O poder de ser servo

Se a ambição e o individualismo ocupam lugar na igreja, passam a ser os maiores inimigos do próprio Evangelho

 
Na Carta aos Filipenses, Evódia e Síntique exemplificam a situação de muitos cristãos ao longo da história. Ambas são reconhecidas por sua cooperação com o Evangelho (Fp 4.3), mas se encontram em desarmonia em seu relacionamento na própria Igreja. Pode parecer que a concordância entre cristãos deva ser de gostos, opiniões e afetos, porém, nos relacionamentos interpessoais cabe aos cristãos, acima de tudo, a concordância no amor incondicional, princípio fundamental da fé (Mt 22:36-40; Mc 12: 29-34).
Ter opiniões, procedimentos e preferências diferentes é uma questão de individualidade, mas não pode ser de individualismo, imposição ou autoritarismo. A comunidade de Filipos manifestou-se em amor e cuidado com Paulo, amparando-o tanto com recursos materiais como humanos, de forma única. Demonstraram por diversas vezes fidelidade ao Evangelho e àqueles que o servem integralmente.
A participação marcante de mulheres como Lídia (At 16.15), Evódia e Síntique, da sensibilidade do feminino em funções importantes de liderança, pode ter colaborado para este diferencial e é um ótimo exemplo para a igreja contemporânea. Mas, fica o alerta de Paulo à possibilidade da perda de harmonia diante das diferenças surgidas nos relacionamentos interpessoais em função da procura de cada indivíduo pelos próprios interesses (Fp 2.2b-4). Afinal, individualidade e individualismo são coisas bem diferentes.
A proposta de santificação da teologia bíblica trata da busca de autocompreensão de si junto a Deus intencionando a renovação da mente (Rm 12.2) para manifestação do fruto do Espírito (Gl 5.22). O Evangelho não nos convida a anular a nossa dignidade e individualidade, mas sim, a reconhecer a dignidade e a individualidade alheias e nos dedicarmos a preservá-las. Jesus manifestou a ética divina em plenitude, por isso, Palavra encarnada (Jo 1.14). Assim, Paulo insere um hino cristológico na Carta aos Filipenses (2.6-11) que sintetiza o Evangelho e destaca o aspecto fundamental do amor encarnado, o da humildade de não se entender superior a nada nem a ninguém, que permite a verdadeira servidão.
O grande poder redentor do Cristo foi exatamente o de abrir mão do poder estruturante que surge nas relações interpessoais em todo e qualquer grupo humano, que busca promover domínio e subjugação, pois confunde a dignidade humana e a individualidade com o lugar e o papel social de cada um, o que é a contramão do conceito de Corpo de Cristo.
Isso permite compreender que a verdadeira alegria é a de aprender a viver na escassez ou na abundância, tanto material como do atendimento dos nossos anseios, pois a solidariedade dos irmãos e irmãs em Cristo, a demonstração de importarem-se e verdadeiramente apoiarem-se é o espírito de humildade e de servir do Cristo encarnado através da Igreja. Se o desejo de servir for desassociado da compreensão de que também somos obra de Deus em andamento, a ambição e o individualismo tomam lugar e passam a ser os maiores inimigos do próprio Evangelho, não precisando de forças externas à Igreja para miná-la.
 

Coloque a Pedra no assunto!

Este Jesus é ‘a pedra que vocês, construtores, rejeitaram, e que se tornou a pedra angular”. (Atos 4.11)
Talvez você já tenha ouvido alguém dizer ou até mesmo dito assim: “Vou colocar uma pedra nesse assunto”.
Sempre que usamos a frase “colocar uma pedra”, estamos dizendo que queremos esquecer uma situação ruim ou pelo menos não tocar mais no assunto. Nunca dizemos: “quero colocar uma pedra no assunto que se refere ao aumento do meu salário”, ou “quero colocar uma pedra no assunto de que fui curado de um câncer terminal”. As boas novas queremos propagar, mas quando se trata de algo desagradável o que mais queremos é colocar “uma pedra no assunto”.
É horrível viver na sombra de uma decepção, de uma traição, de um mal entendido, de alguma desavença, da perda de um emprego, de acusações mentirosas enfim, momentos que não queremos mais que façam parte de nossas vidas.
O certo mesmo é colocar a Pedra nesses assuntos!
A pedra mais significativa em edifícios importantes é a pedra angular. Geralmente é a primeira pedra em uma cerimônia formal. Muitas vezes é gravada com a data da construção, ou talvez outra inscrição, homenageando uma pessoa ou um evento. Assim, não devemos nos surpreender que Jesus  seja chamado de gonia, ou “pedra angular”.
Quando colocamos a Pedra – Jesus, em situações dolorosas como as citadas acima, poderemos até lembrar dos problemas, mas lembraremos deles sem a dor, sem mágoa, sem rancor, pois entenderemos que Jesus nos perdoa e o mesmo devemos fazer!
Coloque Jesus nas decepções, coloque Jesus na traição que sofreu, coloque Jesus na causa!
O melhor é que quando colocamos a Pedra em nossa vida, a construção da nossa história passa a ser melhor alicerçada e assim acaba com as chances de sermos derrubados pelas tempestades da vida.
“Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as pratica é como um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela não caiu, porque tinha seus alicerces na rocha.” (Mateus 7.24-25)
 

Cuidado com os rótulos!

