Dormiu no Senhor a “mãe” de muitos pastores

O Senhor recolheu nesta manhã sua serva, irmã Ambrosina das Graças de Moura Bassi, aos 65 anos, conhecida em toda a IAP carinhosamente como Zina. Ela foi trabalhar pela manhã, queixou-se de dores no peito, foi ao hospital e sofreu um infarto fulminante.
Ela atuou no Seminário de formação de pastores da Igreja Adventista da Promessa durante 38 anos ininterruptos, sendo impossível calcular quantos pastores e missionárias foram alvo dos seus cuidados ali. Era a responsável pela organização do local e pelas deliciosas refeições. Mas, muito mais do que isso, cuidava dos alunos e alunas seminaristas como uma verdadeira mãe, servindo de amparo emocional a todos eles (veja matéria).
O acolhimento da irmã Zina não se restringiu aos alunos. Todos que passaram por ali, para alguma reunião ou evento, desfrutaram de seu carinho e de seu tempero inesquecível. Zina certamente temperava tudo o que fazia com amor.
Ela converteu-se do catolicismo para o evangelho e em 1978 foi batizada pelo saudoso pastor Alípio Antonio Ivo. Foi batizada no Espírito Santo em outubro de 1985.
Irmã Zina deixa o marido, Walmir Antonio Bassi, e os filhos, Fabiano, Luciana e Bruno, além de netos e bisneto. Vamos retribuir o bem que a Zina fez a todos nós, adotando esta família em oração, para que o Espírito Santo console a todos.
Divulgaremos em breve informações sobre velório e sepultamento.
 

Zina com os seminaristas da turma de 2010/2011

Batismo na Seal

86 pessoas foram batizadas
No dia 22/12/2018 a Convenção SEAL (Sergipe / Alagoas) esteve em festa. Foi grande o júbilo na IAP em João Alves devido ao recebimento de mais 86 novos irmãos em Cristo, que foram batizados.
Com a presença de mais de 400 irmãos de vários lugares, celebramos ao Senhor por tão grande obra realizada na vida dos batizandos. Que o nosso Deus possa completar a boa obra começada na vida desses irmãos até sua volta.
Secretaria Convenção Seal

Equilíbrio na intolerância?

Cristo nos ensina a amar os nossos semelhantes como a nós mesmos, diante do caos do pecado nesta sociedade
 “Não sabeis vós de que espécie de espírito sois?” ( Lc 9.55)
Uma vontade de exercer o ímpeto de força bruta sobre as pessoas do povoado samaritano, cujo moradores rejeitaram hospedar Jesus e seus seguidores, foi o estopim dessa narrativa. Havia ali um conflito racial, ético, político e religioso instalado entre eles. De um lado, o julgamento era de pureza exacerbada, do outro entendiam que o povo adversário era impuro.
A solução de Tiago e João era a politica do tolerância zero, a aniquilação, a morte dos que estavam “errados”. Mas ali estava o Filho de Deus, o Eterno legislador, que no uso dos seus incontáveis atributos, interveio com a Sua misericórdia e os chamou à razão, lembrando-lhes seu objetivo maior: a salvação de vidas pelo amor.
Podemos nos tornar radicais intolerantes, sem misericórdia, ou santarrões nos achando acima da média. O que vamos ser?
O equilíbrio, a racionalidade de seguir adiante em meio à crise a caminho de Jerusalém foi a decisão daquele que podia exercer legalmente a força bruta. Ele teve misericórdia daquelas vidas que ainda não sabiam da Sua relevância e sequer discerniam sua missão.
O seguir para outra aldeia era uma medida óbvia, porém era necessária antes uma mudança de espírito em seus discípulos.
O que nos diferencia, além de dizer que estamos perto de Jesus, que seguimos a Ele, é o procedimento de valorização do ser humano, não segregando, mas disponibilizando oportunidades para que eles cresçam na graça e no conhecimento do Filho de Deus.
O seu proceder revela quem você é, desnuda seu caráter. Suas opiniões em redes sociais influenciam pessoas. Queira Deus que você esteja no equilíbrio cristocêntrico ensinado pela Bíblia.
Cristo nos ensina a valorizar a vida e amar os nossos semelhantes como a nós mesmos, diante do caos que o pecado tem instalado nesta sociedade corrompida e perversa. No caminho para Jerusalém, temos que manter o equilíbrio.
“Porquanto, todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Pois vós não recebestes um espírito que vos escravize para andardes, uma vez mais, atemorizados, mas recebestes o Espírito que os adota como filhos, por intermédio do qual podemos clamar: “Abba, Pai!” O próprio Espírito testemunha ao nosso espírito que somos filhos de Deus. Se somos filhos, então, também somos herdeiros; herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo, se realmente participamos dos seus sofrimentos para que, da mesma maneira, participemos da sua glória” (Rm 8.14-17).
Pr. Omar Figueiredo congrega na IAP em Pq. Edu Chaves (São Paulo, SP).
 

