Dicas da lição 5 – “Muros vêm abaixo”

Muros vêm abaixo

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Dicas

Música: Para a introdução da lição, comece sua aula cantando com a classe o hino “vem com Josué lutar em Jericó”. Ele é um louvor que mostra como o episódio da queda da muralha, pode motivar o povo de Deus hoje, em sua caminhada.
Vídeo: No item 1, mostre aos seus alunos e alunas, um vídeo em que um arqueólogo explica um pouco das ruínas das muralhas de Jericó. Acesse o vídeo neste link: https://www.youtube.com/watch?v=Pqj4HimDbHY.
Dinâmica: No item 2, distribua folhas de sulfite à classe e pergunte como eles elaborariam um plano de invasão para conquistar Jericó. Peça que levem em conta as características da cidade, conforme o item 1, mostrou. Após, três a cinco minutos, para pensarem, diga para exporem as resoluções e em seguida, explique a classe qual foi a estratégia de Deus e seu significado.

Comentários Adicionais

    1. Informações de Jericó
      “A cidade de Jericó foi reconstruída ao término da Idade do Bronze (em aproximadamente 1550 a.C.), embora numa escala consideravelmente menor que em uma época anterior. A cidade foi fortificada por meio de um muro duplo de tijolos de barro, sendo que a parede interior seguia a direção geral das fundações sobre as quais havia sido erguido o muro do início da Idade do Bronze. Nessa obra foram empregados tijolos de barro, secados ao sol que, ao seu lado do curso desigual dos muros, resultou na natureza irregular das fundações, e em um padrão inferior de construção.” (HARRISON, R. K. Tempos do Antigo Testamento. Tradução de Degmar Ribas. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p.167).
    2. As medidas de Jericó
      “Escavações realizadas em Jericó indicam que a cidade ocupava uma área de cerca de 32,4 km² e eram cercada por duas muralhas paralelas, separadas entre si por uma distância de aproximadamente cinco metros. Foi ao avistar cidades como Jericó que os dez espias israelitas se convencerem de que Israel jamais conseguiria conquistar a terra (Nm 13:28).” (Wiersbe, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo: Antigo Testamento: volume II, Histórico. Traduzido de Susana E. Klassen. Santo André: Geográfica editora, 2006, p.39).
    3. Uma vitória para Deus
      “Nessa primeira vitória em Canaã, Jericó foi oferecida a Deus como ‘primícias’ das vitórias vindouras. Era comum os soldados dividirem os despojos de guerra entre si (Dt 20:14), mas não foi o caso em Jericó, pois tudo naquela cidade pertencia ao Senhor e foi colocado em seu tesouro (Dt 13:16; 1 Rs 7:51). Esse foi um mandamento a que Acã desobedeceu, e, posteriormente, sua desobediência causou a derrota e desgraçada de Israel e a morte do próprio Acã e de sua família.” (Ibidem, p.42).
    4. Por que Deus mandou matar os cananeus?
      “(…) a verdadeira questão era aquela da moralidade de Jeová contra os depravados rituais da religião cananita. Não havia nenhuma forma de acomodação entre as duas e se o rígido código de ético de Israel precisava ser estabelecido permanentemente, seria inevitável a eliminação da orgíaca religião cananita. Nem poderia haver qualquer diminuição de esforços na resoluta posição contra a natureza e os rituais aviltantes cultos da fertilidade de Canaã sem que a integridade da religião hebraica fosse imediatamente afetada. Do ponto de vista cultural, a sociedade do Oriente Próximo sofreu poucas perdas quando a decadente civilização de Canaã caiu sob os golpes poderosos dos israelitas invasores. Se tivessem sido completamente exterminados, todo sentido da sua história posterior poderia ter sido completamente distinto.” (HARRISON, R. K. Tempos do Antigo Testamento. Tradução de Degmar Ribas. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p.168).
    5. Para a crueldade do povo, a justiça de Deus
      “Durante pelo menos quinhentos anos, eles [cananeus] haviam ocupados aquelas terras e sacrificavam os seus filhos aos deuses, praticavam a imoralidade e adoravam a natureza em vez de ao Deus verdadeiro. Eram povos cruéis que viviam guerreando entre si. Aquela não era apenas uma guerra de conquista, mas também uma expedição punitiva. Deus estava mandando Israel como chicote e espada para aqueles povos que sempre o desafiaram.” (Nicodemus, Augusto. A conquista da terra prometida: a mensagem de Josué para hoje. São Paulo: Vida Nova, 2017, pp. 114-115).

Dicas da lição 4 – “Prepare-se para a guerra”

Prepare-se para a guerra

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Dicas

Dinâmica: Para iniciar a aula peça 2 voluntários para participar de uma dinâmica. Entregue uma bexiga para cada um (fure essas bexigas com uma agulha antes de iniciar a aula). Enquanto os 2 voluntários tentam encher as bexigas, peça para que os demais alunos da classe comecem a citar os feitos de Deus ao longo da caminhada no deserto. Após um tempo de tentativas de encher as bexigas, explique à classe que com todas essas ações de Deus, os cananeus estavam com medo, era um excelente momento para guerrear, os israelitas poderiam se encher de coragem para ir à luta. Porém, o Senhor, resolveu prepará-los de outra forma, precisavam encher -se da certeza de que Deus estaria na direção de tudo. Não venceriam apenas com seu folego e coragem, mas com a graça de Deus.
Lembrete: Em seguida no item 1 relembre com a classe o significado e importância da circuncisão (Gn 17, 34; Ex 4:24-26).
Esclarecimento: No item 2 apresente para a sala os significados dos elementos da Páscoa, enfatizando a importância de lembrar que Deus os libertou do Egito.
Ilustração: Entre o item 2 e 3 faça a seguinte ilustração: Pegue um copo transparente e encha-o com objetos. Pergunte à classe se está cheio, se cabe mais alguma coisa. Complete o copo com água mostrando que sim, ainda faltava algo para preencher o copo. Apresente o item 3 onde após estabelecer sua aliança com o povo, e celebrar a salvação, a preparação que Deus estava realizando também contou com a visita do próprio Deus.

Comentários Adicionais

    1. O motivo da circuncisão
      “Nenhum membro incircunciso da comunidade atravessou o mar Vermelho nem ficou no monte Sinai nem entrou em aliança com Deus. De forma que isso deve ser válido para a nova geração. Todos devem ser circuncidados. Entretanto, o versículo 5 [Js 5] contém um mas. O leitor fica sabendo que aqueles que nasceram depois de o povo sair do Egito não foram circuncidados. Novamente a expressão nem um sugere que ninguém foi circuncidado. O povo todo da geração anterior estava circuncidado; da geração nascida no deserto, nem um deles.” (HESS, Richard. Josué: Introdução e comentário. Tradução de Márcio Loureiro Redondo e Gordon Chown. São Paulo: Vida Nova, 2006, pp. 108-109).
    2. O que é o “opróbio do Egito”?
      “O opróbio do Egito foi a desobediência da geração anterior (a geração do Egito), a qual ocasionou o período de peregrinação e morte no deserto. Aquela geração não pôde herdar a terra. Presumivelmente o mesmo juízo repousava sobre a nova geração. Foi mediante sua obediência à aliança, sua circuncisão, que esse juízo pôde ser removido da nação.” (Ibidem, p.110).
    3. Ceia, a Páscoa dos cristãos
      “A Páscoa era uma festa típica, simbólica, que apontava para o sacrifício de Cristo no nosso lugar. Celebramos a ceia, que é aquilo que a Páscoa representava, o símbolo do sacrifício de Cristo. Em nosso lugar (…) por causa do calendário litúrgico, durante o ano, quando chega a Páscoa, falarmos em celebrar a Páscoa, mas celebramos a Páscoa toda vez que celebramos a ceia.” (Nicodemus, Augusto. A conquista da terra prometida: a mensagem de Josué para hoje. São Paulo: Vida Nova, 2017, p. 104).
    4. Nova dieta
      “Aquela geração comeu pela primeira vez do fruto de Canaã. A refeição visava encorajá-los e animá-los, visto que já haviam passado o Jordão, já estavam na terra e começavam a comer do fruto dela. É como se a ponte que os ligava ao passado tivesse arrebentado: a comida deles veio do céu durante quarenta anos, mas agora, com a terra diante deles, deveriam plantar para colher. No deserto não havia como fazer isso, mas a partir daquele momento sim.” (Ibidem, p. 105).
    5. Deus, o comandante do exército
      “Quando Josué encontrou-se com o Senhor, descobriu que a batalha era do Senhor, Josué só precisava ouvir a Palavra do Senhor e obedecer a suas ordens, e Deus cuidaria do resto. Deus já havia entregue Jericó nas mãos de Israel (Js 6:2); tudo o que lhes restava fazer era dar um passo de fé e apropriar-se da vitória ao obedecer às ordens do Senhor.” (Wiersbe, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo: Antigo Testamento: volume II, Histórico. Tradução de Susana E. Klassen. Santo André: Geográfica editora, 2006, p.37).

Dicas da lição 3 – “O Senhor está conosco”

O Senhor está conosco

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Dicas

A Arca da Aliança e seu simbolismo: No item 1 “Sigam a arca”, apresente, no datashow, um desenho da Arca da Aliança de modo que seja possível saber seu conteúdo (sugestão: https://br.pinterest.com/pin/299137600228548354/?lp=true). Olhando para a tela, enumere o conteúdo e explique o simbolismo para o povo de Israel. Mostre porque a Arca da Aliança era tão importante para a época:
• A tampa (propiciatório) = Presença de Deus
• As tábuas dos dez mandamentos = Lei que rege a moralidade do homem
• A vara de Aarão = O poder de Deus
• O pote com o maná = Provisão de Deus ao seu povo
OBS.: Deixe claro que a importância do simbolismo estava restrita àquela época conforme descrito na lição bíblica na parte “FATOS PARA RECORDAR”.
Dinâmica: Faça a dinâmica “Sigam o lider”, no item 2 “Ouçam o lider”.
Objetivos: Mostrar a importância de haver um líder nas diversas áreas do serviço cristão para que todos alcancem o propósito comum, sem atropelo, sem sobrecarga e sem ociosidade.
Tempo: 5 minutos.
Preparação prévia: Fazer um caminho em “S” usando cadeiras, com espaço suficiente para uma pessoa passar entre elas sem esbarrar nelas.
Desenvolvimento:
• Escolha, aleatoriamente, entre 5 (cinco) a 8 (oito) participantes da aula e os chame para frente, próximos às cadeiras.
• Peça para que todos dêem as mãos formando um círculo e fechando-o a ponto deles formarem um bloco comprido.
• Peça para que esse “bloco” de pessoas entre no espaço entre as cadeiras por um lado e tentem sair do outro lado sem esbarrar nas cadeiras ou, pelo menos, sem afastá-la do lugar onde estão.
• Obviamente essa missão será impossível. Assim que entrarem, as cadeiras sairão do lugar, claro!
• Peça para retornarem para frente das cadeiras novamente enquanto você as arruma como estavam inicialmente (com um caminho entre elas no formato de “S”).
• Agora as mesmas pessoas escolherão um líder, darão as mãos formando uma fila com o líder escolhido sendo o primeiro da fila.
• Essa “fila” entrará novamente e todos sairão do outro lado sem bagunçar as cadeiras.
Conclusão: Abra sua Bíblia em Josué 3: 7-9, peça para que todos abram nesse mesmo texto, faça a leitura compassadamente e mostre o quando Deus reconhece a importância de um líder para o seu povo. Mostre a importância de seguirmos as instruções de um líder e enfatize que o líder merece respeito principalmente porque é Deus quem o escolhe. Consubstancie seus argumentos lendo Efésios 4: 11 e 14.
Testemunhos: Se for possível, abra o site http://portaliap.org/ diretamente na tela do datashow, role a tela até a parte “TESTEMUNHOS” (abaixo de “O CLARIM”), e leia concomitantemente ao que está sendo apresentado, uns dois testemunhos de irmãos promessistas postados lá – apenas o último parágrafo para não demandar muito tempo. Fale com a classe sobre a necessidade de falarmos do que Deus fez na nossa vida para que tais bênçãos se tornem um memorial e ligue isso ao item 3, “Façam um memorial”. Certamente, não deixe de mencionar a Ceia do Senhor como o principal memorial da morte de Cristo por nós, conforme mencionado na página 24.

