Como vencer a masturbação

Uma das definições que o dicionário traz para a palavra masturbação é “Ação de estimular manualmente o órgão sexual com o objetivo de sentir prazer”. Antes de falar sobre esse assunto, é preciso deixar claro que o prazer sexual não é pecado. A Bíblia é muito clara em afirmar que Deus é o Criador do ser humano na sua totalidade (inclusive órgãos sexuais), que Ele é também o Criador do casamento e que é Seu propósito que o marido tenha prazer com sua esposa e que a esposa tenha prazer com o seu marido – (Genesis 1; 1 Coríntios 7)

Dito isto, quero te convidar a pensarmos juntos sobre algumas questões a respeito desse assunto: Na maioria das vezes a masturbação é uma busca solitária pelo prazer impulsionada pelo pensamento/imaginação. E aqui começam os problemas, a pessoa cria na sua mente o estímulo, através de situações, cenas, imagens e conversas que não existem na realidade. O consumo de pornografia aumenta muito essa prática pecaminosa (leia nosso texto do dia 04/10). Então, cada vez mais esse vício vai aumentando e afundando a pessoa num poço de lama, ficando difícil de sair dessa. Se liga o que a Bíblia diz em Tiago 1:14-15: “Mas as pessoas são tentadas quando são atraídas e enganadas pelos seus próprios maus desejos. Então esses desejos fazem com que o pecado nasça, e o pecado, quando já está maduro, produz a morte”.

Prestou atenção como funciona esse passo a passo para a destruição? É exatamente assim mesmo. Talvez você está lendo isso agora e pensando: “mas estou afundado nessa lama até o pescoço, não tem mais jeito”.

Tem jeito sim! Se você confessar seu pecado, Deus é fiel e justo para perdoar de TODO pecado e te purificar de QUALQUER injustiça. Fiz questão de destacar essas duas palavras para que você tenha essa certeza: Realmente Deus pode fazer isso por você!

Lembra do Rei Davi? Ele cometeu um monte de pecados né?  mas olha o que ele disse no Salmo 40: Coloquei toda minha esperança no Senhor; ele se inclinou para mim e ouviu o meu grito de socorro. Ele me tirou de um poço de destruição, de um atoleiro de lama; pôs os meus pés sobre uma rocha e firmou-me num local seguro. Pôs um novo cântico na minha boca, um hino de louvor ao nosso Deus…“

Uma outra pergunta pode ecoar: “Ok, entendi… mas, na prática como faço pra me livrar desse pecado?” A resposta é: Você precisa agir na origem do problema, se a Bíblia afirma que a origem do pecado está na mente, ela também nos ensina a combater o pecado, pega essa dica do nosso irmão Paulo: “Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas” – Filipenses 4:8

A regra é clara! Ocupe sua mente com coisas boas e não haverá espaço para o pecado.

Como vencer a pornografia

Uma pesquisa recente mostra que o assustador percentual de 67% dos jovens entre 16 e 24 anos são “consumidores” de pornografia através da internet. O problema disso? A pornografia separa o sexo do relacionamento pessoal. Ela promove a impureza sexual. A pornografia nunca trata de amor, carinho e relacionamento. A pornografia é uma porta que se abre para a infidelidade, pois implanta a ideia da insuficiência do outro e das opções do sexo e dos desfrutes da sexualidade. Por fim, a pornografia nos afasta de Deus, pois como a impureza pode se relacionar com a pureza… como o pecado se relaciona com o Santo?

Mas há saída! Sempre há nELE: (…) tornai-vos para mim, e eu me tornarei para vós, diz o Senhor dos Exércitos (Ml 3:7). Aceitemos o convite e deixemos que a mente de Cristo haja em nós. “Mas não é fácil” você pode dizer. Eu sei! Mas aceitarmos o convite amoroso do Senhor, e buscarmos a pureza em nossos corações é completamente possível. Ore como o salmista: “Cria em mim um coração puro, ó Deus, e renova dentro de mim um espírito estável. Não me expulses da tua presença, nem tires de mim o teu Santo Espírito. Devolve-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito pronto a obedecer. Então ensinarei os teus caminhos aos transgressores, para que os pecadores se voltem para ti” (Sl 51:10-13). NELE é possível mudar a rota completamente! Então avancemos “deixando tudo aquilo que prende nossos pés, olhando para o alvo que é Cristo” (Hb 12:12). Já entendeu né?

