Havia um homem doente na frente deles (Mc 3:1-6), e eles não estavam nenhum pouco preocupados com este homem. Estavam ali querendo acusar Jesus.
Marcos narra uma cena muito vívida do ministério de Cristo, quando ele estava prestes a curar um homem com as mãos atrofiadas (Mc 3:1-6). A cena descreve a reação de Jesus diante dos líderes presentes naquela sinagoga: “Irado, olhou para os que estavam à sua volta e, profundamente entristecido por causa do coração endurecido deles” (v.5).
Marcos dá muitos detalhes da cena e quase nos transporta para lá. Ele diz que Jesus estava “irado”. Você precisa concordar: com toda certeza, esta não é maneira pela qual costumamos nos lembrar dele. Todavia, por mais de uma vez os evangelhos o mostram assim. A ira também é um atributo de Deus (Rm 1:18).
A ira de Deus é sua santa repulsa contra o pecado. Deus é santo, por isso se ira contra tudo o que contraria sua vontade. Ele odeia o pecado. A ira de Deus é pura e justa. Não é como a ira humana que, na maioria das vezes, é vingativa, explosiva, caprichosa etc. Por isso, a Escritura diz: “irai-vos e não pequeis” (Ef 4:26; Sl 4:4). A ira, quando uma justa indignação contra o pecado, não é pecaminosa, apesar de poder levar a pecar.
Na história em questão, ao mesmo tempo que Jesus irou-se com os religiosos, ficou “profundamente entristecido”. E o texto diz o motivo: a dureza dos seus corações. Havia um homem doente na frente deles, e eles não estavam nenhum pouco preocupados com este homem. Estavam ali querendo acusar Jesus.
Estes líderes eram tão zelosos com as suas tradições (criaram uma regra dizendo ser pecado curar aos sábados, a não ser que fosse um caso de vida ou morte) que se tornaram insensíveis em relação ao próximo. Não viam problemas em acudir seus animais aos sábados, mas não admitiam fazer o bem àquele homem doente (Mt 12:11-12). Diferente da insensibilidade deles, Jesus sempre amou as pessoas e curou aquele homem para mostrar que a vida humana é mais valiosa do que as tradições.
Que o Senhor nos livre deste tipo de religiosidade que escraviza e petrifica o coração. Oremos, pedindo a Deus que nosso coração seja sensível para se indignar com aquilo que indigna Jesus; para se entristecer com aquilo que deixa Jesus “profundamente” triste; para amar o que Jesus ama e valoriza.
Pr. Eleilton William | Vice-Presidente da Convenção Geral das Igrejas Adventistas da Promessa e diretor da Editora Promessa.
O sonho de muitas pessoas é ingressar no ensino superior, é uma grande festa ver o nome em uma lista do curso dos sonhos ou em uma instituição reconhecida, e por diversos motivos, por realização pessoal, mudança de vida, mudança de carreira, etc. Apesar dos problemas educacionais no Brasil, que limitam o acesso às universidades, é o caminho mais procurado atualmente para a construção de uma carreira.
Muitos pais investem na educação básica para que os filhos possam ter essa oportunidade, porém, realizar esse sonho para muitos é um risco de virar um pesadelo. O sonho de ter uma carreira ou ser um especialista em determinada área pode ser adiado ou até mesmo cancelado devido ao ambiente que as universidades públicas ou particulares se tornaram ao longo dos anos: palco de militâncias e movimentos alinhados ao progressismo.
Teoricamente, era para ser um lugar de pluralidade de ideias e diversidade de discursos, mas na prática, é bem diferente. Então, os pais temem pelos filhos e os filhos temem por si mesmos. Ao passar em um curso de uma universidade federal, estadual ou privada, muitos jovens ouvem afirmações relacionadas a perder a fé causadas pelos conteúdos passados em sala de aula ou pelos ideais adotados pelo corpo acadêmico da instituição. Mas será que quatro, cinco, seis anos, podem fazer alguém esquecer seu amor por Jesus? Muitos dizem que sim, outros dizem que não, mas o único consenso é que o ambiente universitário é extremamente hostil para o cristão, mas… qual ambiente, não é?
Criando raízes fortes
Não existe zona de conforto para o cristão nesse mundo, o único lugar de paz é em Deus. Entretanto, há lugares que são extremamente difíceis e que podem causar pânico. Porém é necessário se fortalecer, pois a tendência com o passar do tempo é piorar. Os valores cristãos seguem sendo vistos como obsoletos e radicais demais para um mundo plural; a Bíblia continua sendo vista como um livro antigo e defasado para uma sociedade cada vez mais entregue aos próprios desejos. Por isso, é importante ter armas para lutar contra todas as forças, as ideologias, os sistemas, as inovações que se opõe ao Evangelho da salvação.
A Samaúma, a gigante árvore da Amazônia, começa com uma plantinha de raiz pequena que ao longo dos anos vai crescendo, se desenvolvendo, até chegar ao nível de setenta metros de altura e uma raiz tão profunda que é capaz de hidratar outras árvores. É um exemplo para refletir em como nossas raízes precisam ser bem arraigadas na Palavra, como também Paulo queria que os crentes de Éfeso crescessem no pleno conhecimento do Filho de Deus, para não serem levados por ventos de doutrinas e pela artimanha dos homens (Ef 4.13-14).
Para quem almeja acessar o ambiente universitário, ou permanecer nesse ambiente, deve mergulhar na vida com Jesus. Não há outra saída, a não ser a profundidade na relação com o Mestre. É preciso ler a Bíblia incessantemente, orar profundamente e praticar a Palavra incansavelmente, para que esteja preparado para responder a qualquer um que questione sua fé (1 Pe 3.15), seja na universidade ou na padaria, seja por um simples questionamento ou uma situação complexa.
As disciplinas espirituais nos ajudam a perder o medo diante de grandes desafios, então, além da leitura bíblica e oração, não se deve esquecer do jejum e do serviço na igreja onde congrega, é fundamental estar em comunhão com os irmãos também, pois estes sempre ajudam em oração e aconselhamento.
Atitudes missionárias
Por outro lado, as universidades são um universo pouco explorado como campo missionário. Ali estão pessoas de todas as classes, de todos os partidos, com discursos inflamados e muita vontade de mudar o mundo através da política e da revolução, ou seja, pessoas que precisam ouvir a Boa Notícia, como todo mundo precisa (Rm 3.23). Diante desse fato, o cristão deve ter um desejo ardente por missões e perceber que em qualquer lugar, há pessoas que necessitam do Cristo e que Cristo está aí para elas, pois o médico vem para tratar os doentes (Mc 2. 17).
Lembrando sempre: por mais que seja um ambiente hostil e agressivo, e que pareça que as pessoas estão ali a anos-luz do arrependimento, não existe alguém “ruim demais” que Jesus não possa salvar. Portanto, o olhar deve ser de misericórdia e amor por todas as almas que estão se perdendo nesse lugar, são apenas pessoas que ainda não conhecem o grande amor que fez Deus enviar seu único Filho para morrer em uma cruz para todo aquele que nEle crê não se perca, mas ganhe a vida eterna (Jo 3.16).
Finalmente, lembre-se: é um mandamento de Jesus, que antes de subir aos céus, disse que o Evangelho devia ser pregado (Mc 16.15), sem exceções ou ressalvas de pessoas ou lugares, então, de fato, em todo o lugar do mundo, todos devem ouvir o conteúdo dessa Boa Notícia. Será uma jornada difícil, mas ao final, recompensadora, pois, sentir-se fortalecido na caminhada no Reino de Deus e levar pessoas a conhecer Jesus, não tem preço.
Texto: Vanessa Garcia | Bacharel em Administração e graduanda de Letras, Língua Inglesa. Líder do Ministério de Ensino na Promessa Sacramenta, em Belém (PA).
