Ei, Deus, preciso conversar!

Vivemos dias em que muitos querem falar, mas poucos querem ouvir. É difícil encontrar alguém a quem possamos confiar nossos sentimentos mais profundos, principalmente quando eles não são bonitos, alegres ou positivos. Nesses momentos podemos cair na tentação de dividir nossas dores com “um milhão de amigos “das redes sociais, onde por vezes encontramos algum conforto e compreensão, mas também muitas palavras vazias ou que nos ferem.
Sabe aquela pessoa pra quem você quer ir correndo contar uma boa notícia? Ou a quem você recorre quando está com problemas? Às vezes descobrimos, nos momentos mais difíceis e da pior forma, que não temos com quem abrir nosso coração e a dor dessa ausência pode levar à amargura, ao isolamento, ao refúgio no álcool ou nas drogas e até mesmo à desistência da vida.
Mas a boa notícia é que há um caminho diferente, um lugar de refúgio para todas as horas, um abrigo para qualquer situação: a presença de Deus. É com Ele, por meio do poderoso instrumento da oração, que podemos contar em todos os momentos. Nas palavras de Spurgeon: “Orar é desfazer-se de seus fardos, despir-se de seus trapos, lançar fora suas enfermidades, ficar cheio de vigor espiritual, alcançar o mais alto ponto de saúde cristã.”¹
É maravilhoso saber que temos alguém, que nos recebe não apenas pelo que somos, mas “apesar do que somos”; que compreende nossos sentimentos mais profundos, até mesmo os inconfessáveis; para quem podemos declarar nossas palavras ou simplesmente mostrar nossas dores; que entende e se faz entender mesmo no silêncio. Isso se chama intimidade, que não se faz numa conversa, num encontro, numa troca de mensagens, mas sim no dia a dia, no caminhar juntos em momentos felizes e no vale sombrio, no saber falar e no calar-se para ouvir. Enquanto vamos a Ele por meio da oração, Ele vem até nós através de Sua Palavra e quanto mais abrimos nosso entendimento a ela, mais Ele nos fala e nos transforma.
Quando temos uma vida plena com Deus podemos levar tudo a Ele, mesmo que nos faltem forças ou palavras para nos expressar, pois às vezes é a dor que mais nos une a Ele. Por isso, mesmo que as coisas não estejam fáceis, saiba que você não caminha sozinha, que sua bagagem pode ficar mais leve e que você pode usufruir de uma paz inexplicável em meio a qualquer circunstância. Que tal começar agora?
Romi Campos Schneider de Aquino, mãe do Henrique e do Davi, é psicóloga, auxilia seu marido Luciano no pastorado das Igrejas Adventistas da Promessa de Ana Terra e Monte Castelo, em Colombo -PR e íntegra a equipe do Ministério Vida Pastoral Geral da IAP.
Referência:
1 . Spurgeon, Charles H. Oração Eficaz. São Paulo: Publicações Evangélicas selcionadas. _____.

Dia Nacional do Riso – Alegrem-se sempre no Senhor!

Ah, o sorriso… alegra o dia de quem o recebe, reflete a alegria de quem o compartilha, torna a vida mais leve, espalha amabilidade e destila esperanças. Como é bom nos depararmos com sorrisos à nossa volta.
Mas também é bem verdade que tem dias difíceis, momentos quando o sorriso não quer aparecer e a dor e a tristeza teimam em tomar conta, esses dias também fazem parte da vida.
E a grande diferença entre um dia e o outro está na forma como lidamos com eles e, principalmente, na forma como nos relacionamos com Deus. Se levarmos a sério que devemos dar graças em tudo, porque esta é a vontade de Deus (1 Ts 5:18), e acreditarmos realmente que Sua Vontade é sempre o melhor para nós, então poderemos encarar os dias difíceis com fé e esperança de que estamos sendo cuidados por nosso Pai. E assim, confiantes, estreitaremos nosso relacionamento com Ele, que é o caminho para nossa alegria transbordante, independente da situação.
Quanto mais espontâneo e constante vemos um sorriso, mais sabemos que ali há a alegria do Senhor, pois só ela é capaz de nos fortalecer (Nm 8:10), de nos fazer vencer os desafios de cada dia, de espalhar esperanças aos que nos rodeiam, de contagiar outras pessoas. Como é gostoso ver um sorriso largo estampando um rosto. É impossível ficarmos indiferentes diante de uma cena dessa, não é mesmo?
Então pare, reflita, busque sua intimidade com Deus, conheça e obedeça seus ensinamentos, se jogue nos braços do Pai e, então, sorria!
Sorria de dentro para fora, sorria espalhando sua fé, sorria na esperança de dias melhores, sorria na certeza de que Deus ama você, independente das circunstâncias.
A cada novo dia, compartilhe de seu sorriso e faça a diferença na vida daqueles que ainda não conhecem desta força que vem do Senhor.
Adriana Desengrini é Fisioterapeuta cardiorrespiratória e especialista em aconselhamento e gestão de pessoas.
Casada com o Pr. Afrânio Desengrini, pais de coração da Luísa, servem nas Igrejas Adventistas da Promessa de Tanguá e Jd. Gramados em Almirante Tamandaré-PR.

Uma voz mansa e suave…

Ei, você!!! Você mesmo!!! O que faz aí neste esconderijo? Levante-se, venha! Não! A vida não acabou!.Há ainda muito o que viver! Venha! Estou ao seu lado!
“E Deus lhe disse: Sai para fora, e põe-te neste monte perante o Senhor. E eis que passava o Senhor, como também um grande e forte vento que fendia os montes e quebrava as penhas diante do Senhor; porém o Senhor não estava no vento; e depois do vento um terremoto; também o Senhor não estava no terremoto;
E depois do terremoto um fogo; porém também o Senhor não estava no fogo; e depois do fogo uma voz mansa e delicada…”  (1 Reis 19:11,12)
 
No dia 05 de novembro comemoramos o Dia da Língua Portuguesa. Pensando em sua importância e complexidade: o que seria de um povo sem sua língua?
A comunicação é algo importantíssimo nos relacionamentos, nas negociações, na transmissão de conhecimentos, enfim…em qualquer situação, expressar-se por meio de palavras é fundamental! Utilizando-se linguagem erudita ou coloquial, o mais importante é comunicar-se!
Claro que há formas de comunicação não-verbal, além de outras línguas, como a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), que é a comunicação por meio do movimento das mãos utilizada por pessoas surdas, bem como o Braile (linguagem tátil própria aos deficientes visuais), as quais atendem perfeitamente suas funções!
Seja como for, a comunicação é essencial! O próprio Deus gosta de comunicar-se com seus filhos! A começar no Éden e por toda a Bíblia, o Senhor nos mostra que aprecia a comunicação em forma de palavras.
No texto bíblico acima é retratado um episódio no qual o profeta Elias escondeu-se dentro de uma caverna, ao fugir de uma aterrorizante ameaça de morte. Naquele lugar, enfrentando seus medos e profundamente deprimido e sem forças, Deus o chama.
Diante do próprio Deus, fenômenos da natureza ocorrem como uma reação à poderosa presença do Santíssimo. Elias pensou que Deus estaria no grande e forte vento, depois, em um terremoto e ainda, em uma labareda de fogo, mas não…aqueles eram apenas indícios de que o Senhor, o Criador de todo o universo, se manifestava entre os homens.
Sim! Na verdade, Deus falou com Elias, falou com uma voz mansa e delicada. O Senhor encorajou o profeta, o renovou e o colocou novamente de pé, orientando-o com direcionamentos para continuar a viver, porque  antes, Elias somente queria a morte.
E assim o Senhor ainda faz conosco! Embora Ele seja grande e tremendo, ainda que Seu poder seja imensurável, mesmo sendo Santo e Soberano, é também com voz mansa e suave que Ele se aproxima de nós para sarar nossas feridas e levar-nos  pela mão, nos conduzindo a lugares de segurança.
Como você está? Como o profeta Elias, exausta e com medo?
O que você está esperando? Comunique-se com Deus! Ele tem saídas para todos os anseios da vida! Busque um cantinho mais tranquilo, acalme seu coração e fale com Ele…
O Senhor aguarda para, mansamente, renovar suas forças, quer colocar-te de pé e mostrar caminhos para prosseguir. Não, não…ainda não acabou! Ouça os direcionamentos que o Senhor, suavemente, tem para você! O Senhor, certamente te responderá, afinal, Ele ama comunicar-se com seus filhos!
 
Por Simone de Macedo Bastos da Silveira, Graduada em Letras e Pedagogia, especialista em tecnologias interativas aplicadas à Educação (PUC-SP), Coordenadora Pedagógica, Casada com Álvaro Augusto da Silveira, mãe da Vanessa e Fernanda. Membro da Igreja Adventista da Promessa em V. Maria, São Paulo – SP.

Meio cheio ou meio vazio? Coração pleno em Deus!