Batismo na IAP em Pirajussara

Novos membros para igreja de Cristo
A IAP em Pirajussara – Taboão da Serra (Convenção Paulistana) encerrou o ano agradecendo ao Senhor, por 10 novos membros que foram batizados nas águas, no dia 22/12.
O novo tanque batismal foi usado pela segunda vez, num momento de grande celebração para a igreja.
O batismo foi conduzido pelo Pb. Conrado e Pr. Jackson (responsável pela IAP). Que Deus abençoe a caminhada destes novos membros!

Dicas da lição 13 – “Forte engajamento na missão”

Forte engajamento na missão

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  • Para baixar os slides desta lição, clique AQUI.

Dicas

  • Abertura: Antes de iniciar a sua aula, lembre-se que o estudo da Bíblia é uma atividade não apenas racional, mas, sobretudo, espiritual. Portanto, convoque a classe a orar em favor do estudo.
  • Slides da lição: Baixe o slide da lição 13, acessando o link: http://portaliap.org/licoes-biblicas-325/e utilize-o no desenvolvimento da sua aula.

Divisão em grupos 1: Para responder as questões 2 a 5, divida a classe em quatro grupos e divida as perguntas entre eles. Dê-lhes um tempo (cinco minutos podem ser suficientes) para que discutam e respondam a pergunta. Em seguida, peça para que um representante de cada grupo expresse a resposta pela qual ficou responsável.
Divisão em grupos 2: Os quatro grupos formados anteriormente devem ser agora transformados em dois. Cada um deles ficará responsável por um dos itens da aplicação: “1. O avivamento sempre é precedido de oração”; “2. O avivamento sempre é direcionado à missão”. Os grupos deverão discutir seus respectivos temas e responder às perguntas referentes a estes.
Prova: Lembrando que o estudo do 13º sábado é especial, estimule os alunos com perguntas e respostas (prova). Estas devem ser preparadas antecipadamente com base no presente estudo ou, se preferir, com base em todos os estudos da série. O número de questões fica a critério do professor, porém, é recomendável que essas questões sejam objetivas, isto é, com alternativas de respostas. Para fechar com “chave de ouro”, premie os alunos que tiverem melhor desempenho na prova. Esta, por sua vez, deve ser aplicada após a conclusão do estudo.

Curas, livramento e emprego

Muitos milagres Deus operou em minha casa
 
No ano de 1980, eu estava grávida de uma menina, e o desenvolvimento da criança acontecia normalmente. Mas num certo período da gravidez, comecei a sentir dores fortes, e para minha surpresa tive um aborto espontâneo. E após os exames médicos, foi constatado que a criança estava morta havia três dias no meu ventre. Os próprios médicos disseram que foi um grande milagre. Eu creio que foi um livramento de Deus, por que eu correria riscos de morte, com a permanência dessa criança morta dentro do meu ventre.
 
Cura dos filhos
Meus filhos Sérgio e Agnaldo, quando eram crianças, sofriam constantemente de amigdalite, a ponto de o médico sugerir uma intervenção cirúrgica, para solucionar o problema. Ao receber o comunicado médico, fiquei aflita e fiz um ao voto ao Senhor, pedindo que Ele curasse meus filhos deste mal, para que eles não precisassem passar pela cirurgia. Deus na sua infinita misericórdia atendeu minha oração e curou meus filhos. Apesar de passar tanto tempo, estou cumprindo meu voto de testemunhar essa benção.
 