Categorizar as pessoas pode nos afastar delas, perdendo a chance de estabelecer relacionamentos

Em tempos de alimentação vegana, intolerância ao glúten e à lactose, dietas hipocalóricas e alergias as mais diversas, tornou-se essencial ler os rótulos dos alimentos. Da mesma forma, a fé na abstinência de alguns alimentos demanda esse cuidado. Não só questões alimentares, mas também a preocupação ecológica tem levado as pessoas a prestarem cada vez mais atenção aos rótulos de produtos de beleza, higiene e até do vestuário. Parece exagero, mas tem gente que não consome nada sem saber sua origem e composição.
Os rótulos são úteis porque servem para descrever o conteúdo de uma embalagem, suas propriedades e riscos que eventualmente ofereça. Eles simplificam a nossa vida e mesmo que não tenhamos um motivo especial para isso, ler os rótulos é uma boa prática para saber o que estamos levando pra casa.  Mas existem situações onde os rótulos podem não ser tão bons assim: quando eles são aplicados às pessoas. Desses não conseguimos fugir, pois o tempo todo recebemos rótulos e os colocamos nos outros.
Os que recebemos são principalmente fruto de nossa criação e de nosso relacionamento com pessoas próximas. A maioria de nós ouviu coisas boas e ruins a seu respeito, durante toda a vida.  Bem ou mal, sobrevivemos às marcas que nos foram colocadas pelos pais, pelos professores e pelos amigos. Como consequência há pessoas que levam para a vida adulta marcas emocionais profundas e percepções distorcidas de si mesmas. Relacionamentos são prejudicados, capacidades e potenciais são desperdiçados por conta de críticas, palavras pesadas e comparações, que foram grudados com eficiência em nós.
A prática de rotular se tornou tão comum, que hoje em dia qualquer pessoa, mesmo sem nenhum conhecimento profissional, se acha competente para diagnosticar um problema emocional ou de comportamento. Assim, é comum ouvirmos que uma pessoa age de tal maneira porque “sofre de depressão”, “tem TOC (Transtorno Obssessivo-Complusivo)”, “está surtada”.  Ao agir dessa maneira irresponsável, procuramos uma forma simples e conveniente de descrever os comportamentos do outro, colocando nele uma marca. É um jeito de nos distinguirmos e afirmarmos a nossa “normalidade” na suposta “anormalidade” do outro.  Essa simplificação também nos serve de álibi para não nos envolvermos, pois a mesma habilidade que demonstramos para rotular, não apresentamos na hora de ajudar, jogando o problema para a esfera profissional.
Assim, da mesma forma que os rótulos dos produtos simplificam a nossa vida, procuramos simplificar as nossas relações pessoais categorizando as pessoas pela aparência, pela classe social, pela religião, pelas qualidades morais e posicionamento político, dentre outros. Quando agimos assim, além do sofrimento que causamos, nos afastamos das pessoas e perdemos a chance de estabelecer relacionamentos mais profundos com elas, inibindo riquíssimas oportunidades de troca, de crescimento e até mesmo de evangelismo.
O próprio Jesus foi vítima de rótulos: foi chamado de beberrão, glutão, subversivo, amigo de pecadores, sendo que muitos dos que o seguiam de perto foram incapazes de saber quem Ele era de verdade. O mais incrível foi ter sido reconhecido na sua essência por um ladrão na cruz, que num único e doloroso contato, viu nEle o Salvador da humanidade!
É fato que não conseguimos fugir dos rótulos quer como vítimas, quer como algozes. Porém, como pais precisamos tomar cuidado com o que falamos, para não ferir ou paralisar o potencial de nossos filhos; como filhos, perdoar nossos pais por palavras pesadas, que não precisamos carregar como uma marca para o resto de nossas vidas; como cristãos, jamais esquecer de que Cristo nos vê e nos aceita além das marcas que carregamos, verdadeiras ou não.  Que possamos julgar menos e ver mais como Ele: não com os olhos, preferências ou opiniões, mas com o coração!
 
 

A pós-verdade e a fé cristã

Quando o que “eu sei”, o que “eu acho” e o que “eu faço” predominam, não estamos seguindo a Palavra de Deus

