Porto seguro no oceano das tragédias

A soberania de Deus, nosso leito de paz

“Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito. ” (Rm 8.28-  NVI)
Vivemos dias agitados devido às muitas tragédias. Todos os dias, ouvimos notícias ruins. Sem falar que tragédias podem, infelizmente, chegar à nossa casa. Nesses momentos uma das perguntas mais ouvida é: onde está Deus? Para superarmos estes tristes cenários podemos encontrar forças em Romanos 8.28 que aparece como um porto seguro no oceano das tragédias. Muitas verdades podem ser extraidas deste texto, mas queremos destacar cinco.
1.     Ele começa com um – “Sabemos…”.  Isto é fé! Nem tudo a gente sabe. E o que não sabemos pode ser por dois motivos. Primeiro, porque Deus é soberano em tudo e há coisas que Ele não revela – Dt 29.29. Segundo, porque não prestamos atenção em coisas reveladas e não buscamos a compreensão delas. E o que Paulo está dizendo aqui são coisas que Deus revelou aos seus fiéis. No entanto, mesmo reveladas, as verdades espirituais só podem ser entendidas quando temos fé para isso, porque este saber transcende o visível ou o mensurável. Deus é Espírito e só na dimensão espiritual, sob a direção do Espírito Santo, podemos penetrar na infinitude de Deus e entender o que Ele está dizendo – Jo 4.24.
2.     Na íntima comunhão com Deus nossa fé é fortalecida e podemos entender que Ele é onisciente, onipresente, onipotente e atuante. Ele – “…age em todas as coisas…”. Isto é didática e vida! Deus pode fazer isso porque: “Teus, ó Senhor, são a grandeza, o poder, a glória, a majestade e o esplendor, pois tudo o que há nos céus e na terra é teu. Teu, ó Senhor, é o reino; tu estás acima de tudo. ” – 1 Cr 29.11.
3.     Deus é sempre santo, perfeito, bom e cheio de amor porque o alvo de Suas ações é sempre o certo, o melhor – “…para o bem…”. Isto é privilégio e deleite! Mesmo que não seja automático ou rápido, podemos nos encher de esperança, porque no final seremos vitoriosos. Podemos ter esta certeza porque: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, que não muda como sombras inconstantes. ” – Tg 1.17.
4.     Os Filhos de Deus respondem não apenas com a fé, mas também com o amor – “…daqueles que o amam…”. Isto é o alicerce e evidência da vida cristã! Amamos a Deus não por nossa força, ou capacidade de amar. João escreveu quem sempre dá o primeiro passo: “Nós amamos porque ele nos amou primeiro. ” – 1 Jo 4.19. O amor é a verdadeira credencial cristã.
5.     Deus é ativo, sábio, presciente, Senhor de todas as coisas e imutável, porque Suas ações apontam para um propósito maior“…dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.” Isto é eternidade! Nos momentos difíceis deveríamos perguntar: O que Deus quer ensinar? Qual o propósito desta situação? E nos manter firmes na visão de que “todas as coisas” que são permitidas apontam para o “propósito maior” de Deus que é em nos dar a vida eterna. Com tudo isso nutrindo a nossa vida devemos cantar como o Salmista: “O nosso Deus está nos céus, e pode fazer tudo o que lhe agrada. ” – Sl 115.3.
Devemos sempre descansar no Senhor. Nosso Deus é soberano, Senhor da história e do universo: “Pois dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para sempre! Amém. ” – Rm 11.36.
Podemos e devemos descansar porque Jesus assumiu todas as nossas falhas, se identificou com todas as nossas dores na cruz – Is 53, e depois ressuscitou triunfante ao terceiro dia para a nossa eterna alegria – Mt 28.1-8.
Há tempo para todas as coisas, inclusive para chorar – Ec 3.1-8. Mas não devemos deixar a incredulidade, a murmuração ou a dor morar definitivamente.  Constantemente devemos despir das vestes de lamento, nos revestir de Romanos 8.28 e descansar pois: “Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito. ”

A voz que muda nossa história

Precisamos estar atentos, pois Deus chama nossa atenção de muitas maneiras

“Disse-lhe Jesus: Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram.” (João 20.29)
Grande parte das pessoas tem investido muito mais tempo em falar, em expor a sua opinião, em IMPÔR a sua opinião, muito mais do que em ouvir! Tornamo-nos uma sociedade de maus ouvintes. Ouvimos tão mal que falamos bobagem porque não prestamos atenção direito no que foi dito e já disparamos a nossa metralhadora em forma de língua! Ouvir é importante, pois é isso que muda nossa vida!
Tomé estava preocupado em ver, em tocar, mas não era isso o mais importante. Jesus deixa claro que quando ouvimos a sua voz, quando atentamos para sua Palavra é que começamos a trilhar o caminho mais excelente!
Ouvir a voz dele faz diferença! Dizem alguns estudiosos que a Bíblia apresenta 8,800 promessas. Outros dizem que são mais de 30.000. Mas, números à parte, algumas destas promessas são muito claras e precisamos dar-lhes atenção. Ouça essa, por exemplo: o Senhor diz ao seu povo “Se ouvires atentos a voz do SENHOR, teu Deus, e fizeres o que é reto diante dos seus olhos, e deres ouvido aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, nenhuma enfermidade virá sobre ti… pois eu sou o SENHOR, que te sara.” (Êxodo 15:26)
O foco na fala do Senhor ao seu povo é o ouvir! “Se ouvires atentos”… mas ouvir atentos qual voz? A voz da história, a voz da experiência, a voz mais intensa? Não! Ouçam atentos “a voz do Senhor” diz o texto!
Dar ouvido a voz de Deus muda nossos paradigmas, nossas certezas. Ouvir a voz de Deus quebra nossas convicções, com aquilo que orgulhosamente chamamos de “eu sei… eu já vivi isso, deixa comigo que eu sei o que estou fazendo”.
O Senhor “fala conosco de muitas maneiras, que incluem a Sua Palavra, a natureza, as pessoas, as circunstâncias, fala através da paz, da sabedoria, da intervenção sobrenatural de sonhos, visões” (Joyce Meyer). Deus chama nossa atenção através de muitas formas para se comunicar conosco. Ele pode tocar nossos sentimentos mais profundos, pode nos dar uma nova percepção de vida, e nos fazer ver as coisas de maneira diferente… só para se comunicar conosco. Se uma coisa não funciona, ele tenta outra. Se uma abordagem falha, ele tenta uma nova… e ele continua falando.
Ele deseja que ouçamos a sua voz. Ele deseja que estejamos a atentos a sua voz. Ele deseja que deixemos de ouvir palavras que não são dele. Ao contrário das palavras de Satanás, as palavras dele são de amor, liberdade e felicidade. Como um pastor que ama suas ovelhas, Ele diz “se hoje ouvirdes a minha voz, não endureçais o vosso coração” – (Salmos 95:7, Hebreus 3:7 e Hebreus 4:7)
Que a gente permita que as palavras dele mudem nossa vida, nossa forma de viver, nossa forma de escolher, nossos paradigmas.