A benção do trabalho
Meu esposo Pedro, estava desempregado, mesmo enviando currículos para as empresas a procura de uma recolocação de trabalho; não tinha êxito. Ele não tinha aceitado a fé em Cristo ainda, e por isso, numa visão na madrugada o Senhor me instruiu para que eu orasse para ele, ser empregado numa empresa que não trabalhasse no sábado. Seguindo a orientação de Deus, comecei a orar neste propósito, e fui atendida. Dou graças a Deus por essa benção.
 
No vale da sombra da morte
Em 1985, fiquei grávida da minha filha Deborah, foi uma gravidez de risco. Por isso orava constantemente ao Senhor, para que o parto acontecesse tranquilamente. Em uma noite, Deus me avisou que eu iria passar pelo vale da sombra da morte, mas não morreria; e fez uma promessa a mim, que eu veria os filhos dos meus filhos.
Quando foi aplicada a anestesia raquidiana, eu perdi os sentidos e fui recobrar a consciência depois de 24 horas após o parto. Na sala de cirurgia foi uma correria para salvar minha filha e minha vida, porque eu estava morrendo (os próprios médicos me deram essa informação).
O que aconteceu comigo foi notícia em todo o hospital, e os médicos disseram que foi um milagre da parte de Deus, em especial, um médico disse que Deus de fato existia e que ele passaria a crer em Deus. E as promessas de Deus estão acontecendo, sou avó de dois netos e uma neta. Glória ao Senhor por suas misericórdias!
Noemia de Souza Stelato – IAP Sumaré/Nova Veneza – Convenção Paulista
 
 
 

Nossas garantias para 2019

Deus continuará cuidando de nós e desejando nosso relacionamento com ele
 Duas das épocas que mais me chamam a atenção no decorrer de um ano são: o final e o início dele. O final do ano geralmente é o momento em que realizamos uma retrospectiva da nossa vida e de tudo o que passou. Refletimos a respeito dos nossos acertos e dos nossos erros, lembramo-nos de nossas lutas e vitórias e também pensamos sobre as lágrimas e os sorrisos que colocamos no rosto do decorrer daqueles 365 dias. No entanto, mesmo considerando todas as vitórias e as dificuldades de 2018, o fato é que ele está terminando, o que faz com que passemos a olhar e a esperar por 2019.
Por outro lado, um ano que se inicia apresenta para nós algo muito importante: é um período marcado pelas oportunidades. Sendo assim, o que podemos esperar de 2019? Esta questão não é simples de responder, pois não temos como conhecer o futuro, somente Deus o conhece. No entanto, ao observarmos a Palavra de Deus, podemos ter algumas garantias para o próximo ano, e são elas que vão nos manter firmes em Cristo, mesmo que enfrentemos os vendavais e temporais das dificuldades e lutas de 2019.
Sobre o próximo ano, podemos esperar que, ao enfrentar qualquer situação, Jesus continuará firmemente conosco: ele não nos abandonará e nem nos deixará. Sua graça, misericórdia e amor continuarão a ser constantes em nossas vidas. Também podemos esperar que, no próximo ano, Deus anseia que estreitemos e aprofundemos o nosso relacionamento com ele, através da nossa vida devocional. De 2019, ainda esperamos o cuidado do Senhor sobre a nossa vida e sobre a nossa família, mesmo em meio às crises que se apresentarem diante de nós. Além disso, o próximo ano nos reserva oportunidades para que compartilhemos a respeito do evangelho de Cristo para os nossos familiares, os nossos amigos e os nossos vizinhos. Ainda sobre o que esperar do ano que vem, coloquemos em prática a atitude de passar um tempo de qualidade com nossa família e com nossos amigos.
Temos visto que o próximo ano nos traz uma pergunta muito importante: o que esperar de 2019? Poderíamos pensar em várias respostas e vários “palpites” relacionados ao próximo ano: seja na área da economia, da política, da educação, da cultura, etc… Contudo, independente do que vivermos no próximo ano, aguardemos com confiança que no próximo ano a graça de Cristo nos conduzirá, nos fortalecerá e nos sustentará. Além disso, em 2019 espere e trabalhe por sua própria mudança, se disponha a isso, considerando sempre os princípios da Palavra de Deus. Finalmente, espere de 2019 um ano vivido para a glória de Deus, pois você fará de Cristo o centro e o alicerce da sua vida.
Desta forma, termino esta reflexão desejando que em 2019 estejamos sempre firmados em Cristo e sendo transformados por seu Espírito Santo! Feliz 2019!!!
 