 
“E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará.” (Jo 8.32)
Pós-verdade é um neologismo  utilizado pela primeira vez pelo dramaturgo Steve Tesich  em 1992, que descreve a situação na qual, na hora de criar e modelar a opinião pública, os fatos têm menos influência que os apelos às emoções e às crenças pessoais. A Universidade Inglesa de Oxford classificou esta palavra como principal para esclarecer muitos acontecimentos políticos pelo mundo. Se algo está sendo dito repetidas vezes nas redes sociais, alcançando respaldo nas convicções pessoais, independente de que seja verdade ou não, passa a ser assimilado como um fato pela maioria. E, desta forma, baseado no “eu”, as pessoas montam um “kit” dessas verdades aparentes e passam a nortearem-se por elas. Mas, será verdadeiro um assunto ou posicionamento por ter sido massificado? Nem sempre. Muitas vezes, temos presenciado a verdade vir à tona, mesmo depois de um assunto ter virilizado nas redes sociais. No entanto, mesmo que a verdade apareça, as pessoas preferem continuar acreditando na mentira, por estar de acordo com a sua ótica. O que prevalece é o seu “achismo” independente da verdade. Assim, rejeitam a verdade e escolhem a pós-verdade.
Gostaríamos muito que o termo “pós-verdade” fosse aplicado apenas às notícias políticas, porém, temos visto este fenômeno relacionado aos valores espirituais. Por isso, o aumento dos desigrejados (sem igreja) ou poligrejados (participam em mais de uma igreja). Nestes casos, formam um kit religioso pessoal e ficam sem uma igreja para servir ao Senhor ou participam em várias igrejas simultaneamente. Por exemplo, congregam em uma igreja pela música, em outra pelo ensino ou pregação, e ainda em outra pela estrutura física do prédio. Este comportamento, por ser similar ao “pós-verdade” da área política, gera insatisfação e muitas vezes reflete a aceitação da velha mentira de Satanás no Éden, ao relativizar a Palavra de Deus e escolher seu próprio destino.[1] Ou seja, uma exaltação exacerbada do “eu”. Quando o que “eu sei”, o que “eu acho”, o que “eu faço” predomina, independente da Bíblia Sagrada e do modelo de Cristo, isso equivale a se colocar embaixo do senhorio de Satanás e trilhar o caminho da apostasia que conduz à perdição. É querer ser igual a Deus, quando na verdade, não passa de um minúsculo “deus”.
Para a fé Cristã alguns valores são inegociáveis como a Bíblia, a Igreja e Jesus Cristo.
A Bíblia é inspirada[2] e inerrante[3] em seu conteúdo; eterna;[4] clara nos princípios Divinos;[5] suficiente para mostrar os propósitos do Reino de Deus;[6] indispensável para o crescimento espiritual[7] e uma revelação especial do Evangelho Eterno.[8]
A Igreja, apesar de suas fraquezas e ainda não estar glorificada, Ela é a Noiva do Cordeiro;[9] o Corpo de Cristo;[10] a Família[11] e a Lavoura[12] de Deus; o Sacerdócio Real, a Nação Santa, o Povo adquirido de Deus;[13] o Rebanho[14] e o Edifício[15] do Senhor. A perfeição será após o arrebatamento da Igreja, na glória eterna.
Quanto à Cristo, Ele é o personagem central da Bíblia, do evangelho e da história.[16] O princípio e a finalidade de todas as coisas.[17] O Rei dos reis e Senhor dos senhores.[18] O único salvador por viver de maneira santa,[19] morrer na cruz[20] e ressuscitar.[21] [22]
Saciemos nossas vidas nas fontes da salvação que jorram profusamente da Bíblia Sagrada. Perseveremos com os nossos irmãos na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações.[23] Aceitemos, ministremos e celebremos a “verdade” libertadora de Cristo[24] pois podem passar os céus e a terra, mas essa verdade nunca será “pós”.
[1] Gn 3.1-5
[2] 2 Pe 1.21
[3] Lc 16.17
[4] 1 Pe 1.25
[5] 2 Tm 3.16
[6] Hb 4.12
[7] Sl 1
[8] Rm 15.4
[9] 2 Co 11.2
[10] 1 Co 12.12-31
[11] Ef 2.19
[12] 1 Co 3.6-9
[13] 1 Pe 2.9, 10
[14] Sl 100.3
[15] 1 Co 3.9
[16] Jo 1.1-3
[17] Cl 1.16
[18] Ap 19.16
[19] Hb 4.15
[20] Jo 19.30
[21] Jo 14.6
[22] At 7.55, 56
[23] At 2.42
[24] Jo 8.32

Igreja Discipuladora

“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.”Mateus 28:19

Jesus Cristo deu uma ordem expressa para sua igreja: fazer discípulos em todas as etnias da terra. Essa é a grande comissão que, por muito tempo, costumava colocar a ênfase no ide e, consequentemente, o imperativo se referia apenas ao verbo ir. Mas, será que esta frase dita pelo Mestre (e repetida muitas vezes por sua igreja) está ordenando apenas que precisamos ir? Seguramente, não. Hoje, entendemos biblicamente que o grande foco da missãoé fazer discípulos. Assim, tal compreensão não altera apenas a concepção, bem como a práxis da igreja.
Ficamos espantados com a situação da igreja contemporânea: o ativismo tem “drenado” as energias e os esforços da liderança eclesiástica, levando muitas comunidades a fazerem de tudo, exceto cumprir a ordem de Jesus.
Logo, pensamos nos motivos pelos quais devemos conduzir nossas igrejas ao engajamento no discipulado cristão: 1) porque este é um mandamento de Cristo e deve ser cumprido por todos; 2) porque é o único caminho para a maturidade dos novos crentes; 3) porque uma igreja discipuladora, inevitavelmente, será uma igreja multiplicadora.
Para nós, uma igreja bíblica é uma igreja que investe tempo e recursos em discipulado, por issoa CPL irá reorientar seus ministérios acerca dessa missão. Nosso horizonte é construir uma igreja simples, uma igreja missional e, sobretudo, uma igreja discipuladora.

Convenção Paulistana Leste.

15ª Assembleia Regional

No último sábado, 07 de abril, na IAP Alvorada em Guarulhos, foi realizada a 15ª Assembleia Regional da Convenção Paulistana Leste, com o tema Igreja Discipuladora. Cerca de 300 pessoas estiveram presentes, representando as 32 igrejas da Convenção.

A pregação foi ministrada pelo pastor Osmar Pedro, vice-presidente da Igreja Adventistas da Promessa, e foi um momento de adoração, louvor e edificação do povo de Deus.

Esta Assembleia teve como objetivo, prestar contas dos dados estatísticos e financeiros da Convenção, além das realizações dos ministérios.

Tivemos a alegria de contar com 34 indicações para diaconato e presbiterato de nossas igrejas, que foram aprovadas por unanimidade.

Os louvores foram ministrados pelo Demap Regional, num clima de adoração. O evento foi finalizado com muita oração e marcado pela presença de Deus e por um sentimento de gratidão a Ele por tudo que realizou em nós e por nós no ano de 2017.
A Ele toda honra e toda glória.

CPL – Uma família de igrejas.

Campanha de missões 2018

A Convenção Paulistana Leste abraçou a causa de termos uma igreja promessista em Luanda/Angola de tal forma que, esperamos que no ano de 2018 uma base missionária já esteja instalada naquele país. Já contamos com 05 almas conquistadas através do Espírito Santo de Deus e dos esforços do pastor Moises Gomes que está pastoreando as igrejas em Setubal e Madri. Continue orando por esse projeto, que o Senhor continue abençoando e dando estratégia para alcançarmos e discipularmos vidas para o reino de Deus.
Contribua conosco nesta missão da igreja discipuladora, orando, ofertando ou até mesmo indo.
Um abraço
CPL

Culto de aniversário 85 anos

85 ANOS, NO PODER E NA ESPERANÇA, esse foi o tema do aniversário da IAP comemorado pelos promessistas da CPL (Convenção Paulistana Leste) no último sábado, 21, em São Miguel Paulista.

