Coisas que o coronavírus deve nos ensinar – I

Eu acordei nesta manhã em Nápoles, a terceira cidade italiana que foi colocada em quarentena. Aglomerações públicas, incluindo cultos das igrejas, foram proibidos. Casamentos, funerais e batismos foram cancelados. Escolas e cinemas, museus e academias estão fechados. Minha esposa e eu acabamos de retornar de uma ida às compras que nos tomou duas horas na fila para o caixa. A Itália, correntemente, tem reportado os maiores números de casos de coronavírus fora da China: 35.700 contaminados e quase 3 mil mortos (até 18.03). omo resultado, 60 milhões de pessoas tem sido orientadas a permanecerem em suas casas, saindo somente em casos absolutamente necessários.
Como cristãos, como respondemos a tal crise? Resposta: com fé e não medo. Nós devemos olhar para o olho da tempestade e perguntar: Senhor, o que o Senhor espera que eu aprenda disso? Como o Senhor quer me mudar?
Aqui estão algumas coisas que todos nós deveríamos realmente aprender, ou reaprender, deste coronavírus.
1. Nossa Fragilidade
Essa crise global está nos ensinando o quão fraco somos como seres humanos.
Mais de 200 mil casos de coronavírus foram reportados mundialmente, causando mais de 8 mil mortes. Nós estamos tentando fazer o nosso melhor para conter propagação. E, na maioria das vezes, eu acho que somos confiantes demais do eventual sucesso.
Agora imagine um vírus ainda mais agressivo e contagioso do que coronavírus. Encarado como uma ameaça, nós podemos prevenir a nossa extinção como espécie? A resposta é claramente não. É fácil esquecer, mas os humanos são fracos e frágeis.
As palavras do salmista são verdade: “15Quanto ao homem, os seus dias são como a relva; como a flor do campo, assim ele floresce; 16pois, soprando nela o vento (ou COVID-19), desaparece; e não conhecerá, daí em diante, o seu lugar.” (Salmo 103.15-16)
Como compreendemos essa lição sobre nossa fragilidade? Talvez lembrando que não devemos tomar vida nesta terra como garantia. “ 12Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio.” (Salmo 90.12)
2. Nossa igualdade
Esse vírus não respeita limites étnicos ou fronteiras nacionais. Não é um vírus chinês; é nosso o vírus. Está no Afeganistão, na Bélgica, no Cambodia, na Dinamarca, França, América, em todo o mundo.
Nós somos todos membros da grande família humana, criados à imagem de Deus (Gn. 1.17). A cor da nossa pele, o idioma que falamos, nossos sotaques, e nossas culturas não são levadas em consideração aos olhos de uma doença contagiosa.
Em nosso sofrimento, na dor de perder um ente querido, nós somos completamente iguais – fracos e sem respostas.
Aos olhos do mundo nós somos todos diferentes; aos olhos do vírus, nós somos iguais.
3. Nossa falta de controle
Todos nós amamos estar no controle. Nós fantasiamos que somos os capitães do nosso destino, mestres da nossa sorte. A realidade é que hoje, mais do que antes, nós podemos controlar partes significantes das nossas vidas. Nós podemos controlar o aquecimento e a segurança da nossa casa remotamente; nós podemos movimentar o dinheiro ao redor do mundo com um clique em um aplicativo; nós podemos controlar nossos corpos através de treinamento e de medicações.
Mas talvez esse senso de controle seja uma ilusão, uma bolha que o coronavírus estourou, revelando a realidade que nós não estamos realmente no controle.
Agora, aqui na Itália, as autoridades estão tentando conter a propagação desse vírus fechando, abrindo e fechando novamente as escolas de nossos filhos. Eles têm a situação sob controle?
E nós? Armados com nossos sprays desinfetantes, nós tentamos reduzir os riscos de sermos infectados. Não há nada de errado em fazermos isso. Mas, nós estamos no controle da situação? Dificilmente.
4. A dor que compartilhamos em sermos excluídos
Há alguns dias uma membro de nossa igreja viajou para o norte da Itália. No seu retorno para Nápoles, ela foi excluída de um jantar com colegas de trabalho. Disseram a ela que seria melhor para ela não comparecer devido as suas recentes viagens ao norte, mesmo eles sabendo que ela não tinha estado perto de nenhuma área de risco e não estava mostrando nenhum sintoma do coronavírus. Obviamente, esse distrato a machucou.
Um proprietário, de 55 anos de idade, de um restaurante no centro de Nápoles foi recentemente colocado em quarentena. Tendo dado positivo os testes para COVID-19, diziam que ele se sentia relativamente bem fisicamente, mas que ficou triste pelas reações de muitos de seus vizinhos: “O que mais o machucou não foi o resultado positivo para o coronavírus, mas a maneira que ele e sua família foram tratados pela cidade em que eles viviam.” (Jornal Matutino II, 2 de Março de 2020).
Ser excluído e isolado não é uma coisa fácil, tendo em vista que fomos criados para relacionamentos. Mas muitas pessoas, agora, estão tendo que lidar com o isolamento. É uma experiência que a comunidade leprosa dos dias de Jesus conhecia muito bem. Eram forçados a viverem sozinhos, andando pelas ruas de suas cidades gritando: “Imundo! Imundo!” (Confira Lev. 13.45).

Mark Oden é pastor da Igreja Evangélica de Nápoles em Nápoles, Itália. Um ex-Oficial da marinha Real, ele é graduado em teologia pela Oak Hill Theological College em Londres. Ele e sua esposa Jane tem quatro filhos
Fonte: https://coalizaopeloevangelho.org/

