Dicas da lição 11 – “Exercício da mente”

Exercício da mente

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Dicas

  • Para o início da lição, realize a seguinte dinâmica para ilustrar os perigos da mente que é corrompida pelo pecado. Para essa dinâmica você vai precisar de 01 objeto pesado ou uma fruta grande (melancia ou jaca). Inicie a dinâmica falando sobre o pecado e suas consequências, reforce também o fardo que o homem carrega quando peca. Depois disso, peça que um aluno fique em pé na frente da turma. Entregue o objeto ou a fruta para este aluno e continuem falando sobre o pecado e suas consequências para a mente e para a vida do ser humano. Enquanto você fala, pergunte ao aluno se o objeto está muito pesado ou se está incomodando. A partir da resposta do aluno, reflita que nossa mente precisa ser renovada e controlada pelo Espírito Santo. Somente assim, conseguiremos nos libertar das implicações e dos prejuízos que o pecado traz para as nossas vidas. Nesse momento, retire o objeto ou a fruta das mãos do aluno e coloquem sobre uma mesa ou cadeira, reforçando que somente uma mente cativa a Cristo pode vencer o pecado.
  • No final do tópico Explicando na Bíblia, distribua uma folha de papel para cada um de seus alunos. A seguir, peça que eles escrevam o que significa ter a mente renovada por Jesus. Logo depois, relacione a resposta de sua sala com o que vocês têm refletido no decorrer da lição.
  • Para ilustrar o tópico Exercitando na vida, peça que seus alunos façam um exercício prático, cujo objetivo é refletir sobre a transformação e a renovação que acontece na vida daquele que recebe a salvação e o Espírito Santo. Para esse exercício você precisa providenciar: 01 porção de milho de pipoca, 01 porção de pipoca, alguns piruás (grãos que não estouraram) e 01 porção de óleo. Mostre para os alunos uma porção de milho de pipoca “natural” e outra de pipoca pronta. Pergunte a eles se sabem o que acontece com o milho para que ele se transforme em pipoca. Deixe que eles respondam e espere as respostas. Provavelmente, os alunos vão falar que após colocar o milho numa panela com óleo e com ação do fogo, os grãos estouram. Debatam a respeito deste processo de transformação do grão duro em pipoca macia. Tal processo pode ser uma ilustração do estado de mudança que ocorre na vida de quem aceita ser renovado por Cristo, através de sua Palavra, o que liberta o homem da casca dura do pecado. No final, você pode distribuir a pipoca aos participantes. Encerre esta ilustração refletindo nisto: o milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre. Assim também acontece conosco. As grandes transformações acontecem quando dedicamos a nossa vida a Cristo e temos a mente renovado pelo Espírito Santo. Quem não vivencia tal renovação, permanece do mesmo jeito a vida inteira. Mas, o que dizer dos piruás (grãos que não estouraram)? São as pessoas que resistem à ação de Deus em suas vidas não possuem as suas mentes transformadas por Cristo. Sendo assim, encerramos esta atividade com a seguinte pergunta: como está a sua mente? Transformada pelo evangelho ou endurecida pelo pecado?
  • Depois do tópico Exercitando na vida, peça que seus alunos deem exemplos práticos de como cada um de nós podemos ter a nossa mente renovada por Cristo. Diga a eles que respondam e meditem na seguinte questão: como podemos exercitar a nossa mente à luz da Bíblia Sagrada?
  • Por fim, peça que eles reflitam em sua vida e no que aprenderam nesta semana, através do estudo da Palavra de Deus. Finalize reforçando aos seus alunos a importância de exercitarem as suas mentes e sujeitá-las a Cristo, conforme a vontade de Deus registrada nas Escrituras.
  • Desafio da semana: Mande para seus alunos e alunas pelo WhatsApp, redes sociais ou exiba em sala, o infográfico com o desafio da semana desta lição.

 

 

Comentários Adicionais

  1. Praticar o conhecimento:
    “A Bíblia parte do pressuposto de que o ser humano é um ser racional, que Deus comunica sua vontade por meio do conhecimento e que os seres humanos são capazes de entender esse conhecimento, mesmo com a mente caída. (Nañez, Rick M. Pentecostal de coração e mente: um chamado ao dom divino do intelecto. Tradução: Ana Schaffer. São Paulo: Vida, 2007, p.44).
  2. Renovação constante:
    “(…) aqueles que uma vez andaram ‘na inutilidade dos seus pensamentos‘ (Ef 4.17) são convidados a serem renovados ‘no [seu] modo de pensar’ (v.23) e a continuamente serem transformados ‘pela renovação da sua mente’ (Rm 12.2; no grego, ‘pensamento’ e ‘mente’ vêm da mesma raiz, nous). E aqueles que desejarem se ocupar de pensamentos puros devem permitir que ‘as coisas do alto’ ocupem a sua mente (Cl 3:1-10) e responder ao chamado com a mente preparada, pronta para agir (1 Pe 1.13).” (Ibidem, p.45).
  3. Centro de decisões:
    “O que está em discussão aqui é o coração como a fonte das atividades do corpo (…). Convém lembrar que os antigos atribuíam as funções do corpo ao coração: suas expressões faciais ([Pv] 15.13), sua língua (12.23; 15.28) e seus outros membros (6.18). O plural se refere às muitas e diversas questões da vida manifestadas nos diferentes membros do corpo. De acordo com Delitzch, a metáfora sugere não apenas que a vida tem suas fontes no coração, ‘mas também que a direção que ela toma é determinada pelo coração.” (Waltke, Bruce. Comentários do Antigo testamento: Provérbios: vol. 01. Tradução: Susana Klassen. São Paulo: Cultura Cristã, 2011, pp.385-386).
  4. Mente de Cristo em nós:
    “Paulo indica que a mente de uma pessoa espiritual precisa estar em harmonia com a mente de Deus. Quando o homem é controlado pelo Espírito de Deus, ele deseja cumprir a lei de Deus, fazer a vontade de Deus e refletir a glória de Deus. A expressão mente de Cristo, (…) significa o conhecimento que o crente tem de Cristo pela ação do Espírito e a apropriação da mensagem do evangelho.” (Kistemaker, Simon. Comentário do Novo Testamento: 1 Coríntios. Tradução: Helen Hope Gordon da Silva. São Paulo: Cultura Cristã, 2004, p.139).
  5. Sondar a mente:
    “(…) sondar (…) denota ação de examinar profundamente todo interior, como se fosse com o auxílio de uma sonda, aparelho com o qual é possível conhecer o fundo do mar, o subsolo, a atmosfera (sonda meteorológica), o espaço (…). Daí a súplica do salmista: ‘Sonda-me [enfia uma sonda dentro de mim], ó Deus, e conhece o meu coração’ (Sl 139.23).” (César, Elben. Práticas devocionais; exercícios de sobrevivência e plenitude espiritual. 4. ed. Viçosa: Ultimato, 2005, pp.78-79).

