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Mais pessoas estão frequentando as academias, mas quantas estão exercitando a vida espiritual?O portal de notícias Meio e Mensagem noticiou, em 20/06/11, que “66% dos 4,2 milhões de brasileiros” têm acesso a academias e são das classes emergentes (C, D e E), movimentando um mercado que já é um dos maiores do mundo.
Devido a essa frequência, as academias estão barateando o preço das mensalidades para alcançar cada vez mais as camadas populares, além de criar marcas mais baratas, a fim de suprir esse público. O Conselho Federal de Educação Física (CONFEF) tem cerca de 19.681 academias registradas, fora as que não constam nos dados oficiais, o que nos leva a concluir que, diariamente, temos novos corpos malhados na sociedade.
Mais músculos, “esculturas” humanas, curvas, mudança de hábito e apelo ao bem estar. Em todos os espaços da sociedade, há muitos frequentadores, tanto de academias como de outras atividades, físicas e esportivas.
A Bíblia, Palavra de Deus, fala um pouco desse assunto. Assim Paulo falou a Timóteo: “O exercício físico é bom, porém, o exercício espiritual é muito mais proveitoso. (…)” (1 Tm 4.8a NBV). Aqui Paulo diz que o exercício físico é bom. Veja que o apóstolo não é contrário à prática de exercício físico e nem a favor do sedentarismo. Lembremo-nos que a Bíblia ainda fala do atleta de corrida (1 Co 9.24-26a) e do pugilista, o praticante do boxe hoje (1 Co 9.26b-27).
Em segundo lugar, Paulo, inspirado pelo Espírito Santo (2 Pe 1.21), não para só por aí. Ele também fala de outra categoria de exercícios: os espirituais. Exercitar-se espiritualmente é muito mais proveitoso. Em outras traduções encontramos a palavra piedade, que é ser devoto ou dedicado a Deus. E ser piedoso, exercitar-se espiritualmente, é nosso grande desafio. Isso é “malhar” o coração por dentro!
Nossa tarefa é praticar todos os dias as PDD’s (Práticas Devocionais Diárias) que foram organizadas pela FUMAP (Federação de Mocidade Adventista da Promessa). Encontramos uma verdadeira “academia espiritual”, na verdade, tiradas da Bíblia: ler e meditar na Palavra de Deus; orar; jejuar, eis alguns exercícios que podem nos levar a uma vida mais piedosa diante de Deus. Israel Belo Azevedo, no livro Sete Passos e Meio para a Felicidade, faz um importante comentário sobre esta passagem: “Esta é uma boa lembrança diante da supervalorização do corpo. Também é verdade que o nosso corpo é para ser cuidado, o que implica exercícios físicos, para que haja saúde.”
Paulo prossegue nos falando dos resultados destes exercícios espirituais: “(…) Portanto, exercite-se espiritualmente porque isso ajudará, não só agora, nesta vida, mas também na vida futura.” (1 Tm 4.8b NBV). Portanto é de grande proveito praticar a vida piedosa, tanto para com Deus, como para com nossos irmãos (Tg 1.27). A prática devocional diária nos leva a controlar todo nosso ser, fazendo ficarmos mais parecidos com Jesus (Rm 8.29).
Andrei C. S. Soares é missionário da IAP Igarapé-Açu (PA).
A crise pode ser uma oportunidade, se nos voltarmos a Deus
A Bíblia fala sobre ela há muito tempo! À medida que a volta do Senhor se aproxima, ela alcança maiores proporções (II Tm 3). Hoje, ela tem sido uma das principais manchetes dos noticiários. Temos nos acostumado a ouvir e até nos arriscamos a falar sobre ela. Ela está cada vez mais próxima a nós e, direta ou indiretamente, nos afeta. Ela é a CRISE!
Crise na família, crise na saúde, crise na educação, crise na segurança, crise moral, crise nos relacionamentos, crise política. No Ministério dos Transportes, há quase dois meses, um esquema de cobrança de propinas foi descoberto, o diretor-geral do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Luiz Antônio Pagot, caiu e mais de 20 funcionários foram exonerados. No Ministério do Turismo, empresas de fachada e de propriedade de membros que faziam parte do esquema, foram usadas para direcionar licitações e firmar convênio em que recursos eram desviados. Crise nas nações: Líbia, Egito, protestos na Jordânia, Iêmen, Argélia, Mauritânia, Síria, Arábia Saudita, Bahrein, Marrocos, Sudão e Omã. Crise na paz: Londres em Guerra, atentado na Noruega. Crise na economia: Grécia não consegue dinheiro emprestado para se financiar; Estados Unidos no vermelho, risco de calote americano. Crise na natureza: terremoto e furacão em Nova Iorque.
Não podemos deixar de pensar em tudo isso no aspecto espiritual. Afinal, não estamos imunes à crise. As crises vividas em todos esses ambientes citados são, sem dúvida, reflexo do distanciamento do homem do seu criador! Portanto vivemos também uma crise espiritual.
Essa crise espiritual é percebida e sentida em nossos cultos. Muitas vezes começa nos púlpitos, através das heresias pregadas, da enxurrada de palavras sem unção do Espírito, da pregação que infla o nosso ego, desprovida de abnegação e de cruz (Mc 8.34), e se reflete em nosso dia a dia.
Olhe para as nossas Escolas Bíblicas! Há mais ou menos trinta anos elas foram substituídas, abolidas ou quase não existem em muitas igrejas, sob o argumento de não serem atrativas e por falta de participação. Sejamos sinceros! Olhe para o horário em que as pessoas chegam à Escola Bíblica e ao culto, e muitas, sem a mínima motivação ou interesse. A crise não é apenas política, econômica, familiar, sócio – ambiental, a crise é, sobretudo, espiritual.
Entretanto, sob todos os aspectos, principalmente o espiritual, a crise pode ser uma oportunidade!
Olhemos para a Bíblia. Há muito tempo atrás, no Salmo 46, o salmista já nos indicava um mundo em crise, uma natureza em crise (v. 2,3 ); nações em crise (v. 6,9). Os cenários vividos por nós hoje, são descritos anos trás. Para ele, a crise não impõe medo ou terror (v2)! Ela é vista como uma oportunidade e isso nos ensina muito!
A crise é uma oportunidade de reconhecer que as coisas não vão bem!
Só podemos escapar dela se acreditarmos que ela existe. Por isso, admita a crise! Reconheça seus problemas, suas dificuldades, seus erros. No meio dela, podemos nos arrepender da nossa desonestidade, dos nossos esquemas, dos nossos pecados! Afinal, nada há encoberto que não seja revelado (Mt 10.26), e de Deus não se zomba, pois tudo que o homem semear, também ceifará (Gl 6.7).
A crise é uma oportunidade de colocar Deus no centro da sua vida!
Num cenário crítico, os versículos 4 e 5 são uma declaração consoladora da presença poderosa e sustentadora de Deus no meio da sua cidade. Está faltando Deus nas nossas vidas no meio da crise! É a sua oportunidade de reavaliar sua vida e restabelecer Deus como sua prioridade (Mt 6.33).
A crise é uma oportunidade de pensar sobre o que tem sido sua segurança.
Para onde você corre em tempos de crise? Só existe estabilidade física, emocional, espiritual, econômica, familiar, ambiental, ou em qualquer outro aspecto, em Deus! Ele é o nosso refúgio e fortaleza, nosso socorro! (v1).
A crise é uma oportunidade para fortalecer sua fé na soberania de Deus.
