O Evangelho e a cultura

Uma relação de amor e ódio

O Evangelho e a cultura podem ser conciliados? A cultura pode contribuir para o Reino? A cultura tem aspectos positivos? Todas essas perguntas, se fossem feitas há 20 anos, seriam respondidas com um sonoro “Não!”. Mas os tempos mudaram e podemos repensar com carinho nas respostas para essas perguntas.
Sabemos que a cultura tem aspectos positivos e que podem contribuir para a pregação do Evangelho do Reino. Por anos e anos a fio, os cristãos evangélicos – principalmente os de linhagem pentecostal – fecharam-se para a cultura. Fecharam-se em um gueto onde só lhes era permitido ler, ouvir, assistir e consumir produtos que fossem fabricados no mercado gospel. E por causa disso muitas igrejas perderam o timing da pregação do Evangelho. Por causa do nosso isolamento cultural, criamos um linguajar próprio, costumes próprios e muitos de nós não sabemos nos comunicar com um não cristão.
De acordo com Tiago 1.17, Deus é a origem de todo bem que a humanidade produz; nessa linha de pensamento podemos afirmar que a cultura tem itens que podem claramente ser harmonizados com o Evangelho e sua pregação. A Igreja, para uma pregação mais eficaz, tem que saber adaptar os princípios imutáveis da Escritura imutável para uma linguagem contextualizada e atualizada.
Precisamos ensinar princípios eternos em uma roupagem que pode mudar ao longo do tempo. A cultura não é uma vilã, pois Deus dotou seres humanos de capacidades de produção de bons conteúdos por meio de um expediente conhecido na teologia como Graça Comum; cabe a nós usar esses recursos culturais como ferramenta na proclamação do Evangelho.
“Mas Eric, podemos usar tudo da cultura?”, você pode me perguntar. A resposta é “não”. Existem expressões culturais que claramente confrontam o Evangelho, colocando-se em oposição aos seus princípios eternos. Nesses casos, como o exemplo de uma menina de quatro anos tocando um homem nu em um museu ou de uma exposição de arte que ridiculariza a fé cristã, nós, como Igreja, precisamos nos posicionar em defesa dos princípios da verdade, moralidade e da eternidade.
Em resumo, a ideia quanto a esse assunto é a do equilíbrio. Não podemos ficar nos extremos de polarização. Nem demonizar nem sacralizar a cultura como um todo, mas devemos lê-la pelas lentes da Escritura e fazer a filtragem de conteúdo. Quanto ao que for bom, reter; ao que for ruim, descartar; ao que for imoral, posicionar-se como coluna da verdade. Se fizermos isso seremos Igreja que serve a Deus em sua geração e para a glória dEle. Coloque esses princípios em prática em sua igreja local, pois é lá que se dá o trabalho real do Corpo de Cristo. Tiremos os conceitos da teoria e levemo-los ao campo das ações, pela graça e para a glória de Cristo!
 
Eric de Moura congrega na IAP em Vila Falchi – Mauá (SP).

Pedido de oração

Ore pela Dsa. Cleusa, de Pedro de Toledo (SP)
Pedimos a toda igreja que ore pela Dsa. Cleusa Nunes Dias,  de Pedro de Toledo (Convenção Litoral e Leste Paulista – SP). Ela atua na IAP como tesoureira e secretária da igreja. Foi diagnosticada com tumor na coluna, provavelmente será submetida a cirurgia de risco nos próximos dias. Ela tem muitas dores. Vamos clamar a Deus pedindo o favor dele na vida desta irmã em Cristo.

Mais do que estudo bíblico

“Discipulado é mais do que um estudo bíblico com alguém. É um processo educacional de vida, em que discipuladora e discípula empreendem uma caminhada em busca de serem cada vez mais parecidas com Cristo.” Essa é a definição de Paula Coatti, doutora em Psicologia e terapeuta cristão, a preletora deste sábado no Treinamento – Discipulado entre Mulheres.
Paula começou sua fala diferenciando identidade e identificação e abordando os papeis sociais na familia nuclear (pai, mãe e filhos). “O projeto de Deus é a parceria, não o machismo ou feminismo, que instigam provar quem é superior ou inferior”.
“O que distingue o homem ou mulher não é a atividade. Quem estabeleceu que a mulher cuida sozinha dos filhos ou que o homem não cozinha? Antes de serem marido ou mulher, são discípulos de Cristo e devem estabelecer uma parceria em tudo.”

Discipulado entre mulheres

Liderança feminina da IAP em evento em SP
Neste sábado e domingo, cerca de 100 muheres da liderança feminina da IAP esarão refletindo sobre o que é e a importância do discipulado feminino. O treinamento foi organizado pelo ministério feminino da Igreja Adventista da Promessa (Fesofap) e reúne as líderes de Resofaps, missionárias e mulheres de todo o Brasil que exercem liderança em suas comunidades locais.
Pr. Osmar Pedro, vice -presidente da IAP , abriu o evento convidando a todas para orarem pelos propósitos dos 100 dias de oração e destacando a importância da atuação feminina na IAP.

Nota de falecimento

Nota de falecimento

No domingo, 2 de setembro, o Senhor recolheu a jovem Dayane (19 anos), filha do PR Jorge e Dsa. Sueli, de São Cristóvão (SE). Jovem que demonstrou sua fé, até nos últimos dias, quando lutava contra leucemia. Que a certeza da ressurreição em Cristo e o consolo do Espírito Santo esteja presente na vida de todos os que amavam a Dayane.
 