O Ministério Pastoral de Jesus revelado na oração do Getsêmani – I

Intimidade e suficiência

Ministério é aquilo que abraçamos como alvo para nossa vida dentro do Corpo de Cristo. A partir desta certeza, nosso foco e energia passam a ser para o que definimos a “ministrar”. Nosso exemplo é Jesus, que revela as facetas do Seu Ministério Pastoral o tempo todo nos Evangelhos. É lindo demais vê-lo em ação. Cada movimento transparece seu sentimento, sua sabedoria e seu objetivo na vida Pastoral, nos dias em que viveu entre nós.
Nosso desafio é que entremos com Cristo no Getsêmani, na prensa de azeite, no local onde Suas veias capilares não suportaram a agonia da morte e Seus poros transpiraram gotas de sangue. Assim, poderemos perceber , na oração mais intensa que alguém já possa ter tido, detalhes interessantes do maior e perfeito Pastor que o mundo já viu.
Ele revelou que a intimidade com o Pai vem primeiro. “…Pai, chegou a hora… E agora, Pai… Eu revelei teu nome àqueles que do mundo me deste… Pai santo… Pai, como tu estás em mim e eu em ti… Pai, quero que os que me deste estejam comigo… Pai justo…” – vs 1, 5, 6, 11, 21, 24, 25. Há centenas de nomes de Deus revelando Sua infinitude. Mas, somente chama de Pai quem é Filho. E é desta forma que Jesus se dirigia a Deus. Alguns capítulos da Bíblia trazem dezenas de vezes este nome, como em Mateus 6, João 14-16. Aliás, a única vez que Jesus não chama Deus de Pai, foi quando estava na cruz, momentos antes de expirar, quando disse “…Eli, Eli, lamá sabactâni…” – Mt 27. 46. Pai é o nome revelado por Jesus aos Seus discípulos. Pai significa que Deus é o autor, sustentador e salvador de todos que creem. Pai também é sinônimo de vida, amor e graça. Jesus exerceu o seu Ministério e somente suportou todas as provas devido à sua intimidade com o Pai que é santo e justo. O Ministério que temos é divino. Aliás, o desejo e o efetuar sempre vem dEle – Fl 2.13. Foi Ele que nos despertou e colocou onde estamos. No entanto, não esqueçamos que antes das mãos, deve vir o coração. Antes da ação, a oração. Antes da intimidade com os irmãos, intimidade com Ele.
Ele revelou que a Divindade é suficiente dentro de si mesma. “E agora, Pai, glorifica-me junto a ti, com a glória que eu tinha contigo antes que o mundo existisse. ” – v. 5. Com essas palavras Jesus define a Sua divindade e preexistência. Deus não é um ser carente das nossas palavras de adoração. Ele é perfeito em tudo e o versículo acima, deixa-nos ver a perfeição e a suficiência da comunhão dentro da Triunidade. Os Pais da Igreja, ou era Patrística, definiram teologicamente a comunhão da Divindade, utilizando a palavra grega “perichoresis”. Esta palavra define a coabitação, a comunhão dinâmica, voluntária e perfeita entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Então por que Jesus abdicou a glória celeste, se humanizou e se entregou numa cruz? A resposta é o amor incondicional derramado em favor da humanidade. Não precisava fazer isso, mas fez. Quando alguém recusa esse amor, assume a perdição. Não há Ministério sem amor, que se traduz em renúncia e entrega. Em nossa vida devemos ter a consciência de que não é Deus que precisa de nós, mas somos nós que precisamos dEle.

Dicas da lição 10 – “O exercício do serviço”

O exercício do serviço

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Dicas

  • Dinâmica: Antes de a classe chegar, prepare sua sala ou o espaço que usa para ministrar a lição. Deixe algumas coisas fora do lugar. Se for um espaço com cadeiras individuais, deixe-as desordenadas; se sua igreja utiliza a mesa para direção da EB, deixe-a sem toalha (coloque-a dobrada em cima da mesa); deixe os vasos sem flores e ao lado deles, as mesmas; Enfim, pense no que você pode deixar fora do lugar no espaço que ensina. A ideia é que os alunos sejam proativos e estejam dispostos arrumar.
    Combine com o pastor, missionária ou missionário, os diáconos e diaconisas e com a pessoa responsável pela zeladoria (se for o caso) a não se preocuparem, pois trata-se de uma dinâmica para. Mostre que assim, devemos nos dedicar em outros serviços as pessoas. Só revele a intenção de tudo aquilo no final da lição. Fale de que o serviço requer pro atividade e atenção as necessidades.
  • Vídeo: Mostre para seus alunos, um vídeo sobre “COMO SERVIR A DEUS”, do pastor presbiteriano Antonio Junior, que aborda de maneira simples, como podemos nos exercitar na arte de servir. Veja aqui: https://www.youtube.com/watch?v=3OHPBoAZ7QQ.
  • Instituições: Recolha o endereço de algumas instituições sociais do bairro onde sua igreja está, ou da cidade, e mostre para seus alunos a variedade de lugares para serem visitados. Se desejar, divida sua classe em duplas ou trios para ir a esses lugares. Marque um dia para conversarem como foi a experiência de ir lá. Aplique isto ao fim da lição.
  • Desafio da semana: Mande para seus alunos e alunas pelo WhatsApp, redes sociais ou exiba em sala, o infográfico com o desafio da semana desta lição.