Nota Oficial – Coronavírus

Por ocasião do avanço da doença Coronavírus (Covid-19) – já considerado uma pandemia -, que apresenta altos índices de contágio, em várias partes do Brasil e do mundo, a liderança geral da Igreja Adventista da Promessa entende, como instituição religiosa organizada, que deve tomar todos os cuidados necessários para proteger seus funcionários, colaboradores, bem como os mais de 85 mil membros e frequentadores espalhados em nossas congregações, no Brasil e no mundo. Todas as ações preventivas estão sendo tomadas, com muita oração, prudência e equilíbrio, para evitar qualquer tipo de constrangimento.
Mais do que observar as ações que todo o mundo tem feito, para frear o avanço do vírus, acreditamos que é nosso dever fazer parte da solução. Nosso escritório encontra-se no centro de São Paulo, região que tem inspirado cuidados do governo e da Prefeitura da cidade, o que nos leva a decidir pela liberação dos funcionários que trabalham no escritório geral, para que trabalhem de suas casas, pois entendemos ser uma atitude de respeito e cuidado para com nossos colaboradores. O expediente será normal, quanto ao horário; portanto, qualquer comunicação poderá ser feita com qualquer colaborador, através dos contatos amplamente divulgados. Quanto aos pastores da Diretoria Geral, estarão todos de plantão constante, nesse período, para atendimento às lideranças da Igreja Adventista da Promessa, em qualquer horário.
Além dessa ação, estaremos em reunião on-line, em caráter extraordinário, com a liderança da nossa denominação em todo o Brasil, no dia 18 de março, com o propósito de estabelecer ações que colaborem para frear o avanço da Covid-19 em nosso país, promover a estabilidade institucional e o fortalecimento espiritual de toda a nossa denominação. Dentre essas ações, certamente iniciaremos uma semana de oração em favor do mundo, pois acreditamos que a oração do justo é poderosa e eficaz (Tiago 5.16)
Orientações atualizadas serão divulgadas, em nosso site institucional (www.portaliap.org) e nossas redes sociais. Por isso, pedimos que fiquem atentos. Ainda que estejamos vivendo momentos difíceis, aproveitamos para reforçar nossa confiança na promessa feita por Jesus, em Mateus 28.20: “Eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos”. Amém.
DIRETORIA GERAL
Igreja Adventista da Promessa

A fé e a prudência em tempos de coronavírus

“Nesse porto, o centurião encontrou um navio de Alexandria, que estava de partida para a Itália, e nos fez embarcar nele. Navegando vagarosamente muitos dias, foi com dificuldade que chegamos às imediações de Cnido. Não nos sendo permitido prosseguir, por causa do vento contrário, navegamos ao abrigo de Creta, na altura de Salmona.
Costeando a ilha com dificuldade, chegamos a um lugar chamado Bons Portos, perto do qual estava a cidade de Laseia. Depois de muito tempo, tendo-se tornado a navegação perigosa, e já passado o tempo do Dia do Jejum, Paulo os aconselhou, dizendo: — Senhores, vejo que a viagem vai ser trabalhosa, com dano e muito prejuízo, não só da carga e do navio, mas também da nossa vida. Porém o centurião dava mais crédito ao piloto e ao mestre do navio do que ao que Paulo dizia.”

Você deve conhecer o capítulo 27 de Atos. Ele é dos mais incríveis e vívidos de todo o Novo Testamento. Lucas relatou com um nível de detalhe impressionante a viagem do prisioneiro Paulo até Roma. Antes, quero somente relembrar alguns detalhes que compõem o cenário desse capítulo. Essa história começa no capítulo 20. Paulo está em Mileto e convoca uma reunião com diversos líderes (At. 20.17) e comunica sua decisão de ir a Jerusalém. Vários deles tentam demover Paulo da ideia. Já mais próximo de Jerusalém, em Cesareia, novamente tentam demover Paulo da viagem à Jerusalém e ele apresenta sua fé veemente: “O que estão fazendo, ao chorar assim e partir o meu coração? Pois estou pronto não só para ser preso, mas até para morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus.” – At. 21.13. Note a convicção de Paulo quanto a “morrer por Jesus”. A partir daí, ele é preso (injustamente) em Jerusalém e apela a César. No início do capítulo 27, Paulo é enviado a Roma, sob a custódia do centurião Júlio. Um homem da guerra, pouco afeito a temores, corajoso. Depois de alguns contratempos na viagem, a embarcação está em Bons Portos e tudo indica que o mar não está favorável para a navegação. Então, aparece Paulo, o prudente, que aconselha ao centurião a ficar ali por mais alguns dias, devido a possibilidade de danos materiais e físicos se a decisão fosse contrária.  O texto diz que Júlio prefere ouvir o mestre do navio e o seu piloto, do que seguir o conselho de Paulo.
Quem é o homem da fé nesse texto? Júlio, os comandantes do navio ou Paulo? A resposta é óbvia: Paulo é o homem que conhece as promessas e o poder de Deus. Paulo, ao longo de sua carreira cristã, já viu e viveu muita coisa, inclusive milagres e livramentos. Paulo, como lemos, não tem medo de enfrentar a morte por Jesus. O detalhe é que nada disso retira o fato de que o homem da fé também é o único prudente na cena. O centurião, o mestre e o piloto são homens do mar, são profissionais, são valentes e não se deixaram impedir por um prisioneiro e seus receios. A única coisa que parece que eles não têm é fé. Quem decide ser prudente? O homem da fé. Quem decide ser ousado e enfrentar os ventos contrários e as ciladas do mar? Os homens valentes e experimentados na vida marítima.
Isso precisa nos falar alguma coisa. Ter as devidas precauções, cuidados e seguir as orientações não se trata de falta de fé, mas da prudência necessária aos homens de fé em tempos ou situações de crise evidente. A dinâmica do Espírito que nos dá ousadia para viver e morrer por Jesus é aliada da sabedoria bíblica, da prudência e da convicção que devemos ter cuidado de nós mesmos (I Tm. 4.16). É hora de abençoarmos as pessoas com o cuidado necessário e o compromisso de cidadania para o bem de nossas comunidades locais. Sem alarmismo ou medo, mas com fé e prudência. É hora de testemunharmos da nossa fé em Cristo por meio da coerência, da boa vontade e da celebração da vida, protegendo nossos idosos, as crianças e os demais grupos de risco. O coronavírus vai passar, assim esperamos. Os tempos ruins também iriam passar e eles poderiam viajar com mais tranquilidade para Roma. A melhor decisão era ficar em Bons Portos, mas eles decidiram partir e, por conta de Paulo, Deus entrou com providência. Por fim, perceba que Deus não se decepcionou com a prudência de Paulo, mas ele viu a bênção e o milagre da salvação em meio ao mar bravio. Ele não tentou a Deus, partindo de peito aberto para uma situação de alto risco, mas ele foi socorrido diante da crise.
Tenhamos fé em Deus, que a desesperança não nos contamine. Mas, também, sejamos prudentes. Afinal homens de fé também são homens prudentes. Sejamos homens e mulheres de Deus nesses tempos difíceis em que passa o nosso mundo. Que a fé não seja desculpa para não exercermos a prudência. E, também, que a prudência não seja revestida de medo. Que a sua fé e a sua prudência glorifiquem a Deus durante essa crise de saúde que estamos enfrentando.
 
