Dicas da lição 3 – "Israel, o povo da missão"

Israel, o povo da missão

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Dicas

Dinâmica: No item 3: Os encargos, peça para os alunos descreverem qual é a missão que alguns profissionais devem exercer em sua função. Exemplo: Médico – saber identificar através dos sintomas do paciente qual a doença; conhecer o tratamento eficaz para a cura da doença em questão; orientar o paciente em como proceder em todo o tratamento, etc. 
Sugestão de outros profissionais: bombeiro, cozinheira, engenheiro, professor.
No final, peça para a classe descrever a missão do cristão chamado por Deus, a fim de pontuar qual papel devemos exercer na sociedade como servos de Deus chamados para ser luz.
Dinâmica 2: No item 4: A rejeição, aplique a dinâmica “Luz do Mundo” que mostrará como o pecado tenta apagar a luz de Deus em nossas vidas, nos instigando a não cumprir o propósito para o qual Deus nos chamou. Segue o link com o passo a passo da dinâmica: https://www.youtube.com/watch?v=LFC55tr0JOo&t=248s
Vídeo: No item 2 da aplicação como herdeiros do chamado de Israel, sejamos um povo grato, utilize o vídeo do Rev. Augusto Nicodemos – “Ingratidão a Deus é um grande problema da humanidade” – no link: https://www.youtube.com/watch?v=YOEo5xpIBtA
Material de apoio 1: Use os comentários adicionais, disponíveis no espaço abaixo, para complementar a sua aula. Para ouvir o podcast desta lição, acesse: http://portaliap.org/wp-content/uploads/2018/05/LB324_03.mp3; Utilize os slides desta lição disponíveis em: http://portaliap.org/licoes-biblicas-324/
Material de apoio 2: A Junta de Missões sempre disponibiliza a Lição Bíblica em libras. Informe seus alunos sobre este importante trabalho. Veja: https://www.youtube.com/channel/UCSajxLcXf10Zmvnz3wv7qag

Comentários Adicionais

  1. O Deus do Antigo Testamento é Missionário
    “A ideia de que o Antigo Testamento é um livro missionário e de que Deus é um Deus missionário é uma surpresa para muita gente. Afinal, sempre se pensa no Deus do Antigo Testamento como sendo exclusivamente o Deus de Israel. Todos recordam como Deus chamou Abraão e fez uma aliança com ele e seus descendentes; como ele renovou a sua aliança com Isaque e Jacó e, posteriormente, com as doze tribos que ele resgatara da escravidão no Egito e trouxera para o Monte Sinai, onde prometeu que seria o seu Deus e que faria deles o seu povo; como ele os estabeleceu na terra prometida e os abençoou com reis, sacerdotes e profetas, preparando-os para a vinda do Messias”. (Stott, John. Ouça o Espírito, ouça o mundo. Tradução de Silêda Silva Steunargel. São Paulo: ABU, 2005, p.364).
  2. Um povo que antecederia o Messias
    “[…] o Antigo Testamento começa, não com Abraão, mas com Adão; não com a aliança, mas com a criação; não com a raça escolhida, mas com a raça humana. Ele declara enfaticamente que Javé, o Deus de Israel, não era um deusinho tribal de estimação como Camos, o Deus dos moabitas, ou Milcom, o deus dos amonitas, mas o criador dos céus e da terra, o Senhor das nações, o “Autor e Conservador de toda vida”. Esta é a perspectiva de todo o Antigo Testamento. […] Javé dissera a Abraão que deixasse “a sua terra, a sua parentela e a casa do seu pai” e fosse para uma outra terra que ele lhe haveria de mostrar. […] Não seria exagero dizer que Gênesis 12.1-4 é o texto mais unificador da Bíblia inteira, pois nele se encerra o propósito salvífico de Deus, ou seja, de abençoar o mundo inteiro através de Cristo, que seria semente de Abraão”. (Stott, John. Ouça o Espírito, ouça o mundo. Tradução de Silêda Silva Steunargel. São Paulo: ABU, 2005, pp.364,365).
  3. Por meio de Israel, os gentios deveriam ser abençoados
    “Gênesis 12.1-4 é o texto mais unificador da Bíblia inteira. […] O resto da Bíblia é um desdobramento disso e a história subsequente tem sido um cumprimento disso. Primeiro Deus preparou Israel para a vinda de Cristo; e depois, através da sua vinda, tem abençoado o mundo desde então. Nós mesmos não seríamos seguidores de Jesus, hoje, se não fosse por este texto: nós somos beneficiários da promessa de Deus feita a Abraão há cerca de quatro mil anos. “Se sois de Cristo”, escreveu Paulo, “também sois descendentes de Abraão, e herdeiros segundo a promessa.” Uma vez mais, se compartilhamos da sua fé, “Abraão é pai de todos nós”. Pois a promessa divina foi um anúncio prévio do evangelho feito a Abraão, a saber, que Deus “justificaria pela fé os gentios”’. (Stott, John. Ouça o Espírito, ouça o mundo. Tradução de Silêda Silva Steunargel. São Paulo: ABU, 2005, pp.365,366).
  4. Israel vivia se esquecendo da missão
    “O trágico no Antigo Testamento é que Israel vivia se esquecendo do escopo universal da promessa de Deus. Eles negligenciavam o fato de que Deus havia escolhido uma família a fim de abençoar todas as famílias. Passaram a preocupar-se consigo mesmos e com sua própria história. Chegaram ao ponto de perverter a verdade da eleição divina, interpretando-a erroneamente como favoritismo divino, o que os levou a se vangloriarem de seu status privilegiado e a pressuporem que eram imunes ao juízo de Deus. Assim, os profetas tinham que viver tentando ampliar a visão deles, lembrando-os de que o propósito de Deus através dos descendentes de Abraão era abençoar as nações. Por exemplo, Deus iria fazer das nações a “herança” e a “possessão” do Messias; todas as nações iriam servi-lo; ele haveria de ser uma luz para as nações gentias; e, naquele dia, todas as nações e povos afluiriam para o templo do monte do Senhor”. (Stott, John. Ouça o Espírito, ouça o mundo. Tradução de Silêda Silva Steunargel. São Paulo: ABU, 2005, p.366)

Dicas da lição 2 – "O reino de Deus e a missão"

O reino de Deus e a missão

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Dicas

Leitura: O artigo “A missão do Reino de Deus” integra uma série de artigos do teólogo René Padilla, e pode ajudar o professor na compreensão pessoal do significado e da relação entre o Reino de Deus e a missão. Disponível em http://www.ultimato.com.br/revista/artigos/343/a-missao-do-reino-de-deus-parte-7
Quebrando o Gelo: Logo após a leitura do nosso objetivo você poderá usar a música “trabalhadores” de Daniel de Souza disponível nesse link: https://www.youtube.com/watch?v=htV3JIgOK6g, até o minuto 3:10. Você pode combinar previamente com 4 alunos da classe, para que cada um represente uma parte “física de Jesus” dita na música, sendo estas a boca, os olhos, as mãos e os pés. Assim após a classe ouvir a música, cada aluno da dinâmica poderá se levantar e dizer: “Sou a boca de Jesus para…”, “Sou os olhos de Jesus para…”, “Sou as mãos de Jesus para…”, “Sou os pés de Jesus para…” (O aluno deverá citar algum exemplo prático de como manifestar a missão do reino de Deus).
Imagem: No Item 2 (terceiro parágrafo) e respectiva questão (3), sobre o papel central da Obra redentora de Cristo, apresente a imagem de uma simples cruz vazia, seja em cartaz ou recurso multimídia, e questione a classe sobre o papel da cruz no cumprimento da missão de Deus.
Vídeo: No item 2 da aplicação “A IGREJA EXISTE PARA SERVIR A MISSÃO DE DEUS”, e questão 6, o professor poderá usar um vídeo objetivo que contribui para nos lembrar sobre a nossa vocação para o “IDE” ao mundo. Disponível no Link: https://www.youtube.com/watch?v=_0VURks6EVQ&index=23&list=WL&t=0s
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Comentários Adicionais

  1. O Rei e seu Reino
    “Gênesis 1 e 2 apresentam Deus como o Rei da criação. Esse Rei é tão poderoso e sua palavra possui tamanha autoridade que ele tem apenas de falar para chamar as coisas à existência. Gênesis 1 e 2 descrevem o Rei criando um reino sobre o qual ele governará. No jardim do Éden, tudo funcionava em perfeita harmonia e em perfeita submissão ao domínio do Rei. Nas primeiras páginas da Bíblia, encontramos um belo retrato de como funciona o mundo quando todos e tudo abraçam com alegria a autoridade do Rei”. (Chan, Francis. Multiplique: discípulos que fazem discípulos; traduzido por Daniel Faria. São Paulo: Mundo Cristão, 2015, p. 180).
  2. A dádiva e as responsabilidades do Reino
    “O poder dinâmico do reino de Deus evidente no ministério de Jesus capacitará igualmente essa comunidade para ser luz para as nações. […] Uma dádiva sempre envolve responsabilidade, e o privilégio conduz à obrigação. A dádiva do reino de Deus exige uma vida que encarne a boa notícia de que chegou o poder divino de renovação do fim dos tempos. Jesus gasta uma porção considerável do seu tempo ensinando às sua comunidade de discípulos um modo de vida diferente que servirá como contraste para a cultura ao seu redor e tornará evidente que o reino de Deus já despontou”. (Gohee, Michael W. A igreja missional na Bíblia: luz para as nações. Tradução de Ingrid Neufeld de Lima. São Paulo: Vida Nova, 2014, pp.113,114).
  3. O que é o Reino de Deus?
    “Não é exagero dizer que o Reino de Deus foi o principal pensamento de Jesus. A palavra é usada mais de cem vezes nos Evangelhos, em comparação com apernas três referências à Igreja [..] O Reino não é um domínio, um território, mas o governo de Deus como Rei […] Mais exatamente, o Reino é o governo do soberano (Deus expressando a Sua vontade e presença poderosa) mais a resposta dos súditos (quando se submetem ao controle do soberano) Governo sem resposta é menos do que Reino […] Muitos que se dizem cristãos se submetem à posição de Deus como Governante Supremo, mas na verdade não reagem como súditos. O Reino envolve tanto o governo como a resposta”. (Stevens, R. Paul. Os outros seis dias. Tradução Neyd Siqueira. Viçosa: Ultimato, 2005, pp.152, 153).
  4. A vida que testemunha do Reino por vir
    “A instrução de Jesus dada a seus discípulos em relação ao correto modo de vida é mais bem entendida no contexto […] de escatologia. […] Ela é escatológica: o anúncio do reino é uma mensagem sobre a restauração da vida humana como um todo sob o governo de Deus. A vida dos seguidores de Jesus deve servir como sinal do reino, do poder curador e libertador de Deus que irrompe na história. Como restauração da vida humana, o reino se volta ao plano original que Deus tinha para a humanidade na criação. Uma vez que o reino está por vir no futuro, ele também aponta para frente como um sinal do que está vindo. […] O ensino de Jesus também possui uma firme ênfase comunitária, buscando formar uma comunidade visível e que pode ser reconhecida como um corpo sob o governo de Deus”. (Goheen, Michael W. A igreja missional na Bíblia: luz para as nações. Tradução de Ingrid Neufeld de Lima. São Paulo: Vida Nova, 2014, p.114).