À medida que a Igreja Adventista da Promessa se consolidava em São Paulo, especialmente com a ida definitiva da Família Silveira para São Caetano, em 1937, a obra promessista – nascida do revestimento do Espírito Santo no Pastor João Augusto da Silveira e em tantos homens e mulheres tocados pelo poder de Deus – rapidamente se expandiu para diversos estados brasileiros.
Pouco mais de 25 anos após o início, a visão missionária alcançou outros países. Como relata o livro Marcos que pontilham o caminho – 2ª edição, em 1958, uma oferta levantada em Fernandópolis (SP) possibilitou o envio de um representante a Portugal. Nesse país, havia uma Escola Bíblica formada por crentes com crenças semelhantes às dos promessistas. Foi nesse contexto que se autorizou a criação do Departamento de Missões Estrangeiras, atualmente conhecido como Junta de Missões Promessista.
Com o estabelecimento dessa instituição, a igreja começou a abrir frentes missionárias pelo mundo. Pastores como José Pereira Mendes, Godofredo Wanderley, Jonatã Muniz Falcão, Cassiano Domingos de Souza, José da Costa Menezes e Junílio da Silveira lideraram essa expansão.
Entre eles, destaca-se o Pastor Junílio da Silveira, filho do fundador da igreja, reconhecido como o “Pai das Missões Promessistas”. Usado por Deus, ele desbravou territórios que ainda não haviam recebido a mensagem promessista. Suas primeiras viagens missionárias ocorreram em junho e dezembro de 1960. Em sua passagem pelo Uruguai, antes de seguir para a Argentina, ele se hospedou em um hotel em Montevidéu, onde conheceu um estudante brasileiro que falava espanhol. Esse jovem traduziu, a pedido de Junílio, o folheto Vinte fatos a respeito do Batismo no Espírito Santo, utilizado em estudos bíblicos no Uruguai, Argentina e Paraguai.
Na segunda viagem, Junílio retornou à Argentina acompanhado pelos pastores Cassiano Domingos de Souza e José da Costa Menezes. Foi nesse período que ocorreu o primeiro batismo nas águas no Paraguai, com a participação de sete pessoas. Essas viagens envolveram estudos bíblicos doutrinários e a proclamação do evangelho.
A obra missionária continuou a expandir-se. Em 1969, Chile, Venezuela, Colômbia e El Salvador foram alcançados. Em 1976, Junílio visitou a Venezuela, Colômbia, Guatemala e El Salvador, numa viagem que durou cerca de 26 dias. A partir de 1979, foram estabelecidos contatos com irmãos no México, Equador e Estados Unidos, embora já houvesse trocas anteriores entre líderes promessistas do Brasil e crentes dessas nações.
A EXPANSÃO CONTINUA Outros avanços significativos incluem os contatos com a Nigéria, consolidados no final da década de 1980, além de Portugal, em 1990, e Moçambique, em 2000. Mas o crescimento não parou por aí: a igreja segue em expansão. Em 2025, a Promessa está presente em 19 países, alcançando Angola, Índia e Nepal, além de pastorear famílias de promessistas em países como Suíça, Alemanha e França.
Pode-se afirmar que a obra, iniciada com a oração de um homem simples em sua casa e respondida por Deus com o revestimento de poder, foi suficiente para impulsionar este avanço. Deus levantou homens e mulheres que, tanto do outro lado da rua quanto em diferentes partes do mundo, tem anunciado “as virtudes daquele que os chamou das trevas para sua maravilhosa luz” (1 Pe 2:9). Eles vivem a missão em seus bairros e cidades, nos templos, em bases missionárias e pequenos grupos e em suas casas. São 93 anos de um povo que leva a Missão ao mundo. E a obra santa não pode parar até que Jesus volte.
Já em outubro de 1933, o Pastor João Augusto foi até São Paulo levar a mensagem de avivamento, com a ajuda de uma família.
Missão nunca é algo que o homem ou mulher faz sozinho. A começar por se tratar de um chamado de Deus, além disso, Deus levanta familiares, amigos, desconhecidos para que sua obra cresça e seu evangelho seja proclamado até os confins da terra. Com o Pastor João Augusto da Silveira, fundador da Igreja Adventista da Promessa, não foi diferente. De acordo com a segunda edição do livro Marcos que pontilham o caminho, após o acontecimento de 24 de janeiro de 1932, o batismo no Espírito Santo com línguas estranhas, crentes e amigos fora de Pernambuco queriam entender melhor o que havia ocorrido, como você pode ler aqui, em 93 anos de Promessa: “um homem que viveu a missão no mundo”.
À semelhança do que ocorreu quando o Consolador foi derramado, e os cristãos deveriam se locomover de Jerusalém até os confins da terra (Atos 1:8), Silveira foi a campo levar a mensagem de avivamento. Certa família Monzilo, que morava no interior de São Paulo, em Itápolis, mandou-lhe o dinheiro para sua ida ao estado. Então, o fundador conversou e orientou os irmãos nordestinos sobre como a obra ficaria por ali, despediu-se de sua esposa e de seus quatro filhos e seguiu viagem com destino ao estado de São Paulo, em 12 de outubro de 1933.
Foram oito dias de viagem, com uma parada no Rio de Janeiro. Depois, às 9h da manhã do dia 20 do mesmo mês, ele desembarcou do navio Itaimbé, no porto de Santos, onde já o aguardava o irmão Manoel Caboclo, que havia se mudado para São Paulo. Foi recebido para iniciar o anúncio no estado. Depois, de trem, chegaram a Itariri, onde foram recebidos com muita alegria pela família do irmão Caboclo.
Assista o Documentário “Rota 32”, na TV Viva Promessa:
MISSÃO SE FAZ EM CIDADES E LUGAREJOS
Em Itariri, ele passou 10 dias de trabalho intenso, com batismos no Espírito Santo e consolidação do grupo. Em Itápolis, foi recebido pelo pastor adventista João Cavalcanti Netto, que, após dois debates doutrinários, creu no batismo no Espírito Santo. Em um desses debates, ao enaltecer a obra da profetiza Ellen White, recebeu como resposta de João Augusto: “Os livros vendidos aos milhões estão muito distantes daquela experiência que transformou a Casa de Cornélio num cenáculo de oração e os corações dos gentios em templos do Espírito Santo”. Tempos depois, o Pastor João Cavalcanti foi presidente da Promessa na gestão dos anos de 1945 a 1947.
Em Vila Sales, um ponto de irradiação promessista no estado, aos arredores do lugar, católicos receberam a mensagem de poder e conversão. Em Marília, João ministrou mais sobre o que a Bíblia dizia do batismo, convencendo muitos sobre o revestimento de poder. Nomes de ex-presidentes aparecem nessas cidades, como Joaquim Peu e Vicente Muniz Falcão. Essas e outras cidades foram cenários de vigílias, debates doutrinários, cultos, batismos no Espírito Santo, expulsão de demônios e conversões. Muitas famílias importantes na propagação do evangelho pelos promessistas “nasceram” nesses lugares.
João Augusto expressou como foi seu retorno à terra da Promessa. “Antes de regressar ao Nordeste, o Pastor João Augusto ainda passou por Vila Sales, Itápolis, São Caetano do Sul, Itariri e Rio de Janeiro, onde tomou o navio, passando por Maceió e ficando ali doze dias.” Mais contatos ele conseguiu conforme ia passando pelo caminho. Note que ele passou por três estados nessa viagem: São Paulo, Rio de Janeiro e Alagoas.
Conforme conta o Marcos que pontilham o caminho: “Ao desembarcar em Recife, haviam-se passado oito meses e dezoito dias. Foi imensa a alegria dos irmãos recifenses pelo regresso do homem que foi comissionado a levar a mensagem do batismo no Espírito Santo para o estado de São Paulo, de onde se alastrou para todo o país e para o exterior.”