 

#DAVIEGOLIAS – “QUANTO BALDE DE ÁGUA FRIA!”

Por quarenta dias a voz de Golias ecoou no Vale de Elá entre os exércitos Israelitas. Cada vez que ia e voltava o gigante parecia maior para as tropas amedrontadas com sua presença pessoal. Até mesmo o rei estava com medo. Mas menino, de aproximadamente 20 anos ou menos, ousou perguntar aos soldados medrosos, sobre a recompensa que o rei daria aos que lutassem contra o gigante (1 Sm 17:24-27).

E porque Davi ousou perguntar sobre Golias? Porque se disporia lutar contra o mesmo. Ele não tinha seus olhos no tamanho do gigante, mas no tamanho do seu Deus. Diferente do povo de Israel, que não demonstravam confiar em Deus. Pois bem, depois de suas perguntas e de sua disposição para enfrentar Golias, Davi começa a receber uma série de “baldes de água fria”. Um balde de água fria é uma situação inesperada, que tenta nos fazer desistir, que tenta transformar nossas expectativas em desilusão.

Em primeiro lugar, Davi foi criticado. O irmão de Davi o ridicularizou quando soube que ele estava fazendo perguntas sobre Golias. Na verdade, com suas palavras invejosas Eliabe tentava esconder sua covardia. Davi não permitiu que aquelas palavras o entristecesse, pois sabia que era em Deus que devia confiar (1 Sm 17:28-29).

Em segundo lugar, Davi foi desmotivado. O próprio Saul, olhando de maneira racional, também desencorajou Davi: não poderás ir pelejar contra ele (1 Sm 17:33). Mas, ele se esqueceu de colocar Deus na equação. Só olhou para Davi e sua inexperiência. Saul não sabia que estava na frente do futuro rei de Israel, na verdade no maior deles. Não sabia que estava na frente naquele que livraria Israel da mão dos estrangeiros.

Davi já havia experimentado o poder de Deus em sua vida. Ele já havia visto Deus lhe dar forças para derrotar um leão e um urso. O texto quer que suponhamos que ele fez isso por intervenção divina! Agora, via Golias como mais um animal atacando as ovelhas de Israel e queria, como um pastor usado por Deus, lutar contra ele (1 Sm 17:34-37).

Apesar das críticas e conselhos desanimadores, Davi confiou no Senhor e foi! O que você faz diante dos “baldes de água fria” que tentam jogar contra você, quando decide fazer a obra de Deus? Quando decide pelejar e militar no exército do Senhor? Davi não se deixou abater, nem com as críticas das pessoas de sua própria família, nem com a avaliação negativa por parte do rei. Ele estava indo batalhar em nome do Deus vivo. Não dê ouvido aos pessimistas. Não dê ouvidos às críticas invejosas. Não dê ouvidos aqueles que tentarem lhe desencorajar com palavras de desânimo. Confia no Senhor e vai!

Dicas da Lição 12 “Uma sincera confissão”

Sua aula deve ser planejada antecipadamente, em oração e dependência do Espírito. Faça alterações das dicas conforme a sua realidade e torne a aula mais dinâmica. Não se esqueça de baixar os slides e acessar as lições em vídeo com libras, caso precise.
 
Mini-Teatro
Comece a introdução da sua aula, com um mini-teatro, montando uma cena em que duas pessoas brigam por algum motivo (discussões políticas, pontos religiosos e etc.). Crie uma situação em que os envolvidos fiquem ofendidos um com o outro e, portanto, deixem de se falar.
Pare a cena e explique, que para a situação voltar a ser como antes, as duas pessoas devem relembrar o que fizeram, detectar os pontos de atrito, e concederem o perdão. Depois de sua fala, os dois relembram a discussão, pedem perdão um ao outro e voltam a ter comunhão.
Cenário: Você pode usar duas cadeiras, onde os personagens se olhem.
Aplicação: Faça um paralelo com o assunto estudado na lição, como explicado na introdução (p. 89)
 
Palavras-Chave
A lição desta semana está divida em 4 tópicos explicativos e dois aplicativos, baseada em Esdras 9. Nela, existem palavras que servem para nortear a interatividade com a classe. Você pode reuni-las em uma imagem com essas palavras-chave, imprimi-las e distribuí-la a seus alunos em sala.
 
Item 1 (p. 90): #Clareza (Ed 9:1-2)
Item 2 (p. 91): #Insensibilidade (Ed 9:3-4)
Item 3 (p. 91): #Empatia (Ed 9:5-6)
Item 4 (p. 92): #Confiança, #Liberdade (Ed 9:7 ao 15)
Aplicação 1 (p. 93): #Conhecimento, #Lei
Aplicação 2 (p. 94): #Confissão, #Graça
 
Vídeo sobre Confissão de pecados
No melhor momento de sua aula, mostre a seus alunos o vídeo: “Preciso confessar meus pecados a Deus”. Nesse vídeo, Pr. Augustus Nicodemus faz uma explicação profunda e rápida sobre o significado da confissão e sua importância. O vídeo tem 2min55s. Se em sua igreja não houve projetor, envie o vídeo via WhatsApp para que os alunos assistam e discutam o que aprenderam sobre o assunto tema da lição.
 