Dicas da lição 1 – "A missão nasceu em Deus"

A missão nasceu em Deus

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Dicas

Reforçando a resposta da 2ª pergunta: Algum dos alunos, ao ser perguntado sobre as pessoas que Deus enviou para uma missão, seguramente apontará parte dos personagens elencados no segundo e no terceiro parágrafos do item 1 da lição. Diga que a resposta está satisfatória, mas que você deseja se aprofundar mais sobre a missão de iniciativa de Deus. Com uma caneta preta para quadro branco em mãos, faça um traço vertical mais ou menos no centro do quadro branco. Escreva, em cima e à esquerda, em vermelho, a palavra PESSOA. Escreva, do outro lado do traço, também em cima e em vermelho, a palavra MISSÃO. Agora, com uma caneta preta, inicie a lista com os personagens citados pelo aluno que respondeu a pergunta da lição e, em seguida, estimule os demais alunos a citar as pessoas que Deus chamou para uma missão na Bíblia. Escreva cada nome do personagem bíblico (válido, é claro!) à esquerda do traço e uma síntese da respectiva missão dada ao personagem à direita do traço. Faça a lista com o máximo de nomes/missões que couberem no quadro branco.

 

  • OBJETIVO: Reforçar e tornar plausível o presente ensinamento de que a missão de salvação aos homens partiu do próprio Deus.
  • MATERIAL: Prepare, previamente, um quadro branco num tripé. Tenha, também, canetas em duas cores, novas (teste-as antes), cujo uso faça com que as escritas sejam vistas por quem está nos últimos assentos da sala.

ATENÇÃO 1: Escreva em letras grandes, com letras de forma e bem legível para que o propósito de centrar a atenção dos alunos ao ensino não se transforme em gracejos ou objetivos confusos. Lembre-se: Você é o responsável pelo brilho da sua aula.
ATENÇÃO 2: Leve anotado à parte o máximo de nomes e respectivas missões para a aula. Caso seus alunos tenham dificuldades para lembrar nomes, dê dicas e ajude-os a se lembrar dos nomes que você levou anotado (não se mostre “o sábio”, “o mestre” para não inibi-los. Dê pistas, mas serão eles que terão de falar, ok?
Ilustração (Manual de instruções): Ao mencionar o item 2, “o livro da missão”, pegue o manual de instruções (vide “MATERIAL” abaixo), leia uns dois pontos da INSTALAÇÃO, leia uns dois pontos do USO DO APARELHO, leia uns dois pontos da LIMPEZA/MANUTENÇÃO, leia alguns pontos de COMO AUMENTAR A VIDA ÚTIL, leia um pedaço das CONDIÇÕES DE GARANTIA e, principalmente, leia uma parte que você considera importante sobre os CUIDADOS NO USO DO APARELHO. Após fazer a leitura, pergunte para a classe se há alguém ali que compra aparelhos eletrônicos e já começa usá-los sem ler o manual de instrução. Dê liberdade para as respostas, mas não as valorize, porque elas não têm relevância ao presente estudo. Após a manifestação, faça a seguinte argumentação: “Para instalarmos e fazermos bom uso de um equipamento eletrônico, com segurança e conhecimento pleno de todos os recursos que ele oferece, temos que ler o manual de instrução, senão ele será igual ao microondas que você tem em casa – você só o usa para esquentar a sopa” (naturalmente seus alunos se lembrarão que tem um forno de microondas com recursos nunca utilizados). Pergunte, então: “Como conhecer o Deus que está em missões? Como saber a sua vontade para as nossas vidas? Como saber qual é a nossa missão? Como saber o que fazer para cumprir a nossa missão? Como conhecer os danos pelo não cumprimento da vontade de Deus para a nossa vida?”. Diante da resposta (que surgirá naturalmente), peça para que, quem tiver uma Bíblia (o livro ou no dispositivo eletrônico), a levante (sim, todos os presentes a levantarão).

  • OBJETIVO: Evidenciar a necessidade de ler, estudar, meditar e praticar os ensinos da Bíblia Sagrada e mostrar que não há desculpas para relaxarmos no cumprimento da missão de Deus, pois a Bíblia Sagrada está acessível a todos.
  • MATERIAL: Um manual de instruções de um aparelho eletrônico que ofereça risco à saúde ou à segurança pelo mal uso (cafeteira, torradeira, ferro elétrico, furadeira, secador de cabelos, etc)

Missão da IAP: Pergunte a alguém da classe se saberia dizer, de cor, a missão da sua igreja. Se ninguém souber, peça para todos repetirem após você, a missão da IAP. Depois dê uma breve explicação sobre a missão da IAP para a atual gestão.
MISSÃO DA IAP: “Adorar a Deus, proclamar Jesus Cristo e fazer discípulos no poder do Espírito Santo.”
Material de apoio: Use os comentários adicionais, disponíveis no espaço abaixo, para complementar a aula.

Comentários Adicionais

  1. A origem da palavra missão
    “A palavra ‘missão’ vem originalmente da doutrina da Trindade. Deriva- -se do vocábulo latino missio, que signi ca ‘enviar’. Era a palavra que os cristãos usavam para se referir ao envio do Filho e do Espírito ao mundo. Somente no Século XVI é que os cristãos começaram a usar o termo para descrever o ato de enviar pessoas para difundir o evangelho. A missão da igreja tem suas raízes no caráter missionário do Deus trino […] Criou um mundo. Amou-o e continua amando-o, mesmo depois que esse mundo o rejeitou. Deus veio redimir seu mundo na pessoa de seu Filho e mediante o envio de seu Espírito”. (Chester, Tim. Conhecendo o Deus trino: porque Pai, Filho e Espírito Santo são boas novas. Tradução: Elizabeth Gomes. São José dos Campos, SP: Fiel, 2016. p. 167-168).
  2. O tema fundamental da Bíblia
    “A missão é o tema fundamental da Bíblia; faz tanto sentido falar da base missional da Bíblia quanto da base bíblica da missão […] A rmar que ‘o tema fundamental da Bíblia é a missão’ não quer dizer que devemos buscar algum signi cado evangelístico em cada versículo. Estamos nos re- ferindo a algo mais profundo e amplo em relação à Bíblia como um todo”. (Wright, Christopher J. H. A missão de Deus: desvendando a grande nar- rativa da Bíblia. Tradução de Daniel Hubert Kroker, Thomas de Lima. São Paulo: Vida Nova, 2014, p.27, 29).
  3. Hermenêutica missional
    “Uma hermenêutica missional da Bíblia começa com a própria existên- cia da Bíblia […] o cânon inteiro das Escrituras é um fenômeno missional, no sentido de que é testemunha do movimento desse Deus que se doa à própria criação, bem como de nós, seres humanos criados à imagem de Deus, mas errantes e iníquos. Os próprios livros que gora compõe a nossa Bíblia são o resultado e o testemunho dessa missão suprema de Deus”. (Wright, Christopher J. H. A missão de Deus: desvendando a grande nar- rativa da Bíblia. Tradução de Daniel Hubert Kroker, Thomas de Lima. São Paulo: Vida Nova, 2014, p.47).
  4. Deus missionário
    “A missão cristã tem suas raízes na natureza do próprio Deus. A Bíblia o revela como um Deus missionário (Pai, Filho e Espírito Santo), que cria um povo missionário e que está trabalhando para a consumação missio- nária. […] Nós dizemos que temos fé em Deus? Ele é um Deus missioná- rio. Dizemos que estamos comprometidos com Cristo? Ele é um Cristo missionário. Declaramos estar cheios do Espírito Santo? Ele é um Espírito missionário. Nós nos deleitamos em pertencer à igreja? Ela é uma socie- dade missionária”. (Stott, John. Ouça o Espírito, ouça o mundo. Tradução de Silêda Silva Steunargel. São Paulo: ABU, 2005, pp. 363,375).

Dicas da lição 13 – "Intensificação de dons e milagres"

Intensificação de dons e milagres

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Dicas

Dinâmica: Talento.
Materiais: Um copo e um balde.
Ao estudar o item 1: Intensificação dos dons, distribua, entre os alunos, o copo e o balde. Em seguida, pergunte-os: “Qual deles é o mais importante: o copo ou o balde?” Ouça as respostas e, em seguida, explique que, embora o balde seja maior que o copo e comporte mais água do que este, ele não é mais importante, pois o balde foi criado com um propósito e, o copo, com outro. Por exemplo, não bebemos água com um balde, mas não lavamos o chão de uma casa com o copo. Ambos são importantes.
Faça uma conexão com o assunto do item estudado lembrando que o Espírito Santo capacitou a igreja com dons para que, por meio destes ela fosse edificada. Todos nós recebemos do Espírito, dom ou dons de acordo com a vontade dele. Todos somos importantes nesse processo.
Testemunho pessoal: Ao estudar o item 2: Intensificação dos milagres, dê oportunidade para que, ao menos, duas pessoas dê um testemunho, de modo breve, sobre algum milagre realizado em sua vida pelo poder de Deus. Em seguida, enfatize que os milagres do Senhor não cessaram, mas continuam vigentes e evidentes na atualidade.
O desafio da oração: Após ler o desafio da semana, faça um momento de oração com a classe pedindo a Deus o avivamento por meio da intensificação de dons e milagres na igreja local.
Material de apoio: Use os comentários adicionais, disponíveis no espaço abaixo, para complementar a aula.

Comentários Adicionais

    1. Os milagres precisam ser acompanhados da pregação
      “O derramamento do Espírito [no dia de Pentecostes] prova que os milagres abrem portas para o evangelho, mas não são o próprio evangelho. O milagre em si não pôde transformar a multidão, mas a atraiu para ouvir a Palavra de Deus. Quando Pedro começou a pregar, o coração do povo começou a derreter”. (LOPES, Hernandes Dias. Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012, p.59)
    2. Temor a Deus
      “[…] uma igreja cheia do Espírito teme a Deus e experimenta os seus milagres (2.43). Uma igreja cheia do Espírito é formada por um povo cheio de reverência. Ela tem compreensão da santidade de Deus. Ela se curva diante da majestade de Deus. Hoje as pessoas estão acostumadas com o sagrado. Há uma banalização do sagrado. Há saturação, comercialização e paganização das coisas de Deus. Quem conhece a santidade de Deus não brinca com as coisas de dele. A igreja de Jerusalém era reverente e também receptiva ao agir soberano de Deus. Tinha a agenda aberta para as soberanas intervenções do Senhor. Acreditava nos milagres de Deus”. (LOPES, Hernandes Dias. Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012, p.68).
    3. Milagres na igreja primitiva
      “A manifestação extraordinária de Deus estava presente na vida da igreja: Atos 3 — 0 paralítico é curado; Atos 4.31 — O lugar onde a igreja ora, treme; Atos 5.12,15 — Muitos sinais e prodígios são efetuados; Atos 8.6 — Filipe realiza sinais em Samaria; Atos 9 — A conversão de Saulo é seguida da sua cura; Atos 12 — Pedro é libertado pelo anjo do Senhor; Atos 16.26 – Ocorre um terremoto em Filipos; Atos 19.11- Pelas mãos de Paulo, Deus fazia milagres; Atos 28.8,9 – Deus cura os enfermos de Malta pela oração de Paulo. Hoje há dois extremos na igreja: aqueles que negam os milagres e aqueles que os inventam”. (LOPES, Hernandes Dias. Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012, p.69).
    4. Avivamento e o extraordinário
      ”… é preciso ressaltar que algumas vezes sinais extraordinários acompanham esse fenômeno [o avivamento], uma vez que Deus está operando com poder incomum naquele momento da história de seu povo. Por essa razão, podem acontecer curas extraordinárias, livramentos miraculosos, percepções inéditas da beleza e glória de Deus”. (FERREIRA, Franklin. Avivamento para a igreja: o papel do Espírito Santo e da oração na renovação da igreja. São Paulo: Vida Nova, 2015, p.119.)
    5. Sinais e prodígios
      “Coisas incomuns acompanham o que Deus realiza, e a Bíblia embasa isso em Romanos 15:17-20: ‘Portanto, tenho motivo para me gloriar em Cristo Jesus, nas coisas pertinentes a Deus; porque não ousarei falar de coisa alguma senão daquilo que Cristo tem feito por meu intermédio, para obediência dos gentios, em palavra e ação, pelo poder sinais e prodígios, no poder do Espírito Santo; de modo que […] desde Jerusalém e arredores, até o Ilírico, tenho proclamado plenamente o evangelho de Cristo […]’. O apóstolo pregou Cristo pela força de ‘sinais’ e ‘prodígios’, pelo ‘poder do Espírito Santo’. A Palavra de Deus, revelada na Sagrada Escritura, é acompanhada de poder autenticador, de sinais e prodígios operados pelo poder do Espírito Santo – e isso fica muito evidente em tempos de avivamento” (FERREIRA, Franklin. Avivamento para a igreja: o papel do Espírito Santo e da oração na renovação da igreja. São Paulo: Vida Nova, 2015, pp.119-120)