O passo final é para o braço de Cristo. “…Ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado, em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados” (Cl 1:13-14). Em Cristo existe solução. Tudo tem jeito quando estamos nos braços do nosso Pai eterno. É o seu relacionamento com Cristo que te libertará do mau e do pecado.

Uma dica final posso te dar: procure seu líder, procure alguém que você confie e confesse. Peça ajuda para juntarem-se em oração. Conversem a respeito, combinem “protocolos de socorro”… tenho certeza que o apoio de alguém que você confia, o ajudará no processo!

A pandemia tem mexido com suas emoções?

Esse texto surge como um comentário a enquete realizada pelo MJ Geral. A resposta de 82% das pessoas foi “SIM”. Diante disso, o que podemos fazer?

Não sei se você já ouviu esta frase: “…não perguntes por quem os sinos dobram [tocam]; eles dobram [tocam] por ti”.

Trata-se de uma das frases mais conhecidas no mundo. É poética, é forte, é marcante. Ao lê-la pela primeira vez tornei-me um admirador de seu escritor. Foi o pastor John Donne que a escreveu em 1611. Vejo na frase uma profunda expressão de consciência… consciência de quem ele é e de como está ligado a qualquer outro ser humano na face da Terra… se liga no texto que antecede essa famosa frase: “Nenhum homem é uma ilha isolada; cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra; se um torrão é arrastado para o mar, a Europa fica diminuída… a morte de qualquer homem diminui-me, porque sou parte… [da humanidade]. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti” – John Donne An Anatomy of the World (1611)

Se a pandemia tem mexido com suas emoções, ela o tem feito em que nível? No pessoal ou no coletivo? Penso que é natural você e eu focarmos muito em nós mesmos. Nas minhas dores, nas minhas preocupações, nas minhas carências e, primeiramente, nas minhas emoções. Repito, isso é natural.

Mas queria te propor um desafio… te levar a um momento que transcende o “eu” e olha pro “nós”. Deus nos fez comuns, ou seja, adequados para uma vida em comunidade. Ele nos salvou para sermos um povo, para sermos família dEle, para sermos Igreja dEle e nEle. Por isso comecei o texto de Donne. Mas quero te levar ao texto de I Coríntios 12:25 – “que todos os membros tenham igual cuidado uns pelos outros”.

Eu sei que seu coração e sua mente podem estar sendo machucadas pelo que você está passando pessoalmente, mas convido você a olhar para os outros… a cuidar, a amar, a animar os outros… a sentir o outro. Isso bíblico… olhar pra si é humano, mas olhar pro outro é divino.

Tenho certeza que quando começar a fazer isso, outros também farão por você e nesse processo, seus medos, frustrações, preocupações, dores serão minimizados.

Beijo e paz

A FÉ E O FUTURO

Você costuma fazer planos para o futuro? Se sim, Deus está presente nestes planos? Há um esforço de sua parte, ao refletir sobre o amanhã, de tentar entender a vontade de Deus para os seus caminhos? Pois é, Tiago 4:13-16 nos traz um ensino e um alerta muito importante e necessário sobre esta questão.

Tiago pinta uma cena hipotética de alguns comerciantes, com grandes planos de expansão para os seus negócios, pensando em alta lucratividades, mas que não consideram Deus nestes planos (v.13). Eles confiam apenas em suas habilidades e competências. Planejam a vida como se Deus não existisse: “Iremos… negociaremos… teremos lucro”.

O caminho escolhido pelos negociantes citados por Tiago é muito perigoso. A razão? Não temos controle sobre o amanhã e nem sobre a vida (v.14). Segundo Tiago, fazer planos para o futuro sem considerar Deus é uma atitude arrogante e presunçosa, além de maligna (v.16). É uma maneira de dizer que quem manda somos nós! É o Diabo que deseja que pensemos que quem manda na vida somos nós. É ele o principal interessado em não levarmos em conta a vontade de Deus para nós. Cuidemos!