 

 

Comentários Adicionais

  1. Coroa, sim; cruz, não:
    “Em contraste a esse anúncio de sofrimento e de morte, vemos o pedido de Tiago e João e da mãe deles, Salomé [Mt 20:21]. Jesus falou sobre uma cruz, mas eles estavam mais interessados numa coroa. Desejavam reservar para si tronos especiais! Temos a impressão de que era Salomé quem estava interessada em promover os fi lhos”. (Wiersbe, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo: Novo Testamento. Vol. 1. Tradução: Susana E. Klassen. Santo André: Geográfica editora, 2006, p. 97).
  2. Um pedido carnal:
    “Outro elemento que podemos observar é a falta de visão celestial, pois estavam pensando em termos mundanos: Tiago e João desejavam ‘reinar’ sobre os outros discípulos da mesma forma que os gentios não salvos reinavam sobre seus subalternos. Seu pedido [Mt 20:21] foi carnal e egoísta, pois estavam pedindo glória para si mesmos, não para o Senhor”. (Idem).
  3. Quanta humilhação!:
    “Ele se rebaixou ainda mais, tornando-se obediente até a morte. Jesus viveu uma vida da mais absoluta obediência (cf. Rm 5.19; Hb 5.8,9; 10.5-14); ‘e obedeceu a Deus até a morte’ (NTLH). Tal morte, além do mais, era morte de cruz. Uma morte excruciante e vexaminosa, uma maldição aos olhos dos judeus por causa do que a lei dizia em Deuteronômio 21.23 (Gl 3.13)”. (Carson D. A. [et al]. Comentário bíblico: vida nova. Tradução: Carlos E. S. Lopes; James Reis, Lucília Marques P. da Silva; Márcio L. Redondo e Valdemar Kroker. São Paulo: Vida Nova, 2009, 1883).
  4. Sem amor, nada feito:
    “O amor, como é definido nas Escrituras, é o princípio de todo relacionamento cristão, inclusive o processo de servir uns aos outros. Sem amor igual ao de Cristo nossos relacionamentos seriam dominados por egoísmo e dependência dolorosa. Servir aos outros seria uma experiência negativa, mas guiados pelo divino princípio do amor servir os outros se torna uma maneira poderosa de mostrar a fé em Jesus Cristo”. (Getz, Gene A. Um por todos, todos por um. Tradução: Ana Vitória Esteves de Souza. Brasília: Palavra, 2006, p. 97).
  5. A chave da grandeza:
    “A chave para a grandeza não está na posição ou no poder, mas no caráter. Não recebemos um trono apenas orando com os lábios, mas sim pagando com a vida. Devemos nos identificar com Jesus Cristo em seu serviço e sofrimento, pois nem mesmo ele pôde alcançar o trono sem antes passar pela cruz”. (Wiersbe, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo: Novo Testamento. Vol. 1. Tradução: Susana E. Klassen. Santo André: Geográfica editora, 2006, p. 98).

Pedido de doação de sangue

O jovem Edmilson dos Santos, filho do Pr. Edson dos Santos, de São Paulo, continua internado esperando por um transplante de rim.
Nesse período, o quadro dele se agravou em alguns momentos e foi necessário transfusão de sangue. Assim, pedimos a todos que continuem orando, pois sua vida está sendo mantida por milagre, mas também doem sangue, pois o hospital está solicitando.

