Desculpem os transtornos, mas Ele está trabalhando!

Nos assuntos espirituais, nossa pressa não funciona.

É uma realidade inevitável!
Vivemos em meio a um mundo ágil.
Não podemos parar no tempo, muito menos parar.
Nada pode faltar.
Há a necessidade de que as prateleiras dos mercados estejam sempre bem abastecidas, que os terminais de saque tenham dinheiro, que as padarias tenham o pãozinho da manhã, que os fast foods tenham lanches.
Tudo isso à disposição em qualquer momento.
Caso não, se torna um transtorno para os consumidores.
O mundo não para e não podemos parar também.
Não podemos aceitar que em um mundo ágil tenhamos que esperar por muito tempo por uma refeição, ou que tenha que tirar dinheiro somente na segunda e apenas no horário em que o banco abre.
Foi pensando nisso que surgiram os fast foods, caixas 24 horas. Foi pensando nos apressadinhos, ou nos que dizem: “Preciso disso agora”.
Foi pensando na necessidade de informações ágeis que surgiu a internet.
O tempo é agora!
O problema é quando transferimos essa obrigação para as coisas espirituais.
– Deus não entende que preciso desse emprego agora?
– Será que Deus não percebe que não aguento mais?
– Quando é que a minha benção vai chegar?
– Quando é que esse problema irá se resolver?
Tornamo-nos mais do que dependentes da graça de Deus. Tornamo-nos consumidores ávidos pela graça, mas não a graça que trabalha por aqueles que nele esperam, mas sim pela graça do “agora”.
Precisamos compreender que trabalho demanda tempo.
Como falamos: – A pressa é inimiga da perfeição!
E mesmo que isso não seja uma frase bíblica, precisamos aceitar que tudo que nosso Deus faz, o faz com perfeição.
Então mesmo que a benção que você tanto espera ainda não tenha vindo, aguarde!
Deus está trabalhando para que ela venha com perfeição.
“Pois nessa esperança fomos salvos. Mas, esperança que se vê não é esperança. Quem espera por aquilo que está vendo?” (Romanos 8:24 – NVI)
Edgar Simão é obreiro voluntário em Itatiba (SP).

Qual é o seu valor maior?

O exemplo de Angelina Jolie deve ser imitado em nossa vida cristã.

Em maio deste ano, uma notícia ganhou destaque gerando uma série de questionamentos, indignações, admirações e, como estamos no Brasil, até piadas. Falo sobre a decisão da atriz Angelina Jolie em submeter-se a uma dupla mastectomia preventiva.
Mas, o que levaria alguém a tomar uma decisão tão radical? Ainda mais sendo ela uma pessoa de tão grande expressão no quesito beleza e corpo perfeito?
Lendo a reportagem, fica muito claro. Sua avó materna e sua mãe morreram vítimas de câncer de mama e Angelina Jolie descobriu que tem as mesmas células defeituosas que sua mãe e avó tinham, que dão origem ao câncer. Então, como diz o ditado: “Antes que o mal cresça, corta-se a cabeça”, ela fez a mastectomia dupla, diminuindo em 95% a chance de desenvolver o tal câncer. Bem radical, não é?
Muitos questionaram se ela continuaria a ser vista como a mulher bela e perfeita, mas esta não foi em nenhum momento a preocupação de Angelina Jolie. Questionada sobre isso, ela apenas afirma que valoriza mais a vida e o convívio com seu marido e seus seis filhos. Este é, para Angelina Jolie, seu valor maior.
E o que temos a ver com isso?
Quando li esta reportagem, não tive como não relacionar com a realidade que todos nós, seres humanos, enfrentamos em nosso corpo desde que nascemos. Minha pergunta é: qual é o nosso valor maior?
Todos nós, desde a queda de Adão e Eva, trazemos dentro de nós células defeituosas do pecado que podem nos levar a perder a vida eterna, podem nos matar eternamente. E o que fazemos com esta informação? Brincamos!
Em Mateus 18:9, temos a seguinte afirmação: “E, se o teu olho te escandalizar, arranca-o, e atira-o para longe de ti; melhor te é entrar na vida com um só olho, do que, tendo dois olhos, seres lançado no fogo do inferno.”
Embora recebamos este conselho ou mesmo ordem de Deus, para tomarmos esta atitude tão radical como a mastectomia, o que temos feito é brincar e abusar daquilo que pode nos matar não só neste tempo, mas eternamente.
Temos consciência de que somos pecadores, embora nem sempre admitamos, contudo, ainda julgamos que temos o controle da situação na mão e vamos chegando cada vez mais perto do pecado, achando que poderemos dar conta de sair correndo na hora “H”, mas o que temos visto são inúmeras pessoas caídas, derrotadas, acabadas, mortas espiritualmente. E por que isso acontece conosco? Simplesmente porque não queremos perder mãos, pés, olhos etc, e acabamos vencidos pela tentação, pelo pecado, pela morte.
Para que nos servirá nossa mão, pé e olho se já não temos vida? Qual é o nosso maior valor?
Deus nos dá a receita: precisamos ter coragem de tomar esta decisão e eliminar de nossa vida e mente tudo aquilo que nos enfraquece e que pode fazer com que o pecado se instale em nós e nos contamine até a morte.
Angelina Jolie se expôs, mostrou seu drama, sua realidade. Assim precisamos fazer em nossas vidas. Precisamos reconhecer que somos fracos, defeituosos, totalmente dependentes de Deus e seu poder, sem nos preocupar se seremos julgados pelas pessoas, o que importa é vencer a luta contra o pecado, contra a morte com toda a transparência, sinceridade e autenticidade e viver, não apenas aqui neste tempo, mas viver por toda a vida eterna ao lado do Pai.
Que Deus ajude a cada um de nós a tomarmos decisões corajosas em direção à vida, por mais sofridas, doloridas ou vexatórias que elas sejam, mas que nos levem à verdadeira vida, a vida eterna. Amém!
Dsa. Maria Regina Guimarães Longo Mendes congrega na IAP em Pq. Itália (Campinas, SP) e integra a equipe do Departamento Ministerial – Convenção Paulista e Geral.