Para o cristão, o caminho correto, de acordo com a perspectiva do evangelho, é submeter o futuro e todos os seus planos em relação a ele ao Senhor: “Se o Senhor quiser faremos isso ou aquilo” (v.15). Deus é o dono da nossa vida. É ele quem deve dar as cartas. A vontade de Deus é quem deve determinar os rumos da nossa vida. Fazer algo diferente disso é a receita para o erro.

Não sejamos presunçosos! Vai iniciar um negócio? Quer abrir uma empresa? Está pensando em iniciar ou terminar um namoro? Pensa em se casar? Precisa decidir que curso fazer? Está em dúvida sobre em que empresa trabalhar? Já se perguntou qual é a vontade de Deus? Dizer “Se o Senhor quiser, farei” é a atitude de alguém que decidiu levar Deus e sua vontade a sério. É a atitude de alguém que submete ao Senhor seus planos. Tal atitude fará grande diferença em sua vida. Pague para ver!

Fé e dominio

Tiago trata em sua epístola a língua de uma forma singular (3: 1-12), quando vamos ao verso 4, e as figuras de: controlar o cavalo com freio e o navio com leme, percebemos serem imagens recorrentes no antigo Mediterrâneo, que seriam entendidas por todos, assim como no caso do cavalo que era um animal utilizado para o transporte de pessoas e cargas, e ambos precisavam destes instrumentos para o seu controle.

Já no versículo 5, temos o exemplo de como uma floresta pode ser incendiada por uma pequena fagulha de fogo, da mesma forma temos na língua um pequeno membro que pode incendiar muitas pessoas. Não é a toa que o salmista nos alerta: “Põe, ó Senhor, uma guarda à minha boca; guarda a porta dos meus lábios” (Salmos 141:3). Não se deve amaldiçoar as pessoas, que foram feitas à imagem de Deus (Tiago 3:9-12).

A língua é cheia de veneno mortal. Lashon hara’ (literalmente “língua do mal”) no judaísmo se refere à fofoca, calúnia, boato, difamação e outros maus usos da fala. O Talmude a condena severamente: se alguém fala lashon hara’, é como se ele negasse a Deus… o pecado de lashon hara’ é classificado igualmente aos pecados de idolatria, imoralidade sexual e assassinato.

Os três pecados nomeados são aqueles pelos quais, um judeu preferia perder sua vida a cometê-los.

Os antigos rabinos ainda ensinavam que ninguém deveria dizer: “Que meu próximo seja envergonhado’, pois assim você estaria envergonhando aquele que foi criado à imagem de Deus” (sobre Gênesis 5:1). O que dizer sobre nosso tempo de cancelamentos e fake news? Quando vidas têm sido destruídas na internet em pouco tempo?

Vale pensar de qual lado da torcida nós estamos? Se do lado para ver o circo pegar fogo, ou para que as pessoas sigam bem suas vidas…
Lembre-se que nossa melhor pregação é nossa vida, portanto de nada irá adiantar dominarmos nosso corpo, mas deixarmos que nossa língua entregue o que está em nosso coração.

Fé e ação

O apóstolo Tiago nestes versículos leva-nos a refletir sobre como ser um cristão autêntico. É fácil para a comunidade cristã afirmar que ser Cristão é ser parecido com Jesus Cristo e seguir os seus ensinamentos. No entanto, praticar o cristianismo pedido e ensinado por Cristo exige renúncias, bem como, a tão falada palavra “empatia”.