Folheto para crianças

O evangelho de Jesus, na linguagem da criança


O Ministério de Crianças e Adolescentes (MCA) – Convenção Geral lançou um folheto evangelístico para crianças alfabetizadas de até 12 anos de idade. As igrejas e os MCAs (locais e regionais) podem imprimir quantas cópias quiserem, pois ele está disponível para download.
O folheto é uma revista com passatempos, levando a criança ao conhecimento da salvação em Jesus Cristo, utilizando uma forma lúdica e interessante. A ideia é que cada criança do MCA ganhe o seu e mais um exemplar, para levar para um amigo de escola ou da vizinhança.
O material também pode ser utilizado pelos pastores e MCA no evangelismo de rua, envolvendo as crianças na propagação do evangelho. Também pode ser empregado em capelania escolar, hospitalar, através de professores em salas de aula, enfim, onde houver crianças nesta faixa etária.
 

Ação social

IAP em Vila Carolina (São Paulo) abre as portas para a comunidade

No último sábado, dia 25 de agosto, a IAP em Vila Carolina (Convenção Paulistana, SP) realizou uma ação social e evangelística, envolvendo a comunidade do bairro. Foram distribuídas mais de 1000 peças de roupas, lanches, algodão doce, pipocas e atendimento espiritual com intercessão, oração e aconselhamento. Foi uma excelente oportunidade para estabelecer vínculos e mostrar que os cristãos estão ali para servir.
“O que nos move é a convicção! Convicção no amor de Cristo; convicção de que tudo que fazemos é para sua Glória, Convicção de que fomos chamados para amar almas, convicção do Reino e de que um dia Cristo virá e resgatará sua noiva, a Igreja, e que precisamos ao exemplo de Cristo, anunciar suas Palavras “, registraram Jacob Pontes e Edson Pimenta, dois líderes do projeto.
” Cada coração com Cristo é um missionário, e cada coração sem Cristo é um campo missionário” – Dick Hills

Dicas da lição 9 – "Sejamos luz para os povos"

Sejamos luz para os povos

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Dicas

Globo terrestre: Se puder encontrar, leve para a classe um globo terrestre e exiba-o durante toda a aula. No decorrer da exposição do item 1. As fronteiras, leve os alunos a refletirem sobre o tamanho do nosso desafio missionário, mostrando que nossas fronteiras se estendem até os confins da terra.
Vídeo: Durante o item 2. Os desafios, exiba o vídeo da Lista Mundial da Perseguição 2018 neste link: https://www.youtube.com/watch?v=rqBcHj3alwM. Ajude os alunos a se sensibilizarem com os desafios enfrentados por cristãos perseguidos pelo mundo. Se preferir, você pode apenas exibir a lista em imagem ou pdf neste link: https://www.portasabertas.org.br/artigo/downloads, e mostrar o vídeo O Brasil e Missões, que você pode encontrar aqui: https://www.youtube.com/watch?v=7z_aPwQfvSI
Momento de intercessão: Em pequenos recortes de papel, escreva motivos de oração por missões. Coloque diferentes motivos, mas escreva apenas um por papel. Distribua-os entre os alunos e conduza-os em um momento de oração. Vocês podem fazer isso ao responderem a pergunta 5, na primeira aplicação ou ao final do estudo. No item 2, você encontrará alguns desafios pelos quais podemos orar. Você também pode escrever nomes de países ou grupos étnicos. Lembre-se dos lugares em que temos irmãos promessistas. Acesse o site da nossa Junta de Missões: http://juntademissoes.com.br/ e conheça os projetos missionários da IAP.
Material de apoio 1: Use os comentários adicionais, disponíveis no espaço abaixo, para complementar a sua aula. Para ouvir o podcast desta lição, acesse: http://portaliap.org/wp-content/uploads/2018/05/LB324_09.mp3; Utilize os slides desta lição disponíveis em: http://portaliap.org/licoes-biblicas-324/
Material de apoio 2: A Junta de Missões sempre disponibiliza a Lição Bíblica em libras. Informe seus alunos sobre este importante trabalho. Veja: https://www.youtube.com/channel/UCSajxLcXf10Zmvnz3wv7qag