Comentários Adicionais

    1. Direção do Senhor
      “Depois de instruir os sacerdotes que estavam carregando a arca, Josué compartilhou as palavras do Senhor com o povo. Não engrandeceu a si mesmo, mas, sim ao Senhor e às bênçãos de sua graça concedidas à nação. A verdadeira liderança espiritual volta os olhos do povo de Deus para o Senhor e sua grandeza.” (Wiersbe, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo: Antigo Testamento: volume II, Histórico. Tradução de Susana E. Klassen. Santo André: Geográfica editora, 2006, p.28).
    2. A dimensão da abertura do Jordão
      “Abriu-se (…), um vau de mais de vinte quilômetros para que um milhão de israelitas passassem. Os sacerdotes foram à frente e, quando chegaram no meio do leito do rio, pararam. E, depois, todo o povo atravessou. Note o detalhe no final do versículo 16: ‘Então o povo passou bem em frente de Jericó’. Por que Deus escolheu aquele lugar? Para que o povo de Jericó visse. Para que os inimigos vissem o que Deus estava fazendo.” (Nicodemus, Augusto. A conquista da terra prometida: a mensagem de Josué para hoje. São Paulo: Vida Nova, 2017, p.73).
    3. Atrás da arca da aliança
      “A arca era símbolo de habitação do Santo; c.f. Números 7.89. A distância de dois mil côvados era aproximadamente a da margem exterior do Jordão até o leito interior, de el-Ghôr a ez-Zôr. Desse modo, o povo ainda estaria na margem exterior quando os pés dos sacerdotes tocassem a margem das águas (ver o v. 8 [Js 3]).” (WOUDSTRA, Marter H. Comentário do Antigo Testamento: Josué. Tradução de Marcos Vasconcelos. São Paulo: Cultura Cristã, 2011, p.92).
    4. Lições do Jordão
      “Toda essa narrativa histórica é mais do que uma história para nós, pois dela podemos aprender valiosas lições. Há um elemento histórico aqui que não se repete. Deus é o mesmo ontem, hoje e eternamente, e pode abrir ao meio qualquer rio brasileiro para que seu povo passe sem molhar os pés, mas ninguém espera que ele faça isso hoje. A travessia do Jordão foi um fato histórico que não se repete, pois Deus a realizou com a intenção salvífico-redentora. O episódio faz parte dos atos poderosos de Deus na história da redenção, em que ele manifesta sua glória.” (Wiersbe, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo: Antigo Testamento: volume II, Histórico. Tradução de Susana E. Klassen. Santo André: Geográfica editora, 2006, Ibidem, p.74).
    5. O memorial do Jordão
      “Essas doze pedras empilhadas eram uma lembrança daquilo que Deus havia feito por seu povo. Os israelitas acreditavam na importância de ensinar a geração seguinte sobre Jeová e seu relacionamento especial com o povo de Israel (Js 4:6) (…). Para algum incrédulo, doze pedras empilhadas não passavam de um monte de pedras, mas para um israelita que cria em Deus, era uma lembrança constante de que Jeová era seu Deus, operando maravilhas em favor de seu povo.” (Ibidem, p.30).

Dicas da lição 2 – “Uma nova chance”

Uma nova chance

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Dicas

Dinâmica: Na introdução da lição bíblica, o professor poderá convidar um ou dois alunos (combinados previamente), a contar para classe a história da saída de um antigo emprego, e a entrada em um novo. Peça a eles que conte a classe a experiência de ser demitido em contraste com a sensação de ter uma nova chance em um novo emprego.
Vídeo 1: No item 2 “Nova chance para acertar” e questão respectiva (2), o professor, poderá apresentar um vídeo que explora a história de Raabe sob o prisma arqueológico. Veja nesse link e assista o vídeo com sua classe até o minuto 7:13: https://www.youtube.com/watch?v=xwOsKLh8XW0&t=345s
Confira o link a seguir, que fala um pouco da caminhada do povo até Canaã: https://jesusreigns.wordpress.com/2009/07/13/israels-exodus-from-egypt-and-entry-into-canaan/.
Vídeo 2: No item “Lições para praticar”, (“Em sua vida, acredite na bondade de Deus”), Você poderá utilizar um vídeo apelativo em relação a misericórdia de Deus para com Raabe, e como Deus nos trata com essa mesma bondade: https://www.youtube.com/watch?v=7FjKVRPbb9E

Comentários Adicionais

    1. Hospedagem suspeita
      “(…) entraram na casa de uma mulher prostituta. O texto tem todo cuidado de não deixar implícito um relacionamento sexual entre os espiões e sua hospedeira. Existe uma expressão usual para designar a entrada em prédios de todo tipo (cf. Jz 9.5; 2Sm 12.20; 2Rs 19.10). Tal expressão não sugere relações sexuais com uma prostituta. Caso a intenção fosse sugerir relações sexuais, não teria havido qualquer palavra intermediária, tal como a casa de. Isso se vê quando Sansão visitou uma prostituta e ‘coabitou com ela’ (lit. ‘entrou a ela’; Jz 16.1). Ademais, o último verbo do versículo [Js 2.1], pousaram ali, não é utilizado para indicar relações sexuais sem o uso da preposição ‘com’ seguida da designação de uma parceira.” (HESS, Richard. Josué: Introdução e comentário. Tradução de Márcio Loureiro Redondo e Gordon Chown. São Paulo: Vida Nova, 2006, p.77).
    2. Bordel ou hospedaria?
      “Por que os espiões escolheram a casa de uma prostituta? Essa casa era mais provavelmente uma taberna, uma hospedaria ou uma parada para descanso, que poderiam ser utilizados por visitantes, ao invés de um bordel. Existem evidências em favor de tais acomodações para passar a noite e de seu uso por caravanas em viagem e por mensageiros reais na Canaã dos séculos XIV a XII. Não há motivo algum para duvidar que algo parecido existia na Jericó antiga. Vê-se confirmação disso mais tarde, à época do Novo Testamento (Lc 10.30-35). Tal local naturalmente atrairia a depravação da região, tal como tem sido o caso ao longo da história.” (Ibidem, pp.77-78).
    3. Escondidos no terraço
      “Na casa de Raabe, como era costume na época, usava-se o terraço para secar o trigo e outros cereais. Essa parte da casa se chamava eirado e era uma espécie de andar superior descoberto, onde se colocavam esses grãos até que ficassem secos, para depois serem consumidos como alimentos. Raabe, sabendo que o rei viria atrás dos dois espias, resolveu salvá-los e os escondeu no terraço, entre os talos de linho que ali haviam sido colocados.” (Nicodemus, Augusto. A conquista da terra prometida: a mensagem de Josué para hoje. São Paulo: Vida Nova, 2017, p.48).
    4. Por que Josué enviou espias?
      “(…) o fato de Josué enviar os espias é simplesmente uma evidência da sua precaução como general e não conflita com o milagre que se seguirá. Também não é indicação de falta de fé nas promessas de Deus. O relato dos espias deve ser visto sob essa luz.” (WOUDSTRA, Marter H. Comentário do Antigo Testamento: Josué. Tradução de Marcos Vasconcelos. São Paulo: Cultura Cristã, 2011, p.83).
    5. O significado do cordão de escarlate
      “Alguns pais da igreja consideravam que o cordão vermelho usado por Raabe como sinal pelo qual ela e sua família seriam poupados da morte era como um símbolo do sangue de Cristo. A própria Raabe era considerada como um símbolo da igreja, visto que por sua fé e afeição ela garantiu a segurança de sua família. Associações tipológicas desse tipo devem ser tratadas com todo cuidado. Qualquer conexão tipológica entre os Testamentos deve ser reconhecida à luz da consciência da própria Bíblia, mas é necessário ter o cuidado de identificar se há, de fato, uma linha de continuidade real que se estende do ‘tipo’ àquilo que ele supostamente tipifica.” (Ibidem, p.87).

Dicas da lição 1 – “Seja forte e corajoso”

Seja forte e corajoso

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Dicas

Dinâmica: Utilizando pedaços de cartolina, papel cartão ou mesmo em folha de sulfite, anote as seguintes frases e palavras:
Introdução
Não te mandei eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o Senhor, teu Deus, é contigo por onde quer que andares. (Js 1:9)

  • Item 1
    Disposição
  • Item 2
    Pastorear
  • Item 3
    Coragem
  • Item 4
    Obedecer

Pegue as frases e palavras e distribua para seus alunos: individual, duplas, trios ou grupos. A ideia é que cada um fique responsável por explicar um item da lição, tornando assim a lição mais interativa e participativa.
Vídeo: Acesse o vídeo neste link: https://www.youtube.com/watch?v=l_ykicX1oCE
Para falar um pouco da liderança de Josué, a reportagem mostra alguns cenários descritos neste livro bíblico. Exiba o vídeo até 4min25s. Veicule este vídeo antes ou depois das explicações dos itens.