Veja o vídeo aqui: https://www.youtube.com/watch?v=rMjdIFFSUGg

QUAL A ALTURA DAS CHAMAS DO INFERNO?

por Eleilton William de Souza Freitas
O que é inferno? Pegue o dicionário e você terá, dentre outras, pelo menos estas duas respostas: 1) De acordo com a mitologia, habitação dos mortos; 2) De acordo com a religião, lugar destinado ao castigo eterno da alma dos pecadores, por oposição ao céu.[1] Além destes, segundo Champlin, a palavra “inferno” é de origem latina (infernus) e significa “o que está embaixo”, “inferior”. De acordo com as mitologias gregas e romanas, o inferno diz respeito às prisões subterrâneas onde as almas ficam encarceradas depois da morte física, sendo atormentadas.[2] Pois bem, será que algum destes entendimentos é o bíblico, sobre o inferno? Quando os tradutores colocaram esta palavra nas Bíblias em português, podiam até estar com este conceito em mente, mas segundo o que cremos, ele não pode se sustentar, à luz da exegese bíblica.
Apesar de esta palavra aparecer em nossas Bíblias, em português, esta concepção não é a bíblica, nem judaica nem cristã. Não existe, no presente, nenhum lugar chamado inferno nos termos que nos são apresentados, isto é, como lugar de tortura, onde os ímpios estão sendo torturados. Segundo o nosso entendimento, em linhas gerais, as palavras “inferno” que aparecem na Bíblia tem dois sentidos: Em primeiro lugar refere-se à sepultura, que é destino de todos (justos e injustos); e, em segundo lugar, ao lugar apresentado na Bíblia como sendo o destino final dos ímpios, onde estes serão jogados, depois do juízo final, e aniquilados, isto é, destruídos completamente. Vejamos, então, estes dois conceitos:
 
Inferno como sepultura
A Bíblia é clara em dizer que a sepultura – o pó da terra – é o lugar para onde vão todos os mortos (Ec 3:19-20; Sl 104:19; Jó 17:1; 30:23; 34:15; Jo 5:28). Biblicamente, este é o chamado estado intermediário. Neste estado não planejam (Sl 146:4); não têm consciência (Ec 9:5-6); não podem louvar a Deus (Sl 6:5). Só sairão dali por ocasião da ressurreição do último dia (Jo 5:28). Observe que no evangelho, quando Jesus ressuscitou Lázaro, este não foi chamado a descer do céu. A ordem de Jesus foi direcionada ao sepulcro onde este estava (Jo 11:43-44).
A palavra hebraica sheol e a palavra grega correspondente (gr. hades), traduzidas em nossas Bíblias por “inferno”, dizem respeito a sepultura ou cova (cf. Dt 32:22; Sl 9:17; 116:3; Pv 5:5; 9:18; Os 13:14; Mt 11:23; 16:18; Lc 10:15; 16:25). Segundo a Bíblia, todos vão para o sheol ou hades, e não somente os injustos (Ec 6:6; Jó 3:17-19). Até Jesus o foi. O livro de Atos afirma que o corpo de Jesus foi para o hades (At 2:27,31). Obviamente que o sentido é sepultura!
 
Inferno como destino final dos ímpios
Com relação ao futuro dos ímpios, depois do juízo final, Jesus falou mesmo sobre um lugar destinado àqueles que serão rejeitados no julgamento. Para este lugar só vão os ímpios. Quando falou sobre ele, Jesus usou o termo grego Geena, traduzido em nossas Bíblias também por “inferno”. Geena é uma referência ao “Vale de Hinom” (Js 15:8), um estreito vale que margeava Jerusalém pelo sul. Neste vale os israelitas queimaram, num período de sua história, crianças a Moloque (2 Rs 23:10; 2 Cr 28:3; 33:6; Jr 7:31-32). Por isso este vale passou a ser símbolo da condenação final. Os judeus usaram este nome para denotar o lugar de punição futura. [3] Jesus também faz uso deste termo neste sentido (cf. Mt 5:22, 29-30; 10:28; 18:9; 23:15, 33; Mc 9:43, 45, 47; Lc 12:5). O Geena é o local que melhor corresponde ao imaginário popular sobre o inferno, pois, aparentemente, indica um local  exclusivamente preparado para o castigo de pessoas condenadas no juízo final (cf. Mt 25:13, 33; 25:41, 46). Deus trará este juízo com fogo (Sf 1:14-18; Ml 4:1; Mt 3:12). Ele está, em sua maioria, associado com fogo (cf. Mt 5:22; 13:42,50; 18:8; Mc 9:43,47; Mt 25:41).
Este fogo, por sua vez, é chamado de “eterno”. No Novo Testamento temos tanto a expressão “Geena de fogo”, quanto “fogo eterno”. Daí surge os questionamentos: as pessoas enviadas para o Geena (inferno), depois do juízo final, serão atormentadas e torturadas de modo consciente para todo o sempre, ou serão aniquiladas, isto é, deixarão de existir, serão completamente destruídas? Segundo acreditamos, os ímpios serão aniquilados ao invés de ficarem sendo atormentados para todo o sempre. Naum escreveu sobre uma época em que os ímpios seriam completamente destruídos (1:15). O Salmo 37:10, neste sentido, também diz: … o ímpio não mais existirá; olharás para onde ele mora, mas ele não estará ali. O Senhor extinguirá a maldade completamente: … não ficará nem raiz nem ramo (Ml 4:1). A destruição completa de todo mal é comparada ao desaparecimento da fumaça: Mas os ímpios perecerão (…) desaparecerão, sim, como fumaça se desfarão (Sl 37:20). O diabo também será destruído, pois Jesus veio a este mundo também com esse objetivo (Hb 2:14).
John Stott[4] afirma que o vocabulário de destruição é usado frequentemente em relação ao destino final dos ímpios. Jesus fala sobre temer o que pode “destruir” a alma no Geena (Mt 10:28). Em vários outros textos bíblicos temos a ideia de destruição (1 Ts 5:2-3; 2 Ts 1:9; 2 Pd 3:7; Tg 4:12), de os ímpios sendo “consumidos” ou devorados (Hb 10:25-27; Ap 20:9), de “perecer” (Jo 3:16; 10:28; 17:12; Rm 2:12; 2 Pd 3:9). Segundo Stott, [5] se os crentes são aqueles que estão sendo salvos (hoi sõzomenoi), os ímpios são aqueles que estão perecendo (hoi apollumenoi). Veja os textos (1 Co 1:18; 2 Co 2:15; 4:3; 2 Ts 2:10). É difícil imaginarmos um processo perpetuamente inclusivo de perecer. Assim como os salvos serão definitivamente salvos, os que estão perecendo perecerão por completo!
Quanto ao “fogo eterno” e ao “castigo eterno”, citados por Jesus, precisamos levar em conta, também, o uso da palavra eterno, que é a tradução da palavra grega aiônios. Esse termo, muitas vezes, é usado não para se referir à duração de algo, mas aos seus resultados permanentes. Em Judas 7, temos um exemplo comprobatório dessa afirmação: Sodoma e Gomorra (…) foram postas como exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno. Neste texto, “eterno” não se refere à duração; afinal, Sodoma e Gomorra não estão queimando até os dias de hoje. O fogo foi eterno em seus resultados ou efeitos, isto é, as cidades foram totalmente queimadas. Ao mencionar o fogo eterno, Jesus se refere à destruição eterna dos perdidos, não ao tormento eterno destes. [6] O mesmo vale para a referência que ele faz a “castigo eterno” (Mt 25:46). Jesus está se referindo a uma punição de efeito permanente. Que o Senhor nos livre disso!
 