Espremi a laranja, saiu suco

Me espremeram, saiu…

“Ele foi oprimido e afligido, contudo não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado para o matadouro, e como uma ovelha que diante de seus tosquiadores fica calada, ele não abriu a sua boca.” (Isaías 53:7)
Quando uma laranja é espremida, o resultado é o suco da laranja. O limão espremido resulta em suco de limão, a azeitona espremida, dá azeite e tantos outros produtos que, uma vez espremidos, têm como resultado a essência do produto.
Quando você é “espremido” pelas adversidades da vida, o que “sai” de você?
Quando você é injustiçado, quando você é difamado, maltratado, rejeitado, confrontado, o que sai de você?
A Bíblia diz que a boca fala do que está cheio o coração. Quando as adversidades espremem você, consegue ver Deus agindo a seu favor? Você consegue ver Deus forjando o caráter de Cristo na sua vida? Você consegue se calar, orar, louvar, agradecer, amar?
Abraão foi espremido e saiu fé.
Ester foi espremida e saiu oração e jejum.
Maria foi espremida e saiu entrega.
Paulo e Silas foram espremidos e saíram louvores.
Estevão foi espremido e saiu adoração.
Jesus foi espremido, moído, afligido e dele saiu amor.
É nas adversidades que revelamos quem realmente somos, onde estão plantadas nossas raízes, nossa essência. É nas adversidades que vemos o resultado da nossa vida no Secreto, aos pés do Pai. E se o resultado tem sido algo negativo, talvez seja necessário parar, respirar, ver onde caímos e recomeçar. O mais importante de tudo isso é que Deus sempre está disposto a nos dar uma nova oportunidade e nos ajudar em todo processo.
Você tem sido espremido pelo Pai? Qual tem sido o resultado?
 

O valor da correção

Pais, não desistam de disciplinar seus filhos, de forma equilibrada e amorosa.

“Permitam que Deus eduque vocês, pois Ele está fazendo o que qualquer pai amoroso faz com seus filhos. Pois quem já ouviu falar de um filho que nunca foi corrigido?” (Hb 12:7 – Bíblia Viva).
Parece brincadeira de tão ridículo que é; mas, sim, é verdade. Refiro-me a um episódio ocorrido no início deste ano, na cidade de Ohio, nos Estados Unidos e que, no Brasil, foi noticiado no site da Isto É.1 Trata-se de uma ocorrência policial em que uma garota de 16 anos de idade ligou para denunciar o pai. O motivo: ele confiscou o telefone celular dela como punição por tê-lo protegido por senha. Para justificar sua atitude, a garota argumentou aos policiais que atenderam a ocorrência: “Meu pai pegou minha propriedade, que é um telefone de US$ 800 que não pertence a ele. Ele não comprou”. O pai, por sua vez, explicou que pegou o telefone da filha porque ela é uma adolescente: “Eu não posso inspecionar, porque o telefone está com senha, então, eu tirei dela”. Os policiais ficaram ao lado de Robertson, o pai da menina, e determinaram que se tratava apenas de uma questão disciplinar.
Esse ocorrido traz à memória o que foi alertado pelo apóstolo Paulo no primeiro século, em 2 Tm 2:1-2: Sabe, porém, isto: nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes. Os tempos difíceis chegaram e, nós, os presenciamos. Convivemos com uma geração difícil de entender, de convencer e de lidar. A impressão que surge é que se foi o tempo em que os cabelos brancos de alguém simbolizavam a virtude da sabedoria adquirida pela longa experiência de vida e, que, hoje em dia, eles não passam de sinais de caduquice, ruína, decadência. Talvez seja este um dos motivos pelos quais muitos filhos não aceitam se curvar à autoridade de seus progenitores; estes filhos maculam o princípio do quinto mandamento da lei de Deus, que orienta: “Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá” (Êx 20:12).
Os pais são detentores de honra. De acordo com o quinto mandamento do Decálogo, o próprio Deus os investiu de autoridade. Eles merecem o respeito, a consideração e o cuidado de seus filhos. Este princípio é inegociável e irrevogável (Mc 7:10-13). Cabe aos pais, portanto, a incumbência de ensinar a criança no caminho em que deve andar (Pv 22:6). Para isso, é necessário, por vezes, lançar mão do ato da correção. A disciplina é um princípio bíblico e deve ser levada a sério. Nas sábias palavras de Provérbios 6:23b: as repreensões da disciplina são o caminho da vida. O pai e a mãe que aplicam a correção em seu lar fazem bem à família.
A disciplina deve ser levada a sério na família por algumas razões importantes. Em primeiro lugar, a disciplina é uma atitude preventiva: Ele morrerá pela falta de disciplina… (Pv 5:23). Filhos que não recebem a correção quando erram, continuam a cometer os mesmos erros. Pais negligentes condenam seus filhos ao risco de um futuro marcado pela criminalidade. O sacerdote Eli faltou com a correção e seus filhos receberam a morte como castigo (1 Sm 2:29,34). Davi se mostrou negligente ante o pecado de seu filho Amnom e viu a tragédia arrasar sua família (1 Sm 13). Esses males seriam evitados se a correção houvesse sido posta em prática. A disciplina é um remédio que, quando aplicado, pode arder na ferida, mas em seguida, garante a cura; ela obriga os filhos a chorarem no presente para que os pais não lamentem no futuro.
Em segundo lugar, a disciplina é amorosa: “Porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe” (Hb 12:6). Deus nos ama como filhos e, por isso, nos corrige quando é preciso. É nele que os pais devem se espelhar; como ele os pais devem agir. A correção é, portanto, um ato de amor. Quem ama, corrige. Quem ama sabe dizer “não”. Há quem pensa que o amor é uma porta de entrada para uma vida sem imposição de limites. Quem dá aos filhos tudo o que eles querem, ignorando o que eles realmente precisam, está cometendo um erro grave. Quem ama ensina o limite do outro e corrige quando tal limite é desrespeitado. É isso que ensinam as instrutivas palavras de Pv 13:24: “O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo o disciplina.” Ensinar o bem é uma questão de urgência.
Pais, não desistam de seus filhos. Sempre que necessário, os corrijam. Contudo, façam isso em amor. Não os disciplinem sem razão justificável. Explique-lhes o motivo de eles estarem recebendo a devida punição e faça-lhes entender que isso é uma atitude de amor; que você se importa com eles ao ponto de prezar pela formação de seu caráter. Deixo também uma consideração aos filhos: não desistam de seus pais. Aceitem a correção, os conselhos e o amor deles. Diante de Deus, eles são responsáveis pelo bem-estar de vocês. Então, honre-os! A propósito: Coroa dos velhos são os filhos dos filhos; e a glória dos filhos são os pais (Pv 17:6).
Disponível em: https://istoe.com.br/pai-retira-celular-de-filha-e-ela-chama-a-policia-nos-eua-e-minha-propriedade/, acessado em 03/04/2019.