 
Dsa. Claudia Duarte congrega na IAP em Votuporanga (SP), é vice-diretora do Ministério Infantojuvenil Regional da Convenção Noroeste Paulista e atua no Ministério de Vida Pastoral da Convenção
 
 

Meningite bacteriana aos 12 dias de vida

Mas a cura foi completa, graças a Deus!
Nosso filho, Vitor Emanuel, foi uma criança gerada por uma gravidez tranquila e saudável. Até que, ao nascer, dia 28 de abril de 2018, ele sofreu falta de oxigênio (anoxia neonatal). Então, os médicos correram para fazer aspiração, pois ele tinha ingerido mecônio na barriga da mãe.
Vitor conseguiu respirar e chorou, mas ficou com desconforto respiratório, necessitando de oxigênio na UTI. Ao passar três dias melhorou, ficou com pulmões fortes, podendo respirar sozinho, mas ainda precisava de internação porque estava com infecção no sangue causada por bactéria do mecônio.
Passados nove dias e tomando antibióticos, Vitor sarou e foi para a casa com nossa família, para a Glória de Deus.
Em casa, Vitor chorava muito, não mamava e não dormia direito, começou com uma tosse forte, no terceiro dia em casa teve febre, então o levamos ao hospital. Estes foram momentos de muita preocupação e angústia, pois Vitor teria que passar por vários exames para descobrir seu problema, a febre só aumentava, ele tossia e chorava demais.
Até que, depois de dez horas de espera, uma médica que já estava indo embora, pois já havia encerrado seu plantão, se interessou em avaliar o caso. Acreditamos que esta médica foi enviada por Deus naquele momento, porque ninguém sabia o que ele tinha. Ela colheu o liquor da coluna e descobriu muito rápido que ele estava com meningite bacteriana, necessitando de internação e isolamento imediato. Rapidamente iniciaram o tratamento com antibióticos fortíssimos, pois a meningite era muito grave.
Foram momentos muito difíceis, pois o Vitor só tinha 12 dias de vida, tinha acabado de se recuperar dos problemas anteriores e sofria de uma doença tão grave, ainda tão pequeno.
Mas, pela misericórdia de Deus Pai, no mesmo dia em que começou a ser medicado, ele já não tinha mais nenhum sinal da doença. Mesmo assim,  permaneceu durante dez dias no hospital para tratar a meningite. Nosso bebê já não tinha veia para pegar acesso, necessitando fazer o PICC (Passagem de Catéter Central de Inserção Periférica) para terminar o tratamento. Depois de dez dias nosso filhinho amado estava completamente curado, através da graça e poder de Deus. Agradecemos todos os irmãos que oraram e nos apoiaram nesse momento tão difícil.
Hoje o Vitor está perfeito, forte e saudável. Continuamos gratos a Deus porque o Vitor não ficou com sequela alguma de nenhum problema que teve.
Vitor de vitória, Emanuel de Deus conosco!
 
Atilio Vitor Barreto e Lidiane Oliveira Barreto, da IAP em Vila Helena, Sorocaba (SP)

Pedido de oração

Oremos em favor do Jardson, de Altamira (PA)

Pedimos oração de todos pelo jovem Jardson Ribeiro dos Santos, 21 anos, que nasceu totalmente saudável, alegre, um servo de Deus, músico da igreja Adventista da Promessa em Altamira (PA), cursando faculdade de matemática, mas que está impossibilitado de exercer suas atividades pois descobriu recentemente um tumor maligno na bacia e coluna.

Devido às dores, não consegue caminhar e se alimentar satisfatoriamente. A biópsia confirmou um tumor no segundo estágio, mas cremos no Deus que é maior do que o câncer.

Por isso, pedimos ajuda em oração. O jovem Jardson quer voltar a ser saudável, voltar as suas rotinas, concluir sua faculdade, e principalmente voltar a tocar para o Senhor.

Informamos ainda que os amigos e irmãos da igreja estão fazendo campanhas financeiras para ajudar no tratamento.