Só a Ele a glória!
 
BIBLIOGRAFIA
 
BACCHIOCCHI, Samuele. Imortalidade ou Ressurreição?. Engenheiro Coelho: Unaspress, 2007.
 
CHAMPLIN, Russell Norman. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. 5 Ed., São Paulo: Hagnos, 2001.
 
EDWARDS, David L.; STOTT, John. Evangelical essentials: a liberal-evangelical dialogue, London: Hodder & Stoughton, 1988.
 
ROBINSON, Edward. Léxico Grego do Novo Testamento. Tradução: Paulo Sérgio Gomes. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.
 
 
[1] Busca pelo verbete Inferno (In) Dicionário da Língua Portuguesa Priberam. Disponível em: http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=inferno > Acesso em 25/06/2013.
[2] Champlin (2001:323).
[3] Robinson (2012:173).
[4] Para mais detalhes: Edwards; Stott (1988:312-329).
[5] Idem.
[6] Bacchiocchi (2007:199).

Seminários não formam pastores

Seminários não formam pastores. Igrejas formam pastores. Seminários ajudam e muito, mas somente igrejas forjam o caráter do pastor. Se você quer ser um bom pastor, faça seminário e sirva em sua igreja.
Não use o seminário como uma desculpa para abandonar a igreja ou se ausentar dela. Um seminário que tira você da igreja não deve ser um bom seminário. O melhor seminário serve à igreja. Ele dá o exemplo.
“Mas, Jonas, se eu estiver muito envolvido com a igreja, eu não vou conseguir cumprir as obrigações do seminário.” Calma lá! A igreja não é uma pedra no seu caminho. Quer dizer que, depois de assumir uma igreja, você não vai mais ralar e estudar? Que tipo de pastor você quer ser?
A igreja quase sempre ocupará o seu tempo, e quase sempre você terá a sensação de nunca estar suficientemente preparado para cuidar dela. O ministério pastoral exige, sim, estudo, dedicação, excelência. Não pense que estou dizendo tudo isso para você desistir.
Se com isso que eu disse você sentiu vontade de desistir, talvez você não seja do “ramo”. O que acabei de dizer deveria incendiar seu coração e fazê-lo lançar-se de corpo e alma no ministério. Nossas igrejas estão sedentas de pastores moral e intelectualmente bem preparados.
Dê vazão ao desejo do seu coração. Quem deseja o ministério deseja uma obra gloriosa. Nunca me esqueço das palavras do saudoso dr. Shedd, quando contava sobre seu concílio e sua resposta à pergunta sobre seu chamado:
“Nada de extraordinário me aconteceu. Não vi anjos, nem anjos falaram comigo. Apenas senti uma vontade incontrolável de ser pastor, dobrei meus joelhos e disse a Deus: ‘Senhor, desejo tanto ser pastor… O Senhor deixa?’”.
Por Jonas Madureira – https://voltemosaoevangelho.com/blog/

Pr. Dirceu testemunha sua cura

Os irmãos promessistas oraram e o Deus Eterno ouviu! O Pr. Dirceu Salvador dos Santos, vice-superintendente da Convenção Litoral e Leste Paulista foi diagnosticado há alguns meses com câncer na parótida esquerda(uma glândula salivar).
Ele passou por cirurgia no início de fevereiro. Após a retirada do tumor foi feita uma biópsia com congelamento, a qual confirmou ser neoplasia maligna. No dia 27 de fevereiro, passou novamente em consulta e a médica informou que a amostra tinha sido encaminhada para uma nova análise.
E hoje veio a notícia do milagre: o resultado deste novo exame foi negativo! O câncer não está mais lá! Para sempre grato ao Senhor, ele conta: “O milagre aconteceu! Agradeço a todos que intercederam por mim”

#DAVIEGOLIAS – QUEM É ESSE ZÉ NINGUÉM?

A história de Davi e Golias, presente em 1 Samuel 17, é uma história que existe para alimentar a nossa esperança. É uma história para nos mostrar que toda história, por mais trágica que esteja, pode ter um final diferente, afinal de contas, servimos ao Deus que faz coisas improváveis e, por vezes, inacreditáveis aos olhos humanos.

 O cenário da história é o de uma guerra. Os exércitos de Israel e os exércitos filisteus estavam acampados no Vale de Elá, um na colina do sul e outro na colina do norte (1 Sm 17:1-3). Entre ambos os exércitos existia um vale, por isso, cada lado aguardava o ataque do outro. Quem se aventurasse primeiro teria grandes baixas, pois teria de descer o vale e subir ao encontro do inimigo.

Diante deste cenário, saiu do arraial dos filisteus um homem incomum. Um guerreiro praticamente invencível: Golias. Golias era um gigante de quase 3 metros (2,90 Mts., aproximadamente), vestia uma couraça de escama pesando mais de 60kg e carregava uma lança de quase 10kg. Alguém calculou que o peso total da armadura de Golias estava na casa dos 115 quilos, e a dos homens comuns, na época, pesavam 27 quilos. Pois bem, este homem se apresentou para batalha diante dos exércitos de Israel, durante 40 dias a fio, duas vezes ao dia (1 Sm 17:4-10, ).

Era comum na época, em vez de se atacarem numa matança coletiva, enviarem um valente para representar os exércitos. Aquele que vencia, vencia em nome de seu exército, e aquele que perdia, perdia em nome do seu exército. Nem sempre isso era respeitado depois da luta, mas acontecia.