Muitas vezes somos levados pelo comodismo e não conseguimos enxergar as necessidades básicas do outro, ou seja, o alimento, a roupa, o calçado, entre outras coisas. Levamos o alimento espiritual e esquecemos- nos do que está escrito em Tiago 2:14-26“De que adianta, meus irmãos, alguém dizer que tem fé, se não tem obras? Acaso a fé pode salvá-lo? Se um irmão ou irmã estiver necessitando de roupas e do alimento de cada dia e um de vocês lhe disser: ‘Vá em paz, aqueça-se e alimente-se até satisfazer-se’, sem porém lhe dar nada, de que adianta isso? Assim também a fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta. Mas alguém dirá: ‘Você tem fé; eu tenho obras’. Mostre-me a sua fé sem obras, e eu lhe mostrarei a minha fé pelas obras. Você crê que existe um só Deus? Muito bem! Até mesmo os demônios creem – e tremem! Insensato! Quer certificar-se de que a fé sem obras é inútil? Não foi Abraão, nosso antepassado, justificado por obras, quando ofereceu seu  ilho Isaque sobre o altar? Você pode ver que tanto a fé como as suas obras estavam atuando juntas, e a fé foi aperfeiçoada pelas obras. Cumpriu-se assim a Escritura que diz: ‘Abraão creu em Deus, e isso lhe foi creditado como justiça’, e ele foi chamado amigo de Deus. Vejam que uma pessoa é justificada por obras, e não apenas pela fé. Caso semelhante é o de Raabe, a prostituta: não foi ela justificada pelas obras, quando acolheu os espias e os fez sair por outro caminho? Assim como o corpo sem espírito está morto, também a fé sem obras está morta”.

Outras vezes, somos tão ousados, que justificamos a nossa falta, afirmando que as obras não salvam. É certo que apenas Jesus Cristo salva, foi Ele quem derramou seu precioso sangue por nós e nenhuma obra humana pode libertar e salvar os que se acham perdidos. Todavia, precisamos entender que as boas obras foram preparadas para os salvos e que a fé sem as obras, é morta em si mesma. Sendo assim, despertemo-nos!

Você sabia que a humanidade está passando por um momento de crise? Que neste exato momento, pessoas estão morrendo de fome, perdendo seus empregos e sendo despejados de suas casas? É tempo de agirmos, não precisamos de muito. Usando o que temos, é possível fazermos a diferença e verdadeiramente seguirmos os ensinos de Jesus.

#cristianismonaprática

O irmão de condição humilde deve orgulhar-se quando estiver em elevada posição.
E o rico deve orgulhar-se se passar a viver em condição humilde, porque passará como a flor do campo.
Pois o sol se levanta, traz o calor e seca a planta; cai então a sua flor, e é destruída a beleza da sua aparência. Da mesma forma o rico murchará em meio aos seus afazeres. [Tiago 1:9-11]

#cristianismonaprática
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Fé e sabedoria

O homem sem fé é “alguém que tem a mente dividida e é instável em tudo o que faz” – Tiago 1:7-8

A aula pode começar com um enfático “DEUS não existe e acreditar no contrário é sinônimo de ignorância e estupidez”… seus pensamentos voam porque então você é um dos estúpidos, e um dos ignorantes! Afinal sua crença não avançou como a ciência e você ainda acredita em DEUS!

Na rodinha de amigos frases como “cada um na sua”, “cada cabeça um sentença”, “o que é certo pra você não é pra mim”, “afinal tudo é relativo”… podem me fazer pensar que absolutos realmente são coisas do passado, que minhas antes certezas agora são só um saco de dúvidas.

Se talvez você já se sentiu assim, eu preciso te dizer: não se jogue assim tão facilmente nessa teia, nessa ideia de quem sabe mais tem sempre razão! Não caia com tanta facilidade em palavras jogadas ao vento, pois a certeza do homem pelo homem é tão profunda quanto uma colher de sopa, nossas convicções tão fortes como um fino fio de algodão…

Afinal… o que dizer de um DEUS que pode equilibrar o universo nas pontas de seus dedos, e que em um único segundo pode percorrer toda sua imensidão? O que pensar de um DEUS que possui completa consciência de quem é e todo Seu poder?

E em um ponto completamente oposto, o que dizer do homem que desde as primeiras filosofias se pergunta “porque estamos aqui, quem somos, por que existimos?”? O que falar de um homem que ao mesmo tempo em que se enche de conhecimento, fica tão distante da sabedoria?