A programação foi dirigida pelo pastor Carlos Edson de Almeida. O pastor José de Oliveira Neto nos introduziu á presença de Deus em oração e pudemos sentir, logo no início, a presença do Espírito Santo. Celebramos a glória de Deus com o ministério de louvor da IAP Jd. Das Oliveiras.

Com muito emoção a família CPL contribui para iniciação de um trabalho em Angola, após a ministração do pastor Adelmilson Júlio Pereira que exibiu o vídeo de promessistas angolanos que estão desejosos de que haja uma IAP em Luanda capital de Angola. Ana primeira promessista em Angola evangeliza todos os sábados a tarde, depois de passar as manhãs de sábado estudando a lição bíblica e adorando a Deus sozinha. Porém a demonstração de amor da família CPL, contribuindo com alegria, e as orações feitas, mostram que, de fato ela não está sozinha.

Outro momento marcante foi a sagração dos diáconos e diaconisas que se formaram no final do ano passado, servos de Deus que foram escolhidos para o serviço ao Senhor. O pastor Josias Manoel de Lima dirigiu esse momento e o pastor Luiz Carlos Machado procedeu com o compromisso de serviço ao Senhor, afirmado pelos consagrados. A alegria foi muito grande por parte dos consagrados e dos familiares e irmãos em Cristo, por que isso demonstra que a igreja de Cristo continuará avançando.

O pastor Auriedno de Paula pregou a palavra de Deus baseada no capítulo 1 de Ato dos Apóstolos, recordando como a igreja cristã recebeu o poder do Espírito Santo e como esse poder gerou esperança no coração dos crentes. Da mesma forma que a IAP buscou esse poder, começando com o pastor João Augusto da Silveira e até hoje, 85 anos depois, há esperança nos corações dos promessistas.

A mensagem foi precedida por um intenso momento de oração, busca por avivamento, cura de enfermidades, orações pelos pastores e casais presentes. Nesse momento os crentes se derramaram na presença de Deus com lágrimas e suplicas rogando o favor do Senhor.

Por fim o pastor Edson Andrade despediu a todos com a benção de Deus e todos esperançosos se confraternizaram antes de retornarem aos seus lares.

Família: projeto de Deus

“Como é feliz quem teme ao Senhor, quem anda em seus caminhos! Você comerá do fruto do seu trabalho e será feliz e próspero. Sua mulher será como videira frutífera em sua casa; seus filhos serão como brotos de oliveira ao redor da sua mesa. Assim será abençoado o homem que teme ao Senhor…”, Sal, 128:1-4.
A família, como nunca antes, vem sendo atacada com rigor desmesurado por aqueles que deveriam protegê-la. Os legisladores,  governantes, magistrados, imprensa, mídia, formadores de opinião que, em vem de fazerem uma cruzada em favor da família, muitas vezes, drapejam suas bandeiras contra ela. Querem desconstruí-la; querem acabar com o gênero; querem confundir os papéis e jogá-la na região cinzenta do relativismo absoluto. É lamentável que aqueles que legislam, governam e julgam, com rara exceção, não manifestam qualquer compromisso com os castiços valores cristãos que forjaram, guiaram e protegeram a família ao longo dos séculos. Destruir seus fundamentos, entretanto, provoca um colapso na própria sociedade. Lutar contra a família, como legítima instituição divina, é conspirar contra nós mesmos, significa declarar uma guerra insana para a nossa própria destruição.

Família é ideia de Deus; nasceu no coração de Deus, no céu, na eternidade. O mesmo Deus que instituiu a família estabeleceu princípios para governá-la. Deus criou o homem e a mulher, instituiu o casamento e os uniu numa relação de plena comunhão emocional, espiritual e física. O casamento, segundo o preceito de Deus, é heterossexual, monogâmico, monossomático e indissolúvel. No casamento deve prevalecer o amor e a fidelidade, a fim de que a intimidade física seja desfrutada com pureza e deleite. Só dentro dessa perspectiva, a família pode cumprir seu verdadeiro objetivo e dar ao mundo uma descendência santa.
A família tem o papel de criar filhos no temor de Deus, para cumprir no mundo seu mandato cultural e espiritual. Mesmo vivendo numa sociedade decadente, a família deve ser governada pela santidade. Mesmo vivendo numa cultura de relativismo, precisa viver dentro das balizas da verdade absoluta. Nossos filhos são herança de Deus e devem merecer nossa maior atenção, cumprir o plano de Deus e serem vasos de honra nas mãos do Altíssimo.  Devem contribuir decisivamente na construção de uma sociedade mais humana, mais justa e mais solidária.

Devemos dedicar o melhor do nosso tempo e o melhor dos nossos recursos na formação espiritual, moral e intelectual da família. Investir na família é investir em nós mesmos. Semear nesse canteiro fértil é a garantia de uma abundante colheita. Quando a família vai bem, a igreja é edificada. Quando a família vai bem, a Pátria é bem-aventurada. Quando a família vai bem, os céus se alegram com a terra. Quando a família vai bem, todos, irmanados, caminhamos rumo à bem-aventurança!