Síndrome de João Doria

Como um pastor pode se tornar uma vítima de burnout

Não muito tempo atrás, ouvi a seguinte observação: “você não era assim, você mudou”. Essa fala foi feita em um contexto em que falávamos sobre minha aparente mudança de ritmo e como não estava mais ágil em algumas atividades. Não pude negar, pois realmente estou em processo de mudança. As mensagens do whats já não são mais prioridade como antes. A agenda já não está tão lotada como antigamente. As noites, especialmente as madrugadas, agora são destinadas ao sono. Os períodos de folga e lazer são curtidos ao máximo. Realmente mudei.
Recentemente, tem sido muito falado sobre o workaholic (viciado em trabalho, trabalhador compulsivo) por causa da gestão do prefeito João Doria. Doria, conhecido como João trabalhador, ganhou destaque por causa de sua agenda frenética de trabalho. Em seu programa na internet, ele afirmou dormir três horas por dia (veja trecho abaixo). Secretários foram trocados por não aguentarem o ritmo. Em visita a China, Doria faz uma brincadeira sobre uma nova tecnologia que permitiria seus secretários trabalharem 24 horas por dia. A reação foi um coro de “não!”.
Junto com o workaholic, outro conceito que está ganhando bastante destaque é o do burnout (“queimar por completo” ou “consumir-se”). O burnout está associado ao esgotamento no trabalho. O acúmulo de tarefas, cobranças excessivas e foco exclusivo no trabalho têm levado ao esgotamento físico e mental. Segundo uma reportagem do jornal Folha, o Brasil é o segundo país que mais perde dinheiro com problemas emocionais no trabalho. O burnout faz com que o rendimento profissional caia. Não é curioso que o país do workaholic também seja o país do burnout?
A primeira vez que ouvi sobre burnout foi em 2013, quando fazia minha pós em plantação e revitalização de igrejas. Nessa época tive acesso ao livro “Andando com o tanque vazio?” do pastor Wayne Cordeiro. No livro, ele relata sua experiência com o esgotamento físico e emocional que o fizeram a se afastar de suas atividades. Ele também compartilha sua jornada para a superação. O livro me impactou e me fez perceber o que vinha acontecendo comigo ao longo dos anos: eu estava andando na reserva havia muit o tempo.
Como pastor (uma das categorias mais atingidas por essa síndrome), sempre tive dificuldade com o descanso. Tinha vergonha de falar que iria sair de férias. Na maioria das vezes, me pegava me envolvendo com algo ou planejando alguma coisa para a igreja, a fim de me sentir menos mal. Lembro de uma vez que encontrei uma irmã que me deu um baita sermão quando disse que estava de férias. “Onde se viu pastor sair de férias”. Disse ela. Pra mim a coisa piorou quando o whats chegou. Agora estava conectado 24 horas por dia. Mensagens e mai s mensagens. Grupos e mais grupos. A vida agora tinha um convidado a mais. O celular sempre estava presente.
Comecei a repensar minhas práticas quando, em 2015, saí de férias para celebrar o aniversário de um ano de casamento. Na época não percebi, mas a viagem tinha sido feita a três: eu, minha esposa e o celular. O momento que era para ser curtido a dois, fora dividido com situações e cobranças que estavam a quilômetros de mim. No entanto, eu queria ficar a par de tudo o que estava acontecendo, afinal, sou pastor. Para mim estava tudo bem, só que a viagem não foi nada prazeirosa para minha mulher.
O ponto máximo que me obrigou a começar uma mudança foi em dezembro de 2016. Quando minha relação com o burnout deixou de ser teórica e passou a ser física. Não sei dizer se realmente tive um burnout, mas com toda certeza cheguei perto e a luz da reserva se acendeu. Comecei a ter dificuldade para me concentrar. Sentia-me irritado sem motivo algum. Passei a ter imensa dificuldade para dormir. Dificuldade em respirar e taquicardia. Dores de cabeça passaram a ser frequentes. Tive também grande problema estomacal que levo u a inflamação completa do meu estomago e esôfago. Nesse momento, percebi que algo estava errado. E realmente estava. Meu corpo me disse que estava no limite.
Foi nesse momento que conclui que precisava mudar e que algumas condições para nossa saúde física, emocional e espiritual só dependem de nós. Esperamos muito que os outros pensem e proporcionem as condições para nosso bem estar, mas a verdade é que depende de nós reconhecermos nossos limites e dizer aos outros até onde eles podem ir com suas cobranças e expectativas. No final das contas, a grande questão é que não nos esquecemos de que somos pastores, líderes, profissionais; esquecemos-nos que somos humanos. Esquecemos que temos limites. Muitos de nós temos medo de decepcionar e de não atender o que se espera de nós, por isso, acabam por não conseguirem dizer não. No entanto, uma lição importantíssima é que nem todo não é de rebeldia. Alguns deles são de preservação da saúde.
Por fim, queria dizer que realmente estou mudando. Não pretendo mais ser vítima do sucesso e muito menos desrespeitar minhas limitações. Percebo ainda que o descanso é essencial e que Deus nunca quis qu e fôssemos máquinas de trabalho. Por essa razão é que ele criou um dia de descanso: No sétimo dia Deus já havia concluído a obra que realizara, e nesse dia descansou. Aben çoou Deus o sétimo dia e o santificou, porque nele descansou de toda a obra que realizara na criação (Gênesis 2:2-3).
Deus é um Deus que sabe que o cansaço é uma realidade para nós. Ele sabe que as demandas são muitas e, com frequência, não temos tempo para cuidar de nós mesmos e muito menos para de scansar. Nesse ponto, uma passagem me chamou a atenção. Marcos 6:30-31 fala que os discípulos de Jesus, depois de uma intensa atividade missionária, retornaram completamente exaustos e, como tinham muitas pessoas para atenderem, não conseguiram nem mesmo comer. Diante dessa situação, Jesus lhes propõe o seguinte: Venham comigo para um lugar deserto e descansem um pouco. Quem sabe essa não seja a solução para muitos dos exaustos: encontrar o equilíbrio entre o trabalho e o descanso. Afinal, Deus é um Deus que trabalha, mas que também descansa.

Ismael Braz é pastor das IAP’s de Cumbica-Base e Ponte Rasa (Convenção Paulistana Leste – SP).
Publicado originalmente em www.alemportal.com

Dicas da lição 9 – “Exercício do descanso”

Exercício do descanso

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Dicas

  • Para o início da lição, distribua uma folha de papel para cada um de seus alunos. A seguir, peça que eles escrevam a sua agenda da semana, de domingo a sexta-feira. Diga a eles para serem os mais específicos possíveis. A seguir, peça que compartilhem na classe sobre as suas agendas. Diante do que eles compartilharem, reflita juntamente com a classe sobre a necessidade do descanso semanal também no momento em que vivemos. Estimule sua classe a pensar sobre o propósito de Deus ao instituir este dia de descanso semanal.
  • No final do tópico Explicando na Bíblia, divida a sala em duplas e disponibilize para cada dupla a matéria desta reportagem abaixo:
    Um em cada cinco japoneses pode morrer de tanto trabalhar, alerta governo
    Um em cada cinco japoneses economicamente ativo pode morrer de exaustão, de acordo com um relatório do governo sobre esse fenômeno característico da sociedade japonesa.
    O Japão registra anualmente centenas de falecimentos por exaustão (causadora de infarto, acidente vascular cerebral e suicídio) e numerosos problemas de saúde graves, o que resulta em processos judiciais e em pedidos para que o problema seja resolvido.
    O relatório faz parte do livro branco sobre o ‘karoshi’, a morte por fadiga no trabalho, um documento aprovado na sexta-feira pelo gabinete do primeiro-ministro, Shinzo Abe.
    Embora a imagem típica do japonês que trabalha muitas horas e toma o último trem para voltar para casa esteja mudando, os trabalhadores do país passam mais horas em seu local de trabalho do que os que vivem em outras economias modernas.
    Segundo o relatório, 22,7% das companhias japonesas consultadas entre dezembro de 2015 e janeiro de 2016 declarou que seus funcionários faziam mais de 80 horas extras por mês.