Dicas da lição 12 – "As marcas do evangelho"

As marcas do evangelho

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Dicas

Quebrando o Gelo: Ao estudar a introdução, o (a) professor (a) poderá previamente combinar com um ou dois alunos que têm alguma cicatriz de corte ou ferida em seu corpo, para contar a história dessa cicatriz de maneira objetiva, no primeiro momento da introdução da aula. Assim, poderemos fazer um comparativo com o que Paulo estava querendo dizer aos gálatas se referindo às suas marcas e cicatrizes literais, como consequência do amor a Jesus Cristo.
Vídeo: No Item 1: A marca da perseguição, cite os trechos mais importantes desse item e após, aplique o vídeo “o preço por escolher Jesus” disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Ev-xpoyg6lQ
Divisão em grupos: Se possível, divida a classe em dois grupos e, de maneira breve, peça a cada grupo para formular uma resposta para questão 1: Fale porque assim como apóstolo Paulo foi perseguido, os cristãos seriam? Baseado no item 1 e no vídeo aplicado.
Vídeo 2: No Item 2: A marca da glória, aplique o video “Lista Mundial da Perseguição 2017” Do ministério Portas Abertas, conscientizando os alunos tanto do significado e consequência da igreja prezar pela cruz, quanto do nosso eterno dever de orar pela igreja perseguida. O mapa da perseguição mundial aos cristãos na atualidade está disponível no link: https://www.youtube.com/watch?time_continue=207&v=phjC0LORHhg
Momento de oração: Após a leitura do desafio da semana ou do Momento Missionário, você poderá convidar sua classe para darem as mãos e orar em favor da pregação do evangelho da cruz, para que a igreja continue avançando apesar das perseguições. Aproveite e cite igrejas cristãs de alguns países citados no vídeo “Lista Mundial da Perseguição 2017”, onde a igreja é severamente perseguida.
Material de apoio: Use os comentários adicionais, disponíveis no espaço abaixo, para complementar a aula.

Comentários Adicionais

    1. A crucificação do mundo
      “Ele [Paulo] não diz: ‘Eu crucifiquei o mundo’, e sim, ‘ o mundo foi crucificado para mim’. Em outros termos, ele dá testemunho do fato de que o Espírito Santo, por meio dada doutrina da cruz, realizou uma poderosa obra em sua alma. O ‘mundo’, ou seja, todos os prazeres e tesouros terrenos, honras e valores mundanos, que lutam para afastar a alma de Cristo, perderam seus encantos para Paulo.” (HENDRIKSEN, William. Comentário do NT – Gálatas. Tradução: Valter G. Martins. São Paulo: Cultura Cristã, 2009, p. 292).
    2. A crucificação de Paulo
      “(…) Paulo morrera para o mundo, ou seja, ele veio a tornar-se um objeto de desprezo para todos quantos põem sua esperança nos prazeres e tesouros, honrarias e valores mundanos, que afastam a alma para longe de Cristo. Duncan expressa corretamente a idéia: ‘os ideais e a perspectiva de Paulo se tornaram tão espirituais e antimundanos, que o mundo pode desconsiderá-lo, como se ele [Paulo] deixasse de existir”. (HENDRIKSEN, Willian. Comentário do NT – Gálatas. Tradução: Valter G. Martins. São Paulo: Cultura Cristã, 2009, p. 292).
    3. Conexão e desconexão
      “Como comparação: Quando um parte de um país é desmembrada de um território, toda uma rede de dependências se torna obsoleta. Assim Paulo foi desconectado, por meio da cruz de Cristo, da rede de relações anterior e transferido para uma nova rede, na esfera de poder e da bênção de Cristo (Cl 1.13). (POHL, Adolf. Comentário Esperança: Carta aos gálatas. Tradução de Werner Fuchs. Curitiba: Esperança, 1999, p.207).
    4. “Não me moleste”
      “[…] esta declaração parece ter sido introduzida um pouco abruptamente como uma observação de despedida. [Paulo] espera que ninguém lhe cause mais problemas. Pode ser que este seja o modo delicado de Paulo terminar a Epístola com uma nota de apelo pessoal, como se fosse dizer: ‘tenham em mente todos os problemas que já me causaram e que seja para vergonha sua se ainda me causarem mais’.” (GUTHRIE, Donald. Gálatas: introdução e comentário. Tradução de Gordon Chown. São Paulo: Vida Nova, 1984, pp. 196-197).
    5. As marcas de Jesus
      “As marcas de Jesus seriam cicatrizes da perseguição. Alguns dos gálatas tinham visto aquelas cicatrizes. Eram as marcas de Jesus no sentido de terem sido incorridas na causa de Jesus. Tendo em vista aquelas cicatrizes, os gálatas devem evitar qualquer tormento adicional.” (GUTHRIE, Donald. Gálatas: introdução e comentário. Tradução de Gordon Chown. São Paulo: Vida Nova, 1984, p. 197).

Dicas da lição 11 – "O próximo e o evangelho"

O próximo e o evangelho

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Dicas

Dinâmica: Cuide das bexigas.
Dê uma bexiga para cada aluno da classe. Peça que cada um encha a sua bexiga. Você, professor (a), terá cinco bexigas e as encherá também. Explique aos alunos que a bexiga pela qual ficaram responsáveis representa uma vida, a deles. Agora, peça-lhes que joguem a bexiga para cima sem deixa-la cair no chão nem estourar. No momento em que todas as bexigas estiverem no ar, jogue as outras cinco que estiverem em sua posse (estas, representam outras vidas). Note que os alunos terão dificuldade para cuidar da bexiga deles e das outras cinco.
Ao término dessa dinâmica, comente com a classe que embora não seja fácil, é preciso cuidarmos não somente da nossa vida, mas das outras pessoas também. Essa dinâmica deverá ser aplicada ao se estudar o item 1: Cristãos que compartilham fardos.
Vídeo: Ao estudar o item 2: Cristãos que compartilham bênçãos, passe o vídeo intitulado “A parábola do bom samaritano” para enfatizar à classe o exemplo de bondade que Jesus quer que sigamos ao contar essa parábola. O vídeo pode ser acessado por meio do link: https://www.youtube.com/watch?v=yM2GyPQgL0A
Desafio de bondade: Após ler o desafio da semana, desafie à classe a levar, na próxima aula, um quilo de alimento não perecível, ou uma quantia em dinheiro, ou peças de roupas em boas condições. Explique-os que os alimentos, valores e, ou, roupas arrecadadas serão destinados a alguém que está passando por necessidades. Peça a ajuda de seu pastor quanto à distribuição e destinação desses itens.
Material de apoio: Use os comentários adicionais, disponíveis no espaço abaixo, para complementar a aula.

Comentários Adicionais

    1. Uma autoimagem baseada no evangelho
      “[…] o evangelho cria uma nova autoimagem, como vimos antes. Ele me humilha diante de todo o mundo, dizendo-me que sou um pecador salvo só pela graça. Mas também me encoraja diante de todo o mundo, dizendo-me que sou amado e honrado pelos únicos olhos do universo que de fato contam. Portanto, o evangelho me dá uma ousadia e uma humildade capazes de coexistir e de crescer juntas”. (KELLER, Timothy. Gálatas para você. Tradução de Jurandy Bravo. São Paulo: Vida Nova, 2015, p.171).
    2. Restaurar: uma ação contínua
      “O que deve ser feito com aqueles que caem? A única maneira de levantar aqueles que caíram em pecado é a confrontação. Paulo diz: “… corrigi-o”. O termo grego katartizo significa “por em ordem” e “restaurar à condição anterior”. Como o verbo no grego está no presente, destaca uma ação contínua. A correção é para restauração, não se constituindo geralmente num único ato, mas em um procedimento persistente”. (LOPES, Hernandes Dias. Gálatas: a carta da liberdade cristã. São Paulo: Hagnos, 2011, p. 257).
    3. Semeando na carne
      “Toda vez que permitimos que a nossa mente abrigue um ressentimento, acalente uma queixa, entretenha uma fantasia impura ou chafurde na autopiedade, estamos semeando para a carne. Toda vez que permanecemos em má companhia a cuja influência insidiosa sabemos que não poderemos resistir, toda vez que permanecemos na cama quando deveríamos nos levantar para orar […] estamos semeando, semeando para a carne. Há cristãos que semeiam para a carne todos os dias e ficam se perguntando por que não colhem santidade. A santidade é uma colheita […]”. (STOTT, John. A mensagem de Gálatas: somente um caminho. Tradução de Yolanda Mirdsa Krievin. São Paulo: ABU Editora, 2007, p. 155).
    4. Colhendo corrupção
      “‘…corrupção…’ No grego é phthora, que significa “decadência”, “destruição”. A morte física é aqui ilustrada, sendo frisada a colheita espiritual degradada que uma pessoa inevitavelmente terá de colher, se porventura investir sua vida diária na carne, por viver para a carne”. (CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento Interpretado: versículo por versículo: vol. 4. São Paulo: Hagnos, 2014, p. 663).
    5. Um amor que transborda a todos
      “No entanto, é preciso lembrar de compartilhar com outros cristãos para que todos compartilhem com um mundo necessitado. O cristão na família da fé coloca-se como receptor, a fim de se tornar um transmissor. Ao ‘[crescermos] e [aumentarmos] no amor uns para com os outros’ (1 Ts 3:12), esse amor deve transbordar a todos. É assim que deve ser.” (WIERSBE, Warren W. Comentário bíblico expositivo: Antigo Testamento: vol. V. Tradução de Susana E. Klassen. Santo André: Geográfica Editora, 2006, p. 947).

Dicas da lição 10 – "O caráter do evangelho"

O caráter do evangelho

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Dicas

Dinâmica: Quebra cabeça em formato de coração, peça do meio uma bússola.
Conforme o perfil de sua classe, escolha alunos ou solicite voluntários para esta atividade. Distribua entre os referidos alunos da classe peças de um quebra cabeça em formato de coração, (este material deve ser levado pelo professor conforme desenho abaixo, já recortado e em pedaços). Solicite aos alunos montá-lo, como são apenas 08 peças não tomará muito tempo da aula. Quando conseguirem completar, observarão que no centro do coração aparece uma bússola. (A bússola é um instrumento simples, de apenas uma peça móvel que possui uma agulha magnética que aponta para o Norte. Por causa de uma força invisível chamada magnetismo, a agulha da bússola alinha-se com o campo magnético que circunda a Terra entre os polos. Já por séculos, exploradores e viajantes usam a bússola para guiar seu caminho por terra e mar).
Após concluída a montagem, o professor explica que o coração representa o homem, que quando anda dirigido e guiado pelo Espírito Santo (que é representado nesta atividade como a bússola). Então, para possuir um caráter cristão deve-se portanto, ter uma constância em se andar no Espírito, de modo que se tenha a mente e o caráter do Evangelho de Cristo.