Deus não perdeu o controle e muito menos o interesse em nós! O nosso desafio é descansar em sua soberania. Observe a declaração do v. 8: “Venham, e vejam as obras do Senhor!”. Ele é o Deus que faz, é aquele que dirige e que permite a história. A crise existe sob a soberania de Deus!
Em último lugar, a crise é uma oportunidade para vencer a autossuficiência. Não somos e não podemos nada sem Deus(Jo 15.6)! Engana-se quem pensa que suas estratégias, sua inteligência, seus métodos falíveis, o livrarão. Deus se revela como refugio, fortaleza, socorro bem presente na hora da crise! Ele ajuda, ele efetua, somente ele põe fim as guerras! “Aquieta-vos” (v.10), nos diz o Senhor, literalmente, “parem de lutar”, não confiem em si mesmos! Na crise, ele é o único a ser exaltado.
Pr. Alexandro Jorge da Silva é responsável pela IAP em Jundiaí (SP).
A cada mês, cerca de 200 igrejas viram prédios na Europa
“Quatorze apartamentos de luxo em uma igreja restaurada” é o que dizia a enorme faixa pendurada em frente a uma igreja histórica fechada na Europa, segundo o Portal G1, em 05/09/11. Nada de novo. Nos últimos dez anos, 200 templos, em média, por mês, fecharam as portas em toda a Europa. Os países que abrigaram igrejas cristãs por séculos possuem hoje uma ínfima porcentagem de fiéis. O berço da reforma protestante carece hoje de um grande reavivamento. Os dantes protestantes já não protestam mais. Aculturaram-se, tornaram-se céticos; foram tragados pela cultura emergente; pelo pluralismo, pelo relativismo moral e pelo processo histórico de secularização que varreu toda a Europa.
As igrejas ainda estão lá, mas, na grande maioria, sem nenhuma relevância para a sociedade moderna. Já não são o que a princípio deveriam ser. São igrejas na essência, mas também prédios que se tornam alvos da cobiça imobiliária. Igrejas de 200 anos – e até mais antigas – estão fechando as portas na Europa. Os edifícios, cheios de tradição, estão sendo ocupados por livrarias, estúdios de música e até boates, ainda segundo o Portal G1. Em uma sociedade pós-moderna e, consequentemente, secularizada esta é a única “função” que uma igreja poderia exercer.
Penso que esta não seja uma exclusividade das igrejas centenárias da Europa. As igrejas do Brasil também andam perdendo a “função” que outrora já desempenharam e, o mais incrível, sem fecharem as portas. Por aqui, as igrejas também oferecem entretenimento e luxo assim como as igrejas da Europa, que se transformaram em boates e hotéis luxuosos. A secularização é um processo complexo e se desenvolve de diversas maneiras dentro de uma cultura ou sociedade, absorvendo as peculiaridades de cada contexto.
Nós, os evangélicos brasileiros, somos tão criativos que desenvolvemos uma nova maneira de secularização: uma que não precise fechar as igrejas. Os padrões de nossa sociedade consumista e materialista são reproduzidos em nossos cultos e congregações claramente. No Brasil, a secularização se desenvolve nas igrejas com as portas abertas. Por aqui as igrejas não fecham, pelo contrário, crescem. No entanto, tão rápido quanto o crescimento das igrejas evangélicas do Brasil, é o espantoso crescimento dos “sem-religião”. Aliás, as igrejas evangélicas deste país, com seus escândalos financeiros, apelos materiais e falsas promessas, são os grandes agentes desse crescente número de frustrados e decepcionados com a religião. De maneira que nos perguntamos: o crescimento evangélico é, de fato, benéfico em nosso país?
Mara Maravilha, cantora gospel e proprietária de uma loja de artigos evangélicos na rua Conde de Sarzedas, em São Paulo, disse em uma reportagem exibida pela BBC Brasil: “Graças a Deus que se abrem muitas igrejas. É melhor do que abrir botequim”. Desculpe-me o ceticismo, mas será mesmo? Será benéfica uma mensagem distorcida do evangelho que produz resistência nas pessoas contra o verdadeiro evangelho de Jesus?
Devemos repensar. É possível que já tenhamos mais de 20 milhões de pessoas no Brasil que se declaram sem-religião. Em um país aparentemente religioso, cresce a indiferença e até mesmo a antipatia pelas expressões religiosas. Temos diante de nós, como igreja, um grande desafio: alcançar pessoas indiferentes e ariscas ao cristianismo institucional. Temos a incumbência de proclamar Jesus a pessoas cada vez mais céticas e frustradas com a religião.
Diante dos desafios que despontam no horizonte dessa geração urge a necessidade de uma igreja relevante, capaz de romper as barreiras intransponíveis e proclamar com verdade e simplicidade o evangelho de Jesus Cristo. O mundo precisa de uma igreja que consiga dialogar com a cultura, comunicando o evangelho de maneira clara e compreensível às pessoas dessa geração. Não fomos chamados para pregar à geração passada, somos chamados para proclamar o evangelho a essa geração. Decifrar os códigos de nossa época, traduzir o evangelho de Jesus numa linguagem acessível e compreensível às pessoas dessa geração é missão da igreja. Estamos no limiar de uma nova história. Nasce uma nova geração, surgem novos desafios, agigantam-se novas barreiras que impedem o crescimento do Reino nos corações humanos. Somente uma igreja relevante e missionária poderá vencer estes desafios e alargar as fronteiras do Reino de Deus no solo desta terra. Que Deus nos ajude.
Kassio F. P. Lopes é missionário da IAP em Corumbá (MS).
Nos teatros, usava-se uma máscara chamada “persona”, que é uma palavra italiana derivada do latim para um tipo de máscara. A psicologia usa o termo “persona” para definir a função psíquica relacional voltada ao mundo externo, ou seja, é o que somos por fora, é o que vendemos aos outros acerca de nós. Existe uma necessidade de vender uma imagem acerca de si mesmo a qual está, quase sempre, ancorada nas coisas que se fala, na maneira de se vestir, nos bens que são ostentados e na maneira de se comportar. Em resumo, “persona” é o que somos por fora, é a nossa personalidade.
Mas, quando pensamos em caráter, nos remetemos ao que somos por dentro. É aquele ser que existe em nós que, de fato, encaramos no silêncio do quarto ou nos desertos da vida. Caráter é sua índole, sua natureza pelo que você é por dentro. Davi, pensando em seu caráter, faz uma oração a Deus e diz o seguinte: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos” – Sl. 139:23.
Coração no hebraico é: לבב lebab, significa o homem interior, sua mente, vontade, coração, alma. Davi não tem a menor preocupação em impressionar a Deus. De fato ele procura ser autêntico, sem máscara alguma, diante das mentiras e enganos que nele existem. Quem é esse que existe dentro de nós, que nos dias de culto põe a “roupinha de ver Deus” e vai ao templo, pensando enganar ao Senhor como aos irmãos, falando o que não vive, pregando e “teologando” empolgadamente, sem nunca ter experimentado a realidade do evangelho na vida íntima e pessoal? Quem é esse que existe dentro de nós que canta empolgadamente nos cultos e durante a semana cobiça, adultera, inveja e mente, como se isso já fizesse parte da vida da vida “secreta” e “íntima”? Quem é esse que existe dentro de nós, que vive o “transtorno de personalidade aparente”? Quem é esse que existe dentro de nós, com suas máscaras, tomando forma ao ponto de conseguir adorar ao Senhor com o coração carregado de mágoa, ressentimento, ódio, desprezo, ciúmes e sordidez? Quem é esse??? Quem é esse que vive se escondendo por trás das máscaras?