Comentários Adicionais

  1. Missão é a tarefa integral
    “Missão é a tarefa integral da igreja que é enviada ao mundo para testemunhar das boas novas. Como tal, missão é literalmente uma perspectiva de vida como um todo: a vida inteira do povo de Deus, tanto como uma comunidade reunida quanto como uma comunidade espalhada, que testemunha do senhorio de Jesus Cristo em todas as situações da vida humana. Missões é uma parte desse papel maior que a igreja desempenha na história de Deus. Sua tarefa é estabelecer um testemunho em lugares onde ele não existe. Em geral, missões é um empreendimento transcultural. Porém, missões não apenas uma parte essencial da missão da igreja; também é uma perspectiva final. A missão do povo de Deus de tornar conhecidas as boas-novas tem como sua perspectiva final os confins da terra”. (Goheen, Michael W. A igreja missional na Bíblia: luz para as nações. Tradução de Ingrid Neufeld de Lima. São Paulo: Vida Nova, 2014, p. 260).
  2. Engajamento em missões
    “À medida que a igreja assume sua tarefa de engajar-se em missões, haverá um efeito reflexivo. Quando a igreja desenvolve uma visão para missões e começa a se envolver em missões até os confins da terá, ela também se torna mais propensa a ser uma igreja missional no lugar onde está inserida. Missões tem o potencial de revitalizar a visão missional para o mundo inteiro, incluindo a própria vizinhança.” (Stetzer, Ed. Desvendando o código missional: tornando-se uma igreja missionária na comunidade. Tradução de A. G. Mendes. São Paulo: Vida Nova, 2018, p.261).
    “Sem a Bíblia, a evangelização do mundo seria não apenas impossível, mas também inconcebível. A Bíblia impõe-nos a responsabilidade de evangelizar o mundo, dá-nos um evangelho a proclamar, diz nos como fazê-lo e declara-se o poder de Deus para a salvação de cada crente. Além disso, é fato notável, na história passada e contemporânea, que o grau de compromisso da Igreja com a evangelização do mundo é proporcional ao grau de sua convicção da autoridade da Bíblia. Sempre que o cristão perde a confiança na Bíblia, seu zelo pela evangelização acaba se esvaindo. Inversamente, se ele estiver convencido acerca da Bíblia, estará também determinado a evangelizar”. (Perspectivas no movimento cristão mundial. Editado por Ralph D. Winter, Steven C. Hawthorne, Kevin D. Bradford; — São Paulo: Vida Nova, 2009, p.19).
  3. Evangelização mundial: nosso mandato
    “Nosso mandato para a evangelização do mundo, portanto, é a Bíblia inteira. Deve ser encontrado na criação de Deus, porque todos os seres humanos são responsáveis diante dele; no caráter de Deus, transcendente, amoroso, compassivo, não desejando que ninguém pereça, mas que todos venham ao arrependimento; nas promessas de Deus, que todas as nações sejam benditas por meio da semente de Abraão e venham a ser a herança do Messias; no Cristo de Deus, agora exaltado com autoridade universal, para receber aclamação universal; no Espírito de Deus, que convence do pecado, dá testemunho de Cristo e impele a Igreja a evangelizar; na Igreja de Deus, que é uma comunidade missionária multinacional, com ordens de evangelizar até que Cristo volte. A dimensão global da missão cristã é irresistível. O cristão individual e as igrejas locais que não se comprometem com a evangelização do mundo estão contradizendo, por cegueira ou por desobediência, uma parte essencial de sua identidade, a qual provém de Deus. O mandato bíblico para a evangelização do mundo não pode ser ignorado”. (Perspectivas no movimento cristão mundial. Editado por Ralph D. Winter, Steven C. Hawthorne, Kevin D. Bradford; — São Paulo: Vida Nova, 2009, p.20).
  4. A igreja e as missões
    “Uma igreja como a de Antioquia [descrita em Atos dos Apóstolos] é uma missão em sua própria localidade, que cresce por meio de expansão espontânea à medida que seu povo encarna e anuncia as boas novas. Uma igreja missional como a de Antioquia também tem em vista os confins da terra e, portanto, anseie participar da tarefa de levar o evangelho a lugares onde ele ainda não conhecido. […] Uma igreja missional de ocupa com ambos […] o evangelho é anunciado em cada local por meio da vida vibrante e radiante de uma igreja acompanhada do testemunho evangelístico espontâneo. No entanto, mais dessas igrejas precisam ser instituídas em lugares nos quais esse testemunho não está presente. O ‘modo de envio’ ou ‘missões’ será fundamental para toda igreja missional”. (Perspectivas no movimento cristão mundial. Editado por Ralph D. Winter, Steven C. Hawthorne, Kevin D. Bradford; — São Paulo: Vida Nova, 2009, p.183).

Culto Ministerial

Cuidado para os líderes

Neste sábado (18) aconteceu na IAP em Itacibá (ES) o culto Ministerial reunindo 200 líderes.
Pastores, diáconos, diaconisas, líderes de ministérios locais e regionais foram alimentados pela Palavra de Deus, através da ministração do PR Alan Rocha, diretor do DEC, que falou sobre: Graça, a razão da nossa fé.

Conflitar ou convergir?

