaram e foram afastados da glória de Deus (Romanos 3:23).
Na “maternidade universal” de Eva, vemos a graça de Deus ao conceder às mulheres a dádiva de participar da criação — a geração de filhos e a habitação da Terra junto aos homens (Gênesis 1:28). Contudo, como consequência do pecado, que foi desobedecer a Palavra de Deus (Gênesis 2:16-17), vieram as dores da maternidade e a complexidade nas relações entre os gêneros (Gênesis 3:16-19).
Mas, ao mesmo tempo, Deus fez a Eva uma promessa: da sua descendência nasceria Aquele que esmagaria a cabeça da serpente, desfazendo as obras do Diabo (Gênesis 3:15; 1 João 3:8). Provavelmente, seja por isso, o motivo de Adão ter lhe chamado de Eva, que significa vida, afinal, por meio de um filho, no futuro, nasceria o Salvador. Na tragédia da “mãe de todos os viventes”, foi plantada a esperança de um Filho que salvaria do pecado os que cressem.
Milênios depois, por obra do Espírito Santo, esse Filho foi gerado no ventre de Maria — o Menino Divino, Jesus Cristo (Lucas 1:31-35). Ele é o Salvador universal, capaz de redimir a humanidade da condição pecaminosa à qual homens e mulheres foram submetidos (Romanos 5:18-19).
PARCEIRAS NA MISSÃO
Assim, mais uma vez, uma mulher, pecadora, torna-se instrumento da ação salvadora de Deus. Como Eva, Maria também necessitava de salvação — e a recebeu pessoalmente em Cristo. Ela sabia que seu Filho era o perdão prometido, o Redentor dos que creem (Lucas 1:46-47).
Ambas compreenderam que não era a maternidade que as salvaria, mas sim o Salvador que delas nasceria. Cumpriram sua missão com fé, confiança e disposição para serem usadas por Deus em favor de um mundo caído.
Essas mães ofereceram o melhor de si e confiaram unicamente na Palavra do Senhor. Por meio de vidas de obediência e fé, testemunharam o poder d’Aquele que salva do pecado (Hebreus 11:1; Efésios 2:8-9).
Hoje, cada mãe também pode se aproximar de Deus, confiando na promessa de verdadeira salvação por meio do verdadeiro Salvador. Como Eva e Maria, que tinham consciência de seu pecado, cada mulher pode entregar sua vida — e a de seus filhos — para serem instrumentos de Deus na vida de outras pessoas.
“Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede ao de rubis.” (Provérbios 31:10) “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua casa.” (Atos 16:31)
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