Vídeo: Procurar no https://www.youtube.com o vídeo do louvor “Mix Espirito Santo, enche a minha vida – 3min:36seg de Beit Lehem” – Após conclusão da lição. Louvor com a igreja. Fale com segurança que o louvor e a exaltação ao Espírito Santo é importante para recebê-lo, pois reflete a alegria da adoração.
Desafio de gratidão: Conte o testemunho de uma pessoa que viveu guiada pelo Espírito Santo, pode ser conhecido, familiar ou algum personagem Bíblico. Exemplos: o próprio Jesus Cristo, Pastor João Augusto da Silveira, Martin Luther King, o povo de Israel que foi guiado pelo Espírito Santo em toda caminhada no deserto, profetas Isaías, Jeremias, rainha Ester entre outros. Se preferir peça que alguém da classe cite tais exemplos.
Material de apoio 1: (papel cartolina onde deverá ser confeccionado desenho do coração fragmentado no formato de quebra cabeça). Na peça principal do centro, o desenho de uma bússola.
Material de apoio 2: Use os comentários adicionais, disponíveis no espaço abaixo, para complementar a aula.

Comentários Adicionais

    1. Espírito que nos liberta do poder do pecado
      “O ser humano precisa ser liberto de si mesmo e da tirania de sua natureza pecaminosa. Os legalistas acreditavam que poderiam resolver esse problema com leis e com ameaças, mas Paulo explica que não há leis que bastem para mudar a natureza essencialmente pecaminosa do ser humano. O que faz toda diferença não é a lei exterior, mas sim o amor interior. Precisamos de outro poder dentro de nós, e esse poder vem do Espírito Santo de Deus”. (WIERSBE, Warren W. Comentário bíblico expositivo: Novo testamento: vol. 1. Tradução de Susana E. Klassen. Santo André: Geográfica, 2006, p.937)
    2. Espírito Santo, o capacitador
      “Encontramos em Gálatas pelo menos catorze referências ao Espírito Santo. Quando cremos em Cristo, o Espírito passa a habitar dentro de nós (Gl 3:2). Somos “nascidos segundo o Espírito”, como Isaque (Gl 4:29). É o Espírito Santo no coração que dá a certeza da salvação (Gl 4:6); e é o Espírito Santo que capacita a viver para Cristo e a glorificá-lo. O Espírito Santo não é apenas uma “influência divina”; é uma Pessoa divina, assim como o Pai e o Filho. Na cruz, o Filho pagou o preço daquilo que o Pai planejou para nós, e o Espírito personaliza e aplica isso à nossa vida quando nos sujeitamos a ele”. (WIERSBE, Warren W. Comentário bíblico expositivo: Novo testamento: vol. 1. Tradução de Susana E. Klassen. Santo André: Geográfica, 2006, p.937).
    3. O Espírito que edifica
      “A menos que o Espírito Santo de Deus tenha permissão de encher o coração dos cristãos com o amor de Deus, o egoísmo e a competição tomarão conta da congregação. Nas igrejas da Galácia, os dois extremos – os legalistas e os libertinos – destruíam a comunhão. O Espírito Santo não trabalha no vácuo. Ele usa a Palavra de Deus, a oração, a ado ração e a comunhão dos cristãos para nos edificar em Cristo. O cristão que passa algum tempo diariamente lendo a Palavra e orando e que se sujeita à obra do Espírito desfrutará liberdade e ajudará a edificar a igreja”. (WIERSBE, Warren W. Comentário bíblico expositivo: Novo testamento: vol. 1. Tradução de Susana E. Klassen. Santo André: Geográfica, 2006, p.938).
    4. O fruto do Espírito
      “Em contrapartida a estas [obras da carne] é estabelecido agora o fruto, ou seja, o produto espontâneo e orgânico do Espírito, porquanto somente através dele é que se pode vencer o mal. É o bem que lança fora o mal. Todavia, este fato de forma alguma anula a responsabilidade humana. Ao contrário disso, é pela operação do Espírito nos corações dos filhos de Deus que estes se tomam dinâmicos. Contudo, esta dinâmica não é o mesmo que escravidão. E a resposta livre, voluntária e agradecida dos corações e vidas dos crentes, oferecida a Deus pelos favores recebidos (Lc 6.44,45). É a expressão natural da nova vida, a vida “no Espírito”. (HENDRIKSEN, William. Comentário do NT – Gálatas. Tradução de Valter G. Martins. São Paulo: Cultura Cristã, 2009, p.320)
    5. Ande pelo Espírito
      “[…] “Se a fonte de nossa vida é o Espírito, ao Espírito também deve-se permitir dirigir nossos passos, de maneira que cresçamos, avançando passo a passo para o alvo de uma plena consagração ao Senhor”. Este andar pelo Espírito é a única maneira de liqüidar de modo final aquilo que já recebeu o golpe fatal. Esta é a única maneira de lidar com “a came com suas paixões e desejos”. Devemos destruir o poder do negativo por meio do Positivo Invencível, o Espírito Santo”. (HENDRIKSEN, William. Comentário do NT – Gálatas. Tradução de Valter G. Martins. São Paulo: Cultura Cristã, 2009, p.327)

Dicas da lição 9 – "O legalismo e o evangelho"

O legalismo e o evangelho

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Dicas

Divisão em grupos: Divida a classe em dois grupos. O primeiro grupo ficará responsável para falar sobre os prejuízos do legalismo à fé cristã, com base no item 1: O legalismo é a religião do mérito e da escravidão. O segundo grupo comentará sobre os benefícios do evangelho à fé cristã, com base no item 2: O evangelho é o caminho da fé e da liberdade. Dê um tempo de, aproximadamente, 5 minutos, para que os grupos discutam o assunto. Em seguida, conceda 5 minutos para cada grupo expressar seu comentário sobre os assuntos que lhes foram solicitados. Sugira aos grupos exemplos práticos sobre os temas.
Vídeo 1: Ao estudar a primeira aplicação: Entenda a gravidade do legalismo, mostre à classe o vídeo denominado “Legalismo”, em que o Rev. Hernandes Dias Lopes, explica sobre os perigos do legalismo. O objetivo é somente para reforçar o entendimento da ideia expressa na aplicação. O vídeo pode ser encontrado no link: https://www.youtube.com/watch?v=5wQ8r6jNVQE
Vídeo 2: Ao estudar a segunda aplicação: Entenda a sublimidade do evangelho, mostre à classe o vídeo denominado “Eu sou o pão da vida”, como reforço do conteúdo expresso na aplicação. Para acessar o vídeo, clique no link: https://www.youtube.com/watch?v=O0Tdp050eJc
Material de apoio: Use os comentários adicionais, disponíveis no espaço abaixo, para complementar a aula.

Comentários Adicionais

    1. O legalismo já no Antigo Testamento
      “No profetismo do AT já se encontra forte crítica ao que pode ser caracterizado como um tipo de legalismo: as leis e ritos são cumpridos exteriormente e não é colocada a devida ênfase na mudança interior, da qual deveriam proceder as ações concretas. Deus não se agrada de sacrifícios cumpridos solenemente sem uma mudança de atitude que atinja todos os âmbitos da vida (Is 1:10-17)” (BORTOLLETO FILHO, Fernando (Org.). Dicionário brasileiro de Teologia. São Paulo: Aste, 2008, p.563).
    2. O evangelho oposto ao legalismo
      “Nos evangelhos, Jesus critica, na linha dos profetas, o cumprimento exterior da lei. A esse respeito, é significativo o Sermão do Monte (cf. Mt 5.17-48), no qual Jesus convida a exceder em muito a justiça dos escribas e fariseus (Mt 5.20). (…) O problema é que, nesta seita judaica (que não pode ser confundida com o judaísmo como um todo), o cumprir a lei havia se tornado exterior, desconectado da vida em sua totalidade e, neste sentido, hipócrita. Esse cumprir a lei exteriormente, sem uma mudança de postura mais abrangente, é uma das características centrais disso que hoje denominamos legalismo e que já vemos refutado por Jesus em seus embates com os fariseus”. (BORTOLLETO FILHO, Fernando (Org.). Dicionário brasileiro de Teologia. São Paulo: Aste, 2008, p. 564).
    3. Falência
      “Paulo usa três frases para descrever as perdas que o cristão sofre quando deixa a graça e se volta para a Lei: ‘Cristo de nada vos aproveita’ (Gl 5:2); ‘Está obrigado a guardar toda a lei’ (Gl 5:3); ‘De Cristo vos desligastes’ (Gl 5:4). Isso nos leva à triste conclusão de Gálatas 5:4: ‘da graça decaístes’. O legalismo não apenas tira do cristão a sua liberdade, como também o priva de suas riquezas espirituais em Cristo. O cristão vivendo sob a Lei torna-se um escravo falido”. (WIERSBE, Warren W. Comentário bíblico expositivo: Novo testamento: vol. 1. Tradução de Susana E. Klassen. Santo André: Geográfica, 2006, p.933).
    4. Decair da graça
      “Ter ‘decaído da graça’ não significa ter perdido a salvação, mas sim ‘ter saído da esfera da graça de Deus’. Não podemos misturar graça e Lei. Se decidimos viver dentro da esfera da Lei, não poderemos viver na esfera da graça. Os cristãos da Galácia haviam sido enfeitiçados pelos falsos mestres (…) e, desse modo, desobedeciam à verdade (…). Em decorrência disso, submeteram-se de novo ao jugo de escravidão e, por isso, encontravam-se em sua situação de ‘decaídos da graça’”. (WIERSBE, Warren W. Comentário bíblico expositivo: Novo testamento: vol. 1. Tradução de Susana E. Klassen. Santo André: Geográfica, 2006, p.934).
    5. O que o evangelho faz
      “Qualquer pessoa que insista em dizer que o evangelho nos encoraja a pecar simplesmente ainda não o entendeu nem começou a experimentar seu poder. (…). O evangelho o liberta para viver do jeito que quiser. Mas, se, pelo evangelho, você entende de verdade quem é Jesus e o que ele tem feito em seu favor, então se perguntará: Como posso viver para ele?”. (KELLER, Timothy. Gálatas para você. Tradução de Jurandy Bravo. São Paulo: Vida Nova, 2015, p.150).

Dicas da lição 8 – "A liberdade do evangelho"

A liberdade do evangelho

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Dicas

Testemunho: Ao iniciar o estudo da lição, chame uma pessoa, previamente convidada, para dar um breve testemunho pessoal de sua transformação por meio do evangelho de Jesus. O testemunho deve ser breve, não podendo ultrapassar 3 minutos.
Dinâmica: Caixas de papelão e papel sulfite.
Para explicar o item 2: Uma ilustração adequada, use duas caixas de papelão pequenas (podem ser do tamanho de uma caixa de sapatos). Uma delas representará Agar; a outra representará Sara.
Na caixa que representará Agar, ponha papéis sulfite, escritos em cada um deles, em letras grandes: filhos para a escravidão; salvação pelas obras; Ismael; Jerusalém terrena.
Na caixa que representará Sara, ponha papéis sulfite, escritos em cada um deles, em letras grandes: filhos para a liberdade; salvação pela fé; Isaque; Jerusalém celestial. À medida em que os papéis forem sendo tirados das respectivas caixas, o (a) professor (a) da classe discutirá com a classe sobre o que estiver escrito neles.
Ilustração: Ao estudar o item 3: Uma aplicação necessária, leia para a classe a ilustração denominada: Um presente especial. A mesma pode ser encontrada acessando-se o link: https://ipbicara.wordpress.com/2012/06/14/ilustracao-sobre-graca/ Após a leitura, faça uma ligação entre a ilustração apresentada e a Graça de Deus, mostrando a importância do sacrifício de Jesus e a impotência de nossas obras quanto ao mérito da salvação.
Material de apoio: Use os comentários adicionais, disponíveis no espaço abaixo, para complementar a aula.