Prof. Walter P. Ferreira
Professor/Tradutor

A ilusória parceria entre o bem o mal

A série Good Omens alia forças divinas e diabólicas para um “bem comum”

Foi ao me deparar com uma chamada em um importante site de notícias que resolvi escrever o presente texto. Eis o título que me chamou a atenção: “Com humor, Good Omens desmistifica luta entre ‘bem’ e ‘mal’”. Ao clicar nele, fui direcionado ao artigo denominado: “O bom, o mau e o armagedom”[1]. Trata-se da descrição da série cômica Good Omens, recentemente exibida em uma plataforma de streaming.  O seu enredo mostra a história fictícia de um anjo e um demônio que se unem para impedir a concretização do armagedom, que culminaria com a destruição de tudo. Para realizar tal façanha, eles decidem parar os cavaleiros do Apocalipse e frear o Anticristo.
Pois bem, o nosso intuito não é tentar impedir o telespectador de assistir séries do gênero, mas de alertá-lo ao cuidado de não se deixar levar pela falsa impressão de que as forças divinas e diabólicas podem se aliar para um bem comum, como sugere o enredo da série em questão. Se você não tiver uma percepção genuinamente bíblica do assunto, passará a crer que há, entre anjos e demônios, uma relação amistosa, e ignorará a seriedade e gravidade da guerra que, há muito, tem sido travada entre os exércitos de Deus e as hostes satânicas. Lembre-se de dois fatos importantes: primeiro, a rivalidade entre o bem e o mal, antes de ser um enredo de cinema, é uma realidade que atinge o ser humano em todas as áreas da sua vida; segundo, todos nós, de um modo ou de outro, estamos envolvidos nessa guerra, pois, nela, não há como se manter neutro: ou se está do lado de um ou do lado de outro.
Só para ficar claro, NÃO é possível haver parceria alguma entre o bem e o mal. É a Bíblia, a palavra de Deus inspirada e inerrante, investida de autoridade divina, que afirma isso: […] porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno?… (2 Co 6:14,15). Entendeu? A luz não se une com trevas. Elas não ocupam o mesmo espaço. Se você é daqueles que cogitam o possível arrependimento do diabo, lamento lhe informar que isso está fora de questão. Ele jamais fará o bem a alguém. Ele pode até astutamente fingir que é seu amigo, mas não passará disso, de fingimento. Ele não é a amigo de ninguém, ao contrário, ele é o nosso adversário que anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar (1 Pd 5:8).
Não pode haver parceria entre Deus e o diabo porque o primeiro se propõe a salvar o pecador e o faz com atitude sacrificial, entregando, com um amor imensurável, o seu Filho Unigênito à morte de cruz (Jo 3:16); o último, por sua vez, pretende destruir a vida de tantos quanto puder, e, para tal, faz o que for necessário. Não pense, portanto, que os demônios são seres inofensivos, que riem para você com boas intenções. Não ignore os ardis de Satanás. As hostes malignas maltrataram e aprisionam pessoas; elas destroem famílias, arrasam casamentos, derrubam ministérios, provocam mortes. Para o seu próprio bem e para o bem da sua família, resista ao Maligno e apoie-se totalmente em Jesus Cristo.
Por fim, evite imaginar que Deus e o diabo estão no mesmo patamar de autoridade e poder. O diabo bem que tentou tornar isso real, mas não conseguiu. Um dia, ele maquinou e agiu para tomar o trono de Deus, mas não resistiu ao poder deste, que o humilhou e o expulsou dos ambientes celestiais (Ez 28:13-18). Deus é infinitamente maior que qualquer principado e potestade do mal. O mesmo Deus que humilhou Satanás, o destruirá de uma vez por todas, lançando-o no lado de fogo, juntamente com aqueles que o seguem (Ap 20:10). Diante de tudo o que meditamos nesse texto, pergunto: De qual lado você está?

[1] Fonte: https://www.uol/entretenimento/conteudo-de-marca/amazon-prime-good-omens.htm?utm_source=uol&utm_medium=tvhome#tematico-1, acessado em 18/06/2019.

Uma luz que não pode ficar escondida

O justo não pode brilhar somente em torno de si, mas deve iluminar o caminho de quem está em trevas

“A luz dos justos resplandece esplendidamente…” – PV. 13.9 (NVI)