A imagem do líquido preenchendo a metade da capacidade do copo é universal e serve como um parâmetro para muitas situações. Pode representar nosso coração, nossa vida e o estágio de intimidade com Deus. E quem é Deus na nossa história? Será que temos vivido uma vida plena com Ele? Quantas perguntas…
Mas ao pensarmos em plenitude a palavra “meio” não serve! Sabem por quê? Plenitude é estar completo, cheio, e se possível transbordando… Então falemos de plenitude pensando num copo transbordando… Alegria, riqueza, paz, amor, vamos lá, me ajudem a completar… felicidade, férias, risos… Deus?
Peguem um copo (do tamanho e cor que desejarem, pois é sentido figurado) e escrevam “Deus” nele. Vamos encher? Para isso é necessário um passeio pela Bíblia. Sentem-se num lugar confortável e apreciem a caminhada de leitura.
Comecemos no livro de Isaías, no capítulo 26, versículo 4: “Confiem para sempre no Senhor, pois o Senhor, somente o Senhor, é a Rocha eterna”. Inabalável! E a certeza de proteção em Salmo 3:6 “Não temerei dez milhares de pessoas que se puseram contra mim e me cercam”. Podemos seguir tranquilos. Deus cuida!
No livro de Êxodo (incrível, leiam!) aprendemos sobre o povo de Israel, que estava cativo na Babilônia mas foi liberto. Deus lhes deu esperança, auxílio nas guerras e renovou a coragem para persistirem, rumo a um propósito determinado!
E finalmente releiam comigo 2 Crônicas 7:14, que diz: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar, buscar a minha face e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e curarei a sua terra”.
Textos extraídos da Bíblia. Para que? Porque ela é o diário que conta tudo sobre Deus! Para termos um relacionamento com alguém precisamos conhecê-lo, ter a vontade de estar junto, desejar compartilhar momentos, contar segredos, pedir ajuda, aplaudir vitórias, conviver! Vida plena é assim, com Deus transbordamos! Ele é tudo em todo o tempo. Anotem isso:
1 – Confiar para sempre no Senhor (cem por cento, tente!).(Is 26:4)
Não haverá decepção, tristezas ou amarguras… mesmo nos momentos difíceis o Espírito Santo estará pronto a trazer consolo e renovar a esperança. (Rom. 8:26-27)
2 – Crer que Ele nos liberta e soluciona problemas aparentemente impossíveis (exemplos maravilhosos na Bíblia, leia!). (Êxodo 33)
Deus libertou seu povo escolhido, lhes deu coragem e proteção, renovou a aliança de amor e também nos liberta, quando entregamos a Ele o que nos aprisiona a uma vida de tristeza e amargura.
3- Está sempre pronto a nos ouvir quando clamamos, naqueles momentos em que nos arrependemos de decisões erradas e nos afligimos, com o peso das consequências… e nos sentimos sós (2 Crônicas 7:14).
Podemos derramar nosso coração diante Dele através da oração, como pai, amigo, confidente repleto de sabedoria e compaixão! Dia e noite Ele cuida. (Salmo 42:8). Ah, transborde mais nos braços D’Ele!
E nesse amor pleno, derramado em João 3:16, vale anotar em letras garrafais que “Ele entregou seu único Filho para ter conosco uma vida Eterna”, vida em abundância. Ele deseja passar a eternidade comigo e com você!
A Bíblia demonstra que Deus deseja plenitude em nossas vidas. E quanto de Deus desejamos para nós? Precisa ser tudo! Poderoso, Grandioso, Criador, que não faz acepção de pessoas (Atos 10:34), e que não divide sua glória com nenhum outro (Is 42:8). Sim, queridas, Ele quer ser pleno em nossas vidas: está escrito!
Observe seu coração agora e releia o texto se preciso for. Percebeu quantas citações bíblicas aqui estão? Não dá para falar D’Ele sem citá-las. Então, corre lá, pega a Bíblia que um dia você ganhou e está carinhosamente guardada. Eu a convido a ler e conhecer mais o Deus de sua vida… mas se já tem o hábito de ler, que maravilha! Ore e reafirme sua aliança e intimidade com o Pai de amor! Continue alimentando sua relação com Ele.
Nesse coração voltado para o Pai precisa ter reciprocidade, confiança, certeza de proteção, esperança, conhecimento, intimidade, amizade e amor, muito amor e fé!
Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam. Hb11:6
E então? Coração transbordante, meio vazio ou meio cheio? Continue a encher… coragem! “Entrega o teu caminho ao Senhor; confia Nele, e o mais Ele fará”. Sl 37:5
Escrito por Genilda Farias, casada com Silas Farias e mãe do Pedro José, formada em Letras e Pedagogia, com especialização em Alfabetização e Letramento, congrega na Igreja Adventista da Promessa em Vila Maria – SP.

Quem não sente saudades?

“Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra.
Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus. Eu o verei por mim mesmo, os meus olhos o verão, e não outros; de saudade o meu coração desfalece dentro de mim.” – Jó 19.25-27
Somos privilegiados por ter a palavra saudade em nosso idioma. Ela diz tanta coisa: falta de algo ou alguém, desejo que o passado volte, lembrança de algo bom, mas que hoje dói; pode ser poética, romântica ou dolorida, devastadora…
Estamos em tempos de pandemia, da Covid 19, e a saudade vem conversar com a gente sobre situações e pessoas.
Dia dois de novembro é o dia de finados e muitos terão saudades. Alguns com suas feridas já cicatrizadas e outros com elas ainda abertas, e o que dizer?
Você tem um tempinho para ouvir Jó? Aquele mesmo que sofreu falência de todos os seus bens, que sepultou dez preciosos filhos, que perdeu a saúde e que um dia disse que estava com uma tremenda saudade:
• Jó tinha uma fé consciente – “Porque eu sei…” Fé é algo que possui certeza que afugenta a dúvida. Que não nos deixa tirar os olhos do farol mesmo diante das ondas gigantescas.
• Jó tinha um redentor pessoal – “que o meu Redentor…” A experiência de Jó era pessoal. Não era coletiva ou terceirizada. Ele disse “o meu”. E junto com esse pronome possessivo está a palavra “Redentor”. Aquele que paga o preço, a dívida, que resgata a herança, que impede o castigo. Você conhece alguém que fez isso? Jó estava profetizando sobre Jesus. Nenhum outro personagem na história possui esse título. Que deixou a Sua glória, se humanizou e viveu como nós, morreu na cruz para pagar todas as nossas dívidas espirituais e nos fazer novas criaturas para Ele.
• O Redentor de Jó era vivo – “vive…” Jesus morreu, mas ressuscitou. Essa é a nossa grande esperança. Seguimos uma Pessoa e não uma filosofia de vida. E, como Ele ressuscitou, os que viveram ou vivem para Ele, ressuscitarão também. Por isso, quando perdemos alguém querido, não dizemos adeus, mas até breve, até logo.
• O Redentor de Jó viria a esta terra – “e por fim se levantará sobre a terra.” Jesus já veio uma vez de forma humilde para trazer salvação. E, virá novamente, mas desta vez com muito poder e glória.
• O Redentor de Jó traria ressurreição física – “Depois, revestido este meu corpo da minha pele…” Graças a Deus, a sepultura não tem a última palavra. Nossos corpos envelhecem, adoecem e se decompõem, porém, na ressurreição receberão um corpo glorioso.
• O Redentor de Jó se revelaria em plenitude – “em minha carne verei a Deus. Eu o verei por mim mesmo, os meus olhos o verão, e não outros” – Se a fé e o relacionamento de Jó com Deus era pessoal. De forma pessoal também, contemplaria o Senhor.
• Jó tinha saudade do seu Salvador – “de saudade o meu coração desfalece dentro de mim.” Isso mesmo, saudade profunda do Autor da sua vida, do seu Redentor, do seu Salvador, do seu Eterno Deus!
Você foi criado por Cristo e para Cristo – Cl 1.16. Vasculhe o seu coração até achar a plaquinha “saudade de Deus” e depois viva por ela, até o dia do grande banquete (Ap 19).
Por que Ele vive, posso crer no amanhã…
Na graça dEle,
Elias Alves Ferreira, Casado com Marilsa Ferreira, Pastor Jubilado, Congrega na IAP Prado Velho, Curitiba- PR