O problema é que no caso de Israel, ninguém quis enfrentar Golias, nem mesmo Saul, um dos mais altos homens de Israel. Todos temiam (1 Sm 17:11). Na tentativa de deixar a proposta mais atraente e incentivar alguém a ir ao campo de batalha, Saul ofereceu recompensas generosas. Quem se prontificasse a enfrentar Golias, casaria com a sua filha, receberia muitas riquezas e a casa do seu pai seria isenta de impostos. Mas ainda assim, ninguém se prontificou.

Até que Davi chegou ao acampamento onde as tropas estavam reunidas, exatamente em uma das ocasiões em que Golias estava afrontando o exército Israelita. Ele se indignou com aquilo e não entendeu porque todos fugiam dele. Deus era com Israel. Afrontar Israel era afrontar Deus. Quem ele pensava que era para afrontar o exército de Deus? Davi tinha certeza de que Deus seria com quem fosse contra ele. Aquele gigante era um “zé-ninguém” para o jovem pastor. Mas, em Israel os homens estavam apavorados (1 Sm 17:11-26).

Davi questionou: Quem é este incircunciso, este pagão, este que não faz parte do povo de Deus, para vir até aqui e afrontar a Deus e ao seu povo? Ele havia entendido o âmago da questão. A história de Davi não foi escrita para nos ensinar a tão somente vencermos os nossos gigantes pessoais. Para Davi, provocar o exército de Israel era provocar o Deus de Israel (1 Sm 17:45). Ele não aceitou que se zombasse do seu povo e do seu Deus. Por isso, prontifica-se para a batalha. Para Davi, o gigante não passava de um anão. Gigante para ele era Deus, que o ajudaria na batalha.

Alguma vez você já presenciou alguém insultando o seu Deus e a sua fé, os seus irmãos em Cristo? Já viu seu Deus ser questionado pela mídia? Na Universidade? Por um amigo? Por um familiar? Como lidou com a situação? Temeu a tais afrontas? Precisamos, cada vez mais, de cristãos mais incomodados com a profanação do nome de Deus. Davi é um exemplo de coragem para todos nós. Confiando apenas em Deus, se dispôs a lutar com aquele gigante brutamonte presunçoso. E venceu!

É assim que Deus faz. Ele age a partir de gente que, mesmo a despeito de sua pequenez, fraqueza, falta de habilidades, se dispõem a confiar nele. Faça isso. Não deixe nenhum gigante que vem afrontar sua fé e seu Deus lhe apavorar. Deus faz coisas improváveis. Do lado dele, por vezes, o fraco vence o forte, o pequeno o grande, o inexperiente o habilidoso, o humilde o arrogante! Creiamos nisso!

Café da manhã alcança mais de 70 mulheres no Recife

Um café da manhã foi distribuído, para mais de 70 mulheres, que nunca tinham ido a Igreja Adventista da Promessa, no bairro do Passarinho, em Recife (PE). A ação promovida pelo Ministério de Mulheres, foi parte da comemoração do Dia Internacional da Mulher, no dia 8 de março.
Além da alimentação, as promessistas ainda fizeram orações, distribuição de abraços, e convites para os cultos e o Pequeno Grupo feminino, que acontece todas as terças-feiras. As irmãs do Ministério de Mulheres anotaram o nome e informações básicas das pessoas abordadas para contato evangelístico, para alcançarem mais mulheres com o evangelho de Jesus.
 

DICAS DA LIÇÃO 11 “O desafio do recomeço”

Sua aula deve ser planejada antecipadamente, em oração e dependência do Espírito. Faça alterações das dicas conforme a sua realidade e torne sua aula mais dinâmica. Não se esqueça de baixar os slides e acessar as lições em vídeo com libras, caso precise.
 
PERFIL DE ESDRAS
Para o item 1 – “As credenciais de Esdras”. Mostre a sua classe o infográfico que detalha quem era o sacerdote Esdras e a importância de suas funções para Israel. Baixe a imagem e comente as credencias com seus alunos de forma interativa. No dia da aula, utilize a imagem no projetor, imprima ou mande via WhatsApp.
 
CARTA DE ARTAXERXES
No item 2 – “A carta de Artaxerxes” utilize as recomendações expostas no texto da lição, na página 83, para mostrar os deveres de Esdras, eles estão divididos em sete, e devem ser colocados em formas retangulares e distribuído na classe. Cada aluno que receber o retângulo, poderá comentar o assunto.
 

 
 
 
1. Inspecionar Judá e Jerusalém (Ed 7:14)
 
 
 
 

 

 
 
 
2. Levar as doações do rei e de seus conselheiros e as ofertas dos judeus residentes na Babilônia, além dos utensílios sagrados do templo (v.15-16);
 
 
 

 

 
 
 
3. Entregar esses tesouros no templo (v. 17-20)
 
 
 
 

 

 
 
4. Informar aos tesoureiros das regiões próximas a Jerusalém as isenções de impostos (v.21-24)
 
 

 

 
 
 
5. Designar juízes e magistrados para julgar (v.25a)
 
 
 
 

 

 
 
 
6. Ensinar ao povo essa lei (v.25b)
 
 
 

 

 
 
 
7. Aplicar punições aos que desobedecerem às leis de Deus e do império (v.26)
 
 

 
 
DINÂMICA DA MOCHILA
Para os itens 3 e 4 (pp. 83-84) utiliza uma mochila com os seguintes itens, escrito em folhas dobradas de papel e/ou objetos que se relacionem com o que os tópicos descrevem:
 

  • Lista com nomes – (Cerca de 1500 homens, e por volta de 5 mil pessoas, contando com familiares).

 

  • Recrutamento de levitas – (Destaque a leitura de Ed 8:15-20, que traz informações sobre o recrutamento).

 

  • Jejum Coletivo – (Ed 8:21-23)

 

  • Recursos financeiros – (25 toneladas de prata e 8 toneladas de ouro).

 
Coloque os papeis e/ou objetos na mochila e leve para a classe. No momento do item, pegue a mochila e pergunte sobre os itens essenciais para uma viagem. Em seguida as respostas, abra a bolsa e peça que os alunos vão tirando os itens utilizados por Esdras em seu retorno para Jerusalém. Aplique o tópico falando sobre planejamento para realização de qualquer projeto na vida.
 