Comentários Adicionais

    1. O sucessor de Moisés: Josué
      “O manto de Moisés recai sobre Josué; uma herança apavorante, e isso não era menor em retrospectiva, visto que a estatura do legislador não diminuiu com o passar dos anos. O seu título servo é encontrado em Ex 14.31, Nm 12.7,8 (uma passagem-chave), Dt 34.5; ocorre em Reis e em livros posteriores, e com freqüência em Josué. A palavra (‘ebed) significa ‘escravo’, mas é usada muitas vezes com referência a o ciais do rei, até mesmo dos escalões mais elevados. Josué recebe o título (Js 24.29; Jz 2.8). A continuidade da sua obra com a de Moisés é destacada neste capítulo e ocorre repetidas vezes (esp. 3.7; 4.10,14; 8.30-35; 11.12,15, 20; com frequência nos caps. 12-22; e, principalmente por alusão, no cap. 23)”. (BRUCE, F. F. Comentário Bíblico NVI: Antigo e Novo Testamento. Tradução de Valdemar Kroker. São Paulo: Vida, 2008, p. 393).
    2. A importância de apoiar novos líderes
      “A incumbência de um líder não é eterna, mesmo de líderes piedosos como Moisés. Chega um momento em todo ministério que Deus deter- mina um novo começo, com nova geração e nova liderança. Com exceção de Josué e Calebe, a geração mais velha de israelitas havia morrido durante o tempo em que o povo passou vagando pelo deserto, e Josué recebeu a comissão de liderar a geração seguinte em um novo desafio: entrar na Terra Prometida e conquistá-la. ‘Deus sepulta seus obreiros, mas a obra continua.’ Foi Deus quem escolheu Josué, e todos em Israel sabiam que ele era seu novo líder. Ao longo dos anos, tenho visto igrejas e outros ministérios paraeclesiásticos se debaterem e quase se destruírem em suas tentativas inúteis de conservar o passado e de fugir do futuro. Seu lema é: ‘Como era no passado, assim seja para sempre e eterna- mente’. Tenho orado muitas vezes por líderes cristãos e com eles, irmãos criticados, perseguidos e atacados apenas porque, assim como Josué, receberam a comissão divina de liderar um ministério em novos campos de conquista, mas se viram diante de um povo que se recusou a segui-los. Não é raro um pastor ser sacrificado simplesmente por ousar sugerir algumas mudanças na igreja”. (WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo: Antigo Testamento: volume II, Históricos. Tradução de Susana E. Klassen. Santo André, SP: Geográfica editora, 2006, p. 14).
    3. Não há briga pelo poder. Josué é eleito por Deus e conhecido pelo povo
      “Josué 1.1-9 inicia o livro todo com promessas e instruções para Josué e todo Israel. A relação literária com Deuteronômio sugere que aquilo que segue é a implementação do programa deuteronômico. Esses versículos ini- ciais são um sumário da instrução de Deus a Moisés mediante sua repetição a Josué. Também atendem a um propósito político encontrado ao longo dos primeiros poucos capítulos, a saber, que Josué é o líder de Israel reconhecido por Deus como o sucessor de Moisés. Épocas de transição de liderança são ocasiões de instabilidade em potencial e de catástrofe para a segurança de qualquer grupo. Nesses capítulos iniciais de Josué, o leitor encontra um texto após outro que legitima a autoridade de Josué e dessa forma assegura que o falecimento de Moisés não seria o começo de uma luta pelo poder, o que ocorrera repetidas vezes no deserto. Pelo contrário, os textos mostram Josué como sucessor de Moisés, recebendo as promessas e instruções divinas para a liderança do povo, as quais também haviam sido dadas a Moisés. Os pa- péis de liderança de Josué em questões políticas, militares e religiosas estão em destaque antes que aconteça a travessia do Jordão”. (HESS, Richard. Josué: Introdução e comentário. Tradução de Márcio Loureiro Redondo e Gordon Chown. Vida Nova: São Paulo, 2006, p. 64).
    4. Promessas de conquistas que os cristãos precisam se apropriar
      “Deus prometeu a Josué que Israel entraria na terra (vv. 3, 4). Ao longo dos séculos, Deus reafirmou essa promessa desde suas primeiras palavras a Abraão (Gn 12) até suas últimas palavras a Moisés (Dt 34:4). Deus os faria atravessar o Jordão e entrar em território inimigo. Em seguida, ele os capacitaria a se apropriarem da terra que lhes prometera. O medo e a incredulidade que haviam causado a derrota de Israel em Cades-Barneia (Nm 13) não se repetiriam. Deus já lhes havia concedido a terra, e era responsabilidade deles dar um passo de fé ao apropriar-se de sua herança (Js 1:3; ver Gn 13:14-18). Deus reafirmou a Josué a mesma promessa de vitória que havia dado a Moisés (Nm 11:22-25) e definiu com precisão as fronteiras da terra. Israel só atingiu os limites desse território durante os reinados de Davi e de Salomão”. (WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo: Antigo Testamento: volume II, Históricos. Tradução de Susana E. Klassen. Santo André, SP: Geográfica editora, 2006, p. 15).
    5. Lições para os cristãos hodiernos
      “Para os cristãos, esse capítulo inicial ensina que o povo deve reconhecer a liderança do povo de Deus como escolha do próprio Deus. O teste de todo ministério acha-se assim no conhecimento da Palavra de Deus e na obediência a ela, algo que pode atender às necessidades práticas do povo de Deus (l Tm 3.1- 10; Tt 1.6-9). A ordem de Josué às tribos transjordanianas e sua promessa leal a ele constituem exemplo da im- portância da unidade do povo de Deus e do apoio que dão à liderança que Deus escolheu bem como um comentário solene sobre a seriedade de qualquer divisão (Js 22; Jn 17; 17; At 5.1-11; I Co 3)”. (HESS, Richard. Josué: Introdução e comentário. Tradução de Márcio Loureiro Redondo e Gordon Chown. São Paulo: Vida Nova, 2006, p, 74).

Dicas da lição 13 – “Contrição sincera pelo pecado”

Contrição sincera pelo pecado

  • Clique AQUI para acessar os slides da lição.
  • Para ouvir o podcast desta lição, clique AQUI.

 

Dicas

  • Mini teatro: Utilize o texto do “exemplo na história”, para fazer uma mini peça, sobre o fato contado neste trecho da lição. Escolha alguns alunos e alunas, para protagonizarem a confissão pública contadas por Jhon MacArthur. Dedique cerca de 10 minutos para este momento.
  • Vídeo: Para o tópico 2, “Contrição através do ouvir a Palavra de Deus”, mostre a sua classe o vídeo “[A Importância da Palavra de Deus] – Sérgio Lima”. No vídeo, o pastor mostra como a Escritura tem um papel fundamental para o povo de Deus. Acesse o link aqui: https://www.youtube.com/watch?v=TQSgJStOM5Q. Duração do vídeo 5min41s. Enfatize que o tópico “Contrição através do praticas ações concretas” é uma cosequência de se ouvir as Escrituras.
  • Desafio da semana: Mande para seus alunos e alunas pelo WhatsApp, redes sociais ou exiba em sala, o infográfico com o desafio da semana desta lição.


 

Comentários Adicionais

    1. Abandono:
      “A falta de amor pela Escritura e pelo povo de Deus, a pouca disciplina na oração, os ídolos e pecados ocultos afastam o Espírito Santo da comunidade. Se queremos uma vida mais profunda com Deus, se desejamos marcar esse país, se ansiamos por um avivamento, precisamos tomar como exemplo a experiência solene do povo de Deus, deixando os pecados, pois são ofensivos ao Senhor todo-poderoso.” (FERREIRA, Franklin. Avivamento para a igreja: o papel do Espírito Santo e da oração na renovação da igreja. São Paulo: Vida Nova, 2015, p.120).
    2. A Lei para o dia a dia:
      “Mais uma vez, o livro da lei é básico para as atividades do dia [Ne 9]. Seus ensinos devem Ser tanto evocado quanto informado as três horas de adoração que se seguiram às três horas de leitura. À luz do capítulo anterior [Ne 8], podemos subentender que a leitura não era uma mera corrente de palavras, mas estava pontuada com comentários explicativos e aplicações e aplicações à situação presente.” (KIDNER, Derek. Esdras e Neemias: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova e Mundo Cristão, 1985, p.121).
    3. Conceituando contrição:
      “Num verdadeiro avivamento, há contrição total pelo Espírito Santo. Contrição é arrependimento, humilhação e confissão de pecados e males de todos os tipos, na presença do Senhor; é quebrantamento espiritual em nosso íntimo, acompanhado de profundo arrependimento de pecados. E tudo isso deve ser demonstrado também em nosso exterior, pela poderosa ação do Espírito Santo.” (GILBERTO, Antonio (ed.). et al. Teologia Sistemática Pentecostal. 2 ed. Rio de Janeiro: 2008, p.215).
    4. Quando vem o avivamento:
      “Quando o avivamento vier, de imediato se sentirá um intenso espírito de convicção. Condutas que sempre pareceram aceitáveis parecerão inacreditavelmente malignas. A falta de oração, a ignorância das Escrituras, os pecados de omissão e a ausência de boas obras não serão mais defendidos com uma miríade de desculpas, mas serão entregues diante ‘daquele com quem temos de tratar’.” (ROBERTS, Richard Owen. Avivamento: a ação extraordinária do Espírito Santo. Tradução: Vivian do Amaral Nunes. São Paulo: Shedd Publicações, 2015, p.26).
    5. Coração rasgado:
      “A ordem rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes [Jl 2:13] é a maneira hebraica de dizer que a contrição interna é mais importante do que a manifestação externa de pesar que, por si, poderia ser apenas um ato desprovido de sinceridade ou integridade. Rasgai o coração significa ‘modificai toda vossa atitude’, com um resultado semelhante ao coração quebrantado e contrito de Salmos 51.17 ou ao coração circuncidado de Deuteronômio 10.16 e Jeremias 4.4.” (HUBBARD, David Allan. Joel e Amós: introdução e comentário. Tradução: Márcio Loureiro Redondo. São Paulo: Vida Nova, 1996, p.66).

Dicas da lição 12 – “Enfim, livres do pecado!”

Enfim, livres do pecado!