A Reforma Protestante na Perspectiva das Reformadoras

No dia 31 de outubro se comemora o dia da Reforma Protestante, que em 2020 completa seus 503 anos. Essa Reforma foi um marco para o cristianismo, com ela a igreja passou a ter um novo rumo, buscando sua essência, a mesma do período dos apóstolos. Com isso, a igreja teve a oportunidade de se contextualizar e o cristianismo avançar por novos meios e pelos grupos missionários. A Reforma foi o início de uma nova história para o cristianismo, de expansão a nível global.
Vale enfatizar que antes da Reforma a Igreja Católica era a detentora, portadora do domínio e exclusividade dos fiéis. Em alguns casos, sem ao menos desconfiarem, fiéis eram extorquidos e enganados pela própria igreja, onde também abusos eram cometidos de diversas maneiras. A história destaca a prática da inquisição em que confissões eram arrancadas e algumas vezes colocadas na boca de hereges por meio de torturas que os levavam a confessar tudo o que o inquisidor quisesse. Praticavam as vendas das indulgências pelas quais os fiéis compravam sua salvação, um lugar no céu para si ou até mesmo para familiares já mortos. Nesse panorama nasce o movimento reformista, que não aceitava o abuso cometido pela Igreja Católica contra seus fiéis, nem a prática das indulgências que rendia grandes lucros à Igreja.
É bom lembrar que, em toda a história da humanidade, Deus agiu todas as vezes em que seu povo sofreu abusos, perigos dos mais diversos tipos “… o Senhor Deus é o que peleja por nós” (Dt 3.22), para que a história do povo de Deus continuasse, levantou líderes como patriarcas, profetas, juízes e reis, líderes corajosos (Nm 27.18), para que, por meio de seu poder e autoridade lutassem pela continuidade de sua obra redentora.
Lutero é evidenciado, mas não é o único idealizador. Após muitas tentativas frustradas de reformar a própria Igreja Católica, devido à grande oposição às suas ideias, se viu na condição de formar uma outra comunidade, por meio do rompimento com a Igreja Católica. Sobre essa questão González (1995, p.107) afirma que:
“o mais importante sistematizador da teologia protestante no século XVI foi João Calvino. Enquanto Lutero foi o espírito fogoso e propulsor do novo movimento, Calvino foi o pensador cuidadoso que forjou, das diversas doutrinas protestantes, um todo coerente”.
Na história da Reforma, muitos outros foram rompendo com o catolicismo, e com isso destacam-se também muitas mulheres, não evidenciadas na história, mas que foram imprescindíveis para a continuidade do cristianismo e sua missão. É a essas mulheres o maior destaque dado nesse artigo. A história, por meio de cartas, livros, mostra o trabalho e a contribuição de muitas mulheres. Fora essas a seguir destacadas, houve muitas outras que atuaram de forma efetiva e criativa, como explica Ulrich, doutora em teologia, em seu artigo. A partir de um livro de Martinho Lutero intitulado “Da Liberdade Cristã”, muitas mulheres se envolveram em questões teológicas e políticas buscando saída para enfrentar os problemas de seu tempo. Por outro lado, a história mostra também que elas foram silenciadas e invisibilizadas, um dos motivos da história ter chegado até os dias atuais destacando com mais ênfase Martinho Lutero e João Calvino como heróis, com suas valiosas contribuições. Através das críticas de Lutero muitos monges e monjas saíram dos conventos e se casaram, constituindo famílias. Isso se deu porque a vida dentro de um monastério era muito rígida, Lutero descreveu como “uma prisão eterna”. Porém, nem todas as mulheres que aderiram à Reforma saíram do convento.
Katharina von Bora Lutero é a primeira destacada. Casada com Lutero, descrita por Ulrich como ousada, empreendedora e empoderada para seu tempo, viveu em um convento e sua vida teve um rumo diferente depois de ler os textos de Martinho Lutero sobre a graça e a fé. Ela e outras freiras foram escondidas em barris de peixes e fugiram do convento. As que não retornaram para suas famílias, foram acolhidas por outras famílias. Katharina mostrou à sociedade que era possível viver a graça de Cristo e ter direito à salvação sem estar “presa” a um convento. Foi uma mulher relevante para a sociedade e a família, pois participava de conversas teológicas, negociava no mercado (normalmente homens negociavam), era uma ótima administradora dos bens familiares e tinha conhecimento em medicina caseira. Tudo o que ela havia aprendido aplicava no dia a dia, fazendo a diferença em sua época. Foi uma parceira ao lado de seu marido na Reforma. Foi uma mulher que quebrou o paradigma de apenas “esposa e mãe”, rótulo dado às mulheres da época.
Outra Reformadora é Elisabeth von Meseriz Cruciger, conhecida como a primeira compositora protestante. Seu hino “Senhor Cristo, o único filho de Deus, pai em eternidade” foi incluído no hinário por Lutero, em Wittenberg. A letra deste hino demonstra seu conhecimento teológico, pois faz menção a textos bíblicos. Uma teóloga-compositora.
Uma mulher com muita influência pública e política na Idade Média foi Elisabeth von Calenberg-Göttingen, duquesa de Braunschweig-Lüneburg, conhecida como regente, reformadora, escritora e mãe da Igreja. A história a descreve como uma mulher que introduziu a reforma protestante na Baixa Saxônia.

E por fim, Katharina Schütz Zell, conhecida como pregadora, teóloga, mulher reformadora e mãe na fé. Ela defendeu seu esposo e seu casamento escrevendo uma carta ao clérigo, questionando as mentiras que contavam sobre seu esposo, o que mostra seu conhecimento teológico, pois usou textos bíblicos para a defesa. Após seus filhos morrerem ainda pequenos ela se sentiu motivada a escrever. Ela escondeu diversas pessoas perseguidas por causa da Reforma e encorajou muitas mulheres que se viam sós, devido às perseguições a seus maridos. Seu marido nunca a impediu de escrever seus textos, os dois atuavam na Reforma lado a lado e ela era tratada por seu esposo como ministra/pastora, o que era incomum para a época. Foi uma lutadora pela igualdade de homens e mulheres no serviço da igreja e pela divulgação pública do evangelho em Palavra e Ação.

Quantas histórias inspiradoras! Essas mulheres tinham em comum o uso de seus dons, talentos e suas influências a serviço da Reforma, a serviço de Cristo. Essas são apenas algumas que receberam mais destaque, porém existem muitas outras mulheres esquecidas na história. Juntas, todas contribuíram para que a Reforma, juntamente com líderes homens, pudesse acontecer. Foram mulheres missionais em sua época.
Isso revela o quanto mulheres foram usadas por Cristo, o dono da missão, para a propagação do evangelho e da história da igreja. Todas elas foram e sempre serão importantes em toda e qualquer fase que a igreja de Cristo passar. Da mesma forma que Deus levantou homens já citados como líderes corajosos, também levantou e sempre levantará mulheres corajosas que se doam em busca de igualdade de gênero (mesmos direitos entre homens e mulheres), respeito pelas diferenças étnicas, culturais e sociais, barreiras a serem ultrapassadas pela igreja hoje, entre outras questões a serem reformadas. Quais paradigmas a igreja contemporânea precisa quebrar? Existe, hoje, uma reforma? Ou a necessidade da mesma? Se sim, o que você leitora pode fazer para contribuir? Sua contribuição, mulher, é fundamental!
A história da igreja e da nossa vida é Cristo quem escreve, mas ele nos usa para fazer parte dessa história. Celebre esse dia nessa perspectiva, você faz parte dessa história, pois “você recebeu a capacidade de dar forma ao futuro” (STANLEY, 2008, p.164). Sinta-se encorajada com essas histórias, e faça parte da história da igreja ativamente. Sirva a Deus com seus dons, talentos e influências. Ele lhe chamou para viver de forma missional.
 
Texto por: Eula Paula Basto de Araújo, casada com Odeir, mãe da Julia. Família pastoral na IAP de Piracicaba. Formada em Teologia e Gestão Empresarial, cursa  letras e MBA em Gestão Escolar na USP/ESALQ. Integrante da equipe do Ministério de Ensino da Convenção Paulista.
 
Referências
BÍBLIA, A. T. Deuteronômio e Números. NTLH. Nova Tradução na Linguagem de Hoje: Antigo e Novo Testamentos. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2008.
GONZÁLEZ, Justo L. E até aos confins da Terra: uma história ilustrada do Cristianismo/Justo L. González; tradução Itamir N. de Sousa. São Paulo: Vida Nova, 1995, p. 107, 6 v.
Hinologia Cristã. Disponível em: <http://www.hinologia.org/elisabeth-cruciger/>. Acesso em: 25 de outubro de 2020.
MODES, Josemar Valdir. O protestantismo em sua primeira matiz: uma breve retrospectiva histórica do luteranismo. Revista Batista Pioneira. Ijuí, v. 5, n. 1, p. 25 – 45, jun. 2016. Disponível em: http://revista.batistapioneira.edu.br/index.php/rbp/article/view/164. Acesso em: 26 de outubro de 2020.
Portal Luteranos. Disponível em: <https://www.luteranos.com.br/conteudo/katharina-schutz-zell-pregadora-teologa-mulher-reformadora-mae-na-fe>. Acesso em: 26 de outubro de 2020.
STANLEY, Andy. O Líder da Próxima Geração: qualidades de liderança que definirão o futuro/ Andy Stanley; tradução Marson Guedes – São Paulo: Editora Vida, 2008, p. 164.
ULRICH, Claudete Beise. A atuação e a participação das mulheres
na reforma protestante do Século XVI. Estudos de Religião. São Paulo, v. 30, n. 2, p.71 – 94, mai./ago. 2016. Disponível em: https://www.metodista.br/revistas/revistas-ims/index.php/ER/article/view/6846. Acesso em: 26 de outubro de 2020.
WACHHOLZ. Wilhelm. História e Teologia da Reforma: introdução. São Leopoldo: Sinodal, 2010.