Uma geração pode aprender com a outra, se houver disposição

Michael Joseph Jackson foi um artista fantástico, cantor, dançarino, coreógrafo, porém, devido aos traumas e conflitos que teve no ciclo de sua infância (queria brincar, mas seu pai exigia que trabalhasse à exaustão) desenvolveu o complexo de Peter Pan, que é não querer ser adulto. Criou sua “Terra do Nunca”, um enorme parque no quintal de sua casa, em Los Angeles (EUA) com montanha russa, carrossel, carrinho de pipoca etc. Sua justificativa para este comportamento infantil, bizarro é que, quando criança, não teve tempo de vivenciar essas brincadeiras comuns da infância.
Que coisa triste de se ver, quando um ser humano não faz as devidas transições de ciclo. Não consegue aproveitar o hoje, o aqui e agora e quer vivenciar o que passou.
Conforme ouvi em um programa de rádio, a geração Y está prolongando a adolescência até aos 24 anos, estão demorando a amadurecer, ganhar a maturidade necessária para assumir compromissos. Dai vem as críticas: geração fútil, geração coca-cola, geração mimimi, geração nutella.
Esta geração industrial, capitalista, em que os pais se dedicam ao trabalho e confiam a criação de seus filhos a terceiros (creches, avós, babás) tem gerado conflitos. Alguns pais tentam “compensar” sua ausência com brinquedos, celulares, entre outras parafernálias. Porém, nada substituí a educação e a proximidade dos pais numa educação consensual, na qual pai e mãe exercem seus papeis definidos.
Existem famílias distintas, que conhecemos pela Bíblia. No caso de Timóteo, a construção do seu caráter se deu pela assimilação da Palavra divina revelada a sua avó e posteriormente a sua mãe (2 Timóteo 1.5).
Por outro lado, vemos Davi, que não exerceu bem o seu papel de pai, deixou brechas enormes emocionais nos seus filhos, foi falho, porém com a graça de Deus, soube servir a Deus em sua geração, pois o favor divino é maior que a vida, com suas inconstâncias.
Uma boa forma para convergir, e não conflitar entre gerações, é não abrir mão dos princípios divinos revelados nas Escrituras Sagradas, tendo plena consciência de que costumes mudam, porém nosso paradigma é o cristocêntrico em qualquer época.
O nosso desafio é inserir, encucar as boas novas, numa geração entusiasmada com o novo.
Portanto, encontre oportunidades. A geração que aprendeu com as dificuldades, no pós-guerra, se fortaleceu com suas desilusões. Diferente da atual geração que pode não aguentar “o tranco” que você aguentou, porém, mesmo assim é possível ter uma boa convivência e aprendizado mútuo. Com certeza, podemos aprender com os mais novos, e eles conosco.

Pr. Omar Figueiredo congrega na IAP em Pq. Edu Chaves (São Paulo, SP).

Não afunde

Olhe para Cristo e saia da sua zona de conforto

“Alta madrugada, Jesus dirigiu-se a eles, andando sobre o mar. Quando o viram andando sobre o mar, ficaram aterrorizados e disseram: “É um fantasma! “E gritaram de medo. Mas Jesus imediatamente lhes disse: “Coragem! Sou Eu. Não tenham medo!”. “Senhor”, disse Pedro, “se és Tu, manda-me ir ao Teu encontro por sobre as águas”. “Venha”, respondeu Ele. Então Pedro saiu do barco, andou sobre a água e foi na direção de Jesus. Mas, quando reparou no vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me! “Imediatamente Jesus estendeu a mão e o segurou. E disse: “Homem de pequena fé, porque você duvidou?”. Quando entraram no barco, o vento cessou. Então os que estavam no barco O adoraram, dizendo: “Verdadeiramente Tu és o Filho de Deus”. (Mateus 14:24-33).
Imaginemos a cena: os discípulos de Jesus estavam num barco e em certo momento, veem uma figura caminhando sobre as águas. Extremamente amedrontados, eles acharam que estavam vendo um fantasma, em nenhum momento eles pensaram que podia ser Jesus. Somente quando Cristo se apresentou é que os discípulos o reconheceram. Mas ainda assim, um deles – Pedro – faz uma proposta bem audaciosa e corajosa (talvez por ainda não estar convicto de que era realmente Jesus que andava sobre as águas). Pedro pede que Jesus ordene sua ida ao encontro de Cristo, também andando sobre as águas. Pedro sai do barco, começa a andar sobre as águas e depois de alguns passos, começa a afundar. O fato de Jesus ter estendido a mão para Pedro e o segurado é que impediu este discípulo de se afogar.
Podemos extrair vários ensinos bíblicos desta passagem que está registrada no evangelho de Mateus. No entanto, gostaria de refletir especialmente na atitude de Pedro ao sair do barco e ir caminhar sobre as águas, aplicando tal reflexão à nossa vida. Em primeiro lugar, Pedro foi corajoso o suficiente para sair do barco. Alguns de nós podemos criticar este homem por ter afundado, mas o fato é que Pedro confiou em Cristo a ponto de sair da sua zona de conforto e obedecer ao chamado de Jesus para ir ao seu encontro. Nós precisamos também desembaraçar-nos do que está nos impedindo de entregar nossa vida a Cristo e dedicar a ele a nossa vida.
Conforme o texto bíblico, Pedro afundou na água depois de ter dado alguns passos, porque “reparou” no vento e teve medo. Este discípulo de Jesus permitiu que sua confiança no Salvador fosse abalada por uma circunstância adversa. E no nosso caso, o que tem feito nossa fé em Cristo afundar? É aquele problema, ou aquela circunstância complicada ou será que é aquela situação que tem me apavorado? Pode ser que você já tenha dedicado sua vida a Jesus, mas está afundando no mar da desesperança, da tristeza, da crise, do desespero ou da adversidade. No entanto, a Bíblia Sagrada mostra que nem tudo está perdido, pois a partir do momento em que Pedro clamou ao Senhor, Cristo lhe estendeu a mão e o conduziu em segurança até o barco.
Certamente, saber disso é maravilhoso! Assim como Jesus fez com Pedro, ele também está disposto a estender a mão para cada um de nós quando clamamos a ele. Por isso, não importa o quanto você está “afundado” pelas lutas, crises ou dilemas que tem enfrentado: firme sua fé em Cristo e clame a ele de todo o seu coração que ele também conduzirá você em segurança, além de conceder paz, perdão e salvação! Somente Jesus pode nos ajudar a enfrentar e vencer as “tempestades” que enfrentamos ao longo dessa jornada que é a vida. Que o Espírito Santo nos auxilie a ter sempre a nossa vida firmada em Cristo – o “Autor e Consumador da nossa fé” (Hebreus 12:2).