Comentários Adicionais

    1. Sobre a alegoria
      “Algumas pessoas ficam incomodadas por Agar (na história real, uma vítima inocente) representar algo negativo em Gálatas 4, ao passo que Sara (na história real, uma colaboradora incrédula de Abraão) representa algo positivo. Precisamos nos lembrar, contudo, que o próprio Paulo ressalta: “isso é uma alegoria” (v.24). Em outras palavras, embora devamos ler o relato como uma história verídica e com ele aprender lições teológicas e morais, não é o que Paulo está fazendo aqui. Ele considera essa história uma ilustração muito boa e simbólica da graça e das obras […]. Apenas quer usá-la como ilustração de uma verdade bíblica. Como vimos, quer usá-la para virar o jogo contra seus oponentes”. (KELLER, Timothy. Gálatas para você. Tradução de Jurandy Bravo. São Paulo: Vida Nova, 2015, pp.128-129).
    2. A estratégia de Paulo
      “Uma vez que os judaizantes costumavam apelar para a Lei, Paulo aceita seu desafio e emprega a própria Lei para provar que os cristãos não estão mais sob o jugo do legalismo. Usa a história conhecida de Ismael e Isaque (Gn 16-21), extraindo desse relato verdades espirituais acerca da relação do cristão com a Lei de Moisés. Os acontecimentos descritos são reais, mas Paulo os emprega na forma de alegoria, ou seja, de uma narrativa com significado subjacente mais profundo”. (WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo: Novo Testamento: volume 1. Tradução: Susana E. Klassen. Santo André: Geográfica, 2006, p.927).
    3. Não alegorize, a não ser que a Bíblia assim o faça
      “A forma de Paulo usar Gênesis nesta seção não significa que podemos descobrir “significados ocultos” em todos os acontecimentos do Antigo Testamento. Se usarmos essa abordagem em nosso estudo da Bíblia, poderemos encontrar praticamente qualquer significado que desejarmos, e é assim que surgem muitos falsos ensinamentos. O Espírito Santo inspirou Paulo a discernir o significado subjacente dessa história em Gênesis. Devemos sempre interpretar o Antigo Testamento à luz do Novo Testamento, e, quando o Novo Testamento assim o permitir, podemos buscar alguns significados que não se encontram imediatamente visíveis. De outro modo, devemos aceitar as declarações objetivas das Escrituras sem tentar “espiritualizar” tudo”. (WIERSBE, Warren W. Comentário bíblico expositivo: Novo Testamento: volume 1. Tradução: Susana E. Klassen. Santo André, SP: Geográfica, 2006, p. 921)
    4. Mestres que escravizavam
      “Sem dúvida, os judaizantes eram homens carismáticos. Possuíam credenciais de autoridades religiosas (2 Co 3:1), apresentavam padrões elevados e tinham grande cuidado com o que comiam e bebiam. Realizavam um trabalho bem-sucedido de granjear convertidos e de divulgar suas realizações (Gl 4:17, 18, 6:12-14). Tinham regras e parâmetros que abrangiam todas as áreas da vida; com isso, seus seguidores podiam identificar com facilidade quem era ‘espiritual’ e quem não era. No entanto, os judaizantes conduziam o povo à escravidão e derrota, não à liberdade e vitória, e seus seguidores não conseguiam distinguir entre uma coisa e outra”. (WIERSBE, Warren W. Comentário bíblico expositivo: Novo Testamento: volume 1. Tradução: Susana E. Klassen. Santo André, SP: Geográfica, 2006, p. 931)
    5. Libertos da maldição da lei
      “O que Paulo quer dizer quando fala de liberdade? Antes de tudo ela implica libertação. Esta libertação às vezes é concebida como sendo um resgate da culpa e do poder do pecado (Rm 6.18); e, portanto, de uma consciência acusadora (Hb 10.22), da ira de Deus (Rm 5.1; cf. Hb 10.27) e da tirania de Satanás (2 Tm 2.26; cf. Hb 2.14). Contudo, embora tudo isto esteja provavelmente incluído no uso que Paulo faz do termo aqui (G15.1,13), o contexto indica que ele está pensando particularmente em ser liberto da “lei”, ou seja, em ser liberto daquela maldição que a lei pronunciou contra o pecador que esteve tentando com extremo esforço – decerto sem qualquer sucesso -, alcançar sua própria justiça (G13.13,22-26; 4.1 -7), mas que agora, pela graça de Deus, se achegou a Cristo e à salvação que nele há”. (HENDRIKSEN, William. Comentário do NT – Gálatas. Tradução de Valter G. Martins. São Paulo: Cultura Cristã, 2009, p.276)

Dicas da lição 7 – "O pastor e o evangelho"

O pastor e o evangelho

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Dicas

Dinâmica 1: Papel e caneta.
No inicio da aula peça para os seus alunos escreverem numa folha uma palavra que lhes faça lembrar o significado do evangelho. Observe as reações deles e identifique se realmente eles entenderam o que significa o verdadeiro evangelho. Argumente que há muitas palavras que podem ser usadas para descrever o evangelho, mas que a principal palavra que descreve o evangelho é Cristo, que é, também, o centro do evangelho. Destaque que muitas vezes falamos do que o evangelho fez por nós, testemunhamos de nós, e não quem é Cristo.
Dinâmica 2: Caixa de papel.
No item 3: A oportunidade, peça para que cada um dos seus alunos deposite as palavras que escreveram (na dinâmica 1) numa caixa de papel e sugira que falem uma situação na qual já tiveram oportunidade de falar de Cristo a alguém. Ex.: “ônibus”, “fila do banco”, etc. Em seguida, passe a caixa com as palavras escritas e peça-lhes que falem de Jesus conforme vão retirando as palavras da caixa.
Exemplo: se alguém escreveu “Amor”, “perdão”, “Graça”.
“Deus amou tanto o mundo que enviou o seu filho para perdoar os nossos pecados, sem merecermos. Nós estávamos debaixo a ira de Deus, mas pela sua graça, ele decidiu nos salvar”.
Destaque que assim como Paulo anunciou o evangelho num momento de doença, nós também podemos usar todos os nossos momentos para falar de Cristo. Não podemos esperar somente uma programação na igreja para testemunhar de Jesus.
Material de apoio: Use os comentários adicionais, disponíveis no espaço abaixo, para complementar a aula.

Comentários Adicionais

    1. A idolatria da religião bíblica
      “No fim, o religioso está tão perdido e escravizado quanto o ateu. Por quê? Ambos tentam ser seu próprio salvador e senhor, mas de maneiras diferentes. […] A bem da verdade, a idolatria e a escravidão da religião são mais perigosas do que as da irreligião, ainda que menos óbvias. A pessoa irreligiosa sabe que está distante de Deus, mas a religiosa, não.” (KELLER, Timothy. Gálatas para você. Tradução de Jurandy Bravo. São Paulo: Vida Nova, 2015, p.109,111).
    2. A certeza de ser “conhecido”
      “Paulo indica aos gálatas, no versículo 9, o retorno a uma relação sadia com o Pai. […] O que faz de alguém um cristão não é tanto o fato de conhecer a Deus, mas de ser conhecido por ele. “Conhecer” na Bíblia significa mais do que a ciência intelectual. Conhecer alguém é estabelecer relacionamento pessoal com a pessoa. Portanto, diz Paulo, não é tanto seu afeto e amor por Deus, mas, sim, o afeto e amor dele por você que faz de você um cristão.” (KELLER, Timothy. Gálatas para você. Tradução de Jurandy Bravo. São Paulo: Vida Nova, 2015, pp.111-112).
    3. Doente, porém não inativo
      “A enfermidade de Paulo enfraquecia seu corpo e doía em sua carne, mas não paralisava seus pés nem fechava seus lábios. A doença de Paulo não o tornou inativo; apenas mais quebrantado e dependente da graça. Longe de impedi-lo de ir à Galácia, a enfermidade foi a causa que o levou àquela província. Longe de ser uma porta fechada para o ministério, foi uma porta aberta para a evangelização.” (LOPES, Hernandes Dias. Gálatas: A carta da liberdade cristã. São Paulo: Hagnos, 2011, p. 187).
    4. Falsos pastores
      “Devemos ter cuidado com os obreiros religiosos que desejam nossa lealdade exclusiva, pois se consideram os únicos que sabem o que é certo. Pessoas assim nos usarão enquanto puderem e depois nos abandonarão em troca de outros seguidores – e a queda será dolorosa. Cabe ao líder espiritual amar e seguir a Cristo, não promover a si mesmo e a seu ministério. [Falsos pastores amam a si próprios]”. (WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo: Novo Testamento: volume 1. Tradução de Susana E. Klassen. Santo André: Geográfica, 2006, p. 926).
    5. Sem saber o que fazer – “Estou perplexo” (v. 20)
      “Paulo finaliza confessando que não sabe o que fazer. […] ele estava a 400 km de distância em Éfeso e, por um motivo qualquer estava impedido de ausentar-se de lá. Na verdade, tinha plena consciência das vantagens de um encontro pessoal em comparação com uma carta. […] Numa visita ele poderia reagir de acordo com a respectiva situação do diálogo e tornar-se muito mais insistente [mas, de longe, não dava pra fazer muita coisa”. (POHL, Adolf. Comentário Esperança: Carta aos Gálatas. Tradução de Werner Fuchs. Curitiba: Esperança, 1999, p. 157).

Dicas da lição 6 – "O papel da lei no evangelho"

O papel da lei no evangelho

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Dicas

Recapitulação: Ao estudar a introdução, faça um breve resumo das lições que já foram estudadas até aqui (a essência, a defesa, a origem, a justiça e o desprezo ao evangelho), antes de iniciar o estudo sobre a lei, apenas para recapitulação e para mostrar a continuidade do conteúdo da carta aos Gálatas no estudo da semana.
Vídeo: Reproduza o vídeo “Papo de Discípulo – Distinção das leis” quando expor o item 1: As funções das leis, para esclarecer os aspectos da lei de Deus de forma detalhada, disponível no link: https://www.youtube.com/watch?v=G7sf1ZJ_xeQ
Dinâmica: Material: Papel e Caneta
Na segunda Aplicação “Viva como um verdadeiro filho de Deus” aplique a seguinte dinâmica:
Escreva no papel em letras grandes: “Somos filhos de Deus, Por isso, obedecemos a sua lei”.
Peça para alguns alunos (no máximo três) interagirem, dizendo como foi ou como é sua criação com seus pais ou responsáveis. Podem dizer a profissão dos pais ou alguma característica marcante para eles.
Pergunte o que acontecia ou acontece, quando os filhos desobedeciam ou desobedecem aos pais (tanto como consequência de suas ações ou como a correção aplicada pelos pais pela desobediência).
Então, afirme que é dever dos filhos obedecerem seus pais, pois assim estão sendo protegidos por estes das consequências de seus erros quando são castigados.
Mostre o papel escrito para a classe e diga que assim como é dever dos filhos obedecer a seus pais, agora que somos adotados em Cristo por Deus, é nosso dever também obedecermos a Ele, como nosso Pai celestial. Fazemos isto observando a Lei moral de Deus, pois ela não nos salva, mas nos santifica e nos protege do erro e de suas consequências.
Utilize a fala dos próprios alunos sobre a obediência aos pais, para fazer a aplicação da dinâmica com respeito a obediência da lei de Deus.
Material de apoio: Use os comentários adicionais, disponíveis no espaço abaixo, para complementar a aula.