O cristão é aquele que recebeu, em sua vida, Cristo como seu Senhor e Salvador. Ele é chamado pelo sábio de justo exatamente porque foi justificado por Deus, em Jesus. A Palavra inspirada declara: “tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus…” (Rm. 5.1). Que maravilha! A pessoa que recebeu a graça da salvação deixou a escuridão da vida sem Cristo e passou a resplandecer, na vida santificada pelo Espírito, para viver no propósito divino da graça que traz a paz perene no coração – paz que transforma e produz alegria que vem do Senhor. E o propósito de Deus para seus filhos promove o sentimento de gratidão pela nova vida em Cristo. Aquele que, outrora, vivia conforme o curso deste mundo, nas trevas do pecado, hoje, pela transformação e regeneração divina, sua luz antes apagada, agora brilha esplendidamente para a glória de Deus.
O justo não pode brilhar somente em torno de si, quando é chamado para a luz divina do evangelho. Ainda é o sábio que pondera: “a vereda do justo é como a luz da aurora que brilha cada vez mais até a plena claridade do dia” (Pv. 4.18). A vida cristã não pode ser estagnada, porém, está sempre em movimento. A luz do dia não fica só no brilho do amanhecer. O sol nasce trazendo mais luz e vida. Assim, vai aumentando a claridade do dia até o seu efeito máximo, que chamamos de meio-dia.
O apóstolo Pedro já aconselhava os cristãos: “antes, crescei na graça e no conhecimento…” (II Pd. 3.18). O verbo crescer dá a ideia de movimento. O crente em Jesus cresce cada dia, no conhecimento da Palavra e na santificação do Espírito. É assim que a sua luz brilha, para levar a luz da salvação a outras vidas, trazendo-as das trevas para a maravilhosa luz. Jesus declarou bem no início de seu sermão no monte: “vocês são a luz do mundo” (Mt. 5.14).
Essa luz, que sou e você, não pode ficar escondida, nem apagada, pois Jesus continuou determinando: “assim brilhe a luz de vocês diante dos homens” (v.16). O cristão é uma testemunha de Cristo diante do mundo que está em trevas. O texto continua dizendo: “…para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês que está nos céus”. Observe as palavras: “boas obras”. Paulo faz menção a boas obras, como um atributo divino na vida de quem foi salvo pela graça (Ef. 2.10). Uma prática divina preparada por Deus para dar sentido à vida em Cristo. A luz de quem pratica boas obras brilha para iluminar o caminho de quem está em trevas. Como está, amado leitor e irmão em Cristo, a sua luz?
Assim como a luz do sol é que ilumina o dia, a luz que brilha no crente não é dele, mas procede da fonte divina. João, o discípulo amado, é que ensina sobre isso: “falando novamente ao povo, Jesus disse: Eu sou a luz do mundo. Quem me segue nunca andará em trevas, mas terá a luz da vida” (Jo. 8.12). Eis aí a verdadeira fonte da luz, Jesus, o Deus conosco. Quem nele está não vive mais em trevas, pois tornou-se nova criatura em Cristo.
Através de Isaías, Deus conclama: “levante-se e resplandeça, porque chegou a sua luz e a glória do Senhor raia sobre você” (Is. 6.1). O cristão deve sair, portanto, da sua zona de conforto e ir aos campos da seara trazer vidas para Cristo através da pregação do evangelho. Amado leitor, seja uma luz em movimento para resplandecer, levando luz onde há trevas, levando vida onde há morte. Seja um cristão no propósito de Deus.

"Troco likes"

Até que ponto temos vivido assim, tudo é na base do “toma lá, dá cá”?

“Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus…” (Filipenses 2:5)
O cantor Tiago Iorc lançou seu primeiro álbum em 2008, mas é em 2015 que ele “estoura”… é neste ano que ele se torna muito conhecido entre adolescentes e jovens. Ele lança o álbum “Troco likes”. Sucesso total… muitas músicas caem no gosto da galera. Não faço crítica alguma ao cantor… aliás, se você ler as poesias dele, perceberá que há sempre uma crítica a certos comportamentos. A capa e o  álbum já é uma bela crítica (veja lá se quiser).
Você pode estar pensando: “OK, mas e eu com isso? Eu nem conheço esse cara,  qual é o objetivo dessa propaganda gratuita?” Acalme seu coração, meu irmão. Lembrei-me deste assunto e achei que era pertinente a todos nós uma aplicação.
Vivemos mesmo o tempo da proposta “troco likes”: “me segue que te sigo de volta”. Essa é a realidade do Facebook, Instagram e outras redes sociais… há uma proposta de troca! “Faça por mim que faço por você!”, “curta minha foto que curto a sua”. Recentemente, depois da insistência da minha esposa, criei uma conta no Instagram. Quando o fiz, tinha uma ideia fixa: não seguirei o conceito do “me segue que te sigo de volta”. Está dando certo, e é muito interessante perceber a dinâmica das redes e ainda estou aprendendo.
Mas a ideia aqui é refletirmos sobre como esta mentalidade se impregna em todas as áreas da vida: “se ele oferecer um abraço, também dou”; “se ela demonstrar afeição e amor, eu retribuirei”; “se houver algum benefício, claro, trabalho mais horas do que o obrigatório”; “se valer algum ponto na nota, faço o trabalho”; “se o pastor me der aquele cargo (ou ministério), me esforçarei ao máximo”; “se a promessa da bênção se cumprir, continuo sendo fiel no dizimo e grato através das ofertas”; e assim a lista continua… pode fazer a sua aí!
Perceba que sempre há um “SE”… sempre há a proposta da troca… nos comportamos na vida social, profissional, espiritual, na vida de comunhão e de missão na igreja como velhos mercadores por escambo… por troca!
Pare para pensar sobre isso, um minuto que seja. Reveja seu dia, sua semana, seu mês, sua trajetória de vida. É desta forma que você tem vivido? Ou então, você tem marcado a vida das pessoas pelo altruísmo e, às vezes, até por um espírito ou postura de abnegação?
O poeta paulista Ivan Teorilang escreveu que o “altruísmo não é a propaganda do bem realizado, mas sim a realização espontânea da alma”. Como isso se parece com a recomendação de Jesus em Mateus 6:3? Pois é, encontramos isso na Palavra de Deus! Essa é a forma de amor que Deus espera encontrar em nós, um amor que faz sem esperar nada em troca, um amor que não concorda com o “me segue que te sigo de volta”. Já pensou se Jesus agisse assim? Estaríamos perdidos!
Deus quer em nós o mesmo amor que experimentamos em Jesus. Se você é  adepto do “troco likes”, talvez seja hora de trocar de atitude: estenda a mão, estenda o braço, acolha, ame, abrace, cuide, dizime, oferte, trabalhe, cumpra seu ministério, obedeça a Deus, faça isso espontaneamente! Que nosso coração seja o mesmo de Cristo Jesus: “completem a minha alegria, tendo o mesmo modo de pensar, o mesmo amor, um só espírito e uma só atitude. Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos. Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros. Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus…” – Filipenses 2:2-5