Dsa. Claudia Duarte congrega na IAP em Votuporanga (SP), é vice-diretora do Ministério Infantojuvenil Regional da Convenção Noroeste Paulista e atua no Ministério de Vida Pastoral da Convenção.

Dicas da lição 8 – "O Espírito Santo na missão"

O Espírito Santo na missão

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Dicas

Dinâmica: Monte um painel, cartaz, ou utilize o Datashow com o desenho da silhueta de uma pessoa, conforme figura abaixo. À medida que for abordando os pontos da lição, vá preenchendo o desenho da pessoa com cada ponto. Por exemplo: O Espírito convence= coloque na cabeça; O Espírito testifica= coloque na boca; O Espírito habita= coloque no coração; O Espírito instrui= coloque nos ouvidos; O Espírito encoraja= coloque nas mãos; O Espírito conduz= coloque nos pés. Ao terminar de preencher o desenho da pessoa e explicar os pontos da lição comente que da mesma maneira que a missão é de Deus, tudo o que precisamos para cumpri-la vem dEle.

Dinâmica 2: Após a exposição das aplicações, peça aos alunos da classe que fiquem em pé. Em seguida, sugira que cada um pense em qual direção fica o norte, aponte e se coloque de frente para ele. Note que, ao fazerem isso, haverá uma confusão de direções, visto que cada qual apontará para um norte diferente. Depois, sugira que todos deem dois passos para a direção leste, depois, oeste e, por fim, para o sul. Perceba que todos irão para direções em sentido contrário uns dos outros e tudo se tornará ainda mais confuso. Peça gentilmente que todos retornem aos seus assentos e explique que o sentido da dinâmica é mostrar que, se cada um decidir realizar a missão seguindo a própria orientação, correrá o risco de seguir numa direção equivocada. Logo, precisamos de uma orientação segura, que nos é fornecida pelo Espírito Santo.
Material de apoio 1: Use os comentários adicionais, disponíveis no espaço abaixo, para complementar a sua aula. Para ouvir o podcast desta lição, acesse: http://portaliap.org/wp-content/uploads/2018/05/LB324_08.mp3; Utilize os slides desta lição disponíveis em: http://portaliap.org/licoes-biblicas-324/
Material de apoio 2: A Junta de Missões sempre disponibiliza a Lição Bíblica em libras. Informe seus alunos sobre este importante trabalho. Veja: https://www.youtube.com/channel/UCSajxLcXf10Zmvnz3wv7qag

Comentários Adicionais

  1. O Espírito Santo e a missão
    “A identidade e a natureza do povo escatológico de Deus são vistas sem eu relacionamento não apenas com Cristo, mas também com o Espírito. Hendrikus Berkhof faz a audaciosa afirmação de que não podemos compreender o ensino multiforme e diversificado das Escrituras sobre o Espírito a não ser que compreendamos sua obra no contexto de missão. Nos relatos da ressurreição (Mt 28:19,20; Lc 24:49; Jo 20:21,22; At 1:8), o Espírito é prometido no contexto de missão. visto que o poderoso ato divino de salvação foi realizado por meio de Cristo, essa notícia deve ser espalhada desse Um (Jesus) para os muitos (toda a humanidade), do centro (Jerusalém) para os confins da terra, e do centro da história (os eventos da cruz e da ressurreição) para a consumação da história (a volta de Jesus)”. (Goheen, Michael W. A igreja missional na Bíblia: luz para as nações. Tradução de Ingrid Neufeld de Lima. São Paulo: Vida Nova, 2014, pp.209,210).
  2. O Espírito Santo age na igreja e através dela
    “No entanto, missão não é apenas o processo pela qual os feitos de Deus propagados; antes, a própria missão é um dos feitos poderosos de Deus, a atividade divina culminante por meio da qual todos os atos poderosos procedentes são revelados e pessoas são incorporadas neles. É o trabalho do Espírito Santo fazer exatamente isto; todas as outras ações do Espírito registradas no Novo Testamento estão contidas nesse trabalho: Há dois aspectos importantes no relacionamento entre o Espírito e a igreja aqui: a igreja é tanto um instrumento da missão do Espírito como o resultado provisório dessa missão. a igreja é o local ou locus onde o Espírito desenvolve a salvação realizada por Jesus, e também o meio ou canal pelo qual essa salvação se move para outros. Ambos os aspectos desse relacionamento são essenciais”. (Goheen, Michael W. A igreja missional na Bíblia: luz para as nações. Tradução de Ingrid Neufeld de Lima. São Paulo: Vida Nova, 2014, pp.210).
  3. O Espírito Santo missionário, em Atos dos Apóstolos
    “O Espírito Santo é o ator principal em Atos. O livro começa com os cento e vinte discípulos esperando. No cenáculo, em sua última noite com os Doze, Jesus havia prometido a vinda do Espírito o descrevera o futuro ministério do Espírito, de convencer, ensinar e testemunhar. Durante os quarenta dias que se passaram entre a ressurreição e a ascensão, a repetida mensagem foi que o Espírito lhes daria ‘poder’ para testemunhar e que eles deveriam esperar pela sua vinda. O Pentecostes foi, pois, um evento missionário. Foi o cumprimento da promessa de Deus dada por intermédio do profeta Joel, de derramar o seu Espírito “sobre toda a carne”, independentemente de raça, sexo, idade ou classe social. […] Por todo o livro de Atos Lucas deixa claro que o impulso missionário veio do Espírito Santo. É este o tema de Harry R. Boer em seu livro Pentecoste e Missões. O livro de Atos, escreve ele, ‘é regido por uma motivação única, que o controla e domina totalmente. Esta motivação é a expansão da fé através do testemunho missionário no poder do Espírito… Incansavelmente, o Espírito Santo leva a igreja a testemunhar, e continuamente nascem igrejas a partir desse testemunho’”. (Stott, John. Ouça o Espírito, ouça o mundo. Tradução de Silêda Silva Steunargel. São Paulo: ABU, 2005, pp.369,370).
  4. O Espírito Santo como impulso para a missão
    “Nós assistimos [no livro de Atos], fascinados, o Espírito missionário criando um povo missionário e impulsionando-os a saírem em sua tarefa missionária. Eles começaram a testemunhar aos seus companheiros judeus em Jerusalém e ao redor desta, nos quartéis-generais judaicos. Então Filipe tomou a corajosa iniciativa de testificar aos samaritanos, que estavam a meio caminho entre os judeus e os gentios. A seguir veio a conversão do centurião Cornélio, um daqueles gentios ‘tementes a Deus’, que havia aceitado o monoteísmo e os padrões éticos dos judeus, mas continuara sendo gentio, vivendo à margem da sinagoga, mas sem aceitar a plena conversão. O Espírito Santo deu a evidência mais clara possível de que agora Cornélio era um membro com plenos direitos na igreja. Logo depois, alguns crentes anônimos aproveitaram a brecha e ‘falavam também aos gregos, anunciando-lhes o evangelho do Senhor Jesus’. Seguiram-se as três viagens missionárias do apóstolo Paulo aos gentios, em que ele evangelizou as províncias da Galácia, Ásia, Macedônia e Acaia e nas quais o Espírito Santo tanto o impedia como o guiava. O livro termina com Paulo em Roma, a capital do mundo e a cidade dos seus sonhos, não como homem livre, mas como prisioneiro; mesmo assim, porém, um evangelista infatigável, anunciando Jesus e o reino a quem quer que o visite, ‘com toda a intrepidez, sem impedimento algum’”. (Stott, John. Ouça o Espírito, ouça o mundo. Tradução de Silêda Silva Steunargel. São Paulo: ABU, 2005, pp.369,370).