As duas perguntas que devem provocar verdadeiro pânico e desespero em nós são: a quem Deus procura na terra para serem os seus verdadeiros adoradores? Os que tentam impressionar pela roupa que vestem, pelas coisas que falam ou pelo cargo que possuem? A resposta é simples. Quem Deus procura é uma gente íntegra no caráter, segundo o evangelho de João 4:23: “Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores”. Nos íntegros e sinceros existe um ser dentro cuja máscara não consegue esconder; é esse ser que faz a adoração tornar-se verdadeira. A segunda pergunta é: diante desse caos existencial, quem se salvará, afinal? A resposta é muito simples e absurdamente desesperadora em Hb 12: 14: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.”
A palavra santificação no grego é αγιασμος (hagiasmos), que significa santificação de coração e vida, ou seja, o que somos por dentro e não o que aparentamos com o discurso de “santificação” eclesiológico e teórico para impressionar os ouvintes com nossas máscaras.
Então, o que deveria nos fazer perder o sono, seria a existência dessas duas pessoas dentro de nós, a de fora e a de dentro. A quem o Senhor quer como adoradores e servos? Vejamos apenas três textos bíblicos para concluirmos.
Tiago 1:8 – “… homem de ânimo dobre, inconstante em todos os seus caminhos.”
Tiago 4:8 – “Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós outros. Purificai as mãos, pecadores; e vós que sois de ânimo dobre, limpai o coração.”
A palavra para “dobre” no original grego é διψυχος (dipsuchos), que significa: duas almas, duas pessoas, mente dupla, vacilante, incerto, duvidoso, de interesse dividido. Tiago descreve a figura de uma pessoa que usa máscara na igreja ou em público sendo uma, e outra quando está na intimidade da vida, no secreto, sem máscaras, no deserto onde está a sós, e precisa encarar a si mesmo com suas incongruências, contradições e antagonismos.
O outro texto que podemos analisar é o de Apocalipse 3.15, quando Jesus fala à igreja de Laodiceia: “Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente!”
A palavra no original para “obras” é εργον (ergon). Ergon tem um significado bem apropriado à vida íntima, secreta, pessoal, podendo ser traduzido como a mente. Nesse caso, o escritor poderia ter usado a palavra “ergonai” que seria melhor traduzido para a vida pública e não à vida íntima, só que Jesus não está interessado pelo que fazemos publicamente com uso das máscaras mas sim, pela nossa vida íntima, secreta, pessoal, que ninguém está vendo.
Portanto, tiremos as máscaras da hipocrisia, do fingimento, do sensacionalismo eclesiástico, desse ser que é o que não é. Oremos para que Deus nos livre do transtorno de personalidade “aparente”, ancorado em figuras ou tipos carregados de aparência com exteriorização religiosa daquilo que não é segundo o coração de Deus. Vigiemos para sermos íntegros e sinceros em tudo.
Tiago 1:4: “Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes.”
Filipenses 2:15: ”… para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo.”
A palavra sincero no grego é ακεραιος (akeraios), que significa mente sem misto de maldade, livre de malícia, inocente, simples.
Que Deus nos desmascare enquanto há tempo!
Pr. Irgledson Irvson Galvão é tesoureiro da Região Paulista e pastor da IAP em Jardim Aeroporto (Campinas – SP).

Temos o direito, sim, de manifestar nossa posição, baseada nos ensinamentos da Bíblia
Há alguns dias, fui surpreendida pela minha filha com a seguinte pergunta: “Mãe, você é contra ou a favor da criação do ‘Dia do Orgulho Hétero’”? Assustei-me não pela pergunta em si, afinal minha filha já tem 17 anos, mas porque eu havia separado uma matéria sobre o assunto para ler, pois havia me chamado muito a atenção. Ela me disse que na escola em que estuda – o Colégio Adventista de Campinas – eles debateram este tema.
Minha resposta foi: “Ainda não sei, não li nem refleti o bastante para me posicionar, mas se for para responder à queima roupa, sou a favor.”
Comecei, então, a ler os artigos que havia separado e, para surpresa minha, deparei-me com uma situação, no mínimo, curiosa. O Dia do Orgulho Hétero foi aprovado pela Câmara dos Vereadores de São Paulo no último dia 2 de agosto e gerou uma grande reação da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), pois não concordam com a criação do mesmo.
O site do vereador que criou o projeto foi invadido, houve reações contrárias no twitter, e dentre as inúmeras declarações, uma delas feita pela comunidade gay me chamou a atenção, pois afirmava que uma sociedade que precisa aprovar o Dia do Orgulho Hétero é uma sociedade insegura. Por quê?
Curioso que somente eles podem defender seu ponto de vista, mas nós não, somente eles querem se manifestar e nós não podemos, por que? De que lado está a insegurança? De que lado está a falta de respeito? De que lado está a agressividade? De que lado está a intenção de enfiar “goela” abaixo um pensamento?
A meu ver, essas coisas não estão de um lado ou de outro, mas sim, dentro do caráter de cada ser humano. Existem aqueles que respeitam e os que não respeitam. Existem os pacíficos e existem os agressivos. Mas não posso deixar de pensar que, vendo a reação tão contrária da comunidade gay, demonstra o quanto eles querem dominar e determinar o pensamento de todos. Se não nos manifestarmos, logo perderemos nossa liberdade de expressão e de pensamento assegurada pela Constituição. Ainda temos o direito de não concordar com pensamentos e ideias diferentes das nossas.
Respeito é uma coisa e ter que pensar de forma igual é outra bem diferente. Com isso, vemos que ser heterossexual não é ser ET, é defender um modo de vida apresentado por Jesus. Sim, temos um manual de instruções, a Bíblia, e ela nos ensina como devemos nos comportar, o que Deus espera de cada um de nós.
Enfim, não estamos sozinhos sofrendo afrontas, como pensou Elias quando foi se esconder na caverna. Assim como Deus disse a Elias que havia ainda sete mil que não se dobravam a Baal, nós também não estamos sozinhos. Precisamos proclamar a salvação do Senhor a todas as pessoas, pois breve ele virá. Amém!
Dsa. Maria Regina Guimarães Longo Mendes congrega na IAP em Pq. Itália (Campinas – SP) e atua no Departamento Ministerial.
Como o povo líbio deseja o fim da ditadura de Kadhafi, ansiamos pelo fim do império das trevas
Muammar Kadhafi é uma das personalidades mais mencionadas pela mídia mundial neste ano. Isso, no entanto, não aconteceu por acaso. Ditador da Líbia por quase 42 anos, Kadhafi viu o seu regime ser ameaçado diante dos protestos de milhares de pessoas que saíram às ruas reivindicando a sua renúncia ao poder. Os motivos para os protestos do povo líbio não são incomuns: alto índice de desemprego, o preço exorbitante dos alimentos, importação demasiada de alimentos necessários ao abastecimento, gastos excessivos com o arsenal militar do regime, entre outros. Em outras palavras, a população estava sendo refém de uma pobreza alarmante e do desprezo de um governo opressor.
O país economicamente estava em boa situação. Isso pode ser facilmente constatado pelo fato de que o Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou que só, no ano passado, a Líbia cresceu 10,6%, com previsão para crescimento de 6,2% em 2011. Para o povo líbio, é inadmissível que tamanha riqueza e crescimento não se destine à população. O ditador, porém, não entregaria o poder de “mãos beijadas”. Ele enfrentou os manifestantes na base da força. Não hesitou em mandar suas tropas oprimir e massacrar violentamente aqueles que se opunham ao seu poder. A situação tornou-se tão grave e alarmante que outros países como EUA, França, Itália e Canadá tiveram de intervir militarmente.