A dor de ser homem

São cada vez mais evidentes os efeitos desse vazio existencial, que se propaga em meio ao medo

Mais do que nunca, a violência contra a mulher, e o feminicídio como sua maior expressão, tem sido denunciada, debatida e combatida. Milênios de vida humana descrevem os horrores do machismo contra mulheres e crianças. Mas, infelizmente, pouco ou nada se fala sobre os danos causados ao próprio homem. A dor do masculino permanece oculta, ignorada, até mesmo negada.
Contudo, seus efeitos estão cada vez mais evidentes na realidade brasileira, no mundo. Cresce dia a dia uma massa volumosa de homens que não conseguem progredir em estudo, em carreira, em relacionamentos. Estão dentro e fora das igrejas, ao nosso redor, em todas as categorias socioeconômicas. Não é mais um mérito da pobreza. Crescem também, os números de mortes de homens, entre 14 e 25 anos de idades, por violência e suicídio; a superlotação dos presídios masculinos, os desempregados e descasados, cujas companheiras cansaram de sua inércia ou dos vícios diversos.
Homens que não conseguem relacionar-se com outros homens porque assistiram e sofreram até o final de sua adolescência a ação violenta do pai biológico contra sua mãe, ele e seus irmãos. Homens cuja autoestima é tão destroçada pela necessidade não suprida de afeto masculino, a constante ameaça de abandono ou agressão, a responsabilidade de tornar-se precocemente o “homem casa” para supri-la materialmente, ou mesmo afetivamente, as  dificuldades maternas.
Homens que não conseguem acreditar que podem estudar e desenvolver uma carreira, porque aprenderam que virilidade é ter força bruta, impô-la sobre outros, para serem bem sucedidos, conquistar riqueza e satisfação sexual. Homens que acreditam que não lhes resta o que fazer, além do refúgio na bebida, nas drogas, na pornografia e masturbação. E muitos, mesmo conhecendo o Evangelho, não conseguem ter uma experiência com Cristo, uma representação masculina de Deus, porque não sabem como dialogar com sua própria imagem e semelhança.
O silêncio cresce juntamente com a apatia dos meninos das novas gerações, que aguardam, mas não sabem o que aguardam. Um grande vazio existencial, que se propaga em meio a medo. O medo de ser homem. Algo ruim, negativo, sem sentido.
Esperança? Somente se os homens conseguirem admitir o que acontece, quebrantarem-se, e procurarem ajuda para curar suas feridas. A masculinidade redimida, em Cristo, só pode ocorrer pela admissão do que se vive, e não pelo silêncio.  O Cristo certamente  aguarda, como homem perfeito  e amigo, para resignificar a história de vida de cada um.

Lições bíblicas

O que fazer com o material quando o trimestre acaba

As lições bíblicas são, sem dúvida, grande fonte de conhecimento. A cada trimestre (no caso da lição de adultos), mergulhamos em um assunto bíblico, que nos serve tanto de aprofundamento no conhecimento da Bíblia quanto como orientação prática. Mas, passando os períodos de estudos, podemos nos perguntar: “O que fazer com as lições bíblicas, quando o trimestre acaba?”. Propomos algumas dicas de como utilizar cada revista da escola bíblica, ao final do trimestre:
1. Repassar para quem não conhece o assunto
Uma boa maneira de reutilizar as revistas da escola bíblica é repassar para quem não pode estudar os assuntos em comunidade, ou manifesta curiosidade por algum assunto bíblico, ou ainda, precisa ser evangelizado. Vários títulos das nossas lições podem ser compartilhadas até mesmo com quem não conhece o Evangelho.
Por exemplo, uma lição para esse tempo de tragédia, e que pode auxiliar numa compreensão melhor do sofrimento, é a série “Jó”; para um não cristão, a série “Quem é Jesus?”; para um recém convertido ou que deseja conhecer mais nossa visão bíblico-doutrinária a lição indicada é “Quem somos?” ou “No que cremos”.
2. Usar como comentário da Bíblia
Se você deseja ficar com seu exemplar trimestral de estudos, pode utilizá-los como comentários da Bíblia. Há alguns anos, o Ministério de Ensino da Convenção Geral (antes DEC), vem produzindo produzindo estudos com base em uma grade curricular, dos livros da Bíblia. Já estudamos, entre outros, “Atos”, “Juízes”, “Romanos”, “1 e 2 Coríntios”, “Apocalipse”, “1 e 2 Tessalonicenses” e vamos começar a estudar “Daniel”.
Embora os estudos não comentem todos os versículos, mas eles nos ajudam a entender o contexto, o que nos ajuda a entender melhor a Palavra de Deus. Assim, as séries de lições servem para termos o entendimento da IAP sobre os livros da Bíblia e o significado dos vários textos das escrituras.
3. Transformar em série de mensagens ou estudo de Pequeno Grupo
A terceira dica é que os estudos das lições bíblicas podem ser transformados em séries de mensagens e estudos para Pequeno Grupo (PG). No caso das mensagens, é possível deixar mais clara ainda a parte explicativa, e contextualizar de maneira mais local. Até porque, basicamente, os estudos são feitos em estilo de sermão expositivo.
Em se tratando do PG, os estudos podem destacar os pontos principais das explicações, pois aplicação sem contexto cria prática errada, e utilizar as aplicações que refletem mais a realidade local e dos participantes do encontro que você frequenta. Estudos como “Quero Mudar”, “Academia Espiritual”, “Santificação Pessoal”, entre outros, são bem práticos para as reuniões.
4. Colecionar as revistas para consultas futuras
Por último, se você gosta de colecionar as revistas, essa também é uma boa opção. As lições são peças históricas, que contam a história teológica da Igreja Adventista da Promessa. Vale também como uma oportunidade futura para consultas e lembranças de estudos marcantes.
 