Cada pergunta como esta me deixa maluco… maluco por pensar que todo meu esforço e todo o meu descaso; toda meu conhecimento e toda minha falta de sabedoria; todo o meu prostrar e toda minha arrogância não assustam e nem surpreendem a DEUS!

A cada segundo que penso ter encontrado a resposta, sou lembrado que “antes que meu corpo tivesse forma, ELE já me conhecia”, que a voz que deu existência ao tudo é substituída por suas mãos a moldar cada detalhe de meu corpo. Sou lembrado que enquanto bato a cabeça procurando respostas onde pouca verdade há, procurando respostas onde ELE não está, ELE carinhosamente, através de si mesmo, através da natureza, através de seu sacrifício, me diz… “eu sou o caminho, eu sou a verdade, eu sou a vida!”

Enquanto eu continuo me perguntando “porque estou aqui, quem sou, por que existo?”… ELE rapidamente me responde que nEle, não só eu, mas todos nós, “nos movemos, vivemos e existimos”!

#Uni21On – Fé em tempos de ceticismo

Mulher com mochila de estudante. Ao fundo a foto da cidade, ambiente urbano, e a lolomarca do evento

Olá pessoal, vem aí o #Uni21On – Fé em tempos de ceticismo, um evento imperdível!

✅ Encontro 100% Online e Gratuito⠀

A transmissão será pelo Canal do Youtube, e contamos com a participação de todos.

📌 Aguardem mais informações, logo, logo, daremos mais detalhes.

 

Um grande abraço.

#promessa #promessistasbrasil #ministeriodejovensgeral #mjgeral #uni21on

Mulher com mochila de estudante. Ao fundo a foto da cidade, ambiente urbano, e a lolomarca do evento

SUPERANDO AS DIFICULDADES

Ester foi uma mulher hebreia que se casou com um gentio. Ela salvou seu povo de um genocídio, e assim preservou a linha messiânica que inclui Rute e Boaz através de quem veio Jesus. O livro de Ester é um “drama”, podendo ser transformado numa peça teatral ou um filme cinematográfico de grande sucesso devido todas as tramas, crises, personagens significativos com os quais qualquer um de nós identificaria fácil, fácil. Mas não se trama de ficção, tudo foi real, e bem real!

Hoje fechamos nossa série de reflexões sobre fé e coragem, e se tratando de Hebreus 11, poderíamos fazer esse encerramento com muitos outros exemplos incríveis não é mesmo? Porém, acho justo fechar com Ester que nos traz ensinos fantásticos sobre superação de dificuldades. Nem vou entrar no mérito de suas qualidades nítidas e sempre citadas em muitas das pregações que já ouvimos… sua beleza autêntica e destacável dentre outras mulheres, sua pureza (virgindade) que foi determinante para que ela pudesse entrar no tal concurso de beleza.

Vamos destacar aqui sua fé e coragem que foi tão determinante na história, pois no momento da crise que iria massacrar o povo de Deus, ele a usou para mudar o rumo da trama maquiavélica orquestrada por Hamã (Ester 3: 5-9). Bem, o resto da história vocês já conhecem. O que aprendemos com isso tudo?

  • Dificuldades/Crises sempre existiram, e da mesma forma Deus sempre esteve no controle de todas elas, então te pergunto: Porque Deus não estaria no controle agora? Pense!
  • Todo momento de crise ou de dificuldade tem um propósito, não pense que as coisas acontecem por um acaso – Ester 4: 1-14
  • Sempre houveram homens e mulheres de Deus, obedientes, cheios de fé, coragem e confiança, não neles mesmos, mas no Deus todo Poderoso, que era, que é e sempre será o GRANDE EU SOU!

Deus glorioso, mantenedor da fé, gestor implacável de crises e ajudador nas horas de dificuldade. Tenha fé e seja alguém que será lembrado (a) por sua coragem e obediência assim como foi a Rainha Ester!