    Fonte: http://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2016/10/08/interna_internacional,812312/um-em-cada-cinco-japoneses-pode-morrer-de-exaustao-alerta-governo.shtml.
    Oriente as duplas a relacionar o conteúdo desta reportagem à importância do descanso semanal bíblico proposto por Deus. Peça que a classe analise também as consequências para cada um de nós da desobediência a esse exercício devocional tão importante: o descanso.
  • Para encerrar o tópico Exercitando na vida, peça que seus alunos façam um exercício prático. Solicite a eles que escrevam numa folha de sulfite (que pode ser a mesma que utilizaram para escrever a agenda) de que forma (na prática) eles vão exercitar o sábado para aprimorarem a sua comunhão com Deus e com o próximo. Enfatize para a sua classe a relevância de praticarmos o que aprendemos na Palavra de Deus.
  • Para finalizar a lição, assista ao seguinte vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=lEHBfdxvxrk. Motive seus alunos a exercitarem o princípio bíblico do descanso sempre considerando os ensinamentos da Palavra De Deus. Reforce ainda para eles que o estudo dos exercícios devocionais (dentre eles o descanso) tem o objetivo de sobreviver e fortalecer a nossa vida cristã.
  • Por fim, peça que eles reflitam em sua vida e no que aprenderam nesta semana, através do estudo da Palavra de Deus. Finalize reforçando aos seus alunos a importância de praticarem o sábado conforme a vontade de Deus registrada nas Escrituras.
  • Desafio da semana: Mande para seus alunos e alunas pelo WhatsApp, redes sociais ou exiba em sala, o infográfico com o desafio da semana desta lição.

 

 

Comentários Adicionais

Brasileiro é o profissional mais estressado do mundo, revela estudo:
“A Sala de Emprego desta semana fala sobre um assunto que atinge muitos trabalhadores: estresse. O brasileiro é o profissional mais estressado do mundo, segundo pesquisa realizada pela consultoria de recrutamento Robert Half. O motivo principal é o excesso da carga de trabalho.
A pressão por resultados, o excesso de trabalho e a falta de reconhecimento são fatores que tornam os profi ssionais brasileiros os mais estressados do mundo. A pesquisa foi feita em 13 países com diretores de grandes empresas.
No Brasil, 42% dos entrevistados afirmaram que os funcionários enfrentam estresse e ansiedade, número muito acima da média mundial, que é de 11%. Os dados do Ministério da Previdência confi rmam o problema: desde 2010, houve um aumento de 41,9% no número de afastamentos causados por estresse grave e dificuldade de adaptação.
‘O que no passado era feito por 10,15 trabalhadores, hoje é feito por um, dois ou três. Então, há um aumento da sobrecarga mental, da responsabilidade no ambiente de trabalho e isso também gera adoecimento mental. Isso também agrava as funções psicológicas e mentais do trabalhador’, analisa Marco Antonio Peres, diretor do Departamento de Políticas de Saúde Ocupacional do Ministério da Previdência.
Entre os sintomas causados pelo estresse estão: a fadiga mental, quando a pessoa dorme e acorda cansada, a mudança repentina de humor e a alteração de peso (tem gente que engorda ou emagrece em
pouco tempo).
Em Curitiba, uma montadora criou estratégias para diminuir os efeitos da pressão por resultados, como horário flexível, academia de ginástica e aulas de dança para os funcionários.
O investimento da empresa na qualidade de vida dos trabalhadores se reflete diretamente nos resultados da montadora. Como funcionário feliz rende mais e trabalha melhor, na empresa não há afastamentos por estresse. Bom para os dois lados, empresa e empregado.”

  1. Depois do homem:
    “O homem foi criado antes do sábado (Gn 1.26 – 2.3). O sábado foi instituído para ser uma bênção para o homem: para mantê-lo saudável, útil, alegre e santo, dando-lhe condições de meditar calmamente nas obras do seu Criador, podendo deleitar-se em Jeová (Is 58.13,14), e olhar adiante, com grande expectativa, para o ‘repouso que resta para o povo de Deus’ (Hb 4.9).” (Hendriksen, William. Comentários do Novo Testamento: Marcos. Tradução: Elias Dantas. São Paulo: Cultura Cristã, 2003, p.144).
  2. Menor que Jesus:
    “‘O Filho do Homem é Senhor também do sábado’, ou, como literalmente diz o original: ‘Senhor é o Filho do Homem, mesmo do sábado’. Ele é maior do que o templo (Mt 12.6), maior do que Jonas (12.41), maior do que Salomão (12.42), e, assim, maior que o sábado também!” (Idem).
  3. Sábado positivo:
    “(…) os casos de vida furtivos, como desamor, tédio, hipocrisia, tristeza no sábado, esta verdade era esquecida [a alegria no sábado]. O sentido positivo do mandamento fora encoberto, alienado da vida em Deus, acorrentado, inerte. O sábado verdadeiro se tornara em ídolo. O sábado, criado bom por Deus mas depois acorrentado, é ‘restaurado’ pelo Messias (…).” (Pohl, Adolf. O Evangelho de Marcos: Comentário Esperança. Tradução: Hans Udo Fuchs. Curitiba: Esperança, 1998, p.123).
  4. Sábado original:
    “O ser humano em Cristo não tem mais uma relação a dois com o sábado, em que este se torna grande demais para ele. Em seu lugar surge um triângulo: o ser humano, o sábado, o Senhor do sábado. Com Jesus o sábado é reintroduzido no reinado de Deus. Ele não é abolido, mas reorientado para o seu sentido antigo, original e eterno.” (Ibidem, p.124).