DINÂMICA DO ALVO
Para o item aplicativo “A vida cristã é uma jornada em que devemos ter objetivos nobres” (p. 85) leve para sua classe um “tiro ao alvo” e faça as perguntas da aplicação: “Quais são objetivos que lhe movem na vida? Ganhar dinheiro e ficar rico? Ter sucesso profissional? Quais são os alvos que você tem para sua família? Ter alvos nobres faz toda diferença na vida. Quer ter um alvo sublime? ”
Após essas perguntas, repasse o alvo de mão em mão e peça que seus alunos respondem as questões sobre os objetivos de suas vidas.
Finalize falando sobre a importância de fazer tudo para glória de Deus.

Ainda estamos fora de casa

Uma análise de 2 Coríntios 5:8
 
Em 2 Coríntios 5:8 Paulo expressa sua preferência em “estar ausente do corpo e habitar com o Senhor”. Será esta uma referência ao estado intermediário do cristão, pós-morte? Será que Paulo está ensinando que, imediatamente após a morte, o cristão vai viver na presença do Senhor num estado incorpóreo, isto é, “em espírito”? Paulo estaria, então, desejando a morte para poder ficar mais perto do Senhor? Entendemos que a respostas para estas perguntas todas é não.
 
Paulo, neste mesmo capítulo, compara a morte com um “despir”. Ele compara o corpo mortal do ser humano com uma tenda, e diz que temos um edifício da parte de Deus, uma casa eterna no céu, que será o nosso novo corpo transformado e imortal. Enquanto estamos nesta tenda atual, isto é, neste corpo mortal, gememos, querendo ser revestidos da nossa habitação celestial: o nosso corpo imortal. A garantia que temos de que isso ocorrerá é o Espírito Santo (v. 5). Todavia, antes que a nossa tenda terrena seja revestida da nossa futura habitação celestial, precisaremos nos despir, isto é, morrer. A morte é o despimento. Quando morremos, despimo-nos e ficamos aguardando, a nossa nova roupa: o nosso novo corpo transformado. Contudo, Paulo diz que não quer ser despido (v. 4). Ele deseja alcançar a transformação do corpo, sem precisar morrer. Somente os justos que estiverem vivos, na ocasião do retorno de Jesus, não morrerão. O próprio Paulo fala sobre eles, em duas oportunidades (1 Co 15:51-52; 1 Ts 4:15-17). Ele deseja ser uma destas pessoas! Quer ser transformado sem ter de experimentar a morte.
 
Aqui esta o “x” da questão. Se a interpretação cristã tradicional do v. 8 – que diz que o cristão após a morte vai viver com o Senhor – está correta, Paulo não estaria sendo contraditório em suas aspirações dentro do capítulo? Como ele pôde dizer no v. 4 que “geme e se angustia” por não desejar a morte, e no v.8 dizer que quer a morte para “estar com o Senhor”? Numa afirmação ele tem uma visão totalmente negativa da morte, e, na próxima, outra totalmente positiva. Há algo errado nisso, concorda? O apóstolo não pode não querer a morte numa frase, e na outra desejá-la! Quão contraditório Paulo estaria sendo! Será, o apóstolo aos gentios, tão volúvel? É óbvio que não. O que está equivocada, na verdade, é a interpretação cristã tradicional deste versículo. Vamos retomar, então, o contexto do texto, e harmonizar, de maneira coerente, ambas as descrições.
 
Paulo fala de uma “temporária habitação terrena” (v. 1), como sinônimo de nossa presente vida no corpo mortal e corruptível. Depois, fala de uma “casa eterna nos céus” (v.2), como sinônimo do novo corpo que receberemos por ocasião da ressurreição, que acontecerá com a volta de Jesus. Por ocasião da ressurreição, o nosso corpo mortal será absorvido pela vida (v. 4). E, depois que recebermos este novo corpo, seremos apresentados ao Senhor (2 Co 4:14), ou seremos levados “a “presença dele” (NTLH). O próprio Paulo, noutra carta, afirmou que depois da ressurreição: “estaremos para sempre com o Senhor” (1 Ts 4:17). Então grave isso: quando formos revestidos com a nossa “habitação celestial”, por ocasião da ressurreição, seremos colocados ao lado do Senhor e estaremos para sempre com ele.
 
Observe que no v. 6, Paulo afirma que, enquanto “habitamos neste corpo” estamos “ausentes do Senhor”. Mas, em que sentido, estamos ausentes do Senhor? Afinal de contas, mesmo na presente existência, contamos com a presença de Deus. Na verdade, o que Paulo está dizendo é que ainda não somos tudo o que deveríamos ser; ainda não recebemos aquilo que “temos” da parte de Deus, aquilo que já pertence a nós em razão do que Cristo fez (v.5), e, por não termos recebido o que nos está garantido no futuro, ainda não desfrutamos de maneira total a presença de Deus, fato que acontecerá quando formos “revestidos de nossa habitação celestial”. Por enquanto, em algum sentido, o apóstolo entende que estamos “ausentes do Senhor” (v.6). A palavra grega traduzida em nossas Bíblias por “ausente” (v. 6) é ekdemeo e era usada para falar de alguém que saía de seu país, ia para o exterior, viajava para longe de casa; de alguém que estava em um lugar que não era a sua casa. É esta nossa condição hoje. Como ainda não fomos transformados, estamos ausentes da habitação proposta por Deus, e, por conseguinte, “ausentes” dele em plenitude. A razão: “habitamos neste corpo”, isto é, no corpo terreno (v. 6). A palavra “habitamos” é a tradução do grego endemeo, que significa “estar em seu próprio país”, ou “estar em casa” ou “estar presente em algum lugar”. Ou seja, Paulo está dizendo que, enquanto a nossa casa for a “temporária habitação terrena” não podemos estar na nossa futura casa, a “habitação celestial”, com o Senhor. A Bíblia de Jerusalém traduz assim o texto em estudo: enquanto habitamos neste corpo, estamos fora da nossa mansão, longe do Senhor.
 