Após muito derramamento de sangue e várias mortes, o regime de Kadhafi caiu. No domingo, dia 21 de agosto, o presidente americano Barack Obama já declarava que o regime mostrava “sinais colapso”. Foi, sem dúvida, uma boa notícia para o povo líbio, pois trouxe a esperança de dias melhores e sem opressão.
Mas a realidade do povo líbio nos chama a atenção para outro fato importante, a saber, a opressão do diabo. Paulo diz que ele é o deus deste século, que cega o entendimento dos incrédulos (II Co 4:4). O seu império encontra-se fortificado na vida daqueles que não se renderam ao Senhor Jesus e que resistem ao evangelho. Tais pessoas andam segundo as inclinações da carne, fazendo a vontade desta e dos pensamentos (Ef 2:3). Além disso, elas estão mortas em seus delitos e pecados (v.1).
Mas há uma boa notícia. Este império diabólico alicerçado em mentiras, seduções, opressões e pecado está com os dias contados! Quem nos assegura isso? A Bíblia, a Palavra de Deus. Ela afirma que na cruz, Cristo já triunfou sobre o diabo e seus principados e potestades (Cl 2:15). A morte de Cristo é a garantia de que o regime da maldade está em colapso (Hb 2:14)!. O destino de Satanás e dos que o servem será o lago de fogo e enxofre (Ap 20:10). Portanto, os que foram salvos pela graça divina podem festejar a queda do maligno, pois para este, pouco tempo lhe resta (Ap 12:12).
Ms. Jailton Sousa Silva é colaborador do Departamento de Educação Cristã da IAP.

Alerta de tsunami – II : Inculcar os ensinamentos no coração de um filho é mais do que se preocupar com seus amigos ou suas notas
Na primeira parte deste texto falamos da importância do diálogo e do ensino para proteger nossos filhos dos males da sociedade atual, à luz da passagem de Dt 6:6-8. Aqui refletiremos sobre um desafio ainda maior: o de colocar os ensinamentos no coração deles.
A psicanálise afirma que os pais são os principais agentes de repressão ou adiamento dos desejos e impulsos, tendo papel importante para que os filhos possam, eles mesmos, desenvolverem o autocontrole. Espera-se que, com o tempo, em vez de o pai dizer: não faça isto ou aquilo, haja uma voz interior que os impeça de fazer. Freud chamou a isto de superego, outros chamam de “internalização”. Chamaremos de “inculcar no coração”.
“Inculcar no coração” é quando as regras passam a existir em nós e fazemos o certo sem depender de que alguém nos vigie e muito menos para evitar punições, mas simplesmente porque sabemos e acreditamos ser o melhor para nós. A grande dificuldade dos pais é fazer que seus ensinos assumam significado na vida dos filhos, mesmo quando estão longe de seus olhos.
Tenho a impressão de que a geração de nossos pais conseguiu nos passar uma clara noção de certo e errado e das consequências de nossos atos, mesmo desconhecendo fórmulas ou princípios educacionais retirados de livros. Nem sempre deixávamos de errar, mas quando o fazíamos, tínhamos noção disso, o que nem sempre acontece com nossos jovens.
Hoje parece ser muito mais difícil educar, possivelmente porque a realidade é outra: diferentemente de alguns anos atrás, os pais não são a única referência de comportamento para seus filhos, pois concorrem com a mídia, as redes sociais, os amigos, a escola. Não podemos ignorar esta realidade nem tão pouco aceitá-la passivamente, pois se já não somos a única referência para eles, temos que lutar para sermos a mais importante.
Para que isso aconteça, precisamos entender que colocar o ensino no coração não é um ato de memorização, de imposição e nem fruto apenas de insistência, mas de uma relação de confiança e de intimidade que se estabelece desde muito cedo entre pais e filhos, e continua ao longo da vida.
Muitas vezes, os pais ficam ausentes da vida dos filhos porque estão preocupados em trabalhar muito e pagar uma boa escola para eles, esquecendo de que a verdadeira educação acontece com a presença deles na vida dos filhos. Não se trata apenas de perguntar onde estão, com quem e fazer cobranças; é preciso estar aberto para ouvir e entender o que os filhos comunicam em cada comportamento, em cada gesto, em todos os momentos. Os pais precisam conhecer seus filhos além do boletim escolar, interessar-se mais em estar perto deles, do que apenas preocupar-se com os amigos deles!
Há um experimento clássico na psicologia, em que macacos recém-nascidos foram colocados junto a estruturas de arame que se pareciam com mães-macacas, onde haviam mamadeiras acopladas, para alimentá-los. Ao lado, havia “mães” cuja estrutura era recoberta com uma flanela macia e quente, mas sem as mamadeiras. O que os cientistas observaram foi que os filhotes se alimentavam nas “mães de arame”, mas permaneciam o restante do tempo agarrados às mães recobertas de flanela.
Somente a convivência intensa, envolvendo o exemplo, o diálogo, a disciplina e o carinho possibilitam que nossos filhos resistam às inúmeras ciladas da vida e corram para perto de nós e não para longe, quando tiverem dúvidas ou problemas.
Nada pode ser mais importante ou urgente na vida de um pai ou de uma mãe do que investir no relacionamento com seus filhos, sem esperar um alerta, que poderá vir tardiamente!
Romi Campos Schneider de Aquino, psicóloga, é diaconisa na IAP em Curitiba (PR).

Não devemos esperar uma crise para iniciar o diálogo com nossos filhos sobre drogas, sexualidade e namoro.
O problema das drogas já é tão recorrente que não conseguimos imaginar como possa ainda nos surpreender ou nos tocar. No entanto, recentemente vi num telejornal uma cena que me causou muita dor: uma repórter entrevistava uma criança de 10 anos viciada em crack desde os sete. O menino narrava, apertando as mãozinhas e com uma voz totalmente infantil, como começara a mendigar e depois a furtar para alimentar o vício.
Infelizmente, esta realidade não está longe dos lares cristãos. Apesar de toda instrução na Palavra de Deus e do conhecimento secular que temos, nossos filhos não estão imunes a vícios em drogas, alcoolismo, violência, sexualidade precoce e diversas depravações. Muitas vezes, nós, pais, nos sentimos impotentes diante destas situações, pois ficamos esperando alguma sirene tocar para agirmos. Como no caso de alerta de tsunami, muitas vezes quando ele chega, pouco ou nada pode ser feito.
Sabemos que a Palavra de Deus é um guia infalível sobre a educação de filhos e promoção do desenvolvimento moral e espiritual deles. Um excelente exemplo de orientação para os pais está em Deuteronômio 6:5-8: “Amarás, pois, o SENHOR teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças. Estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração. As inculcarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por frontais entre os teus olhos.”
Há uma grande riqueza de ensinamentos neste texto, mas destacaremos inicialmente os versículos 5 e 6, que dizem respeito à autoridade de nosso ensino. Eles nos mostram que, antes de ensinar a nossos filhos, precisamos amar a Deus intensamente ao ponto de que a sua Lei e seus mandamentos estejam profundamente arraigados em nosso coração. Sabemos que as crianças aprendem muito mais pelo exemplo do que pelas palavras; portanto, a integridade e autoridade daquilo que falamos devem partir, em primeiro lugar, de nosso testemunho e exemplo.
Não somos pais perfeitos e jamais devemos tentar passar esta imagem, mas precisamos ser coerentes e exigir deles o que somos capazes de fazer. Se mentimos, descumprimos nossas promessas ou temos uma vida cristã relaxada, não podemos esperar e exigir deles atitudes contrárias.