Andrei Sampaio Soares é Professor de Teologia do CETAP, criador do site Além Portal e congrega na IAP em Bengui, Belém (PA). Publicado originalmente em www.portalcetap.org

Não esqueçamos de Brumadinho

Dois meses depois da tragédia, ainda há 90 desaparecidos

Nesta semana, 25 de março, completou dois meses que estourou a barragem em Brumadinho (MG). Ouvi pela Rádio CBN que 90 pessoas ainda estão desaparecidas! Das diversas histórias, duas me marcaram: um homem desaparecido, pai de uma menina de 6 anos, cuja família tentava esconder o desaparecimento do pai. Mas ela descobriu que ele morreu. E deseja muito realizar o enterro do pai.
A outra é de uma família que a filha que estava grávida e era viúva. Ela também está desaparecida. A espera pelo bebê dava muita alegria e esperança para a família! Mas agora… Algumas pessoas estão tomando medicamentos muito fortes devido ao trauma e à falta de solução do caso.
Quero aqui registrar a brevidade da vida! E também destacar que devemos viver na vontade e para a glória de Deus! Viver com um propósito! Ser feliz e fazer os outros felizes no amor de Cristo!
Com pequenas atitudes: sempre que possível, estar presente! Abraçar, beijar, elogiar, orar com alguém, ligar, se importar com a família e com o próximo!
Ser um cristão verdadeiro e firme no amor, na graça, na fé e na Palavra!
Viva com Esperança! Cristo é a Nossa Esperança! Em breve, Ele voltará!
Ele é a Ressureição e a Vida! Ele venceu a morte!
Ele é Todo Poderoso para também consolar e enxugar dos nossos olhos toda a lágrima! (Ap. 21:4).
Que Deus te abençoe! Vamos continuar em oração pelas pessoas que sofrem. Que as famílias que choram em Brumadinho sejam consoladas para viver com esperança em Cristo! (I Ts 4:18).
 
Sandro Soares de O. Lima, pastor nas IAPs Centro e Toledo (Cascavel – PR), Convenção Paranaense.

Não ao favoritismo da fé

Para Tiago, essa prática é incompatível com a vida cristã

Meus irmãos, como crentes em nosso glorioso Senhor Jesus Cristo, não façam diferença entre pessoas, tratando-as com favoritismo.” (Tg. 2:1-NVI)
Favoritismo é conceder compensações ou privilégios, por influência, amizade, parentesco, e por que não acrescentar a fé a essa lista? E é exatamente isso que Tiago está combatendo, o favoritismo da fé. Não façam diferença entre pessoas, tratando-as com favoritismo. (Tg.2:1b)
Para o comentarista do NT Wiersbe a questão que Tiago apresenta existe na política, nos negócios, na sociedade e também na igreja.
Mesmo sendo muito comum no mundo, para Tiago essa prática é incompatível com a vida cristã. Aqueles que professam uma fé em Jesus não podem viver uma vida cristã tratando as pessoas com preferências pessoais.
Thompson diz: “A fraternidade não será real e nem bíblica a não ser que todos os membros tenham um papel a desempenhar”. O favoritismo da fé deixará de existir quando todos desempenharem o seu papel, pois a participação é um ato de compartilhar. Para o escritor Ismael esse ato de compartilhar é: “Colocar aquilo que temos e somos a disposição do próximo, conjugando forças num mesmo ideal, envolvendo-se com e pelos outros”.
O que Deus quer de nós é que tenhamos uma fé sem favoritismo, uma fé receptiva e um amor fraternal, pois o amor supera qualquer coisa. Foi o que Jesus ensinou para combater o favoritismo. Para Lucado, o cristão é uma pessoa em quem Cristo está acontecendo . Portanto sua fé tem que ser apartidária, diga não ao favoritismo na fé.
Marcos Ramos de Souza é pastor na IAP e teólogo pela Faculdade Teológica Batista de Brasília.

Referências
SANTOS, Ismael dos. Para que todos sejam um: Em busca da plena unidade do corpo de Cristo, São Paulo, Editora Vida, 1993.
LUCADO, Max, Graça: mais do que merecemos, maior do que imaginamos. Tradução: Leila Kormes. Rio de Janeiro-RJ. Thomas Nelson Brasil 2012.
WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo: Novo Testamento: volume II. traduzido por Susana E. Klassen. – Santo André, SP: Geográfica editora, 2006.
THOMPSOM, James. Nossa Vida Juntos, São Paulo-SP, Editora Vida Cristã, 1983.