Nesses episódios, com o deslocamento estadual do Pr. João Augusto da Silveira, vemos que tantas famílias foram conquistadas para Jesus, tantas lideranças foram levantadas pelo Consolador. Sempre que a igreja “vive a missão no mundo”, pelo impulso do Espírito, uma colheita de vidas é realizada. Esses episódios ensinam que devemos investir e estar em missão, colocar nossa vida em movimento para que a Palavra seja compartilhada.
O episódio que o marcou pessoalmente, o 24 de janeiro de 1932, não deixou o Pastor João Augusto da Silveira confinado em casa.
A história de vida do Pastor João Augusto da Silveira foi redefinida a partir do batismo no Espírito Santo, recebido em 24 de janeiro de 1932. Ele, que era de origem Adventista do Sétimo Dia, resolveu sair da denominação por questões de convicção doutrinária: passou a crer no batismo no Espírito com evidência em “línguas estranhas” (Atos 2:1-3).
Foram cerca de quatro anos buscando o poder do alto e esperando o cumprimento da promessa do Pai em sua vida. Até que na tarde do dia em que se celebra o aniversário da igreja (24.01.32), “em línguas estranhas” ele começou a falar, como é possível conhecer no Documentário “Rota 32”, da TV Viva Promessa.
Mas o episódio que o marcou pessoalmente não o deixou confinado em casa, antes o fez “um homem que vive a missão no mundo”. O livro que conta detalhes de sua trajetória, Marcos que pontilham o caminho – 1ª edição, relembra, nas palavras escritas por seu filho, Pr. Otoniel da Silveira, o que ocorreu após o recebimento de poder. Pelo menos ao longo de quase um ano, visitou três cidades em Pernambuco: Além de Paulista, Recife, e um lugar por nome Contendas, perto de Caruaru, foram os primeiros destinos do fundador.
Destacamos que o 24 de janeiro foi um estopim pessoal, dado pelo Espírito Santo, que o levou ao testemunho. “Aquele homem arrefecido em sua vida espiritual, que rogou a Deus não o deixasse morrer em tais circunstâncias, agora com a alegria da salvação em sua alma, não se cansa de falar de sua nova experiência. “No dia imediato, 25 de janeiro, meu pai saiu a notificar a efeméride aos mais íntimos e só voltou à casa depois de uma semana, quase sem poder articular palavra, de tão roufenho”, escreveu Otoniel.
Então, temos dois fatos importantes: o poder do Espírito, uma experiência pessoal e transformadora, o leva para testemunhar aos que ouviram falar da Promessa do Pai antes que ele a recebesse. Segundo: ele não se limita apenas a seu bairro, sai por algumas cidades do estado de Pernambuco anunciando a novidade espiritual.
Conta o livro que a casa em Paulista (PE), na Rua da Alegria, virou ponto de referência aos interessados que queriam ouvir o testemunho de um pastor adventista que passou a falar em línguas espirituais, não idiomáticas. “Depois da efeméride de 24 de janeiro, a nossa casa, em Paulista, era visitada por diversos conhecidos que vinham ouvir de perto a experiência do pastor João Augusto. Entre eles, diversos pentecostais. A todos eles, meu pai contava com satisfação o acontecido. O ser batizado com o Espírito Santo, um pastor Adventista, no Brasil, repercutiu nos meios pentecostais da Europa, pois o acontecimento foi publicado em jornal daquela denominação, na Suécia.”
De Paulista à Beberibe (bairro de Recife)
Já no dia 25, ele sai com a missão de testemunhar o que esperou ao longo de quatro anos. “Dirige-se a Beberibe, arrabalde do Recife, onde se encontra com o irmão Manoel de Melo, (…) o presbiteriano, a quem relatou a bênção que lhe foi outorgada por Deus. Reverentemente Melo ouvia a narrativa. As lágrimas revelaram o efeito do testemunho: ‘Você, Melo, não é obrigado, embora deva crer no que lhe digo’”.
De Paulista à Jaguaribe (provável bairro de Paulista)
Anunciar com ardor o Evangelho, a história do fundador da denominação mostra a importância do testemunho nos bairros das nossas cidades. “Em Jaguaribe, a 6 quilômetros de Paulista, moravam os irmãos Inácia e José Pedro (falecidos). Esses irmãos eram pessoas gradas de J. A. S. Era ardente o desejo de testificar de bênção gloriosa, que recebera e por esta razão visitava a todos os conhecidos com esse objetivo. O casal Inácia e José Pedro também recebeu sua visita, ouviu a mensagem e aceitou-a sem reservas.”
De Paulista ao Fundão (bairro de Recife)
O testemunho que nasce do avivamento espiritual, além de ganhar novas vidas para Cristo, é capaz de reacender, pelo mesmo poder que despertou o pregador, a alma de crentes adormecidos pela religiosidade, promover o financiamento da obra missionária e expandir o alcance da mensagem.
“A primeira viagem missionária feita ao interior de Pernambuco foi realizada com o produto da venda de um novilho ofertado pelo casal Antônio Pedro e Inácia. Na Igreja do lugar Fundão, a presença de novas pessoas era observada a cada sábado. Surgiu a necessidade de remoção de uma parede e a aquisição de novos bancos. A alegria se estampava nos rostos dos irmãos. Nas reuniões das quartas-feiras, as quais muitas vezes não se realizavam por falta de número (antes de 24.01.32), em uma só noite a assistência ascendeu a 60 pessoas.”
De Paulista a Contendas (perto de Caruaru)
“No interior de Pernambuco, a notícia chegou a Contendas, perto de Caruaru. Cinco meses depois, meu pai pôde atender aos chamados das pessoas que desejavam ouvi-lo. Acompanhava-o o irmão Manoel Cassemiro (falecido no interior de São Paulo há alguns anos). À grande assistência, o pastor João Augusto explica os motivos que o levavam ali.”
Quanto mais aqueles dias iam passando e pessoas sendo despertadas e convertidas a Cristo, vidas da igreja Católica, Presbiteriana, Batista e Adventista, além de outros convertidos, o movimento da Promessa começa a ganhar corpo e colaboradores para anunciar a mensagem do vigor celestial. Otoniel da Silveira escreveu algo sobre isso: “Oração e espírito missionário tomaram posse daquelas pessoas em pouco tempo.”
Você aceita o desafio de buscar o poder do alto e ser “uma pessoa que vive a missão no mundo”? Colocar sua casa à disposição como referência e uma porta de missão, com uma Base Missionária ou Pequeno Grupo? Seja participante da Promessa, de “um povo que vive a missão no mundo”.
Saiba como fazer a leitura da Bíblia o ano todo e ainda concorrer a brindes especiais.
O Desafio 365 é uma iniciativa de leitura bíblica cujo propósito é estimular cristãos a lerem a Bíblia durante todo o ano. O projeto já acontecia entre promessistas há alguns anos, mas, a partir do primeiro trimestre de 2025, passou a fazer parte das Lições Bíblicas na série intitulada “Origens: estudos baseados no livro de Gênesis”.
São esperadas várias ações para quem se engajar e completar o desafio. Uma novidade para este ano é que, ao concluir, o participante receberá um certificado exclusivo emitido pela Editora Promessa. Além disso, materiais doados pela editora, como livros e assinaturas de lições para sorteio nos grupos do desafio, farão parte das “recompensas” para quem participar este ano.
A seguir, separei cinco dicas para quem deseja fazer o Desafio 365 e crescer na graça e no conhecimento de Jesus Cristo.
Sabemos que todos possuem uma agenda cheia de atividades. Defina um horário para a sua leitura diária e siga-o sistematicamente. Peça ajuda a Deus e comprometa-se com esse tempo. Assim, você conseguirá cumprir o desafio mesmo em dias mais ocupados.