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Dicas

  • Dinâmica: Divida a turma em dois grupos, e peça que cada um deles destaque duas pessoas que representarão dois assuntos.
    Materiais: Procure enviar esta dinâmica durante a semana, para que seus alunos e alunas montem uma apresentação: slides, recortes de revistas, vídeos e etc.
    Desenvolvimento: O grupo 1, ficará com o “Mundo atual”. O representante deve junto a seu grupo destacar os malefícios deste mundo, como explicados na lição, mostrando o que o pecado causou, de maneira contextualizada. Vamos mostrar que: Humanos são corruptos; o mundo tem defeitos; a vida tem sofrimento; e os relacionamentos tem crise. Falarão o oposto dos tópicos da lição 12.
    O grupo 2, ficará com o “Mundo futuro”. A ideia é que o representante faça o contraponto do mundo atual. A ideia é mostrar como será essa nova ordem, após a vinda de Nosso Senhor, no céu por mil anos e depois a nova terra. Vão mostrar que: Humanos sem corrupção; o mundo sem defeitos; a vida sem sofrimento; e os relacionamentos sem crise. Com base nos tópicos do estudo 12.
    Os grupos deverão dividir as lições nas partes do “Mundo atual” e do “Mundo futuro”. Gaste cerca de 15 minutos. Depois professor (a), faça as considerações devidas daquilo que faltou e precisa ser dito.
  • Vídeo: Ao fim da lição exiba o vídeo deste link: https://www.youtube.com/watch?v=cUe9F_3twME. Nele, temos a narração de Apocalipse 21, quando é falado do novo e nova Terra. Termine falando do desafio da semana e de como devemos manter a esperança firme na segunda Volta de Cristo.
  • Desafio da semana: Mande para seus alunos e alunas pelo WhatsApp, redes sociais ou exiba em sala, o infográfico com o desafio da semana desta lição.


 

Comentários Adicionais

  1. Kabôd:
    “Para compreender a doutrina da glorificação, precisamos primeiro conhecer o significado do termo glória, que traduz algumas palavras bíblicas. Uma delas é kabôd. Refere-se a um atributo perceptível, uma exibição de individual esplendor, riqueza e pompa.” (ERICKSON, Millard J. Introdução à teologia sistemática. Tradução: Lucy Yamakami. São Paulo: Vida Nova, 1997, pp. 430-431).
  2. Doxa:
    “No Novo Testamento, a palavra grega doxa transmite o significado de brilho, esplendor, grandiosidade e fama. Aqui encontramos a glória atribuída a Jesus Cristo, exatamente era atribuída a Deus no Antigo Testamento. A segunda vinda de Cristo também deve ser ocasião para sua glória. Jesus mesmo deixou um quadro vivaz da natureza gloriosa de seu retorno: ‘Verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória’ (Mt 24.30).” (Ibidem, p.431).
  3. Silêncio da morte:
    “No novo céu e na nova terra não haverá luto nem morte ([Ap] 21:4). A morte vai morrer e nunca vai ressuscitar. Ela será lançada no lago de fogo. Ela não pode mais nos atingir. Fomos revestidos de imortalidade. No céu não há separação, acidente, morte, hospitais. Na Babilônia se calam as vozes da vida (18:22-23), mas na Nova Jerusalém se calam as vozes da morte (21:4)!” (LOPES, Hernandes Dias. Apocalipse/ O futuro chegou: as coisas que em breve devem acontecer. São Paulo: Hagnos, 2005, p.365).
  4. Povo unido:
    “[Lá não seremos denominações]. Seremos a igreja, a noiva, a cidade santa, a família de Deus, o povo de Deus. Jesus disse que o céu é a casa do Pai, o nosso lar (Jo 14:2), um lar com muitas moradas, um lugar de segurança, um lugar de descanso, um lugar de perfeito entendimento e amor, um lugar de permanência.” (Ibidem, p.368).
  5. Eterna felicidade:
    “Na nova terra, uma grande reversão acontecerá. Tudo o que foi amaldiçoado por causa do pecado de Adão será transformado. A maldição será substituída pela bênção! Consequentemente, a morte será substituída pela vida; a pestilência, pela saúde; a tristeza, pela alegria; a dor, pelo gozo; a miséria, pela abundância; a guerra, pela paz; e a desordem, pela ordem! A reversão será total, para que Deus seja glorificado em todos, e desfrutemos de uma existência docemente infindável!” (CAMPOS, Heber Carlos de. O habitat humano: o paraíso restaurado: parte 2. São Paulo: Hagnos, 2015, p.101).

Dicas da lição 11 – “Vida após a morte?”

Vida após a morte?

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Dicas

  • Texto: Mostre para sua classe, para o item 1, o texto que fala sobre o purgatório, do livro apócrifo de 2 Macabeus 12:39-46, para mostrar onde essa doutrina contrária a Bíblia é embasada:
    “No dia seguinte, Judas e seus companheiros foram tirar os corpos dos mortos, como era necessário, para depô-los na sepultura ao lado de seus pais. Ora, sob a túnica de cada um encontraram objetos consagrados aos ídolos de Jânia, proibidos aos judeus pela lei: todos, pois, reconheceram que fora esta a causa de sua morte. Bendisseram, pois, a mão do justo juiz, o Senhor, que faz aparecer as coisas ocultas, e puseram-se em oração, para implorar-lhe o perdão completo do pecado cometido. O nobre Judas falou à multidão, exortando-a a evitar qualquer transgressão, ao ver diante dos olhos o mal que havia sucedido aos que foram mortos por causa dos pecados. Em seguida, fez uma coleta, enviando a Jerusalém cerca de dez mil dracmas, para que se oferecesse um sacrifício pelos pecados: belo e santo modo de agir, decorrente de sua crença na ressurreição, porque, se ele não julgasse que os mortos ressuscitariam, teria sido vão e supérfluo rezar por eles. Mas, se ele acreditava que uma bela recompensa aguarda os que morrem piedosamente, era esse um bom e religioso pensamento; eis por que ele pediu um sacrifício expiatório para que os mortos fossem livres de suas faltas.”
  • Vídeo: No vídeo “O que acontece depois da morte?”, de Hernandes Dias Lopes, o pastor explica erradamente para onde vai a pessoa quando morre. Mostre a seus alunos, que é assim que creem a maioria dos evangélicos. Mostre isso no item 2. Enfatize que a crença bíblica não é essa. Link do vídeo aqui: https://www.youtube.com/watch?v=K4KTwD-fyQA.
  • Dinâmica: Faça a seguinte dinâmica aplicada no item 3.
    Material: Bandeja; Envelopes (branco e cinza).
    Tempo: 10 minutos.
    Desenvolvimento: Coloque dentro do envelope branco, numa tira de papel, a expressão “vida eterna”. No envelope cinza, coloque a expressão “Morte Eterna”. Em seguida, coloque na bandeja. Divida a classe em dois grupos e escolha um líder de cada um. Peça que eles escolham um dos envelopes e em seguida o abram.
    – O grupo da “Vida Eterna” deve mostrar como isso será possível e o grupo “Morte Eterna” deve mostrar como o ser humano terá esse desfecho. Peça que tirem os argumentos do item 3 e das duas aplicações. Após breve período de pesquisa, o líder deve expressar a opinião do grupo e falar sobre seu assunto. O professor (a) deverá concluir, fazendo as considerações necessárias.
  • Desafio da semana: Mande para seus alunos e alunas pelo WhatsApp, redes sociais ou exiba em sala, o infográfico com o desafio da semana desta lição.


 

Comentários Adicionais

  1. O que é morte?:
    “Morte é cessação da vida e da atividade na terra. Biblicamente, ocorre por ocasião da ruptura entre o pó da terra e o fôlego de vida. Na morte, acontece uma cisão entre o corpo e o espírito. Isto está de acordo com o que está escrito em Eclesiastes: … o pó volte à terra de onde veio e o sopro volte a Deus que o concedeu (Ec 12:7 – BJ). Neste texto, há uma clara alusão ao relato da criação, quando Deus fez o homem do pó da terra e soprou-lhe nas suas narinas o fôlego de vida (Gn 2:7).” (O Doutrinal: Nossa crença ponto a ponta. São Paulo: GEVC, 2012, pp.264-265).
  2. Os “espíritos em prisão”:
    “Os espíritos em prisão [1Pd 3.20] são aqueles que, noutro tempo, foram rebeldes (a palavra tem um sentido de rebelião ativa), quando a paciência de Deus esperava enquanto a arca era construída nos dias de Noé. Essas orações subordinadas indicam que o texto só pode estar falando de espíritos humanos [pessoas], pois em nenhum momento e em nenhuma parte da Bíblia ou da literatura judaica extrabíblica se diz que anjos desobedeceram ‘durante a construção da arca’.” (GRUDEM, Wayne A. Comentário bíblico de 1 Pedro. Tradução: James Reis e Marcio Loureiro Redondo. São Paulo: Vida Nova, 2016, p.158).
  3. Pensando na morte:
    “Salomão acrescentou outra frase que parece igualmente sem sentido. Ele declarou: ‘Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete’ ([Ec] 7:2). Como pode? Seu raciocínio é que, já que a morte é o destino de todos nós, deveríamos chegar à casa de luto para pensar especificamente sobre dois temas: o que o falecido fez com que as possibilidades que lhes foram dadas ao nascer e o que nossa própria mortalidade trará em termos de realização.” (STURZ, Richard J. Teologia sistemática. Tradução: Lucy Yamaki. São Paulo: Vida Nova, 2012, p.697).
  4. Morte compartilhada:
    “A morte ou a alienação de Deus é o fator que todas as vidas humanas naturais (a vida segunda a carne, Rm 8.6; 1 Jo 3.14) têm em comum, porque o pecado, com sua morte resultante, vive dentro da pessoa, a despeito da lei de Deus (Rm 7.9; 1 Co 15.56; Tg 1.15). O arqui-rebelde Satanás é o senhor da morte (Hb 21.4); realmente, a própria morte pode ser vista como um poder demoníaco (1 Co 15.26-27; Ap 6.8; 20.13-14).” (ELWEll, Walter A. Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã. Tradução: Gordon Chown. São Paulo: Vida Nova, 2009, p.558).
  5. Teologia da morte:
    “Ninguém crê em sua própria morte (Freud), mas, como disse S. Agostinho, ‘todas as coisas são incertas; de certo só existe a morte’. Muitos tentam ignorá-la, a exemplo de Epicuro: ‘O mal medonho, a morte, não nos interessa. Enquanto estamos aqui, a morte não está; quando ela está, nós não estamos mais’. A teologia cristã, por sua vez, não pode ignorar a morte, pois a fé cristã como um todo é, de certo modo, uma resposta à questão da morte.” (BORTOLLETO FILHO, Fernando (Org.). Dicionário Brasileiro de Teologia. São Paulo: ASTE, 2008, p.686).

Dicas da lição 10 – “Estamos em guerra”

Estamos em guerra

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Dicas

  • Dinâmica: Para o item 2 “Nossos oponentes na guerra”, distribua folhas de sulfite e canetas, pedindo que os alunos dividam a folha em três partes, escrita “mundo, a carne e o diabo”. Peça que escrevam o que acham de cada um. Primeiro o “mundo” e em seguida explique o que a Bíblia diz. Em seguida faça isso com os outros itens. A ideia é mostrar aquilo que a Bíblia diz e a lição expõe, e o que os alunos sabem sobre o assunto (ou sabiam antes de estudarem a lição).
  • Vídeo: Para a aplicação da lição mostre para classe o vídeo “Existe uma guerra espiritual pela sua alma (como vencê-la). Nela, é explicada como o ser humano vence a batalha contra o pecado. Acesse o vídeo neste link: https://www.youtube.com/watch?v=S9i4J4kdLsU.
  • Desafio da semana: Mande para seus alunos e alunas pelo WhatsApp, redes sociais ou exiba em sala, o infográfico com o desafio da semana desta lição.