Encontro de Casais

IAP em Vila Maria (SP) promove

Se você quer investir em seu casamento, essa bênção preciosa que Deus nos deu, participe do encontro de Casais, promovido pelo Ministério de Famílias da IAP em Vila Maria (SP).
Será nos dias 21 e 22 de outubro, em Valinhos (SP). Investimento por casal: 450 reais. Restam poucas vagas.
Preletores: Pr. Edmilson Mendes, Dsa. Regina e Pr. Alessio Gomes.
Para se inscrever, escreva para Aldo: lilian@uol.com.br

Pedido de Oração

Ore pela Dsa. Raivilda, de Macapá

Vamos nos unir em oração em favor da Dsa. Raivilda, da IAP em B. jardim da Felicidade, Macapá (AP). Ela teve um AVC, foi submetida a cirurgia e encontra se em coma.
A diaconisa é tesoureira da Resofap Norte Amapaense
Que nosso Deus seja o socorro na vida desta família.

Eventos reúnem mulheres no ES

Dois eventos envolvendo as mulheres foram muito abençoados por Deus, realizados no Espírito Santo. No sábado, dia 12 de agosto, a IAP em Colatina realizou um Encontro de Moças, com a presença da Dsa. Marinete Gonçalves, de São Paulo. Participaram cerca de 100 moças, de IAPs de todo o estado e também igrejas convidadas, como Assembleia de Deus, Adventista Missionária e da Igreja Maranata. Foram momentos maravilhosos. Ao final, uma jovem aceitou Jesus como Salvador.
A equipe da Resofap – ES agradece a todos que colaboraram para que o evento fosse realizado.

Outro evento que abençoou a vida das mulheres da Convenção RJ / ES foi o I Encontro de Saras – Semeando Amor, Resgatando Almas. São mães que se dedicam à oração pelos filhos. Cerca de 250 mulheres de oração se reuniram na IAP em Baixo Guandu (ES), para agradecer ao Senhor pelo que Ele já tem feito. A presença de Deus foi notória e um jovem se rendeu a Cristo! Foram momentos de louvor, testemunho e glorificações ao Deus Eterno.

Queremos ser aceitos – II

Deus nos aceita, mesmo conhecendo nossas falhas

Ainda analisando o intrigante diálogo de Jesus com a mulher samaritana (João 4), no versículo 6, diz que a samaritana foi buscar água por volta do meio dia. Se observarmos os versículos 8 e versículo 28 e 29, constatamos que o poço ficava fora da cidade, ou seja, era necessário andar uma certa distância para chegar até ele.
Se você tivesse que tirar água de um poço para fazer suas tarefas domésticas e beber, ou seja, carregar um balde ou dois super pesados, você escolheria fazer bem cedo, pela manhã, quando o sol não estivesse tão quente.
Mas aquela mulher foi por volta do meio dia, por que será?
Esta ida dela ao poço nesse horário indica a rejeição que ela sofria. Ela não queria encontrar com as pessoas. Ela estava tão cansada de ser julgada que preferia encarar um sol escaldante e os riscos de sair da cidade sozinha do que ir no melhor horário e ter que se deparar com o olhar de desprezo das pessoas, com as palavras acusadoras e até mesmo com gestos de hostilidade.
Ela não aguentava mais não ser aceita. Quando ela encontrou alguém que não ligava para o fato dela ser samaritana e que, ao invés de a repreender pelo fato de viver com um homem que não era seu marido, elogiou sua coragem em dizer a verdade, ela se abriu para receber a mensagem do evangelho, se abriu para saber mais sobre Deus.
Ter sido aceita mudou toda a trajetória de vida daquela mulher. Ela quis saber mais sobre Deus, como adorá-lo e imediatamente passou a ser mensageira de Deus, anunciando aos demais que o Messias estava lá para aceitar a todos.
Ela se tornou missionária imediatamente após ter sido aceita por Jesus e compreender o que é adorá-lo. Deus sabe quem você é e o aceita aqui e agora, do jeito que você está.
Jesus não liga para rótulos, até porque ele mesmo não tinha boa fama entre os religiosos da época. Ostentava o título de amigo de pecadores e publicanos.
Nosso desafio, enquanto pessoas aceitas na comunidade religiosa, é entender e lembrar que todos os dias, algumas de nossas atitudes ofendem profundamente a Deus, mas todo dia ele renova sobre nós seu amor e sua aceitação. Todas as vezes que precisamos, Deus nos aceita, mesmo conhecendo nossas falhas.

Aline Gomes Rodrigues congrega na IAP em Industrial (Convenção Mineira).

De que forma estamos carregando a cruz?