Um grande abraço,

Vivendo o extraordinário – aprendendo com Davi

“Que direi pois de… Davi… que da fraqueza tirou força…”Hb. 11:32a – 34b

O que podemos aprender com a história de vida desse grande servo de Deus chamado Davi?

Davi, o homem segundo o coração de Deus, não estava isento de passar por momentos difíceis em sua vida. Quero destacar um dos momentos da história de vida do Rei Davi que nos leva a refletir em diversas situações das quais vivenciamos em nosso dia a dia: momentos onde andamos pelos desertos, nos isolamos em nossas cavernas, crises existenciais onde nossa fé é colocada a prova. Então vem comigo para o Salmo 63.

Foi escrito por Davi em um dos piores momentos de sua vida. Ele se encontrava no deserto de Judá, escondido para não ser morto por seu próprio filho. Já imaginou ser traído por seu próprio filho? Ter que fugir, correr e se esconder para não ser morto por alguém que você viu crescer, que devotou amor, que um dia lhe chamou de pai? Pois era essa a situação enfrentada por Davi neste salmo. Davi não estava apenas em um deserto geográfico, mas sob tudo em um deserto espiritual. Todos nós, passamos por desertos na vida. O deserto pode ser a falta de emprego, a morte de alguém que amamos muito, o divórcio, o esfacelamento das relações familiares, a depressão, a falta de fé, enfim, são situações em nossas vidas que se assemelham a um deserto. Um deserto existencial; um deserto espiritual. Momentos de crise e intensa dor. Quem já não enfrentou? O deserto é inevitável. Todos passarão por ele, não por uma vez apenas, mais por diversas. O salmo 63 nos ensina que o deserto nunca deve ser visto como uma experiência onde imaginamos que Deus esqueceu-se de nós, que não está ao nosso lado; provando ainda mais a nossa fé ou colocando em xeque nossa espiritualidade. Muito pelo contrário. O deserto ocupa um lugar central na espiritualidade cristã. Na Bíblia todos os grandes homens que desfrutaram de comunhão e intimidade com Deus passaram pelo deserto. Abraão, Isaque, Jacó, José, Moisés, Elias e até mesmo o filho de Deus, nosso Salvador, Jesus Cristo. O deserto é o palco do encontro entre Deus e nossas particularidades. É o lugar onde conhecemos a Deus e a nós mesmos. Onde nasce uma fé firme, solidificado no solo da dor.

Davi nos ensina que o deserto é lugar de encontro com Deus. Nele a alma sedenta é farta; o coração desejoso é abastado; a alma faminta é saciada em Deus, no seu Filho Jesus e Espírito Santo consolador. O deserto é benéfico porque provoca sede. Sede de Deus, de seu amor, de sua companhia e presença. Para ser saciado é preciso ter sede. Para ser abastecido é necessário ter fome. Que possamos em nossa vida aprender dia a diai, mesmo em meio as nossas imperfeições, compreender o que Deus tem para nós e viver segundo o coração de Deus. Que Ele nos fortaleça em todo tempo.

Vencendo Batalhas

Há histórias incríveis relatadas no Livro dos livros, e elas têm uma relevância atemporal, principalmente por uma característica que permeia a essência de absolutamente todas elas. Eu falo da fé demonstrada por seus protagonistas nas respectivas situações em que foram colocados, e que se tornaram marcos épicos de referência para uma sociedade cristã que ainda mantém firme, os seus passos nessa jornada terrena.

Um desses personagens, apesar de não ter o seu nome relatado em Hebreus 11, possui também, uma enorme relevância. Começando pelo ‘simples’ fato de que, o seu mentor foi ninguém menos que Moisés, um dos poucos homens na terra que tiveram o privilégio de ter um vislumbre da presença de Deus na dimensão humana.

O mentor foi incrível, e o discípulo foi completamente fundamental para os planos de Deus naquela geração. Josué foi o único (além de Calebe) a entrar na Terra que havia sido prometida. Mais do que isso, ele foi a principal ferramenta de Deus para isso. A construção do líder que ele se tornou, se deu em um enorme processo, longo, doloroso, desgastante e praticamente sem recompensas! O que o movia, ressalto mais uma vez, era a sua fé!