 

Comentários Adicionais

  1. Nossa natureza mascarada:
    “Nossa natureza caída, pecaminosa, caracteriza-se pela sutileza e hipocrisia. Todos temos uma tremenda dificuldade de enxergar nossa carnalidade. Vivemos atrás de máscara que nos esconde de nós mesmos. Impedimos que o espelho de Deus revele o que somos (cf. Tg 1.23s).” (SHEDD, Russel. O mundo, a carne e o diabo. São Paulo: Vida Nova, 1995, p.52).
  2. Santidade do Espírito:
    “O mesmo Espírito que esteve presente na criação e fez com que você nascesse de novo, está agindo para capacitar o íntimo de seu ser (ou seja, sua vontade ou coração) para que você possa resistir aos pecados que não conseguia resistir anteriormente e para fazer coisas boas que, de outra sorte, seriam impossíveis para você.” (DEYOUNG, Kevin. Brecha em nossa santidade. Tradução de Eros Pasquini Júnior. São José dos Campos: Fiel, 2003, pp. 116-117).
  3. Obediência grata:
    “Em virtude das misericórdias de Deus de Romanos 1-11 (p. ex. justificação, adoção, predestinação, expiação, reconciliação, preservação, glorificação), nossa grata resposta deve ser a obediência aos imperativos dos capítulos 12 a 16. Conforme afirma John Stott, ‘não é por acaso que no Grego um e o mesmo substantivo (charis) substitui tanto ‘graça’ como ‘gratidão’.” (Ibidem, pp.118-119).
  4. Parceria:
    “(…) chegamos a uma parte da aplicação da redenção que é uma obra progressiva, que continua por toda nossa vida na terra. Também é uma obra na qual Deus e o homem cooperam, cada um desempenhando papéis distintos. (…) santificação é uma obra progressiva da parte de Deus e do homem que nos torna cada vez mais livres do pecado e semelhantes a Cristo em nossa vida presente.” (GRUDEM, Wayne. Teologia Sistemática. Tradução de Norio Yamakami; Lucy Yamakami; Luiz A. T. Sayão. São Paulo: Vida Nova, 1999, p.622).
  5. Santos em ascensão:
    “Paulo diz que por toda vida cristã ‘todos nós […] somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem’ (2Co 3.18). Gradualmente nos tornamos cada vez mais semelhantes a Cristo, conforme avançamos na vida cristã. A expectativa de todos os autores do Novo Testamento é que nossa santificação aumente no curso de nossa vida cristã.” (Ibidem, p.624).

Dicas da lição 9 – “Salvos pelo sangue”

Salvos pelo sangue

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Dicas

  • A lição em uma frase: Pelo fato de o sangue de Cristo nos ter livrado da condenação do pecado, temos uma nova vida, para ser vivida sem escravidão, pelo poder do Espírito.
  • Desenvolvimento da lição:

    Convidar para a aula

    Duração
    5 min

    Atividade

    Mostre esta imagem para a classe:

    Comente com a classe o seguinte fato: Em nossa sociedade, toda vez que se faz um contrato formal de trabalho, dispõem-se os termos com que as partes envolvidas se comprometem legalmente.

    Faça as seguintes perguntas à classe e peça que as respondam conversando em pares ou pequenos grupos:
    1. O que acontece se um empregado ferir uma das cláusulas do contrato?

    2. O que acontece se o empregador romper o contrato sem justa causa?

    OBS.: Deixe a imagem em exibição enquanto eles conversam.
    Dê 3 minutos para esse bate-papo. Reserve mais 1 minuto para algumas respostas.

    Recursos
    Data show/ou cartolina para desenhar a imagem sugerida

    Apresentar o assunto

    Duração
    10 min

    Atividade

    De forma breve, relacione o fato que acabaram de comentar com a situação de quebra de contrato por parte do ser humano, que deliberadamente infringiu a aliança firmada com Deus.
    Mostre em Romanos 3.10 e 23 a condição de réu condenado em que se encontra o homem por ter transgredido os termos desse pacto, colocando-se debaixo sob a condenação da lei, a qual prescreve pena de morte ao transgressor.
    Porém, ao fazer um pacto com Abraão, Deus comprometeu-se a assumir os efeitos da transgressão por parte do homem. Naqueles tempos antigos, quando firmavam uma aliança, os contratantes matavam animais, dispunham as metades deles formando um caminho, e passavam entre elas. Ambos passavam, afirmando desse modo reconhecer que o destino daqueles animais mortos seria também o destino de qualquer dos contratantes que transgredisse o pacto que acabavam de firmar.
    Na visão registrada em Gênesis 15.12-20, porém, Deus – representado por um fogareiro em chamas – passa sozinho entre os corpos cortados. Abrão não passou entre eles. Só o Senhor. Desse modo, Deus comunicou a nosso pai na fé que ele mesmo, Deus, sofreria a punição decorrente da nossa violação da aliança.
    Aliás, já no começo da história humana, por ocasião da Queda, quando Adão e Eva falharam ao desobedecer os termos do pacto, Deus, por graça, lhes prometeu um resgatador (Gn 3.15).
    Desse modo, a Bíblia anuncia que Deus deseja relacionar-se de forma extraordinariamente maravilhosa com o povo que escolheu: ele faz um pacto cujos termos ele mesmo estabelece e que devem ser obedecidos. E toma a iniciativa de assumir a punição pela quebra desse pacto, providenciando resgate da dívida gerada pela desobediência do seu povo.
    Ele nos incluiu nessa história maravilhosa. O que representa para nós o resgate pago pelo sangue de Cristo? Poderemos responder a essa pergunta ao estudarmos hoje esta lição.

    Recursos
    Bíblia, revista, dicionário bíblico

    Pesquisar sobre o assunto

    Duração
    20 min

    Atividade

    Os alunos trabalharão em pequenos grupos para responderem às perguntas que você apresentará. Essa perguntas deverão ser impressas e distribuídas para cada grupo. Providencie folhas para anotarem as respostas. Os alunos devem consultar a Bíblia e a revista para encontrarem suas respostas e você estará à disposição para auxiliá-los na pesquisa.
    • SUGESTÃO DE PERGUNTAS
    1. Que pena recai sobre o homem, como parte infratora do pacto com Deus? (Rm 5.12; 6.23)
    2. De que forma Deus intervém para que haja reparação da ofensa e pagamento da dívida? (Rm 5.8 e 8.32)
    3. Com referência ao sacrifício de Cristo, o que significam as seguintes expressões:
    a) Morte vicária ________________
    b) Expiação ____________________
    c) Propiciação __________________
    4. Após ler o item 2 da revista (Ef 2.8; 2Co 5.21), responda: O que queremos dizer, ao afirmar que, pelo sangue de Jesus, o crédito dele é transferido para nós?
    5. O que significa dizer que alguém é escravo do pecado? O que é a natureza pecaminosa ou a carne? Como o sangue de Jesus e o Espírito Santo agem em relação a isso? Leia Rm 6.6,12, 8.1-17; Gl 5.16-17, e o item 3.
    6. De que forma podemos vivenciar nossa condição de salvos pelo sangue de Cristo? Como deve andar aquele que tem essa certeza?

    Recursos
    Bíblia, revista, dicionário bíblico. Papel sulfite, canetas ou lápis

    Expressar o que aprenderam

    Duração
    10 min

    Atividade

    Após a atividade de pesquisa, você poderá propor um nome para esta próxima atividade:
    BANCO DE SANGUE
    Com antecedência, prepare:
    1. Duas caixas: uma forrada com papel marrom e a outra com papel vermelho. Na frente da caixa marrom escreva DÉBITO. Na frente da vermelha escreva CRÉDITO.
    2. Cartões onde você escreverá as referências bíblicas que foram estudadas na lição, incluindo algumas indicadas na LEITURA DIÁRIA. Em cada cartão escreva a referência de apenas um versículo, por exemplo: Rm 3.23.
    Nesse momento da aula, os alunos deverão colocar na caixa marrom os versículos referentes à dívida, ao débito do homem por ter quebrado a aliança com Deus. Na caixa vermelha, os que se referem ao pagamento providenciado por meio do sangue de Cristo.
    Sabendo que adquirimos em Cristo o acesso a esse “banco”, pergunte aos alunos como isso afeta a nossa vida nas diversas áreas:
    Espiritual/social/mental/física/etc.

    Recursos
    Duas caixas de papel duro, papel marrom e papel vermelho para forrar as caixas, papel sulfite para confeccionar cartões

    Inspirar a prática de vida

    Duração
    5 min

    Atividade

    Com antecedência, prepare envelopes vermelhos com o nome de cada aluno escrito na frente. Dentro do envelope, coloque um pedaço de papel com a palavra RESGATADO. É bom ter alguns envelopes extras caso venham visitantes.
    No fim da aula, distribua os envelopes e peça que os abram e vejam o que há dentro. Peça a cada aluno que compartilhe com outro o que representa o sangue de Cristo para ele. Terminem com orações de gratidão pela salvação e cantem o hino sugerido na revista.

    Recursos
    Envelopes vermelhos/papel sulfite

    Atividade proposta por Sandra Salum Marra, no Congresso de Educação da IAP.

  • Desafio da semana: Mande para seus alunos e alunas pelo WhatsApp, redes sociais ou exiba em sala, o infográfico com o desafio da semana desta lição.