7 Razões para fazer a diferença com nosso trabalho

1) O trabalho em sua essência é bom, faz parte do propósito de Deus para nossas vidas. O trabalho não é fruto do pecado como muitos pensam, portanto não é algo ruim. Ele foi instituído por Deus antes do pecado (Gn 1:26; Gn 2:15). Ao ser humano foi dada a responsabilidade de cuidar de toda a criação, do jardim do Éden, cultivar a terra. Foi depois do pecado que o trabalho passou a ser caracterizado como sofrido, árduo. E isso não é culpa de Deus. É consequência dos erros do ser humano (Gn 3: 17-19).
2) Tudo o que fazemos deve ser para glorificar a Deus. Fomos criados para isso! (Is 43:7; Cl 1:16; Rm 11:36; 1 Co 10:31). “Foi em Cristo que descobrimos quem somos e por que vivemos. Muito antes de ouvirmos falar de Cristo e de depositarmos a esperança nele, ele já pensava em nós e tinha planos de nos dar uma vida gloriosa, que é parte do propósito geral que ele está executando em tudo e em todos” (Ef 1:11 e 12 – versão A Mensagem). Podemos adorá-lo em tudo que fizermos! Não tem trabalho mais santo ou menos santo. Se acreditamos que tudo foi feito por Deus e somos seres integrais, não temos que dividir vida espiritual e vida secular. Nosso comportamento deve ser o mesmo em todos os lugares, em todo tipo de atividade, buscando agradar a Deus e não o ser humano. Servimos também a Deus quando desenvolvemos nosso trabalho.
3) Tudo que nos prontificamos a fazer deve ser bem feito pois é para Deus, o que não precisa ser perfeito (pois só Ele é!), mas precisamos dar o nosso melhor. Na versão mensagem lemos “Não façam apenas o mínimo exigido, e sim o melhor que puderem. Trabalhem de coração para o real Senhor de vocês, para Deus, pois serão plenamente recompensados quando receberem sua herança. Lembrem- se de que, no fim das contas, o Senhor que vocês estão servindo é Cristo.” (trecho extraído de Colossenses 3: 22 a 25, versão A Mensagem)
4) Ele nos capacita para o trabalho (Rm 12: 6-8; Mt 25: 15 a 29). Deus espera que usemos as aptidões, os talentos e os dons que têm nos dado conforme seu querer. Claro, estudamos e buscamos aperfeiçoamento, fazemos nossa parte. Mas, se temos inteligência e capacidades diversas, tudo vem Dele.
5) Do trabalho retiramos nosso sustento e devemos abençoar os necessitados com o que ganhamos (Sl 104: 14 e 15; Ef 4:28; Lc 10: 25-37; Ec 2:24; Ec 3:13). Devemos ajudar uns aos outros. A bíblia está cheia da frase “uns aos outros” e exemplos de que devemos pensar no bem coletivo e não sermos egoístas. Deus valoriza a cooperação e não a competição.
6) Deus nos conhece e conhece o nosso trabalho (Mt 10: 29 a 31; Lc 12:7). Ele está sempre no controle. Caso não estejamos felizes no nosso trabalho, avaliemos se é esse o serviço e se é nesse local que Deus nos quer. Pela Palavra de Deus, podemos dizer que nada é por acaso. Onde Deus nos colocou ou permitiu que estejamos? Busquemos entender o que Deus está fazendo e como pode usar nossas vidas para abençoar outras.
7) Nossas atitudes no trabalho podem adorar a Deus e torná-lo conhecido. Através do amor que dedicamos às pessoas e o cuidado no que realizamos, levamos Cristo às pessoas. Tenhamos coerência entre discurso e prática. Seja qual for as atividades que nos colocamos a fazer, façamos de acordo com a perspectiva divina. Vejamos o mundo pelos olhos de Deus e tudo ganhará sentido. Sejamos gratos a Deus pela oportunidade do sustento, do crescimento e de testemunhar seu Amor (Cl 4:5; 1 Pe 2:9). Peçamos a Ele para entender seus propósitos e façamos a diferença onde estivermos!
Lilian Gava Ferreira, psicóloga, casada com Nestor Freschi Ferreira, mãe da Beatriz e da Rebeca. Atualmente, lidera o MMG.

O futuro a Deus pertence

No capítulo 10 e versículo 23 do livro de Jeremias, o profeta diz: “Eu sei, Senhor, que não está nas mãos do homem o seu futuro; não compete ao homem dirigir os seus passos”. As escrituras também nos aconselham a não nos preocuparmos com o amanhã, pois ele trará as suas próprias preocupações (Mateus 6.34). Mas o que faremos então com o presente que já nos foi dado?
O futuro a Deus pertence, de fato, mas podemos refletir e tomar atitudes no hoje. Temos tomado decisões direcionadas por Deus em nosso presente? Temos vivido nosso presente de modo que estejamos prontos para vivermos as oportunidades que Deus nos dará no futuro?
Em tudo que fizermos, devemos fazer para a glória de Deus. Viver o nosso presente e nos preparar para oportunidades futuras é glorificar a Deus.
Deus não nos chamou para sermos inertes diante da vida, mas sim para vivermos na plenitude da sua vontade. E a sua vontade é de nos prosperar, dar esperança e futuro (Jeremias 29:11). E a prosperidade do Senhor engloba todos os aspectos da nossa vida: espiritual, profissional e relacional.
Noemi, sogra de Rute, ao se ver viúva e sem filhos, buscou o Senhor e agiu. Ela decide regressar à sua terra natal e lá iniciar uma nova vida, pois o Senhor havia visitado o seu povo. Ela pede às suas noras que retornem para casa de seus pais, pois não poderia mais lhes dar um futuro. Rute decide acompanhá-la para a terra de Judá (Rute 1) e tomou atitude diante das circunstâncias, mesmo não sendo prometido a ela nenhum futuro junto a Noemi. Ela confiou no Deus de Judá, no Deus de Noemi, e o Senhor deu a Rute um futuro glorioso. Ela casou-se com Boaz e é mencionada no Evangelho de Mateus como uma estrangeira pertencente à linhagem de Jesus.
A vida de Rute é exemplo para nós, pois nos mostra que as dificuldades chegam, vivemos dias ruins, mas as ações do nosso presente irão perpetuar-se no nosso futuro.
Ao sermos regenerados por Cristo vivemos em novidade de vida, nos tornamos dependentes da sua graça e confiamos nossos caminhos a Ele. Mas sermos dependentes de Deus não é o mesmo que sermos inertes ao nosso futuro, que a Deus pertence, mas o presente Ele já nos deu.
Em Eclesiastes 7:14 nos é revelado que Deus fez tanto os dias bons quanto os ruins, e o profeta nos chama a refletir sobre eles: “quando os dias forem bons, aproveite-os bem; mas, quando forem ruins, considere: Deus fez tanto um quanto o outro, para evitar que o homem descubra alguma coisa sobre o seu futuro”.
Infelizmente, durante a pandemia milhares de pessoas perderam seus empregos. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a taxa de desemprego no final do mês de setembro foi de 13,8%, a maior da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. Isso representa 13,1 milhões de pessoas na fila por um emprego.
Muitos desses milhões são cristãos, você pode ser um deles, vivendo dias ruins. E o que fazer agora? Você não tem o futuro em suas mãos, ele está nas mãos de Deus, e é por isso que sua esperança pode ser renovada, pois o Pai sempre tem os melhores planos para seus filhos.
Então, enquanto estiver vivendo as lutas de estar nesta fila, reflita, busque o Senhor, tenha fé, esperança e muita oração. Ore e tome atitudes, não fique inerte, busque novos conhecimentos, se profissionalize, se capacite e se mantenha atualizado em sua profissão. Mas se precisar, busque uma nova carreira e esteja receptivo a mudanças. Diversas instituições públicas e não governamentais oferecem cursos superiores e profissionalizantes, atualizações e qualificações gratuitas e acessíveis. E enquanto se prepara para os novos desafios, siga confiante no Deus da provisão, no Deus que tem o futuro em Suas mãos.
Vivamos o nosso presente para a glória de Deus, na certeza de que no nosso futuro seremos recompensados por ELE.
Juliana Mateusa Meira Cruz, casada com Walter Oscar Pereira Cruz, mãe do Gabriel e da Melissa, é graduada em Ciências Contábeis e mestre em Gestão e Organizações Públicas. Congrega na Igreja Adventista da Promessa em Santana, São Paulo – SP.