Quem caminha ao lado de Cristo, é impactado por seu amor e sua pureza

“E, quando saíam, encontraram um homem cireneu, chamado Simão, a quem constrangeram a levar a sua cruz.” (Mt 27.32)
A hora da crucificação havia chegado para Jesus. Ele sabia de tudo. Nada o pegou de surpresa. A morte na cruz fazia parte de um plano divino. Foi uma decisão resoluta. Então, por que ele não conseguiu carregar? É bom pensar que após a Ceia, Jesus havia ido ao Getsêmane e ali, orado em intensa agonia, que mesmo pequenas veias e poros do seu corpo não suportaram. Havia ainda passado uma noite sem dormir devido aos vários julgamentos (Herodes, o Sumo-Sacerdote e Pilatos). Um chicote com pedaços de ossos e metais já tinha rasgado várias partes do seu corpo. Uma coroa de espinhos foi colocada em sua fronte. Teve o rosto coberto com um tecido vermelho e tinham batido em sua cabeça. Zombarias foram pronunciadas… Quase todo o horrível espetáculo que antecedia a crucificação já tinha sido feito, faltava apenas um ato. O crucificado deveria carregar a própria cruz – Jo 19.17.
Pense no quanto Jesus lhe ama. Foi por você. E, você, pode parar por um instante e cantar o refrão de um cântico? “Se isto não for amor, o oceano secou, não há estrelas no céu, as andorinhas não voam mais. Se isto não for amor, o céu não é real, tudo perde o valor, se isto não for amor.”
Conforme os Evangelhos Sinóticos, Jesus não suportou. E Simão, de Cirene, norte da África, foi obrigado a carregar a cruz. Os soldados romanos consideravam humilhante fazer isso. O outro Simão, o Pedro, com os outros discípulos, ficaram de longe. Por isso obrigaram o cirineu. No entanto, mesmo que naquele instante não tenha sido voluntário, o Senhor recompensou sua vida, sua família e sua terra natal. Lucas pontua em Atos 11.20, 21, que de Cirene saíram várias pessoas testemunhando poderosamente de Cristo. Quem pregou para eles? E quem pregou para Lúcio de Cirene que foi um porta-voz ousado da parte do Senhor? – Atos 13.1. A possibilidade de que tenha sido Simão é muito grande.
E a família dele? Marcos 15.21 cita seus filhos, Alexandre e Rufo. Sobre Rufo e a esposa de Simão veja o que Paulo diz: “Saudai a Rufo, eleito no Senhor, e a sua mãe e minha.” – Rm 16.13. Sim, Rufo, seu filho, uma pessoa escolhida especialmente por Cristo. E a mãe de Rufo ou esposa de Simão? Uma mulher amorosa, prestativa e protetora. Uma “mãe” para Paulo. Feliz é o pastor que tem uma mãe dessas por perto.
E Alexandre, o outro Filho? A maioria pontua como o latoeiro que causou muitos males – 2 Tm 4.14. Se foi ele, a Bíblia também adverte: “Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos.” – Mt 22.14.
Ministério é cruz? Se a sua resposta foi sim, acertou. Mas, de que forma devemos carregar a cruz? De forma forçada ou voluntária? Saiba que tudo o que é somente por força produz: tristeza, ira, ódio, peso, vergonha, somente para os outros e exasperação (não vê o momento de se livrar) … Que tragédia um ministério assim. Pregar, visitar, aconselhar, congregar, cantar, orar, constrangido e sem satisfação.
E quem carrega voluntariamente? Alegria, paz, leveza, primeiro para si, satisfação, prazer, honra… E um dia receberá a coroa da glória – 1 Pe 5.4.
Acredito que os primeiros momentos para Simão tenham sido constrangedor. Mas depois, uma satisfação enorme, porque quem caminha por Cristo e ao lado dele, logo percebe o amor, a pureza, a salvação e passa a entender plenamente quando ele disse: “Se alguém ‘quiser’ vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e siga-me.” – Lc 9.23 (grifo nosso).

Pr. Elias Alves Ferreira é responsável pela IAP em Jales (SP) e atua no Departamento Ministerial – Convenção Geral

A crise da solidão

O dilema que toda esposa de pastor enfrenta

Tenho lido muito a respeito das esposas de pastores. Talvez por ser uma, sinto-me na obrigação de falar mais sobre esse assunto que é de tão pouco interesse para muitos, mas de extrema importância.
Você já parou para pensar que mesmo estando rodeada de pessoas, na maioria dos dias, as esposas de pastores e até mesmo os pastores se sentem sozinhos? São poucas, bem poucas as pessoas que realmente ‘sabem’ como de fato estão.
A esposa de pastor costuma viver no “chão da suspeita”. Não podendo abrir a casa para todos, mas também não podendo fechar! Como diz um escritor “O medo é um gigante que se nutre da carência “, e carência é o que grande parte das esposas de pastores mais possui: carência de amizades sem interesse, carência de conversa sem medo de dedos apontados, carência de um olhar sincero.
Se você é esposa de pastor, às vezes pode ser difícil, mas como todas as escolhas que tomamos, temos que abrir mão de algumas coisas. Porém, o mais importante é observar quando é preciso procurar ajuda e não deixar isso adoecer o coração, confiando em Deus, que nos mantém de pé.
Se você é membro, procure colocar-se no lugar da família do pastor. Coloque-os em suas orações, independente da situação.

Veronica Braz é esposa de pastor, atuando na IAP em Jardim Mabel e Arujá (SP, Convenção Paulistana Leste)

Queremos ser aceitos

A mulher samaritana tinha a mesma sede que nós temos

O grande dilema humano é ser aceito. Todos nós queremos ser aceitos. Quando crianças, queremos ser aceitos por nossos pais, quando adolescentes aceitos pelos amigos, quando adultos, aceitos pela sociedade.
O texto de Jesus conversando com a mulher samaritana (João 4) trata de aceitação.
Muitas pessoas não sabem que são aceitas e amadas por Jesus da maneira que são. O amor de Deus por nós não é circunstancial, ele não depende do nosso comportamento. Deus é amor, amar é da natureza de Deus e não há nada que façamos que o faça mudar de ideia. Ele simplesmente ama você.
E o que o amor tem a ver com aceitação?
Amor é a aceitação de que entre eu e meu semelhante existem muitas e preciosas diferenças a serem respeitadas.
E o que isso tem a ver com a mulher à beira do poço? Ela se sentia rejeitada, precisava se sentir aceita e foi exatamente isso que ela encontrou em Jesus: a mais completa aceitação. Nós temos a mesma necessidade daquela mulher: ser aceitos.
Ela precisava se sentir aceita porque era samaritana
Judeus e samaritanos eram “primos” que não se davam bem. A origem da briga começara após o término do reinado de Salomão. Israel dividiu-se em dois reinos: reino do norte, cuja capital era Samaria, e reino do sul, cuja capital era Jerusalém. Vivendo tantos anos separados, a relação entre eles começou a esfriar. Em Samaria a idolatria era mais forte que em Jerusalém, tanto que foram castigados com o exílio 200 anos antes de Jerusalém. No exílio, assimilaram ainda mais a cultura pagã. Quando, finalmente, reino do norte e do sul puderam voltar às suas terras de origem, os judeus do sul não aceitaram que os moradores de Samaria comungassem com eles, pois eram impuros demais. Como os samaritanos não eram aceitos nos lugares de adoração tradicionais, eles desenvolveram sua própria adoração, seus próprios lugares de culto e modo de adorar (v. 19 e 20). E isso fez com que o ódio dos judeus crescesse ainda mais, pois os samaritanos, aqueles pagãos imundos, estavam desenvolvendo sua própria forma de adorar a Deus! Que absurdo! Desrespeitavam a Lei de Moisés.
Essa mulher já nasceu estigmatizada, antes de ter feito qualquer coisa, já era considerada impura, indigna de adorar ao Deus verdadeiro.
O estigma era tão grande que ela mesma toma um susto quando Jesus fala com ela (v. 9): “como você pede algo a mim, uma samaritana?”
Pode ser que você tenha nascido já sem aceitação. Talvez as pessoas apontavam para você como o filho do bêbado, filha da mãe perdida. Talvez estigmatizado por sua condição social ou sua cor.
Para Deus, que sonda os corações, a sua origem ou aparência não define quem você é e não interfere no fato de que Ele aceita você. Ele não liga para quem eram seus pais, sua condição social, a cor da pele, do cabelo, o estilo de vestir. Ele aceita você!