Série de Sermões – Setembro de 2018

Vidas Missionais – Pessoas comuns que fizeram a diferença

A Convenção Geral da IAP está disponibilizando o material da campanha “Vidas missionais”, que deve ser ministrados em todas as IAPs no mês de setembro de 2018.
Faça o download do CARTAZ, divulgue em sua igreja e participe!
Os temas que serão ministrados são os seguintes:

  • 1 de setembro • SERMÃO 1 – O ganhador de amigos
  • 8 de setembro • SERMÃO 2 – A primeira missionário
  • 15 de setembro • SERMÃO 3 – Um apoiador da missão 
  • 22 de setembro • SERMÃO 4 – Missão também é servir
  • 29 de setembro • SERMÃO 5 – Os fazedores de tendas

Vidas Missionais

Ancorados na esperança

Em meio às tempestades, os barcos precisam firmar suas âncoras em lugares profundos

“Para que por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, tenhamos poderosa consolação, nós, os que nos refugiamos em lançar mão da esperança proposta; a qual tem como âncora da alma, segura e firme, e que penetra até o interior do véu” (Hb 6.18,19)
Ao alcançarmos certa idade, começamos a fazer uma retrospectiva da vida em busca das vitórias obtidas. Por vezes somos tentados a parar diante de uma lembrança triste, uma perda ou fracasso… Eu não sou diferente. Nestes momentos, lembro-me da “mão salvadora” que esteve segurando a minha vida e levou-me adiante em uma jornada de fé e crescimento.
As tempestades surgiram e, apesar dos anos de vida que já acumulei, não deixarão de existir. No entanto, o lugar onde tenho firmado minha “âncora” fez e fará sempre a diferença. Temos como âncora da nossa alma o sacrifício do nosso sumo sacerdote, Jesus Cristo.
As promessas de que “le estaria comigo todos os dias de minha vida e que me ama incondicionalmente são a garantia de que minha vida chegará sempre ao porto seguro, impulsionada pelo vento do Espírito Santo de Deus.
Nossa esperança é segura e inalterada, ancorada em Deus, da mesma maneira que um navio se ancora firmemente no fundo do mar.
A natureza de Deus e suas promessas são imutáveis. Deus é a verdade, portanto, podemos confiar em suas promessas para nossas vidas. Essa segurança traz-nos ânimo e confiança.
Onde você tem ancorado? Sua esperança está em si mesmo e na sua capacidade?
Minha oração é para que em meio às tempestades possamos trazer à memória o que nos pode dar esperança : as misericórdias e a fidelidade do Senhor que são grandes e sem fim. (Lm 3.21-23).

Ilma Farias de Souza é ministra de Educação Cristã, pedagoga, esposa de pastor, da Primeira Igreja Batista da Enseada no Guarujá (SP) e professora do Seminário Betel Brasileiro em Praia Grande (SP).