Pr. Daniel Pereira, Secretário da Convenção Regional Baixo Amazonas.

“Você tem medo de morrer?”

Fui diagnosticado com câncer de próstata mas Deus me curou

Em fevereiro de 2017, fiz exames de rotina e fui informado pelo urologista que eu estava com câncer na próstata. O PSA estava o dobro do valor de referência.
O médico me perguntou: “você tem medo de morrer?” Fiquei em silêncio, chocado, não consegui responder, fui para casa muito arrasado.
Mas cheguei em casa, minha esposa, Dsa. Dagmar, me confortou: “isso não é nada. Temos um Deus. Ele é maior e está conosco. Vamos orar.”
Ela orou comigo e nesta hora, me senti muito mais seguro.
Passei por 38 sessões de radioterapia. Voltei ao médico, um outro profissional me atendeu, pois o primeiro estava de férias e disse: “vá a um oncologista.”
Voltei para casa, desta vez minha esposa não estava, pois estava em viagem. Fiquei deprimido e comecei a pensar: “os médicos estão enrolando, acho que estou condenado.”
Cai de joelhos, em muito pranto, pedindo socorro a Deus: “Fala comigo, Senhor, pela Tua Palavra.” Então, tirei o seguinte texto bíblico: “Confia no Senhor de todo teu coração e não te apoies no teu próprio entendimento.” Foi um bálsamo para minha vida.
Depois de uns 20 dias fui ao oncologista e então, ele vendo o resultado das radioterapias, me pediu cintilografia óssea, tomografia do abdômen e PSA total.
Quando levei os exames, ele, ao ver a cintilografia, sorriu e disse: “está tudo bem, o câncer não chegou nos ossos.” Os demais exames também estavam normais. Ele me perguntou: “receitei algum remédio?” Respondi que não, então ele disse que estava tudo bem. Eu só precisava repetir o PSA dali uns meses.
Sai glorificando a Deus daquela clínica. Voltei depois de uns meses com o PSA, quando ele disse: “o resultado está excelente. Está tudo bem com você.”
Milagre de Deus! Eu agradeço a Ele, que se inclinou e ouviu nosso clamor!

Da. Ezequiel Mendes, congrega na IAP em Vila Maria (São Paulo, SP).

A “perfeita” esposa de pastor

Como lidar com a expectativa da igreja, diante de uma mudança

Ninguém é capaz de dar o melhor de si, se o seu coração não estiver envolvido. E nesse caso, o envolvimento de que estamos falando é com a obra do ministério. O que se passa no coração de uma esposa de pastor quando tem que mudar de campo pastoral? Como lidar com essa situação?
Precisamos entender o chamado pastoral do esposo e acompanhá-lo. Parece fácil mas não é. No entanto, quando acontece essa mudança, a esposa do pastor vai para a nova igreja trazendo dentro do seu coração muitas esperanças verdadeiras e falsas. Ela sabe que está sendo analisada em todos os aspectos, bem como sua prole, e isso gera um misto de ansiedade, apreensão, tensão, nervosismo e insegurança; se será bem recebida, amada ou desprezada.
Muitos da igreja esperam que ela seja a pastora auxiliar, esperam que ela tenha uma grau de santidade invejável, esperam que nunca se queixe, que seja mãe exemplar, assídua nos cultos e reuniões, que nunca fique doente. Que seja ativa ( líder das mulheres, dada ao ensino, regente do coro, professora das crianças), bom exemplo em tudo, dona de uma grande maturidade espiritual e emocional, mulher de oração, boa conselheira, evangelista e viva à disposição da obra do Senhor em tempo integral e não ouse ter um trabalho remunerado – “ a mulher perfeita”.
O problema se instaura quando a igreja pensa que a esposa do pastor precisa fazer tudo na igreja para demonstrar seu compromisso com Deus. Mas compromisso com o Criador não se baseia em ativismos que levam a um verdadeiro esgotamento físico e mental. A esposa do pastor precisa ter uma vida íntima com Deus, procurando entender qual a vontade dEle para a sua vida; ela sabe que seu papel como esposa e mãe é primordial e não deve negligenciar isso. Deve buscar a cada dia crescer espiritualmente em comunhão com Ele pois somente assim conseguirá enfrentar as pressões ministeriais, com a graça divina por meio da oração.
Toda esposa de pastor recebe seu dom do Espírito Santo assim como qualquer crente e precisa desempenhá-lo para edificação do corpo de Cristo, sabendo que não deve se preocupar em trabalhar em todas as áreas da igreja porque é esposa do pastor, pelo contrário, deve desenvolver seu ministério assim como cada membro em Cristo Jesus e fazer sempre o melhor que puder.
Ela deve ser uma pessoa autêntica que busca a felicidade de sua família e a estabilidade do seu casamento. Muitas sentem-se satisfeitas com as congregações e abraçam a causa trabalhando ombro a ombro com seu esposo. Outras mulheres, no entanto, jamais se sentirão satisfeitas com as novas igrejas e vão se manter inativas, dando lugar a críticas que geram frustações, tristezas e até depressão.
Em Pv.15.22 lemos: “Onde não há conselhos fracassam os projetos, mas com os muitos conselheiros há bom êxitos”. Então fica a dica: a instrução primordial para a esposa de pastor é viver aos pés do Salvador; é ali onde a esperança traz alívio ao sofredor, é ali onde se encontra a fonte do amor, pois o melhor lugar do mundo é aos pés do Criador.