Comentários Adicionais

    1. Abraão versus Moisés. Não!
      “[…] ‘Deus é um’ (versículo 20 [Gl 3]), ou seja, o Deus que prometeu a Abraão e o Deus de Moisés, são uma e a mesma pessoa. Não podemos colocar Abraão e Moisés, ou a promessa e a lei, um contra o outro, tout simple. Se Deus é o autor de ambas, ele deve ter algum proposto para elas.” (STOTT, John R. W. A mensagem de Gálatas: somente um caminho. Tradução de Yolanda Mirdsa Krievin. São Paulo: ABU, 2007, p.81).
    2. Esboço da lei e da promessa
      “Paulo divide o assunto em duas partes. Os versículos 15-18 [Gl 3] são negativos, ensinando que a lei não anulou a promessa de Deus. Os versículos 19-22 são positivos, ensinando que a lei iluminou a promessa de Deus, tornando-a realmente indispensável. A primeira parte Paulo reforça uma ilustração extraída dos negócios humanos; e a segunda, respondendo a duas perguntas.” (STOTT, John R. W. A mensagem de Gálatas: somente um caminho. Tradução de Yolanda Mirdsa Krievin. São Paulo: ABU Editora, 2007, p.81).
    3. A lei transforma o pecado em transgressão
      “Paulo responde: Foi acrescentada [a lei] em razão das transgressões; isto é, ela foi dada ao homem além da promessa com o fim de despertar no seu coração e mente a consciência de sua culpabilidade. Uma vaga sensação de que algo não está bem consigo mesmo jamais o impulsionará a um Salvador. Só quando percebe que seus pecados são transgressões da lei daquele Deus que é também seu Juiz, e cuja santidade não pode tolerar digressões, semelhantes desvios do caminho traçado, é que ele, quando o Espírito Santo aplica esse conhecimento ao seu coração, clamará por libertação.” (HENDRIKSEN, William. Comentário do NT – Gálatas. Tradução de Valter G. Martins. São Paulo: Cultura Cristã, 2009, p.170).
    4. A Plenitude dos tempos
      “Como nos negócios humanos o pai determina um limite de tempo para a menoridade do seu filho, assim também há um cronograma com Deus. A frase grega pleroma tou chrounou significa literalmente ‘a plenitude do tempo’, chamando a atenção para a importância crítica deste evento.” (GUTHRIE, Donald. Gálatas: introdução e comentário. Tradução: Gordon Chown. São Paulo: Vida Nova e Mundo Cristão, 1984, p.143).
    5. Pai próximo
      “Seu amor de Pai não está mais apenas lá longe, bem no fundo ou bem no alto, não mais apenas em livros, hinos, dogmas e catedrais, não mais em meras teorias e seqüências de pensamentos, não apenas algo que existiu no passado ou sempre só nos outros, porém que está habitando no centro da própria pessoa. Pelo fato de que o Espírito permite degustar dessa maneira da condição de filho, de certo modo como saudação da casa do Pai […].” (POHL, Adolf. Comentário Esperança: Carta aos gálatas. Tradução de Werner Fuchs. Curitiba: Esperança, 1999, p.148).

Dicas da lição 5 – "O desprezo do evangelho"

O desprezo do evangelho

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Dicas

Ilustração: Material: Jarra de vidro ou transparente com água, para que fique bem visível seu conteúdo; sal, e uma colher.
Aplique a ilustração já no início da lição – antes do tópico 1. Primeiro mostre aos alunos a jarra com a água limpa e transparente, e explique que assim foi o evangelho de Cristo apresentado por Paulo aos gálatas – “puro e incorruptível em sua essência”, mas quando acreditaram nos falsos profetas e acrescentaram as práticas judaizantes aquela pregação pura foi alterada.
E nesse momento acrescente o sal e mexa com a colher, e ofereça para os alunos. Possivelmente ninguém irá querer tomar água com sal, pois mesmo que na jarra ainda “parece” ter somente água, sua pureza foi alterada acrescentando outro elemento e assim se tornou impropria para o consumo. Assim o evangelho de Cristo quando acrescentado qualquer elemento, pode até parecer que continua o mesmo, mas sua essência é alterada.
Vídeo: No tópico 2. – O desprezo é promovido – passe aos alunos o vídeo “O evangelho falso procede de homens” do Pr. Solano Portela, no link: https://www.youtube.com/watch?v=P-JfawWkKto
Dinâmica: Material: Alguns bombons.
Chame alguns alunos a frente da sala, ou dependendo do tamanho da turma faça a dinâmica com todos, diga que fará algumas perguntas rápidas e quem acertar ganhará um bombom. Utilize como base das perguntas contas de matemática, sendo para algumas contas fáceis (exemplo: 2 + 2?), já para outros, contas mais difíceis (exemplo: raiz quadrada de 8?). Consequentemente alguns irão acertar e outros errar. Explique que no pensamento humano só ganhamos algo por merecimento (então dê bombons para aqueles que acertaram a pergunta), mas quando tratamos da graça de Deus nenhum de nossos esforços em acertar será capaz de nos tornar merecedores do presente da salvação (neste momento também presenteie os que erraram), pois este vem somente pelo sacrifício de Jesus por nós na cruz.
Material de apoio: Use os comentários adicionais, disponíveis no espaço abaixo, para complementar a aula.

Comentários Adicionais

    1. O que é insensatez?
      “Um estudo da palavra ‘insensato’ ou ‘néscio’ em Lucas 24.25; Romanos 1.14; 1Timóteo 6.9, bem como em Tito 3.3, evidenciará que a palavra no original indica uma atitude do coração e não apenas um estado da mente. Refere-se não propriamente à obtusidade, mas à negligência pecaminosa de uma pessoa em usar seu poder mental para tirar o melhor proveito.” (HENDRIKSEN, William. Comentário do NT – Gálatas. Tradução de Valter G. Martins. São Paulo: Cultura Cristã, 2009, p. 136)
    2. Perguntas confrontantes
      “É como se Paulo estivesse perguntando: ‘Meus queridos gálatas, a direção que ora estão seguindo os faz mais felizes e seguros do que fazia aquela que anteriormente escolheram? Por qual via foram conscientizados de possuírem o Espírito Santo habitando em seu coração? Foi pela via de uma rigorosa escravidão às ordenanças cerimoniais, ou foi pelo exercício de fé em Cristo, de tal modo que ouviram e guardaram ansiosamente no coração a mensagem do evangelho?”. (HENDRIKSEN, William. Comentário do NT – Gálatas. Tradução de Valter G. Martins. São Paulo: Cultura Cristã, 2009, p. 138)
    3. Completamente cegos
      “Os crentes da Galácia estavam fascinados, enfeitiçados, completamente cegos. Depois de desfrutarem do evangelho com tal clareza, foram afetados pelo engano de Satanás. Paulo diz que eles estavam fascinados e com a ‘mente desordenada’ não apenas porque desobedeciam à verdade, mas também porque, após receberem um ensino tão claro, tão completo, tão amável e tão poderoso, apostataram imediatamente.” (LOPES, Hernandes Dias. Gálatas: a carta da liberdade cristã. São Paulo: Hagnos, 2011, p. 131)
    4. O arameu errante
      “Gn 15.6 testemunha que foi declarado justo o Abraão incircunciso (Rm 4.11,12), justificado por fé, não a partir da lei. Ainda não era um israelita, mas um ‘arameu errante’ (Dt 26.5b [BJ]), pertencendo à comunidade cultural da divindade lunar, que tinha seus centros religiosos em Ur e Harã. Segundo Rm 4.5 ele era um ‘ímpio’”. (POHL, Adolf. Esperança: Carta aos Gálatas Comentário. Tradução de Walter Fuchs. Curitiba: Esperança, 1999, p. 105)
    5. A maior de todas as bênçãos
      “Convém examinarmos que bênção era essa e como todas as nações viriam a herdá-la. A bênção é a justificação, a maior de todas as bênçãos, pois os verbos ‘justificar’ e ‘abençoar’ são usados como equivalentes no versículo 8. E o meio pelo qual a benção seria herdada é a fé. Sendo assim, os gálatas já eram filhos de Abraão, não pela circuncisão, mas pela fé”. (LOPES, Hernandes Dias. Gálatas: a carta da liberdade cristã. São Paulo: Hagnos, 2011, p. 138)

Dicas da lição 4 – "A justiça do evangelho"

A justiça do evangelho

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Dicas

Dinâmica – A sentença do Juiz: Papéis com o nome RÉU para cada aluno de um lado do papel; do outro lado do mesmo papel deve estar escrito “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:23). Papel com o nome ACUSADOR, escrito no verso: “Acuso o réu de pecar contra a lei de Deus e de se rebelar contra a vontade dele”; Papel com o nome ADVOGADO DE DEFESA, escrito no verso: “Em defesa do réu, peço sua absolvição porque a dívida dele foi paga. Eu morri em seu lugar para que tivesse perdão de seus pecados”; Papel com o nome JUIZ, escrito no verso: “Eu declaro o réu inocente, pois foi justificado por Jesus”.
Procedimento: Escolha 04 alunos para representar o RÉU, ACUSADOR, ADVOGADO DE DEFESA e JUIZ. Os demais alunos recebem um papel com o nome RÉU, atrás deve estar escrito o versículo, conforme descrição acima. Em seguida, aparece o aluno que representa o acusador, acusando o réu do seu pecado, conforme a descrição no verso do papel. Depois, vem o aluno representando Jesus como advogado, defendendo o réu, conforme a descrição no verso do papel. Por fim, aparece o aluno que representa Deus e lê a sentença dele como juiz: “Eu declaro o homem inocente, pois foi justificado por Jesus”. Em seguida, iniciem o estudo da lição.
Imagens ilustrativas: Baixe da internet duas imagens: Uma de uma coroa de espinhos, representando o sacrifício e a graça de Jesus; a outra, de um cordeiro sacrificado, representando os sacrifícios de animais e os ritos cerimoniais dos judeus. Compare ambas e discuta com a classe qual dos sacrifícios é suficiente para a nossa justificação. Faça isso ao estudar o item 1: A suficiência do evangelho.
Para sugestão de imagens, você poderá acessar os seguintes links: https://www.google.com.br/search?q=coroa+de+espinhos&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwjEgq_jaXaAhXJh5AKHRyNA0sQ_AUICigB&biw=1600&bih=745#imgrc=olE4BXk54MkCpM:
https://www.google.com.br/search?q=cordeiro+sacrificado&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwjYno2hqXaAhUDkJAKHeFJC7IQ_AUICygC&biw=1600&bih=745#imgrc=es7XuSVWQizLDM:
As imagens podem ser impressas em papel sulfite ou projetadas em Datashow.
Material de apoio: Use os comentários adicionais, disponíveis no espaço abaixo, para complementar a aula.