Massacre em Suzano (SP)

Sejamos mais solidários, neste mundo que sofre com o pecado

Terceiro mês do ano e mais uma tragédia.Desta vez, em Suzano, Grande São Paulo. Oito pessoas foram mortas em uma escola por dois rapazes que, após dispararem, se suicidaram. Não foi preciso muito tempo pra vermos os comentários. “Ainda bem que se mataram”. “É muito fácil se matar depois de fazer isso”.
Não, gente! Não é fácil. O mundo está caminhando a passos bem largos para o inferno, as pessoas estão pedindo ajuda e o que estamos fazendo? Amigos, familiares estão sofrendo e nós? Não podemos agir como se estas coisas fossem super normais. Isso poderia ter sido na escola do seu filho ou da sua filha. Isso poderia ter sido comigo ou com você.
O mundo sofre com o pecado, que tem infectado cada vez mais as pessoas. Sejamos mais solidários. Exercitemos a mutualidade. Ouçamos as pessoas, aconselhemos, oremos por elas. A humanidade precisa de Deus, a começar pelos nossos vizinhos. Jesus é a esperança da qual todos nós precisamos.
Em vez de julgar, oremos por todas as famílias que perderam seus entes queridos. Que Deus tenha misericórdia!
 
Lucas Timóteo Moraes congrega na IAP em Japurá (PR).

Doenças raras

Um emocionante relato de uma família que foi inserida neste universo

Lilian Lima
A partir de Adão e Eva todos nós, seres humanos, surgimos ou passamos a existir da mesma forma. A despeito de quem ou como você seja hoje, tudo começou com uma primeira célula. Ela foi o resultado de uma combinação de informações encaminhadas, inconsciente e involuntariamente, pelos seus pais no momento da sua concepção.
Eu me lembro de ter aprendido na escola que a célula é a menor unidade do corpo humano. Ela só pode ser vista com auxílio de um microscópio. Mas, ainda que seja invisível aos olhos, seu núcleo encapsula uma inteligência grandiosa. Esse núcleo abriga e protege o DNA que, para caber ali, é firmemente torcido por proteínas especiais, ficando parecido com um espiral. Caso fosse esticado de ponta a ponta em linha alcançaria 1,83m. O DNA é “empacotado” em 23 pares de cromossomos que, por sua vez são compostos por milhares de genes.
Dr. Pablo Nicola, geneticista, me explicou ludicamente que esses cromossomos são como uma biblioteca, cada par como um livro e os genes como o conteúdo desse livro. Seria um equívoco afirmar que temos um manual de instrução em cada uma das nossas células? São essas instruções que determinam o ser único que você é, são esses genes que controlam como você se parece, se comporta e se reproduz.
Um gene determina altura, outro a cor do cabelo, outro a densidade óssea, outro a presença do globo ocular e assim por diante. Considerando tudo isso, o que acontece quando uma porção dessas informações ou genes se perdem?
Quem está preparado para lidar com o diagnóstico de uma doença ou síndrome rara?
Eu não estava, não conheci ninguém que estivesse e suspeito que os 13 milhões de brasileiros e seus familiares que receberam um diagnóstico similar também não estavam.
O nascimento do nosso caçula, Heitor, nos inseriu no universo dos raros. Ele possui uma deleção genética no 5º par do cromossomo (síndrome Cri-Du-Chat).
Quando recebemos a notícia ficamos amedrontados, inicialmente caminhando às cegas, sem maiores informações ou conhecidos em situação semelhante. Para agravar o cenário, o Google estava sempre pronto em listar respostas e imagens impactantes. Contudo, um dia após o outro o susto passou, o coração confortou, o lamento calou.

Universo de brava gente

Sim, muitas de nós, mães de crianças atípicas, atravessamos uma espécie de luto pela “perda” do filho idealizado. Então (lá vem clichê:) arregacei as mangas e saí à luta, descobri que esse universo é repleto de brava gente. Familiares e portadores que lutam pela vida, pela evolução de sua condição, pelo exercício de seus direitos, pela criação de políticas públicas, pela inclusão social; que estudam e fazem pesquisas científicas em temas que são raros inclusive nas literaturas e universidades médicas; que criam redes de apoio e solidariedade. Enfim, tem gente transformando os “nós” da vida em entrelaços de fita (procure por #rarosEntreNos nas mídias sociais).
Descobri, também, que além do apoio encontrado nesse universo, tenho uma família amorosa e uma rede de amigos que fazem toda a diferença na caminhada. São gestos de amor e cuidado que nos amparam e fortalecem; são ouvidos sensíveis que nos escutam, aconselham e desfazem temores, são companhia para um café e boas risadas, são, muitas vezes, a Graça de Deus anunciada.

E você? Como tem contribuído para essa causa?

A Organização Europeia de Doenças Raras (Eurodis) instituiu em 2008 o dia 28 de fevereiro (em anos bissextos, dia 29) como o dia Mundial de Doenças Raras. Desde então milhões de pessoas se unem nessa data ou ao longo do mês de fevereiro para conscientizar e sensibilizar sobre as doenças raras. Apesar de cada doença rara afetar um número relativamente pequeno de pessoas, no conjunto elas acometem um grande número, pois no mundo existem de 5 a 8 mil doenças deste tipo conhecidas. Dessas, 80% se dão por uma intercorrência ou deleção genética. Dados esses números, acredita-se que existam 13 milhões de portadores no Brasil, ou cerca de 6% da população.
Não passe ao largo dessa causa, não faça que não viu, não se omita.
Não sabe o que e como fazer? Pergunte, esteja sensível, seja solidário, manifeste empatia.
Aprendi com um pastor que para nós, humanos, passar por tribulações e dificuldades é inevitável, mas, como cristãos, permitir que nosso irmão passe sozinho é inadmissível.
Somos filhos do Pai das Misericórdias, O Deus de toda Consolação. Em Adão, Ele, O Pai, soprou nas narinas da humanidade seu DNA divino e sacrificial. Esse DNA percorreu gerações e alcançou você. Está bem aí, na sua essência, presente em tudo o que você é. Resgate essa herança. Resplandeça a sua Graça!
 