Uma boa Vizinhança

Algum tempo atrás mudou-se para o apartamento ao lado de onde moramos um novo vizinho. Nosso primeiro contato foi no estacionamento. Chegamos e ele estava lá com seu filho (até então ele não sabia quem éramos).
O cumprimentamos e ele assustado respondeu: “Nossa, vocês são as primeiras pessoas que falam comigo nesse prédio. Aqui as pessoas não falam umas com as outras”. Trocamos algumas palavras e seguimos.
Dias depois o encontramos novamente. Dessa vez entramos juntos no elevador. Foi aí que veio a pergunta: “Vocês são evangélicos, né!?” Respondemos que sim e falamos rapidamente sobre a igreja.
Ao sair do elevador comentei com meu esposo: Imagine se no primeiro dia que encontramos o vizinho não o tivéssemos cumprimentado com um simples “boa tarde”? Qual seria a impressão que ele teria de nós como cristãos?
Sabemos porém, que nem sempre é isso o que acontece. Muitos de nós não falam com seus vizinhos, nem ao menos um breve cumprimento. E para piorar, as vezes incomodamos a vizinhança com as músicas em alto volume ou estacionando na frente das garagens, atrapalhando a circulação.
Fico pensando o que seria da viúva de II Reis 4 quando precisou das vasilhas de seus vizinhos para que o milagre do azeite acontecesse. Se ela não tivesse um bom relacionamento com seus vizinhos não teria conseguido tantas vasilhas e o milagre não teria sido tão abundante.
Como é seu relacionamento com seus vizinhos? Se hoje, como no caso da viúva, o seu milagre dependesse dos seus vizinhos, você seria abençoado?
Nosso vizinho logo se mudou, realmente ele não se adaptou ao condomínio. Mas durante o pouco tempo em que morou por aqui tivemos um bom relacionamento e ele levou consigo o testemunho de que o primeiro contato que teve no condomínio foi conosco, um casal cristão.
Débora Hilário Pereira casada com Dayvison Levy e congrega na Igreja Adventista da Promessa em Osasco, SP

Glorificando a Deus nas finanças

Em Salmos 24:1 lemos “Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam”, isso significa dizer que tudo o que possuímos e desfrutamos, desde os recursos naturais aos bens materiais, é de Deus. Em João 10:10 está escrito “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”. Deus deseja a felicidade dos seus filhos e o melhor para nós, mesmo nesta vida passageira.
Se tudo é de Deus, o que nós somos? Mordomos! E mordomo significa administrador. No novo testamento em várias ocasiões Jesus contou parábolas sobre administradores: alguns fiéis, outros nem tanto, alguns que maltratavam os empregados, outros que multiplicavam seus talentos e outros que os enterravam. Em todas essas parábolas Ele reforça a ideia de que somos administradores e iremos prestar contas do que nos foi confiado.
Portanto, é evidente que somos responsáveis por cuidar do nosso dinheiro, do nosso salário e dos nossos recursos financeiros. Para isso é muito importante o planejamento financeiro familiar, e como é familiar, não deve ser feito apenas por um integrante da família. Deve ser realizado pelo casal, com a participação dos filhos, se possível, pois deverá contar com a colaboração de todos, na sua execução.
Algumas consequências que a falta de um bom planejamento financeiro pode trazer às famílias:
• problemas nos relacionamentos familiares (discussões, desentendimentos e até mesmo divórcios);
• baixa produtividade no trabalho (que pode levar ao desemprego);
• dívidas que desmotivam o trabalho, diminuem o ânimo para sonhar/realizar, causam depressão, etc.;
• problemas na saúde física, emocional, e pior, espiritual: o relacionamento do homem com Deus é afetado. Muitas pessoas têm deixado de desfrutar as bençãos, pelo fato de não praticarem os inúmeros conselhos deixados na Palavra de Deus ou por sequer conhecê-los.
O Senhor sabia quantos problemas poderíamos ter ao falharmos na administração financeira, pois a maneira que lidamos com nossas posses revela nossa motivação, nosso caráter e mostra o que de fato importa para nós. A Sua vontade é que tenhamos equilíbrio e sabedoria ao cuidarmos do dinheiro para que tenhamos uma vida mais tranquila e o sirvamos de todo o coração, sendo bons administradores no pouco e no muito. Por estes motivos, a Bíblia traz diversos textos a respeito de dinheiro, finanças e planejamento.
Apesar disso, infelizmente, pouco se falava ou ensinava nas famílias e escolas sobre isso, tornando esse assunto um tabu. É importante reconhecermos nossas limitações para lidarmos com o dinheiro, e compreendermos a importância do planejamento financeiro, pois podemos facilmente cair nas armadilhas do capitalismo: consumismo desenfreado, crédito “fácil” (compre agora e pague depois), desejos de consumo de itens desnecessários.
Devemos pedir a sabedoria divina e estudarmos para obter o conhecimento que hoje já é acessível a todos pela internet, livros, cursos, e por meio de uma consultoria financeira, no caso de não estarmos conseguindo sozinhos. Educadores, mentores ou coachs financeiros são especialistas em auxiliar pessoas a entender como se relacionar com o dinheiro, aprender a cuidar melhor dos seus recursos, se prevenir para possíveis crises ou emergências, realizar objetivos e sonhos, e a planejar um futuro com mais tranquilidade financeira.
Que o Senhor, que é o dono de tudo, nos abençoe e nos capacite, e que glorifiquemos a Ele através da boa administração de cada um dos bens e recursos que Ele, tão bondosamente, nos concedeu. Que nós O convidemos para ser nosso parceiro nesta área também, e assim, com certeza, o sucesso será garantido.
Aleluia! Como é feliz o homem que teme o Senhor e tem grande prazer em seus mandamentos! Seus descendentes serão poderosos na terra, serão uma geração abençoada, de homens íntegros. Grande riqueza há em sua casa, e a sua justiça dura para sempre. Salmos 112:1-3.
Por: Tatiane Negrão Ribas Nogueira, casada com Paulo Nogueira, mãe da Isabelli, Contadora, Especialista em Controladoria e Finanças e Educadora Financeira, congrega na Igreja Adventista da Promessa em Barreirinha, Curitiba-PR

Emprego abençoado por Deus!

O tempo em que estamos vivendo tem sido de grandes reflexões e eu gostaria de refletir sobre uma área que tem sofrido muitas transformações nesse período: a área profissional.
Ao escrever esse texto, me transportei para lembranças do início da minha vida profissional. Desde criança, sonhava em ser professora. Vivia enchendo a minha mini-lousa com exercícios e dando aulas para meus ursinhos e minhas bonecas. O ensinar e o aprender faziam parte da minha vida de uma forma muito especial e me traziam uma alegria imensurável.
Entretanto, ao compartilhar meu desejo de ser professora com parentes, amigos e conhecidos, muitas vezes, ouvia críticas e até mesmo conselhos para não seguir por esse caminho, devido a detalhes como não ser uma profissão valorizada. Foi aí que escolhi mudar completamente de planos e entrei na área da Mecânica Industrial.
Sempre busquei fazer tudo com dedicação e confesso que foi uma experiência importante para o meu crescimento. Fiz um curso de Mecânica de Usinagem no SENAI, conheci pessoas especiais, ótimos professores e até peguei gosto pela área. Mas não sentia que era o lugar que eu deveria estar.
Então resolvi retomar os meus planos iniciais e voltar a sonhar com a possibilidade de ser professora. E como foi bom me encontrar novamente. Com a Pedagogia tive novos desafios? Sim! Muitos! Mas, em qual profissão não surgem desafios? O fato é que quando fazemos o que amamos, a jornada fica mais leve. E quando surge uma dificuldade, a lembrança dos bons momentos nos dá forças pra continuar.
Lembro-me de uma passagem bíblica que diz: “Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens (…)”. Colossenses 3:23
Não sei se você está no ensino básico pensando no que fazer de faculdade, se você já está na faculdade, se já está trabalhando em seu primeiro emprego ou se já passou por muitos empregos… Mas se você está lendo esse texto, talvez tenha chegado o momento para repensar: Você está no lugar que deveria estar?
Se sim, continue caminhando e pedindo sabedoria para Deus a fim de fazer um bom trabalho. Se não, o primeiro passo é, continue se esforçando onde você está agora. Em todos os lugares pelos quais passamos, precisamos agir de forma que o nome de Deus seja glorificado. Aproveite para ser o melhor funcionário e fazer a diferença nesse lugar.
O segundo passo: Ore! Conte a Deus o que você sente, em qual lugar gostaria de estar. Peça a direção Dele e que Ele mostre a você onde Ele quer que você esteja. O terceiro e último passo: Descanse e Confie! Da mesma forma que o semeador coloca a semente no solo, cuida dela e espera que dali surja uma árvore, devemos colocar nossos planos e sonhos diante de Deus e esperar que Ele faça crescer e florescer.
E quando o Pai te direcionar para o melhor Dele na sua vida profissional lembre-se: “(…) quer vocês comam, quer bebam, quer façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus.” 1 Coríntios 10:31
Que o nome Dele seja glorificado através das nossas vidas!
Por: Mirian dos Santos Salvador, 27 anos. Graduada em Pedagogia e Pós Graduada em Neuropsicopedagogia Clínica, cursando pós graduação em Musicoterapia. Congrega na IAP de Alvorada – Guarulhos/SP.