CRIE UM SISTEMA DE ACOMPANHAMENTO
Use um calendário, aplicativo de tarefas ou diário para registrar seu progresso diariamente. Marque os dias em que completar o desafio, criando uma sensação de realização visual. Uma novidade deste ano é que você pode usar a sua lição bíblica para marcar os dias de leitura do desafio, sempre ao fim dos estudos. Você pode adquirir seu exemplar digital na Amazon (link ao lado): https://a.co/d/3enuV0Q
COMPARTILHE COM AMIGOS OU ONLINE
Divida seu progresso com amigos, familiares ou em redes sociais. Isso cria um senso de responsabilidade, mantém você motivado e é uma forma de testemunhar como é edificante ler a Palavra de Deus. Participar de comunidades com interesses semelhantes também pode ser inspirador. O Desafio 365 possui Instagram, Facebook e um grupo no WhatsApp que irá acompanhar e orientar você do início ao fim.
NÃO PROCRASTINE
Criar hábitos e manter rotinas é desafiador. É normal, às vezes, querer deixar a leitura para o dia seguinte, mas isso costuma ser o principal motivo de desistências no desafio. Por isso, comprometa-se com a leitura diária, sem adiar. Em média, penso que leitores mais rápidos podem levar cerca de 10 a 15 minutos para cumprir os capítulos do dia. Leitores mais lentos ou que gostam de refletir podem gastar de 20 a 30 minutos. Visto por esse lado, o tempo dedicado à sua devocional diária, tão essencial para a vida, não é tão longo.
RECOMPENSE-SE PELO PROGRESSO
Esta última dica é com a gente! A cada bloco de livros lidos, por exemplo, o Pentateuco, sorteamos brindes especiais, como bíblias, livros e lições bíblicas, para os leitores que estão em dia com a leitura (por isso é importante está inscrito em nossos canais). Isso ajudará você a se manter motivado em cada etapa do desafio. É importante celebrar suas conquistas para manter a motivação ao longo do tempo.
Texto: Pr. Wellington Varjão | Congrega na Promessa Cosmópolis, diretor do Centro Histórico Promessista e fomentador do Desafio 365.
Para termos um ano diferente, precisamos olhar as circunstâncias com o olhar de Jesus.
Mais um ano se finda. Um novo ano está surgindo com novos objetivos, novas metas e oportunidades. Proponho fazermos cinco perguntas neste momento, como: o que devemos celebrar em relação a 2024? O que devemos esquecer de 2024? O que devemos melhorar em 2025? O que precisamos começar em 2025? O que devemos aprender em 2025? Para termos um ano diferente positivamente, precisamos olhar as circunstâncias com o olhar de Jesus.
Devemos olhar para o passado e agradecer pela fé que venceu a dúvida, a esperança que superou o desespero, a coragem que foi fundamental em meio ao sofrimento, os “nãos” que serviram para o nosso amadurecimento e o sacrifício de Cristo, que venceu a morte, nos garantindo assim a vida eterna (1 Jo 2.25). Olhar para trás ajuda a fazer autocrítica, conservar o coração agradecido, reviver bons momentos e renovar as esperanças.
Devemos olhar para o presente, fazer um balanço de como está a nossa vida pessoal, familiar, profissional, relacional e, acima de tudo, espiritual. Analisar o nosso relacionamento com o próximo, verificar se temos sido realmente mordomos fiéis com tudo o que Deus nos tem dado e se a nossa vida cristã tem O agradado. Decida ser uma pessoa melhor neste ano que está chegando!
Por fim, devemos olhar para o futuro com bastante esperança e alegria, pois Deus nunca se esquecerá de nós (Is 49.15). Jesus prometeu estar conosco até a consumação dos séculos (Mt 28.20) e o Espírito Santo nos guiará sempre em toda a verdade (Jo 16.13). Se agirmos assim, certamente haverá bom futuro para nós, e a nossa esperança não falhará (Pv 23.18).
Mantenha firme os olhos em Cristo, o autor e consumador da nossa fé! Entregue o seu caminho ao Senhor, confie nele e Ele agirá! Descanse e espere, apenas nEle! (Sl 37:5 e 7) Que nesse ano de 2025 você deseje estar no melhor lugar do mundo: o centro da vontade de Deus! Um feliz 2025 repleto das bênçãos do Senhor!
Pr. Diego Barros | psicólogo, teólogo, administrador e congrega na Promessa Austin.
Confira as quatro dicas para sua aula sobre a eternidade.
DICA UM – Vídeo para abertura da aula:
Embora as notícias sejam más, e os cristãos, assim como a humanidade é parceira de Deus na mitigação e cuidado com meio ambiente, não devemos esquecer que um dia, após o retorno do Senhor e os eventos que se seguirão, todas as coisas serão restauradas, renovadas, transformadas por uma ação de Deus. Ao exibir o vídeo, diga que embora as notícias não sejam boas, para quem crê no Senhor, em breve se concretizará novo céu e nova terra.
DICA DOIS – Dinâmica: “Painel – Novo Céu e Nova Terra”
Os alunos participarão da construção de um painel visual, colocando fotos que representam situações do mundo atual e as que simbolizam o Novo Céu e a Nova Terra. A atividade destaca a diferença entre as realidades temporais e a promessa de uma nova criação, com cenas que refletem harmonia e renovação. A dinâmica pode ser aplicada preferencialmente nos itens 2 e 3.
Materiais Necessários:
Fotos impressas (situações do mundo atual e do Novo Céu/Nova Terra)
Cola ou fita adesiva
Passo a Passo:
Apresente o painel dividido em duas colunas: “Agora” e “Novo Céu e Nova Terra”.
Distribua as fotos aos alunos.
Peça que, em grupo, eles analisem as imagens e colem na coluna correspondente.
Explique que as cenas do lado do Novo Céu e Nova Terra representam um futuro eterno e perfeito, em contraste com as limitações do mundo atual.
Agora
Novo Céu e Nova Terra
Morte
Vida
Mata destruída
Floresta preservada
Hospitais e cemitérios
Parques verdes com pessoas brincando
Guerras
Paz (pessoas se abraçando e colaborando)
Se desejar, o professor pode adaptar ou pensar em outras imagens.
DICA TRÊS As imagens descritas no Apocalipse sobre a Nova Jerusalém (confira o item) , no Novo Céu e na Nova Terra, nos convidam a usar a imaginação para visualizar e desejar esse novo capítulo da história humana. Aproveite esse recurso do próprio texto bíblico para estimular a imaginação e a reflexão dos alunos.
Sugira às seguintes reflexões:
Imagine-se na presença de Deus, face a face.
Visualize “as ruas de ouro e cristal”.
Pense nos salvos — incluindo você — servindo a Deus e uns aos outros por toda a eternidade.
Se desejar, antes de iniciar as reflexões, peça aos alunos que fechem os olhos para se concentrarem melhor e vivenciarem cada imagem mentalmente.
DICA QUATRO Ao final da aula, sugerimos um momento de oração e compartilhamento entre os alunos. Peça que cada um se volte para o colega ao lado e diga: “Eu quero ver você no Novo Céu e na Nova Terra.”
Esse gesto deve ser seguido por uma oração coletiva. Incentive os alunos a também compartilharem essa frase com amigos e familiares, seja pessoalmente ou pelas redes sociais ao longo da semana.
Texto: Agência Promessista de Comunicação (APC) e Editora Promessa.
Toda vez que chega dezembro, ao me aproximar da Bíblia, volto aos textos que tratam do nascimento de Jesus. Não porque eu acredite que Jesus tenha nascido exatamente nessa data, mas porque, nesse período, as pessoas que não conhecem o Salvador tendem a pensar, de alguma forma, na figura histórica de Jesus. Então, sempre me questiono: se alguém me perguntar sobre o nascimento de Jesus, o que saberei explicar? O que direi?