 

 

Comentários Adicionais

  1. Dívida perdoada:
    “No que diz respeito à nossa dívida para com Deus, a ‘escrita da dívida’ contra nós foi removida por Cristo. Um aviso de que a dívida havia sido paga foi afixado em lugar público quando Jesus foi ‘pregado na cruz’. Essa seção desarmou as potestades e os principados do mal, tornando o triunfo de Jesus sobre eles um espetáculo público.” (SPROUL, R.C. Salvo de quê? Compreendendo o significado da salvação. Tradução de Fabiani Medeiros. São Paulo: Vida, 2006, p.81).
  2. Substitutiva:
    “(…) sua morte foi substitutiva ou vicária. Assim como os sacrifícios do Antigo Testamento tinham um caráter substitutivo, assim também Cristo, que cumpriu e substituiu aqueles sacrifícios antigos, ofereceu-se como o ‘cordeiro de Deus’ no lugar dos pecadores.” (SEVERA, Zacarias de Aguiar. Manual de Teologia Sistemática. Curitiba: AD Santos, 2014, pp.203-204).
  3. Esboço de bênçãos:
    “Romanos 8.1-17 trata de seis bênçãos da nova aliança concedidas ao cristão e procedentes do Espírito: justificação (v.1), obediência (v. 2-8,12,13), habitação do Espírito (v.9,10), ressurreição (v.11), adoção (v.14-16) e herança (v.17). Romanos 8.18-30 acrescenta outra bênção da nova aliança procedente do Espírito: glória (por meio do sofrimento) (…).” (PATE, C. Marvin. Romanos. Tradução de Suzana Klassen e Vanderlei Ortigosa. São Paulo: Vida Nova, 2015, p.166).
  4. Obediência:
    “(…) ao enviar seu Filho ao mundo como homem para vencer o pecado, Deus resolveu o dilema de como capacitar os seres humanos para obedecer-lhe. A morte sacrificial de Cristo derrotou o pecado e substitui-o pela obediência no cristão. As profecias da nova aliança do Antigo Testamento (p. ex., Jr 31.31-34; Ez 26.26-28) associavam a nova aliança com a obediência sincera alcançada pelo Espírito.” (Ibidem, p.167).
  5. Uma obra completa:
    “(…) Jesus realizou quatro coisas importantíssimas: expiação, propiciação, redenção e reconciliação. Primeiro, Ele removeu a culpa do nosso pecado ao assumi-la na cruz (expiação). Segundo, Ele satisfez a ira de Deus contra o pecado ao morrer na cruz (propiciação). Terceiro, Ele nos resgatou do domínio do pecado e do reino de Satanás (redenção). Por fim, Ele eliminou a distância que havia entre nós e Deus (reconciliação). Nisto vemos a obra completa que Jesus realizou na cruz (Rm 3.23-25; 5.10,11; 2 Co 5.19; Cl 1.20-23; 1 Jo 2.2).” (MCALISTER, John. Seminário Teológico de Base: fundamentos da Teologia – Jesus Cristo e o Espírito Santo. Rio de Janeiro: Anno Domini, 2013, pp.29-30).

Dicas da lição 8 – “Anatomia do pecado”

Anatomia do pecado

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  • Para ouvir o podcast desta lição, clique AQUI.

 

Dicas

  • Vídeo: O Dr. e Pr. Russel Shedd fala sobre “pecado e pecadinhos”. Ele fala sobre a diferença sobre estes. Exiba este vídeo no item 3. Acesso o vídeo aqui: https://www.youtube.com/watch?v=j9n3WVXRG7A.
  • Dinâmica: Para o item 2, falando sobre corrupção herdada, aplique a seguinte dinâmica:
    Material: Papel, caneta e pedaço de tecido (venda).
    1 – Escreva na folha de papel: “É pecado ficar em pé enquanto todos estão sentados”. Não deixe que ninguém veja essa frase antes da dinâmica começar;
    2 – Peça que todos fiquem sentados e escolha uma pessoa para participar da dinâmica. Cubra os olhos dessa pessoa e peça que ela fique em pé;
    3 – Sente-se e mostre a frase para todas as pessoas presente, peça que ninguém leia a frase em voz alta.
    4 – Pergunte para a pessoa que está em pé e com os olhos vedados se ela está cometendo algum pecado naquele momento. Naturalmente a pessoa dirá que “não”, pois não está vendo a frase que está escrita no papel. Pergunte mais vezes e insista.
    5 – Peça para a pessoa retirar a veda e ler a frase, diga que o que está escrito é só um exemplo. Fale para ela: “Já que você agora sabe que está cometendo um pecado o que você irá fazer? – Naturalmente a pessoa irá se sentar!
    (Pecado & Arrependimento. Disponível em: http://ibcbh.com.br/celulas/dinamicas-tematicas/> Acesso: 21/11/17).
    Aplicação: Mostre para classe, que sem um conhecimento da Palavra, estamos cegos e não sabemos discernir o pecado. Com conhecimento bíblico é possível saber tanto sobre a “culpa herdada” e a “corrupção herdada”.
  • Desafio da semana: Mande para seus alunos e alunas pelo WhatsApp, redes sociais ou exiba em sala, o infográfico com o desafio da semana desta lição.

 

 

Comentários Adicionais

    1. Resumo sobre pecado:
      “(…) o pecado não é nada além de fazer o que Deus proíbe (como Adão e Eva fi zeram em Gn 3) ou não fazer o que ele manda. É a terrível declaração de independência da criatura dependente em relação ao Criador. A ausência do exercício da fé significa não levar a sério nossa pecaminosidade, mas valorizar nossa autonomia.” (SHEDD, Russell P. Pecados e pecadinhos. São Paulo: Shedd Publicações, 2015, p.11).
    2. Pecados alisados:
      “(…) conceito integral de pecado praticamente sumiu da sociedade em geral, e tem sido abrandado em muitas igrejas para não ferir a consciência moderna. Na verdade, as palavras severas que a Bíblia usa em relação ao pecado foram banidas de nosso meio. As pessoas não adulteram mais; elas têm casos. Os executivos não roubam; eles cometem fraude.” (BRIDGES, Jerry. Pecados intocáveis. Tradução: Eulália Pacheco Kregness. São Paulo: Vida Nova, 2012, p.19).
    3. Pecados ignorados:
      “(…) como se comportam as igrejas evangélicas conservadoras? [o pecado] (…) foi redirecionado para os que não fazem parte de nosso meio e cometem pecados flagrantes como aborto, homossexualismo, assassinato, ou os famosos crimes do colarinho branco do mundo corporativo. É fácil condenarmos esses pecados óbvios enquanto ignoramos nossos pecados de fofoca, orgulho, inveja, amargura, luxúria, ou até nossa falta de qualidades amáveis que Paulo chama de fruto do Espírito (v. Gl 5.22,23).” (Ibidem, p.19).
    4. Pecado e pecados:
      “A discussão do pecado deve começar com uma distinção clara entre ‘pecado’ e ‘pecados’. A distinção não é singular e plural, mas entre um atributo e os efeitos inevitáveis desse atributo. Assim, pecados são atos (ou omissão de atos). Pecado, por sua vez, é a natureza que produz pecados como fruto.” (STURZ, Richard J. Teologia sistemática. Tradução: Lucy Yamaki. São Paulo: Vida Nova, 2012, p.352).
    5. Pecado contra a Lei de Deus:
      “(…) a Escritura define o pecado como a rebelião contra a vontade de Deus como revelada na lei moral. Nem Adão esteve isento das exigências da lei, pois ‘o primeiro pecado constituiu na transgressão do mandamento probativo e, dessa forma, na transgressão de toda a lei moral de Deus’. E as várias palavras que a Bíblia usa para designar o pecado, tais como transgressão, desobediência, injustiça, impiedade e iniquidade, reforçam isto.” (FERREIRA, F. & MYATT, A. Teologia Sistemática: uma análise histórica, bíblica e apologética para o contexto atual. São Paulo: Vida Nova, 2007, p.465).

Dicas da lição 7 – “A história da queda”

A história da queda

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Dicas

  • Dinâmica: Para dar “vida” à história da queda, escolha dois alunos (um homem e uma mulher) para fazerem o papel de Adão e Eva; Providencie um cesto com algumas frutas. Escolha uma para ser a fruta proibida. (se desejar estimule-os a encenar o fato de Gn 3).
    Leia o seguinte treco da Escritura em Gn 2.15-17. Peça que sua aluna morda a fruta e o dê ao aluno. Em seguida, pergunte qual foi o pecado? Certamente, a desobediência será a resposta.
    Após este momento, traga pedaços de papel, distribua em classe, junto a canetas e lápis e peça para que escrevam as consequências da desobediência: Distanciamento de Deus; Ruptura nos relacionamentos humanos; prejuízos à natureza; escravidão ao pecado; sentença de morte. Diga que expliquem cada consequência. Utilize o texto de Gn 3.8-24 e no item 3, onde você pode aplicar melhor esta dinâmica. (adaptado de: http://ebdnoronha.blogspot.com.br/2015/06/dinamica-da-licao-01-queda-juvenis.html).
  • Vídeo: Pode usar este vídeo para falar sobre o mito de que o “fruto proibido” seria a maçã e pra acrescentar algumas coisas a sua aula. Use este vídeo no item 2 “a concretização da queda”. Acesse o vídeo aqui: https://www.youtube.com/watch?v=-HaIm5QRp5Q
  • Desafio da semana: Mande para seus alunos e alunas pelo WhatsApp, redes sociais ou exiba em sala, o infográfico com o desafio da semana desta lição.

 

 

Comentários Adicionais

    1. A importância de Gn 3:
      “(…) as respostas satisfatórias às grandes questões da humanidade, as perguntas sobre conhecimento, morte, sexualidade e nascimento, sofrimento, trabalho, fome, roupas e preocupações em relação à morte (…) [estão neste capítulo]”. (BRÄUMER, Hansjörg. Gênesis I: comentário Esperança. Tradução: Doris Köber. Curitiba: Esperança, 2016, p.69).
    2. Suscitar dúvida:
      “O propósito é suscitar dúvida, e por isso, sua tradução mais aproximada seria: ‘Será mesmo que?’ Lutero começa a pergunta com: ‘Sim, mas será…?’, e comenta sua tradução: ‘Não consigo reproduzir bem o hebraico, nem em alemão nem em latim, pois a palavra ‘aph ki soa como se alguém torcesse o nariz, rindo e zombando de mim’.” (Ibidem, 70).
    3. No lugar de Deus:
      “(…) ‘Quem sou eu?’ A resposta correta era que Adão e Eva eram criaturas de Deus, dependentes dele e sempre subordinadas a ele, seu Criador e Senhor. Mas Eva, e depois Adão, sucumbiram à tentação de ser ‘como Deus’ (Gn 3.5), tentando assim colocar-se no lugar de Deus.” (GRUDEM, Wayne A. Teologia Sistemática. Tradução: Norio Yamakami et al. São Paulo: Vida Nova, 1999, p.405).
    4. Insensatez:
      “Na verdade não faz sentido que Satanás se tenha rebelado contra Deus na esperança de poder exaltar-se acima de Deus. Nem que Adão e Eva tenham pensado que poderia advir algum benefício da desobediência às palavras de seu Criador. Foram decisões insensatas. [Logo, todo pecado é insensato.]” (Ibidem, p.406).
    5. Consequências:
      “Assim, pareceu bem a Deus afligir os humanos depois que foram perdoados pelo seu pecado para que, assim, fossem admoestados e lembrados do que aconteceu no paraíso e naturalmente dessem graças a Deus porque, embora merecessem ser perpetuamente condenados, foram libertados pela misericórdia de Deus por intermédio do filho da virgem.” (THOMPSON, John L. Comentário Bíblico da Reforma: Gênesis 1-11. Tradução de Heber de Carlos Campos Jr. et al. São Paulo: Cultura Cristã, 2015, p.223).