Lilian Lima, engenheira de sistemas, casada com Erlon, mãe do Davi e Heitor e serva de Jesus Cristo. E-mail: lilianmidiassociais@gmail.com

Deus está morto? (II)

Quando a ansiedade nos consome, deixamos de ouvir Deus

Um comportamento que revela que, para nós, Deus está distante de nós, é a ansiedade excessiva. No texto de Lucas 10:41, vemos Marta tão perturbada com seus afazeres, que sequer reparou no que Jesus dizia, antes interrompeu o Mestre para reclamar.
Incrível como a ansiedade tira a nossa sensibilidade e nosso entendimento sobre o que está acontecendo.
Todos nós podemos afirmar que a ansiedade relaciona-se com o futuro, quer dizer estamos preocupados com o que teremos no futuro, com o que vem a seguir.
No caso de Marta, ela estava preocupada em alimentar todo mundo, esquentar água para todos tomarem banho, arrumar os locais para dormirem, mas nada daquilo era o que estava acontecendo no momento. Marta, muito proativa, anteviu a situação e estava procurando se preparar para ela, afinal se Jesus fosse a sua casa você não ia querer deixá-lo com fome, não é mesmo? Ou deixá-lo dormir sujo ou proporcionar-lhe uma noite de sono mal dormida.
O problema é que Marta começou a se concentrar demais no que ainda deveria ser feito, começou a pensar demais em todo trabalho que ela teria para proporcionar o melhor para Jesus, começou a pensar demais em tudo que podia dar errado… E se a comida acabar, e se a lenha não for suficiente, e se a água do posso secar, e se…?
Foram os milhares de “e se” que rondavam a cabeça de Marta que a fizeram se esquecer do mais importante: o Mestre estava em sua casa. Se a comida não fosse suficiente, Ele podia multiplicar a comida, se a água acabasse, não tinha problema, Ele é a fonte de água viva. Marta não percebeu que a solução para todos os problemas estava hospedada em sua casa.
Quantas vezes somos também assim! Estamos preocupados excessivamente com o amanhã, pensando: e se o alimento da dispensa acabar? E se a minha reserva financeira for consumida? E se eu perder meu emprego? E se eu ficar doente?
Ou, às vezes, estamos ansiosos não por medo de perder, mas pensando no que ainda temos para ganhar. Então ficamos pensando: quando eu conquistar meu carro, quando eu juntar 100 mil reais, quando eu casar, quando…
O problema não é se programar para adquirir uma casa, por exemplo, o problema é condicionar sua vida e felicidade a um evento futuro e incerto e é exatamente isso que o ansioso faz.
Então, o cérebro do ansioso opera de duas maneiras:

  • “Como posso ser feliz se, no futuro, eu posso perder o que tenho hoje?” Ou
  • “Como posso ser feliz hoje se tudo que eu preciso hoje só conseguirei no futuro?”

Com tantas perguntas em mente, como podemos parar e meditar nas palavras de Jesus? Como lembrar que há um Deus em nossa casa?

Desfrute o que tem hoje

Para nós, ansiosos, a vida está sempre no futuro e não desfrutamos de absolutamente nada que está no agora, seja por medo de perder ou por considerar que o que temos hoje não é digno de nota, não é digno de agradecimento.
Logo o comportamento do ansioso revela ou sua falta de fé nas palavras do Pai (não andeis ansiosos por coisa alguma) ou falta de gratidão por aquilo que Deus nos deu.
Seja qual for o tipo de ansiedade que você carrega, ambas as atitudes demonstram que, para você, Deus está morto.
Não é possível dizer que crê em Deus se você se preocupa tanto com o futuro, como se não tivesse ninguém que trabalha pelos seus.
Também não é possível dizer que crê em Deus quando se preocupa tanto com o futuro a ponto de desprezar e não desfrutar o que tem hoje. Ao fazer isso, fica evidente a ingratidão e o desprezo em relação a tudo que Deus já proporcionou a você.
Será que não temos nos preocupado demais com o futuro, com as coisas que temos e podemos perder ou com as coisas que não temos e queremos ganhar, e esquecemos de perceber que tem um Deus hospedado em nossa casa? Que sabe do que necessitamos e que tem poder para prover? Aliás não só tem poder para prover, como de fato tem nos provido todos estes anos?
Não deixe que a ansiedade consuma você. Quando se perceber preocupado demais com seus afazeres, com as coisas futuras, ao invés de interromper o Mestre, pare, silencie a mente e ouça o que Ele tem para dizer.
Aline Gomes Rodrigues congrega na IAP em Industrial, Convenção Mineira.

Deus está morto? (I)

A maneira como vivemos demonstra o quanto cremos nele

Algumas pessoas acreditam que sim, mas nós sabemos que Deus está vivo!
Mas, na verdade, pode ser que pra muitos de nós Jesus está morto, enterrado e jamais ressuscitou. Porque o evangelho não é sobre o que falamos. O evangelho é sobre o que vivemos. E por muitas vezes nossos atos gritam: “Deus está morto.”
Acredito que muitas vezes somos cristãos nominais, mas ateus factuais. Dizemos: “se Deus quiser” ou “se for da vontade de Deus”, mas ignoramos os claros alertas que Deus nos dá. Dizemos: “eu agradeço a Deus por essa conquista”, mas agimos como se tudo dependesse de nós. Muitas vezes dizemos que “está tudo nas mãos de Deus”, mas agimos como quem tem certeza que essas mãos estão recolhidas.
Existem duas atitudes que evidenciam que Deus está morto: a apatia e a ansiedade. Quero te convidar a refletir sobre o que as suas atitudes revelam sobre você e sobre a sua fé.
Suas atitudes declaram que seu Deus está vivo ou morto?