E se no trabalho ou ao sair de casa, alguém lhe perguntar: por que Jesus nasceu? Por que se fez homem, já que Ele existia antes de nascer? É importante – mais do que mencionar que o Natal tem origem em uma festa pagã – que você esteja preparado para responder às perguntas das pessoas e anunciar Cristo a elas. Ou você vai deixar isso nas mãos dos anúncios que fazem do Papai Noel o centro da festa?
O profeta Miqueias se dedicou a anunciar o juízo sobre Israel e Judá (capítulos 1 e 2), e sobre os líderes nacionais (capítulo 3), por causa do pecado: desvio da Lei de Deus, corrupção, crimes, mortes e ensinamentos que levam ao erro. Esses foram alguns dos pecados que conduziram a nação ao cativeiro. No entanto, a partir do capítulo 4, a mensagem muda: Deus promete restaurar Israel e transformar o destino do seu remanescente fiel. No capítulo 5, o profeta mostra como a vinda de Cristo ao mundo, foi capaz de trazer mudanças profundas naquele que crê.
O Menino de Belém veio trazer eternidade
Após o cativeiro, séculos depois, nasceria um Menino que mudaria todas as circunstâncias da nação e do mundo. Mas não seria um bebê comum. Apesar de nascer como todas as crianças e ter um endereço físico, na pequena Belém Efrata, Miquéias declara algo extraordinário sobre Ele:
“E você, Belém Efrata, que é pequena demais para figurar entre os grupos de milhares de Judá, de você sairá aquele que será o governante em Israel, cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Miquéias 5:2).
Aqui, duas verdades se destacam: (1) O Menino de Belém reinaria em Israel, ocupando o trono de Davi, cujo reino não terá fim (Isaías 9:7); (2) o Menino de Belém tem uma origem eterna. Embora tenha nascido como um bebê humano, Ele é eterno, como o apóstolo João afirma:
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus… E o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (João 1:1, 14).
Esse Menino, que nasceu em Belém, é o Rei que deve reinar em nossas vidas. Ele governa toda a criação, a igreja e o coração daqueles que creem Nele. Sua origem eterna nos assegura que Ele pode nos oferecer a eternidade: entrou no tempo para nos redimir e, um dia, nos dará corpos glorificados, semelhantes ao Seu, para vivermos com Ele no novo céu e na nova terra (Apocalipse 21:1-4).
O Menino que nasceu em Belém veio para cuidar do Seu povo
Na profecia de Miqueias, o Menino de Belém é comparado a um pastor de ovelhas que cuidará do remanescente fiel de Israel, aqueles que seguiram os planos de Deus e retornaram à terra após o cativeiro:
“Ele se manterá firme e apascentará o povo na força do Senhor, na majestade do nome do Senhor, seu Deus; e eles habitarão seguros, porque agora ele será engrandecido até os confins da terra” (Miqueias 5:4).
Jesus disse ser esse pastor em João 10:11: “Eu sou o bom pastor; o bom pastor dá a vida pelas ovelhas.”
Ele cuida de nós em momentos de alegria e tristeza, de paz e tribulação. O Nascimento de Cristo nos lembra que Ele resgata, protege e guia suas ovelhas. Ter Jesus como Salvador é viver sob o cuidado do Pastor que nunca nos abandona, como prometido em Hebreus 13:5: “De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei.”
O Menino que nasceu em Belém trouxe muitas bênçãos
O profeta Miquéias revela que o Menino de Belém seria a paz do Seu povo: “Ele será a nossa paz” (Miqueias 5:5). Pensando nisso, Jesus nos traz paz em três dimensões:
Paz com Deus – por meio de Sua morte, reconciliou-nos com o Pai (Romanos 5:1).
Paz interior – o Espírito Santo nos assegura que somos filhos de Deus e nos dá nova vida (Gálatas 4:6-7).
Paz com os outros – por meio Dele, aprendemos a amar e perdoar.
Além disso, o Menino de Belém é comparado ao orvalho: “O remanescente de Jacó estará entre muitos povos como orvalho vindo do Senhor” (Miqueias 5:7). O orvalho é um símbolo de renovação e vida. Jesus veio para regar corações secos e trazer vitalidade espiritual.
Ele também é descrito como um leão: “O remanescente de Jacó estará entre as nações… como um leão entre os animais da floresta” (Miqueias 5:8). Aqui, vemos o juízo e a bravura de Cristo, que destruirá os inimigos de Deus e protegerá Seu povo. Como o Cordeiro, Ele se entregou por nós; como o Leão, Ele reina com poder.
Diante dessas verdades, somos chamados a ser pacificadores, espalhando a paz de Cristo em nossos lares, comunidades e no mundo (Mateus 5:9). Que a vinda de Cristo ao mundo nos inspire a viver como instrumentos de Sua paz e graça.
Texto: Andrei Sampaio/ Agência Promessista de Comunicação (APC).
Para sua aula de sábado, confira três dicas importantes para ensinar com mais clareza sobre o Juízo Final.
DICA UM – VÍDEO: SENTENÇA Para início da aula,escolhemos um vídeo que mostra o juiz condenando o conhecido traficante Fernandinho Beira-Mar por crimes que somam 300 anos de prisão. A ideia é começar a aula ilustrando que, assim como em um julgamento humano, no Grande Trono Branco, Deus sentenciará aqueles que não entregaram suas vidas ao Cordeiro, Jesus. (Observação: O professor pode buscar outro caso ou vídeo, inclusive algo mais relevante para sua região.)
Após a exibição: Explique que o estudo deste sábado abordará o julgamento dos ímpios diante de Deus.
DICA DOIS – DINÂMICA “OS LIVROS”
Com propósito de ilustrar o ensino da lição e ensinar sobre a função dos livros mencionados em Apocalipse 20:12-15, e no item 2, execute a dinâmica “os livros” da seguinte maneira:
Preparação:
Materiais: leve para sala dois livros (tipo livro-ata) ou cadernos.
Livro das Obras (capa vermelha ou preta): Escreva em uma das páginas: “Aqui estão registradas todas as ações de uma pessoa, as boas e as más. São os livros das obras de cada um. O Juiz julgará de acordo com os fatos: de acordo com o que cada um havia feito (v. 12)”.
Livro da Vida (capa verde ou amarelo): Anote em uma página o seguinte texto: “No livro da vida está o nome de todos os que receberam a Cristo. Estes são os salvos de todas as épocas (Dn 12:1; Fp 4:3). Crer em Deus e em seu Filho é a única maneira de ter o nome no livro da vida, também chamado “livro da vida do cordeiro” (Ap 13:8)”.
Execução:
Introdução: Explique que, no Juízo Final, Deus julgará as pessoas com base em suas ações (Livro das Obras) e notifica que seus nomes não estão no Livro da Vida.
Interação: Passe os livros entre os participantes para que vejam o conteúdo da páginas com as anotações.
Discussão: Converse sobre o significado de cada livro e a importância de nossas ações e da fé no Salvador.
Conclusão:
Leitura Bíblica: Leia Apocalipse 20:12-15 para reforçar o ensinamento. Essa abordagem simples ajudará os participantes a compreenderem o significado dos livros no contexto do Juízo Final.
DICA TRÊS – FIQUE ATENTO
Há dois pontos na lição que requerem atenção especial, e que o professor pode levar algumas informações escritas em um cartaz, nos slides ou escrever na hora da aula num quadro branco:
O item 3: “A batalha de Gogue e Magogue” Explique aos alunos que essa batalha, mencionada em Apocalipse 20:7-9, refere-se ao momento em que os ímpios ressuscitados e condenados de todas as épocas se reunirão para atacar a Nova Jerusalém, revoltados por sua sentença no Juízo Final. Enfatize que esta batalha não deve ser confundida com a batalha do Armagedom, que ocorrerá antes da volta de Cristo e envolverá apenas os ímpios vivos naquele período.