Aline Gomes Rodrigues congrega na IAP em Industrial (Convenção Mineira).

Dicas da lição 8 – “Exercício do regozijo”

Exercício do regozijo

  • Clique AQUI para acessar os slides da lição.
  • Para ouvir o podcast desta lição, clique AQUI.

 

Dicas

  • 1: Estabeleça a diferença entre a Alegria comum e a Alegria que só encontramos em Deus. O professor pode exemplificar em um quadro e pedir auxílio dos alunos para encontrar essas diferenças.
  • 2: Coloque vários momentos de nossas vidas que naturalmente nos alegramos: aniversários, conquistas, formaturas, casamentos, nascimentos e etc. Ressalte que nenhum desses momentos é eterno e que os momentos ruins também chegam. Em seguida, coloque situações e problemas pelos quais passamos e peça para que eles escrevam num papel pontos positivos mesmo em meio à dificuldades.
    Ex: Motivos para se alegrar em meio:
    – à uma crise financeira;
    – em meio à uma enfermidade;
    – em meio à uma crise familiar.
  • 3. Vídeo: Para introduzir o tópico 3, exiba o vídeo do link: https://youtu.be/jjS0WXy4FdU
  • 4. Dinâmica: Divida a classe em dois grupos e dê o tempo de 5 minutos para eles encontrarem o maior número de versículos da Bíblia (não pode versão eletrônica) e músicas com as palavras Alegria, Júbilo e Regozijo. Em seguida, conclua ressaltando a importância da Leitura e meditação na Bíblia para encontrarmos a Alegria que vem de Deus, fazendo um propósito de buscar na oração e comunhão com Deus e com os irmãos exercitar essa prática espiritual.
  • Desafio da semana: Mande para seus alunos e alunas pelo WhatsApp, redes sociais ou exiba em sala, o infográfico com o desafio da semana desta lição.

 

 

Comentários Adicionais

  1. Conceito:
    “A prática da alegria é a arte de oferecer resistência à tristeza por meio do contentamento proporcionado pela presença de Deus na vida daquele que o busca e da descoberta e exploração das muitas e variadas minas de alegria que estão à margem do caminho em direção à vida eterna.” (CÉSAR, Elben. Práticas devocionais; exercícios de sobrevivência e plenitude espiritual. 4. ed. Viçosa: Ultimato, 2005, p.145).
  2. Jesus, nossa alegria:
    “A promessa é clara: Jesus nos dá sua alegria. Jesus é de fato a alegria dos homens. Quando seu nascimento foi anunciado, sua vinda foi descrita como uma notícia portadora de alegria. Quando foi batizado, o Pai externou alegria. Deus, portanto, está interessa do na nossa alegria. É por isso que compartilha conosco sua alegria.” (Azevedo, Israel. Academia da alma. São Paulo: Vox Litteris, 2013, pp.79-80).
  3. Triste alegria:
    “A ideia de alegria que predomina no nosso tempo, feita de ação e de diversão, pode acabar nos roubando a alegria, pois são insuficientes e até mesmo falsas. Embora possa haver muito riso e felicidade numa festa, no coração de quem ri pode haver também muita tristeza. Essa visão de alegria nos rouba a alegria completa em Jesus, que independe do sucesso material, sexual, profissional. Depende, sim, de permanecermos em Jesus.” (Ibidem, pp.82-83).
  4. A alegria leva ao louvor:
    “A alegria propicia o louvor: ‘Está alguém alegre? Cante louvores’ (Tg 5.13). À alegria se conjuga o louvor, ao louvor se conjuga a música e à música se conjuga a expressão corporal. Momentos de intensa alegria foram descarregados na música e na dança, como no exemplo de Miriã, logo depois da travessia do mar Vermelho (Êx 15.20-21). Os motivos de alegria do cristão são diametralmente opostos aos motivos seculares; estes, na verdade, produzem mais sensação do que condição de bem-estar. A alegria dos secularizados depende do ter, e não do ser; de receber, e não de dar; de galgar posições, e não de servir; de proteger-se, e não de arriscar-se pelo Senhor.” (Estudos bíblicos Ultimato: A Prática da Alegria. Disponível em: http://ultimato.com.br/sites/estudos-biblicos/assunto/vida-crista/pratica-da-alegria/. Acesso: 06 de junho de 2017).
  5. Alegria em Filipenses:
    “O que ele [Paulo] espera é que os cristãos enfrentem a vida, o seu campo de batalha diário, não com murmurações, reclamações, ou uma atitude negativa diante dos problemas, como se Deus estivesse de braços cruzados, ou tivesse prazer nos sofrimentos deles, mas com atitude de alegria, sabendo que o Senhor é soberano em todas as coisas.” (Amora, Sandro. Filipenses: desenvolvendo a mentalidade cristã. Goiânia: Editora Cruz, 2017, pp.119-120).