Zildelí Ferreira do Carmo Del Pozzo Dsa. Zildelí Ferreira do Carmo Del Pozzo congrega na IAP em Vila Kéllen (Campo Grande – MS) e atua no Ministério de Vida Pastoral – Convenção Sul Matogrossense

Perdendo o rumo

Nove sinais que servem de alerta para todo pastor
Paul David Tripp, em seu livro “Vocação Perigosa”, dentre tantas questões importantes sobre a vida pastoral, trata de alguns sinais de como um pastor pode se encontrar em perigo e até mesmo questionar sua vocação pastoral.
*Primeiro*, ele ignora a evidência clara de problemas. Não vê ou encontra em si mesmo problemas. Justifica dizendo que o que lhe ocorre é causado pelas circunstâncias ou mal entendidos.
*Segundo*, vê e trata o problema dos outros, mas não os seus próprios, até porque não encontra problemas em si. É a questão do lado obscuro da liderança.
*Terceiro*, falta de vida devocional. Ter capacidade de interpretar textos (hermenêutica), pregar bem (homilética) e conhecimento teológico não significa ter vida íntima com Deus. O que motiva, traz perseverança, humildade, amor, paixão e graça é a vida devocional. É ter um relacionamento com a Palavra, e com o Deus da Palavra.
*Quarto*, não pregar o Evangelho para si mesmo. É não descansar na graça salvadora e consoladora do Evangelho libertador de Cristo. E começar a buscar realização e identidade nas coisas e pessoas, de forma messiânica. Isso gera autodefesa, autocomiseração e mágoas. Só Jesus é nosso Salvador.
*Quinto*, não ouvir as pessoas mais próximas. Sempre há pessoas conversando com pastores sobre seu comportamento e de como trata os outros, e isso deve levar à ponderação e mudança de atitudes. É preciso humildade da parte dos pastores para isso. Pastores são humanos e falhos. Não adianta sublimar os erros.
*Sexto*, o ministério começa a tornar-se pesado demais. “O impacto de todas essas coisas juntas é que você descobre que o seu ministério é cada vez menos privilégio e alegria e cada vez mais peso e dever”.
*Sétimo*, começar a viver em silêncio. O pastor começa a se isolar como um mecanismo de defesa. Porém a vida cristã é comunitária e orgânica.
*Oitavo*, o pastor questiona sua vocação. Cogita que realmente não foi vocacionado para o pastorado, coisa essa que não pensava há tempos atrás.
Por fim, pensa em abandonar o ministério. Alimenta em seu coração exercer outra atividade à parte da vida pastoral.
Paul David Tripp reconhece que nem todos esses sinais possam se evidenciar. Reconhece também que esse processo é mais comum do que parece. Sua preocupação é com a cultura das igrejas, que permite que essas coisas estejam acontecendo com seus pastores, sem que seja visto e tratado.
“Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus”. (At 20.24)

Pr. Robson Rosa Santana