Comentários Adicionais

    1. A luta pela liberdade cristã
      “A primeira luta de Paulo pela liberdade cristã deu-se na assembléia em Jerusalém (At 15:1-35; Gl 2:1-10); a segunda, em seu encontro particular com Pedro (Gl 2:11-21). Se Paulo não houvesse se mostrado disposto a participar dessa batalha espiritual, a Igreja do primeiro século poderia ter se tornado apenas uma seita do judaísmo, pregando uma mistura de Lei e graça. Mas, por causa da coragem de Paulo, o evangelho permaneceu livre de qualquer legalismo e foi levado aos gentios de modo extremamente abençoado”. (WIERSBE, Warren W. Comentário bíblico expositivo: Novo testamento: vol. 1. Tradução de Susana E. Klassen. Santo André: Geográfica, 2006, p.902).
    2. Os inimigos do evangelho
      “Desde o tempo de Paulo, os inimigos da graça têm procurado acrescentar algo ao evangelho simples da graça de Deus. Dizem que a pessoa é salva pela fé em Cristo mais alguma coisa – boas obras, os dez mandamentos, batismo, associação a uma igreja, rituais religiosos -, e Paulo deixa claro que esses mestres estão errados. Na verdade, o apóstolo profere uma maldição contra todo aquele (seja homem ou anjo) que pregar qualquer outro evangelho diferente do evangelho da graça de Deus, cujo cerne é Jesus Cristo. [..] Mudar o evangelho é assunto sério”. (WIERSBE, Warren W. Comentário bíblico expositivo: Novo testamento: vol. 1. Tradução de Susana E. Klassen. Santo André: Geográfica, 2006, p.905)
    3. Uma lição difícil
      “Deus havia dado o Espírito Santo aos gentios que creram da mesma forma como o havia concedido aos convertidos judeus, de modo que não havia distinção. Foi uma lição difícil para os primeiros cristãos, depois de séculos de distinção entre judeus e gentios (Lv 11:43-47; 20:22-27). Em sua morte na cruz, Jesus havia quebrado as barreiras entre judeus e gentios (Ef 2:11-22), de modo que, em Cristo, não há qualquer diferença racial (Gl 3:28). Em seu discurso na assembléia, Pedro deixou claro que havia somente um caminho para a salvação: a fé em Jesus Cristo”. (WIERSBE, Warren W. Comentário bíblico expositivo: Novo testamento: vol. 1. Tradução de Susana E. Klassen. Santo André: Geográfica, 2006, p.904).
    4. Crucificado com Cristo
      “Estou crucificado com Cristo: a transformação da morte para a vida leva Paulo a discorrer sobre o meio pelo qual isto se dera, e seus pensamentos voltam-se instintivamente para a cruz de Cristo. Ele não oferece, no entanto, uma exposição teológica. Em lugar disso, demonstra o papel desempenhado pela cruz na sua própria experiência. É possível que esteja pensando nos efeitos objetivos da morte de Cristo desfrutados por todo crente, ou talvez esteja meditando sobre a comunhão do crente com Cristo ao ser chamado para suportar uma crucificação espiritual do “eu” semelhante à dEle”. (GUTHRIE, Donald. Gálatas: introdução e comentário. Tradução Gordon Chown. São Paulo: Mundo Cristão e Vida Nova, 1984, p.111).
    5. Entendendo a palavra “lei”
      Jamais percamos de vista que, nos escritos de Paulo, a palavra lei – assim como outras muitas palavras – tem mais de um significado […] De um lado, Paulo se regozija de não estar debaixo da lei (Rm 6.14, 15; cf. 7.6). Ele fala de estar livre da maldição da lei (G13.13). […] Mas, de outro lado, ele também nos diz que está “debaixo da lei de Cristo” (1 Co 9.2), e que “no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus” (Rm 7.22), e que “a lei é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom” (Rm 7.12), e que o amor – o mesmo que é descrito como sendo “o maior destes” (1 Co 13.13) – é o cumprimento da lei (Rm 13.10; cf. G15.14; 6.2)”. (HENDRIKSEN, William. Comentário do NT – Gálatas. Tradução de Valter G. Martins. São Paulo: Cultura Cristã, 2009, p.150)

Dicas da lição 3 – "A origem do evangelho"

A origem do evangelho

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Dicas

Reflexão 1: As diferenças entre o falso e o verdadeiro evangelho no século XXI. Escolha duas pessoas que tenham um bom tom de voz e boa dicção. Coloque uma ao lado da outra, defronte aos seus alunos, cada qual com uma folha de papel listando as características do falso e do verdadeiro evangelho – uma folha com as características do falso evangelho e outra folha com as características do verdadeiro evangelho, cada qual numeradas de 1 a 10.
Em tom de descontração, diga que a primeira pessoa representa o “DESEVANGELHO” e a outra pessoa representa o evangelho de Cristo. Peça para essas duas pessoas lerem, intercaladamente, cada um dos itens da lista, bem alto para todos ouvirem e em bom ritmo, sempre antecedendo cada fala com “O FALSO/VERDADEIRO EVANGELHO…”:

O FALSO EVANGELHO O VERDADEIRO EVANGELHO
1. Prega o reino da terra, aquisição de riquezas, prosperidade e boas coisas desse mundo 1. Prega as boas novas de salvação, permitindo o salvo em Cristo entrar no Reino de Deus
2. Prega uma mensagem que atende as necessidades humanas e que soa bem aos ouvidos 2. Prega o arrependimento, mudança de vida e a cruz (I Cor. 1: 8)
3. Apresenta uma mensagem centrada no homem e em suas vontades 3. Apresenta uma mensagem centrada unicamente em Cristo (I Cor. 2: 2)
4. Diz que estamos livres de problemas, senão não temos fé 4. Nos convence que podemos passar por aflições se estivermos dispostos a sofrer pelo evangelho
5. Prega mensagens de autoajuda 5. Prega a ajuda do alto (Rom 1: 16)
6. Leva as pessoas a acreditar que Deus é o verdadeiro dono do “baú da felicidade” 6. Espera que adoremos a Deus pelo que ele é, voluntariamente, em espírito e em verdade e não pelo que ele pode nos dar
7. Faz as pessoas adorar e idolatrar cantores gospel, apóstolos, bispos, pastores fazendo com que suas palavras tenham mais peso do que a Bíblia 7. Faz o pecador prostrar-se, humilhar-se e quebrantar-se diante do Deus Todo-poderoso (Mat. 15:25)
8. Ensina que apóstolos, bispos, pastores e líderes são “ungidos”, e como tal, são inquestionáveis. 8. Ensina que devemos examinar tudo e reter o que é bom (I Tess. 5: 19-22)
9. Ensina que podemos dar ordens a Deus, determinar, colocá-lo na parede como nosso servo. 9. Ensina que somos servos de Deus e que devemos obediência irrestrita à sua Palavra
10. Não incentiva a leitura e o estudo da Bíblia Sagrada para tornar possível sua deturpação 10. Incentiva o cristão a estudar e a praticar os ensinos bíblicos (Os. 4: 6, Atos 17: 11, II Pedro 3: 18)

Peça para seus alunos aplaudirem a apresentação e, se possível, distribua uma cópia com o quadro acima à classe.
Reflexão 2: Frases estranhas ao evangelho original de Cristo. Proponha uma reflexão sobre frases “evangélicas” comumente ouvidas no rádio, na televisão, pela internet e (pasmem!) até nos cultos de igrejas evangélicas. Leia algumas delas para mostrar que, ao dizê-las, podemos desvirtuar o verdadeiro sentido das boas novas de salvação. Eis algumas delas abaixo:
• Eu tenho certeza que aquele irmão morreu salvo e foi para a glória;
• Eu, como ministro do evangelho, declaro perdoado o adultério do Fulano com a Cicrana;
• O Senhor me disse para não pedir misericórdia porque ele vai fazer do seu jeito;
• Essa opressão satânica é hereditária;
• O anjo estava trazendo a sua bênção, mas voltou porque tu não estavas ligado!
• Sua fé é do tamanho da sua oferta;
• É preferível uma igreja com poucos membros, mas todos santos, do que uma igreja cheia de crentes comuns;
• Devemos orar de madrugada porque a fila é menor;
• O pastor Fulano de Tal é homem de Deus, ungido, mas não tem visão espiritual;
• “A minha vitória tem sabor de mel, tem sabor de mel, tem sabor de mel…”
• Tome posse da bênção.
E por aí vai…
Reflexão 3: Distorção subliminar do evangelho. Combine com um dos presentes na aula, aquele que notoriamente conta com grande credibilidade entre os irmãos da igreja, um presbítero de notável saber ou um outro professor da escola bíblica para, num dado momento combinado entre vocês, pedir a palavra, se levantar e fazer um comentário rápido. Esse comentário deverá conter informações que, sutilmente, depõe contra uma verdade bíblica. Quando essa pessoa concluir sua fala e se assentar, pergunte para a classe se há alguém que deseja fazer mais algum comentário. Se alguém se manifestar e contraditar o que fora falado a pouco, lhe dê os parabéns! Peça para todos o aplaudirem porque ele percebeu algo de estranho no ensino daquele irmão. Se ninguém se manifestar ou se os comentários seguintes confirmarem ou verterem para outro ponto, declare que aquilo que aconteceu a pouco fora uma encenação, ou seja, uma mostra de como podemos ser facilmente enganados. Enfatize a preocupação do apóstolo Paulo em orientar os irmãos da Galácia quanto ao cuidado com os falsos ensinos (que tem aparência de ensinos corretos e bíblicos).
OBSERVAÇÃO: Deixe bem claro que o comentário herético do irmão fora combinado previamente e tudo não passou de uma encenação.
Exemplo de um comentário com detalhe destoante da Bíblia: “Como podemos ver em Gálatas 1:13, a Bíblia mostra o quanto o apóstolo Paulo fora zeloso pelos princípios da religião judaica. Ele mesmo reconhece que perseguia a igreja de Cristo com o propósito de destruir aqueles que seguiam a doutrina de Jesus. Mas um dia ele teve um encontro com o Senhor dos senhores, foi transformado pelo evangelho e, assim, pode convencer aos cristãos a seguir as tradições dos anciãos e se tornou o grande apóstolo dos gentios.”
Bom, esperamos que VOCÊ tenha percebido o que tem de errado na fala acima!
Material de apoio: Use os comentários adicionais, disponíveis no espaço abaixo, para complementar a aula.

Comentários Adicionais

    1. A importância da procedência
      “Faço-vos, porém, saber: quando Paulo usa este método de expressão pretende chamar a atenção específica ao assunto que está para ser introduzido, como fica claro em 1 Coríntios 12:3; 15:1; 2 Coríntios 8:1. A origem do evangelho é de importância tão vital que não pode haver sombra de dúvida sobre ela. Todos os seus leitores devem conhecê-la. Continua sendo tão importante quanto nos dias de Paulo ter conhecimento desta questão, e sua cuidadosa explanação do assunto colocou os cristãos de todos os períodos da história em dívida para com ele”. (GUTHRIE, Donald. Gálatas: introdução e comentário. Tradução Gordon Chown. São Paulo: Mundo Cristão e Vida Nova, 1984, p.77).
    2. O evangelho não é humano
      “Não é de origem humana. Não foi forjado pelo intelecto humano. Não é um sistema filosófico, nem uma fé religiosa criada por algum gênio religioso. Além disto, não era um desenvolvimento humano da religião judaica. É algo sobre-humano, que não pode ser reduzido a termos humanos. A frase grega kata anthrõpon significa rigorosamente segundo o homem. A idéia é que o evangelho não se conforma com aquilo que o homem julga que um evangelho deve ser. Seu molde ou padrão era outro. Uma outra espécie de mente estava por detrás dele [a de Deus] Não há substituto para um evangelho dado por Deus”. (GUTHRIE, Donald. Gálatas: introdução e comentário. Tradução Gordon Chown. São Paulo: Mundo Cristão e Vida Nova, 1984, p.78).
    3. Paulo, antes do evangelho
      “É interessante observar as palavras usadas para descrever as atividades de Paulo quando ainda era Saulo de Tarso e perseguia a Igreja. Ele consentiu com o assassinato de Estêvão (ver At 8:1) e, depois, passou a assolar a igreja (ver At 8:3), separando famílias e colocando cristãos na prisão. O próprio ar que respirava encontrava-se saturado de ameaças e morte (At 9:1). Estava de tal modo determinado a destruir a Igreja que votou em favor da execução dos cristãos (At 22:4, 5; 26:9*11). O apóstolo menciona esses fatos em suas epístolas (1 Co 15:9; Fp 3:6; 1 Tm 1:13), admirando-se de que Deus tenha salvo um pecador como ele”. (WIERSBE, Warren W. Comentário bíblico expositivo: Novo testamento: vol. 1. Tradução de Susana E. Klassen. Santo André: Geográfica, 2006, p.897)
    4. Os efeitos do evangelho
      “E o mesmo Deus que salvou Paulo chamou-o para ser apóstolo e lhe deu a mensagem do evangelho. Assim, ao negar o apostolado de Paulo e seu evangelho, os judaizantes negavam sua conversão! Por certo, Paulo pregava a mesma mensagem na qual cria: a verdade que o havia transformado. Mas uma simples mensagem humana não é capaz de produzir tal mudança. A argumentação de Paulo é conclusiva: sua conduta passada como perseguidor da Igreja, somada à transformação extraordinária pela qual havia passado, provavam que sua mensagem e ministério eram provenientes de Deus”. (WIERSBE, Warren W. Comentário bíblico expositivo: Novo testamento: vol. 1. Tradução de Susana E. Klassen. Santo André: Geográfica, 2006, p.898).
    5. A universalidade do evangelho
      “… a comissão não era simplesmente pregar. Se tivesse sido expressa assim, com toda a probabilidade Paulo se teria confinado aos judeus, hebreu dos hebreus ardente como era. Mas a orientação da mesma, voltada para os gentios, parece tê-lo impressionado desde o momento da sua conversão […] Uma vez que esta notável característica do evangelho [sua universalidade] tivesse dominado o apóstolo, não é de admirar que ele sentisse tão profundamente as tentativas dos judaizantes que insistiam em escravizar os gentios às exigências rituais judaicas”. (GUTHRIE, Donald. Gálatas: introdução e comentário. Tradução Gordon Chown. São Paulo: Mundo Cristão e Vida Nova, 1984, p.83).