Fé no Deus que o havia colocado diante dessa grande guerra por tornar o povo escolhido de Deus, efetivamente (e depois, com a vinda de Jesus, definitivamente), livre! O processo foi composto de muitas batalhas, das quais, na maioria das vezes, ele [Josué], era apenas coadjuvante! Desde as primeiras tratativas de Moisés com o Faraó, até o momento em que o povo acampava nos arredores de Jericó, Josué viveu intensamente cada uma dessas batalhas. Só foi possível vencer cada uma delas, devido à fé naquilo que, mesmo não fazendo sentido, e nem mesmo parecendo possível, ele sabia que veio do Deus vivo!

É fundamental que eu e você, façamos o exercício de nos perguntar se estamos lutando a mesma guerra de Josué, porque se a resposta for sim, precisaremos da fé que ele teve para atravessar cada uma daquelas batalhas, para chegarmos ao final da jornada alcançando de Deus o sentimento de dever cumprido, como sabemos que foi com esse grande homem na história da fé que nós acreditamos ainda hoje!

Saindo da crise

Pare para pensar: quantas vezes você ouviu a palavra “crise” nos últimos 15 dias? Se parou só agora para pensar nisso, vai perceber que a mesma palavra foi usada em várias situações diferentes, mas todas relacionadas a fatos que provocam adrenalina, tensão, medo e preocupação. O fato é que as crises não tornam a vida mais fácil de viver, afinal, não existe crise boa, não é mesmo? Na real, as crises doem. Algumas vezes no corpo, outras vezes na alma.

Observe Moisés, gerado no Egito em meio a uma crise. Sua mãe ainda não sabia o sexo, mas vivia a tensão, o medo e angústia de saber que, sendo menino, ele seria morto, segundo o decreto de Faraó. Todo esse turbilhão de sentimentos era absorvido por ele ainda no ventre. Ao nascer, teve que ficar escondido e depois foi rejeitado por força da situação. Viveu como filho adotivo em um lar que odiava seu povo, sua família e na adolescência, por não aceitar ser chamado de egípcio foi maltratado. Na fase adulta, carregou a culpa de matar um homem, fugiu e viveu no deserto por quarenta anos.

Tudo o que aconteceu na vida dele foi traumático o suficiente para gerar uma crise. Antes ele era um homem poderoso em suas palavras, quarenta anos depois, é um homem com complexo de inferioridade e insegurança que se sente incapaz de falar em público. No entanto, ele supera e sai da crise! Quer saber como isso aconteceu?

Primeiro, Moisés teve um encontro com Deus (Êxodo 3). Superar crises não é um processo fácil para ninguém, mas se Deus tem espaço na sua vida para direcionar suas decisões, o caminho para sair se torna mais acessível.

Segundo, Moisés enfrentou o passado e aceitou o desafio do presente, acreditando na promessa do futuro. Às vezes tudo que nós precisamos é dar um passo para trás, resolver o que ficou pendente, desbloquear sentimentos, perdoar, se reencontrar e seguir adiante.

Terceiro, ele aceitou a ajuda do seu irmão. Deus sabia o quanto Moisés precisava de alguém que lhe desse segurança, confiança e trouxe Arão para perto, isso o ajudou a enfrentar os desafios, a acreditar no potencial e capacidade que tinha, a se aproximar de sua família e seu povo.

Conte com a ajuda de pessoas dispostas a te ajudar, profissionais, amigos, familiares. Não rejeite o apoio de quem te ama. Dividir torna tudo mais leve. Ao sair da crise, Moisés se tornou um homem admirado, respeitado, amado. Em sua difícil liderança, demonstrou compaixão, amor, perdão, resiliência.

Aprendemos com Moisés que para sair de qualquer crise, é preciso dar o primeiro passo e fazer a escolha certa. Crises sempre existirão. Como você vai lidar com elas é que fará toda diferença!

Ahh e não deixe de ler os textos de Hebreus 11: 23–29 e Atos 7: 20–44.