A escravidão da pornografia

Bilhões de reais circulam no ramo pornográfico. Atualmente há uma explosão na circulação desse tipo de material com disponibilidade e facilidade de acesso pelo computador a sites vulgares, ambíguos e promíscuos. Em vista disso, a “popular” revista Playboy, nos EUA, anunciou o fim da publicação de fotos de mulheres nuas em poses eróticas e artigos relativos a sexo na revista e o redirecionamento de seu conteúdo (outubro de 2015). No Brasil, a publicação deixou de circular em dezembro último, diante da concorrência com os sites pornográficos. É a admissão de que agora a internet domina o mercado, tornando inviável a tentativa de manter seus leitores.
A pornografia também cresce assustadoramente porque a cultura contemporânea se tornou escrava de tudo o que se relaciona a sexo. O apóstolo Pedro, em sua segunda carta, capítulo 2, versículo 19, nos diz: “Prometem liberdade a essas pessoas, mas eles mesmos são escravos de hábitos imorais. Pois cada pessoa é escrava daquilo que a domina”. Milhões de pessoas no mundo estão escravizadas pelo vício da pornografia. Ela é um dos mais atrozes instrumentos de Satanás para destruir seres humanos, famílias e igrejas. A revista americana The Week divulgou dados estatísticos alarmantes relacionados à pornografia na internet, como se vê no quadro na página anterior. No Brasil, não há ainda dados estatísticos que possam nos fornecer uma noção clara da atuação dessa indústria.
Despertar do desejo incontrolável
A pornografia é um pecado que consegue destruir vidas. A palavra “pornografia” tem sua origem em duas expressões gregas: prostituta e escrever, cuja referência está associada a registros sobre prostituição. No decorrer dos séculos, ela passou a significar todo tipo de atividade sexual fora do casamento e se propagou através da produção de filmes, vídeos, DVDs, revistas, sites na internet, em lojas virtuais e de rua, enfim, por meio de uma parafernália de “material adulto” pornô. Mensalmente, somente no que diz respeito a revistas pornográficas, cerca de oito milhões de cópias chegam às bancas de jornal brasileiras.
A pornografia manifesta-se de forma criativa e variada, sem considerar limites e afrontando desrespeitosamente, e de diversas maneiras, a dignidade do ser humano. Na internet, por exemplo, há a exposição pública de nudez e de relações sexuais explícitas. Porém, o mais grave, cruel e doloroso é o horror da pornografia infantil.
O principal propósito de toda essa aberração é despertar um incontrolável desejo sexual naqueles que assistem, ouvem ou leem. É claro que, por trás dessa armadilha, está a ganância pelo lucro financeiro.
O que a Bíblia diz
É importante reconhecermos a distinção que há entre erotismo e pornografia. No contexto de um relacionamento conjugal, o erotismo é plenamente saudável. Quando duas pessoas se casam e se comprometem a ficar juntas “até que a morte as separe”, o prazer sexual que podem experimentar é uma bênção. O sexo foi idealizado por Deus para a procriação e para a satisfação. Então, o prazer do casal não tem qualquer relação com pornografia.
Em Provérbios 5.15-19 e Cantares de Salomão 4.12; 5.1; 7.9-12 encontramos a exploração do erotismo no contexto em que Deus o abençoa, isto é, no casamento. Diferente disso, a pornografia tem como alvo a excitação sexual por intermédio da exibição de imagens sexuais explícitas no contexto da prostituição, do adultério, da homossexualidade, da bestialidade (ou relações sexuais entre seres humanos e animais).
A Bíblia condena qualquer relação sexual fora do casamento. Duas cidades, Sodoma e Gomorra, foram destruídas por Deus como punição contra a homossexualidade ali praticada (Gênesis 18.16-21; Romanos 1.21-25; Hebreus 13.4). A Bíblia também condena a pornografia infantil. Ela é um dos aspectos mais trágicos desse pesadelo que envergonha e fere a nossa sociedade ou qualquer outra. A legislação brasileira considera pedofilia apresentar, produzir, fornecer, divulgar ou publicar fotografias ou imagens com pornografia ou cenas de sexo explícito envolvendo criança ou adolescente.
Aqueles que praticam este tipo de crime precisam ser punidos pelas mais severas leis e penalidades. Em Mateus 18.6-10, Jesus disse as seguintes palavras em prol da proteção das crianças: “Qualquer, porém, que fizer tropeçar a um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho e fosse afogado na profundeza do mar” (v.6). “Vede, não desprezeis a qualquer destes pequeninos; porque eu vos afirmo que os seus anjos nos céus veem incessantemente a face de meu Pai celeste” (v.10).
A pornografia pode causar distúrbios emocionais e espirituais, alerta a Palavra de Deus. A carta de 2 Pedro 2.7-8 relata as dificuldades que Ló, sobrinho de Abraão, enfrentou vivendo na cidade pervertida de Sodoma. A pornografia é um tormento repugnante para a alma do homem de Deus, que baseia seus padrões na sua Palavra.

Dependência compulsiva
O vício sexual é uma dependência compulsiva de uma excitação erótica que resulta em padrões de comportamento e pensamentos destrutivos. Você se sente encurralado, neste momento, na prisão do vício da pornografia? Será que ainda há esperança de quebrar os grilhões de um estilo de vida tão corrompido?


Nossas necessidades estão além do sexo
A necessidade de ser amado
O sexo fornece a sensação de sermos amados, porém sexo não é amor e amor não é sexo. O amor verdadeiro busca ofertar o melhor para a outra pessoa. É assim que Deus nos ama, como está relatado em 1 Coríntios 13.4-7.
A necessidade de significância
O sexo pode dar a sensação de sermos significantes. Ele provoca um sentimento de autoestima elevada. Em Salmo 139.13-18, Deus estabeleceu o quanto valemos. O texto afirma que somos especiais e preciosos por sermos apenas o que somos, criaturas de Deus.
A necessidade de segurança
O sexo faz esquecer, temporariamente, a dor da insegurança. Deus é o nosso pastor e só ele faz com que nada nos falte. Somente ele pode nos dar completa segurança.
O sexo, de modo algum, nos assegura amor, significância ou segurança. Precisamos focar nossa atenção naquilo que é positivo e verdadeiro. Temos a força de Deus (Filipenses 4.13). Temos uma nova prioridade (Romanos 12.2). Temos um novo propósito: refletir a imagem de Jesus Cristo no nosso caráter (Romanos 8.29).
Libertação
Por certo, alcançar a libertação de um vício tão sério não é algo simples, porém não é impossível. Antes de tudo, a pessoa precisa ter vontade e determinação de fazê-lo e, para isso, provavelmente necessitará de ajuda psicológica, de preferência de um cristão.
Aqueles que creem em Deus podem contar com a sua ajuda e a sua presença constante ao seu lado, fortalecendo sua mente e seu corpo para fugir das tentações e abandonar esse vício que, impiedosamente, quer encarcerar e limitar sua vida em definitivo. O Senhor lhe ajudará a:

  1. Permitir que Jesus supra as suas necessidades: “O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus” (Filipenses 4.19).
  2. Discernir a sua maior necessidade emocional: Amor? Significância? Segurança?
  3. Encontrar uma pessoa de confiança para acompanhá-lo: Alguém a quem prestar contas.
  4. Estabelecer limites: Ser honesto e transparente ao prestar contas de suas atividades semanais, compartilhando comportamentos, atitudes e até mesmo palavras e pensamentos.
  5. Mergulhar diariamente na leitura, meditação e memorização da Palavra de Deus: “Com que purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra. Com todo o meu coração te busquei; não me deixes desviar dos teus mandamentos. Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti” (Salmo 119.9-11).

Jaime Kemp é diretor do Ministério Lar Cristão. Foi missionário da Sepal por 31 anos e fundador dos “Vencedores por Cristo”. É palestrante e autor de 60 livros. Casado com Judith Kemp, é pai de três filhas e avô de três netos.

Emprego em tempos de pandemia: dicas para entrevista e orientações!