Um segundo aspecto importante está no versículo 7, que nos mostra que precisamos “inculcar” os ensinamentos em nossos filhos. Inculcar pode ser traduzido como “imprimir no espírito de alguém”. Mas como isso acontece? “…falando assentado em casa, andando pelo caminho, sentando-se e levantando-se”, ou seja, repetindo insistentemente, em todos os lugares e ocasiões, aproveitando e criando oportunidades.
Até mesmo os estudiosos do comportamento humano concordam, ao afirmar que o caminho para a prevenção e superação dos dilemas desta geração é o diálogo. Justamente por entender essa necessidade, devemos conversar muito mais com nossos filhos do que nossos pais conversavam conosco. Informamos, orientamos, alertamos e… nem sempre tem funcionado. Parece que cada vez exercemos menos influência sobre as atitudes deles, pois estão entrando na vida sexual precocemente, envolvendo-se com drogas, prostituição, degradando-se moralmente e espiritualmente.
Mas, se conversamos mais com nossos filhos, porque parece que não está funcionando?
Talvez, justamente porque não estamos seguindo corretamente o ensino da Palavra: estamos demorando demais para agir!. Normalmente esperamos para iniciar o diálogo com nossos filhos em momentos de crise ou quando achamos que estão se tornando mais vulneráveis, por exemplo, no início da adolescência. Infelizmente pode ser tarde! Temas como drogas, sexualidade e namoro devem fazer parte do dia-a-dia de nossa casa, como banho, alimentação e estudo, pois é com essa naturalidade que as informações deturpadas entram na vida deles, através da TV, internet e até mesmo da escola.
Diálogo e insistência são atitudes fundamentais para “inculcar” ou colocar ensinamentos na mente de nossos filhos, mas são apenas o começo. É preciso ir além, fazendo com que estes ensinos entrem também no coração deles, como estão no nosso. A memória pode falhar e a mente se corromper, mas o que eles guardarem em seu coração, jamais será esquecido. Este, possivelmente, é o maior desafio que temos como pais.
Romi Campos Schneider de Aquino, psicóloga, é diaconisa na IAP em Curitiba (PR).

Amy Winehouse, Vera Fischer e a nutricionista que causou um atropelamento, dirigindo supostamente embriagada, têm histórias com algo em comum
Nos últimos dias tivemos notícias alarmantes. No sábado (23/07), a cantora Amy Winehouse foi encontrada morta na casa em que vivia no norte de Londres (Inglaterra). Uma garota de apenas 27 anos, cheia de talentos e oportunidades. Como poucas pessoas, ela conquistou a fama e a riqueza, mas era escrava de algo que a fez morrer: álcool e drogas. Por quê?
Vera Fisher, atriz de 59 anos, resolve procurar uma clínica de reabilitação, uma vez que também sofre, há anos, com a escravidão de álcool e drogas. Uma mulher que conquistou tanta fama e sucesso, mas que perdeu a guarda do seu filho por não ser um bom exemplo para a formação dele. Por quê?
Uma nutricionista de 28 anos, aparentando embriaguez e dirigindo um Land Roover blindado atropela um rapaz, que acabou falecendo. O carro tem 26 multas no DETRAN, 10 delas por excesso de velocidade. Sua preocupação era com sua segurança – usava carro blindado – é uma profissional da saúde, tem um namorado, pode comprar segurança para ela, mas não se preocupou com a segurança das outras pessoas. Por quê?
Assim como essas histórias, inúmeras outras acontecem em nosso dia-a-dia, notícias que não vão para a mídia, pois as pessoa são anônimas.
Fui a uma consulta médica e uma das secretárias começou a ler estas notícias. Uma outra, que estava ao lado, fez o seguinte comentário: “Como pode? Pessoas com tanto dinheiro, bonitas, famosas, tem de tudo na vida, o que falta para elas?”
Olhei para a moça e, certa de que precisava dar a resposta a ela, disse: “Deus! É isso que falta para estas pessoas.” Ela concordou comigo, mas tenho minhas dúvidas se ela realmente pensa em tudo que envolve esta resposta.
Não basta dizermos: “Ai, meu Deus”, “Deus te ajude”, “Deus te abençoe”, “Deus está comigo”. É preciso viver isso no mais profundo do nosso ser, sabendo que nosso compromisso é com o autor da vida. Somente ele pode preencher todas as lacunas da nossa vida.
Como cristãos, temos uma responsabilidade imensa. Muitas pessoas ao nosso lado precisam conhecer a Deus e, muitas vezes, por vivermos num mundo tão bem informado, temos a impressão de que todos o conhecem, mas a verdade é que a grande maioria anda sedenta, em busca de algo que lhes preencha, vão buscar em locais mais diversos possíveis, menos onde deveriam, na fonte de água viva. Cabe a cada um nós mostrar esta fonte a todos com quem convivemos.
Dsa. Maria Regina Guimarães Longo Mendes congrega na IAP em Pq. Itália (Campinas – SP) e atua no Departamento Ministerial.
Um final feliz para aqueles que estão à deriva
“Nunca perdi a esperança de ser resgatado”. Estas palavras foram proferidas pelo pescador Zenildo de Oliveira Pacheco, de 31 anos de idade. Ele estava se referindo aos momentos turbulentos em que passou com outros cinco pescadores. Foram nada menos que 23 dias à deriva, em alto mar. Eles saíram de Itapemirim, no Espírito Santo, passaram em Cabo Frio, na região dos Lagos, no Rio de Janeiro, para abastecer e previam voltar para casa no dia 4 de junho, após 12 dias de viagem na área da Bacia de Campos. Contudo, as coisas não saíram conforme o esperado. A volta para casa teve de ser prolongada. Isso porque o barco em que estavam, a saber, o pesqueiro Witamar III, de 12,5 metros de comprimento e 4 metros de largura, foi atingido por uma onda de aproximadamente 10 metros de altura. Não teve jeito, o sistema elétrico do barco não aguentou o impacto do temporal e sofreu uma pane.
O sistema elétrico deu pane e os tripulantes, possivelmente, ficaram em pânico. O mar é um ambiente pouco visitado, em comparação com a terra firme. Iniciava-se, então, um longo período de sofrimento, nunca antes vivido por nenhum deles. Os dias foram se passando, e a escassez de alimento e de água, aos poucos, agravavam ainda mais a situação. Zenildo ainda relembra: “…Não tinha água. Tivemos que tomar urina. No final das contas, a gente estava fraco, se arrastando e não aguentava andar mais. Alguns queriam até mesmo se suicidar pelo sofrimento”. Que situação caótica! Àquela altura, não havia outra possibilidade de sobrevivência para eles, a não ser, a de um resgate. Eles bem que poderiam ser resgatados em menos tempo se uma das várias embarcações que passaram perto do grupo os tivessem avistado. “A gente estava praticamente invisível”, afirmou Zenildo.
Essa angustiante história teve um final feliz. Os pescadores, finalmente, foram resgatados por um navio mercante de bandeira italiana, no dia 27 de junho. Este triste acontecimento nos faz recordar de um lamentável fato ocorrido no início da história humana. Homem e mulher eram seres completamente puros, sem pecado. Até que um dia, ambos causaram a maior pane em suas vidas. Eles desobedeceram a Deus, e, como conseqüência,tiveram de amargar o sofrimento e a morte (Gn 3:16-19). Desse modo, Adão e Eva, juntamente com todos os seus descendentes, estavam perdidos. Paulo observa que estávamos mortos em nossos delitos e pecados (Ef 2:1).