Dicas da lição 2 – "A defesa do evangelho"

A defesa do evangelho

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Dicas

Oração: Separe um momento na semana e ore pelos alunos da Escola Bíblica de sua IAP. Peça a Deus direção e sabedoria para que Ele fale a cada coração no estudo da presente lição e que todos os professores possam ser instrumentos para o ensino de Sua Palavra.
Vídeo: Antes de iniciar o item 1: O evangelho falso, mostre o vídeo denominado “O falso evangelho”: https://www.youtube.com/watch?v=K8q6Ex6_zNk
Dinâmica: Após o item 2: “O evangelho verdadeiro”, realize essa dinâmica chamada “Verdadeiro ou Falso?”.
Material: CD, DVD, relógio, bolsa, celular, roupa, perfume, etc.
Escolha um objeto dentre os citados no material para fazer a demonstração, observando que do mesmo objeto deve haver um verdadeiro (original, legítimo) e outro falso (pirateado).
Apresente-os para a classe e pergunte se há diferença entre os objetos – os alunos não devem saber que há um verdadeiro e outro falso. Pode haver respostas positivas e negativas, como também alguém pode levantar dúvidas sobre a veracidade dos objetos; aproveite a oportunidade e questione o porquê das respostas.
Há também, outra possibilidade de utilização desses objetos: você pode fazer a propaganda dos objetos falsos e verdadeiros, sem identificá-los como tal, mas observe a reação da turma diante das características dos objetos. Em seguida, faça a pergunta: “O que é necessário para que conheçamos que um objeto é verdadeiro ou falso?” Os alunos deverão emitir suas opiniões.
Para concluir, enfatize que é necessário conhecer as características do objeto e faça uma aplicação em relação ao falso e ao verdadeiro evangelho.
Direcionamento de Perguntas: No tópico II: Aplicando o ensino da carta, divida a classe em dois grupos e peça para um representante de cada grupo responder as perguntas 5 e 6 respectivamente em no máximo 3 minutos. Abra espaço para a outra equipe fazer comentários se for necessário.
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Comentários Adicionais

    1. Os desertores espirituais
      “A palavra grega metatithemi significa ‘transferir a fidelidade’. É usada em referência a soldados que mudam de partido na política, na filosofia ou na religião. Os gálatas eram vira-casacas religiosos e desertores espirituais. Estavam abandonando o evangelho da graça para abraçar o evangelho das obras”. (LOPES, Hernandes Dias. Gálatas: a carta da liberdade cristã. São Paulo: Hagnos, 2011, p. 49)
    2. Uma situação grave
      “Pode surgir a seguinte pergunta: […]Não é verdade que os judaizantes também criam em Jesus Cristo para a salvação, e que a única diferença entre Paulo e aqueles que dele discordavam era que ao requisito da fé, os últimos acrescentavam a obediência estrita a certas ordenanças mosaicas?’ A resposta é que o ‘acréscimo’ possuía a natureza de repúdio completo à redenção todo-suficiente de Cristo.” (HENDRIKSEN, William. Comentário do NT – Gálatas. Tradução: Valter G. Martins. São Paulo: Cultura Cristã, 2009, p. 58)
    3. Uma ideia repugnante
      “Para o apóstolo Paulo, a ideia de acrescentar méritos humanos ao mé- rito de Cristo era repugnante. A obra de Cristo na cruz foi consumada, e o evangelho de Cristo oferece salvação unicamente pela graça mediante a fé (Ef 2.8,9). O evangelho é o único meio pelo qual os homens podem ser salvos da condenação, pois sem o evangelho nenhuma pessoa pode ser aceita diante de Deus”. (LOPES, Hernandes Dias. Gálatas: a carta da liberdade cristã. São Paulo: Hagnos, 2011, p. 51).
    4. As acusações levianas
      “Os mestres do judaísmo estavam assacando contra Paulo as mais levianas acusações, não apenas pervertendo sua mensagem, mas duvidando de suas motivações. Paulo não fazia do seu ministério uma plataforma de relações públicas. Ele era um arauto, e não um bajulador. Jamais transigiu com a verdade para agradar a homens e jamais vendeu sua consciência para auferir alguma vantagem pessoal (2 Co 2.17)”. (LOPES, Hernandes Dias. Gálatas: A carta da liberdade cristã. São Paulo: Hagnos, 2011, p. 58)
    5. O polimento do evangelho
      “Não estavam em pauta apenas modificações do evangelho (v 8,9), mas também difamações pessoais. Porém Paulo tem para elas apenas dois breves questionamentos, para logo voltar novamente ao tema do ‘evangelho’. Ele sabe que, ao solaparem sua credibilidade pessoal, o objetivo é somente desestruturar a sua pregação. Por isso ele faz uma declaração importante para, por assim dizer, polir o seu Evangelho, assim como se pule um espelho, limpando-o de todos os sedimentos”. (POHL, Adolf. Comentário Esperança: Carta aos Gálatas. Tradução: Werner Fuchs. Curitiba: Esperança, 1999, p. 45)

Dicas da lição 1 – “A essência do evangelho”

A essência do evangelho

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Dicas

Dinâmica de participação: Leve para classe um envelope de carta escrito por fora “carta aos Gálatas” e dentro dele, em tiras cortadas de papel os tópicos da lição: 1. O autor da carta; 2. Os destinatários da carta; 3. A saudação da carta e 4. A essência da carta. A ideia é que a carta vá passando de mão em mão, ao som de uma música até que o professor ou professora pare a mesma para, em seguida, o aluno ou aluna que ficar com a correspondência, fale sobre o tópico correspondente. Peça que, no momento em que ele ou ela tirar do envelope o papel, atente para que comece do item 1 até o 4.
Mapa: exiba para seus alunos e alunas o mapa que mostra a região da Galácia. Este os ajudará a entender de que região Paulo estava falando e para quem estava escrevendo. Utilize a imagem no item 2. Os destinatários da carta.

(Foto: Divulgação/Wikipedia)

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Comentários Adicionais

    1. Paulo, o escritor
      “A atmosfera espiritual está carregada. Está quente e sufocante. Ameaça um forte temporal. O céu está escurecendo. À distância podem-se ver os relâmpagos; podem-se ouvir os trovões distantes. Enquanto se lê cada linha dos versículos 1 -5, à luz da época e do propósito da carta […], a turbulência atmosférica pode ser imediatamente detectada. O apóstolo [Paulo], apesar de estar sob pleno controle, pois está escrevendo sob a direção do Espírito Santo, está, porém, fortemente agitado, profundamente comovido. Seu coração e mente estão dominados por um misto de emoções. Contra os corruptores [os judaizantes] ele tem severas denúncias que fluem de uma santa indignação. Para os destinatários [os gálatas] há uma veemente desaprovação e um sincero desejo de que sejam restaurados. E para com Aquele que o chamou, há profunda reverência e humilde gratidão”. (HENDRIKSEN, Willian. Comentário do NT – Gálatas. Tradução: Valter G. Martins. São Paulo: Cultura Cristã, 2009, p.47-48).
    2. Os destinatários
      “Aqueles a quem Paulo escreve são assim chamados: às igrejas da Galácia. Todo modificador elogioso – por exemplo, “amados de Deus” (cf. Rm 1.7), “santificados em Cristo Jesus” (cf. I Co 1.2), “santos e crentes” (Ef 1.1)- está ausente aqui. O apóstolo ama, mas não admite bajulação. A atmosfera permanece tensa. Note: igrejas aparece tanto aqui como em 1.22. Paulo reconhece a autonomia da igreja local. Entretanto, ele também tem plena consciência do fato de que todos os crentes em todos os lugares constituem um corpo em Cristo, uma só igreja (1.13). Ele mantém perfeito equilíbrio; uma lição para todas as épocas!”. (HENDRIKSEN, Willian. Comentário do NT – Gálatas. Tradução: Valter G. Martins. São Paulo: Cultura Cristã, 2009, p.53)
    3. O cuidado do apóstolo
      “Paulo sempre demonstrou uma preocupação carinhosa com seus convertidos e um desejo profundo de ver as igrejas que fundara glorificando a Cristo (ver At 15:36; 2 Co 11:28) […] Infelizmente, muitos dos cristãos da Galácia haviam dado as costas a Paulo, seu “pai espiritual”, e seguiam os mestres legalistas que misturavam a Lei do Antigo Testamento ao evangelho da graça de Deus (chamamos esses falsos mestres de judaizantes, pois tentavam atrair os cristãos de volta para o antigo sistema religioso judaico). Assim, Paulo possuía um ministério como apóstolo e também como fundador das igrejas da Galácia e tinha a autoridade necessária para tratar dos problemas nessas igrejas”. (WIERSBE, Warren W. Comentário bíblico expositivo: Novo testamento: vol. 1. Tradução de Susana E. Klassen. Santo André: Geográfica, 2006, p.893)
    4. A saudação de Paulo
      “Graça, como é usada aqui, é o favor espontâneo e imerecido de Deus em ação, sua bondade gratuita em atividade, outorgando salvação a pecadores carregados de culpa e que o procuram em busca de refúgio. É como se fosse o arco-íris em volta do próprio trono de Deus, donde saem relâmpagos e trovões (Ap 4.3-5). Pensamos no Juiz que não somente perdoa a pena, mas também cancela a culpa do infrator, e ainda o adota como seu próprio filho. A graça traz paz. Esta é tanto um estado, o de reconciliação com Deus, como uma condição, a convicção interior de que, conseqüentemente, agora tudo está bem. É a grande bênção que Cristo, através de seu sacrifício expiatório, outorgou à igreja (Jo 14.27), e que excede todo o entendimento (Fp 4.7). […] Ora, a graça e a paz têm suas origens em Deus nosso (preciosa palavra de apropriação e inclusão!) Pai, e foram merecidas para os crentes por meio daquele que é o grande Mestre, Proprietário e Conquistador (“Senhor”), Salvador (“Jesus”) e Sacerdote Ungido (“Cristo”), o qual, em virtude de sua tríplice unção, “também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus” (Hb 7.25). (HENDRIKSEN, Willian. Comentário do NT – Gálatas. Tradução: Valter G. Martins. São Paulo: Cultura Cristã, 2009, p. 53-54).
    5. O evangelho apresenta o plano de Deus
      “[…] segundo a vontade de nosso Deus e Pai: a vontade do Pai nos atos redentores de Cristo é um aspecto importante da teologia de Paulo e faz realmente parte integrante de toda a teologia cristã, excluindo qualquer noção de que o que aconteceu a Cristo fosse causado pelas circunstâncias. Tudo fazia parte de um plano para derrubar o mal e libertar o homem do poder do mesmo. Em várias das suas Epístolas, Paulo menciona que seu apostolado era segundo a vontade de Deus, e esta ideia brota da sua profunda convicção de que a vontade de Deus está por trás de todos os aspectos do evangelho cristão. Ao enfatizá-la aqui, o apóstolo prepara seus leitores para o tema principal desta Epístola — a libertação levada a efeito por Cristo. O propósito divino jamais pretendeu que os homens fossem escravos”. (GUTHRIE, Donald. Gálatas: introdução e comentário. Tradução Gordon Chown. São Paulo: Mundo Cristão e Vida Nova, 1984, p. 72).