O cenário de isolamento social frente à pandemia trouxe grandes desafios aos empregadores e empregados e uma nova, mas não desconhecida, modalidade de trabalho: o home office, que até então, normalmente era praticado por trabalhadores independentes, os autônomos também conhecidos por freelancers.
Desde março deste ano, a maioria das empresas teve que desbravar esse universo do qual talvez tenha se esquivado por muito tempo, por ser um mundo desconhecido para muitas organizações ou, digamos, impraticável até aquele momento. No entanto,  foi necessário se render às exigências do Governo, porque a ordem do momento era para ficar em casa.
Como Gerente na área de Recursos Humanos em um Grupo Empresarial do ramo automobilístico, pude perceber que, inicialmente, as empresas optaram por redução no quadro de seus funcionários, pois o cenário era de incertezas. Havia muitas perguntas e poucas ou quase nenhuma resposta, que somente vieram com o passar dos meses. Outras aproveitaram a oportunidade para a renovação de suas equipes, traçando novos perfis, pois o cenário desenhado era bastante desafiador.
Com os impactos da pandemia, não tinha mais como evitar. Além dos desligamentos, tiveram que adotar o home office, e essa experiência trouxe novos olhares para as organizações e o que aparentemente era impraticável, tornou-se totalmente viável, com reflexos positivos de redução de custos e otimização de tarefas. Identificou-se que era possível executar mais atividades, de forma eficiente e eficaz, com menos colaboradores. A contrapartida, foi que os colaboradores também tiveram que se reeducar para a adaptação ao novo modelo de trabalho proposto pelas empresas, aliás muito mais trabalho, sendo que a grande maioria dos remanescentes tiveram que se reinventar com esta modalidade, revendo conceitos e reforçando competências, tais como disciplina, gestão do tempo, autogerenciamento, entregas mais relevantes e mensuráveis de resultados e muitas outras que foram estabelecidas por este contexto. O grau de exigência aumentou e agora, mais do que nunca, pela alta demanda de trabalho, se faz necessário ter profissionais engajados, comprometidos e de alta performance.
Interessante observar que, não demorou muito, algumas empresas identificaram que se precipitaram nos desligamentos, pois a produtividade em alguns ramos de atividade aumentaram, então elas passaram a fazer uma retomada gradativa das atividades e, consequentemente, a reposição de seu quadro de colaboradores. E atualmente estamos vivenciando um tempo onde muitas oportunidades de trabalho têm surgido. Então, você precisa se preparar pois, a qualquer momento, você poderá estar diante daquela oportunidade de trabalho que tanto tem esperado.
E se isso ocorrer? Você está pronto para esta nova realidade?
Dessa forma, vale dizer que um dos primeiros contatos que um candidato tem com o empregador é através do currículo. Já parou para pensar o que realmente significa esse documento de tanta importância? Se buscarmos o conceito de currículo vitae, trata-se de um termo proveniente do latim, que significa trajetória de vida ou trajetória profissional, onde você pode relatar suas experiências profissionais, histórico acadêmico, cursos livres e também  demonstrar as habilidades e competências adquiridas ao longo de um período da vida.
Costumo dizer que o currículo é o retrato da sua vida profissional. O selecionador, ao ler seu currículo, tem contato com a sua história, quais caminhos você transitou até aquele momento. Assim, estará avaliando se o seu currículo se adequa com a vaga existente na empresa.
Então, vejamos quais são os novos desafios para quem está em busca de uma nova oportunidade de trabalho.
Vamos observar 09 DICAS para elaborar o seu currículo em tempo de pandemia, em busca de uma oportunidade de emprego, seja home office ou não:
1 – Tenha cuidado ao copiar o currículo de alguém. Muitas vezes a pretensão é só copiar o modelo e você pode acabar deixando dados que são da outra pessoa e não os seus. Isso pode ser uma armadilha, pois se for questionado em uma entrevista, pode ficar em uma saia justa.
2 – Descreva corretamente dados pessoais, nome completo, endereço, e-mail, telefones fáceis de contato. Não subtraia estes dados, pois na hora da seleção, a falta deles pode fazer com que o selecionador coloque seu currículo de lado. São dados importantes para enquadramento na vaga que está em aberto. Mesmo com o advento do home office, o endereço se faz necessário, caso a empresa tenha rotina em que colaborador precise atender alguma demanda na empresa ou, no caso de vaga presencial, a empresa avalia distância para verificar o tempo de locomoção do candidato até o local onde a vaga está sendo disponibilizada. Ressalto que este item logo mais terá que ser revisto, considerando que a LGPD (Lei geral de proteção de dados), que já entrou em vigor mas ainda está em processo de compreensão, determina que algumas informações não poderão mais ser solicitadas pelas empresas contratantes. Fiquem atentas, pois logo mais as empresas criarão dispositivos de recebimento de dados dos candidatos, para efetivação de seus processos seletivos.
3 – Foto –  não precisa inserir, a não ser que seja solicitado. E quando solicitarem, atente para a foto que irá enviar, lembrando que “você tem uma chance de causar uma primeira boa impressão”.
4 – Quanto à idade, é opcional mencionar, as empresas não podem exigir esta descrição pois pode incorrer em informação discriminatória. Mas saiba que, ao não indicar, você poderá concorrer a vagas que não estejam de acordo com as suas expectativas.
5 – Descreva seu OBJETIVO. Facilita muito quando o candidato descreve em qual área deseja atuar. Não importa que haja uma diversidade de interesses, destaque no mínimo um e no máximo três, isto aumenta suas chances diante da quantidade de currículos que chegam todos os dias para seleção. Imaginem triar 300 currículos para uma vaga!
6 – Descreva de forma sucinta as atividades que já desempenhou, um breve histórico com a descrição das funções exercidas.
7 – Coloque as três últimas experiências profissionais em ordem decrescente, ou seja, em primeiro lugar a última empresa em que trabalhou. Opte por descrever a data de saída ao invés de colocar tempo de permanência na empresa. A última data é importante para o selecionador saber a quanto há tempo está desempregado ou se está trabalhando atualmente.
8 – Descreva sua formação acadêmica também em ordem decrescente.
9 – Discorra sobre os cursos realizados nos últimos meses, ainda que tenham sido online. muitos profissionais orientam para não colocar, no entanto esta descrição demonstra que você está sempre buscando atualização.
E não se esqueça que todas as sugestões acima são preparações técnicas e pessoais, para se apresentar no universo corporativo. Mas você não deve deixar de colocar a sua vida nas mãos de Deus, para que Ele  a conduza para a melhor oportunidade. Nós como seres humanos, pecadores que somos, temos visão limitada e, muitas vezes, podemos nos deparar com situações que são aparentemente brilhantes, mas podem ser grandes armadilhas.
Faça a preparação que que estiver ao seu alcance, pois certamente, a seu tempo, a porta que Deus preparou para você lhe será aberta.
Não desanime, confie! Porque aquele que começou a boa obra é fiel para aperfeiçoá-la.
 
Cleonice Andrade da Costa é casada com Valdeir Gomes da Costa, mãe do Murilo e do Felipe, é Gerente de Recursos Humanos, graduada em Administração de Empresas e pós graduada em Gestão Estratégica de Pessoas e Docência para o Ensino Superior. Serve a Jesus na Igreja Adventista da Promessa em Santana, São Paulo – SP
Ajuda com orientações: https://www.linkedin.com/in/cleocosta
 
 

A missão de ensinar para transformar

É certo que os tempos mudaram, e com isso as necessidades educacionais também. As metodologias e ferramentas utilizadas anteriormente necessitaram de um novo olhar. Os professores se reinventaram rapidamente, aprenderam novas habilidades, aliaram-se às tecnologias, trouxeram a sala de aula para dentro de casa e enfrentaram todos os desafios para cumprir uma missão: ENSINAR.
Porém ensinar é muito mais do que transmitir conhecimentos e o professor comprometido com a educação compreende que ensina para transformar vidas. Para isso precisa manter o amor pelo ensino e por seus alunos, criando vínculos afetivos, conhecendo as adversidades que enfrentam, o contexto social em que vivem e demonstrando interesse em seus questionamentos.
Quando compreendemos que somos salvos pela graça e que nossa missão é ensinar aos outros tudo o que Jesus nos ordenou (Mateus 28:20), somos tomados por um sentimento de gratidão e pela vontade de servir a Deus com o nosso trabalho, nos âmbitos sociais em que estamos inseridos. O professor tem a oportunidade diária de impactar vidas por meio de suas palavras, atitudes, por sua dedicação ao próximo e pela busca da excelência em suas aulas. Assim podemos ser uma igreja presente entre as pessoas, atuando de maneira relacional e intencional, apresentando Jesus a partir de atitudes diárias que demonstram o Amor de Deus com paciência, bondade, igualdade e justiça.
Desse modo, professor, não deixe que as dificuldades do cotidiano lhe impeçam de continuar transformando vidas por meio da educação. Procure ser missional, interessado(a) em se relacionar com a sociedade em que está, ao passo que as pessoas percebam a singularidade de uma vida que foi impactada pela graça de Deus. Parabéns pelo seu dia, Professor! Orgulhe-se por tão nobre profissão que é capaz de transformar e impactar vidas! Que Deus te abençoe e capacite cada dia mais!
Lílian de Lima Pimenta Lopes é casada com Kassio Lopes, pedagoga pós-graduada em psicopedagogia, atua como professora do Ensino Fundamental l, ela e o esposo servem a Jesus na Igreja Adventista da Promessa no Bairro de Santana, São Paulo – SP.
 