Precisávamos de um resgate. Mas não havia um resgatador com competência suficiente para pagar o preço por nossos pecados. Foi então que o amor de Deus se manifestou, enviando ele o seu Filho único em nosso resgate (Jo 3:16). Acerca de Cristo, Paulo afirma: Ele vos deu vida… (Ef 2:1). Portanto, não adianta procurar saída onde não tem. Muitos buscam refúgio no ateísmo, no budismo, no islamismo e em outras religiões que ignoram o poder salvífico de Cristo. Mas isso de nada valerá. Jesus é o único caminho para o Pai (Jo 14:6). Não tenhamos dúvida: somente ele veio buscar e salvar os perdidos (Lc 19:10). Cristo é a única esperança de resgate para os perdidos desse mundo.
Mis. Jailton Sousa Silva é colaborador do Departamento de Educação Cristã (DEC) da Igreja Adventista da Promessa.

Ao sepultar um inimigo, o presidente Barack Obama faz uma declaração que nos leva a refletir sobre nosso papel como igreja.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em pronunciamento na casa branca sobre o sepultamento de Osama Bin Laden, disse que tinha seguido à risca a tradição da religião mulçumana envolvendo o corpo em lençol branco que, posteriormente, foi depositado em um saco com pesos. Um oficial militar leu os ditos religiosos que foram traduzidos para o árabe por um nativo da língua. Depois que as palavras foram pronunciadas, o corpo foi apoiado em uma tábua plana, inclinada para cima, e deslizou para o mar. Perguntado sobre o porquê de ter seguido tradições mulçumanas, Barack Obama respondeu: “isso nos faz diferentes”. Ao seguir os ritos religiosos de seu maior inimigo, ainda que morto, Barack Obama mostra porque é diferente de Bin Laden, ou pelo menos, afirma ser.
Quando a igreja de Cristo, por meio de seus discípulos, é diferente, de fato, na vida cotidiana? Há uma história bíblica esclarecedora e extraordinária sobre como podemos ser diferentes em um mundo marcado pelo egoísmo, pela soberba e pelo narcisismo das pessoas e de governos eclesiásticos tiranos. Vejamos:
“Estando Jesus para subir a Jerusalém, chamou à parte os doze e, em caminho, lhes disse: Eis que subimos para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos principais sacerdotes e aos escribas. Eles o condenarão à morte. E o entregarão aos gentios para ser escarnecido, açoitado e crucificado; mas, ao terceiro dia, ressurgirá. Então, se chegou a ele a mulher de Zebedeu, com seus filhos, e, adorando-o, pediu-lhe um favor. Perguntou-lhe ele: Que queres? Ela respondeu: Manda que, no teu reino, estes meus dois filhos se assentem, um à tua direita, e o outro à tua esquerda. Mas Jesus respondeu: Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu estou para beber? Responderam-lhe: Podemos. Então, lhes disse: Bebereis o meu cálice; mas o assentar-se à minha direita e à minha esquerda não me compete concedê-lo; é, porém, para aqueles a quem está preparado por meu Pai. Ora, ouvindo isto os dez, indignaram-se contra os dois irmãos. Então, Jesus, chamando-os, disse: Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo; tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.” (Mt.20.17-28)
O pano de fundo do texto é: Jesus indo a Jerusalém, Salomé (tia de Jesus), seus dois filhos, Tiago e João, e os dez discípulos.
O que pleiteavam eles: queriam posição, grandeza e glória, queriam o 1º e 2º lugares no reino em Jerusalém. Segundo a tradição romana, seriam os primeiros auxiliares da corte ou primeiros ministros no governo de Cristo.
Foi um pedido nada humilde de Salomé: “Manda que, no teu reino, estes meus dois filhos se assentem, um à tua direita, e o outro à tua esquerda.” O que ela tinha em mente? Que Tiago e João tivessem cargos de “importância”, segundo o conceito secularizado.
Uma rebelião e revolta nada humilde acontece na assembleia dos apóstolos ao ouvirem tal pedido, afinal os mais bem “preparados”, segundo eles, não eram Tiago e João para tal posto. Um sentimento toma conta dos dez apóstolos: “a indignação”.
Ora, ouvindo isto os dez, indignaram-se contra os dois irmãos. Essa palavra tem como significado no grego: ofendido, descontente, insatisfeito. Foi o que sentiram quando ameaçados em não assumirem o “cargo” pretendido.
O que alimentava aquele sentimento de indignação era o egoísmo e a ambição, afinal, o que estava em jogo era o “primeiro lugar no reino”, então se justificava aquele comportamento, segundo eles.
Em que momento alimentamos nosso egoísmo e nossa ambição, quando lutamos sem “pudor” pelo primeiro lugar, por cargos mais importantes nas hierarquias eclesiásticas?
O que Jesus nos ensina quando diz: “e quem quiser ser o primeiro, entre vós, será vosso servo”?
Ele simplesmente dá uma aula sobre grandeza espiritual. Para Jesus, o governo secular de Napoleão, Nero, Pilatos e outros tinham marcas muito claras de nepotismo, egoísmo, avareza, soberba, ira, mágoa, ganância, avareza, luxúria, ambição etc. Acontece que o governo de Jesus através de sua igreja na terra deveria ter como marcas principais: amor, humildade, submissão, sujeição, longanimidade etc. Grande, para Cristo, não era definido pelo “cargo” que assumissem.
Quando ele diz: “não é assim entre vós”, ele coloca um divisor de águas e estabelece de forma clara as diferenças que devemos ter. Mostra, por meio de um grande ensino, que grandeza pessoal era deixar a pequenez e a mediocridade, pois precisavam ser grandes para Deus e não aos olhos dos homens, afinal, Jesus sabia que haveria muita coisa que encheria os olhos dos homens, mas não alegrariam o coração de Deus, principalmente através de “postos” estratégicos na igreja.
O reino de Cristo na terra, através de sua igreja, precisa ser formado por homens dispostos a se despir de sua “grandeza pessoal”, para que a grandeza seja de Deus. Pessoas capazes de carregar suas marcas na vida, exatamente para serem “diferentes” da mediocridade estabelecida.
Qual a razão de Jesus não alimentar tanta disposição entre os discípulos para assumirem postos estratégicos na sua igreja? Afinal, era possível usar as “motivações” para iniciar uma igreja vibrante, atuante, próspera, com garra. Era exatamente o que Cristo não queria, ele não queria homens dispostos a assumir cargos, antes ele precisava de homens dispostos a renunciar, amar, perdoar e viver piedosamente. Sua igreja não deixaria marcas relevantes para o reino pela quantidade de dinheiro na conta bancária, tampouco pela quantidade de pessoas dentro de suas portas, menos ainda pelas pessoas que a liderassem com projetos ousados. Sua igreja deixaria marcas relevantes por homens que tivessem a capacidade de viver sob a orientação do Espírito Santo e não dando vazão aos “impulsos” internos que os conduziriam à cobiça, ganância e avareza. Essa igreja governada pelo Espírito Santo fez a escolha de Matias, e não José, sob a orientação do Senhor,após orarem (At 1: 21, 26). Há igrejas grandes e ricas, mas não relevantes ao reino de Deus, nas quais seus pastores não glorificam a Cristo com suas vidas, antes pelo contrário. Como seremos diferentes?
Enquanto o evangelho de Mateus e Marcos estava sendo escrito, a igreja recebia provas de como os discípulos seguiam a Cristo no sofrimento, abrindo mão do poder, da luxúria, cobiça, ganância e avareza. A igreja não poderia seguir adiante, sem que antes os apóstolos aprendessem uma grande lição: eles precisavam carregar as marcas de Cristo em suas vidas, exatamente para serem “diferentes” e impactar a vida das pessoas pelo amor, pela humildade, longanimidade etc.
