Lição Bíblica edição 300 | Igreja Proclamadora

Igreja Proclamadora – Volume histórico traz princípios para evangelização em Atos dos Apóstolos.

LIÇÕES BÍBLICAS 3º TRIMESTRE – 2012 – Nº 300

Após grande vitória, disse Samuel: Até aqui nos ajudou o Senhor (1 Sm 7:12b). Fazemos destas palavras, as nossas, visto que, no ano em que a IAP comemora 80 anos de existência, chegamos, pela misericórdia de Deus, à edição de número 300 de nossas Lições Bíblicas. São nada menos que 75 anos fornecendo ensino bíblico, a cada sábado, aos milhares de promessistas no Brasil e no exterior. Louvado seja Deus por isso!
A propósito, você sabia que a primeira edição foi publicada em janeiro do ano de 1937 e escrita pelo pastor João Augusto da Silveira? Era uma série doutrinária, e o título do primeiro estudo era: “A Bíblia: como estudá-la e compreendê-la”. Isso mostra que, desde o início, houve uma preocupação com o estudo correto da Bíblia. Não é de hoje que somos a igreja da palavra!
A presente edição é especial por, pelo menos, duas razões: a primeira é que dispõe de uma diagramação completamente nova. Como é possível perceber, o layout desta edição está mais moderno. Isso significa que, para a glória de Deus, nota-se uma preocupação com a excelência não somente no nível teológico, mas, também, técnico gráfico, em nossa revista para estudos nas Escolas Bíblicas. É a tecnologia sendo utilizada a serviço do reino de Deus.

A segunda razão é que esta edição tem um conteúdo diferenciado, pois, além dos estudos bíblicos, teremos, em anexo, o material do “Projeto Proclamar”. No décimo terceiro sábado, teremos uma programação diferente, em que tanto o estudo da lição quanto o sermão do culto serão voltados ao incentivo à evangelização. Então, nas últimas páginas desta revista de estudos, teremos uma sugestão da ordem do culto e um sermão escrito, para serem usados nesta programação.
Neste trimestre, celebre a Deus conosco e aproveite bem a edição de número 300 de nossas Lições Bíblicas!
Em Cristo,
Equipe do Departamento de Educação Cristã (DEC)
 
Disponível em português, inglês e espanhol.
Adquira pelo tel. (11) 2955-5141
Formato – Completo: PDF | Tamanho: 2,30Mb

 

Os comentários adicionais auxiliam tanto quem ministra quanto quem estuda a lição bíblica.

 

Em breve, ouça semanalmente os Podcasts de cada Lição:
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Idosos não querem só cadeira de balanço