Mutirões da graça

A chikungunya e a influência do Evangelho

Um dos males mais temidos pela sociedade brasileira é ser picada pelo pequeno, mas terrível mosquito Aedes aegypti, que transmite a chikungunya, na cidade, ou o Aedes albopictus, que transmite a doença no campo. Diagnosticada no país pela primeira vez em 2014, a doença causa febre, dores de cabeça, vermelhidão no corpo e as tão temidas dores nas articulações, que podem deixar inclusive sequelas.
O vírus CHIKV tem o nome de “Chikungunya” que significa “aqueles que se dobram” em swahili, um dos idiomas da Tanzânia. Refere-se à aparência curvada dos pacientes que foram atendidos na primeira epidemia documentada, na Tanzânia, localizada no leste da África, entre 1952 e 1953.”[1]
Não existe até o momento uma vacina que imunize a população contra tão terrível doença. Por isso, os cuidados necessários devem ser tomados por todos, como:
– Evitar ter locais de água parada em nossas casas;
– Usar roupas longas durante o período de maior ação do mosquito, durante o dia;
– Usar repelentes e inseticidas
– Usar mosqueteiros.
Na minha casa vivi de perto os efeitos desta terrível doença. Das 11 pessoas que moram em nossa duas casas, no mesmo terreno, cinco tiveram chikungunya, num período seguido de 15 dias, em maio deste ano. A cada ida ao posto de saúde, via com tristeza a situação de cada doente. Com orações a Deus e medicamentos, passamos por aqueles dias.
Já nos últimos doentes, minha mãe avisou sobre o surto ali, e no dia seguinte, a Secretaria Municipal de Saúde (SESMA), veio até nossa rua, fazer um multirão para conscientizar a vizinhança, borrifar o veneno contra o mosquito, e assim, ajudar na prevenção de mais casos.  Na verdade, rua inteiras do bairro que moro em Belém (PA), estavam passando por este surto.
Neste dia, com a presença da SESMA, pensei no seguinte: a partir da conscientização de que nossa família estava com um surto da doença, acionamos um serviço, que alertou e preveniu outras famílias sobe o problema, falando-lhes tanto da importância da prevenção, como de terem suas casas borrifadas com o inseticida. E quanto mais não será o benefício do Evangelho, em esclarecer do pecado e nos trazer cura por meio de Jesus? Que bem faremos, sendo um sinal de alerta, de que todos estamos em perigo de morrer, devido este mau que é o pecado?
Não devemos nos calar diante da necessidade que todos temos de receber o remédio chamado “evangelho”, que sendo borrifado dentro de cada coração, cada casa, cada família, redundará em nova vida, para todos os que são terrivelmente atacados pela pecaminosidade, tanto do próprio coração, como de terríveis incentivadores da desobediência como, o diabo e o sistema mundano.
Precisamos ter compaixão urgente dos que estão a nosso redor, mostrando as terríveis consequências de nossa desobediência, evitando que nosso coração seja um recipiente da “água parada” e infectada de sentimentos e desejos enganosos e que sejamos hospedeiros de toda sorte de males. Ao contrário, influenciando nossa vizinhança e cidade, vamos distribuir a saúde proporcionada pela salvação em Cristo. Em alguns casos, a saúde física, mas em todos os casos, a saúde da alma. Por isso, ao levar o evangelho, nossas famílias levam alívio para os que mais precisam. Eis a mensagem que devemos pregar: Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados, a fim de que, da presença do Senhor, venham tempos de refrigério, e que envie ele o Cristo, que já vos foi designado, Jesus (At 20:19-20).
Assim, com esses “multirões da graça” feito por nós, como famílias missionais, mais pessoas chegarão àquela cidade que não se preocupará com nenhuma doença, pois ali a saúde é uma qualidade de vida para sempre, porque: “No meio da sua praça, de uma e outra margem do rio, está a árvore da vida, que produz doze frutos, dando o seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a cura dos povos.” (Ap 22:2)

Para saber informações completas da doença, acesse o site da Fiocruz: https://www.bio.fiocruz.br/index.php/chikungunya-sintomas-transmissao-e-prevencao
[1] Chikungunya: sintomas, transmissão e prevenção. Disponível em: https://www.bio.fiocruz.br/index.php/chikungunya-sintomas-transmissao-e-prevencao. Acesso: 24/05/2018.

Desafiados, mas não vencidos!