Devemos aprender com Cristo, como ele foi humilde ao tomar a nossa natureza (Fl 2.7); no seu nascimento (Lc.2.4); na sujeição a seus pais (Lc. 2.51); nas situações da vida (Mt 13.55); na sua pobreza (Lc 9.58); na sujeição às ordenanças (Mt 3.13); no ter se tornado servo (Mt 20.28); no ter rejeitado honrarias (Jo 5.41) e no recusar tratamento especial (Jo 6.15).
Para sermos, de fato, diferentes, precisamos tê-lo como mestre. “Basta ao discípulo ser como seu mestre, e ao servo, como seu senhor…”(Mt 10.25).
Ser diferente é fazer escolhas difíceis todos os dias. Você pode comunicar Cristo através de sua vida, sem palavras. Evangelize, até mesmo, sem dizer nada e seja diferente!
Pr. Irgledson Irvson Galvão é tesoureiro da Região Paulista e pastor da IAP em Jardim Aeroporto (Campinas – SP).
Negar o percurso natural da vida, querendo manter-se jovem a todo custo, gera uma sociedade doente
“Desejei fazer tantas coisas quando era jovem… Daqui a pouco faço 30 anos e isso me assusta. A vida passa muito depressa.” (Sandy Lima, cantora) *

Nunca tive problemas em revelar a minha idade ou com o fato de envelhecer. No entanto, fiquei perplexa e chocada quando cheguei aos meus quarenta anos, e, sentindo-me no auge de minha vida produtiva conversava sobre isto com uma pessoa que, recentemente, passara dos 40 e ela me disse: “Sendo otimistas, já vivemos a primeira metade de nossas vidas: agora, entramos na metade final”. Confesso que por alguns dias, essa afirmação ficou martelando em minha cabeça.
Tempos depois, li uma reportagem que mostrava a tendência de algumas mães de compartilharem do guarda-roupa de suas filhas adolescentes, sendo que o texto destacava que o gosto jovial nem sempre está em sintonia com outros aspectos da idade dessas mães.
Pode não ser fácil para a maioria de nós, que chegamos aos 40, encarar a realidade de estarmos possivelmente na metade de nossas vidas (Deus permita que eu chegue ao dobro do que tenho hoje!) e de que algumas roupas talvez não combinem mais conosco, mesmo que ainda sirvam em nosso corpo. Talvez porque isso nos obrigue a depararmo-nos com um fato: todos estamos envelhecendo, em ritmos ou em estágios diferentes e esta trajetória é inevitável.
Nossa pele pode ser bem tratada e esticada, mas jamais será viçosa como aos 15 ou 20 anos de idade. Nossos cabelos alisados e tingidos podem disfarçar a brancura, mas não a falta de maciez e brilho de um cabelo jovem. Um corpo malhado ou esculpido a bisturi pode manter-se atraente, mas não apresenta o mesmo frescor e vitalidade de 20 anos atrás. Sabemos disso, mas ainda assim, somos frequentemente tentados a fugir do envelhecimento e a mascarar, de alguma forma, nossa idade real. Exercícios, cremes, vitaminas, plásticas, roupas: fazemos de tudo para encontrar a fonte da juventude eterna.
O lado bom é que a ciência e a indústria se empenham cada vez mais para colocar a nossa disposição recursos que retardam alguns efeitos indesejáveis do envelhecimento e mantêm a aparência jovem por mais tempo. Com certeza devemos usufruir de todas as possibilidades de envelhecer com mais saúde e, porque não, com mais beleza?
O que não podemos é negar o percurso natural da vida! Esta negação gera uma sociedade doente, que despreza seus idosos e que não admite envelhecer, no máximo, entrar na “melhor idade”. E o que dizer daqueles que mais se deprimem do que se alegram por se tornarem avós?
Creio que, muitas vezes, o desprezo que sentimos por nossos velhos pode tentar mascarar o desprezo que sentimos pelo que seremos, inevitavelmente, amanhã.
Os cientistas dizem que manter uma atitude positiva diante da vida contribui para a saúde e a longevidade. Há milhares de anos, o sábio Salomão afirmava em Provérbios 15:13 que “um coração alegre deixa o rosto bonito”, demonstrando que a alegria de viver é um poderoso antídoto contra os sinais do envelhecimento.
Correr atrás dos anos que estão passando é como “correr atrás do vento” (Ec 2:17). Não podemos alcançá-los, pois eles “passam muito depressa”.
Precisamos estar atentos para não deixar que o a neurose da passagem do tempo nos assuste e nos prive da gratidão e alegria de viver cada momento de nossas vidas como único, como verdadeiro presente de Deus, enquanto temos tempo.
* Portal IG – 14/05/2011
Romi Campos Schneider de Aquino, psicóloga, é diaconisa na IAP em Curitiba (PR).
A história de Alice Payne, com câncer terminal aos 15 anos, nos leva a pensar sobre a brevidade da vida.
“Você só tem uma vida… viva a vida”. Estas palavras são de Alice Payne, uma jovem britânica de 15 anos em estado terminal de câncer. A adolescente “atraiu mais de 230 mil visitantes para o seu blog no qual relata sua busca em conseguir completar uma lista de 17 coisas que pretende fazer antes de morrer”, segundo o Portal G1.com. Alice lançou seu blog no dia 6 de junho de 2011, após ser desenganada pelos médicos. Em sua apresentação no blog, ela diz: “Eu sei que o câncer está me vencendo e não parece que eu vou vencer esta” … “é uma pena, porque há tanta coisa que eu ainda queria fazer”.
Mesmo perto da morte, as palavras da jovem destilam um desejo intenso pela vida. Avizinhando-se do fim, seu coração ainda pulsa por viver. Nada mais natural, afinal de contas, não fomos feitos para morrer. Este não era o plano original. O Criador não desejava este fim. A morte foi criação nossa, ele apenas consentiu visto não haver outro caminho. Pois, para que fôssemos realmente livres, era necessário existir a possibilidade de escolha.
Deveríamos poder escolher entre amá-lo ou não; obedecê-lo ou não. Infelizmente, fizemos a escolha errada. Morremos. Longe dele, o que nos restou foi a morte. No entanto, como um vírus que se aloja num organismo, o desejo pela vida permaneceu entranhado em nossas almas. Latente, pulsante. Fomos infectados de vida. Este desejo de viver, intrínseco em cada ser humano, é o gene que a humanidade carrega de seu Criador. É o traço herdado de Deus, que persiste em nossa face por sermos criados a sua imagem e semelhança. Para Salomão, isso significava dizer que “Deus colocou o anseio pela eternidade no coração do homem” (Ec 3.11 BV).
A iminência da morte despertou em Alice Payne a sede existencial que reside em cada ser humano. Diante da transitoriedade da vida, aflorou em sua consciência o sentimento de urgência. O que, de fato, deveria ocorrer com cada um de nós. Isso mesmo, pois o exemplo de Alice deveria provocar em nós o mesmo anseio por viver. O mesmo sentimento de urgência. Quem não atina para a brevidade da vida termina a jornada arrependido.
Por isso, Salomão, sem medo de ser rotulado como hedonista, aconselha: “Alegre-se em todos os dias de sua vida” (Ec 11.8 BV). E aos jovens: “Aproveite bem sua mocidade!” (Ec 11.9 BV). A razão de toda esta euforia por viver a vida é a seguinte: nossa jornada existencial é ligeira. Foi isso que Alice percebeu tão precocemente. Em tão tenra idade, ela se lamenta: “há tanta coisa que eu ainda queria fazer”.