Dicas da lição 6 – “Quem é a serpente?”

A composição humana

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Dicas

  • Antes do item 2. A estratégia do inimigo, apliquem dinâmica abaixo:
    “Como está de resistência?!”
    – Material:
    Uma sacola de papel
    Uma caixa reforçada de papel (tipo caixa de leite ou suco)
    Uma jarra cheia d’água
    Uma vasilha para evitar encharcar tudo

    – Como fazer:
    Ponha numa mesa, diante da classe, os materiais de que vai precisar: a sacola de papel, a caixa de papel, a jarra d’água e a vasilha para quando você for encher a sacola, utilizar embaixo para evitar molhar a mesa.
    Apresente a classe a sacola de papel, fale de que é feita e sobre seu grau de resistência, faça a mesma coisa com a caixa de leite, diga que tanto a sacola quanto a caixa são do mesmo material, ou seja, papel, mas o grau de revestimento e resistência de cada uma delas é diferente.
    Peça um voluntário para segurar a sacola de papel enquanto você pega a jarra com água e enche a sacola d’água, à medida que for enchendo d’água interaja com eles, indagando até que ponto aquela sacola suportará a pressão … (use a vasilha embaixo da sacola enquanto enche de água, assim, se romper, não molha a mesa e tudo ao redor…)
    Após encher um pouco a sacola de papel pergunte até quando ela vai suportar, ressalte que a sacola está toda encharcada e visivelmente fragilizada a ponto de romper de vez a qualquer momento…
    Depois, faça o mesmo procedimento com a caixa de leite/suco e compare a reação de ambas em relação à água, são do mesmo material, mas com resistências diferentes! Por quê?! Dê oportunidade para eles falarem.
    Depois leia 1 Pedro 5:8-9: Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar; Ao qual resisti firmes na fé, sabendo que as mesmas aflições se cumprem entre os vossos irmãos no mundo.
    Explique, aplique e discuta com eles a importância do cristão resistir as tentações do adversário e que para isso, é preciso se esforçar para se proteger, para melhor ter forças e com a graça do Senhor, vencer a estratégia do inimigo, como será explanado na sequencia do estudo.
    Enquanto a caixa aguenta e resiste, a sacola só encharca, absorvendo tudo de imediato sem nenhuma resistência, pergunte: Você é igual a sacola ou a caixa? Você resiste ou cede logo? (não precisam responder, é só pra refletir).
    Argumento que resistindo à tentação na primeira vez que surgir, será mais fácil resistir da próxima vez, se continuar resistindo, vai ficando cada vez mais fácil resistir tendo sempre a submissão a Palavra de Deus como base (Tg 4:7-8). Mas o oposto também acontece, se cedermos da primeira vez à tentação, fica mais difícil resistir da próxima vez que formos cercados por ela, se continuar caindo será fácil cair novamente, pois pode tornar-se um hábito e levar até mesmo a um vício.
  • Vídeo: Antes do item 3. O legado do inimigo, reproduza o vídeo “Advogado do Diabo” com um trecho do filme disponível no link: https://youtu.be/Y01cpwDFfDg
    Discorra sobre como o diabo é ardiloso em sua fala, assim como foi com Adão e Eva, denegrindo a Palavra do Criador, faz ainda hoje para confundir as pessoas, por isso, é necessário mantermos a fé em Deus sempre alertas.
  • Desafio da semana: Mande para seus alunos e alunas pelo WhatsApp, redes sociais ou exiba em sala, o infográfico com o desafio da semana desta lição.
    Para concluir a aula, após o desafio da semana, sugira uma oração de confissão com a classe, para que sejam fortalecidos a resistirem às tentações do inimigo, conforme orienta Tiago 4:7-10 – Leia o texto se for oportuno.

 

 

Comentários Adicionais

    1. Antiga Serpente:
      “Este nome nos lembra da primeira aparição de Satanás na história. Ele espreitava Eva no paraíso e convenceu o primeiro casal a pecar. ‘Antiga’ sugere que está no mundo há muito tempo e, também, que é bem conhecido. Paulo afirma que ‘a serpente enganou Eva com a sua astúcia’ (2 Co 11.3; Gn 3.4-13), destacando a inteligência utilizada com a intenção de seduzir. A serpente se esconde, não mostra o veneno inoculado por suas presas. Uma característica de Satanás é que ele não anuncia o destino do caminho que recomenda nem revela as consequências das prazeirosas atividades que promove.” (SHEDD, Russell. O mundo, a carne e o diabo. São Paulo: Vida Nova, 1995, pp.87-88).
    2. Diabo:
      “Este nome é formado de uma transliteração do grego diabolos e significa ‘acusador’, ‘difamador’, ‘madizente’. Nada menos de 35 vezes na Bíblia, este título descritivo salienta um caráter dominado pelo ódio e desprezo. Aparentemente, nada satisfaz mais o diabo do que a oportunidade de envergonhar o Pai celestial, por meio de acusações levantadas contra os filhos. Semelhantemente, ele se sente realizado sempre que consegue reproduzir o seu caráter num cristão que difama seu irmão ou igreja.” (Ibidem, pp.87-88).
    3. Autoexaltação:
      “Satanás passou seu próprio pecado à humanidade no fato de a autoexaltação ser a quinta-essência do pecado. Ela assume várias formas, desde a necessidade de ter o ego ‘massageado’ à cobiça por coisas que pertencem aos outros. O homem demonstra sua afinidade com Satanás quando sente necessidade de ser o centro da atenção.” (STURZ, Richard J. Teologia sistemática. Tradução: Lucy Yamaki. São Paulo: Vida Nova, 2012, p.241).
    4. Arrogância derrubada:
      “(…) depois de declarar que ele [Satanás] se faria ‘como o Altíssimo’ ([Is 14] v.14), diz-se que o rei caiu dos céus (v.12,15). Embora seja provável que Isaías não tivesse em mente um ser angelical, suas palavras parecem ir muito mais além dos sonhos de qualquer governante humano. Embora o Antigo Testamento como um todo trate muito pouco da atividade satânica e demoníaca, passagens inteiras parecem retratar o orgulho rebelde como a causa da queda de Satanás.” (Ibidem, p.351).
    5. Por que Satanás entrou no mundo?:
      “(…) podemos dizer que quando Satanás entrou no mundo santo criado de Deus, ele o fez por designação divina, porque ele está debaixo da autoridade divina. Satanás não atua a não ser dentro dos limites estabelecidos por Deus porque Deus tem domínio e autoridade sobre todas as potestades, dominações e reinos no mundo espiritual e do mundo físico.” (CAMPOS, Heber de. O habitat humano: o paraíso perdido. São Paulo: Hagnos, 2012, pp. 22-23).

Dicas da lição 5 – “A composição humana”

A composição humana

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Dicas

  • Vídeo: Para iniciar a lição, veicule a seus alunos, a cena da novela da TV Globo “O profeta”, que mostra a ideia vigente na sociedade e para a maioria dos cristãos, sobre a questão da alma ser imortal. Explique que apesar da popularidade desta concepção, tal forma de pensar é antibiblica. Explique que é sobre a forma correta de ver a composição humana, que a lição tratará. Acesse o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=Uj3-HpIzIHM.
  • Elementos visuais: Para o item 1 “A constituição do ser humano”, leve alguns objetos, como vaso de barro e saquinho de terra, para mostrar como e do que os seres humanos foram feitos. Para o item 3 “A constituição integral do ser humano”, leve uma jarra com agua e fale sobre a ilustração da água com a unidade humana. Se preferir, mostre essas imagens no Datashow ou faça impressão delas.
  • Desafio da semana: Mande para seus alunos e alunas pelo WhatsApp, redes sociais ou exiba em sala, o infográfico com o desafio da semana desta lição.

 

 

Comentários Adicionais

    1. Sobre a composição:
      “A tradição semita (…), acredita que as dimensões material e imaterial do ser humano são indissociáveis, isto é, uma não existe sem a outra, sendo o ser humano uma unidade material-imaterial. (…) a natureza humana é uma unidade corpo+espírito, que recebe o nome de alma: ‘Formou o Senhor Deus o homem do pó da terra (adamah, corpo) e soprou nele o fôlego de vida (ruah, espírito), e ele se tornou alma vivente (nephesh, alma), diz Gênesis (2:7). (…) assim a Bíblia descreve o ser humano: corpo+espírito=alma.” (KIVITZ, Ed René. O livro mais mal-humorado da Bíblia. São Paulo: Mundo Cristão, 2009, p.64).
    2. Ser total:
      “Quando aplicada a uma pessoa (nephesh, alma), não se refere a uma parte específica de um ser humano. As Escrituras consideram uma pessoa como um todo composto, completamente relacionado com Deus e não dividido de alguma maneira (Dt 6.5; c.f. 1Ts 5.23).” (BÍBLIA de estudo palavras-chave hebraico e grego. Rio de Janeiro: CPAD, 2011, p.1804).
    3. Alma na visão de Jesus:
      “O homem aqui [Mt 10:28] não é visto pela perspectiva do dualismo grego, que o considera como uma alma aprisionada em um corpo. Deus fez o homem em sua existência corporal e a salvação é completada apenas por ocasião da ressurreição do corpo.” (ALLEN, Clifton J. Comentário Bíblico Broadman: Novo Testamento: volume 8. Tradução: Adiel Almeida de Oliveira. São Paulo: JUERP, 1986, p.177).
    4. Dicotomia, ideia platonista:
      “Platão ensinava que o corpo era matéria perecível mas que a alma existia no mundo celestial em forma ou idéia pura, antes da sua encarnação no corpo humano. A alma, portanto, era incriada e imortal – uma parte da deidade. O corpo é a prisão da alma; a alma está trancada no corpo como uma ostra na sua concha. Na ocasião da morte, a alma volta ao mundo celestial, ou para ser reencarnada em algum outro corpo. A adaptação que Aristóteles fez de Platão, ao dividir a alma nos seus aspectos anima e racional, foi desenvolvida ainda mais na doutrina católico-romana através de Tomás de Aquino, que ensinava que a alma era criada no céu e colocada no corpo em formação na ocasião da ‘vivificação’ no ventre materno.” (ELWEll, Walter A. Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã. Tradução: Gordon Chown. São Paulo: Vida Nova, 2009, p.465).
    5. Totalidade paulina:
      “(…) quando a Bíblia diz, por exemplo: … todo espírito, alma e corpo de vocês (1 Ts 5:23), essas expressões equivalem a “todo ser de vocês”. Quando nos depararmos com passagens bíblicas em que as palavras “alma” e “espírito” são usados para se referir às intenções, à vontade, ao coração, ao intelecto, à vida interior etc., não devemos entender que estão ensinando que o ser humano possui espírito ou alma independentes. Neles, não está se tratando da constituição do ser humano, que, como vimos, é: corpo + espírito = alma (o ser total). Este é o ensino das Escrituras.” (O Doutrinal: Nossa crença ponto a ponta. São Paulo: GEVC, 2012, p.263).