Dicas da lição 7 – "Jesus, o nosso paradigma"

Jesus, o nosso paradigma

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Dicas

Dinâmica: Papel sulfite, caneta ou lápis
Esta dinâmica deverá ser utilizada durante a exposição do item 2. Sua mensagem. O professor deve levar ler os textos de Mc 4:26-29 e Mc 1:15. Os referidos textos enfatizam o REINO DE DEUS. A seguir, separe três grupos entre os participantes do estudo e distribua três questões. Para ganhar tempo, prepare-as antecipadamente.
Cada grupo fará um pequeno texto, respondendo as seguintes perguntas:
1º Grupo: O que eu devo fazer como Jesus fez, para chegar no Reino? (caminho a percorrer).
Este grupo deve convencer os presentes, citando várias ações que conclua a chegada no referido lugar.
2º Grupo: O que eu devo fazer como Jesus fez, para viver no Reino? (morar eternamente no Reino).
Este grupo deve convencer os presentes, citando várias decisões (de ações, escolhas, diversas abdicações aqui, visando o conforto e a felicidade de morar eternamente no Reino.
3º Grupo: O que eu devo fazer como Jesus fez, para ajudar o próximo a chegar no Reino também?
Este grupo deve convencer os presentes sobre a importância de falar sobre o evangelho, citando a alegria de encontrar no Reino, almas que foram salvas através de sua pregação.
Após a explanação dos grupos o professor pode premiar o grupo que teve os melhores argumentos ou todos os que participaram da atividade.
Material de apoio 1: Use os comentários adicionais, disponíveis no espaço abaixo, para complementar a sua aula. Para ouvir o podcast desta lição, acesse: http://portaliap.org/wp-content/uploads/2018/05/LB324_07.mp3; Utilize os slides desta lição disponíveis em: http://portaliap.org/licoes-biblicas-324/
Material de apoio 2: A Junta de Missões sempre disponibiliza a Lição Bíblica em libras. Informe seus alunos sobre este importante trabalho. Veja: https://www.youtube.com/channel/UCSajxLcXf10Zmvnz3wv7qag

Comentários Adicionais

  1. Jesus nos ensina a viver em missão no mundo
    “Há, na oração de Jesus [em João 17], quinze referências a “o mundo”, o que indica que uma das suas maiores preocupações era como o seu povo haveria de se relacionar com o mundo, ou seja, à sociedade não-cristã ou ao secularismo sem Deus. Ele apontou para o fato de que eles lhe haviam sido dados “do mundo” (v. 6), mas que não deveriam ser tirados do mundo (v. 15); que eles ainda estavam vivendo no mundo (v. 11), mas não deviam ser do mundo (v. 14b); que seriam odiados pelo mundo (v. 14a), mas que, mesmo assim, eram enviados ao mundo (v. 18). Este é o relacionamento multifacético da igreja com o mundo: viver nele, não pertencendo a ele, odiada por ele e enviada a ele. Quem sabe a melhor maneira de se compreender isto seja que, ao invés de “afastamento” e “conformação”, que são atitudes erradas em relação ao mundo, a atitude correta é a “missão”. Com efeito, a igreja só poderá fazer missão no mundo se ela evitar as duas trilhas falsas. Se nós nos retirarmos do mundo, a missão se fará obviamente impossível, já que perdemos contato com ele. Da mesma forma, se nos amoldarmos ao mundo, será impossível fazer missão, já que perdemos o nosso limite”. (Stott, John. Ouça o Espírito, ouça o mundo. Tradução de Silêda Silva Steunargel. São Paulo: ABU, 2005, pp.292,293)
  2. Separados do mundo para servi-lo, como Jesus fez
    “O mais impressionante [em João 17] é que, embora nós vivamos «no» mundo (v. 11), somos, no entanto, enviados «para» o mundo (v. 18). Mas é isso mesmo. É completamente possível haver cristãos que vivem no mundo sem que tenham a mínima participação na missão de Cristo. A oração de Cristo por seu povo aqui é que o Pai nos “santifique” pela sua palavra da verdade (v. 17), ou melhor, que nós sejamos “verdadeiramente santificados”, assim como Cristo, que santificou-se a si mesmo por nós (v. 19). Mas que santificação é essa, poderíamos nos perguntar, se ela é uma santificação em que o próprio Cristo participou? Como é que se pode dizer que o Cristo sem pecado santificou-se a si mesmo? A resposta está certamente no fato de que a santificação tem dois aspectos complementares, um negativo e outro positivo. Ser santificado é ser separado do mal em todas as suas formas. É isto que nós costumamos pensar quando usamos a palavra “santificação”. Mas ser santificado é também ser separado para o ministério específico para o qual Deus nos chamou. É neste sentido que Jesus separou-se a si mesmo por nós, a saber, para vir ao mundo a fim de nos buscar e salvar”. (Stott, John. Ouça o Espírito, ouça o mundo. Tradução de Silêda Silva Steunargel. São Paulo: ABU, 2005, p.293)
  3. Jesus: Exemplo de missão
    “Nós também fomos “santificados”, ou separados para a nossa missão no mundo. De fato, nós podemos ser descritos como ‘separados do mundo para estar a serviço do mundo’. No versículo 18 [de João 17] (assim como em João 20.21) Jesus traça deliberadamente um paralelo entre sua missão e a nossa: ‘Assim como tu me enviaste ao inundo, também eu os enviei ao mundo’. Em que sentido, pois, Jesus pretendia que sua missão fosse o modelo para a nossa? Existem, evidentemente, diferenças substanciais. O fato de ele ser enviado ao mundo requer tanto a encarnação quanto a expiação, embora nenhum de nós seja Deus para se ‘tornar carne’ ou morrer pelos pecadores. Não obstante, o fato de sermos enviados ao mundo, assim como ele, haverá de moldar a nossa compreensão de missão”. (Stott, John. Ouça o Espírito, ouça o mundo. Tradução de Silêda Silva Steunargel. São Paulo: ABU, 2005, pp.293,294)
  4. Ir para o mundo como fez Jesus
    “Ele [Jesus] nos diz que fazer missão implica entender-se sob a autoridade de Cristo (nós somos enviados, não nos voluntariamos); renunciar a privilégios, segurança, conforto e distância, à medida que mergulhamos no mundo de outras pessoas, assim como ele veio fazer parte do nosso mundo; humilhar-nos e tornar-nos servos, tal como ele fez; suportar a dor de sermos odiados pelo mundo hostil para o qual somos enviados (v. 14); e compartilhar as boas novas com as pessoas lá onde elas se encontram. […] Nada é mais importante para a redescoberta da missão da igreja (onde ela se perdeu) ou para o seu desenvolvimento (onde ela está enfraquecida) do que uma visão renovada, clara e abrangente a respeito de Jesus Cristo. Quando ele é aviltado e especialmente quando é negado na plenitude de sua incomparável pessoa e obra, a igreja fica sem motivação e sem direção, nossa moral se esfacela e nossa missão se desintegra. Mas quando vemos Jesus, isto nos basta. Nós temos toda a inspiração, incentivo, autoridade e poder de que necessitamos”. (Stott, John. Ouça o Espírito, ouça o mundo. Tradução de Silêda Silva Steunargel. São Paulo: ABU, 2005, pp.294, 398)