 
 
 
 

Leia mais: Câncer de Mama

Doença tem 95% de cura, se detectada precocemente
Primeiro, a dúvida: um caroço, um nódulo, um exame com “problema”. Depois a espera: uma biópsia da mama… Enfim, o diagnóstico: câncer de mama! E agora? Vou morrer? Quanto tempo tenho de vida? E o meu seio? E a minha família, como vai ficar quando souber? Quantas dúvidas e incertezas passam pela cabeça de uma mulher nesse momento. O câncer de mama é, provavelmente, o mais temido pelas mulheres, devido à sua alta frequência e, sobretudo, pelos seus efeitos psicológicos, que afetam a percepção da sexualidade e a própria imagem pessoal. Ele é relativamente raro, antes dos 35 anos de idade, mas acima dessa idade, sua incidência cresce rápida e progressivamente.
No Brasil, excluídos os tumores de pele não melanoma, o câncer de mama também é o mais incidente em mulheres de todas as regiões. Para o ano de 2020 foram estimados 66.280 casos novos, o que representa uma taxa de incidência de 43,74 casos por 100.000 mulheres, segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer).
O QUE É CÂNCER DE MAMA?
As mamas (ou seios) são glândulas e sua função principal é a produção de leite. Elas são compostas de lobos que se dividem em porções menores, os lóbulos, e ductos, que conduzem o leite produzido para foram pelo mamilo.
TIPOS DE CÂNCER DE MAMA
A maioria dos cânceres de mama acomete as células dos ductos das mamas. Por isso, o tipo mais comum se chama Carcinoma Ductal. Ele pode ser in situ, quando não passa das primeiras camadas de célula desses ductos, ou invasor, quando invade os tecidos em volta. Os cânceres que começam nos lóbulos da mama são chamados Carcinoma Lobular e são menos comuns que o primeiro. Outros tipos são mais raros, mas ocorrem. A chamada Doença de Paget é um tipo de câncer nos ductos do leite que se espalha para a auréola, normalmente causando coceira, descamação ou enrugamento do mamilo. Já o carcinoma inflamatório é muito agressivo, espalhando-se com mais rapidez, comprometendo toda a mama, deixando-a vermelha, inchada e quente.
PRINCIPAIS FATORES DE RISCO
Cerca de 75% a 80% dos casos ocorrem em mulheres com mais de 50 anos. Antecedentes na família também contribuem para o surgimento da doença, principalmente entre parentes de primeiro grau (quanto maior a proximidade do parentesco, mais alto é o risco). A presença de mutações em determinados genes aumenta o risco da doença. Em famílias com um número elevado de casos, o teste genético pode demonstrar a presença ou não da mutação. Com essa informação, os médicos podem sugerir medidas de prevenção ou otimizar a detecção da doença nessa população de risco.
Outro fator de risco é a menarca precoce (primeira menstruação antes dos 12 anos) ou menopausa tardia (parada da menstruação após os 50 anos). A primeira gravidez após os 35 anos pode também representar um fator de risco, além da não-amamentação. 

SINTOMAS
Na maior parte das vezes, o primeiro sinal do câncer de mama é um pequeno nódulo no seio, geralmente indolor, que pode crescer lenta ou rapidamente. Outros sintomas incluem: mudança de cor, reentrâncias, enrugamentos ou elevação da pele em uma área do seio; mudança do tamanho ou formato do seio; secreção no bico do seio (principalmente sanguinolenta ou tipo água cristalina); um ou mais nódulos nas axilas. Em casos mais adiantados, pode aparecer ferida na pele com odor muito desagradável.
DIAGNÓSTICO
Para descobrir o câncer de mama o mais rápido possível, você deve seguir as orientações do seu ginecologista e a recomendação do Ministério da Saúde: autoexame mensal entre o 7º e o 10º dia após a menstruação ou em dia mensal instituído pela paciente, quando menopausada. O autoexame é simples e deve ser feito apenas uma vez por mês, longe da menstruação (fase em que as mamas encontram-se inchadas, doloridas e cheias de nodulações). A primeira vez que se palpa a mama, pode-se ter a sensação de muitos “caroços anormais”. Porém, com o passar do tempo, adquire-se um auto conhecimento das mamas, e, se algo anormal aparecer, a paciente poderá identificá-lo.
O Ministério da Saúde também prevê o exame clínico das mamas pelo ginecologista, anualmente, para todas as mulheres com 40 anos ou mais. O exame clínico das mamas deve fazer parte também do atendimento integral à mulher em todas as faixas etárias. As mulheres com idade entre 40 e 69 anos devem fazer a mamografia, com intervalo máximo de dois anos entre os exames. Já as mulheres pertencentes a grupos populacionais com risco muito elevado (mãe ou irmã com câncer de mama ou muitos casos na família) devem fazer o exame clínico das mamas e mamografia anual a partir dos 35 anos. Se a mamografia mostrar alguma lesão, o médico indicará biópsia.


TRATAMENTO
Existem vários tipos de tratamento para o câncer de mama. São vários fatores que definem o que é mais adequado em casa caso. Além disso, o médico pede exames de laboratório e de imagem para definir qual a extensão do tumor e se ele saiu da mama e se alojou em outras partes do corpo. Se o tumor for pequeno, o primeiro procedimento é uma cirurgia para extração do mesmo. Dependendo do tamanho da mama, da localização do tumor e do possível resultado estético da cirurgia, o cirurgião retira só o nódulo, uma parte da mama (geralmente, um quarto da mama ou setorectomia) ou retirada total (mastectomia) e os gânglios axilares. As características do tumor retirado e a extensão da cirurgia definem se a mulher necessitará de mais algum tratamento complementar.
Em alguns casos, utiliza-se a radioterapia, que consiste na aplicação de feixe de raios ionizantes para a destruição de células tumorais que ainda existam no local da cirurgia que, por ser tão pequena, pode não ter sido localizada pelo cirurgião ou pelo patologista. Dependendo do estadiamento, ou seja, quão avançada esteja a doença, também será indicada quimioterapia (uso de medicamentos que matam células malignas circulantes) ou hormonioterapia (uso de medicações que bloqueiam a ação dos hormônios).
A boa notícia é que essa doença tem 95% de chance de cura, se o diagnóstico e o tratamento forem feitos precocemente.
Porém, independentemente de quão avançada está a medicina moderna e quantos tratamentos existam, saiba que tudo o que acontece com você não passa despercebido pelos olhos amorosos e atentos do nosso Deus. Se algo não sair exatamente como você esperava, saiba que Ele ainda continua no controle.
Cláudia Falcão Marques do Amaral é ginecologista e obstetra. Congrega na IAP em Vila Medeiros (São Paulo, SP). Texto publicado no Clarim 57, maio a outubro de 2009.

Mulher em construção

Todos sabemos que no mês de outubro comemora-se o dia das crianças, ansiosamente esperado pelos pequeninos. Mas você sabia que dia 11 é o “Dia Internacional da Menina”?
Pois é, a data foi criada em 2012 pela Organização das Nações Unidas (ONU), com o intuito de chamar a atenção para os direitos das meninas e adolescentes em todo o mundo.
Temas importantes são tratados, como a gravidez entre pré-adolescentes, que em relatório divulgado em 2018 pela ONU teve um índice de 46 nascimentos para cada mil meninas de 15 a 19 anos. No Brasil a taxa é de 68,4. Isso sem falar em casos de gravidez em meninas ainda mais jovens, com até 10 anos de idade, vítimas de abusos muitas vezes de pessoas de suas próprias famílias. Nessa faixa etária a mortalidade materna é preocupante e o alerta necessário.
Comunicação e informação geram esclarecimentos, por isso precisamos falar com nossas meninas sobre estes assuntos também.
Mas podemos começar demonstrando o quanto são importantes, amadas pelo Criador de um jeito imensurável! E neste dia, além de informações, dizer o quanto são preciosas, cada uma de um jeito único e especial. Ensinar que no mundo enfrentamos muitas batalhas, desigualdades, preconceitos, mas que Deus capacitou a todas, que Ele não faz acepção de pessoas, como lemos em Atos 10:34; que seguimos realizando sonhos e conquistando vitórias! E, para que se tornem mulheres fortes e respeitadas, precisamos ensiná-las a valorizar quem as trata com amor, e que não precisam e nem devem aceitar serem tratadas de forma diferente. Podemos contar umas com as outras, e com todos os que nos amam.
Precisava de um dia especial para isso? Talvez não…mas uma pesquisa simples vai mostrar que em minutos uma menina morre em algum lugar vítima de violência, milhões de meninas não têm acesso à educação, sem contar as formas horríveis de mutilações a que são submetidas. E os dados chocantes seguem em várias direções, há muitas em grau extremo de vulnerabilidade por aí… observem à volta!
Devemos nos conscientizar do cuidado que nossas meninas precisam em todo o mundo. A atenção, o carinho e direcionamento, necessários, sempre respeitando a individualidade e a personalidade incrível que Deus concedeu a cada uma.
Malala Yousafzai, uma jovem ganhadora do Prêmio Nobel da Paz em 2014, disse: “Só percebemos a importância da nossa voz quando somos silenciados”. Por isso conversem com as meninas de sua vida, orientem, cuidem e estendam a mão. Estejam presentes em suas vidas.
Em 1ª João 2:14 lemos que o apóstolo, dirigindo-se aos jovens diz: “Eu vos escrevi, porque sois fortes”.
Então, meninas, sigam em frente…vocês são fortes. Feliz dia das meninas!
Ministério de Mulheres