A autoridade de Deus sobre nossas finanças

“O cumprimento da promessa divina não depende das circunstâncias, mas do seu poder”
Então veio a ele a palavra do SENHOR, dizendo: Levanta-te, e vai para Sarepta, que é de Sidom, e habita ali; eis que eu ordenei ali a uma mulher viúva que te sustente. (I Re 17: 8-9).
Uma grande seca havia tomado o mundo. Os agricultores e pecuaristas eram atingidos diretamente pela escassez de chuva. Desde os pequenos até os grandes empresários sentiam os reflexos da crise. O povo também amargava a difícil situação. Era um momento delicado para todos, que calculavam com cuidado o quanto poderiam gastar. Havia uma explicação econômica para aquela situação. Porem tal explicação não ofuscava o motivo da ausência do orvalho. O próprio Deus havia cerrado os céus a fim de castigar o seu povo por causa da idolatria. O senhor tinha um propósito.
Em meio a esse contexto, a Bíblia apresenta uma viúva, moradora da cidade gentílica de Sarepta, que compunha o grupo dos que mais sofriam com aquela seca. A história dessa mulher poderia ficar no anonimato, pois sua condição não era diferente da condição dos demais. No entanto, sua história entra em evidencia quando Deus envia o profeta Elias para Sarepta. Em sua soberania, Deus havia decidido sustentar o profeta com os poucos recursos daquela viúva.
Algo incomum estava acontecendo. O Deus controlador da natureza, que até então sustentara o profeta milagrosamente no ribeiro de Querite (I Re 17:5-6), envia seu mensageiro para uma cidade onde a fome era patente. O Deus atuante no Querite revelaria seu poder provedor em meio à escassez de Sarepta.
Esse mesmo Deus, embora continuasse com autoridade de realização de prodígios, faria uso do mantimento de uma pobre viúva. Ao enviar o profeta Elias para Sarepta, Deus lhe assegura que haverá provisão. O mesmo Senhor de Querite cuidaria de Elias em Sarepta.
Isso nos revela que o cumprimento da promessa de Deus não depende das circunstâncias, mas do seu poder. Outro aspecto interessante do texto sagrado é a declaração de Deus ao profeta “eu ordenei ali a uma mulher viúva que te sustente”. Deus é proprietário dos recursos da viúva. Ele a ordena porque tem autoridade sobre as suas finanças. Essa atitude divina nos lembra que o Senhor é dono legal de todas as coisas.
Ele tudo criou e a tudo sustenta com a força do seu poder. Sua palavra nos diz que “Do SENHOR é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam.” (Sl 24:01). A mesma palavra nos diz que a prata e ouro pertencem ao Senhor (Ag 2:08). “Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos;” (At 17:28 b). “Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.” (Rm 11:36).
Somos apenas mordomos do Rei Jesus. “Nada trouxemos para este mundo e nada levaremos dele” (I Tm 6:7). Nossas posses pertencem a Deus. Nosso dinheiro pertence a Deus. Nossa casa pertence a Deus. Nossa vida pertence a Deus. Cientes de que todas as coisas são de Deus, dediquemos a Ele o que está sob nossos cuidados. Usemos nossas posses para cumprir sua vontade, pois Ele tem autoridade sobre o que é nosso.
Pr. José Wilbert Magalhães é vice-superintendente da Convenção Litoral e Leste Paulista.