Uma reflexão que alcança todos os pastores jubilados, suas famílias e igrejas.
Nestes últimos dias, tenho pensado na condição dos idosos. Não propriamente no físico deles que, inevitavelmente, os enfraquece, diminui o ritmo, a destreza, e acrescenta dores, mas no paradoxo que o tempo lhes impõe. Quanto mais anos uma pessoa tem, mais poderia falar, no entanto, quanto mais anos o idoso alcança, menos ele é ouvido, recebe atenção, é percebido.  Eliú em Jó 32:6-7 disse: “Eu sou de menos idade, e vós sois idosos; receei-me e temi de vos declarar a minha opinião. Dizia eu: falem os dias, e a multidão dos anos ensine a sabedoria”.
Minha esposa, uma noite, quando cheguei do trabalho me disse: “a mãe esteve reclamando”. Eu perguntei: “reclamando do quê?” Para minha surpresa e reflexão, ela respondeu: “reclamou que está velha, não consegue fazer as coisas que gostaria, não consegue viajar para rever os amigos, tem poucos com quem conversar e sente-se sozinha.” Levei um susto e confesso que pensei em acordá-la para conversarmos.
Antes de me deitar fui à sala e peguei uma revista que minha filha assina. Minha tensão aumentou, pois a matéria que li trazia a seguinte informação: “A falta de saúde mental dos idosos está diretamente ligada aos sentimentos de solidão, é o que afirma estudo realizado na Universidade de Cornell, nos Estados Unidos. Idosos que não têm família, ou que se sentem sozinhos, apesar de terem outros por perto, tendem a ter pior saúde física e mental.” Os pesquisadores afirmam que a solidão e o isolamento podem afetar a saúde de diferentes formas, por exemplo, aumentando o estresse, reduzindo a autoestima e podendo levar à depressão” (Revista Psique, nº 73).
Não perdi tempo, no dia seguinte, parei para ouvi-la, misturando um CD de presente, com parte de meu tempo. Selamos assim a paz com o diálogo, varrendo folhas no quintal.
Tenho por certo que é agressão o ato que desata a relação entre novos e idosos. Porém, os hematomas dessa agressão localizam-se na derme do coração. Neste, somente um olhar genuinamente cristão poderá enxergar. É bem verdade que o passar do tempo encurta a passada, embaça o horizonte, distancia os sons e confunde os cheiros, mas o tempo tem muito para falar. Em Sl 71:18 lemos: “Agora também, quando estou velho e de cabelos brancos, não me desampares, ó Deus, até que tenha anunciado a tua força a esta geração, e o teu poder a todos os vindouros”.
Toda a família tem seu idoso, e na via de retorno, todo idoso tem direito a uma família. Que esta não o negligencie, sentindo-se confortável porque comprou-lhe uma cadeira de balanço, para ele ouvir o cantar dos pardais, o ladrar dos cães, restando dizer: “estou consumido Pai, não tenho mais nada para servir”. Igualmente, toda igreja tem os seus idosos, com direto à  uma igreja, que os ouça, acolha, se importem com eles e os deixem falar.  No art. 3º da Lei nº 10.741 encontramos: “É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária.”
“Na velhice, eles ainda produzem frutos; são sempre fortes e cheios de vida.” (Sl 92:14 – NTLH)
Ismael Pinto Narcizo é pastor na IAP em Douradina (MS).

A Noiva de Cristo – Renovando a Paixão pela Igreja

A amada do coração de Cristo é a Igreja. Contudo, muitos cristãos parecem ter perdido essa perspectiva singular.
Charles Swindoll oferece ideias valiosas para revitalizar as igrejas. Ele é firme quando trata de assuntos difíceis como a integridade pessoal e a restauração do respeito ao ministério. Ao mesmo tempo, o autor encoraja você, pastor, a demonstrar interesse genuíno pelos outros, fruto de uma fé contagiante e de uma visão que transforma estranhos em amigos e inimigos em crentes.
 
Autor: Charles R. Swindoll
Editora: Vida – www.editoravida.com.br

O Pastor Pacificador – Um Guia Bíblico para a Solução de Conflitos na Igreja

“O seminário não me preparou para lidar com conflitos no ministério. Aprendemos como ninguém a fazer a exegese de textos bíblicos, mas aprendemos pouquíssimo sobre como fazer a exegese de pessoas. E nos sentimos completamente despreparados para lidar com conflitos dessa magnitude. Há momentos em que, em meio a tantos conflitos, chegamos a perguntar se Deus de fato nos chamou para o ministério. E de novo você se pergunta: O que eu faço, meu Deus?”
O livro procura lidar com o difícil chamado pastoral para atuar na gestão de conflitos. E propõe a pacificação como esperança para esse cenário que tanto desanima e desgasta pastores e líderes.
 