Deus está morto quando nos deixamos abater pelo desânimo

“Uma andorinha só não faz verão” ou “sou uma gota no oceano”. Quando as pessoas usam essa expressão, normalmente vem acompanhada da frase: eu desisti.
A ideia que acompanha essas expressões é a de solidão e é exatamente isso que produz em nós o sentimento de apatia.
Foi assim que Elias se sentiu em 1 Reis 19:8-18. Ele se sentiu sozinho, sentiu que o esforço dele não valia a pena, pois achava que ninguém mais estava fazendo o mesmo que ele.
Normalmente nos tornamos desanimados quando sentimos que estamos sozinhos no barco. Elias tinha acabado de obter uma vitória expressiva, era sem dúvidas um homem de Deus, mas ele desanimou. Entrou para a caverna, mergulhou em sua escuridão, a fim de aguardar melancolicamente o que lhe sucederia: o seu fim pelas mãos de Jezabel.
Quantas vezes não imitamos, Elias? Quantas vezes não entramos em nosso quarto, apagamos as luzes, fechamos as cortinas e aguardamos passivamente o que irá nos acontecer.
Não tenho dúvidas que situações difíceis acontecem e acontecerão na vida de todos nós, mas será que nós precisamos nos abater a ponto de mergulhar em meio às trevas de nossa tristeza e mágoa?!
Elias desanimou porque pensou que estava sozinho, que era o único remanescente. Quando Elias se deixou abater tão profundamente Deus fez questão de ir ter com ele e quando ouviu de Elias que seu desânimo era porque ele era o único temente a Deus a resposta do Senhor foi enfática: “ainda tenho 7 mil pessoas que não se dobraram perante outros deuses.”
Então, não se deixe vencer pelo desânimo, você não está só!
 
Aline Gomes congrega na IAP Industrial – Convenção Mineira

Equilíbrio na intolerância?

Cristo nos ensina a amar os nossos semelhantes como a nós mesmos, diante do caos do pecado nesta sociedade
 “Não sabeis vós de que espécie de espírito sois?” ( Lc 9.55)
Uma vontade de exercer o ímpeto de força bruta sobre as pessoas do povoado samaritano, cujo moradores rejeitaram hospedar Jesus e seus seguidores, foi o estopim dessa narrativa. Havia ali um conflito racial, ético, político e religioso instalado entre eles. De um lado, o julgamento era de pureza exacerbada, do outro entendiam que o povo adversário era impuro.
A solução de Tiago e João era a politica do tolerância zero, a aniquilação, a morte dos que estavam “errados”. Mas ali estava o Filho de Deus, o Eterno legislador, que no uso dos seus incontáveis atributos, interveio com a Sua misericórdia e os chamou à razão, lembrando-lhes seu objetivo maior: a salvação de vidas pelo amor.
Podemos nos tornar radicais intolerantes, sem misericórdia, ou santarrões nos achando acima da média. O que vamos ser?
O equilíbrio, a racionalidade de seguir adiante em meio à crise a caminho de Jerusalém foi a decisão daquele que podia exercer legalmente a força bruta. Ele teve misericórdia daquelas vidas que ainda não sabiam da Sua relevância e sequer discerniam sua missão.
O seguir para outra aldeia era uma medida óbvia, porém era necessária antes uma mudança de espírito em seus discípulos.
O que nos diferencia, além de dizer que estamos perto de Jesus, que seguimos a Ele, é o procedimento de valorização do ser humano, não segregando, mas disponibilizando oportunidades para que eles cresçam na graça e no conhecimento do Filho de Deus.
O seu proceder revela quem você é, desnuda seu caráter. Suas opiniões em redes sociais influenciam pessoas. Queira Deus que você esteja no equilíbrio cristocêntrico ensinado pela Bíblia.
Cristo nos ensina a valorizar a vida e amar os nossos semelhantes como a nós mesmos, diante do caos que o pecado tem instalado nesta sociedade corrompida e perversa. No caminho para Jerusalém, temos que manter o equilíbrio.
“Porquanto, todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Pois vós não recebestes um espírito que vos escravize para andardes, uma vez mais, atemorizados, mas recebestes o Espírito que os adota como filhos, por intermédio do qual podemos clamar: “Abba, Pai!” O próprio Espírito testemunha ao nosso espírito que somos filhos de Deus. Se somos filhos, então, também somos herdeiros; herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo, se realmente participamos dos seus sofrimentos para que, da mesma maneira, participemos da sua glória” (Rm 8.14-17).
Pr. Omar Figueiredo congrega na IAP em Pq. Edu Chaves (São Paulo, SP).
 

O que esperar de 2019?

Nas nossas desesperanças, o Evangelho nos convida a olhar para o alto
O que esperar de 2019 se você entra no novo ano sem emprego? Talvez por isso, teve que trancar a faculdade, cancelar o plano de saúde,  cortar passeios e outros entretenimentos. Parou de comprar livros, mudou de casa e até de cidade.
O que esperar de 2019, se você sabe que na virada de ano, não acontece nenhuma mágica e muito menos nada de efetivo se altera? É apenas uma mudança de dia e hora. Um momento clichê e tradicional de sempre.
Porém,  nas nossas desesperanças, o evangelho nos convida a olhar para cima, para o alto. Davi  ensina a olhar além dos montes (Sl 121.1), como quem diz pra olhar além dos fogos. Ele percebe que Deus controla tudo.
Abrão passou várias entradas de ano sem um filho, porém, creu contra a esperança, e da promessa da Palavra de Deus lhe nasceu um filho em plena velhice.
Eles superaram seus fracassos, acima de tudo, porque estavam ancorados no amor eterno do Senhor. Nele, nosso futuro é guiado pelo Criador do tempo,  independente de crises, necessidades, presente ou porvir  (Rm 8.31-39).
Além da fé, é necessário muito trabalho pela frente.  Os currículos distribuídos, os cursos preparatórios, a busca nas várias áreas, até que uma porta seja aberta e não sirva de acomodação, mas de continuidade.
A melhor esperança que podemos ter para 2019 é a dada por Isaías, que entrou ano e saiu ano, e não viu o que profetizara se concretizar, pois morreu nessa espera. Ele revela em seu livro profético que, não somente idosos se cansam, mas jovens também. Porém, apresenta um antídoto contra os desafios da vida. Ele diz: os que esperam no SENHOR renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam (Is 40.31). Esperar, confiando no Senhor e lutando por dias melhores, mas acima de tudo, esperar sempre no dono de 2019.

Ms. Andrei Sampaio Soares congrega na IAP em Bengui, Belém (PA).