O item 4: “A aniquilação” É fundamental que o professor apresente aos alunos os argumentos sobre o aniquilacionismo. Explique que o “lago de fogo e enxofre” é descrito como a segunda morte (Ap 20:14; 21:8), o que sugere uma sentença definitiva. Destaque que a expressão “tormento eterno” tem caráter simbólico (Ap 20:10). Seres espirituais, como anjos caídos e o diabo, além de elementos figurados, como “morte” (morte física) e “inferno” (sepultura), são lançados no lago de fogo. Assim, o termo “eterno” refere-se mais ao resultado definitivo da sentença do que a um método contínuo de sofrimento, como muitos cristãos costumam interpretar.
Para auxiliar na explicação, o professor pode recorrer ao livro da Editora Promessa “O Apocalipse”, nas páginas 160 a 163.
Texto: Agência Promessista de Comunicação (APC) e Editora Promessa.
Quando chega o fim de ano, sempre vêm à mente os gastos: confraternizações, amigo oculto, lembranças, aniversários. Talvez, por pressão social ou por costume cultural, dezembro se torne o mês de concentrarmos não apenas os presentes, mas também as contas do ano. Afinal, são muitos os eventos em que precisamos estar, participar e viver.
Nosso desafio é sermos criativos ao escolher os presentes para as pessoas que amamos. Porém, o Evangelho nos desafia a ir além: a sermos “presentes” na vida das pessoas. Algo que, além das lembranças que levamos às festas, se manifeste por meio de nossas palavras e ações (Colossenses 3:17).
Uma das metáforas mais belas do Evangelho é a imagem do perfume. O apóstolo Paulo descreveu isso em 2 Coríntios 2:14-17:
“Graças, porém, a Deus, que, em Cristo, sempre nos conduz em triunfo e, por meio de nós, manifesta a fragrância do seu conhecimento em todos os lugares. Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo, tanto entre os que estão sendo salvos como entre os que estão se perdendo. Para com estes, cheiro de morte para morte; para com aqueles, aroma de vida para vida. Quem, porém, é capaz de fazer estas coisas? Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus. Pelo contrário, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus.”
Paulo usa essa linguagem para ilustrar como Deus manifesta, através da igreja, o aroma de Seu conhecimento por onde quer que andemos. Estudiosos bíblicos explicam que, na época de Paulo, quando um general vencia uma batalha, havia uma procissão na cidade para celebrar a vitória, com incensos acesos em honra às divindades locais. Da mesma forma, na Antiga Aliança, sacrifícios e incensos eram oferecidos a Deus como símbolo de adoração (Êxodo 30:34-38; Levítico 2:2). Esse contexto ajuda a entender a conexão que Paulo faz para transmitir sua mensagem.
Portanto, a carta de Paulo não fala de um perfume literal. Ele nos leva a algo mais profundo. Os verdadeiros discípulos de Cristo conhecem a Palavra de Deus, vivenciam seus valores (João 8:31-32) e os compartilham em todo lugar, em tempo e fora de tempo (2 Timóteo 4:2), obedecendo à missão de guardar e ensinar tudo o que Jesus ordenou (Mateus 28:20). Esse “perfume”, para uns, é cheiro de vida; para outros, cheiro de morte, pois suas mentes estão fechadas ao conhecimento do Senhor (1 Coríntios 1:18).
APROVEITE AS OPORTUNIDADES
Se você está em Cristo, é hora de exaltar a Cristo em todos os lugares onde estiver (Filipenses 1:20-21). As festas de fim de ano são ótimas oportunidades para termos atitudes e palavras que exalem o amor de Cristo (João 13:34-35), abraços que reflitam o Senhor, a sabedoria de Deus e a comunhão do Espírito (Gálatas 5:22-23). As mesas de celebração podem ser momentos preciosos para mostrar que o Evangelho traz vida e esperança ao mundo (1 Pedro 3:15).
Por outro lado, se não formos bons exemplos, corremos o risco de sermos como a “mosca morta” mencionada em Eclesiastes 10:1:
“Assim como a mosca morta faz o óleo do perfumador exalar mau cheiro, assim também uma pequena tolice pode ter mais peso do que a sabedoria e a honra.”
Nossas atitudes não devem ser aquelas que estragam os momentos de celebração (Romanos 14:19). Pelo contrário, devemos promover vida, reconciliação, alegria e esperança (2 Coríntios 5:18-20).
Por isso, neste fim de ano, seja “o bom perfume de Cristo” (2 Coríntios 2:15), exalando as virtudes Dele, para que, ao observarem suas ações, os homens glorifiquem o Pai celestial (Mateus 5:16).
Por: Andrei Sampaio / Agência Promessista de Comunicação (APC)
Aquí tienes cuatro consejos para una clase interactiva en la Escuela Bíblica.
CONSEJO UNO – Lectura colectiva Para conectar a la clase con el tema, inicia tu lección con una lectura colectiva de Apocalipsis 20:1-10. La idea es que cada versículo sea leído de forma alternada por diferentes alumnos, fomentando la participación del mayor número posible.
CONSEJO DOS – Dinámica de la mochila Con una mochila en mano, explica que el estudio 11 será un “viaje” interesante a través de las visiones de Apocalipsis 20. Dentro de la mochila, coloca la tabla con las visiones sobre el milenio (disponible abajo), impresa en cantidad suficiente para los alumnos de la clase. Al presentar la dinámica, pide a los alumnos que respondan: ¿qué es esencial para hacer un buen viaje? Después de las respuestas, indica que cada uno saque un papel de la mochila. Una vez que todos participen, explica que la clase se centrará en la tabla, ayudando a comprender mejor la visión promesista sobre el milenio.
CONSEJO TRES – Tabla explicativa Si prefieres, usa la tabla en diapositivas para proyectarla en el aula o imprímela para explicar las diferentes visiones sobre el milenio, destacando la coherencia bíblica de la visión promesista.
CONSEJO CUATRO – Mesa preparada Prepara en el aula una mesa decorada con elementos como frutas, panes y pasteles. La idea es ilustrar la celebración que será el milenio, conocido como las “bodas del Cordero”. Pregunta a los alumnos: ¿qué no puede faltar en una boda? Incluye también en la mesa regalos de diferentes tamaños para simbolizar las recompensas, tema del punto 6.
Texto: Agencia Promesista de Comunicación (APC) y Editora Promesa.
Veja quatro dicas para uma aula interativa na Escola Bíblica.
DICA UM – Leitura coletiva Para conectar a classe com o assunto, inicie sua aula com uma leitura coletiva de Apocalipse 20:1-10. A ideia é que cada versículo seja lido alternadamente por diferentes alunos, incentivando a participação do maior número possível.
DICA DOIS – Dinâmica da mochila Com uma mochila em mãos, explique que o estudo 11 será uma “viagem” interessante pelas visões de Apocalipse 20. Dentro da mochila, coloque a tabela com as visões sobre o milênio (disponível abaixo), impressa conforme o número de alunos da classe. Ao anunciar a dinâmica, peça aos alunos que respondam: o que é essencial para se fazer uma boa viagem? Após as respostas, diga que cada um retire um papel da mochila. Depois que todos participarem, explique que a aula se concentrará na tabela, ajudando a compreender melhor a visão promessista sobre o milênio.
DICA TRÊS – Tabela explicativa Se preferir, utilize a tabela nos slides para exibir em sala, ou imprima-a para explicar as diferentes visões sobre o milênio, destacando a coerência bíblica da visão promessista.