Por esta razão Paulo deseja de maneira tão intensa ser revestido da “habitação celestial” (v. 2). E quer que isso ocorra logo. Deseja receber o novo corpo sem experimentar a morte (v.3). Quer ser encontrado “vestido” (isto é, vivo) quando este dia chegar. O apóstolo se angustia com a possibilidade contrária, isto é, morrer antes de ser revestido (v.4). O desejo de Paulo, então, no v. 8 não é pela morte. Ele não contraria o que diz no v.4. Na verdade, Paulo está reforçando o pedido dos vs. 2-3. Paulo está expressando seu desejo de “abandonar a mansão deste corpo para ir morar junto do Senhor” (v.8, BJ). Se enquanto estamos neste corpo, estamos fora da nossa mansão e longe do Senhor (v.6), ele quer então, o quanto antes, poder abandonar a “mansão” deste corpo para poder estar junto com o Senhor!
 
Esta ideia é reforçada estudando as palavras gregas do v. 8. Quando Paulo fala de desejar estar “ausente do corpo”, advinha? Ele usa a palavra grega ekdemeo, que, como vimos, era usada para falar de alguém que saía de seu país, ia para o exterior, viajava para longe de casa; de alguém que estava em um lugar que não era a sua casa. Paulo entende que o estado atual do seu corpo não é o final, e que existe algo melhor! Quando ele fala de “habitar com o Senhor”, usa a palavra grega endemeo, que significa “estar em seu próprio país”, ou “estar em casa”. Entendeu? “Estar em casa” para Paulo e estar com a futura “habitação celestial”, junto com o Senhor. Ele faz um contraste com o que havia afirmado no v.6. Vamos juntar os dois (2 Co 5:6,8) e ver como fica?
 
Portanto, temos sempre confiança e sabemos que, enquanto estamos [endemeo] no corpo [na “temporária habitação terrena”], estamos longe [ekdemeo] do Senhor [nossa futura casa, a “habitação celestial” com o Senhor no corpo ressurreto]. Temos, pois, confiança e preferimos estar ausentes [ekdemeo] do corpo [a “temporária habitação terrena”], e habitar [endemeo] com o Senhor [nossa futura casa, a “habitação celestial” com o Senhor no corpo ressurreto].
 
Paulo deseja, desta forma, que Cristo volte logo, para que ele receba o corpo glorioso. Ele não está tratando, desta forma, de um estado desincorporado. Nem está falando sobre o estado intermediário do ser humano depois da morte. Simplesmente, esta expressando seu desejo de estar vivo na volta de Jesus e receber um corpo transformado, e poder ficar para sempre junto do Senhor. Para Paulo isto não foi possível. Mas ele, assim como aqueles que já morreram, aguarda a promessa: se for destruída a temporária habitação terrena em que vivemos, temos da parte de Deus um edifício, uma casa eterna nos céus, não construída por mãos humanas (2 Co 5:1-2, NVI). Um dia Paulo, e todos os que morrerão em Cristo, ressuscitarão para verem cumprida, esta promessa! Receberão o corpo glorioso, e aquilo que é mortal será absorvido pela vida!
 
 

Pedido de oração

Vamos orar pelo pai da Daiane, Pb. Alipio

Todos temos orado pela irmã Daiane Freitas, esposa do Pr. Eleilton (vice-presidente da IAP), que está enfrentando um câncer de mama. Mas agora, devemos intensificar nossas orações por sua família. Seu pai, Pb. Alipio, da IAP em Jd. Arroyo (São José do Rio Preto – SP) sofre de diabetes e, em função de uma infecção, foi submetido a uma cirurgia para amputação de uma das pernas ontem. Mas como a infecção havia atingido a corrente sanguínea, os rins e fígado foram comprometidos e o quadro de saúde é grave. Vamos rogar a Deus que faça um grande milagre na vida deste querido e que esta família possa contar com o bálsamo do Senhor nestes dias de luta intensa.
 

Fique atento às datas oficiais da IAP em 2020

*Semanas de oração ao longo do ano

– A proposta é que todos os promessistas se unam em oração por objetivos específicos, na última semana de cada mês. Outro detalhe importante é que essas semanas de oração não visam sobrecarregar a agenda das igrejas locais. Por isso, em cada mês, postaremos os motivos de oração para cada dia e solicitamos que no sábado, durante o culto, seja feita uma oração específica em conjunto com a igreja encerrando a respectiva semana. Exceto a oração no sábado, durante o culto, incentivamos que cada família promessista realize essas orações em seus lares, sem que isso impacte a agenda das famílias ou da igreja local. Caso a igreja queria pensar em alguma estratégia para a semana de oração, pode-se fazer, mas fica como definição do pastor com sua liderança. Seguem abaixo os motivos ao longo do ano:
 
JAN – Oração pelo aniversário da IAP
MAR – Oração pelos desempregados e estudantes
ABR – Oração pelos empresários e empreendedores
MAI – Oração pelas famílias (cônjuges, pais e filhos)
JUN – Oração pela UNIDADE
JUL – Oração pela MISSÃO
AGO – Oração pelo AVIVAMENTO
SET – Oração pelos projetos de Missões
OUT – Oração pelas crianças
DEZ – Oração de gratidão pelo ano
Obs: acompanhe as redes sociais da IAP com a divulgação dos motivos diários de cada semana de oração, sempre na última semana do mês
 
18 a 21/05 – Junta Geral Deliberativa
23 e 24/11 – Junta Geral Deliberativa
26/11 – Assembleia Geral da IAP
27 e 28/11 – Conferência UMA 

Pedido de oração

Pb. Cloves Rodrigues, da IAP em Santana (SP), precisa do favor do Senhor

Agora é a hora dos irmãos promessistas clamarem ao Senhor em favor do Pb. Cloves dos Santos Rodrigues (59 anos), da IAP em Santana (São Paulo, SP). Ele foi  diagnosticado com câncer na medula. Em decorrência disso, houve fratura na coluna, sobrecarga no funcionamento do coração e ele apresenta anemia. Cremos no Deus do impossível, que está acima de qualquer enfermidade. Oremos com fé pedindo que Deus restabeleça a saúde do Pb. Cloves. Oremos também por sua esposa e filhos, para tenham esperança em meio a estes dias difíceis.