Feliz Dia dos Pais!

O Filho se torna o Pai; e o Pai, se torna o Filho

Há menos de um ano sou pai, 11 meses de pura felicidade, bondade e noites mal dormidas adentraram nossa vida. As três melhores coisas no mundo quando vêm acompanhadas de um filho. No dia 2 de setembro de 2017, o Théo nasceu, trazendo um novo sentido pra minha vida e de toda minha família. Quem diria que os cabelos brancos do Ed, meu pai, seriam tão precisos? Que todo o carinho da dona Rê, minha mãe, seria cirúrgico? Eu (rs)!
Sempre tive como herói meu pai – haja vista a montagem que fiz pra ele alguns anos atrás. Tanto que, quando pequeno, sempre falei que me casaria aos 25 anos, como ele. Cresci, amadureci e me esqueci completamente desta obrigação. E não é que, com 25 anos eu me casei? Foi no momento do casamento que eu vi toda a responsabilidade que meu pai tinha como marido, provedor e pastor da casa, afinal, dali em diante, era comigo.
Depois de um ano e meio, veio o Théo (Theleco para os íntimos). E acredite se quiser, eu nasci exatamente no mesmo tempo de casados dos meus pais ou seja, depois de um ano e meio. Quando eu me dei conta disso, pensei: “estou mantendo o padrão do meu pai”, e com muito orgulho.
Mas e agora? Dali em diante era o Théo que tinha que resolver fazer as coisas como o pai dele. E não é que esse menino resolveu me imitar? Assim como eu, aos seis meses ficou em pé. Como eu, é um menino que não para, que sempre está em movimento e querendo fazer algo. Para alguns, é a minha cara (rs). Se você é pai, sabe que ter um filho parecido com a gente nos enche de alegria. Meu pensamento é: “será que ele vai me admirar como eu admirava meu pai?” Espero que no futuro ele diga “sim”.
O Théo tem a vida toda pela frente. Em algumas coisas irá se parecer comigo, em outras com a minha esposa, a Tau. Mas será que ele terá orgulho de mim e me verá como espelho?
No filme “Superman Returns”, de 2006, Kal-El tem um filho com Lois Lane e, num dado momento, ele diz a frase do título: “o filho se torna o pai; e o pai, se torna o filho”. Quando ouvi isso no cinema me vieram muitos pensamentos. Como a herança que meu pai deixará quando chegar o momento dele tirar o time de campo. Como as coisas em que me espelhava em meu pai. Como a responsabilidade que terei de cuidar dele e ajudá-lo, quando ele envelhecer.
Mas, um outro pensamento naquele dia me veio à cabeça: o momento da crucificação de Jesus. Naquele momento, Deus, o Pai, chorou, e lamentou por demais a morte do Filho. Por sua vez, o Filho cumpriu sua missão. Mais importante, ambos, Pai e Filho, choraram e cumpriram a missão pois, enquanto agem de forma separados – Pai, Filho e Espírito Santo – também são um. A missão de um era a missão de todos.
Quando penso nessa singularidade da Triunidade, lembro da missão que Cristo tinha e do seu exemplo para nós, seus discípulos.
Neste dia dos Pais relembre deste chamado que todo cristão tem, a começar em casa, sendo um bom pai, e espalhando essa boa-nova para onde quer que você for.
Feliz dia dos pais! Feliz dia do Pai!
 

Matheus Longo Mendes é publicitário, congrega na IAP do Parque (Campinas, SP) e lidera a Base J (ministério de jovens).