Autor: Alfred Poirier
Editora: Vida Nova – www.vidanova.com.br

Portas fechadas para o evangelho

A cada mês, cerca de 200 igrejas viram prédios na Europa 
“Quatorze apartamentos de luxo em uma igreja restaurada” é o que dizia a enorme faixa pendurada em frente a uma igreja histórica fechada na Europa, segundo o Portal G1, em 05/09/11. Nada de novo. Nos últimos dez anos, 200 templos, em média, por mês, fecharam as portas em toda a Europa.  Os países que abrigaram igrejas cristãs por séculos possuem hoje uma ínfima porcentagem de fiéis. O berço da reforma protestante carece hoje de um grande reavivamento. Os dantes protestantes já não protestam mais. Aculturaram-se, tornaram-se céticos; foram tragados pela cultura emergente; pelo pluralismo, pelo relativismo moral e pelo processo histórico de secularização que varreu toda a Europa.
As igrejas ainda estão lá, mas, na grande maioria, sem nenhuma relevância para a sociedade moderna. Já não são o que a princípio deveriam ser. São igrejas na essência, mas também prédios que se tornam alvos da cobiça imobiliária. Igrejas de 200 anos – e até mais antigas – estão fechando as portas na Europa. Os edifícios, cheios de tradição, estão sendo ocupados por livrarias, estúdios de música e até boates, ainda segundo o Portal G1. Em uma sociedade pós-moderna e, consequentemente, secularizada esta é a única “função” que uma igreja poderia exercer.
Penso que esta não seja uma exclusividade das igrejas centenárias da Europa. As igrejas do Brasil também andam perdendo a “função” que outrora já desempenharam e, o mais incrível, sem fecharem as portas. Por aqui, as igrejas também oferecem entretenimento e luxo assim como as igrejas da Europa, que se transformaram em boates e hotéis luxuosos. A secularização é um processo complexo e se desenvolve de diversas maneiras dentro de uma cultura ou sociedade, absorvendo as peculiaridades de cada contexto.
Nós, os evangélicos brasileiros, somos tão criativos que desenvolvemos uma nova maneira de secularização: uma que não precise fechar as igrejas. Os padrões de nossa sociedade consumista e materialista são reproduzidos em nossos cultos e congregações claramente. No Brasil, a secularização se desenvolve nas igrejas com as portas abertas. Por aqui as igrejas não fecham, pelo contrário, crescem. No entanto, tão rápido quanto o crescimento das igrejas evangélicas do Brasil, é o espantoso crescimento dos “sem-religião”. Aliás, as igrejas evangélicas deste país, com seus escândalos financeiros, apelos materiais e falsas promessas, são os grandes agentes desse crescente número de frustrados e decepcionados com a religião. De maneira que nos perguntamos: o crescimento evangélico é, de fato, benéfico em nosso país?
Mara Maravilha, cantora gospel e proprietária de uma loja de artigos evangélicos na rua Conde de Sarzedas, em São Paulo, disse em uma reportagem exibida pela BBC Brasil: “Graças a Deus que se abrem muitas igrejas. É melhor do que abrir botequim”. Desculpe-me o ceticismo, mas será mesmo?  Será benéfica uma mensagem distorcida do evangelho que produz resistência nas pessoas contra o verdadeiro evangelho de Jesus?
Devemos repensar. É possível que já tenhamos mais de 20 milhões de pessoas no Brasil que se declaram sem-religião. Em um país aparentemente religioso, cresce a indiferença e até mesmo a antipatia pelas expressões religiosas. Temos diante de nós, como igreja, um grande desafio: alcançar pessoas indiferentes e ariscas ao cristianismo institucional. Temos a incumbência de proclamar Jesus a pessoas cada vez mais céticas e frustradas com a religião.
Diante dos desafios que despontam no horizonte dessa geração urge a necessidade de uma igreja relevante, capaz de romper as barreiras intransponíveis e proclamar com verdade e simplicidade o evangelho de Jesus Cristo. O mundo precisa de uma igreja que consiga dialogar com a cultura, comunicando o evangelho de maneira clara e compreensível às pessoas dessa geração. Não fomos chamados para pregar à geração passada, somos chamados para proclamar o evangelho a essa geração. Decifrar os códigos de nossa época, traduzir o evangelho de Jesus numa linguagem acessível e compreensível às pessoas dessa geração é missão da igreja.  Estamos no limiar de uma nova história. Nasce uma nova geração, surgem novos desafios, agigantam-se novas barreiras que impedem o crescimento do Reino nos corações humanos. Somente uma igreja relevante e missionária poderá vencer estes desafios e alargar as fronteiras do Reino de Deus no solo desta terra. Que Deus nos ajude.
 
Kassio F. P. Lopes é  missionário da IAP em Corumbá (MS).