Dicas da lição 4 – “Os gêneros na Bíblia”

Os gêneros na Bíblia

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Dicas

  • Na parte introdutória da lição:
    Passe o vídeo do pastor Augustus Nicodemus explicando sobre a questão sociológica da Ideologia de gênero.
    Baixe em https://www.youtube.com/watch?v=cQMjpX9Rgx8
    E cuide para não passar do minuto 2:45’ porque o restante é apenas propaganda.
  • Imagem: Portal Guiame
  • No 2º tópico: O propósito dos gêneros
    Apresente esta imagem explicando sobre o modelo de relacionamento completo descrito por Deus em sua palavra.

  • No terceiro tópico: A ideologia de gênero
    Expliquea confusão da ideologia de gênero mostrando esse vídeo https://www.youtube.com/watch?v=Al0c8HPPNOY, onde um Deputado alemão ironiza essa ideologia. Se não há sexo e a ideologia de gênero esta ligada na forma como cada pessoa expressar sua sexualidade, então não há limites para nenhum gênero. Após isso leve seus alunos a pensarem na perfeição Divina ao nos criar: homem e mulher.
  • Concluindo a lição:
    Finalize com esse vídeo curto e simples da CNN combatendo a ideologia de gênero encontrado em https://youtu.be/moVZY5ht7Fo.


 

Comentários Adicionais

    1. Existência dependente:
      “O ser humano não está sozinho. Sua existência baseia-se na de- pendência de outra pessoa. Aqui a expressão hebraica para ‘homem e mulher’ não ‘isch e i’achar, mas sachar e nekebah, ‘macho e fêmea’. O primeiro para ressaltar a ideia de casal, o segundo destaca a diferença sexual. A dupla sexualidade é parte integrante da criação do ser huma- no.” (BRÄUMER, Hansjörg. Comentário Esperança: Gênesis 1. Tradução de Doris Körber. Curitiba: Esperança, 2016, p.49).
    2. Iguais e diferentes:
      “O homem e a mulher são iguais em valor e posição diante de Deus. Essa igualdade ca mais clara no Novo Testamento. Jesus reuniu em tor- no de si homens e mulheres e envolveu ambos no seu ministério. O após- tolo Paulo declarou que em Cristo ‘não há homem nem mulher, porque todos vós sois um em Cristo Jesus’ (Gl 3.28). O apóstolo Pedro a rma aos maridos que as mulheres são ‘herdeiras convosco da graça da vida’ (1Pe 3.7).” (SEVERA, Zacarias de Aguiar. Manual de Teologia Sistemática. Curitiba: AD Santos, 2014, p.134).
    3. Associa pediátrica americana contra a ideologia de gênero:
      “Uma das associações médicas de pediatria mais in uentes dos Esta- dos Unidos publicou uma dura nota contra a teoria de gênero – também chamada de ideologia de gênero – como fundamento de políticas públi- cas. A declaração do American College of Pediatricians alerta educadores e parlamentares para que rejeitem qualquer medida que condicione as crianças a aceitarem como normal ‘uma vida que personi que química e cirurgicamente o sexo oposto’. A nota do grupo médico a rma, enfati- camente que ‘os fatos, não a ideologia, é que determinam a realidade’. [Leia completo no link ao lado]. (Associação de pediatria dos EUA decla- ra-se formalmente contra a ideologia de gênero. Disponível em: http://www.semprefamilia.com.br/associacao-de-pediatria-dos-estados-unidos-declara-se-formalmente-contra-a-ideologia-de-genero/. Acesso em: 12 de setembro de 2017).
    4. Parceiro e parceira:
      “Deus nos criou seres sociais. Uma vez que ele é amor e que nos criou à sua imagem, ele nos deu uma capacidade de amarmos e sermos amados. Ele planejou que vivêssemos em comunidade, e não em solidão. Em par- ticular, Deus continua: ‘Farei para ele alguém que o auxilie e lhe corres- ponda’. Além disso, essa ‘auxiliadora’ ou companhia, que Deus declarou ser ‘idônea’ (…), deveria ser também sua parceira sexual, com a qual ele se tornaria ‘uma só carne’, de tal maneira que ambos pudessem, a par- tir daquele momento, consumar seu amor e procriar.” (STOTT, John. Os cristãos e os desa os contemporâneos. Tradução: Meire Portes Santos. Viçosa: Ultimato, 2014, p.479).
    5. A a rmação da heterossexualidade:
      “Essa distinção entre o homem e a mulher é de fundamental importân- cia. Daí ter sido mencionada no texto que narra a criação do ser humano. É também a base a reprovação de Deus ao homossexualismo, pois, se Ele quisesse que o homem e a mulher mantivessem relações homossexuais, teria, decerto, feito – de modo simultâneo – um casal de homens e outro de mulheres.” (GILBERTO, Antonio (ed.). et al. Teologia Sistemática Pen- tecostal. 2 ed. Rio de Janeiro: 2008, p.259).

Dicas da lição 3 – “O DNA do Criador”

O propósito da vida

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Dicas

  • Dinâmica: Faça a dinâmica “Imagem e semelhança”, no item 2 “Aspectos da semelhança”.
    Objetivos: Tornar as diferenças individuais, a semelhanças anatômicas e a “imagem e semelhança” de Deus perceptíveis aos presentes na classe.
    Tempo: 5 minutos, fora a explicação do item 2 da lição dentro da dinâmica.
    Material: 1 folha de papel e 1 caneta distribuídos previamente aos alunos.
    Desenvolvimento: – Oriente seus alunos a fazerem um desenho do rosto da pessoa que está mais próxima dele na sala de aula, sem se preocupar com a perfeição dos traços, e dê 1 (um) minuto para essa tarefa.
    – Você também, de posse de um papel e caneta, escolha um dos alunos como seu modelo e faça seu desenho de rosto nesse um minuto, com traços bem simples, para mostrar aos alunos que a perfeição do desenho não é importante ali. De preferência, faça-o num flipchart para que todos possam vê-lo depois.
    – Dê mais 1 (um) minuto para que os alunos mostrem seus desenhos ao seu companheiro “modelo” e peça para que eles apontem, no desenho, os detalhes fisionômicos como boca, nariz, olhos e orelhas ao companheiro da classe.
    – Quando esse momento de descontração se arrefecer, remetendo-se ao comentário do item 2 ou da(s) resposta(s) à pergunta 3 e mostrando o seu próprio desenho, faça três observações sobre a percepção que cada um teve ao desenhar um rosto de alguém que está no ambiente:
    1. SOMOS DIFERENTES UNS DOS OUTROS: o formato do rosto e os itens fisionômicos (cor dos olhos, formato do nariz, cor da pele, etc) são perceptivelmente diferentes em todos os que estão na sala de aula. Isso nos dá a característica da individualidade, de sermos únicos no planeta.
    2. SOMOS SEMELHANTES UNS AOS OUTROS: Todos têm dois olhos, um nariz, uma boca e duas orelhas distribuídos na área do corpo chamada “cabeça”. É um pequeno detalhe da obra-prima da criação, da perfeição da obra das mãos de Deus.
    3. FOMOS CRIADOS À IMAGEM CONFORME A SEMELHANÇA DE DEUS: Aí desenvolva o assunto central do item 2 ensinado na lição.
  • Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=YRWF5ZQxgRE, ideal para firmar a reflexão do item 3 “Para que estamos aqui?”.
  • Debate: No item 2 da parte “II VIVENCIANDO A DOUTRINA”, provoque os alunos com perguntas do tipo: “você recicla seu lixo?”, “o que você faz com a embalagem do doce comido dentro do seu carro enquanto está em trânsito?”, “durante o banho, você fecha a torneira do chuveiro enquanto se ensaboa?”, “o que faz com a água de enxague da sua lavadora de roupa?”, “onde você joga o óleo usado na fritura?”. Caso perceba que sua aula não chegará em tempo hábil para essa reflexão, faça o debate logo após o item 3 “Para que estamos aqui?”.
  • Desafio da semana: Mande para seus alunos e alunas pelo WhatsApp, redes sociais ou exiba em sala, o infográfico com o desafio da semana desta lição.

 

 

Comentários Adicionais

    1. Grandes Humanos:
      “O homem é verdadeiramente coroado ‘de glória e de honra’ (Sl 8.5) para manter uma posição como essa. De acordo com Hebreus, o homem foi feito ‘um pouco menor do que os anjos’ (2.7), mas sua posição é de fato muito elevada. Todo mundo foi colocado sob o homem – os animais, a terra em si com todos os seus tesouros, todas as obras das mãos de Deus (…)” (WILLIAMS, J. Rodman. Teologia sistemática: uma perspectiva pentecostal. São Paulo: Vida, 2011, p.174).
    2. Impressões de Deus:
      “Deus existe em pluralidade (‘façamos o homem’), não deseja que o homem exista em singularidade: ele criou o homem em forma de macho e fêmea. Deus, que não é só, pois em si mesmo é a comunhão de Pai, Filho e Espírito, não pretende que o homem fi que só (‘Não é bom que o homem esteja só’). Assim, ele fez uma mulher para participar da vida do homem. Uma vez que ela é ‘osso’ de seus ‘ossos’ e ‘carne’ de sua ‘carne’, o homem não pode de fato existir sem ela.” (Ibidem, p.176).
    3. A imagem de Deus em nós:
      “A imagem se refere aos elementos presentes na constituição humana que tornam possível o cumprimento do destino humano. A imagem inclui faculdades da personalidade que fazem com que os seres humanos, à semelhança de Deus, sejam capazes de interagir com outras pessoas, de pensar e refletir, e de tomar decisões livremente.” (ERICKSON, Millard J. Teologia Sistemática. Tradução: Robson Malkomes, et al. São Paulo: Vida Nova, 2015, p.499).
    4. Domínio humano:
      “O exercício do domínio é uma consequência da imagem de Deus. A humanidade deve conhecer e controlar a criação, desenvolvendo-a até o potencial máximo para o próprio bem e para Deus. Isso também significa exercer domínio sobre nossas personalidades e habilidades. Observe-se que o exercício do domínio fazia parte da intenção original de Deus para humanidade (…).” (Ibidem, p.502).
    5. Imagem representativa:
      “No Antigo Testamento, a palavra tselem significa imagem, fac-símile, padrão, a representação de um ídolo. Já demût significa o que é semelhante ou comparável, a imagem de algo esculpido, não necessariamente para ser louvado, mas para representar.” (FERREIRA, Franklin. Teologia Sistemática: uma análise histórica, bíblica e apologética para o contexto atual. São Paulo: Vida Nova, 2007, p.397).