A transitoriedade da vida é revelada em toda a Bíblia. É uma verdade exaustivamente ensinada pelas Escrituras. Ao olharmos para a Alice, bem como para as Escrituras, atinamos para a brevidade de nossa existência. Percebemos que ela é passageira. Que os dias passam tão rápidos quanto os momentos bons ao lado de quem se ama. Que os minutos não param e as horas não esperam. Que o tempo não se cansa de correr e que os bons momentos são cruéis e impiedosos, pois não nos possibilitam a chance de vivê-los novamente. Que o tempo é implacável e inegociável, pois com ele, nunca há uma segunda chance. O que se fez se fez, e não há nada que mude isso.
É só olharmos para exemplos como o de Alice para percebemos que a vida é como uma ponte em ruínas, daquelas capazes de suportar apenas mais um caminhante. De maneira que, a cada passo damos à frente, desintegra-se atrás de nós a trilha do antigo andar. Não dá para voltar atrás. Assim é a vida. É o que aprendemos com a Alice.
Aprendemos que, sendo a vida passageira, deve ser aproveitada e desfrutada com intensidade. Ela é preciosa demais para ser desperdiçada. Não devemos gastá-la negligentemente com desejos mesquinhos e realizações egoístas. Lembre-se das palavras de Alice: “Você só tem uma vida!”
Kassio F. P. Lopes é missionário da IAP em Corumbá (MS).
A história do diretor-gerente do FMI nos choca mas também ensina lições
O “tempo fechou” para o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss-Kahn. Ele foi acusado de abuso sexual contra uma camareira de 32 anos, funcionária do hotel onde estava hospedado. Isso teria acontecido por volta da meia noite de sábado, dia 14 de maio. Ao todo, foram dirigidas sete acusações contra ele. A prisão de Strauss-Kahn aconteceu quase na véspera de uma série de novas negociações sobre como lidar com a crise do bloco monetário europeu. As acusações contra ele são muito graves. Tão graves que a pena máxima para elas é de 74 anos e três meses de prisão. E por falar em prisão, o seu destino, ao menos por enquanto, será a cadeia de Rickers Island, que fica próximo ao aeroporto de LaGuardia, em Nova York, já que a justiça americana lhe negou o pedido de liberdade sob fiança no valor US$ 1 milhão.
Este é um dos assuntos que tem ocupado a manchete dos jornais nos últimos dias. Os mais conhecidos meios de comunicação o abordaram. Afinal, o homem em questão não se trata de qualquer um. Todo mundo sabe, inclusive os franceses, que Strauss-Kahn, até há alguns dias, era o nome mais cotado para vencer as eleições presidenciais de 2012 na França, tendo em vista que a popularidade do atual presidente francês, Nicolas Sarkozy, está em baixa. A importância do chefe do FMI é tão grande no mundo que o escândalo envolvendo o seu nome causou um efeito negativo nas bolsas de valores da Europa. Se ele é inocente ou não, Deus sabe e os exames feitos, certamente dirão.
O certo é que a situação de Strauss-Kahn é, no mínimo, embaraçosa. Se as acusações forem verdadeiras, ele terá de amargar, pelo resto da vida, o fato de perder, em questão de minutos, uma reputação conquistada no decorrer de uma vida. De qualquer modo, isso nos mostra que, por mais poderoso que alguém possa ser, não está imune à queda. Isso não é difícil de perceber se olharmos para as páginas das Sagradas Escrituras. O que dizer, por exemplo, de Salomão, o homem mais sábio de sua época, cujo poder era munido de uma grandeza inestimável? Ele construiu uma das maravilhas do mundo de então, a saber, o templo de Jerusalém, mas não conseguiu firmar a si próprio. A sua vida espiritual, simplesmente, desmoronou. Neemias observou que as mulheres estrangeiras o fizeram cair no pecado. (Ne 13:26)
Outro personagem que vem à lembrança é o pai de Salomão, Davi. Este homem, além de ser um poderoso monarca de seu tempo, era também o homem segundo o coração de Deus. Quem declarou isso, foi o próprio Senhor (At 13:22). Contudo, em um momento da vida, se deixou seduzir pela própria cobiça e pecou, tomando para si, uma mulher alheia (2 Sm 11:4). Então, a verdade é clara: todos somos sujeitos à queda, independentemente da nossa influencia na sociedade. Como devemos agir diante de uma eventual queda? Davi é um bom exemplo. Ele reconheceu o erro e se arrependeu. Como consequência disso, Deus o perdoou (2 Sm 12:13). Embora o nosso tempo seja diferente, o Deus de Davi é o nosso também, e o seu perdão é o mesmo. Acredite: ele levanta do pó os fracassados.
Ms. Jailton Sousa Silva é colaborador do Departamento de Educação Cristã da IAP.
Nascido em 27 de abril de 1921, na Inglaterra, John Stott completou 90 anos de vida, dos quais, a maior parte ele tem dedicado ao Senhor Jesus. Considerado um dos evangélicos mais respeitados em todo o mundo, Stott tem dado uma contribuição decisiva para a Igreja Cristã e Evangélica nas últimas décadas. Sem dúvida, a sua maior colaboração tem sido na produção e distribuição em larga escala de seus livros, tais como o best seller A Cruz de Cristo, A Mensagem de Romanos e Cristianismo Básico.
Ele foi apontado em 2005 pela revista Time como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo. Segundo site da Editora Mundo Cristão, John Stott se tornou ainda mais conhecido depois do Congresso de Lausanne, em 1974, quando se destacou na defesa do conceito de Evangelho Integral, uma abordagem cristã mais ampla, abrangendo a promoção do Reino de Deus também na transformação da sociedade a partir da ética e dos valores cristãos.
Em nossos dias, quando vemos que tantas pessoas gastam o seu precioso tempo com leituras de livros e outras literaturas que pouco ou nada contribuem para a edificação cristã, é reconfortante saber que Deus tem preservado a vida de um homem valoroso como John Stott. Como pastor e escritor cristão, tem sido certamente uma das vidas mais dedicadas à causa do Evangelho no século XX e início do século XXI. Oremos para que Deus continue lhe concedendo saúde e que ele se mantenha exercendo a função de importante defensor da Teologia Ortodoxa.
Seguem algumas afirmações de Stott, extraídas de algumas de suas obras:
“Apesar da grande importância do seu ensino, exemplo e obras de compaixão e poder, nenhuma destas coisas ocupava o centro da missão de Jesus. O que lhe dominava a mente não era viver, mas dar a sua vida”. A Cruz de Cristo, Editora Vida, p. 25.
“O amor não é egoísta. A essência do amor é abnegação. O mais miserável dos homens pode ocasionalmente demonstrar nobreza de caráter, mas isso resplandecia na vida de Jesus como uma chama cujo brilho é inextinguível” – Cristianismo Básico, Ed. Ultimato, p. 56.
“Ressentimo-nos das intrusões de Cristo à nossa vida privada, sua exigência de nossa homenagem, sua expectativa de nossa obediência. Por que é que Ele não cuida de seus próprios negócios, perguntamos petulantemente, e nos deixa em paz? A essa pergunta Ele instantaneamente responde dizendo que nós somos o seu negócio e que jamais nos deixará sozinhos” – A Cruz de Cristo, Ed. Vida, p. 47.
“Confesso ser crente na necessidade indispensável da pregação, tanto para o evangelismo quanto para o crescimento saudável da igreja. A situação contemporânea torna mais difícil a pregação, mas não a torna menos necessária” – Eu Creio na Pregação, Ed. Vida, p. 9.
Pr. Marcio Rogério Gomes David é diretor do setor Ceará da Igreja Adventista da Promessa