DICA QUATRO – Mesa posta Monte em sala uma mesa decorada com elementos como frutas, pães e bolos. A ideia é ilustrar a celebração, o clima de festa que será o milênio, conhecido como as “bodas do Cordeiro”. Pergunte aos alunos: o que não pode faltar em um casamento? Inclua também na mesa presentes de tamanhos diferentes para simbolizar o galardão, tema do item 6. Ao explicar o assunto, utilize os elementos para ajudar na fixação do assunto.
Texto: Agência Promessista de Comunicação (APC) e Editora Promessa.
A confissão promessista reforça a seriedade com que a Igreja Adventista da Promessa se submete às Escrituras Sagradas, reafirmando que a Bíblia é “a nossa única regra de fé e prática”. Essa frase poderosa expressa a crença de que o Livro Sagrado é a “régua de medir” pela qual compreendemos as doutrinas da Igreja de Cristo, a vida e o mundo.
A declaração aparece no O Doutrinal:
“A Bíblia é a nossa única regra de fé e prática. Ela é suficiente como única fonte de conhecimento e orientação de toda a verdade divina. O motivo? Ela é a Palavra de Deus; não apenas a contém ou se torna.”
Essa afirmação é central para a fé promessista, evidenciando o compromisso da igreja com as Escrituras como guia absoluto e inquestionável. A Bíblia deve ser lida, obedecida e compartilhada porque suas palavras foram escritas por homens inspirados por Deus. Ela carrega em si a autoridade divina, evidenciada em mais de 1.500 referências, diretas ou indiretas, que a definem como a Palavra de Deus.
A autoridade bíblica no Antigo Testamento
O Antigo Testamento traz várias declarações que exaltam a autoridade das Escrituras. O profeta Isaías afirmou:
“A erva seca e as flores caem, mas a palavra do nosso Deus permanece para sempre.” (Isaías 40:8)
Deus, por meio de Suas palavras, revela-se imutável, digno de confiança e um alicerce seguro em um mundo de constantes mudanças. Os profetas frequentemente atribuíram suas mensagens diretamente a Deus, utilizando expressões como: “A palavra do Senhor veio a mim dizendo”, “Assim diz o Senhor” ou “Ouvi a palavra do Senhor” (cf. Dt 18:18-20; 1 Sm 10:8; Jr 1:9).
A autoridade bíblica no Novo Testamento
Os escritores do Novo Testamento também destacaram a inspiração divina das Escrituras. Paulo, por exemplo, escreveu:
“Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais.” (1 Coríntios 2:13)
Pedro, ao mencionar os escritos de Paulo, reafirmou essa autoridade:
“…Nelas há certas coisas difíceis de entender, que aqueles que não têm instrução e são instáveis deturparão, como também deturparão as demais Escrituras, para a própria destruição deles.” (2 Pedro 3:16)
A Bíblia como regra em tempos desafiadores
Confessar, no mundo atual, que a Bíblia é a única regra de fé e prática é desafiador diante da multiplicidade de ideias, interpretações e “verdades” contemporâneas. Ainda assim, essa declaração é um alicerce seguro para a vida. Suas profecias e promessas, já cumpridas ou em cumprimento, são testemunho de sua confiabilidade.
Em um tempo repleto de incertezas, contar com a orientação da Palavra de Deus é muito mais seguro do que seguir conselhos passageiros ou o último coaching do momento. Andar com fé, segundo os trilhos das Escrituras, é a melhor maneira de viver uma vida plena e direcionada pela verdade.
Confira os recursos de aula para ajudar você a ministrar o assunto de sábado.
DICA 1: VÍDEO SOBRE ARREBATAMENTO Inicie sua aula exibindo (ou peça que os alunos assistam previamente) cenas da novela Apocalipse da Record, que estão disponíveis no link abaixo:
Orientações:
Não ofereça explicações antes de o vídeo terminar.
Após a exibição, questione os alunos sobre a cena: o que perceberam? Há coerência entre o que foi mostrado e o que a Bíblia ensina?
Explique que o vídeo ilustra a crença no “rapto da igreja”, uma doutrina adotada por algumas denominações evangélicas. Apesar de a produção ser tecnicamente bem feita, essa interpretação é considerada equivocada. Depois de ouvir os alunos, introduza o tema da aula, explicando que será abordada a interpretação correta dos textos bíblicos sobre o arrebatamento.
DICA DOIS: VOCÊ LEMBRA? Comece perguntando aos alunos se lembram de filmes, livros ou músicas que tratem do arrebatamento secreto. Peça que compartilhem exemplos e registrem no início da explicação do Item 1.
Orientações:
Ouça as referências e percepções dos alunos.
A partir dos exemplos mencionados, apresente a interpretação bíblica correta sobre o tema, esclarecendo dúvidas e confrontando equívocos com base nas Escrituras.
DICA TRÊS: PONTOS DE ATENÇÃO
Item 1: Explique sobre Mateus 24:40-41, que não se refere ao arrebatamento ou ao “rapto da igreja” (visão equivocada), mas sim a uma questão de julgamento. Reforce a necessidade de analisar os textos com atenção, consultando os argumentos apresentados na segunda coluna da página 76 e na primeira coluna da página 77. Essas explicações ajudam a esclarecer essa passagem, frequentemente distorcida para justificar a doutrina incorreta do “arrebatamento secreto”.
Item 2: Aborde o significado da palavra “arrebatamento” encontrada em 1 Tessalonicenses 4:17.
Orientações:
Escreva a palavra em um cartaz e mostre à turma.
Pergunte o que os alunos entendem por “arrebatamento” e incentive uma breve discussão.
Explique o significado bíblico do termo, enfatizando que ele transmite a ideia de “levar”.
Ressalte que o arrebatamento será um evento visível, no qual a igreja será levada ao céu por Deus. Leia a explicação na nota de rodapé da página 78 para embasar a discussão.
Item 3: Para abordar o tema do novo corpo que teremos após a volta de Jesus, inicie com uma dinâmica:
Pergunte aos alunos: Quais limitações, dores ou enfermidades do corpo eles gostariam de superar? Cite exemplos de situações ou notícias que evidenciem fragilidades do corpo humano.
Após ouvir as respostas, explique que, quando Jesus voltar, receberemos um novo corpo, semelhante ao de Cristo ressuscitado, como ensina Filipenses 3:21. Esse corpo será perfeito tanto no aspecto moral quanto no físico, como ilustram as passagens de Lucas 24:38-39.
Conclua com uma reflexão: Relacione as limitações mencionadas pelos alunos com o que foi ensinado e reforce que o novo corpo será livre de sofrimentos e limitações, trazendo esperança e conforto.
Texto: Agência Promessista de Comunicação (APC) e Editora Promessa.
Autores tentam usar fenômeno que ocorre (raramente) no mar da Galileia (ou lago de Genesaré) para explicar dois milagres descritos nos evangelhos; entenda.
Recentemente o pesquisador israelense Yael Amitai (junto a outros cientistas) publicou um artigo científico intitulado: Mortes de peixes induzidas por Seiche no Mar da Galileia – uma possível explicação para milagres bíblicos? (título original: Seiche‐Induced Fish Kills in the Sea of Galilee – A Possible Explanation for Biblical Miracles?). Para que iniciemos de forma clara vale dizer que o “Seiche” é um fenômeno natural que ocorre em ambientes de lago ou água confinada e esse fenômeno gera movimentos anômalos na água podendo alterar significativamente a temperatura, conteúdo de oxigênio, etc.
No artigo os autores tentam usar esse fenômeno que ocorre (raramente) no mar da Galileia (ou lago de Genesaré) para explicar dois milagres descritos nos evangelhos de Marcos, Lucas e João: a pesca maravilhosa (ou milagrosa) e a multiplicação de pães e peixes. Esse artigo foi divulgado por diversos portais de notícias e é interessante como a atração por qualquer coisa que tente (inutilmente) invalidar o poder sobrenatural de Jesus ganha espaço rapidamente. No entanto, deixarei minha opinião sobre isso mais para o final.