Quando lidamos com uma doença emocional dentro de casa não podemos entrar em desespero, precisamos buscar soluções
Quando temos um bebê, nossa casa e nossa vida se enchem de alegria. Trabalhamos para que cresça e se desenvolva com saúde, inteligência e integridade. Depositamos nele nossos sonhos e expectativas de realização, buscando de todas as formas protegê-lo de perigos como a violência, a criminalidade e as drogas. Contamos com os perigos que vem de fora, mas não imaginamos que em algum momento poderemos ter que protegê-lo dele mesmo, de um inimigo que vem de dentro: as doenças emocionais.
Uma depressão, por exemplo, pode desenvolver-se silenciosamente ao longo de anos sem que consigamos percebê-la, confundindo os sinais com características próprias da personalidade ou do desenvolvimento. Assim, podemos entender a insegurança e o retraimento como algo “herdado” de um dos pais; a ansiedade e o isolamento como próprios da adolescência.  Os sinais podem ser tão sutis e passar despercebidos até mesmo para pais mais atentos. No entanto, quando uma doença emocional já está instalada, torna-se muito mais difícil lidar com ela, pois em casos extremos até o suicídio pode parecer escape para uma dor insuportável.
Nessas horas é fácil sermos tomados pela negação, uma atitude quase inconsciente de não enxergar situações que parecem sem saída.   É quando a percepção fica obscurecida pela fuga de uma realidade dolorosa que precisa ser olhada de frente. Mas também não adianta procurar em nossas falhas a causa para o sofrimento, porque não existe uma resposta completa. Culpa e autopunição não mudam o passado e ainda tiram a energia e a lucidez necessárias para encontrar saída. Por mais que sejamos inundados pelo sentimento de impotência, quando acontece com um filho, não podemos entrar em desespero, precisamos buscar soluções!
Embora nosso emocional fique abalado, a primeira coisa que devemos fazer é focar nos sentimentos da pessoa doente e não nos nossos. Pensar que o filho é ingrato, que não leva em conta nossos sentimentos, que não confia em nós ou em Deus não ajuda em nada.  Não é sobre como as coisas são, é sobre como ele as vê.  É preciso vencer o impulso de dar conselhos e a tentação de censurar, pois críticas só pioram o sentimento de culpa e incompetência da pessoa.  A ferramenta mais preciosa que temos nessas horas são os ouvidos e não a boca.
Além de ouvir sem julgar, é preciso ter consciência de que enfrentar uma depressão ou intenção suicida dentro de casa não significa que sejamos maus pais, negligentes ou pouco cristãos.  Doenças emocionais são “doenças”, que assim como as demais podem acometer qualquer pessoa, mesmo numa família de líderes ou pastores.  Admitir que somos limitados e que precisamos de ajuda é admitir a nossa humanidade e dependência de Deus. É entender que Ele tem formas diferentes de agir e é soberano para operar um milagre direto, ou por meio de profissionais habilitados, como médicos, psicólogos e mesmo remédios, se for necessário.  Assim como procuramos um cardiologista quando há problema com nosso coração, devemos procurar um especialista em emoções quando temos problemas nessa área.
Mas antes que venha o pior, nós pais podemos fazer muito, principalmente se estivermos atentos a pequenos sinais que surgem no dia a dia. A tristeza, por exemplo, faz parte da vida, mas uma criança triste por semanas precisa ser olhada com cuidado; ela pode ser naturalmente insegura, mas entrar em desespero diante de uma prova escolar ou uma simples escolha do dia a dia, não é normal.  Da mesma forma, quando um adolescente se isola, chora por motivos banais ou subitamente começa a ir mal na escola, não podemos ver nisso simples “mimimi” da idade ou preguiça. Assim como por trás de um olhar perdido pode haver um grande vazio emocional, mangas longas em dias de calor podem esconder automutilações.
É claro que precisamos tomar cuidado para não ver em tudo um distúrbio, mas se sinais aparecerem não precisamos esconder a realidade de nós mesmos e nem dos outros. Pelo contrário, devemos fortalecer o diálogo em casa, sem acusações ou julgamentos, buscar apoio na família, na igreja e em profissionais especializados, mas, sobretudo, saber que não estamos sozinhos nesta luta. O Senhor está conosco em todos os momentos e por mais sombrio que nos pareça o agora, há saída, refrigério e alegria no futuro!

“O que eu posso fazer?”

É a pergunta dos pais que não conseguem mais a obediência dos filhos

– Mãe, sua filha não tem respeitado as regras da escola. Precisamos que a senhora nos ajude com ela. Há vários dias estamos conversando e não estamos conseguindo melhora! Do outro lado, com um tom cansado, a mãe indaga: – O que eu posso fazer?
Esta foi uma ligação da escola onde trabalho para a mãe de uma aluna. Todos os dias fazemos várias, buscando nos pais parceria para ajudar os alunos a assumirem compromisso com estudos e respeitos com os professores. Sou professor há mais de 35 anos, e observo “perplexado” uma enorme diferença no comportamento das crianças se comparado ao início de minha carreira. Cada vez menos os pais conseguem ensinar e ter os filhos em sujeição, e o reflexo dessa insubordinação atinge fortemente o ambiente escolar e principalmente a sala de aula. Enquanto a diretora falava com a mãe, eu observava que a filha, menor de idade, bem menor mesmo, absorta, não fazia questão de esconder um debochado risinho, enquanto aguardava o fim da ligação. Parecia indiferente, sem importar-se com nada do que sobre ela era tratado.
Esse triste quadro, cada dia mais frequente, se apresenta a nós, profissionais da educação. Recebemos lindas crianças, algumas com roupas caras, modernos celulares, hábeis em manejar novas mídias e com enorme dificuldade para obedecer ordens, seja dos pais ou de professores. E o pior também vem acontecendo: violência, mortes e ameaças constantes dentro das escolas.  Ainda podemos ouvir o lamento das famílias de Suzano. Procuram seus filhos no quarto, na sala de jantar, na praça que dantes sonhadores brincavam, e já não estão mais lá. A barbárie os levou. O que dizer neste tempo?
Creio que na Ppalavra, aquela que vem de Deus, estão todas as respostas, para a mãe da minha escola e alento aos pais de Suzano. O sábio Salomão em (Prov. 22:6) escreveu que aos pais compete ensinar o caminho ao menino, ensino que o conduzirá até a velhice.  Ensinar a criança porém, exige tempo, paciência, amor e vida com Deus. Em (Deut. 6: 6-7) temos disponível uma excelente metodologia para ensinarmos os filhos. Observe como o texto bíblico é didático:
“Que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração.Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar”. Pelo texto sagrado fica claro que todos os movimentos dos pais ao longo do dia, estendendo até a noite, devem ser pensados em ensinar. Devem ser do tipo, assim falai, e assim procedei. No trato com o cônjuge,  dirigindo no intenso trânsito, esperando nas filas, falando dos que estão longe, estando à mesa, assistindo TV, lendo, orando, cantando, tudo fala aos filhos, e fala muito mais alto que possamos imaginar.
O que eu posso fazer? No abraço dos pais cabem todos os filhos. Abraço, morada do amor que enxuga lágrimas e lança fora todo o medo, afinal, os filhos são herança do Senhor. Ele mesmo dará através de sua perfeita palavra, graça para ensiná-los no caminho da vida.