A “perfeita” esposa de pastor

Como lidar com a expectativa da igreja, diante de uma mudança

Ninguém é capaz de dar o melhor de si, se o seu coração não estiver envolvido. E nesse caso, o envolvimento de que estamos falando é com a obra do ministério. O que se passa no coração de uma esposa de pastor quando tem que mudar de campo pastoral? Como lidar com essa situação?
Precisamos entender o chamado pastoral do esposo e acompanhá-lo. Parece fácil mas não é. No entanto, quando acontece essa mudança, a esposa do pastor vai para a nova igreja trazendo dentro do seu coração muitas esperanças verdadeiras e falsas. Ela sabe que está sendo analisada em todos os aspectos, bem como sua prole, e isso gera um misto de ansiedade, apreensão, tensão, nervosismo e insegurança; se será bem recebida, amada ou desprezada.
Muitos da igreja esperam que ela seja a pastora auxiliar, esperam que ela tenha uma grau de santidade invejável, esperam que nunca se queixe, que seja mãe exemplar, assídua nos cultos e reuniões, que nunca fique doente. Que seja ativa ( líder das mulheres, dada ao ensino, regente do coro, professora das crianças), bom exemplo em tudo, dona de uma grande maturidade espiritual e emocional, mulher de oração, boa conselheira, evangelista e viva à disposição da obra do Senhor em tempo integral e não ouse ter um trabalho remunerado – “ a mulher perfeita”.
O problema se instaura quando a igreja pensa que a esposa do pastor precisa fazer tudo na igreja para demonstrar seu compromisso com Deus. Mas compromisso com o Criador não se baseia em ativismos que levam a um verdadeiro esgotamento físico e mental. A esposa do pastor precisa ter uma vida íntima com Deus, procurando entender qual a vontade dEle para a sua vida; ela sabe que seu papel como esposa e mãe é primordial e não deve negligenciar isso. Deve buscar a cada dia crescer espiritualmente em comunhão com Ele pois somente assim conseguirá enfrentar as pressões ministeriais, com a graça divina por meio da oração.
Toda esposa de pastor recebe seu dom do Espírito Santo assim como qualquer crente e precisa desempenhá-lo para edificação do corpo de Cristo, sabendo que não deve se preocupar em trabalhar em todas as áreas da igreja porque é esposa do pastor, pelo contrário, deve desenvolver seu ministério assim como cada membro em Cristo Jesus e fazer sempre o melhor que puder.
Ela deve ser uma pessoa autêntica que busca a felicidade de sua família e a estabilidade do seu casamento. Muitas sentem-se satisfeitas com as congregações e abraçam a causa trabalhando ombro a ombro com seu esposo. Outras mulheres, no entanto, jamais se sentirão satisfeitas com as novas igrejas e vão se manter inativas, dando lugar a críticas que geram frustações, tristezas e até depressão.
Em Pv.15.22 lemos: “Onde não há conselhos fracassam os projetos, mas com os muitos conselheiros há bom êxitos”. Então fica a dica: a instrução primordial para a esposa de pastor é viver aos pés do Salvador; é ali onde a esperança traz alívio ao sofredor, é ali onde se encontra a fonte do amor, pois o melhor lugar do mundo é aos pés do Criador.

Zildelí Ferreira do Carmo Del Pozzo Dsa. Zildelí Ferreira do Carmo Del Pozzo congrega na IAP em Vila Kéllen (Campo Grande – MS) e atua no Ministério de Vida Pastoral – Convenção Sul Matogrossense

Perdendo o rumo

Nove sinais que servem de alerta para todo pastor
Paul David Tripp, em seu livro “Vocação Perigosa”, dentre tantas questões importantes sobre a vida pastoral, trata de alguns sinais de como um pastor pode se encontrar em perigo e até mesmo questionar sua vocação pastoral.
*Primeiro*, ele ignora a evidência clara de problemas. Não vê ou encontra em si mesmo problemas. Justifica dizendo que o que lhe ocorre é causado pelas circunstâncias ou mal entendidos.
*Segundo*, vê e trata o problema dos outros, mas não os seus próprios, até porque não encontra problemas em si. É a questão do lado obscuro da liderança.
*Terceiro*, falta de vida devocional. Ter capacidade de interpretar textos (hermenêutica), pregar bem (homilética) e conhecimento teológico não significa ter vida íntima com Deus. O que motiva, traz perseverança, humildade, amor, paixão e graça é a vida devocional. É ter um relacionamento com a Palavra, e com o Deus da Palavra.
*Quarto*, não pregar o Evangelho para si mesmo. É não descansar na graça salvadora e consoladora do Evangelho libertador de Cristo. E começar a buscar realização e identidade nas coisas e pessoas, de forma messiânica. Isso gera autodefesa, autocomiseração e mágoas. Só Jesus é nosso Salvador.
*Quinto*, não ouvir as pessoas mais próximas. Sempre há pessoas conversando com pastores sobre seu comportamento e de como trata os outros, e isso deve levar à ponderação e mudança de atitudes. É preciso humildade da parte dos pastores para isso. Pastores são humanos e falhos. Não adianta sublimar os erros.
*Sexto*, o ministério começa a tornar-se pesado demais. “O impacto de todas essas coisas juntas é que você descobre que o seu ministério é cada vez menos privilégio e alegria e cada vez mais peso e dever”.
*Sétimo*, começar a viver em silêncio. O pastor começa a se isolar como um mecanismo de defesa. Porém a vida cristã é comunitária e orgânica.
*Oitavo*, o pastor questiona sua vocação. Cogita que realmente não foi vocacionado para o pastorado, coisa essa que não pensava há tempos atrás.
Por fim, pensa em abandonar o ministério. Alimenta em seu coração exercer outra atividade à parte da vida pastoral.
Paul David Tripp reconhece que nem todos esses sinais possam se evidenciar. Reconhece também que esse processo é mais comum do que parece. Sua preocupação é com a cultura das igrejas, que permite que essas coisas estejam acontecendo com seus pastores, sem que seja visto e tratado.
“Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus”. (At 20.24)

Pr. Robson Rosa Santana