Sejamos científicos:
O artigo é muito bom. Apresenta resultados importantes sobre a variação da temperatura, intensidade e mudança dos ventos que alteram a profundidade do lago, conteúdo de oxigênio e/ou falta dele devido à floração excessiva do fitoplâncton (algas fundamentais para oxigenação da água). Eles usam novos métodos, fazem modelos computacionais modernos e entregam aos cientistas ferramentas úteis para pesquisas futuras. Ponto. O que é relevante cientificamente acaba aqui.
Mas em uma jogada de marketing, e desculpe o trocadilho, lançando a isca para nos fisgar, ele coloca no título e em duas ou três frases (para que pudesse validar o título) o questionamento/afirmação de que os fenômenos descritos no artigo poderiam explicar os dois milagres de Jesus. Eles afirmam (sem nenhuma prova identificável no texto) que a limnologia[1] pode fornecer uma base científica plausível para esses milagres; que, como o Lago de Genesaré, tem histórico de fenômenos de mortandade de peixes devido ao “seiche” ou ressurgência, isso poderia (atenção ao “poderia”, pois essa é palavra usada) ter ocorrido no mesmo local do lago onde o milagre bíblico dos pães e peixes e presumivelmente, a pesca milagrosa, ocorreram dois milênios atrás.
São essas as únicas duas falas bem vagas e frágeis que eles inserem no artigo. Infelizmente, isso é suficiente para que se tente mostrar aos frágeis crentes que suas crenças são facilmente despedaçadas, enterradas, aniquiladas pela ciência. É uma pena mesmo, mas “onde está o entendimento? Está escondida dos olhos de toda a humanidade”(Jó 28:20) ou “onde está o sábio? Onde está o homem culto? Onde está o questionador desta era? Acaso não tornou Deus completamente insensata a sabedoria deste mundo?” (1 Co 1:20).
Foto: Mar da Galileia. Reprodução/Getty Imagens.
AFIRMAÇÕES SEM SENTIDO!
Diante dessas perguntas, e sendo nada, me atrevo a afirmar (muito rapidamente) porque as afirmações não tem sentido?
1) O fenômeno gera morte dos peixes ou então os enfraquece tornando-os mais suscetíveis à pesca. Fato! Mas o que é fake? Estes peixes, sejam mortos ou enfraquecidos, são levados à costa! Literalmente para a praia. O texto de Lucas 5:4 afirma que Jesus diz: “Faze-te ao mar alto”, ou seja, afastam-se da praia. Mais: se você procurar o significado do termo descobrirá que esse “mar alto” se aplica ao ponto do mar onde não se pode mais se avistar a terra! Então não preciso dizer mais nada!
2) O texto ainda afirma que “as redes quase se rompiam”. O rompimento da rede de pesca não se deve ao peso sobre ela colocado, mas sim ao peso associado ao movimento dos peixes. Peixes mortos ou muito enfraquecidos pela falta de oxigênio não se movimentariam, logo, a chance de rompimento da rede era quase que inexistente. Ainda, neste ponto, ressalta-se que sem qualquer condição de armazenamento moderno, nenhum pescador (nem hoje, muito menos naquela época) se arriscaria a levar pra casa milhares de peixes já mortos, sem conhecer a razão disso!
3) Sobre a ocorrência do fenômeno: o próprio artigo afirma que trata-se de algo raríssimo – é necessária um combinação exata de timing e condições. Os registros indicam que isso ocorreu uma vez em 1990, uma vez em 2007 e duas vezes em 2012. Nada, niente, nothing, rien, nitchts, nadica de nada, nenhuma vez mais. Cientificamente, usar um número tão baixo de registros para afirmar que isso “poderia” estar ligado a algo ocorrido a mais de 2000 anos só é uma provocação pensada.
DETALHES DE UM MILAGRE
O dito anteriormente vale somente o milagre da pesca maravilhosa. E o que dizer sobre a tentativa de usar o mesmo argumento para o milagre da multiplicação de pães e peixes? Vale a pena gastar tinta nisso? Não vale! Mas não resisto à provocação:
1)A Bíblia relata uma dupla multiplicação… será que os pães também morreram por falta de oxigênio e foram levados a praia? Uau, talvez esta seja a resposta! Perdoem-me a ironia, mas é irresistível não fazê-lo diante de certas coisas expressas como “científicas”;
2) A primeira multiplicação de pães e peixes ocorreu em Betsaida, a 32km do lago de Genesaré. Então se há alguma tentativa de conexão, precisa ser com a segunda multiplicação de pães e peixes que ocorre (segundo Marcos) nas proximidades do lago em questão. Mas mesmo assim, os textos bíblicos afirmam que foi trazido até Jesus os pães e peixes que foram, então, multiplicados. Inclusive se considerarmos que Lucas era um médico, e que, portanto, era criterioso na forma de escrever, ele provavelmente escreveria que houve uma “coleta” de peixes que estariam mortos ou fragilizados a beira da praia, mas não é isso que lemos;
3) por fim, para não te cansar, os textos afirmam que havia uma preocupação por parte dos discípulos com a falta de alimento nas proximidades de onde estavam reunidos. Se houvesse grande quantidade de peixes disponíveis a beira da praia, essa afirmação que é clara em todos os relatos, não seria feita.
Talvez caiba aqui um argumento extra. Perdoem-me se tenho fé demais, mas aprendo na Bíblia que Jesus tem autoridade sobre tudo e se Ele dominou enquanto aqui esteve sobre qualquer evento, fenômeno ou qualquer lei da natureza, não me surpreenderia em que mais uma vez, segundo Sua vontade, Ele movimenta-se céus, terra, leis, fenômenos, todas as criaturas, a fim de abençoar, cuidar e ensinar aqueles que diante dEle estavam! Há diversos relatos bíblicos, fenômenos incríveis, que são cientificamente explicáveis, mas não cientificamente CAUSADOS!
Por fim, não tenho dúvida: a pergunta no título do artigo, as rasas afirmações feitas no texto foram feitas para instigar os leitores e provocar (como provocou) a ampla divulgação do texto. O objetivo claro foi gerar visibilidade ao artigo… não há nada de científico na pergunta feita e muito menos na resposta dada como tentativa de explicação aos milagres. Foi só um título pensado. Parabéns aos autores por isso. Eles conseguiram chamar a atenção. Mas suas tentativas de invalidar ou justificar os milagres de Jesus, foram inúteis!
Texto: Pr. Tom Dias | Pastor responsável pela Igreja Adventista da Promessa em Vila Helena, Sorocaba (SP). Doutor em Geociência e Pós-Doutor em Cronologia Raios Cósmicos (UNICAMP). Professor Doutor da Universidade de São Carlos (UFSCar).
[1] Área da biologia que estuda as condições ou aspectos biológicos, químicos, físicos, meteorológicos, geológicos ou ecológicos de lagos e pântanos.
Usamos cookies em nosso site para fornecer a experiência mais relevante, lembrando suas preferências e visitas repetidas. Ao clicar em “Aceitar”, concorda com a utilização de TODOS os cookies.
This website uses cookies to improve your experience while you navigate through the website. Out of these, the cookies that are categorized as necessary are stored on your browser as they are essential for the working of basic functionalities of the website. We also use third-party cookies that help us analyze and understand how you use this website. These cookies will be stored in your browser only with your consent. You also have the option to opt-out of these cookies. But opting out of some of these cookies may affect your browsing experience.
Necessary cookies are absolutely essential for the website to function properly. This category only includes cookies that ensures basic functionalities and security features of the website. These cookies do not store any personal information.
Any cookies that may not be particularly necessary for the website to function and is used specifically to collect user personal data via analytics, ads, other embedded contents are termed as non-necessary cookies. It is mandatory to procure user consent prior to running these cookies on your website.